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Balança comercial compensa dado externo pior em renda primária e serviços


A balança comercial continuou a fazer diferença nas contas externas em abril e o superávit esperado para o ano deve continuar a compensar surpresas negativas, como a observada na renda primária no mês passado, dizem economistas.

O balanço de pagamentos divulgado nesta terça-feira (26) pelo Banco Central apontou que o déficit em transações correntes de US$ 1,8 bilhão em abril. No acumulado em doze meses, o déficit permaneceu relativamente estável em US$ 64,3 bilhões (2,66% do PIB), ante 2,70% do PIB em março.

Luiza Pinese, economista da XP, diz que, no geral, o déficit em conta corrente de abril veio acima do esperado, impulsionado pela surpresa negativa na renda primária. Mas ela pondera que o forte superávit comercial, sustentado por maiores volumes e preços de exportação de commodities, compensou esse resultado no curto prazo.

A renda primária registrou déficit de US$ 6,8 bilhões em abril, mais que os US$ 5,2 bilhões estimados pela XP e um valor também superior aos US$ 5,0 bilhões registrados em abril do ano passado.

Mas a balança comercial mostrou superávit de US$ 9,7 bilhões em abril, uma alta de US$ 2,8 bilhões em relação a abril de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente por petróleo bruto e soja no lado das exportações, e pelo adiantamento de compras de veículos de passeio chineses no lado das importações, destaca a economista.

Pinese diz esperar que a balança comercial siga como principal conta da melhora das contas externas em 2026, com maiores volumes e preços de exportação mais do que compensando o nível ainda elevado das importações.

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“Por outro lado, renda primária e serviços devem continuar pressionando o déficit em conta corrente, refletindo fretes mais altos, a piora estrutural dos déficits de propriedade intelectual e telecomunicações, e um estoque maior de IDP gerando maiores saídas de renda — mas sem intensidade suficiente para anular o impulso da balança comercial”, comenta.

Leonardo Costa, economista do ASA, concorda que a melhora da balança comercial, sustentada por exportações aquecidas, tende a ser compensada pelo avanço do déficit em outras rubricas, como em serviços (via aumento do custo com transportes), e renda primária. “Com isso, o resultado em conta corrente deve seguir relativamente estável, com projeção de déficit modestamente menor em 2026 em relação a 2025”, calcula.

Ele comenta ainda que a conta de serviços continua sendo um ponto de pressão estrutural, com déficit de US$ 5,0 bilhões em abril, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. “O destaque negativo ficou com viagens internacionais, cujo déficit líquido cresceu 66%, impulsionado por aumento de 34,8% nas despesas dos brasileiros no exterior, enquanto as receitas de turismo estrangeiro permaneceram praticamente estáveis. Telecomunicação e aluguel de equipamentos também contribuíram para a piora”, detalha.

Investimento direto

Para André Valério, economista sênior do Inter, a despeito do déficit em transações correntes, a posição externa da economia brasileira segue confortável, sendo amplamente financiada pelos investimentos diretos no país, que em abril registraram ingressos líquidos de US$ 8,9 bilhões, US$ 3,5 bilhões acima dos ingressos de abril de 2025.

Com isso, no acumulado em 12 meses, os investimentos diretos no país acumulam US$ 79,2 bilhões nos últimos 12 meses, o equivalente a 3,28% do PIB. Valério adverte, no entanto, que chamou a atenção a tendência de saída de capitais via stablecoins, que no acumulado em 12 meses já ultrapassa US$ 20 bilhões.

“Tal movimento pode pressionar a posição externa brasileira, de fato, quando incluímos stablecoins na análise de equilíbrio externo, vemos o gap entre saídas e entradas divergir. Entretanto, não é algo que demanda muita preocupação em meio ao atual contexto, com a economia brasileira tendo ampla capacidade de atrair recursos em dólares para financiar o déficit em conta corrente”, diz.

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Sobre o bom dado geral do IDP, a economista da XP também tem uma visão construtiva. “O Brasil continua atraindo capital estrangeiro com base em seu parque industrial diversificado, matriz energética limpa e segunda maior reserva mundial de terras raras.”



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Em março, produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados


De fevereiro para março, a variação positiva de 0,1% na produção industrial do país, na série com ajuste sazonal,…



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Movimentação no Porto de Santos bate recorde em abril e no quadrimestre


O Porto de Santos atingiu outro recorde mensal em abril. A movimentação de cargas no maior porto brasileiro atingiu 16,5 milhões de toneladas no mês passado, com aumento de 11,5% em relação a abril de 2025. No acumulado do ano, foi registrado um crescimento de 6,6%, com 59,3 milhões de toneladas, dado que a Autoridade Portuária de Santos destacou como a melhor marca para um primeiro quadrimestre da série histórica.

