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Agro lidera queda de vagas no país e perde 8.378 empregos em abril

O agronegócio teve uma redução de 8.378 postos de trabalho em abril segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (28) pelo MTE (Ministério do Trabalho do Emprego).

O agro foi o setor que apresentou a maior queda no número de empregos no mês.

A redução no número de vagas no campo foi puxada pela desmobilização nos cultivos de soja (5048 desmissões a mais do  que contratações), maçã (saldo positivo de 2986 postos de trabalho) e laranja (saldo negativo de 1799 empregos). 

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o desempenho ruim do setor à sazonalidade dessas culturas. 

Em abril, apenas os setores de agro e serviços apresentaram uma redução no número de postos de trabalho, enquanto os de serviço, construção e indústria geral tiveram aumento no número de empregados. 

Já no acumulado de 2026 (entre janeiro e abril), o setor apresenta um saldo positivo de 6.760 postos de trabalho criados. As culturas que mais empregaram foram café (6.240), maçã (5.003)  e alho (3.535). 

Nesse levantamento, o agro aparece com menos empregos criados que serviços (451 mil), construção (143 mil) e indústria geral (124 mil). Em 2026, o setor aparece apenas na frente do setor de comércio, o único que teve redução no saldo de empregos formais. 

*sob a supervisão de Luciana Franco

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Lula e presidente do Suriname assinam 12 atos bilaterais. Saiba quais


Acordos e memorandos de entendimento incluem pactos em áreas como combate ao crime organizado e cooperação ambiental



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Choque no varejo será momentâneo, avalia MAG


A aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1 pelo plenário da Câmara dos Deputados, ocorrida na noite de quarta-feira (27), reacendeu o debate sobre os reflexos trabalhistas no país. Embora o custo da mudança deva impactar inicialmente as varejistas listadas na Bolsa, a tendência é de que a economia absorva os efeitos de forma rápida, segundo a avaliação de Claudio Pires, sócio-diretor de investimentos da MAG Investimentos.

O texto da PEC 8/2025, que reduz a jornada semanal para 40 horas e garante dois dias de descanso, estabelece uma transição de até 12 meses para a adaptação das empresas, com um corte inicial de duas horas semanais já após 60 dias da promulgação. Na visão de Pires, a definição dessa regra de transição — considerada menor do que o mercado esperava — foi o principal fator a pressionar as ações do varejo.

Saiba mais: Fim da escala 6×1: tudo sobre a nova lei, votação e regra de transição

Contudo, a gestora afasta os cenários de retração severa para o Produto Interno Bruto (PIB). Para o sócio-diretor, as pressões sobre custos e preços nas empresas consistem em um “choque momentâneo” que se dissipará com o tempo. A MAG aponta que apenas um terço dos trabalhadores brasileiros ainda opera nessa escala, visto que setores como os de bancos e seguros já abandonaram o formato há anos.

Pires avalia, também, que a extinção da escala de seis dias de trabalho para um de descanso alinha o Brasil às práticas adotadas por países desenvolvidos, e ressalta que até mesmo entre as nações emergentes a incidência da 6×1 é baixa. “Pessoalmente, acho positivo”, pontuou o diretor. A nova lei não prevê contrapartidas ou compensações financeiras aos setores afetados pelo fim do formato, decisão que Pires avalia como correta.

A perspectiva da instituição financeira contrasta com os alertas de lideranças do setor produtivo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e associações do comércio e de serviços defendem que mudanças rápidas e intensivas em mão de obra tendem a elevar custos de contratação e exigir complexas reorganizações de turno, sobretudo em negócios menores. Setores de atendimento presencial como restaurantes, hotelaria, logística e saúde estão entre os mais sensíveis.

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Apesar dos atritos setoriais e da resistência patronal, a leitura do mercado financeiro projeta danos contidos. Para a MAG Investimentos, a adequação exigida pela lei se restringirá apenas ao ambiente corporativo de curto prazo, sem produzir danos estruturais prolongados.

Vale ressaltar que a regra não será generalizada: pelo parecer aprovado, profissionais com nível superior e que possuem renda acima de 2,5 tetos do INSS (hoje cerca de R$ 21 mil mensais) ficarão fora das novas diretrizes da jornada. O texto agora precisará passar pela apreciação do Senado antes de entrar em vigor.



