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Receita Federal e Uems dão destino sustentável a alimentos apreendidos em MS


A Receita Federal e a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) desenvolvem ação conjunta para o reaproveitamento de alimentos perecíveis apreendidos no estado. A iniciativa assegura destinação ambientalmente adequada a produtos que, de outra forma, seriam descartados.

As mercadorias, classificadas como gêneros alimentícios impróprios para consumo humano, somam dezenas de caixas com itens como erva-mate, chás, doces, balas, chocolates, bebidas alcoólicas, azeite de oliva, sucos e refrigerantes.

Após triagem, os produtos são encaminhados a estudos e processos de reaproveitamento, com destinações específicas.

A erva-mate e os chás, por exemplo, serão transformados em adubo orgânico por meio de compostagem. O azeite de oliva será utilizado na produção de sabão, enquanto bebidas alcoólicas serão convertidas em álcool gel.

“Em substituição ao procedimento de destruição convencional, esses materiais passam a ter destinação ambientalmente adequada, alinhada às boas práticas de gestão ambiental”, afirma o delegado da Receita Federal em Campo Grande, Zumilson Custódio da Silva.

Segundo o gerente da unidade da Uems em Mundo Novo, professor Leandro Marciano Marra, a iniciativa reforça a integração entre o poder público e a comunidade acadêmica na busca por soluções sustentáveis e inovadoras.

Os produtos reaproveitados, que antes seriam destruídos, foram avaliados em aproximadamente R$ 340 mil.

“Trata-se de um valor expressivo de mercadorias que deixaram de abastecer o mercado informal, protegendo os comerciantes que atuam dentro da legalidade, e ainda tiveram destinação útil”, acrescenta o delegado.

Para a Receita Federal, a ação contribui para a redução da geração de resíduos, a mitigação de impactos ambientais e o estímulo à economia circular, em conformidade com a legislação vigente.

“A iniciativa está alinhada aos princípios que orientam a atuação da Receita Federal, especialmente no que se refere à destinação adequada de mercadorias apreendidas, com foco na sustentabilidade e na responsabilidade socioambiental”, conclui Zumilson Custódio.

Calçados

Em 2025, ação desenvolvida pelo órgão em parceria com a universidade deu nova destinação a mais de 14 mil pares de tênis e chinelos apreendidos.

Os produtos foram descaracterizados, com a retirada de marcas conhecidas, e distribuídos a estudantes em situação de vulnerabilidade, entidades assistenciais, como projetos sociais e asilos, e à comunidade.



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Ambulante sofre mal súbito e morre no show do Guns N’ Roses





Vendedor ambulante identificado como Leandro Pereira Alfonso morreu na noite desta quinta-feira (9/4), durante o show da banda Gun N’ Roses que aconteceu no Autódromo Internacional de Campo Grande.

Segundo o Campo Grande News, Leandro teve um mal súbito dois dias depois do aniversário e a informação foi confirmada pela equipe da 6ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar).

As primeiras informações repassadas no grupo interno da corporação dão conta de que o rapaz recebeu atendimento dos paramédicos do local, mas não resistiu.

O atendimento ocorreu dentro da área do autódromo, onde havia grande público por causa do evento.




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Organização criminosa é alvo da PF em ação que combate tráfico internacional em cidade de MS





Operação Horizonte Seguro deflagrada nesta quinta-feira (9/4), pela PF (Polícia Federal), com objetivo de desarticular o tráfico internacional de drogas, mirou organização criminosa em Naviraí e ainda resultou na prisão de uma pessoa.

Conforme informações iniciais, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, além da prisão temporária, todos expedidos pela Justiça Federal de Dourados.

Informações policiais revelam que algumas cidades, como Naviraí, estariam sendo utilizadas para transporte de drogas. Desta forma, o município estaria recebendo drogas vindas de outros países e que teriam como destino outros estados do Brasil.




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Batida entre carro e carreta na MS-276 mata motorista de 43 anos


Acidente envolvendo carreta canavieira e veículo VW Gol, vermelho, na noite desta quinta-feira (9/4), na MS-276, entre o distrito de Indápolis e o município de Deodápolis, resultou na morte de Joszimar dos Santos da Conceição, de 43 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, ele conduzia o carro de passeio quando, por volta das 20h10, seguia pela rodovia e colidiu com o veículo de carga que atravessava a pista, pois havia saído de uma estrada vicinal.

Com o impacto, o automóvel saiu da pista e parou às margens da rodovia, com a parte frontal completamente destruída. O motorista não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ainda conforme o registro, no carro estavam outras pessoas da família, incluindo a esposa e um filho do casal, que não sofreram ferimentos.