Em abril, a movimentação de contêineres chegou a 508,7 mil TEU (Unidade Equivalente a Vinte Pés, a medida padrão global de contêineres), um aumento de 10,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, também a melhor marca histórica para abril.

No acumulado do quadrimestre, foram 1,91 milhões de TEU transportados, que representaram um crescimento de 5,4% na comparação com 2025.

Leia também: Balança comercial tem superávit de US$10,537 bi em abril com exportações mais fortes

Ainda segundo os dados oficiais, a movimentação de granéis líquidos em Santos acumulou 6,6 milhões de toneladas nos quatro primeiros meses do ano – um aumento de 10,1% comparado ao mesmo período de 2025, também um novo recorde para um primeiro quadrimestre.

Especificamente em abril, foi movimentado 1,7 milhão de toneladas. Os destaques do primeiro quadrimestre foram os aumentos do embarque de diesel, óleo combustível e gasolina: +27,9%, +23,9% e +15,8%, respectivamente.

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Os granéis sólidos chegaram ao acumulado de 29,2 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026 (+8,2% sobre 2025), outro recorde para o período. Soja em grãos (54,8%), açúcar (+16%) e soja peletizada (12%) apresentaram os maiores crescimentos. No mês de abril, a movimentação de granéis sólidos avançou 16,2% ante abril de 2025.

A participação acumulada do Porto de Santos na corrente comercial brasileira foi de 28,5% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano.

No período, a China ampliou a sua condição de principal parceiro comercial: cerca de 31,9% das transações comerciais nacionais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos tiveram o país asiático como origem ou destino – o valor movimentado no primeiro quadrimestre chegou a US$ 18,98 bilhões (ante US$ 6,27 bilhões transacionados com os EUA, o segundo maior parceiro).



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Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026


A estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas,…



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Brasil avança para ‘muito alto desenvolvimento humano’, mas desigualdades persistem


O Brasil atingiu em 2024 sua melhor marca no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e entrou na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, mas segue convivendo com desigualdades relevantes por território, raça/cor e sexo, segundo dados do Radar IDHM, elaborado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua, do IBGE.

Na série de 2012 a 2024, o IDHM do Brasil subiu de 0,744 para 0,805. O avanço ocorreu apesar do recuo observado em 2020 e 2021, associado aos impactos da pandemia de covid-19, especialmente na dimensão de longevidade.

Em 2024, o IDHM Longevidade alcançou 0,860 (0,829 em 2012), após o pior nível em 2021 (0,796). O IDHM Educação também cresceu para 0,798, com queda pontual em 2021. Já o IDHM Renda teve trajetória mais oscilante, refletindo a crise econômica a partir de 2015 e a pandemia, mas avançou de 0,732 para 0,760.

Os dados também mostram redução – ainda que parcial – das distâncias raciais. Entre 2012 e 2024, o IDHM da população branca passou de 0,796 para 0,806, enquanto o da população negra (pretos e pardos) subiu de 0,685 para 0,712. Ainda assim, permanecem diferenças significativas. Em renda, por exemplo, a renda domiciliar per capita foi de R$ 1.208,58 para brancos em 2024, ante R$ 673,65 para negros.

As disparidades por sexo aparecem de forma mais forte quando o índice é ajustado pela renda do trabalho. Na série 2012-2024, o IDHM ajustado dos homens foi de 0,804 para 0,822, e o das mulheres, de 0,662 para 0,679, com a dimensão de renda do trabalho concentrando as maiores diferenças entre os grupos ao longo do período.

Quando considerado o IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD), o indicador reforça que o desenvolvimento médio do País não representa igualmente todos os brasileiros. O IDHMAD avançou de 0,566 em 2012 para 0,641 em 2024. A “perda” associada à desigualdade, na comparação entre IDHM e IDHMAD, caiu de 23,9% para 20,4%, indicando melhora, mas manutenção de um hiato relevante.

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No recorte territorial, o Radar aponta evolução do IDHM em todas as unidades da federação entre 2012 e 2024, com Estados do Nordeste entre os que mais avançaram, como Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte. Ainda assim, as disparidades permanecem: em 2024, o Distrito Federal registrou 0,866, enquanto Maranhão e Alagoas ficaram com 0,745 e 0,746, respectivamente.

