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Água na reserva indígena: início dos trabalhos representa inclusão e reparação, diz Barbosinha


Proposta publicada pela Agesul é o primeiro passo na execução de projeto que irá garantir segurança hídrica a quase 30 mil pessoas das aldeias Jaguapiru e Bororó

Água na reserva indígena: início dos trabalhos representa inclusão e reparação, diz Barbosinha
Contrato para execução de projeto foi assinado em janeiro deste ano, pelo então governador em exercício José Carlos Barbosa, o Barbosinha

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, recebeu com otimismo e celebração a publicação do aviso de licitação para perfuração de dois poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. A proposta é a primeira etapa de execução da obra de implantação do sistema de abastecimento de água nas duas comunidades, e deverá resolver de forma definitiva a questão hídrica na maior aldeia urbana do país. As próximas etapas do projeto, que incluem a implantação da rede de distribuição de água, já estão em análise na Caixa Econômica Federal e devem ser anunciadas em breve.

Para o vice-governador, que participou das tratativas na elaboração do projeto pela Sanesul e na articulação junto à bancada federal para a destinação de recursos, o início da execução deste projeto representa muito mais do que infraestrutura e saneamento. “Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, avaliou.

“Para Dourados e para Mato Grosso do Sul, esse início de licitação representa reparação, inclusão e a construção de um futuro mais justo para as comunidades indígenas da Jaguapiru e Bororó, com respeito à sua história, cultura e direitos”, acrescentou.

Os dois avisos de licitação foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), com abertura marcadas para o dia 3 de junho. O investimento será de R$ 4,49 milhões em cada um. O projeto completo prevê investimentos de R$ 50 milhões, recurso obtido através de emendas da bancada federal de MS. Após elaboração do projeto pela Sanesul, o contrato com a Caixa Econômica Federal foi assinado em janeiro deste ano, prevendo a implantação dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

As intervenções foram planejadas para atender o crescimento demográfico das aldeias até 2033 e garantir regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada. “Enquanto isso, o Estado continua atuando de forma emergencial, com caminhões-pipa, inclusive com veículos adquiridos por meio de emendas parlamentares, além do apoio permanente da Sanesul”, completou o vice-governador.

Esperança e expectativa

Para quem vive na comunidade e enfrenta o desafio há décadas, a projeção por dias melhores é vista com otimismo e expectativa. É o que garante Vilmar Martins Machado da Silva, capitão da aldeia Jaguapiru. A comunidade abriga hoje em torno de 13 mil moradores. “Esse projeto é sonho esperado há muito tempo e que agora, através do empenho do vice-governador Barbosinha, vai se tornar realidade para a nossa comunidade. Isso representa esperança de dias melhores e bem-estar para um povo sofrido”, afirmou.

Enquanto o projeto está em fase de execução, o Governo do Estado atua com ações efetivas para garantir o fornecimento de água tratada à população indígena de Dourados. No ano passado, foram construídos dois novos poços para captação de água potável, um em cada aldeia, com a instalação dos respectivos reservatórios.

O trabalho diário inclui ainda o abastecimento por meio de caminhões-pipa, executado pela Sanesul. As moradias que estão com o fornecimento interrompido também recebem água conforme a necessidade, garantindo que nenhuma casa fique desabastecida. Esse atendimento é feito diariamente pelas equipes da Defesa Civil, que vão em cada casa com o apoio dos agentes indígenas de saneamento. A atuação do Governo do Estado para atender às famílias que sofrem com o desabastecimento é um trabalho conjunto envolvendo Defesa Civil, Sanesul e SEC (Secretaria de Estado da Cidadania).

Pelo novo projeto em execução, para resolver a questão de forma definitiva, as intervenções foram planejadas para suprir à demanda populacional dos próximos sete anos – atendendo a quase 30 mil moradores destas comunidades.

Na aldeia Bororó, o sistema foi dimensionado para assistir 14.179 habitantes. A rede de distribuição alcança 103,84 quilômetros, com 2.904 ligações domiciliares, levando água diretamente às residências.

Já a Aldeia Indígena Jaguapiru, que concentrará 15.304 habitantes até 2033, contará com um sistema de porte semelhante. A rede de distribuição terá 80,9 quilômetros de extensão, com 3.087 ligações domiciliares, ampliando o alcance do serviço e reduzindo desigualdades históricas no acesso à água potável.

A previsão é que as obras tenham início nos próximos meses, logo após a emissão das ordens de serviço e a conclusão dos trâmites técnicos iniciais. Para Barbosinha, a execução desta obra simboliza um compromisso histórico com as comunidades indígenas.

“O investimento em saneamento básico é uma das formas mais eficazes de promover saúde, dignidade e desenvolvimento social, especialmente em territórios que, por décadas, aguardaram por políticas públicas estruturantes. Levar água tratada às aldeias Jaguapiru e Bororó é garantir cidadania, preservar vidas e construir um futuro mais justo para milhares de famílias”, avaliou.