A carreta envolvida na colisão não apresentava iluminação em funcionamento no momento do ocorrido, segundo relato de testemunha. Também foi apontado que a sinalização na entrada da via onde o veículo pesado acessava a rodovia seria insuficiente, com indicação apenas a curta distância do ponto de travessia.

Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local, assim como a PC (Polícia Civil), a Perícia Técnica e a PMR (Polícia Militar Rodoviária). Após os procedimentos, o corpo foi liberado para os serviços funerários e o carro entregue à proprietária.

As circunstâncias do acidente serão apuradas.



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Agraer fortalece acesso ao crédito rural para quem trabalha no campo


A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) reforça seu papel ao lado dos agricultores familiares, levando orientação e apoio na elaboração de projetos de crédito voltados ao Pronaf B, linha do Governo Federal que abre oportunidades para quem vive do trabalho no campo e busca melhorar sua produção e sua renda.

Mais do que viabilizar o acesso ao financiamento, o trabalho dos extensionistas começa com escuta e acompanhamento próximo. No atendimento, os técnicos conhecem a realidade de cada produtor, ajudam a organizar a documentação e constroem, junto com ele, um projeto produtivo viável, pensado para gerar resultados concretos e fortalecer a atividade no campo com segurança.

Segundo a servidora da Agraer, Aldione Soares, o Pronaf B desempenha um papel estratégico ao ampliar oportunidades para um público que, muitas vezes, encontra dificuldades de acesso ao crédito.

“Essa linha atende produtores com renda bruta familiar de até R$ 50 mil. A importância está justamente na inclusão: ao acessar esse crédito, esses produtores passam a ter condições de investir, gerar renda e fortalecer sua atividade.”

O Pronaf B é considerado uma importante ferramenta de inclusão produtiva no meio rural. Com condições facilitadas, a linha permite investimentos em pequenas produções, aquisição de insumos, melhorias na estrutura da propriedade e desenvolvimento de atividades que ampliam a renda familiar.

Além disso, apresenta custos reduzidos, o que torna o crédito mais acessível e seguro para o agricultor familiar. “É uma linha com juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência. Se o pagamento for feito até a data de vencimento, o produtor pode ter um desconto de até 25%. Isso faz muita diferença para quem está começando ou precisa fortalecer sua produção.”

Outro aspecto relevante é o impacto direto na produção de alimentos e na sustentabilidade das propriedades rurais. “Dessa forma, o Pronaf B fomenta a produção de alimentos da cesta básica, atividades de subsistência e fortalece a segurança alimentar. Também incentiva práticas agrícolas sustentáveis e a diversificação da produção”.

Nesse contexto, o papel da Agraer é assegurar que o crédito seja acessado de forma responsável e planejada. O trabalho técnico evita que o produtor busque o financiamento sem estar devidamente enquadrado, além de orientar sobre outras possibilidades quando necessário.

“Essa linha é muito interessante para o público da agricultura familiar que tem essa faixa de renda e quer investir em uma atividade. Mas é importante destacar que existe um processo de análise.”

Para os agricultores interessados, o primeiro passo é buscar orientação diretamente nos escritórios da Agraer. “O produtor deve procurar a unidade do município onde está localizada sua área produtiva. A equipe vai analisar se ele se enquadra dentro das regras do programa, que é uma política do Governo Federal”.

A servidora também reforça a importância da regularização cadastral como requisito básico para acesso ao crédito. “É necessário estar no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF, que tem critérios próprios. Com esse documento e atendendo à renda bruta anual de até 50 mil reais, o produtor pode acessar o Pronaf B”.

Além da elaboração dos projetos, a Agraer também atua no acompanhamento técnico das atividades produtivas, contribuindo para que os investimentos gerem resultados concretos no campo.

Essa orientação prévia, aliada ao planejamento técnico, garante que o crédito cumpra seu principal papel: fortalecer a agricultura familiar, gerar renda e promover desenvolvimento sustentável no meio rural.

Produtores interessados em saber se podem acessar o Pronaf B devem procurar o escritório local da Agraer para receber orientação e avaliação de enquadramento.



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Ministro afirma que há verba para super poço na Rerva Indígena


O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou nesta quinta-feira (9) que já estão disponíveis os R$ 53 milhões destinados à construção de um sistema de abastecimento de água para a maior reserva indígena urbana do país, em Dourados, no Mato Grosso do Sul.

Formada pelas aldeias Bororó e Jaguapiru, a reserva reúne cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena, que há mais de cinco anos enfrentam escassez da água.

