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sem concorrentes, consórcio arremata Bloco 1 de esgoto do Ceará


O Consórcio Ceará Saneamento arrematou, nesta terça-feira, 30, o Bloco 1 (Norte-Litorâneo) da parceria público-privada (PPP) de esgotamento sanitário de municípios do interior do Ceará. Sem concorrentes, o grupo ofereceu desconto de 1,15% sobre a contraprestação máxima prevista em edital. Os demais quatro blocos previstos originalmente não foram levados a leilão na sede da B3, em São Paulo.

O Bloco 1 reúne 23 municípios do interior cearense atendidos pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e terá prazo contratual de 28 anos.

O principal objetivo da PPP é ampliar a coleta e o tratamento de esgoto para alcançar a universalização dos serviços, com atendimento de 90% da população até 2033, segundo a companhia.

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A modelagem da concessão contemplava inicialmente 127 municípios, divididos em cinco blocos, somando quase R$ 7 bilhões em investimentos distribuídos entre cinco blocos. Mas, com a realização apenas do leilão do Bloco 1, que prevê R$ 1,08 bilhão em investimentos, a expectativa inicial não se confirmou.

O consórcio vencedor é formado pelas empresas Terracom Concessões e Participações, CDG Concessões e Participações, Cosampa Construções, Gimma Engenharia, Ellenco Participações e Vale do Rio Novo Engenharia e Construções. A contraprestação máxima prevista em edital para o Bloco 1 era de R$ 3,78 bilhões ao longo da concessão, mas caiu para aproximadamente R$ 3,74 bilhões após o desconto ofertado.

Os recursos serão destinados principalmente à implantação e ampliação de redes coletoras, estações elevatórias e estações de tratamento de esgoto (ETEs), além de ligações domiciliares, linhas de recalque, sistemas de tratamento individualizados, gestão comercial, licenciamento ambiental e outras obras necessárias à universalização do serviço.

Em 2022, a Cagece já havia leiloado dois blocos de saneamento, ambos arrematados pela Aegea. Os contratos abrangem 24 municípios das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri, incluindo a capital cearense, e preveem R$ 6,2 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.

Momento é adverso para a agenda de leilões

A baixa concorrência pelo Bloco 1 e não realização da disputa dos outros lotes ocorre em um momento adverso para a agenda de leilões de saneamento em 2026. Apesar do otimismo inicial para o ano, parte dos projetos tem enfrentado dificuldades para sair do papel ou atrair concorrência.

O primeiro certame de saneamento do ano, da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), chegou a ser adiado do fim de março para maio para conceder mais prazo aos interessados na análise da documentação e na estruturação das propostas. Ao final, apenas a espanhola Acciona apresentou oferta e venceu o certame.

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Já a PPP de esgotamento sanitário da Saneamento de Goiás (Saneago), prevista para março, foi cancelada após a desclassificação do único interessado no Bloco 2, enquanto os outros dois lotes não receberam propostas.

Entre os próximos projetos previstos estão concessões e PPPs de saneamento no Rio Grande do Norte, Alagoas e Rondônia, além de outras iniciativas em estruturação por Estados e municípios.

Como ficam os blocos que não receberam propostas

A Cagece revisará a modelagem dos quatro blocos da PPP de esgotamento sanitário que não receberam propostas, afirmou o presidente da estatal, Neuri Freitas. Apesar do calendário apertado, o executivo disse que pretende realizar os certames ainda em 2026.

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“Vamos fazer um estudo sobre os demais blocos, entender o motivo pelo qual não tivemos interessados”, afirmou, ressaltando que ainda não há um diagnóstico fechado sobre os fatores que afastaram os investidores. A revisão deverá avaliar aspectos como taxa de retorno, volume de investimentos e indicadores de desempenho previstos nos contratos, segundo Freitas.

“Já conversei com alguns interessados e alguns não tiveram reclamação de preço, mas reclamaram de algum indicador. Já outros tiveram uma reclamação de preço, mas não reclamaram de indicador”, disse.

O presidente da Cagece afirmou, no entanto, que não vê um fator específico que explique o interesse apenas pelo Bloco 1.

