Imagens aéreas mostram a dimensão da devastação causada pela passagem de um tornado no Paraná na noite de sexta-feira, (7). Segundo o governador do Estado, Ratinho Jr (PSD), Rio Bonito do Iguaçu foi a cidade mais afetada, com cerca de 90% de suas construções destruídas. A cidade foi atingida por tornado de nível F-2. Ao menos seis pessoas morreram em razão do tornado, sendo cinco na cidade de Rio Bonito do Iguaçu, localizada a 380 quilômetros de Curitiba. O governador também decretou luto de três dias.
O Corpo de Bombeiros segue com operações de busca em Rio Bonito do Iguaçu. Além disso, as equipes trabalham para restabelecer o fornecimento de água e energia no município. O atendimento das 750 pessoas que ficaram feridas durante o tornado está sendo feito em duas unidades hospitalares, uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e em uma faculdade de Laranjeiras do Sul.
Rio Bonito do Iguaçu fica a 380 quilômetros de Curitiba, no Centro-Sul do Paraná. Guarapuava, mais central, está a 256 quilômetros da capital. Segundo o governador do Paraná, Ratinho Jr. Desde o início de novembro, várias cidades do Paraná enfrentam fortes chuvas, tempestades, vendavais e granizo. Até sexta, 14 cidades estavam em situação de emergência.
Grupo veio a convite do Governo do Amambay, participou do Paraguai–Brasil Summit, conheceu o Regime da Maquila e escolheu a fronteira para investir. (Foto: Assessoria)
A abertura da Ponta Agrotec 2025, realizada no dia 5 de novembro, contou com a presença de uma comitiva formada por 15 empresários dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, convidados oficialmente pelo Governo do Departamento del Amambay, representado por Juancho Acosta.
A presença do grupo marcou o início de uma agenda estratégica na fronteira. Durante o evento, os empresários participaram do Paraguai–Brasil Summit, onde puderam entender o ambiente de negócios do país vizinho e conhecer em detalhes o Regime da Maquila — modelo que oferece benefícios fiscais e competitividade para empresas interessadas em produzir no Paraguai e exportar para toda a América Latina.
No Summit, eles ouviram especialistas, receberam informações sobre incentivos e analisaram casos de sucesso de companhias brasileiras já instaladas no território paraguaio. O encontro reforçou o potencial da integração produtiva entre os dois países.
A programação da comitiva incluiu também uma reunião oficial com o Ministro de Industria y Comercio do Paraguai, Javier Giménez, e toda a sua equipe. O governo paraguaio apresentou perspectivas de expansão, facilidades logísticas e oportunidades voltadas aos setores que movimentam a fronteira.
Ao final da visita, os empresários destacaram que a região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero está entre os locais prioritários para receber futuros investimentos. A participação do grupo na abertura da Ponta Agrotec demonstra a força da feira como catalisadora de negócios, conexões e novos projetos binacionais.
O ciclone extratropical que atingiu a região Sul na sexta-feira (7) provocou estragos em pelo menos dez municípios do Rio Grande do Sul. As rajadas chegaram a 95 quilômetros por hora, acompanhadas de chuvas intensas que somaram até 177 milímetros, segundo a Defesa Civil estadual.
O fenômeno causou queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia. A Equatorial Energia informou que cerca de 200 mil residências ficaram sem luz e que as equipes estão priorizando o restabelecimento em hospitais e unidades de abastecimento de água.
Ventos fortes e estragos em várias regiões
As regiões Norte e Metropolitana foram as mais atingidas. Houve registro de ventos acima de 90 km/h em municípios como Planalto, Canguçu e Passo Fundo. Em Porto Alegre, as rajadas chegaram a 77 km/h, e as chuvas somaram 28 milímetros.
Entre as cidades mais afetadas estão Anta Gorda, Bom Retiro do Sul, Cidreira, Erechim e Relvado. Em Frederico Westphalen, um pavilhão industrial e o depósito de uma madeireira ficaram destelhados. A Defesa Civil atua em conjunto com as prefeituras para desobstruir vias e remover árvores caídas.
Governo mobiliza equipes para atender emergências
O governador Eduardo Leite informou que os planos de contingência foram acionados e que as equipes estaduais estão auxiliando os municípios mais atingidos. “Os ventos e as chuvas trouxeram muitos transtornos, com quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. As equipes seguem mobilizadas para normalizar a situação”, afirmou em rede social.
