Duas pessoas morreram na queda de uma aeronave de pequeno porte em uma propriedade rural de Fátima, no Tocantins. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, as vítimas são o piloto Diomedio Aires da Silva Filho, 56 anos, proprietário da aeronave, e o passageiro José Rosário Carneiro de Oliveira, 52 anos.
Segundo o registro da ocorrência, o acidente aconteceu na tarde de sábado, 1º. Diomedio não resistiu aos ferimentos e morreu no local, enquanto José Rosário foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Palmas, no entanto, também não resistiu e morreu neste domingo, 2.
A Polícia Militar recebeu o primeiro chamado por volta das 19h, e os primeiros socorros foram prestados por uma equipe médica do município. Segundo a corporação, o impacto no solo destruiu a parte frontal e as asas da aeronave Experimental matrícula PU-RJO, além de ter provocado o derramamento de combustível.
Nas redes sociais, moradores compartilharam imagens de instantes que antecederam o acidente, com a aeronave voando em baixa altitude. As causas do acidente permanecem sob investigação. Além da PM, foram acionados o Instituto Médico Legal (IML) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). O local do acidente foi isolado para trabalhos de perícia e para os procedimentos legais e técnicos referentes à ocorrência. A aeronavbe estava em condições normais de operação.
A Polícia Nacional do Paraguai prendeu, na tarde deste domingo (2), o homem apontado como o principal responsável por execuções marcadas por extrema violência em Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. Entre as vítimas, está um mecânico brasileiro, morto de forma colateral durante os ataques. Os crimes, ocorridos no mês passado, geraram medo e tensão entre os moradores da fronteira e mobilizaram centenas de agentes de segurança dos dois lados.
O suspeito foi identificado como Éder Rolando Giménez Duarte, de 28 anos, conhecido pelo apelido de “Largo”. Ele foi capturado em Santa Rosa, no Departamento de San Pedro, a cerca de 300 quilômetros de Pedro Juan Caballero. A operação também resultou na prisão de outras cinco pessoas, entre elas Carolina Giménez Duarte, de 36 anos, irmã do líder do grupo.
Segundo as autoridades paraguaias, “Largo” é apontado como o chefe de uma quadrilha de pistoleiros de aluguel que busca dominar o território na fronteira, impondo o medo e a violência em Pedro Juan Caballero, Ponta Porã e em toda a região de Amambay.
Entre os presos está o oficial da Polícia Nacional, Silvio Ramón León Saucedo, de 37 anos, lotado na cidade de Cerro Corá, a aproximadamente 60 quilômetros de Ponta Porã. Ele seria o responsável pela segurança pessoal de “Largo”. Também foram detidos Luis Antonio Roble, de 23 anos; Casildo Martínez Venialgo, de 51; e Édgar Julián Duarte Benítez, de 25 anos — este último condenado por dois homicídios e foragido da Justiça.
De acordo com o diretor de Investigação Criminal da Polícia Nacional, comissário Marcelino Espinoza, “Largo” teria iniciado sua trajetória criminosa como pistoleiro de aluguel, ascendendo rapidamente até se tornar líder de um esquema de execuções encomendadas. O comissário classificou o suspeito como “altamente perigoso”, afirmando que ele estaria recrutando novos matadores para fortalecer sua atuação no Departamento de Amambay.
Durante a operação, foram apreendidas três pistolas, uma escopeta, além de diversos carregadores e munições. Após a prisão, “Largo” passou por atendimento médico — procedimento que, segundo a Polícia Nacional, segue o protocolo padrão, sem informações sobre eventuais ferimentos ou problemas de saúde.
O destino do grupo ainda não foi oficialmente informado. Por razões de segurança, os detidos poderão ser transferidos para Pedro Juan Caballero ou Assunção, onde devem permanecer sob custódia enquanto avançam as investigações.
Bebês prematuros internados em UTIs neonatais poderão receber um leite materno mais nutritivo e completo devido a uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O estudo, em andamento desde 2019, adapta tecnologias usadas na indústria de laticínios para melhorar o aproveitamento do leite humano doado, reduzindo a perda de gordura e nutrientes essenciais.
A proposta busca aumentar a disponibilidade deste alimento e, assim, reduzir a mortalidade de prematuros extremos, bebês com menos de 1,5 quilo.
