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PCC e CV entram em lista do governo dos EUA como organizações terroristas


A inclusão no rol de sancionados se deu um dia depois de Washington anunciar a classificação das facções brasileiras

ALAOR FILHO/ESTADÃO CONTEÚDOPopular passa diante de muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho
Muro pichado com as iniciais do Comando Vermelho e furado por tiro, um dia após tiroteio entre policiais e traficantes do morro do Cantagalo, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro

A Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), do Departamento de Tesouro dos Estados Unidos, incluiu nesta sexta-feira (29) o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de grupos e indivíduos sujeitos a sanções econômicas de Washington. Na relação, as duas facções brasileiras aparecem classificadas como “organização terrorista transnacional” e “organização criminosa”.

Primeiro Comando da Capital em lista de sancionados dos EUA

Comando Vermelho em lista de sancionados dos EUA

A inclusão do PCC e do CV na lista se deu um dia depois de o Departamento de Estado dos Estados Unidos informar que as facções brasileiras passam a ser enquadradas como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Com a classificação, o Departamento do Tesouro norte-americano consegue interromper o acesso de ambos os grupos criminosos a fundos sob jurisdição dos Estados Unidos.

No mesmo informe, o Departamento de Estado ainda comunicou que pretende classificar o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). Dessa forma, caso os grupos recebam a designação, os integrantes das facções ficam proibidos de entrar nos Estados Unidos. Também é considerado ilegal o fornecimento de qualquer tipo de apoio ou recursos às organizações criminosas.





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Em 2023, 89,1% das médias e grandes indústrias implementaram iniciativas ou práticas ambientais


Em 2023, 89,1% (8.758) das 9.827 empresas industriais com 100 ou mais pessoas ocupadas realizaram pelo menos uma iniciativa…



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cinco apostas dividem prêmio principal. Saiba de onde


Cinco apostas dividiram o prêmio de R$ 5 milhões do concurso 3.698 da Lotofácil. Cada apostador levou R$723.634,15 para casa após acertar os 15 números sorteados.

Saiba de onde são os ganhadores:

  • Irecê/BA;
  • Olinda/PE;
  • Niterói/RJ;
  • Marau/RS;
  • São Paulo/SP.

488 apostadores bateram na trave ao acertar 14 dezenas. Com isso, cada um levou R$ 1.1531,93.

Confira números sorteados: 08 – 20 – 21 – 16 – 07 – 18 – 12 – 01 – 05 – 10 – 13 – 03 – 09 – 06 – 23;

O sorteio foi realizar às 21h no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.



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economia

Refinaria de Mataripe reduz preço do diesel S-10 em 7% e o da gasolina em 5%


A Refinaria de Mataripe, na Bahia, reduziu o preço da gasolina e do diesel na quinta-feira, 28, pela segunda vez consecutiva. O diesel S-10 teve queda de 7%; o diesel S-500, de 2,6%; e a gasolina de 5%.

O diesel S-10 de Mataripe passou de R$ 5,57 para R$ 5,18, enquanto o S-500 caiu de R$ 5,01 para R$ 4,88.

A gasolina passou de R$ 4,10 para R$ 3,90 o litro, informou a Acelen, controladora de Mataripe e braço do grupo de investimentos árabe Mubadala no Brasil.

No mesmo dia, a Petrobras elevou a gasolina em 1,5%, já incluída a subvenção, passando a custar R$ 2,61 o litro nas refinarias da estatal, ainda abaixo dos R$ 3,90 o litro da refinaria privada baiana.

“Os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo”, disse a Acelen ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.



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PSDB busca apoio para aliança com Missão em SP e tem sinal verde do Solidariedade


Segundo o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, Paulinho da Força colocou-se à disposição para ser um dos candidatos ao Senado em uma possível ‘frente partidária’

Divulgação/PSDBPaulo Serra, ex-prefeito de Santo André, é o presidente do PSDB em São Paulo
Presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serrapresidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra

A possível chapa entre PSDB e Missão ganhou um sinal verde de mais um partido para o projeto que busca ampliar o alcance no maior colégio eleitoral do país, em São Paulo. Segundo o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, colocou-se à disposição para ser um dos candidatos ao Senado em uma possível “frente partidária”, que, segundo ele, deve começar na segunda quinzena de junho.

“A ideia é ir para questões pragmáticas, mais práticas de composição mesmo, para ver se esses diálogos evoluem”, disse Serra, que sinalizou já ter conversado também com representantes do Democracia Cristã (DC), Avante e Podemos. “Tenho muita clareza de que tem espaço, sim, para a gente construir. Agora, precisa haver outras forças políticas envolvidas”, acrescentou Serra.

A intenção da possível aliança entre PSDB e Missão faz parte de um projeto que tem como objetivo “furar a bolha da polarização”. A composição em estudo reúne o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra. O deputado confirmou que deve concluir nos próximos dias as negociações com Paulo Serra para discutir a formação de uma chapa conjunta entre Missão e PSDB.

“A gente está falando do maior estado do Brasil do ponto de vista econômico e financeiro. São 645 municípios, então não dá para achar que um partido sozinho vai conseguir levar essa mensagem”, disse Paulo Serra à Jovem Pan.

Pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Kim Kataguiri afirmou que a possibilidade de disputar o governo estadual aumentou nas últimas semanas. Segundo ele, a definição sobre transformar a pré-candidatura em candidatura deve ocorrer até o fim de junho. “Hoje, diferente de algum tempo atrás, a probabilidade maior é de eu disputar”, afirmou o deputado à Jovem Pan.