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Após visitar 54 municípios, Barbosinha intensifica agendas regionais e acompanha desenvolvimento da Costa Leste


Roteiro de mais de 1.100 quilômetros reforça atuação próxima do Governo do Estado e aproxima gestão estadual das demandas do interior de MS

Após visitar 54 municípios, Barbosinha intensifica agendas regionais e acompanha desenvolvimento da Costa Leste

A presença constante do Governo de Mato Grosso do Sul no interior segue marcando a agenda institucional da gestão estadual. Em mais uma série de compromissos pelo Estado, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, percorreu, ao longo de dois dias, mais de 1.100 quilômetros pela região Leste, reforçando o diálogo com lideranças municipais, acompanhando investimentos e ouvindo de perto as demandas da população. Com o novo roteiro, Barbosinha já alcança a marca de 54 municípios visitados desde o início das agendas regionais promovidas pela Vice-Governadoria.

A passagem pela Costa Leste contemplou os municípios de Paraíso das Águas, Cassilândia, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Selvíria, Três Lagoas, Brasilândia e Santa Rita do Pardo. Em todas as cidades, a agenda foi marcada por reuniões com prefeitos, vereadores, lideranças políticas, equipes técnicas e representantes da comunidade, além de visitas a obras e projetos em andamento.

Mais do que uma sequência de compromissos institucionais, as agendas refletem uma estratégia de atuação baseada na presença física do Estado nos municípios, aproximando o Governo das realidades locais e permitindo um acompanhamento mais direto das necessidades de cada região. A dinâmica tem sido uma das marcas da gestão estadual, fortalecendo o conceito de municipalismo defendido pelo governador Eduardo Riedel.

Representando o governador nas agendas, Barbosinha destacou que as visitas ao interior permitem compreender de forma mais precisa as demandas de cada município e acelerar o alinhamento das ações do Estado.

“Governar também é estar presente. Nenhuma informação substitui o contato direto com os prefeitos, vereadores, lideranças e principalmente com a população. Cada município possui sua própria realidade, seus desafios e suas potencialidades. Quando o Governo vai ao encontro dessas comunidades, consegue compreender melhor as demandas, acompanhar os investimentos de perto e construir soluções mais eficientes para cada região. Esse é o espírito do municipalismo que o governador Eduardo Riedel defende e que nós temos procurado colocar em prática em todo Mato Grosso do Sul”, afirmou o vice-governador.

Ao longo da agenda, os investimentos acompanhados reforçam a dimensão do desenvolvimento vivido pela região Leste. Em Três Lagoas, um dos principais polos econômicos do Estado, os investimentos estaduais ultrapassam R$ 755 milhões, abrangendo infraestrutura, saúde, educação, saneamento e logística regional.

Em Santa Rita do Pardo, os investimentos superam R$ 162 milhões, incluindo obras estruturantes como a pavimentação da rodovia MS-040, considerada estratégica para a integração regional e o fortalecimento logístico da Costa Leste.

Paranaíba também concentra investimentos expressivos, superiores a R$ 158 milhões, com obras em infraestrutura urbana, saúde, educação, saneamento e modernização do aeródromo municipal.

Já em Selvíria, os investimentos ultrapassam R$ 98 milhões, com destaque para a ampliação da cobertura de esgotamento sanitário, obras habitacionais e a implantação da rodovia MS-444.

Em Paraíso das Águas, os aportes do executivo estadual também passam de R$ 98 milhões, incluindo obras de infraestrutura urbana, habitação e a pavimentação da MS-316, fortalecendo a integração logística da região.

Nos municípios de Cassilândia, Brasilândia e Aparecida do Taboado, obras de pavimentação, drenagem, educação, saúde, habitação, além de programas sociais também estão sendo contemplados, ampliando a presença das políticas públicas estaduais em diferentes frentes.

Em Aparecida do Taboado, o prefeito José Natan de Paula Dias destacou a proximidade do Governo com os municípios e a capacidade de resposta da gestão estadual. “A presença do vice-governador Barbosinha em Aparecida do Taboado e em toda a nossa região fortalece a ideia do municipalismo adotada pelo governador Eduardo Riedel. O Barbosinha conhece a realidade dos municípios porque já foi prefeito e sabe das dificuldades enfrentadas pelas administrações locais. Mais do que isso, a presença do Governo nos municípios transmite segurança e mostra que o Estado está próximo das pessoas e das prefeituras”, afirmou.

Em Paraíso das Águas, o prefeito Ivan da Cruz Pereira, o Ivan Xixi, também ressaltou a importância da parceria entre Estado e municípios.