“O trabalho consiste na adaptação de tecnologias usadas na indústria do leite para a aplicação em bancos de leite humano”, define a pesquisadora e professora da Epamig ILCT, Denise Sobral.
Pesquisadora da área de Nutrição Neonatal e de Leite Materno para Prematuros na Fiocruz, a médica neonatologista Maria Elizabeth Moreira conta que, há quase duas décadas, a equipe buscava uma instituição parceira para trabalhar com o manuseio do leite materno.
“Esse casamento com a Epamig ILCT foi perfeito. Ainda mais, trabalhando essa questão junto ao Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e quem vai se beneficiar muito disso serão os nossos bebês”, afirma.
Homogeneização do leite
Um dos projetos em vigor avalia o processo de homogeneização do leite humano e busca evitar a perda de gordura e nutrientes deste líquido destinado a bebês internados em UTIs neonatais.
A separação de fases e a perda da gordura são um grande desafio enfrentado pelos bancos de leite.
“A gordura do leite humano se separa naturalmente após a doação. Com isso, o leite oferecido nas UTIs neonatais fica parcialmente desnatado, quando o bebê precisaria de mais calorias para sobreviver”, explica Denise Sobral.
A professora ainda detalha que a proposta constitui em processar o leite humano em um homogeneizador de pequeno porte. Durante o processo, o leite é forçado a passar em pequenos orifícios, que quebram os glóbulos maiores de gordura em partes menores.
Dessa forma, a distribuição de gordura é mais homogênea no líquido, evitando que se separe ou grude nas superfícies.
Andamento das pesquisas
A primeira fase de experimentos definiu as condições de processamento, por meio de diferentes pressões e temperaturas.
Atualmente, a etapa consiste em averiguar se o fluido preserva os nutrientes e fatores de imunidade e em simular o comportamento desse leite nas bombas de infusão, como as usadas nas UTIs neonatais.
De acordo com o gestor do Laboratório de Controle de Qualidade de Leite Humano da Fiocruz, Jonas Borges da Silva, os testes clínicos estão previstos para 2026.
“Esperamos que esse trabalho resulte no aumento da disponibilidade de conteúdo calórico no leite humano fornecido para bebês internados em UTIs neonatais”, informa o gestor.
Responsável pela pesquisa clínica, a neonatologista Maria Elizabeth Moreira destaca que antes da oferta aos bebês este líquido passa por avaliações de segurança, eficiência e de efeitos adversos.
Ela ainda reforça que o objetivo final é disponibilizar um leite humano que contribua no crescimento, desenvolvimento neurológico, comprimento e peso de cada prematuro. Por isso, a parceria com o Instituto Cândido Tostes prioriza minimizar ao máximo a perda de nutrientes.
“Os resultados até agora são o que a gente esperava. Eu acho que, em breve, vamos conseguir oferecer um leite de melhor qualidade para esses bebês que precisam tanto”, comemora Denise Sobral.
A dez dias da COP30, que será realizada em Belém, no Pará, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) entregou, nesta sexta-feira (31), em Brasília, um documento com contribuições do setor agropecuário ao mutirão global contra a mudança do clima. O material foi apresentado ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago.
O estudo, intitulado “Contribuições da Embrapa para o Mutirão Global contra a Mudança do Clima”, é resultado do projeto Diálogos pelo Clima, que promoveu debates entre maio e outubro deste ano em todos os seis biomas brasileiros Amazônia, Pantanal, Cerrado, Caatinga, Pampa e Mata Atlântica.
Mais de 1,3 mil pessoas participaram dos encontros presenciais, entre pesquisadores do clima, produtores rurais, agricultores familiares, comunidades tradicionais, gestores públicos e representantes do setor privado. Ao todo, cerca de 100 especialistas contribuíram com análises e propostas voltadas à adaptação e mitigação dos efeitos climáticos no campo.
Durante o evento, Corrêa do Lago destacou a importância de ouvir diferentes setores da sociedade na construção de soluções conjuntas. “Precisamos ouvir o Brasil. É por isso que tenho recebido documentos de vários segmentos, inclusive da economia. O melhor da diplomacia é quando a gente realmente está refletindo o que o país pensa”, afirmou.
A entrega do documento marca uma das últimas contribuições oficiais do agronegócio brasileiro antes da COP30, reforçando o papel estratégico da agricultura na agenda climática global.
