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Dólar e petróleo pressionam cotações futuras do algodão na bolsa de NY

Os preços do algodão encerraram a sessão desta quinta-feira (21) em forte queda na bolsa de Nova York. O contrato futuro com vencimento em julho recuou 4,44% e fechou cotado a US$ 77,98 por libra-peso, pressionado pelo movimento negativo das commodities e pela valorização do dólar americano.

Ao longo do dia, os contratos futuros da fibra chegaram a registrar perdas mais expressivas. Os vencimentos foram impactados pelo o avanço do  índice do dólar e pela alta do petróleo bruto.

Apesar da pressão sobre as cotações, os dados de exportação dos Estados Unidos mostraram um desempenho mais positivo para as vendas externas da pluma. O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), apontou que as vendas de algodão da safra 2025/26 somaram 131.792 mil fardos na semana encerrada em 14 de maio. O volume representa o maior patamar das últimas três semanas e um avanço de 7,86% em relação ao mesmo período do ano passado.

O relatório também destacou que as vendas da nova safra alcançaram 215.962 fardos na semana, registrando o maior volume da temporada atual. Já os embarques ficaram em 289.351 fardos, o menor nível das últimas nove semanas.

Cacau

As cotações futuras do cacau recuaram na Bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em julho fechou em baixa de 3,14% e precificado em US$ 3.767 por tonelada.

O Barchart apontou que os preços do cacau recuaram na quinta-feira, consolidando-se logo acima das mínimas de duas semanas registradas na segunda-feira. A alta do índice do dólar para a máxima de 6 semanas nesta sessão pressionou a maioria dos preços das commodities, incluindo o cacau.

Os sinais de oferta abundante de cacau são negativos para os preços, já que os estoques de cacau na bolsa subiram para um pico de quase dois anos, atingindo 2.692.616 sacas nesta sessão. 

Na última semana, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.  

Café

Os preços futuros do café registraram alta na Bolsa de Nova York, em que o contrato para entrega em julho registrou valorização de 1,90% e fechou o dia precificado em US$ 2,734 por libra-peso. 

O Barchart reportou que os preços do café fecharam em alta nesta sessão, com a preocupação de que o fenômeno climático El Niño possa prejudicar a safra brasileira de café no próximo ano, o que levou à cobertura de posições vendidas nos contratos futuros de café.

CommercialCoffee Trading afirmou que o El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período em que normalmente ocorre a floração das lavouras, prejudicando a safra de café brasileira de 2026/27.

A NOAA  (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) estima uma probabilidade de 82% de que as condições do El Niño se manifestem entre maio e julho e persistam até o final do ano, com 67% de chance de um “Super El Niño“.

Açúcar

Os preços do açúcar registraram valorizações na sessão na bolsa de Nova York.  O vencimento do açúcar para entrega em julho teve alta de 1,15% e precificado em US$ 14,90 por libra-peso. 
 
Os preços do açúcar subiram na nesta sessão também em meio as crescentes preocupações de que a seca causada pelo fenômeno climático El Niño possa afetar a produção global de açúcar. O surgimento do El Niño provavelmente reduzirá as chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, as três maiores regiões produtoras de açúcar do mundo.

Suco de Laranja

Os preços futuros do suco de laranja encerraram a sessão em forte alta no mercado internacional. O contrato com vencimento em julho avançou 6,15% e fechou cotado a US$ 1.666,00 por tonelada.

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Clima: frente fria avança pelo Sudeste e tempo estabiliza no Sul; veja


Ciclone extratropical associado ao sistema se afasta da costa brasileira. Tempo começa a se estabilizar gradualmente na Região Sul



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economia

Governo lança novo leilão do Eco Invest e espera arrecadar R$ 50 bilhões


O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (25), o quinto leilão Eco Invest, no qual espera arrecadar até R$ 50 bilhões para fomentar a inovação na área de minerais críticos, fertilizantes verdes, bioinsumos, combustíveis verdes e baterias. A nova rodada de captação de investimentos é focada em dar linhas de crédito em seis áreas para incentivar o desenvolvimento de projetos tecnológicos sustentáveis desde a concepção, especialmente conectando empresas a universidades e centros de pesquisa nacionais ou internacionais.