Segundo o boletim da Defesa Civil, não há registro de vítimas. O monitoramento segue ativo, com previsão de novas instabilidades localizadas ao longo do fim de semana.
Nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, a Vereadora Natália Velasques apresentou duas indicações voltadas ao fortalecimento das políticas públicas no Distrito Nova Itamarati. As propostas abrangem tanto o acesso a serviços essenciais de cidadania quanto o bem-estar animal, demonstrando o compromisso da Parlamentar com o desenvolvimento social e a qualidade de vida dos moradores da região.
Em uma das indicações, Natália solicitou ao Prefeito Eduardo Campos, com cópia ao Desembargador Sérgio Fernandes Martins, Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a inclusão do Distrito Nova Itamarati no cronograma de atendimentos do programa “Ônibus da Justiça Itinerante”.
A Parlamentar destacou que o distrito é extenso, com comunidades rurais e famílias em situação de vulnerabilidade que enfrentam grandes dificuldades para se deslocar até o centro urbano. A presença do ônibus, segundo ela, garantiria à população o acesso gratuito a serviços essenciais como registro civil, reconhecimento de paternidade, emissão de segundas vias, casamentos e orientações jurídicas.
Além disso, a Vereadora apresentou indicação solicitando ao Prefeito e ao Secretário Municipal de Meio Ambiente, Thiago Eugênio Vedana, a inclusão do Castra Móvel no cronograma de atendimentos do distrito. O pedido tem como objetivo ampliar o controle populacional de cães e gatos, prevenir zoonoses e promover o bem-estar animal.
Natália Velasques ressaltou que ambas as ações — Justiça Itinerante e Castra Móvel — representam avanços importantes para o Nova Itamarati, levando cidadania, saúde e dignidade a centenas de famílias. “Esses programas aproximam o poder público da população e refletem o verdadeiro sentido de políticas inclusivas”, afirmou a Vereadora.
A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou, neste sábado (8), a ocorrência de três tornados no Oeste do estado. Os fenômenos foram registrados nos municípios de Dionísio Cerqueira, Xanxerê e Faxinal dos Guedes durante a passagem de uma frente fria e o desenvolvimento de um ciclone extratropical sobre o Atlântico Sul.
A confirmação veio após análises de radar, vistorias em campo e registros de danos nas áreas atingidas. As coordenadorias regionais da Defesa Civil prestaram apoio emergencial às prefeituras, com distribuição de lonas e monitoramento de áreas de risco. O órgão estadual mantém o estado de observação, com equipes mobilizadas para novas ocorrências.
Tornados confirmados e danos registrados
Segundo a Defesa Civil, os tornados tiveram curta duração, mas provocaram destruição concentrada, padrão característico desse tipo de fenômeno. Em Dionísio Cerqueira, houve queda de árvores, destelhamentos e interrupção no fornecimento de energia. Em Xanxerê, parte das estruturas foi danificada, veículos foram atingidos e um ônibus tombou. Já em Faxinal dos Guedes, árvores foram arrancadas em sentidos diferentes, indicando forte circulação de ventos.
As análises do radar meteorológico de Chapecó identificaram áreas com ventos em direções opostas e detritos na atmosfera, como fragmentos de telhas e galhos, confirmando a formação dos três tornados. De acordo com os meteorologistas, a combinação de uma frente fria e o sistema ciclônico criou um ambiente instável, com nuvens de grande desenvolvimento vertical, granizo e rajadas acima de 100 km/h.
Chuvas intensas no Litoral Sul
Enquanto o Oeste registrava ventos extremos, municípios do Litoral Sul enfrentaram chuva volumosa. Em 12 horas, foram acumulados 124 milímetros em Jacinto Machado e Tubarão, 110 mm em Sombrio e 108 mm em Morro Grande. Os volumes se aproximaram da média esperada para todo o mês de novembro.
O excesso de chuva provocou alagamentos pontuais e bloqueios de vias em Morro da Fumaça, Meleiro e Turvo. Segundo a Defesa Civil, o sistema que causou os temporais já se deslocou para o oceano, reduzindo o risco de novos eventos severos nos próximos dias.
O órgão reforça que a população deve seguir os alertas meteorológicos e evitar áreas de risco durante tempestades. Em casos de emergência, o contato deve ser feito pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).