O mercado brasileiro de boi gordo encerrou outubro com sinais de valorização na arroba, impulsionado por um cenário promissor nas exportações. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, o menor posicionamento das escalas de abate e a demanda aquecida contribuíram para a alta, especialmente no Centro-Norte. Em São Paulo, a arroba reagiu apenas na última semana do mês, após período de estabilidade.
Para novembro, com os embarques ainda aquecidos e a expectativa de melhora na demanda doméstica, há perspectiva de continuidade da alta. No entanto, Iglesias alerta para a investigação conduzida pela China, que pode resultar em salvaguardas sobre os embarques de carne bovina.
Preços do boi gordo em 30 de outubro
São Paulo (SP): R$ 320,00, alta de 6,67% frente a R$ 300,00 em setembro
Goiânia (GO): R$ 310,00, avanço de 6,9% sobre R$ 290,00
Uberaba (MG): R$ 305,00, aumento de 5,17% ante R$ 290,00
Dourados (MS): R$ 330,00, alta de 2,17% frente a R$ 323,00
Cuiabá (MT): R$ 305,00, acréscimo de 3,39% em relação a R$ 295,00
Vilhena (RO): R$ 290,00, valorização de 6,23% ante R$ 273,00
Mercado atacadista
No atacado, os preços se mantiveram firmes ao longo de outubro, beneficiados pela reposição entre atacado e varejo, além do aumento de circulação de dinheiro devido ao décimo terceiro salário, postos temporários de emprego e confraternizações de fim de ano.
Quarto do traseiro: R$ 25,05/kg, alta de 8,91% sobre R$ 23,00/kg em setembro
Quarto do dianteiro: R$ 18,20/kg, avanço de 7,06% ante R$ 17,00/kg
Exportações
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 1,527 bilhão em outubro (até 18 dias úteis), com média diária de US$ 84,880 milhões. O volume exportado chegou a 276,492 mil toneladas, média diária de 15,360 mil toneladas, com preço médio de US$ 5.525,80 por tonelada.
Em comparação com outubro de 2024, houve aumento de 48,2% no valor médio diário, 25,0% na quantidade média diária e 18,5% no preço médio, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior.
O município de Portel (PA) recebeu, em outubro, duas importantes ações de capacitação voltadas à piscicultura promovidas pelo Sistema Faepa/Senar. Os cursos foram desenvolvidos em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais, a Prefeitura Municipal e o Porto Camarapi Pescados da Amazônia.
Durante quatro dias, foram realizados os cursos de Piscicultura e Beneficiamento do Pescado, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar o conhecimento técnico dos produtores da região.
Os treinamentos reuniram produtores e trabalhadores do setor pesqueiro, interessados em aprimorar suas técnicas, adotar boas práticas e ampliar as oportunidades de renda no município.
O curso de Piscicultura, ministrado pelo instrutor Antônio Márcio Rodrigues dos Anjos, abordou temas como manejo de tanques, alimentação e sanidade de peixes, contribuindo para o aumento da produtividade e para a sustentabilidade da atividade.
Já o curso de Beneficiamento do Pescado, conduzido pela instrutora Suzana da Silva Oliveira, capacitou os participantes em técnicas de processamento, conservação e comercialização, agregando valor à produção regional e estimulando o desenvolvimento da cadeia do pescado.
As ações contaram com o apoio do Núcleo Regional do Marajó, representado por Daniel Araújo e pelo assessor técnico Luís Canizo, reforçando o compromisso do Sistema Faepa/Senar com o desenvolvimento da piscicultura e o fortalecimento da economia local.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolveram um gel cicatrizante que trata feridas em animais.
O gel é produzido a partir de um ativo à base da pele da tilápia, por alunos e professores do Departamento de Ciências Farmacêuticas (Defar) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF).
Os resultados mostram diminuição na área machucada a partir de uma semana de tratamento.
O coordenador da pesquisa na instituição, professor Flavio Luís Beltrame, afirma que atualmente utilizam o gel no tratamento de feridas em gatos e cachorros, com resultados positivos.
“Estamos aplicando o gel contendo o hidrolisado do colágeno da tilápia na parte machucada do animal, fazendo uma reestruturação da pele”. Flavio destaca que a pesquisa não sacrifica tilápias vivas para a extração do produto.