O leilão pretende criar seis fundos de inovação, nas áreas de fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas; combustíveis verdes e avançados, biogás e biometano; automação e inteligência artificial para processos produtivos e tecnológicos; sistemas de baterias e beneficiamento de minerais críticos; química verde e biomateriais; e resíduos minerais e industriais.

O Tesouro Nacional vai aportar, ao todo, R$ 9 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão em cada fundo, e cada instituição financeira deverá alavancar ao menos 2 vezes esse valor, podendo chegar até R$ 4,5 bilhões. Além disso, o governo vai colocar até R$ 1 bilhão na linha de crédito corporativo, e o banco deve colocar ao menos o dobro desse valor.

Considerando que os bancos invistam nos patamares máximos, há a expectativa de chegar a R$ 50 bilhões de recursos. O leilão deve ser realizado no meio de julho, mas ainda não foi definida uma data exata.

Ao lançar o novo leilão, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil precisa investir mais em inovação e que o Estado precisa colaborar com a iniciativa privada para melhorar o cenário. O ministro apontou que há três “vales da morte” no processo de inovação, sendo o primeiro o processo de tirar as ideias do papel, o segundo a produção em grande escala e o terceiro desafio seria a comercialização. Essa rodada do Eco Invest, disse, será importante para auxiliar nessa primeira etapa.

— O Estado não está dizendo que vai fazer tudo sozinho. Estamos reconhecendo a eficiência e o grau de penetração das universidades privadas, dos centros de eficiência, que sabem colocar de pé projetos. O primeiro vale da morte é quando você tem que fazer a inovação, tirar das ideias e constituir em termos de laboratório, de pesquisa aplicada. E isso não acontece no Brasil. O Brasil tem um patamar de pesquisa semelhante ao da Coreia do Sul, mas a gente não consegue tirar do papel, registrar patente. O Eco Invest procura estruturar fundos de inovação e, em parceria com as empresas brasileiras, vencer esse vale da morte — falou.

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A escolha dos projetos vencedores do leilão será feita a partir do critério do valor de alavancagem do fundo de inovação: quem oferecer colocar mais dinheiro sobre os R$ 1,5 bilhão do poder público, vence. Os valores deverão ser investidos obrigatoriamente em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, que podem ser tocados por empresas ou startups brasileiras, ou também em parceria com instituições ou empresas estrangeiras.

Para o crédito corporativo, o maior montante do crédito corporativo que a instituição financeira vai oferecer, cujo mínimo deve ser de R$ 100 milhões e o máximo de R$ 1 bilhão, com alavancagem mínima de três vezes este valor. O terceiro critério será a porcentagem de financiamento de parcerias com universidades ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação — deverá haver um mínimo de 10% de investimento nessas instituições.

O Eco Invest trabalha com o conceito de blend finance (finanças mistas), em que o governo aporta recursos com juros baixos, baratenado os financiamentos, e a iniciativa privada faz o complemento. Estimativas mostram que para cada R$ 1 empregado pelo governo, a iniciativa privada entre com no mínimo R$ 4, em média. Esse instrumento também oferece ferramentas de hedge cambial para mitigar o risco associado à flutuação do câmbio, especialmente em economias emergentes como o Brasil, onde existe esse tipo de volatilidade.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a importância da nova rodada principalmente em relação aos biofertilizantes, área na qual o país é dependente de produtos importados, e também nos minerais críticos, tema que ganhou tração nos últimos meses.

O governo tem dito que a ideia é investir no setor para que o Brasil não seja “apenas” um exportador de commodities como as terras-raras, cobiçadas pela indústria de tecnologia, mas sim de produtos produzidos com esses minerais que tenham valor agregado mais elevado.

