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Estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica


A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas,…



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Prévia da inflação de maio estoura teto da meta, mesmo com alívio de combustíveis


O alívio nos preços dos combustíveis desacelerou a alta da prévia da inflação (IPCA-15), que avançou 0,62% em maio, pressionada pelo grupo de alimentação e bebidas (1,38%). Em abril, o indicador havia ficado em 0,89%. Embora o dado tenha reduzido o ritmo de alta, ele aponta para riscos estruturais de pressão na inflação. No acumulado de 12 meses, a prévia já supera o teto da meta e vai a 4,64%, aponta o IBGE.

Na análise dos especialistas, a desaceleração não conseguiu refletir uma queda de preços estruturada entre todos os setores, e segue acendendo o alerta para um menor espaço para o corte de juros pelo Banco Central.

“O resultado mostrou um núcleo de inflação ainda persistente, com serviços e bens industrializados subjacentes permanecendo pressionados, mesmo com algum alívio vindo dos preços de combustíveis”, avalia Alexandre Maluf, economista da XP.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, embora o resultado de maio tenha desacelerado em relação a abril, ele mostra uma surpresa negativa na análise qualitativa. Isso quer dizer que o dado aponta uma inflação disseminada e mais estrutural, indo além dos efeitos do conflito no Oriente Médio e do choque de oferta do petróleo. 

Para o Bank of America (BofA), a leitura dos dados é desfavorável. Alberto Ramos, economista da instituição, avalia que as pressões inflacionárias em serviços seguem “intensas e disseminadas”.

Segundo a análise da XP, as principais surpresas de alta vieram de tubérculos, raízes e legumes (+3bps) e de produtos farmacêuticos (+2bps). Já as surpresas de baixa vieram de derivados de leite (‑4,7bps), passagens aéreas (‑5bps) e bens industrializados (‑3bps). 

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Leia também: Focus: mercado eleva projeção de inflação para 2026 e reduz expectativa para dólar

Grupo Abril (%) Maio (%)
Índice Geral 0,89 0,62
Alimentação e bebidas 1,46 1,38
Habitação 0,42 1,03
Artigos de residência 0,48 0,21
Vestuário 0,76 0,36
Transportes 1,34 -0,33
Saúde e cuidados pessoais 0,93 1,05
Despesas pessoais 0,32 0,5
Educação 0,05 0,01
Comunicação 0,48 0,36
Fonte: IBGE

Alimentação

O grupo de alimentação e bebidas teve avanço de 1,46%, puxado por alimentação no domicílio, que subiu 1,73% na comparação mensal, acima das projeções. 

Gabriel Pestana, economista-sênior da Genial Investimentos, destaca que a pressão de preços está mais disseminada e alcança os alimentos in natura, o que reflete uma pior qualidade no dado. 

Julio Cesar, economista do Banco Daycoval, afirma que o dado vai contra o recuo de preços no segmento, que era esperado pelo mercado. 

“A expectativa era de um arrefecimento maior dos preços dos alimentos em relação ao mês anterior. Houve um arrefecimento, mas foi muito menor do que o esperado”, diz, citando repasses de valores em carnes, derivados de leite, arroz, batata e tomate. 

A XP projeta moderação para o trimestre seguinte, e prevê aumento no último trimestre de 2026 em decorrência do fenômeno climático El Niño.

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Serviços

A média móvel trimestral, que capta o avanço da inflação no curto prazo, aponta que os serviços subjacentes subiram de 5,98% para 6,15% em maio. Este grupo exclui itens voláteis e capta a tendência de pressão sobre os preços. Maluf, da XP, alerta que os percentuais estão muito acima da meta de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância para até 4,5%.

Os serviços intensivos em mão de obra aumentaram 0,59% na comparação mensal e foi de 7,19% para 7,43% na média móvel de três meses. O acumulado de 12 meses já chega a 7,03%. 

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, o ponto que mais merece atenção daqui para frente é a difusão da inflação e o comportamento dos serviços subjacentes, que são os termômetros para o Banco Central decidir se mantém o ciclo de corte de juros.

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Bens industrializados

Os preços dos bens industrializados subiram 0,31% na comparação mensal, abaixo das expectativas. No entanto, as análises apontam deterioração qualitativa na composição dos preços. Para a equipe de macroeconomia do Itaú, a leitura de hoje mostra que o qualitativo da inflação segue piorando, com serviços e industriais subjacentes acelerando na margem. A avaliação é que o dado reflete os efeitos altistas do choque no petróleo, especialmente nos industriais.

Leonardo Costa, do ASA, explica que o comportamento do setor reflete a absorção de efeitos indiretos do aumento de preços do petróleo, que transferem os custos ao longo da cadeia produtiva. 

Já Carlos Thadeu, economista de inflação e commodities da BGC Liquidez, tem uma leitura mais otimista, apontando que a desaceleração do segmento industrial confirma uma dinâmica favorável para a inflação futura.