A situação foi agravada com um surto recente de chikungunya no município, que vitimou principalmente os povos indígenas.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, no sábado (4), o município já somava 3.596 notificações, com 1.314 casos confirmados, dos quais 914 entre os indígenas.

“Nós já acompanhávamos essa situação crítica da reserva indígena de Dourados e como primeiro ato [ao assumir o ministério] assinamos essa ordem de serviço justamente para que as obras comecem”, declarou o ministro.

Eloy Terena disse que as lideranças desses povos pedem a criação de uma instância representativa de governança, para acompanhamento semanal dos recursos destinados aos governos locais e federal para execução das obras e ações na reserva indígena.

“Esse é um compromisso que eu assumi lá com as lideranças indígenas, não só em relação a esse recurso dos poços, mas em relação aos outros recursos que nós anunciamos também para o enfrentamento da epidemia de chikungunya”, disse.

Andamento

De acordo com o ministro, o último documento que faltava para o início das obras que viabilizarão dois super poços com sistema de distribuição para as aldeias Bororó e Jaguapiru foi assinado na sexta-feira (3) e o recurso já foi disponibilizado ao estado do Mato Grosso do Sul, que executará a obra por meio da empresa de saneamento estadual, a Sanesul.

De acordo com nota divulgada pela empresa, o projeto para execução da obra passa atualmente por aprovação da Caixa Econômica Federal, instituição responsável pelo repasse dos recursos.

“Paralelamente, já foi realizado o cadastramento junto à Agesul [Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos] da etapa de perfuração dos poços, com previsão de contratação e início das atividades ainda neste semestre”, destacou o informe.

A Sanesul informou ainda que os editais para o início das próximas etapas de contratação para execução da obra deverão ser publicados logo após a liberação dos recursos pela Caixa e com o início da obra. A previsão de conclusão é de dois anos.

De acordo com o ministro Eloy Terena, no momento as comunidades são provisoriamente abastecidas por pequenos poços instalados de forma emergencial, por meio de uma parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

São 15 poços equipados com caixa d’água, bomba e painel solar para atender a demanda até que o sistema definitivo de abastecimento seja concluído.

“Agora vem o que nós chamamos de super poços, que são os que irão resolver mesmo o problema estrutural. É por isso que nós alocamos ali uma ordem de R$ 53 milhões, para construir esses poços estruturais e fazer a ligação da rede de distribuição”, disse.



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Preço da soja e do milho registram queda em março em Mato Grosso do Sul


O preço médio da soja e do milho disponíveis em Mato Grosso do Sul apresentou queda em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte dos boletins técnicos de Comercialização e Preços elaborados pela área de Economia da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS).

No caso da soja, o preço médio disponível no Estado foi de R$ 111,06 por saca em março, valor 5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o grão era comercializado a R$ 116,48 por saca.

Já o preço médio futuro da soja ficou em R$ 121,52 por saca, cerca de 2% abaixo do observado no mesmo período do ano passado.

A comercialização da safra 2024/2025 foi concluída em março, com preço médio ponderado de R$ 119,56 por saca, considerando o volume negociado ao longo do ciclo produtivo.

De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, para a safra 2025/2026, o ritmo de comercialização segue mais lento em comparação a anos anteriores. Até março, 41,5% da produção foi comercializada, com preço médio ponderado de R$ 114,51 por saca.

“Além da quantidade ofertada de soja ser maior nesta safra na comparação com a safra passada, ainda existe o efeito da guerra do Irã que tem afetado a cotação internacional, através do dólar e principalmente do preço do petróleo. Esses fatores têm contribuído para maiores oscilações da soja no mercado”.

Milho

O boletim também aponta recuo nas cotações do milho. Em março de 2026, o preço médio disponível foi de R$ 53,07 por saca, cerca de 23% abaixo do registrado em março de 2025, quando o cereal era comercializado a R$ 65,27.

O preço médio futuro do milho foi de R$ 51,89 por saca, representando uma queda de aproximadamente 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A comercialização da safra 2024/2025 atingiu 93% até março, com preço médio ponderado de R$ 51,96 por saca.

Já a safra 2025/2026 apresenta vendas antecipadas mais cautelosas. Até março, 15,5% da produção foi comercializada, com preço médio ponderado de R$ 51,17 por saca.

“O Irã foi o principal comprador de milho do Mato Grosso do Sul em 2025. Está havendo um redirecionamento do cereal sul-matogrossense, o que faz com que a comercialização fique mais lenta, com uma quantidade maior de milho, pressionado os preços no mercado.”



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ASSISTA: Caminhão carregado com soja é apreendido com cocaína e haxixe em Dourados





Caminhão carregado com soja foi apreendido na tarde desta quinta-feira (9/4), pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), no anel viário de Dourados, com cerca de 240 quilos de cocaína e outros entorpecentes derivados da maconha como skunk e haxixe. 