— E não faz sentido reduzir a dependência nessa área com base meramente nos fertilizantes, mas já olhar para a categoria dos biofertilizantes, porque lá na frente isso vai ser uma preocupação. Sistemas de baterias, mineiras críticos e veículos elétricos, o Brasil tem uma vantagem importante, o mundo busca os minerais críticos, é importante apoiar o investimento nesse setor — falou.

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São considerados críticos aqueles minerais essenciais para setores-chave da economia e cuja oferta está concentrada em poucos países ou sujeita a instabilidades. Entram nessa lista o lítio, o nióbio, o cobalto, o grafite e as próprias terras-raras. No caso do lítio, fundamental para baterias de carros elétricos, o Brasil detém cerca de 8% das reservas mundiais. Já em nióbio, usado na produção de ligas metálicas de alta resistência para a indústria e para o setor aeroespacial, o país responde por 93,1% das reservas globais.

— O que o Eco Invest está fazendo? Está estimulando aquilo que é fundamental, que é a agregação de valor. Ou seja, o país não pode ser um exportador de minerais críticos, mas ter a capacidade de processar, industrializar, utilizar esse material crítico e, portanto, vender produtos com maior valor agregado. Isso reduz a pressão sobre o meio ambiente (7:29) e isso reduz a pressão sobre a mineração — falou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.

No evento, realizado em São Paulo, foram divulgados os resultados do quarto leilão do Eco Invest, que foi voltado à bioeconomia, ao turismo sustentável e à infraestrutura habilitante na Amazônia Legal. Dos oito bancos que apresentaram propostas, foram selecionados quatro: Bradesco, BTG Pactual, Banco do Brasil e ABC Brasil. Foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital na linha principal, que vão viabilizar cerca de R$ 13,2 bilhões em investimentos totais, incluindo R$ 7,2 bilhões com captação internacional.

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O eixo que mais concentrou volume de recursos foi o da infraestrutura, com R$ 7,8 bilhões, enquanto o da bioeconomia ficou com R$ 4,4 bilhões. O turismo sustentável deverá receber cerca de R$ 900 milhões para iniciativas ligadas ao turismo ecológico, unidades de conservação e turismo de base comunitária.



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Cotações da soja caem em Chicago pressionadas por petróleo e clima

Na Bolsa de Chicago, a soja encerrou a sessão desta quinta-feira (21) em queda, com o contrato para entrega em julho recuando 0,81% e fechando cotado a US$ 11,9425 por bushel.

A Granar destacou que a soja não conseguiu sustentar os ganhos do meio da sessão e acumulou o terceiro dia consecutivo de perdas em Chicago, pressionada principalmente pela queda do petróleo.

Segundo a Agrinvest, o complexo soja voltou a registrar baixa, com destaque para a forte pressão sobre o óleo de soja, influenciado pela queda do petróleo. O relatório semanal de vendas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) veio dentro das expectativas para soja em grão e farelo, sem grandes surpresas para o mercado.

A consultoria também destaca que as tradings reduziram de forma significativa as compras da soja brasileira no destino, com queda de 15 centavos de dólar por bushel para embarques entre julho e setembro. Ao mesmo tempo, a cobertura da China para a janela 2026/27 segue mais adiantada. O mercado ainda monitora a possibilidade de eventuais novas compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

Do lado fundamental, o avanço da safra 2026/27 e as previsões de chuvas para as Grandes Planícies e partes do Centro-Oeste dos Estados Unidos também contribuíram para o viés de baixa. Por outro lado, a ausência de novas notícias sobre compras chinesas adicionais, que haviam impulsionado as altas no início da semana, aumenta a cautela entre os investidores do mercado de grãos.

Milho

Já os vencimentos para o milho futuro encerrou a sessão desta quinta-feira em queda, com o contrato para entrega em julho recuou 0,75% e precificado a US$ 4,6225 por bushel.