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O executivo afirmou que os cinco lotes foram estruturados de acordo com suas características, com tarifas diferenciadas para refletir custos e investimentos. Para Freitas, o resultado reflete sobretudo as premissas adotadas por cada investidor e sua avaliação dos riscos de um contrato com duração de 28 anos.

Ainda na avaliação do executivo, o modelo de PPP enfrenta maior resistência do setor privado do que concessões plenas ou parciais, por exigir uma relação contratual mais próxima com o poder concedente. Ainda assim, avalia que o formato proporciona maior controle sobre a execução dos investimentos e o cumprimento das metas de universalização.

Freitas afirmou que pretende concluir a revisão o mais rapidamente possível e voltar à B3 ainda neste ano. Mas ressaltou que um novo edital dependerá da conclusão dos estudos, da aprovação do Comitê Gestor de PPPs e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além do prazo necessário para que os interessados analisem a documentação e preparem propostas.

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O executivo também descartou que o calendário eleitoral altere o cronograma. Segundo ele, a meta de universalização do saneamento até 2033 exige que os projetos avancem independentemente do cenário político.



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Abertura de postos de trabalho nos EUA sobe a 7,594 mi em maio, acima do esperado


O número de abril foi revisado para baixo, de 7,618 milhões para 7,585 milhões de vagas

A abertura de postos de trabalho nos Estados Unidos subiu para 7,594 milhões em maio, segundo o relatório Jolts, publicado nesta terça-feira, 30, pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 6,975 milhões.

O número de abril foi revisado para baixo, de 7,618 milhões para 7,585 milhões de vagas.



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Índice de confiança do consumidor nos EUA sobe a 91,2 em junho


O índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos elaborado pelo Conference Board subiu para 91,2 em junho, ante 90,6 em maio, segundo pesquisa divulgada pela instituição nesta terça-feira, 30.

O resultado, porém, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta do índice a 94,4 neste mês.

O dado de maio foi revisado para baixo, de 93,1 originalmente.



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Brasil abre 72.960 vagas formais de trabalho em maio, menor saldo para mês desde 2020


BRASÍLIA, 30 Jun (Reuters) – O Brasil abriu 72.960 vagas formais de emprego em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), saldo que veio abaixo do esperado por economistas e foi o mais fraco desde 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 afetou fortemente o mercado de trabalho.

O resultado do mês passado, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego, foi fruto de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos e ficou abaixo da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters de criação líquida de 115.000 vagas.

Em maio de 2025, foram criados 153.108 postos de trabalho. No mesmo mês de 2020, houve fechamento de 398.230 vagas.

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No acumulado do ano até maio, o saldo é positivo em 767.326 vagas, também o mais baixo desde 2020, ano em que se inicia a série histórica do Novo Caged, mês que registrou fechamento de 1.345.103 postos de trabalho. No mesmo período no ano passado, o saldo foi positivo em 1.067.108 postos.

Todos os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos de vagas no mês passado. O setor de serviços, como de costume, liderou a abertura, com 45.655 postos, seguido pelo setor de construção, com 12.096. Em último lugar, depois dos setores agropecuário (+10.205) e industrial (+4.974), respectivamente, ficou o setor de comércio com abertura de 40 vagas.



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Ex-presidentes e ex-diretores do BC divulgam carta em apoio à PEC da autonomia


Cinco ex-presidentes e 32 ex-diretores do Banco Central divulgaram nesta terça-feira uma carta em apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65/2023, que garante autonomia orçamentária, financeira e administrativa à autoridade monetária que tramita no Senado.

A lista de signatários inclui os ex-chefes da autarquia Waldico Bucchi (1989-1990), Gustavo Loyola (1992-1993 e 1995-1997), Henrique Meirelles (2003-2010), Alexandre Tombini (2011-2016) e Roberto Campos Neto (2019-2024), este último antecessor imediato do atual presidente, Gabriel Galípolo.