Do colágeno da tilápia ao gel cicatrizante
O gel é produzido a partir de um hidrolisado de peptídeos – que são pedaços de proteína do colágeno, obtidos pelo processo de hidrólise (quebra de uma molécula em partes menores pela adição de uma molécula de água).
Este material vem do laboratório do professor Eduardo César Meurer, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Campus de Jandaia do Sul.
Na UEPG, ele chega na forma líquida. O grupo da Universidade, então, faz a secagem e transforma o material em um pó, utilizando-o como ativo farmacêutico em forma de gel.
Uma pesquisa promissora
A ideia surgiu há cerca de quatro anos, a partir da pesquisa do grupo do professor Meurer, que é químico e queria testar o produto extraído na UFPR.
“Como dentro do nosso grupo trabalhamos com ensaios biológicos e atividade terapêutica, iniciamos essa parceria”, recorda Flavio Luís Beltrame. A pesquisa iniciou com o então mestrando do PPGCF, Rodrigo Tozetto, que é médico-veterinário.
O estudo propôs avaliar a atividade antimicrobiana cicatrizante do produto.
Segundo Tozetto, as análises ocorreram in vitro e in vivo, para a elaboração do gel: “observamos que, com a aplicação do gel, a cicatrização de feridas e queimaduras foi mais rápida, comparado a outros fatores”.
De acordo com o professor Beltrame, os ensaios clínicos e testes pré-clínicos com ratos e camundongos, todos sob autorização do Comitê de Ética em Pesquisa, obtendo resultados de cicatrização significativos.
Agora, a equipe também estuda outras frentes, analisando a estabilidade físico-química da formulação do gel, além de ensaios clínicos do produto com finalidade veterinária.
“Estamos analisando o tratamento de feridas que os veterinários chamam de primeira e segunda intenções, que são aquelas feridas feitas por uma incisão numa castração do animal, ou quando o animal sofre algum trauma, por exemplo”.
Resultados positivos nos animais
Assim, os pesquisadores da UEPG transformam o hidrolisado de peptídeos de colágeno da tilápia em pó pela facilidade na manipulação do material.
A mestranda Ana Carolina Ventura destaca que o processo de secagem permite transformar a substância em várias formas farmacêuticas.
“No caso do meu projeto, estou testando um hidrogel, e é importante agora sabermos o prazo de validade deste produto, e como ele se comporta em condições de temperatura e umidade, por exemplo”.
A testagem ocorre também em alguns animais. “Aplicamos esse hidrogel duas vezes ao dia nos animais que estamos acompanhando, e já observamos uma melhora, uma retração desse tecido ferido a partir de uma semana”.
Além disso, algumas variáveis podem influenciar no tempo de tratamento, a depender do estado de saúde do animal. Os pesquisadores avaliam que o tratamento completo pode durar em torno de 35 dias.
O grupo já acompanha cerca 44 animais tratados, dentre cães e gatos. Um desses pets é a Pixy, gata de aproximadamente dois anos, que foi resgatada da rua com feridas nas pernas e barriga.
Foto: Jéssica Natal/UEPG
A doutoranda Anna Claudia Capote acompanha a gatinha desde o primeiro dia de tratamento. “Foi difícil vê-la machucada nos primeiros dias, mas foi muito interessante ver a evolução, o fechamento da ferida. Agora ela está muito alegre e brinca com a gente”, conta.
Próximos passos
Em 30 de setembro, a equipe recebeu reconhecimento no Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), de iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
A ação premiou pesquisadores que tiveram iniciativas de destaque. Em parceria com a Fundação Araucária e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR), o Prime nasceu com a missão de aproximar o conhecimento acadêmico do mercado.
Foi a primeira vez que o prêmio veio para a UEPG. O projeto recebeu um certificado de excelência e um cheque simbólico no valor de R$ 200 mil.
“A partir desse valor, planejamos fazer todo o processo, desde a extração da proteína da pele da tilápia, aqui na UEPG, até a produção de mais produtos, para dar mais variedade em nosso portfólio”, acrescenta o professor Flávio.
“Acreditamos nas patentes que geramos desta tecnologia e esperamos encontrar universidades e empresas parceiras para a comercialização”, completa.
Durante patrulhamento na rodovia MS-162, no km 95, a equipe da Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) abordou um veículo Golf, que levantou suspeita ao sair de uma estrada vicinal e acessar a rodovia. Durante a fiscalização, o condutor informou que transportava cigarros de origem estrangeira.