Segundo a Agrinvest, os futuros dos cereais caíram na CBOT diante das incertezas relacionadas ao cenário geopolítico, incluindo as tensões envolvendo o Irã, além das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que seguem no radar do mercado.

A Granar destaca que o milho registrou o terceiro dia consecutivo de perdas em Chicago, pressionado também pelas condições climáticas nos Estados Unidos. As chuvas nas Grandes Planícies Centrais ajudaram a aliviar a seca em áreas importantes, como Nebraska, onde cerca de 90% do território vinha sofrendo com déficit hídrico. A previsão de novas precipitações no Centro-Oeste, região onde o plantio da forragem está praticamente concluído, também reforçou o viés baixista.

Outro fator de atenção é a ausência de novas confirmações sobre compras chinesas, apesar do anúncio recente de um acordo que prevê aquisições mínimas de US$ 17 bilhões por ano entre 2026 e 2028.

Trigo

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O efeito do frio nos pneus do carro e o impacto direto no consumo de combustível


A queda de temperatura no outono e inverno reduz a pressão de ar nas rodas, exigindo atenção redobrada na manutenção e pesando no bolso de quem dirige

Divulgação/EcoviasRodovias de São Paulo receberão mais de 2 milhões de veíuclos
A explicação para as rodas murcharem repentinamente nos dias gelados está na física básica dos gases

Quando os termômetros despencam, não é apenas o motorista que sente os efeitos da mudança de estação. Os carros também sofrem com as baixas temperaturas, e o primeiro sinal costuma aparecer na altura das rodas. Muitos condutores não sabem exatamente por que a pressão dos pneus cai no frio e como calibrar corretamente durante o outono e inverno, mas ignorar essa oscilação climática é um erro que custa caro, tanto na hora de abastecer o tanque quanto na oficina mecânica.

O que acontece dentro da borracha quando esfria

A explicação para as rodas murcharem repentinamente nos dias gelados está na física básica dos gases. O ar comprimido dentro da câmara é composto por moléculas que se expandem com o calor e se contraem com o frio. Quando o veículo passa a noite exposto a uma frente fria, o ar se condensa e passa a ocupar um espaço consideravelmente menor. O resultado é a redução automática da pressão interna, mesmo na ausência de furos ou defeitos na válvula.

Especialistas da indústria automotiva apontam que, a cada queda de 10 graus Celsius, a pressão de um pneu diminui em média entre 1 e 2 libras (PSI). Isso significa que se o carro ficou estacionado na rua ou em uma garagem aberta durante uma madrugada de geada, a borracha vai amanhecer descalibrada, demandando uma parada urgente na bomba de ar antes do trajeto rotineiro.

Os riscos para a estabilidade e a frenagem

Dirigir com uma calibragem inferior à recomendada pela montadora altera a dinâmica de condução do automóvel. Com menos ar para sustentar o peso, a superfície de borracha que se esmaga contra o asfalto fica muito maior. Na prática, a direção torna-se mais pesada e o veículo perde sua eficiência estrutural, comprometendo de maneira grave a estabilidade em manobras rápidas de esquiva ou em curvas acentuadas.

A situação atinge um nível crítico quando a pista está molhada. Pneus murchos sofrem uma severa redução na capacidade de drenar a água pelos sulcos principais, o que multiplica o risco de aquaplanagem nas chuvas. A distância que o carro percorre até conseguir parar por completo em uma frenagem de emergência também se alarga drasticamente, colocando os pedestres e a família do motorista em um cenário de alto risco.

O peso da falta de manutenção no orçamento mensal

A conta de ignorar os cuidados automotivos de inverno sempre chega rápido para o consumidor. O cálculo é lógico: com a roda murcha e achatada no solo, o nível de atrito sobe. Para conseguir superar essa resistência extra e tirar o carro do lugar, o motor precisa fazer muito mais força para movimentar as toneladas de aço e passageiros. Esse esforço adicional costuma elevar o consumo de combustível em até 10%, um buraco financeiro sorrateiro no orçamento de quem trabalha com o carro ou viaja grandes distâncias todos os dias.