“Quando existe união, diálogo e respeito entre os poderes, quem ganha é a população. Temos uma parceria muito forte com o Governo do Estado e isso tem gerado resultados importantes para Paraíso das Águas. Nossa projeção é ultrapassar R$ 100 milhões em investimentos até o final do nosso mandato, através de parcerias que estão transformando nosso município”, destacou.

As agendas pelo interior reforçam o modelo de gestão adotado em Mato Grosso do Sul, baseado na proximidade com os municípios, no diálogo permanente e no acompanhamento direto das demandas regionais. Ao percorrer milhares de quilômetros pelas diferentes regiões do Estado, a vice-governadoria consolida uma atuação voltada à construção conjunta de soluções e ao fortalecimento do desenvolvimento regional.



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Polícia investiga estupro coletivo contra adolescente com deficiência em SP


Caso teria acontecido em março e envolvido até 10 rapazes, todos menores de idade, que teriam gravado as relações sexuais

Divulgação / PCSPSão Paulo (SP), 12/02/2026 - Viatura da Polícia Civil de São Paulo. Foto: PCSP/Divulgação
Polícia Civil de SP investiga um estupro coletivo contra uma adolescente de 14 anos, praticado na zona leste da capital paulista

A Polícia Civil de São Paulo investiga um estupro coletivo contra uma adolescente de 14 anos, praticado na zona leste da capital paulista. O caso aconteceu em março, mas foi registrado nesta semana na 8ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM).

A vítima é deficiente e as agressões teriam sido cometidas por até 10 rapazes, todos menores de idade. Eles teriam gravado as relações sexuais e a mãe da jovem descobriu o caso depois de ver as imagens circulando na internet.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a polícia mantém diligências buscando o esclarecimento dos fatos. “Detalhes serão preservados por envolver menores e por se tratar de crime sexual”, diz o comunicado.

Infância desprotegida

A polícia investiga outro caso de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, moradoras da comunidade União de Vila Nova, também na zona leste de São Paulo. As agressões foram cometidas no dia 21 de abril por um adulto e outros quatro adolescentes, que atraíram as vítimas para dentro de um imóvel.

Um vídeo também foi gravado pelos agressores para registrar os abusos e, posteriormente, divulgado nas redes sociais.

No registro, é possível ver que as crianças choram e pedem, insistentemente, para os investigados interromperem as agressões. O secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, chegou a dizer que não conseguiu ver as imagens até o final em razão da brutalidade.

O adulto envolvido no caso está preso e os quatro jovens menores de idade foram apreendidos. As defesas não foram localizadas. Até a última atualização do caso, a polícia dizia que as investigações ainda não estavam concluídas e descartou a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no caso.





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economia

Produção industrial cresce em sete dos 15 locais pesquisados em janeiro


Na passagem de dezembro para janeiro, a produção industrial brasileira cresceu 1,8%, com altas em sete dos 15 locais investigados…



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Brasil vê aumento da importação de trigo e menos compras na Argentina

As importações de trigo pelo Brasil em 2026 deverão crescer ante um patamar já elevado no ano anterior, na medida em que o país projeta uma queda na área plantada ​enquanto lida com aumento de custos relacionados à guerra do Irã e há um cenário incerto sobre impactos ​do El Niño para a safra brasileira, segundo integrantes do setor.

Mas as compras do cereal da Argentina, principal fornecedor do Brasil, poderiam ainda assim recuar, com moinhos brasileiros considerando que uma parcela relevante de trigo argentino colhido em 2025 está inadequada para a produção de farinha para panificação.

Isso deve levar os moinhos brasileiros a buscarem um maior volume do cereal fora do Mercosul, provavelmente a custos mais altos. Entre as possíveis origens alternativas citadas estão Rússia e Estados Unidos.

“Os moinhos trabalham com previsão de que se vai importar de 1 a 1,5 milhão de toneladas de trigo de outras áreas (fora do Mercosul)”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, à Reuters.

Menores embarques da Argentina para o Brasil já foram registrados no primeiro quadrimestre. Segundo a agência estatal da Argentina Indec, as exportações de trigo ⁠argentino caíram 18% em relação ao mesmo período do ano passado, para 1,38 milhão ​de toneladas, enquanto os volumes para todos os destinos dispararam 77%, para 9,7 milhões de toneladas.

Ainda assim, a importação de trigo pelo Brasil em 2026 cresceria para até 7 ​milhões de toneladas, o que seria um pouco acima das 6,87 milhões de toneladas de 2025, disse Barbosa. A consultoria Safras & Mercado projeta mais de 8 milhões de toneladas para o ano comercial ⁠2026/27, possivelmente um novo recorde.