“Após quase três anos de tramitação no Senado Federal, amplo debate técnico e sucessivos aperfeiçoamentos, o texto aprovado pela CCJ revela maturidade institucional e reúne condições para apreciação definitiva pelo Plenário”, dizem. “O momento exige uma decisão orientada pelo interesse público e pela necessidade de dotar o Banco Central dos meios compatíveis com a relevância da sua missão.”

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No texto, os ex-BCs argumentam que a autonomia orçamentária e financeira seria um passo adicional de fortalecimento da autoridade monetária, de forma complementar à autonomia formal, aprovada em 2021, que fortaleceu a condução e a previsibilidade das decisões de política monetária.

“Sem condições adequadas de financiamento e planejamento, aumenta o risco de que restrições administrativas e orçamentárias comprometam a capacidade da instituição de cumprir com efetividade, as funções que lhe foram atribuídas pelo ordenamento jurídico”, dizem.

Eles destacam, ainda, que o BC vem recebendo responsabilidades crescentes de supervisão do sistema financeira e de operação de infraestruturas críticas, como o Pix, que não foram acompanhados de “instrumentos institucionais compatíveis” com as novas atribuições.

Na contramão de uma crítica da equipe econômica à PEC, a carta argumenta ainda que o texto aperfeiçoa a relação financeira entre BC e Tesouro Nacional ao proporcionar maior clareza institucional, previsibilidade e transparência para as estatísticas fiscais.

Assinam o texto:

Presidentes:

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– Wadico Waldir Bucchi

– Gustavo Loyola

– Henrique de Campos Meirelles

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– Alexandre Antonio Tombini

– Roberto Campos Neto

Diretores (em ordem alfabética):

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– Afonso Sant’Anna Bevilaqua

– Aldo Luiz Mendes

– Altamir Lopes

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– Alvir Alberto Hoffmann

– Antônio Gustavo Matos do Vale

– Beny Parnes

– Bruno Serra Fernandes

– Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo

– Carlos Viana de Carvalho

– Carolina de Assis Barros

– Daniel Luiz Gleizer

– Diogo Abry Guillen

– Fábio Kanczuk

– Fernanda Magalhães Rumenos Guardado

– Isaac Sidney Menezes Ferreira

– João Manoel Pinho de Mello

– João Antônio Fleury Teixeira

– Luiz Edson Feltrim

– Luiz Fernando Figueiredo

– Maria Celina Arraes

– Mario Gomes Torós

– Mário Magalhães Carvalho Mesquita

– Maurício Costa de Moura

– Otávio Ribeiro Damaso

– Paulo Sérgio Cavalheiro

– Reinaldo Le Grazie

– Renato Dias de Brito Gomes

– Roberto Castello Branco

– Rodrigo Telles da Rocha Azevedo

– Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

– Sidnei Corrêa Marques

– Tony Volpon



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Influenciada pela alta dos alimentos e remédios, inflação fica em 0,67% em abril


A inflação de abril (0,67%) desacelerou em relação ao resultado de março (0,88%), mas acumula alta de 2,60%, no primeiro…



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PMI dos Estados Unidos medido pelo ISM cai a 56,7 em junho


O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago recuou para 56,7 em junho, ante 62,7 em maio, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 30.

O resultado, porém, superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda a 54,5 neste mês.



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Custos da construção avançam 0,72% em abril, com destaque para Região Nordeste


O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou 0,72% em abril, ficando 0,35 ponto percentual acima da taxa registrada…



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Dívida pública bruta do Brasil sobe mais que o esperado em maio, a 81,1% do PIB


A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em maio e o déficit do setor público consolidado foi pior do que a expectativa, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou maio em 81,1%, contra 80,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 67,9%, de 67,2%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 80,7% para a dívida bruta e de 68,1% para a líquida.

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Em maio, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$56,131 bilhões, contra expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$53,5 bilhões.

O desempenho mostra que o governo central teve déficit de R$55,169 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram rombo de R$1,236 bilhão e as estatais tiveram superávit de R$273 milhões, mostraram os dados do Banco Central.



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Preços da indústria caem 0,30% em maio, sob impacto do setor de alimentos


O preço da industria nacional variou no mês de maio, em média, -0,30% quando comparados aos de abril de 2026, revertendo…



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