Severino Romualdo da Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (8) em um barraco localizado dentro de uma chácara no bairro Jardim Clímax, em Dourados. A vítima foi assassinada com um golpe de faca na barriga e não resistiu aos ferimentos.
De acordo com informações preliminares, o crime teria ocorrido entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado. Severino trabalhava prestando serviços na propriedade e costumava dormir no local, porém, segundo a polícia, o homicídio não teria relação com a atividade profissional.
O corpo foi descoberto por moradores que estranharam o fato de Severino não ter se levantado para iniciar as tarefas diárias. Ao entrarem no barraco, encontraram-no ferido sobre o colchão.
Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e da Perícia Técnica estiveram no local para os levantamentos iniciais. Uma pessoa foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento, e as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar possíveis envolvidos.
A poucos dias do início da COP30, a presidência da conferência divulgou sua nona carta aberta à comunidade internacional. No documento, o embaixador André Corrêa do Lago convoca governos, empresas e sociedade civil a intensificar os esforços para conter o aquecimento global e garantir o cumprimento das metas do Acordo de Paris.
A carta enfatiza que o desafio atual é manter vivo o objetivo de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C, o que exige cooperação e ação imediata. Segundo Corrêa do Lago, o momento é de transformar as lacunas de ambição, financiamento e tecnologia em forças de aceleração.
Acelerar como nova forma de ambição
O texto destaca que o Acordo de Paris está em pleno funcionamento após a conclusão de seu livro de regras na COP29. A COP30, que será realizada em Belém (PA), marcará o início de um novo ciclo de implementação, com instrumentos como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) já operando.
Para o embaixador, a ambição climática deve ser medida pela capacidade de implementar medidas concretas. “Acelerar a implementação deve ser a nova medida de ambição”, afirma o texto. O foco está em ampliar ações em áreas como energia limpa, restauração florestal, mitigação de metano e infraestrutura sustentável.
Amazônia no centro das discussões
A presidência da COP30 também destaca a Amazônia como símbolo e catalisador das transformações climáticas. O documento ressalta a queda do desmatamento no Brasil e a criação de mecanismos financeiros, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltados à preservação de biomas e comunidades locais.
A carta ainda reforça três prioridades para a conferência: fortalecer o multilateralismo no âmbito da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), aproximar o debate climático da vida cotidiana e acelerar a implementação dos compromissos globais.
Encerrando o texto, Corrêa do Lago afirma que a COP30 deve representar um ponto de virada: “Em Belém, a verdade deve encontrar a transformação, e a ciência deve tornar-se solidariedade.”
Severino Romualdo da Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (8) em um barraco localizado dentro de uma chácara no bairro Jardim Clímax, em Dourados. A vítima foi assassinada com um golpe de faca na barriga e não resistiu aos ferimentos.
De acordo com informações preliminares, o crime teria ocorrido entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado. Severino trabalhava prestando serviços na propriedade e costumava dormir no local, porém, segundo a polícia, o homicídio não teria relação com a atividade profissional.
O corpo foi descoberto por moradores que estranharam o fato de Severino não ter se levantado para iniciar as tarefas diárias. Ao entrarem no barraco, encontraram-no ferido sobre o colchão.
Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e da Perícia Técnica estiveram no local para os levantamentos iniciais. Uma pessoa foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento, e as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar possíveis envolvidos.
Ponta Porã se prepara para um dos momentos mais aguardados do 22º Encontro Internacional de Motociclistas – Motorcycle 2025, que acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de novembro, no Parque de Exposições Alcindo Pereira. Entre as grandes atrações confirmadas, destaque para a imponente Carreta Cuiabá Motos, um verdadeiro espetáculo sobre rodas que promete transformar o evento em uma experiência inesquecível.
Com 20 metros de comprimento e 40 toneladas de pura tecnologia, a carreta impressiona por sua estrutura grandiosa, equipada com iluminação especial, painéis de LED e motos de alta cilindradas. Totalmente montada com módulos e acessórios Taramps de altíssima potência, ela leva a cada parada uma balada automotiva itinerante, garantindo um show de som e luz que promete literalmente fazer o chão da fronteira tremer.