Um patamar de importação superior a 7 milhões de toneladas pelo Brasil, ⁠um dos maiores importadores globais de trigo, foi visto pela última vez em 2013. No ano passado, o país já havia importado volume só comparável aos desembarques ​de ‌2016, segundo dados oficiais.

Qualidade argentina

O presidente da Abitrigo, que representa os moinhos brasileiros, disse que embora a safra de trigo da Argentina tenha sido recorde no ano passado, a qualidade de parte do cereal colhido ⁠não está adequada para a produção de farinha para a panificação, produto este que tem a maior demanda no Brasil.

“A qualidade do trigo argentino está caindo há vários anos”, disse Barbosa, comentando que o produto do país vizinho está mais apropriado, de maneira geral, para produção de farinha para massas.

Segundo ele, o Brasil “vai compensar” essa situação com mais importações dos Estados Unidos e Rússia, que eventualmente costumam aparecer mais quando há queda da ‌oferta argentina — as ⁠origens alternativas venderam quase nada ‌ao Brasil em 2025.

Barbosa lembrou que o setor conta com uma cota de 750 mil toneladas/ano isenta de tarifa para compras de trigo fora do Mercosul — compras dentro do bloco comercial também não pagam taxa –, o que ajudaria o país a lidar com custos mais altos.

Argentinos dizem que podem atender Brasil

A Argentina, que exportou ao Brasil 5,24 milhões de toneladas de trigo em 2025, ou 36,6% do total exportado pelo país vizinho, poderia ⁠atender aos moinhos brasileiros, ainda que integrantes do setor admitam que uma parte da colheita recorde tem qualidade apenas ⁠para ração.

O presidente da Ciara-Cec, câmara de exportadores e processadores de grãos da Argentina, Gustavo Idígoras, disse que, com uma safra recorde de mais de 28 milhões de toneladas, a oferta exportável pode chegar a mais de 18 milhões de toneladas.

“Dessa oferta exportável, ‌parte apresentou baixos níveis de proteína, razão pela qual foi vendida como ração animal para países do Sudeste Asiático e China. O restante atende aos padrões de qualidade do trigo para produção de pão e está sendo enviado para mercados tradicionais como o Brasil”, disse ele.

Assim, ele afirmou não ver necessidade de o Brasil comprar trigo de outras origens. “Nós temos um trigo que atende aos padrões de qualidade”, acrescentou o presidente da associação de produtores ArgenTrigo, Gonzalo Augusto.

Safra incerta

O especialista em trigo da consultoria brasileira Safras & Mercado, Élcio Bento, avaliou que, da safra total argentina em 2025/26, apenas uma parcela de ‌7-8 milhões de toneladas pode ser utilizada para farinha de panificação.

“Tem mais de 20 milhões com teor de proteína baixa”, disse Bento, avaliando que o clima foi perfeito para os argentinos, mas pegou lavouras com baixos investimentos. “Cresceu o grão, mas pouca coisa é proteína, e os moinhos pagam por proteína.”

“Se a Argentina não atender a qualidade, tem duas alternativas: a mais barata é a Rússia… e ⁠o trigo norte-americano”, afirmou.

O momento é de preocupação porque a safra brasileira começa a ser plantada em ambiente de custos mais altos com fertilizantes e combustíveis, por conta da guerra no Irã. Produtores também deverão ter mais cautela para investimentos diante da formação do fenômeno El Niño, que tradicionalmente traz mais chuvas para o Sul do Brasil, o que pode prejudicar a qualidade do cereal na colheita, disse Bento.

Ele considera que o Brasil ​tem potencial de produzir pouco mais de 6 milhões de toneladas, quase 2 milhões a menos do que na safra anterior. “O produtor está endividado e o custo de produção está lá em cima. Se vai investir ​menos, a produtividade tende a ser menor”, afirmou o analista.

Há ainda queda de área. O Paraná, um dos mais importantes Estados produtores do Brasil, que já está plantando o cereal em 2026, projeta uma redução de 13% no plantio de trigo em 2026, após ter reduzido o total semeado em 25% em 2025.

A outra questão que não está nessa conta é o impacto do El Niño, disse o analista. “E as pessoas acham que nossa safra não passa ilesa ao El Niño. Em todos esses anos, nunca vi um ‌ano tão incerto.”