O desgaste do próprio conjunto de rodas também é vertiginoso. Rodar constantemente abaixo da especificação força as bordas laterais (ombros) do pneu a assumirem o impacto, destruindo a estrutura prematuramente. O descaso pode levar ao famoso pneu careca, caracterizando uma infração grave no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Se parado em uma blitz, o proprietário recebe multa de R$ 195,23, soma cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e corre o risco de ter o veículo retido na via até providenciar a troca.

Perguntas frequentes sobre a rotina no posto

Qual é o momento certo para realizar a medição no aparelho?
A leitura adequada sempre deve ocorrer com as rodas totalmente frias. O indicado é encostar em um posto que esteja localizado a, no máximo, dois ou três quilômetros de onde o veículo passou a noite. Se você rodar distâncias maiores, a fricção com o asfalto vai aquecer a borracha, fazendo o ar de dentro expandir e entregando um número falso no visor digital do calibrador.

É recomendável adicionar libras a mais por conta do clima frio?
Não é recomendado tentar alterar os padrões de engenharia para compensar o inverno. O motorista deve manter o rigor e calibrar exatamente conforme a medida de fábrica expressa no manual do proprietário, na coluna da porta ou na portinhola do tanque de combustível. A solução não está no excesso de ar, mas na constância do cuidado.

Com que frequência a inspeção deve ser repetida?
Ao longo dos meses mais secos e frios do ano, a revisão do ar deve ocorrer preferencialmente toda semana ou, no limite da rotina, a cada quinze dias. As fortes variações de temperatura, muito comuns no clima brasileiro entre a noite congelante e a tarde ensolarada, tornam o esvaziamento interno algo contínuo.

A adoção de tecnologias focadas na segurança, como o sistema interno de monitoramento de pressão em tempo real (TPMS), já começa a equipar frotas mais recentes, disparando notificações cruciais diretamente no painel de instrumentos. Contudo, enquanto os sensores inteligentes não são uma realidade obrigatória para todos, o velho hábito de usar cinco minutos do tempo na bomba de ar do posto segue reinando como a melhor blindagem contra acidentes e contra o desperdício de gasolina.





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Prévia da inflação de abril fica em 0,89%, com alta em alimentação e bebidas


A prévia da inflação de abril foi de 0,89%, 0,45 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em março (0,44%). O…



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Biodefensivos avançam no campo mesmo com crise de crédito

Em meio à crise de crédito no agronegócio e à alta dos custos de insumos importados, o mercado de defensivos biológicos mantém ritmo de crescimento impulsionado por uma vantagem competitiva: cerca de 90% da produção nacional de biodefensivos é feita no Brasil. Segundo Gustavo Herrmann, CEO da Koppert Brasil, de biodefensivos, a produção local reduz a dependência externa e melhora a relação de troca com o produtor rural em um cenário de pressão sobre custos e financiamento.

De acordo com o executivo, o setor de insumos agrícolas enfrenta um ambiente de dificuldades financeiras, marcado pelo aumento de recuperações judiciais tanto entre distribuidores quanto entre produtores. Ainda assim, “o biológico não deixou de crescer mesmo com a crise”, afirmou.

Herrmann disse que o segmento ganhou competitividade principalmente em culturas de commodities como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, nas quais os produtores têm pouca margem para ampliar custos por hectare. Segundo ele, a alta nos preços de defensivos químicos, agravada por fatores externos como o conflito no Oriente Médio, abriu espaço para substituições parciais de aplicações químicas por biológicas.