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Balanço de campanha mostra que projeto de doação de sangue já ajudou a salvar mais de 6,6 mil vidas em MS


Com participação do vice-governador Barbosinha na última edição, projeto já contabiliza mais de 1,6 mil bolsas de sangue coletadas entre servidores estaduais.

Balanço de campanha mostra que projeto de doação de sangue já ajudou a salvar mais de 6,6 mil vidas em MS

Solidariedade, cidadania e compromisso com a vida têm mobilizado servidores públicos de Mato Grosso do Sul em uma corrente que já beneficiou milhares de pessoas em todo o Estado. Criado no âmbito da Educação Fiscal da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MS), o projeto “Invista na Vida, Seja um Doador de Sangue” consolidou-se como uma das principais ações de mobilização para doação de sangue e medula óssea dentro do serviço público estadual, unindo conscientização social, educação fiscal e saúde pública.

Desde a primeira edição, realizada em dezembro de 2021, a iniciativa vem ampliando o alcance dentro dos órgãos estaduais. De acordo com balanço apresentado pelos organizadores da campanha, já foram cadastrados 2.773 servidores públicos e colaboradores terceirizados ao longo das ações realizadas em órgãos como Governadoria, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Sanesul, Secretaria de Educação, Secretaria de Saúde, Polícia Militar e SEFAZ/MS. Ao todo, o projeto contabiliza 1.665 bolsas de sangue coletadas, com potencial de beneficiar cerca de 6.660 pessoas.

A mobilização mais recente ocorreu na Governadoria, durante a 17ª edição do projeto, realizada nos dias 29 e 30 de abril deste ano, no Parque dos Poderes. A ação marcou a estreia do ônibus do Hemosul em uma campanha realizada dentro de um órgão público estadual e reuniu servidores em uma grande corrente de solidariedade. Durante a mobilização, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, também participou da ação e realizou a doação de sangue dentro da unidade móvel instalada na Governadoria.

Para Barbosinha, a campanha representa a união entre serviço público, responsabilidade social e cuidado com a vida. “O poder público tem a missão de servir às pessoas e salvar vidas também passa por atitudes como essa. Quando o servidor público participa de uma campanha de doação de sangue, ele demonstra solidariedade, consciência coletiva e compromisso com quem mais precisa. É uma ação simples, mas que tem um impacto gigantesco na vida de milhares de famílias”, destacou o vice-governador.

Coordenador da campanha, o técnico fazendário financeiro da SEFAZ/MS Luiz Carlos Silva de Faria explica que o diferencial do projeto está justamente em levar toda a estrutura de coleta até os locais de trabalho, facilitando a adesão dos servidores e aproximando a população da importância da doação voluntária. “O projeto Sangue MS tem o poder de levar toda a estrutura de doação até o local de trabalho do servidor público. Ao mesmo tempo em que falamos sobre a importância de doar sangue, também mostramos o valor social dos tributos, porque é através deles que toda essa estrutura é mantida. Muitas pessoas pensam que o sangue é gratuito, mas existe todo um custo envolvido, como equipamentos, insumos, profissionais e atendimento, tudo financiado pelos recursos públicos. A educação fiscal tenta justamente conscientizar as pessoas sobre isso, unindo cidadania fiscal e solidariedade”, afirmou.

Segundo Luiz Carlos Faria, a participação da Governadoria representou um marco importante para o fortalecimento da campanha. “Foi um pedido do vice-governador Barbosinha levarmos o ônibus do Hemosul para a ação. Conseguimos colocar a estrutura em funcionamento dentro da Governadoria, e o resultado foi excepcional. A capacidade de mobilização do ônibus era para 100 pessoas, mas conseguimos atender 108 participantes, com coleta de 94 bolsas de sangue e um índice de perda muito abaixo da média”, ressaltou.

O projeto também busca ampliar a conscientização sobre o papel dos tributos no financiamento das políticas públicas, especialmente na área da saúde. A proposta da Educação Fiscal é mostrar, de forma prática, que serviços como coleta, armazenamento e distribuição de sangue dependem diretamente dos investimentos públicos realizados pelo Estado.

Além da doação de sangue, as ações também incentivam o cadastro de voluntários para doação de medula óssea, fortalecendo a rede de solidariedade e ampliando as chances de pacientes encontrarem doadores compatíveis. Atualmente, segundo dados citados pelos organizadores, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, enquanto o percentual ideal seria de 3%.

Com crescimento contínuo desde 2021, o projeto já se tornou referência em mobilização dentro do serviço público estadual, fortalecendo a cultura da doação voluntária e aproximando os servidores de ações concretas de cidadania e valorização da vida.