A carga de droga estava em um fundo fundo falso na cabine do veículo – veja o vídeo acima.

Conforme informações apuradas pela reportagem, os policiais interceptaram a carga através de investigação do serviço de inteligência da Delegacia de Fronteira da Polícia Rodoviária Federal em Dourados.

O motorista, Everton Antunes Rodrigues, de 32 anos, confessou que pegou a droga na Linha Internacional entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foi até Maracaju e carregou a soja.

O destino da soja e da cocaína seria o porto de Paranaguá (PR). Durante o trajeto, segundo a polícia, ele deveria deixar os outros entorpecentes em Maringá (PR), cidade onde o motorista reside.

O inspetor da PRF, Waldir Brasil, informou que a cocaína tinha como destino final o exterior e seria despachada em contêineres.




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Cármen Lúcia marca eleição no TSE e antecipa ritos de sucessão


A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição que escolherá os novos presidente e vice-presidente do Tribunal. O comunicado foi feito no final da sessão plenária desta quinta-feira (9). A data da posse do sucessor, que comandará o TSE durante as Eleições 2026, será anunciada até o fim de maio.

O anúncio inicia a transição de gestão. Pelo sistema de rodízio do Tribunal, a Presidência caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. A Vice-Presidência deverá ser ocupada pelo ministro André Mendonça, também do STF.

“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito], e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, afirmou Cármen Lúcia.

A antecipação funciona como marco inicial para o compartilhamento de dados e o planejamento logístico junto aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Transição e estabilidade

A gestão da ministra Cármen Lúcia tem sido marcada pela celeridade processual, pelo combate à desinformação, a valorização das mulheres na política e o combate integral à violência de gênero, entre outros pontos.

A ministra tem reforçado a necessidade de uma transição “serena e técnica” para evitar rupturas no cronograma eleitoral. “Sempre pensei que a mudança de titularidade no TSE, quando ocorre de forma muito próxima [ao pleito], compromete a tranquilidade administrativa. É preciso agir sem atropelos e sem afobação”, concluiu.

Diretrizes

Embora a ministra Cármen Lúcia finalize o mandato na Presidência do TSE com as diretrizes para o pleito já consolidadas, caberá ao sucessor do cargo, com apoio do colegiado, fiscalizar a aplicação prática das normas. Em março, o TSE publicou as resoluções que regerão as próximas eleições, com foco contra o uso indevido da inteligência artificial (IA) nos conteúdos de caráter eleitoral.

As regras das resoluções proíbem a disseminação de conteúdos sintéticos, como deepfakes. O conjunto de normas também reforça o combate à violência política de gênero e aprofunda ações afirmativas para comunidades tradicionais e quilombolas.



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Brasil condena agressão de Israel contra Líbano em meio a cessar-fogo


O Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou os ataques de Israel contra o Líbano realizados um dia após o cessar-fogo anunciado por Irã e Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio.

“A intensificação dessa ofensiva ocorre na sequência do anúncio, na última noite, de cessar-fogo no conflito armado no Oriente Médio e ameaça envolver a região em nova escalada de violência e instabilidade”, disse o ministério, em nota.

O Itamaraty destacou que os ataques visaram extensas áreas e deixaram um saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos. O governo brasileiro acrescentou que defende a soberania e integridade territorial libanesa.

“Brasil insta Israel a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês. Exorta, ainda, as partes envolvidas a cumprirem integralmente os termos da Resolução 1.701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, diz o comunicado do MRE.

A Resolução 1.701 de 2006, adotada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, apela para um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah no Líbano com a criação de uma “zona tampão” entre os dois países a ser controlada pela missão de paz da ONU no Líbano (Unifil).

Cessar-fogo violado

Apesar do cessar-fogo anunciado por EUA e Irã, Israel iniciou a maior ofensiva no Líbano desde o início da atual fase do conflito.

O Irã já ameaçou romper com o cessar-fogo devido as agressões israelenses, enfatizando que o acordo previa a trégua em todas frentes de batalha no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem afirmado que o Líbano não estava no acordo, mas o mediador do cessar-fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o fim dos combates no Líbano fazia parte das negociações.

Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo para um cessar-fogo.

Nesta quinta-feira, o presidente do Líbano, Masoud Pezershkian, disse que a manutenção das agressões contra o Líbano faz as negociações para o fim da guerra ficarem “sem sentido”.

Entenda

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março.

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se tornou um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Atual fase

A atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a defesa israelense.

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir a infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir até o início da guerra no Irã.



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