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Projeção para inflação e Selic

Com a prévia da inflação avançando mais que o esperado, o Itaú projeta que o IPCA em 2026 deve fechar em 5,2%, caracterizando o balanço de risco como assimétrico para cima.

A XP aguarda inflação de 5,3%, mesmo percentual da MAG Investimentos. O Inter prevê 5,1%, e a Genial Investimentos calcula o encerramento em 4,9%. PicPay e Daycoval projetam a inflação de 2026 em 4,7%.

Com o resultado do IPCA-15, as instituições financeiras vão consolidando a projeção de juros restritivos por mais tempo, vendo o espaço para os cortes diminuir ao longo dos meses.

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O BofA avalia que o cenário ainda é desafiador. “Há deterioração renovada das expectativas de inflação de curto e médio prazo, hiato do produto positivo, mercado de trabalho restrito e uma série de medidas fiscais/quase fiscais/de crédito antes das eleições do 4º trimestre de 2026 exigem, em nossa opinião, uma calibração conservadora do ciclo de normalização da política monetária”, diz Ramos, em relatório.

“Na prática, o dado consolida a leitura de juros altos por mais tempo e custo de capital mais pesado para as empresas no segundo semestre”, afirma Peterson Rizzo, head de Relações com Investidores da Multiplike.

Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, aponta que o índice deve levar a autoridade monetária a ter maior cautela em suas decisões. “Esse resultado praticamente consolida a percepção de que a Selic deve permanecer em patamar elevado por mais tempo”, afirma.

A XP estima que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará três cortes de 25 pontos base, encerrando o ciclo com a Selic a 13,75%. 

Para o C6 Bank, a projeção é de Selic em 13,5% ao fim do ano. A Genial Investimentos projeta a taxa a 13,25%.

Já o Banco Pine está sendo mais conservador. Nesta semana, a instituição informou que havia mudado a projeção da Selic para o ano, estimando dois cortes de 25 pontos-base, levando a taxa final a14% para 2026.

“Mesmo um eventual arrefecimento das tensões geopolíticas dificilmente seria suficiente para reverter a reprecificação estrutural observada nas curvas globais de juros. A combinação entre inflação mais persistente, deterioração fiscal e elevação dos prêmios de risco sugere um ambiente de juros reais mais elevados por período prolongado, inclusive no Brasil”, avalia Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine.



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Serviços avançam 0,1% em fevereiro, puxados por informação e comunicação e transporte rodoviário de cargas


O volume de Serviços do país variou 0,1% em fevereiro de 2026, em relação a janeiro, influenciado pelas altas nas atividades…



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IPCA-15 sobe 0,62% em maio, acima do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio de 2026, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,64%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,53% no mês e de 4,55% em 12 meses.

Em maio, os preços de alimentação e bebidas aumentaram 1,38%, após alta de 1,46% em abril. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,30 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0 62% no mês.

Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,73% em maio, após ter avançado 1,77% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,51%, ante alta de 0,70% em abril.

Já os preços de transportes caíram 0,33% em maio, após alta de 1 34% em abril. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,62% no mês.

Os preços de combustíveis tiveram queda de 1,47% em maio, após avanço de 6,06% no mês anterior. A gasolina caiu 1,32%, após ter registrado alta de 6,23% em abril, enquanto o etanol recuou 2 73% nesta leitura, após alta de 2,17% na última.

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(com Reuters e Estadão Conteúdo)



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Preços da construção avançam 0,37% em março, com destaque para Região Nordeste


O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) avançou 0,37% em março de 2026, ficando 0,14 ponto percentual acima da…



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Em março, comércio cresce 0,5% e atinge novo recorde


O volume de vendas do comércio varejista do país cresceu 0,5% em março, frente a fevereiro, na série sem influências…



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Balança comercial compensa dado externo pior em renda primária e serviços


A balança comercial continuou a fazer diferença nas contas externas em abril e o superávit esperado para o ano deve continuar a compensar surpresas negativas, como a observada na renda primária no mês passado, dizem economistas.

O balanço de pagamentos divulgado nesta terça-feira (26) pelo Banco Central apontou que o déficit em transações correntes de US$ 1,8 bilhão em abril. No acumulado em doze meses, o déficit permaneceu relativamente estável em US$ 64,3 bilhões (2,66% do PIB), ante 2,70% do PIB em março.

Luiza Pinese, economista da XP, diz que, no geral, o déficit em conta corrente de abril veio acima do esperado, impulsionado pela surpresa negativa na renda primária. Mas ela pondera que o forte superávit comercial, sustentado por maiores volumes e preços de exportação de commodities, compensou esse resultado no curto prazo.

A renda primária registrou déficit de US$ 6,8 bilhões em abril, mais que os US$ 5,2 bilhões estimados pela XP e um valor também superior aos US$ 5,0 bilhões registrados em abril do ano passado.

Mas a balança comercial mostrou superávit de US$ 9,7 bilhões em abril, uma alta de US$ 2,8 bilhões em relação a abril de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente por petróleo bruto e soja no lado das exportações, e pelo adiantamento de compras de veículos de passeio chineses no lado das importações, destaca a economista.