“Hoje a gente vê o produtor trocando aplicações de químicos por biológicos, coisa que não é tão corriqueira no dia a dia”, afirmou. Segundo o executivo, tradicionalmente os produtos biológicos eram usados de forma complementar, mas o cenário atual favorece uma ampliação do uso pela combinação de menor custo e perfil considerado mais sustentável.

Na avaliação do CEO da Koppert Brasil, a restrição de crédito afeta de forma semelhante empresas químicas e biológicas. Ele explicou que, diante da menor oferta de financiamento bancário, a própria indústria tem assumido parte do risco ao conceder prazos alongados de pagamento aos produtores, em alguns casos de até 365 dias.

“A indústria funciona muitas vezes como banco”, disse Herrmann. Segundo ele, o aumento do risco faz com que as empresas sejam mais seletivas na concessão de crédito, mas a produção nacional de biológicos reduz parte da exposição cambial e da dependência de importações.

A Koppert Brasil registrou crescimento de 15% em 2025, em linha com a expansão do mercado de biológicos, segundo o executivo. Para 2026, a expectativa é de avanço orgânico entre 10% e 15%, com potencial adicional impulsionado pelo lançamento de três novos produtos.

A empresa também prepara uma expansão de operações no país como parte de um movimento voltado a uma futura abertura de capital no médio prazo. Em novembro, a companhia iniciou uma captação de 100 milhões de euros, em operação conduzida pelo Itaú BBA. Os recursos serão destinados à construção de três novas fábricas no Brasil.

Segundo Herrmann, a operação faz parte da estratégia de busca por maior independência financeira e de gestão em relação à matriz holandesa. De acordo com o executivo, a estrutura permitirá à companhia acessar instrumentos financeiros que hoje não utiliza, como CPRs, CRAs e linhas do BNDES. A expectativa é concluir o anúncio da operação até julho.

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Ministro da Justiça vai à Câmara explicar caso Ramagem nesta quarta


Ramagem foi preso nos EUA em ação que contou com ajuda da PF. País, no entanto, acusou Brasil de tentar manipular processo de extradição



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investimento em minerais críticos é bem-vindo, com respeito à soberania


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira, 25, que o País está aberto para receber investimentos estrangeiros em setores como o de terras raras e minerais críticos, mas desde que esse investidor saiba respeitar a soberania do País em relação a esses recursos.

A declaração foi feita durante coletiva de imprensa após o lançamento do 5º leilão do Eco Invest, que aconteceu em São Paulo. A nova modalidade do programa do Tesouro busca destravar investimentos privados e atrair capital estrangeiro para projetos de sustentabilidade.

Entre os focos de atração nesta etapa está o beneficiamento de minerais críticos, além de áreas como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

“Nós temos dito, tanto o presidente Lula, quanto eu nas viagens internacionais, que os investidores estrangeiros são muito bem-vindos, desde que obedeçam os critérios de um país soberano, que é o Brasil, que diz que os minerais críticos são propriedade do povo brasileiro, da União”, disse Durigan.

Ainda segundo o ministro, a ideia é que a exploração desses minerais no País “não repita o passado” e garanta maior agregação de valor nas cadeias produtivas dentro do Brasil. “A gente não quer exportar a commodity de maneira bruta, a gente quer atrair investimento”, frisou.

Nesse sentido, Durigan pontuou que o Eco Invest faz com que haja incentivos econômicos para que se invista nesta área no Brasil, mas que, ao mesmo tempo, é preciso garantir segurança jurídica para esses aportes. “Para além do Código de Mineração, das regras básicas, que envolvem todos os minerais do país, o Brasil está criando um arcabouço normativo específico para os minerais críticos”, disse.

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Segundo Durigan, a intenção é garantir adensamento das cadeias dentro do próprio País, a exemplo do que fez a China recentemente. “Estamos gerando instrumentos específicos e inovadores que vão ajudar a atrair e cumprir esse objetivo que é trazer para o Brasil o adensamento da cadeia. Queremos que empresas brasileiras desenvolvam tecnologia aqui, em parceria com as nossas universidades, gerando emprego de qualidade no País”.