Ao abrir o porta-malas, os policiais confirmaram a presença de aproximadamente 740 pacotes de cigarros, sem documentação fiscal. O homem relatou que a carga tinha como destino final a cidade de Campo Grande.
Diante da constatação, a equipe entrou em contato com a Polícia Federal de Dourados, sendo orientada a encaminhar o veículo e a carga à Receita Federal em data agendada, e liberar os envolvidos após assinatura do termo de guarda. O prejuízo total ao crime foi estimado em R$ 49.000.
A eficiência da pecuária durante o período de seca depende diretamente da qualidade da mistura do suplemento oferecido aos animais em diferimento.
Em mais um episódio da série “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não”, no Giro do Boi, o zootecnista Iorrano Cidrini, especialista em nutrição, alerta que a correta formulação e a homogeneidade da mistura são cruciais para que o animal consiga processar a fibra do pasto, que perde proteína e qualidade na estiagem.
Confira:
Segundo Cidrini, o principal objetivo da suplementação na seca é corrigir o baixo teor de proteína bruta do pasto diferido. Essa proteína é o “combustível” essencial para as bactérias do rúmen, que degradam a fibra de baixa qualidade e garantem o maior consumo de forragem pelo animal, resultando em desempenho superior.
Composição da proteína do suplemento
A composição da proteína do suplemento é crucial. O animal em seca exige tanto a Proteína Verdadeira (PDR – de fontes como farelo de soja ou DDG) quanto o Nitrogênio Não Proteico (NNP), que deve ser prontamente disponível para as bactérias do rúmen.
O produtor que faz a mistura do suplemento na fazenda pode obter uma economia de 20% a 30% no custo final do produto. No entanto, o sucesso depende da estrutura e do treinamento da equipe para garantir que o suplemento entregue a composição nutricional adequada em cada bocado.
Ainda de acordo com Cidrini, outros fatores cruciais para a eficiência são o manejo adequado e a monitorização constante das condições nutricionais do rebanho.
Há 40 anos, o Instituto Lar dos Velhinhos Maria Madalena oferece acolhimento digno e cuidados integrais a idosos em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal. O trabalho inclui assistência à saúde, higiene, alimentação, medicação e suporte social, garantindo mais qualidade de vida a quem precisa de apoio na terceira idade.
Para reforçar esse trabalho, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), por meio do programa Agrosolidário, realiza doações de bebida de soja. O alimento garante uma nutrição rica e equilibrada aos idosos atendidos, contribuindo para a manutenção de uma dieta saudável e adequada às necessidades especiais da terceira idade.
O diretor de relações institucionais do Instituto, Civaldo Florêncio, ressaltou a importância da parceria. “A Aprosoja MT é um dos principais parceiros que nos permitem realizar nosso trabalho. A bebida de soja é fundamental para os idosos pelo seu valor proteico. Sem essa contribuição, nossos recursos não seriam suficientes para atender a todos. É uma parceria que esperamos manter por muitos anos. Somos muito gratos à Aprosoja MT e aos produtores rurais de Mato Grosso”, afirmou.
Entre os beneficiados está Maria José Ferreira, que vive no Lar há três anos. Ela ressalta os cuidados nutricionais recebidos, incluindo o acompanhamento das intolerâncias alimentares. “Eu me sinto bem aqui e sou uma pessoa feliz. A alimentação é excelente, com nutrientes como a soja. Agradeço muito aos agricultores que cultivam soja em Mato Grosso e fazem essa doação para o Lar dos Velhinhos Maria Madalena”, disse.
A nutricionista da instituição, Julia Gomes Ribeiro, explica a versatilidade da bebida de soja no preparo das refeições diárias. “Ela é inserida nas vitaminas dos lanches da tarde e pode ser utilizada em bolos, brigadeiros e sorvetes. Por não ter lactose, atende perfeitamente às necessidades dos idosos com restrições alimentares. As vitaminas ficam mais nutritivas e aumentam o valor biológico das refeições. É fácil perceber: eles estão mais alegres e saudáveis”, destacou.
Alessandra Pereira da Silva, captadora de recursos do Instituto, reforçou a relevância da parceria. “Nosso agradecimento especial é ao pessoal do Agrosolidário pelas doações. Esses suplementos reduzem nossos custos mensais e contribuem diretamente para o bem-estar dos idosos”, afirmou.