
Israel voltou a bombardear o sul do Líbano neste sábado (30), e seu exército segue avançando em profundidade no território libanês, apesar de um cessar-fogo teoricamente em vigor e das conversas mantidas em Washington.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou a “perigosa e sem precedentes escalada” de Israel, que ele acusou de aplicar “uma política de terra arrasada e de punição coletiva”.
No entanto, defendeu a decisão das autoridades de iniciar negociações com Israel — às quais o grupo pró-iraniano Hezbollah se opõe — afirmando que se trata do “caminho menos custoso” para o país.
Nos últimos dias, Israel intensificou suas operações aéreas e terrestres no Líbano, onde afirma que seu objetivo é o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.
O exército israelense ordenou na manhã deste sábado a evacuação de uma dúzia de povoados do sul antes de lançar ataques, apesar de teoricamente vigorar desde 17 de abril um cessar-fogo que não tem sido respeitado.
O exército libanês informou que um ataque israelense com drone “direcionado” atingiu um veículo militar perto da cidade de Nabatiyeh (sul) e feriu gravemente dois de seus soldados.
Também foram registrados disparos de artilharia perto da fortaleza medieval de Beaufort, depois que o ministro da Cultura advertiu na véspera sobre o “grave perigo” que as ofensivas israelenses representam para o patrimônio histórico.
O Hezbollah afirmou que lançou neste sábado múltiplos ataques contra o norte de Israel e que também enfrentou soldados israelenses no sul do Líbano.
O grupo pró-iraniano declarou em um comunicado que estava combatendo forças israelenses nos arredores das localidades de Zawtar al-Sharqiya, Yohmor al-Shaqif e Dibbine. Acrescentou que as tropas “ainda não haviam conseguido assumir o controle” dessas áreas.
O exército israelense informou à AFP que mais de 25 projéteis foram lançados do Líbano em direção a Israel neste sábado. As sirenes de alerta aéreo soaram nas cidades do norte de Karmiel e Safed pela primeira vez desde o cessar-fogo, segundo o exército.
Os bombardeios israelenses de sexta-feira (29) contra cerca de trinta localidades deixaram 11 mortos na região de Tiro, entre eles um socorrista, e oito feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
Israel declarou esta semana que considera grande parte do sul do Líbano como uma “zona de combate“, e Netanyahu afirmou na sexta-feira que seu exército havia “cruzado o Litani”, um rio situado a cerca de 30 km da fronteira.
Nesse cenário de hostilidades incessantes, Líbano e Israel iniciaram negociações em abril, sob os auspícios dos Estados Unidos, para alcançar um acordo de segurança. O Hezbollah, cujo desarmamento Israel exige do governo libanês, opõe-se frontalmente a qualquer pacto.
Em Washington, autoridades militares israelenses e libanesas mantiveram na sexta-feira uma reunião classificada como “construtiva” pelo Pentágono.
Esses contatos têm como contexto mais amplo as conversas entre Estados Unidos e Irã, nas quais se busca incluir a frente libanesa em um acordo que ponha fim à guerra no Oriente Médio.
Segundo o número dois do Pentágono, Elbridge Colby, as discussões servirão “de base para a parte política”, em referência às negociações previstas para os dias 2 e 3 de junho em Washington.
O presidente libanês, Joseph Aoun, disse ao chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, que um cessar-fogo é “um primeiro passo essencial” para qualquer avanço nas negociações.
Na sexta-feira, centenas de pessoas se reuniram nos bairros da cidade velha de Tiro, uma pequena área que ficou à margem das ordens de evacuação israelenses. Muitos dormem em seus carros ou em tendas, segundo os correspondentes da AFP.
“Colocamos colchões no chão para dormir”, conta Karam Amin, que dorme com sua família de sete pessoas em sua loja de roupas no bairro cristão. Desde o início da guerra, os bombardeios causaram 3.371 mortes e mais de um milhão de deslocados no Líbano, segundo as autoridades.
Somente na última semana, 15 crianças morreram e 62 ficaram feridas, segundo o Unicef.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses até abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,9% no período.
A taxa de subutilização e o percentual de desalentados mostraram estabilidade e a taxa de informalidade diminuiu, na mesma comparação. O rendimento real habitual de todos os trabalhos se mantém no patamar recorde, com R$ 3.732.
“O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.
Nível da ocupação foi de 58,4% em abril
No trimestre encerrado em março, a população ocupada (102,3 milhões) registrou queda de 0,3% (menos 338 mil pessoas) e aumento de 1,1% frente ao mesmo trimestre do ano passado (mais 1,07 milhão de pessoas). O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 58,4% em abril de 2026. Isto representa uma redução de -0,3 ponto percentual frente ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 (58,7%).
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“Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, comenta Adriana Beringuy. “Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”.
No trimestre, houve redução de postos de trabalho no grupo Outros serviços (menos 162 mil pessoas). Nos demais grupos, houve estabilidade.
Também houve estabilidade em todas as posições na ocupação, frente ao trimestre anterior. Entre os empregados no setor privado, 39,3 milhões tinham carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) e 13,3 milhões eram sem carteira. Entre trabalhadores domésticos, 1,3 milhões tinham carteira e 4,1 milhões eram sem carteira. Havia ainda 26,0 milhões de trabalhadores por conta própria, 4,2 milhões de empregadores, 12,9 milhões de empregados no setor público.
Subutilização e desalento se mantêm estáveis; informalidade recua
A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a Força de trabalho ampliada) foi estimada em 13,8%, mantendo-se estável no trimestre e representando 15,7 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a taxa de subutilização foi estimada em 15,4% (-1,7 ponto percentual), e o número de pessoas recuou 11,1% (menos 2 milhões de pessoas).
Ainda na comparação com o trimestre anterior, a população desalentada mostrou estabilidade, com 2,6 milhões de pessoas desalentadas. Já a comparação com o mesmo trimestre, em 2025, mostra uma redução significativa de 15,3%, o que representa 464 mil pessoas a menos. O percentual de desalentados (2,3%) também mostrou estabilidade no trimestre recuou 0,4 p.p. no ano (2,7%).
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Já a taxa de informalidade caiu de 37,5% (ou 38,5 milhões de trabalhadores informais), no trimestre encerrado em janeiro, para de 37,2% (ou 38,1 milhões). No trimestre de fevereiro a abril de 2025, a taxa de informalidade era de 38%, representando 38,5 milhões na informalidade. Também foi registrado recuo de população subocupada por insuficiência de horas (4,2 milhões), uma queda de 5,5% no trimestre (menos 246 mil pessoas) e queda de 7,3% no ano (menos 336 mil pessoas).
(com Reuters e agência de notícias do IBGE)