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Conectividade avança no campo mesmo com crise no setor

O avanço da conectividade no agronegócio tem ganhado espaço como ferramenta estratégica para aumentar a eficiência das operações no campo. Mesmo diante de um cenário de crise no setor nos últimos dois anos, empresas de tecnologia e telecomunicações seguem apostando na digitalização para melhorar a produtividade rural.

Segundo Alexandre Dal Forno, diretor de soluções de negócios B2B da TIM, a retração econômica no agro reduziu investimentos, mas também reforçou a necessidade de soluções que ajudem o produtor a operar de forma mais eficiente.

“A cada ano temos avançado mais, mas existe um problema nos últimos dois anos, que é a crise no agro, reduzindo os investimentos. Mesmo assim, nossa proposta é flexível para ajudar o produtor a melhorar a produtividade”, afirmou.

De acordo com o executivo, a conectividade no campo começa pela conectividade. “Não é custo, é investimento”, destacou. Ele afirma que, com as propriedades conectadas, os produtores conseguem monitorar máquinas em tempo real, reduzir desperdícios e otimizar recursos.

A empresa mantém uma fazenda-modelo em parceria com a fabricante de máquinas agrícolas CNH para demonstrar os impactos da conectividade nas operações rurais. Segundo Dal Forno, o uso de tecnologia permitiu reduzir em 30% o consumo de combustível no local.

“Quando amplia a conectividade, o produtor consegue controlar em tempo real o que está acontecendo no campo e otimizar a operação”, explicou.

Essa parceria com a CNH existe há cerca de dois anos e segue dando frutos. Na última terça-feira, as empresas anunciaram o investimento de R$ 77 milhões na na implantação de 97 novas torres de telecomunicações em Minas Gerais, no âmbito do Programa Alô Minas III.

Segundo as empresas, com previsão de implantação em até 18 meses, as 97 torres devem conectar cerca de 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, beneficiando mais de 200 mil pessoas vivendo em áreas rurais sem conectividade, incluindo cerca de 47 escolas rurais, eleven unidades básicas de saúde e aproximadamente 11 mil propriedades.

Processo lento

Apesar dos benefícios claros ao produtor, Dal Forno reconhece que o processo de transformação digital no agro ainda é gradual. Segundo ele, muitos produtores percebem rapidamente os ganhos ao trocar uma máquina agrícola, mas nem sempre enxergam o retorno imediato dos investimentos em conectividade.

“Quando o produtor compra uma máquina nova, ele já sabe que terá uma operação mais eficiente. Já na conectividade, ele precisa adaptar processos internos e passar a olhar a operação com base em indicadores”, afirmou.

O executivo destaca que o uso de dados permite decisões mais precisas no dia a dia da fazenda. Com isso, o produtor consegue avaliar os resultados de cada operação e planejar os próximos passos de forma mais estratégica.

“Se não tem indicadores, o produtor trabalha muito no feeling. E o produtor brasileiro tem um feeling muito bom. Mas, com dados, ele consegue saber exatamente o que está dando certo e o que não está”, disse.

Além do monitoramento de máquinas e operadores, a conectividade ajuda a identificar equipamentos parados consumindo combustível e melhora o controle operacional em tempo real.

“Não adianta olhar um pendrive depois. Gestão é acompanhar a operação no dia a dia. Toda semana é preciso analisar os dados para tornar tudo mais eficiente, principalmente em um momento de margens tão baixas”, afirmou.

Custos de implantação

Sobre os custos da implementação, Dal Forno explicou que os valores variam conforme a região e o tamanho da operação. Em estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, os investimentos podem ficar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por hectare.

Segundo ele, o custo equivale aproximadamente entre um quarto e meia saca de soja por hectare. “Não é um investimento fora da realidade, mas é o começo de uma transformação na operação”, concluiu.

 

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