Para o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, o resultado dos avanços indicados no índice são reflexo dos projetos federais e de políticas públicas que olham para “a população mais pobre do Brasil”.

“Você tem um avanço na cobertura do SUS, em saúde pública no País, um aprimoramento das políticas e com isso você permitiu um aumento da expectativa de vida média no País que conta e faz evoluir os índices. Você teve um processo de distribuição de renda muito vinculado às políticas de transferência de renda, de valorização real do salário mínimo que é uma marca dos governos do presidente Lula e dos programas sociais como o Bolsa Família”, afirmou, durante evento de lançamento da pesquisa.

Apesar da melhora do índice sinalizar avanço de condições médias de vida, o Radar IDHM enfatiza que os dados reforçam a necessidade de políticas públicas orientadas por evidências para enfrentar desigualdades persistentes – e garantir que o progresso se traduza em oportunidades mais equilibradas entre grupos e territórios.

“Ainda temos um desafio na parte da renda, evoluímos, reduzimos a desigualdade de gênero no Brasil do ponto de vista da renda, mas ela ainda existe, evoluímos na desigualdade racial, mas ele ainda existe, o abismo que separa a renda masculina da renda feminina, ele é menor do que era no período anterior, mas ele ainda existe. A gente comemora os dados, mas temos consciência de que precisamos de um planejamento ainda maior”, concluiu Boulos.



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Setor de serviços recua 1,2% com destaque para transportes


O volume de serviços do país recuou 1,2% em março de 2026, em relação ao mês anterior, após estabilidade em fevereiro….



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Índice de confiança do consumidor nos EUA cai a 93,1 em maio


O índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos elaborado pelo Conference Board caiu para 93,1 em maio, ante 93,8 em abril, segundo pesquisa divulgada pela instituição nesta terça-feira, 26. O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda do índice a 91,9 neste mês.

O dado de abril foi revisado para cima, de 92,8 originalmente.



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No 1° trimestre de 2026, crescem os abates de bovinos, suínos e frangos


No 1° trimestre de 2026, o abate de bovinos cresceu 3,3% em comparação ao 1º trimestre de 2025, o de suínos registrou…



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BC estima dívida externa bruta em US$ 416,976 bilhões em abril


O Banco Central (BC) estima que a dívida externa brasileira atingiu US$ 416,976 bilhões em abril, segundo os números do balanço de pagamentos divulgados nesta terça-feira, 26. A dívida externa era de US$ 401,187 bilhões em março, segundo as estimativas da autarquia.

A dívida externa de longo prazo atingiu US$ 295,290 bilhões em abril, enquanto o estoque de curto prazo ficou em US$ 121,686 bilhões.

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras foi positivo em US$ 986 milhões em abril, informou o Banco Central. No mesmo mês de 2025, o resultado havia sido negativo em US$ 803 milhões.

O investimento líquido em fundos de investimento no Brasil foi positivo em US$ 113 milhões no mês passado. Em abril de 2025, havia sido negativo em US$ 634 milhões.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País foi negativo em US$ 477 milhões em abril. No mesmo mês de 2025, havia sido positivo em US$ 1,950 bilhão.

O investimento em ações brasileiras é positivo em US$ 8,008 bilhões no acumulado de janeiro a abril de 2026. O investimento em fundos é negativo em US$ 2,591 bilhões. O saldo dos títulos negociados no mercado doméstico é positivo em US$ 6,774 bilhões.

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As estatísticas do BC consideram a entrada e saída de dólares no Brasil nessas rubricas, e não refletem exatamente os movimentos de mercado de não-residentes na B3.

Viagens internacionais

A conta de viagens internacionais teve déficit de US$ 1,456 bilhão em abril, informou o Banco Central. O valor reflete a diferença entre o que os brasileiros gastaram no exterior e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil. Em abril de 2025, o déficit nessa conta foi de US$ 875 milhões.

Os brasileiros gastaram US$ 2,293 bilhões no exterior no mês passado. As despesas dos estrangeiros com viagens ao Brasil ficaram em US$ 837 milhões.

A conta de viagens internacionais acumula déficit de US$ 4,289 bilhões em 2026. Ela teve déficit de US$ 11,536 bilhões em 2025.



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IBGE divulga Relatório Metodológico das Pesquisas Estruturais em Empresas


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, nesta quinta-feira (21), o primeiro relatório metodológico…



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