 

 

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Michelle Bolsonaro aciona Janones no STF por associação ao caso Master


Ex-primeira-dama entrou com queixa-crime no Supremo contra o deputado federal, após um vídeo em que ele a relaciona com o caso Master



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economia

PCE de abril mostra um ensaio de desinflação nos EUA, dizem economistas


Embora os dados de inflação nos Estados Unidos e de seu núcleo ainda estejam distantes da meta buscada pelo Federal Reserve, de 2% ao ano, a divulgação do PCE de abril começou a dar sinais de perda de força, segundo a análise de economistas e de bancos de investimento. A leitura cheia do índice de inflação do consumo, o preferido pelo Fed para definir a taxa de juros, ficou em 0,40%, enquanto o núcleo da variação de preços foi de 0,2%.

O Morgan Stanley destaca que as revisões de alta para os meses anteriores e a leitura de abril apontam que inflação do núcleo do PCE está rodando a uma taxa anualizada em 3 meses de 3,78% (ante 4,56% em março), a uma taxa em 6 meses de 3,79% (ante 3,76% um mês antes), e a uma taxa em 12 meses de 3,29% em abril (ante os 3,24% em março).

“Achamos que abril — a menor leitura do núcleo do PCE até agora neste ano, apesar do efeito de devolução do shutdown em aluguel/abrigo (shelter) — marca o início de uma trajetória gradual de desinflação à frente”, diz o Morgan. “Projetamos a inflação do núcleo do PCE em 2,9% no critério q4/q4 em 2026”, complementa.

Leia também: Presidente do Fed de NY: política monetária está correta, dadas as perspectivas

O banco de investimentos pondera que, se o choque de petróleo se mostrar mais persistente do que o esperado, os transbordamentos de custos de energia mais altos para a inflação subjacente podem se tornar mais relevantes e atrasar esse processo de desinflação.

Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, diz que o PCE de abril trouxe um sinal ambíguo, porém ela concorda com a narrativa sobre o estado da desinflação americana.

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Ela destaca que o índice cheio acelerou para 3,8% ao ano, maior patamar desde 2023, puxada essencialmente por energia. “O conflito no Oriente Médio elevou os preços de gasolina de forma abrupta em março e o repasse ainda contaminou abril. Essa parte é, em alguma medida, exógena.”

Porém, o núcleo, por outro lado, desacelerou no mês. “E tem serviços como vetor persistente: habitação, recreação e alimentação fora de casa seguem pressionados, com o componente de moradia ainda acima de 3% ao ano, longe de convergir.”.

Ela também detalha que, no lado dos bens, houve reversão clara em veículos após meses de antecipação de compras motivada pelo medo de tarifas – a queda reflete a normalização de um pico artificial.

“O dado não recoloca uma discussão de alta de juros, mas também não abre espaço para afrouxamento acelerado. Com o núcleo a 130 pontos-base acima da meta e a inflação de serviços persistente, o Fed segue sem as evidências necessárias para validar um ciclo de cortes mais consistente”, comenta.

Leia também: Com Warsh no Fed, mercado precifica alta de juros nos EUA até dezembro

A economista do PicPay acrescenta um detalhe importante em sua análise, sobre um dado que vai além da inflação: a renda pessoal ficou estagnada, o gasto real desacelerou para 0,1%, e a taxa de poupança caiu para 2,6%.

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“Isso significa que, o consumidor está gastando mais do que ganha para sustentar o consumo nominal sob pressão inflacionária. Isso pode ser desinflacionário à frente pela via da demanda, mas também sugere que um eventual ciclo de afrouxamento pode vir motivado por fragilidade do consumidor e não por meta cumprida, se o Fed seguir a tradição de priorizar atividade”, explica.

Para ela, o cenário nos próximos meses é de desinflação lenta e não linear. O risco de alta vem do petróleo, com o Brent acima de USD 100 o barril e o conflito no Estreito de Ormuz ainda ativo, qualquer escalada contamina diretamente o índice cheio. “As tarifas também ainda não se transmitiram integralmente aos preços ao consumidor, o que mantém pressão latente sobre bens. Do outro lado, a combinação de poupança comprimida e renda real em queda tende a moderar a demanda à frente, o que pode ajudar na desinflação de serviços.”

Surto inflacionário cedendo

Na opinião de Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, apesar dos riscos para a atividade, o PCE de abril trouxe um alívio marginal, embora ainda sustente uma composição desafiadora.

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Ele destaca que, por dentro, a inflação ainda reflete pressões estruturais: bens saltaram 0,7% (puxados por +5,5% na gasolina), e habitação subiu 0,5%, maior ganho desde o início de 2025. Em contrapartida, o setor de serviços excluindo energia, alimentos e habitação trouxe alívio ao desacelerar para 0,2%.