Fotos: André Lima



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Fim da espera: Governo de MS lança primeira licitação de obra que levará água potável às aldeias indígenas de Dourados


Projeto destinará R$ 50 milhões para resolver problema histórico na maior aldeia urbana do país, contemplando projeção de crescimento até 2033

Fim da espera: Governo de MS lança primeira licitação de obra que levará água potável às aldeias indígenas de Dourados
No ano passado, construção de poços e reservatórios de água ajudaram a levar água potável às famílias indígenas

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), lançou nesta segunda-feira (18) dois avisos de licitação que marcam o início de uma solução definitiva para a questão da segurança hídrica na reserva indígena de Dourados. Os editais preveem a perfuração de poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó e são o início da implantação do projeto, cujo contrato foi assinado em janeiro de 2026, que contempla investimentos de R$ 50 milhões para levar água tratada diretamente para dentro das casas das duas comunidades, beneficiando quase 30 mil pessoas.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destaca a expectativa diante do início efetivo da implantação deste projeto. “Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, afirmou.

Segundo Barbosinha, o investimento em saneamento básico é uma das formas mais eficazes de promover saúde, dignidade e desenvolvimento social, especialmente em territórios que, por décadas, aguardaram por políticas públicas estruturantes. “Esse é um esforço que envolve diálogo constante com o governo federal, não só na área de saneamento, mas também em habitação, pavimentação e infraestrutura. Temos casas sendo construídas nas aldeias e uma atuação institucional próxima e produtiva. O nosso objetivo é garantir que a água potável chegue a todas as residências indígenas, com segurança, dignidade e respeito às comunidades”, completou.

Os dois avisos de licitação foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), com abertura marcadas para o dia 3 de junho. O investimento será de R$ 4,49 milhões em cada um, com recursos do Ministério dos Povos Indígenas, por meio de repasses da Caixa Econômica Federal. A execução da obra ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).

Cada contrato está dividido em duas frentes: uma para a perfuração dos poços e outra para a implantação da rede de distribuição de água. As próximas etapas do projeto já estão em análise na Caixa e devem ser anunciadas em breve.

O projeto foi elaborado integralmente pela Sanesul. As obras não se limitam à captação: incluem também reservatórios, adutoras e toda a estrutura necessária para que o abastecimento seja contínuo e confiável, algo que a população indígena nunca teve. É a garantia à população indígena de que a água chegue com qualidade e regularidade a cada família.

Saúde e segurança hídrica

Mais do que uma obra de engenharia, o projeto elaborado pela Sanesul representa um avanço estrutural em saúde pública, dignidade e qualidade de vida para centenas de famílias. As intervenções foram planejadas para atender o crescimento demográfico das aldeias até 2033 e garantir regularidade, segurança e eficiência no fornecimento de água tratada.

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a obra representa um marco na execução de políticas públicas para os povos originários. “Estamos falando de um projeto completo, que vai da perfuração dos poços à distribuição nas casas. É uma estrutura que garante água de qualidade, com pressão e continuidade. Mas, mais do que isso, é dignidade voltando para quem nunca teve acesso a um direito tão básico. Ver essa obra saindo do papel é saber que estamos mudando a vida de milhares de famílias”, destacou o secretário.

O secretário de Estado de Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, destaca que este é mais um passo concreto para enfrentar uma demanda histórica das comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. “Estamos falando de um investimento essencial para garantir acesso à água potável, promovendo saúde, dignidade e qualidade de vida para milhares de famílias indígenas. Essa é uma ação de compromisso social, de respeito aos direitos fundamentais e de fortalecimento do olhar atento do Governo do Estado para as necessidades das comunidades indígenas”, afirmou.

Desde o ano passado, o Governo do Estado vem atuando de forma emergencial para atender às famílias que sofrem com a falta de água. Além de manter o abastecimento dos reservatórios com caminhões-pipa, por meio da Sanesul, as moradias que estão com o fornecimento interrompido recebem água conforme a necessidade, garantindo que nenhuma casa fique desabastecida. O trabalho local é realizado pela Defesa Civil, que vai em cada casa com o apoio dos agentes indígenas de saneamento. Também foram perfurados dois poços, um em cada aldeia, com a instalação dos respectivos reservatórios.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, reforça que este é um importante passo para a solução do desafio enfrentado pelas comunidades. “Por determinação do governador Eduardo Riedel, a Sanesul está colaborando diretamente com o processo. Além de participar ativamente das discussões, fizemos todo o estudo técnico e os projetos das obras. Serão investimentos importantes para a comunidade indígena e toda a região”, avaliou.

A expectativa agora é que, com o avanço das obras ainda neste semestre, a água potável torne-se parte do dia-a-dia para as famílias que vivem na reserva indígena. “Para Dourados e para Mato Grosso do Sul, esse início de licitação representa reparação, inclusão e a construção de um futuro mais justo para as comunidades indígenas da Jaguapiru e Bororó, com respeito à sua história, cultura e direitos”, finaliza o vice-governador.



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