O Banco Central (BC) estima que a dívida externa brasileira atingiu US$ 416,976 bilhões em abril, segundo os números do balanço de pagamentos divulgados nesta terça-feira, 26. A dívida externa era de US$ 401,187 bilhões em março, segundo as estimativas da autarquia.
A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 295,290 bilhões em abril, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 121,686 bilhões.
O investimento estrangeiro em ações brasileiras foi positivo em US$ 986 milhões em abril, informou o Banco Central. No mesmo mês de 2025, o resultado havia sido negativo em US$ 803 milhões.
O investimento líquido em fundos de investimento no Brasil foi positivo em US$ 113 milhões no mês passado. Em abril de 2025, havia sido negativo em US$ 634 milhões.
O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País foi negativo em US$ 477 milhões em abril. No mesmo mês de 2025, havia sido positivo em US$ 1,950 bilhão.
O investimento em ações brasileiras é positivo em US$ 8,008 bilhões no acumulado de janeiro a abril de 2026. O investimento em fundos é negativo em US$ 2,591 bilhões. O saldo dos títulos negociados no mercado doméstico é positivo em US$ 6,774 bilhões.
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As estatísticas do BC consideram a entrada e saída de dólares no Brasil nessas rubricas, e não refletem exatamente os movimentos de mercado de não-residentes na B3.
A conta de viagens internacionais teve déficit de US$ 1,456 bilhão em abril, informou o Banco Central. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram no exterior e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil. Em abril de 2025, o déficit nessa conta foi de US$ 875 milhões.
Os brasileiros gastaram US$ 2,293 bilhões no exterior no mês passado. As despesas dos estrangeiros com viagens ao Brasil ficaram em US$ 837 milhões.
A conta de viagens internacionais acumula déficit de US$ 4,289 bilhões em 2026. Ela teve déficit de US$ 11,536 bilhões em 2025.
O Brasil teve déficit de US$ 1,765 bilhão na conta corrente em abril, após déficit de US$ 6,036 bilhões em março, informou o Banco Central nesta terça-feira, 26.
O resultado superou a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um déficit de US$ 100 milhões. As estimativas iam de déficit de US$ 2,301 bilhões a superávit US$ 1,0 bilhão.
O déficit em transações correntes foi maior do que o contabilizado em abril de 2025, quando o resultado foi negativo em US$ 1,636 bilhões.
A conta corrente tem saldo negativo de US$ 21,965 bilhões no acumulado de 2026. O rombo em 12 meses passou de 2,70% (ajustado de 2,71%) do Produto Interno Bruto (PIB) em março para 2,66% em abril. É o menor déficit desde fevereiro de 2026, quando o rombo era de 2,61% do PIB.
A balança comercial teve superávit de US$ 9,707 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 5,044 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 6,801 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 2,121 bilhões.
O BC espera um déficit de US$ 58 bilhões nas transações correntes este ano, o equivalente a 2,2% do PIB, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre. A estimativa incorpora um superávit comercial de US$ 73 bilhões, além de déficits de US$ 54 bilhões na conta de serviços e de US$ 82 bilhões na conta de renda primária.
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O Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve estável em maio, em 92,6 pontos, informou o FGV/Ibre nesta terça-feira (26). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,3 ponto, para 92,9 pontos. O setor está mais confiante quando analisa a situação atual dos negócios, mas mostrou mais incerteza em relação aos meses à frente.
O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto, alcançando 92,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 0,8 ponto, para 92,9 pontos.
Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 91,0 pontos, com um diferencial de negócios comparado ao mês anterior de 0,8 ponto. Já a Carteira de Contratos chegou a 93,8 pontos, apresentando um diferencial de 0,4 ponto em relação ao mês anterior.
Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95.7 pontos, avançando 0,8 pontos em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios caiu para 90,1 pontos, retrocedendo 2,3 pontos comparado ao mês anterior.
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Na análise de Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV/Ibre, quando analisados os resultados intersetoriais, também houve movimentos distintos, sendo que as empresas de Edificações apontaram deterioração mais expressiva em relação às perspectivas para os próximos meses.
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“Por trás dessa queda, há, portanto, a piora no ambiente de negócios, marcado pela falta de trabalhadores e aumento nos custos. Pelo segundo mês, cresceram as assinalações no quesito custo da matéria-prima como fator limitante à expansão da atividade. Um cenário que não deve ter alívio em um horizonte próximo”, observou em nota.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77,4%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também recuaram 0,4 e 0,6 p.p., para 78,7% e 72,3%, respectivamente.
Ainda segundo a pesquisa, as perspectivas do mercado de trabalho continuam favoráveis no setor: em todos os segmentos, as assinalações de aumento na contratação superam as de redução. “Ou seja, em um horizonte imediato não há sinais negativos sobre o cronograma já contratado de obras. Com a continuidade desse cenário mais adverso, essa percepção será testada nos próximos meses”, diz o FGV/Ibre.