Pinese diz esperar que a balança comercial siga como principal conta da melhora das contas externas em 2026, com maiores volumes e preços de exportação mais do que compensando o nível ainda elevado das importações.

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“Por outro lado, renda primária e serviços devem continuar pressionando o déficit em conta corrente, refletindo fretes mais altos, a piora estrutural dos déficits de propriedade intelectual e telecomunicações, e um estoque maior de IDP gerando maiores saídas de renda — mas sem intensidade suficiente para anular o impulso da balança comercial”, comenta.

Leonardo Costa, economista do ASA, concorda que a melhora da balança comercial, sustentada por exportações aquecidas, tende a ser compensada pelo avanço do déficit em outras rubricas, como em serviços (via aumento do custo com transportes), e renda primária. “Com isso, o resultado em conta corrente deve seguir relativamente estável, com projeção de déficit modestamente menor em 2026 em relação a 2025”, calcula.

Ele comenta ainda que a conta de serviços continua sendo um ponto de pressão estrutural, com déficit de US$ 5,0 bilhões em abril, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. “O destaque negativo ficou com viagens internacionais, cujo déficit líquido cresceu 66%, impulsionado por aumento de 34,8% nas despesas dos brasileiros no exterior, enquanto as receitas de turismo estrangeiro permaneceram praticamente estáveis. Telecomunicação e aluguel de equipamentos também contribuíram para a piora”, detalha.

Investimento direto

Para André Valério, economista sênior do Inter, a despeito do déficit em transações correntes, a posição externa da economia brasileira segue confortável, sendo amplamente financiada pelos investimentos diretos no país, que em abril registraram ingressos líquidos de US$ 8,9 bilhões, US$ 3,5 bilhões acima dos ingressos de abril de 2025.

Com isso, no acumulado em 12 meses, os investimentos diretos no país acumulam US$ 79,2 bilhões nos últimos 12 meses, o equivalente a 3,28% do PIB. Valério adverte, no entanto, que chamou a atenção a tendência de saída de capitais via stablecoins, que no acumulado em 12 meses já ultrapassa US$ 20 bilhões.

“Tal movimento pode pressionar a posição externa brasileira, de fato, quando incluímos stablecoins na análise de equilíbrio externo, vemos o gap entre saídas e entradas divergir. Entretanto, não é algo que demanda muita preocupação em meio ao atual contexto, com a economia brasileira tendo ampla capacidade de atrair recursos em dólares para financiar o déficit em conta corrente”, diz.

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Sobre o bom dado geral do IDP, a economista da XP também tem uma visão construtiva. “O Brasil continua atraindo capital estrangeiro com base em seu parque industrial diversificado, matriz energética limpa e segunda maior reserva mundial de terras raras.”



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Em março, produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados


De fevereiro para março, a variação positiva de 0,1% na produção industrial do país, na série com ajuste sazonal,…



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Movimentação no Porto de Santos bate recorde em abril e no quadrimestre


O Porto de Santos atingiu outro recorde mensal em abril. A movimentação de cargas no maior porto brasileiro atingiu 16,5 milhões de toneladas no mês passado, com aumento de 11,5% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, foi registrado um crescimento de 6,6%, com 59,3 milhões de toneladas, dado que a Autoridade Portuária de Santos destacou como a melhor marca para um primeiro quadrimestre da série histórica.

Em abril, a movimentação de contêineres chegou a 508,7 mil TEU (Unidade Equivalente a Vinte Pés, a medida padrão global de contêineres), um aumento de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, também a melhor marca histórica para abril.

No acumulado do quadrimestre, foram 1,91 milhões de TEU transportados, que representaram um crescimento de 5,4% na comparação com 2025.

Leia também: Balança comercial tem superávit de US$10,537 bi em abril com exportações mais fortes

Ainda segundo os dados oficiais, a movimentação de granéis líquidos em Santos acumulou 6,6 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses do ano – um aumento de 10,1% comparado ao mesmo período de 2025, também um novo recorde para um primeiro quadrimestre.

Especificamente em abril, foi movimentado 1,7 milhão de toneladas. Os destaques do primeiro quadrimestre foram os aumentos do embarque de diesel, óleo combustível e gasolina: +27,9%, +23,9% e +15,8%, respectivamente.

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Os granéis sólidos chegaram ao acumulado de 29,2 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026 (+8,2% sobre 2025), outro recorde para o período. Soja em grãos (54,8%), açúcar (+16%) e soja peletizada (12%) apresentaram os maiores crescimentos. No mês de abril, a movimentação de granéis sólidos avançou 16,2% ante abril de 2025.

A participação acumulada do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28,5% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano.

No período, a China ampliou a sua condição de principal parceiro comercial: cerca de 31,9% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos tiveram o país asiático como origem ou destino – o valor movimentado no primeiro quadrimestre chegou a US$ 18,98 bilhões (ante US$ 6,27 bilhões transacionados com os EUA, o segundo maior parceiro).



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Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026


A estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas,…



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