“Esse cenário sugere que o surto inflacionário mais agudo começa a ceder, mas as métricas anuais continuam persistentes e distantes da meta de 2%. Em paralelo, o mercado de trabalho segue em estabilização gradual, com os pedidos iniciais de auxílio-desemprego em 215 mil, levemente acima do esperado (213 mil).”

Assim, Lobo diz que o cenário permanece nebuloso, uma vez que os números dão algum respaldo ao novo chairman do Fed, Kevin Warsh, que defende a possibilidade de juros menores, mas a persistência inflacionária deve enfrentar forte oposição no restante do Fomc.

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“Diante desse balanço de riscos, a tendência é de manutenção de juros elevados por mais tempo, com o mercado descartando cortes até o fim de 2026 e já precificando o risco de uma elevação residual no início do próximo ano.”

Para Leonel Oliveira Mattos, analista em inteligência de mercado da Stonex, a alta ligeiramente menor da inflação PCE de abril e do PIB do primeiro trimestre diminuíram as preocupações com pressões inflacionárias nos EUA, bem como reduzem o rendimento dos títulos do Tesouro americano, favorecendo um enfraquecimento do dólar.

Andressa Durão, economista do ASA, comentou que, apesar do ambiente inflacionário, o núcleo do PCE de abril veio abaixo do esperado pelo mercado, com surpresas principalmente em serviços de saúde.

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“A segunda leitura do PIB do primeiro trimestre trouxe revisão de baixa, puxada por um consumo de serviços e investimentos mais baixos, que levou a uma pequena revisão do indicador de demanda final. Ainda que os dados tenham vindo mais fracos que o consenso, o cenário ainda é de risco inflacionário com atividade forte, que sugere política monetária restritiva”, adverte.

Na opinião de William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, a inflação ainda está “quente” nos Estados Unidos e continua afetando as carteiras e os bolsos dos americanos, porém num ritmo menor. “Também teve também a revisão do PIB para baixo, então eu diria que no net, o dado de hoje PIB mais PCE, mostram que a economia americana está resiliente: está crescendo, mas talvez um pouco menos do que aquilo que inicialmente se previa”, analisa.

“A inflação é um problema, mas talvez um pouco menor do que o que estava sendo esperado, e isso pode trazer uma certa calma para os yields que vinham subindo bastante, especialmente na semana passada.”



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Tyson Foods terá novo CEO a partir de outubro

A americana Tyson Foods anunciou nesta quarta-feira (28) que Jeff Schomburger será o novo presidente e diretor-presidente (CEO) da companhia a partir de 4 de outubro. Ele substituirá Donnie King, que encerra uma trajetória de 43 anos na empresa.

Segundo a companhia, o processo de transição terá início em julho. Atualmente integrante do Conselho de Administração da Tyson Foods desde 2016, Schomburger também atua como diretor independente líder do colegiado desde 2025.

A mudança no comando ocorre em um momento de pressão para a Tyson. A empresa enfrenta dificuldades principalmente em sua divisão de carne bovina, afetada pela redução histórica do rebanho norte-americano.

Nos últimos anos, secas prolongadas em regiões produtoras dos Estados Unidos reduziram a disponibilidade de gado, elevando os custos da matéria-prima para os frigoríficos. Com menor oferta de animais, empresas do setor passaram a operar com margens pressionadas e aumento nos preços ao consumidor.

A Tyson Foods também anunciou medidas de reestruturação, incluindo fechamento de unidades e demissões, em meio às perdas registradas no segmento de carne bovina

O setor ainda enfrenta pressão política nos Estados Unidos diante da alta dos preços da carne nos supermercados.

Antes da nomeação, Schomburger passou 35 anos na Procter & Gamble, onde ocupou cargos de liderança na área comercial até se aposentar, em 2019, como diretor global de vendas.

De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, Schomburger participou de diferentes comitês do conselho da Tyson Foods, incluindo os de remuneração, auditoria e estratégia e aquisições. Desde 2021, ele preside o comitê de estratégia e aquisições.

Donnie King permanecerá no Conselho de Administração após deixar o cargo de CEO, que assumiu em meio à pandemia de COVID-19.

A Tyson Foods informou ainda que mantém suas projeções financeiras previamente divulgadas para o ano fiscal de 2026 e seguirá focada em sua estratégia de crescimento de longo prazo e geração de caixa.

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