Após apresentações em grandes eventos por todo o Brasil, a Carreta Cuiabá Motos retorna à fronteira para levantar o público ao som de DJs especialmente contratados para o Motorcycle 2025. A combinação de potência sonora, visual impactante e energia contagiante deve transformar as noites do encontro em um verdadeiro espetáculo musical e visual.
“Saímos do Mato Grosso e hoje nos apresentados em todo o Brasil como nosso som automotivo. Já percorremos mais de 60 mil quilômetros e chegamos a metade dos estados brasileiros tocando nas melhores festas e estamos chegando à fronteira com o que há de melhor em estruturas de som, luz, tecnologia e motos de alta cilindrada. Vai ser um grande evento para brasileiros, paraguaios e turistas de vários países que estarão no Motorcycle”, disse o empresário Fabiano Moreira Dutra.
O Motorcycle 2025 é uma realização do Moto Clube Renegados da Fronteira, com produção da OPA Organização de Eventos. O encontro conta ainda com o apoio da senadora Soraya Thronicke, da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, da SETESC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e da Prefeitura Municipal de Ponta Porã.
A COP30 colocou o Brasil no epicentro de um movimento climático global: a adesão da União Europeia e da China à coalizão liderada pelo Brasil para integrar mercados regulados de carbono, um passo importante para transformar promessas ambientais em um sistema de regras, preços e oportunidades reais.
Na prática, o grupo pretende harmonizar padrões de medição e verificação de emissões (MRV), criar regras de integridade e abrir caminho para a união entre sistemas nacionais de precificação de carbono. O Brasil passa de simples exportador de matérias-primas a formador de regras, posição estratégica que lhe confere poder de agenda e protagonismo diplomático.
Impactos para o agro brasileiro
Para o agro brasileiro, esse movimento pode parecer distante, mas está muito mais próximo do que se imagina. Um mercado de carbono integrado valoriza práticas sustentáveis e penaliza cadeias com alta pegada ambiental. Quem comprovar eficiência, uso de bioenergia e manejo de solo que sequestra carbono tende a ganhar competitividade; quem não se adaptar, corre o risco de ser excluído de mercados exigentes como o europeu.
A entrada da UE e da China não é coincidência. Bruxelas busca reduzir o custo do ajuste de fronteira de carbono (CBAM), e Pequim quer influenciar as novas regras globais, em vez de apenas segui-las. O Brasil, grande exportador de alimentos e guardião da maior floresta tropical do planeta, assume papel de mediador natural, e pode transformar seu patrimônio ambiental em vantagem econômica.
Sem um mercado regulado nacional robusto, com regras claras e credibilidade, o país pode ficar de fora da “elite climática” e ver suas exportações taxadas por falta de comprovação ambiental. A corrida, portanto, não é apenas por crédito de carbono, mas por governança, transparência e tecnologia.
A “era do carbono” não é mais um tema de conferência: está chegando à rotina de quem planta, cria e exporta. O Brasil tem uma chance rara de unir preservação e competitividade, transformando seu protagonismo ambiental em diferencial econômico. Mas, como em todo mercado, quem não mede, perde.
Brasil e o potencial de liderança
Alguns dos signatários iniciais da Open Coalition on Compliance Carbon Markets, liderada pelo Brasil, incluem União Europeia, China, Reino Unido, Canadá, Chile, França, Alemanha, México, Armênia e Zâmbia. O Brasil, como país anfitrião, ocupa posição central nessa articulação que pretende conectar mercados regulados de carbono e definir padrões globais para a precificação das emissões.
O que o Brasil está fazendo, na prática, é ajudar a desenhar o “manual” da nova economia climática. A partir de agora, o carbono vira parte do custo de produção, como energia, insumo e logística. Quem reduzir emissões ou provar boas práticas será premiado. Quem ignorar o tema será punido, direta ou indiretamente, pelos mercados internacionais.
Para o campo, isso significa que sustentabilidade deixa de ser discurso e vira diferencial econômico real. Plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, uso de bioenergia e certificações ambientais passarão a valer dinheiro, literalmente.
O Brasil tem todas as condições para ser líder e não refém dessa nova ordem. Mas isso exige ação imediata: estrutura de mercado, regulação confiável e apoio técnico ao produtor. Se o país souber aproveitar o momento, pode transformar o carbono em seu novo produto de exportação. Caso contrário, corre o risco de ver o futuro passar,medido em toneladas de CO2 e oportunidades perdidas.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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