Mesmo sem anúncio oficial da aliança, a aproximação entre PSDB e Missão já conta com o apoio das lideranças nacionais das duas siglas. Segundo interlocutores, o presidente nacional do Missão, Renan Santos, e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que articula uma possível candidatura presidencial tucana, veem na composição uma oportunidade de fortalecer os partidos no maior colégio eleitoral do país.

Legado tucano em São Paulo

O PSDB governou o estado de São Paulo entre 1995 e 2022, até a eleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante o período, os tucanos elegeram quatro governadores: Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria. Para Paulo Serra, a disputa em São Paulo tem peso simbólico para o partido.

“São Paulo escolheu por quase 30 anos manter um modelo de gestão tucano. Isso para nós é muito simbólico”, declarou. O dirigente também reconheceu o impacto da polarização nacional sobre as eleições estaduais e municipais nos últimos anos.





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Valor da produção da pecuária e aquicultura chega a R$ 122,4 bilhões em 2023


O valor de produção na PPM 2023 chegou à marca de R$ 122,4 bilhões, alta de 5,4% em relação ao ano anterior. Os produtos…



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Carros elétricos podem deixar fertilizantes agrícolas mais caros? Entenda

O avanço de baterias e carros elétricos começou a produzir efeitos em um mercado que, à primeira vista, parece distante da indústria automotiva: o de fertilizantes utilizados na produção agrícola.

A razão dessa conexão está no fosfato, matéria-prima usada há décadas na produção de adubos e que, agora, também se tornou componente importante de um tipo de bateria cada vez mais utilizado por montadoras de veículos elétricos. 

Na prática, agricultura e transição energética passaram a disputar o mesmo recurso mineral. O fósforo é um nutriente essencial para o desenvolvimento das plantas e não possui substituto na agricultura. Ele é usado principalmente na fabricação de fertilizantes fosfatados, fundamentais para culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.

Hoje, cerca de 95% de todo o fosfato extraído no mundo ainda vai para o agro.  Aproximadamente 85% do total extraído é destinado à produção de fertilizantes fosfatados, enquanto outros 10% vão para ração animal e aditivos alimentares. 

Mas uma parcela crescente está sendo direcionada para a indústria de baterias de fosfato de ferro-lítio, conhecidas pela sigla LFP.

Esse tipo de bateria ganhou espaço rapidamente nos últimos anos, principalmente na China, maior mercado de veículos elétricos do mundo. As baterias LFP utilizam ferro e fosfato em vez de metais como níquel e cobalto, o que reduz custos e aumenta a segurança operacional.

A participação das baterias LFP no mercado global de veículos elétricos saiu de cerca de 10% em 2020 para aproximadamente 40% em 2025, segundo estimativas do setor. Além dos carros elétricos, elas também vêm sendo usadas em sistemas de armazenamento de energia, telecomunicações e automação industrial.

O resultado é uma nova demanda por fosfato surgindo em velocidade muito maior do que a capacidade de expansão da oferta mineral. 

No relatório da empresa canadense First Phosphate Corp, a companhia afirmou que cerca de 90% do fosfato extraído globalmente é destinado atualmente à produção de fertilizantes. O documento também projeta crescimento acelerado do mercado de baterias, apontando a formação de uma indústria avaliada em dezenas de bilhões de dólares e indicando uma migração gradual da cadeia de mineração para aplicações ligadas ao setor de tecnologia.

O material citou empresas tradicionais do segmento de fertilizantes, como Itafos, Nutrien e Mosaic, para diferenciar o modelo de negócios da First Phosphate, voltado exclusivamente ao fornecimento de insumos para baterias elétricas na América do Norte.

Pagamento de prêmio

Embora o mercado agrícola ainda seja muito maior, a indústria de baterias tende a crescer mais rapidamente e pode pagar mais pela matéria-prima. Isso porque o setor automotivo trabalha com produtos de maior valor agregado e contratos mais previsíveis do que o mercado agrícola, tradicionalmente mais sujeito à volatilidade climática e de preços.

Na prática, isso significa que mineradoras e indústrias químicas poderão direcionar parte crescente da produção para o mercado de baterias. Segundo executivos das indústrias de fertilizantes, esse movimento já tem acontecido.

Segundo Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic,  a demanda crescente da indústria de baterias elétricas ajudou a elevar o consumo global de enxofre, especialmente na Indonésia, que ampliou fortemente sua capacidade de processamento de níquel para baterias. O enxofre dá origem ao ácido sulfúrico usado para a quebra da rocha fosfática no processo de produção.

“[ O setor de carros elétricos] é uma indústria que tem valor agregado maior do que a indústria de commodities e fertilizantes e, por isso, pode pagar mais por esse produto”, afirmou em recente entrevista à CNN.

Segundo o executivo, o preço do enxofre por tonelada saiu de aproximadamente US$ 100 há dois anos para mais de US$ 500 em 2026, devido a “um aumento de demanda muito forte, propiciado por esse novo novo mercado consumidor que vem se ampliando”.

Em teleconferência de resultados, a americana Itafos, por sua vez, pontuou que “a demanda incremental de mercados finais não tradicionais, como as baterias LFP, continuará a abocanhar uma fatia crescente da oferta total, por isso vemos fundamentos de mercado muito positivos neste espaço pelo menos nos próximos anos”.

O projeto Martison Phosphate Project, da Fox River Resources, descreveu em relatórios técnicos o desenvolvimento de plantas de PPA (Ácido Fosfórico Purificado) destinadas ao mercado de baterias. Segundo os documentos, a estratégia busca atender à demanda de montadoras ocidentais interessadas em ampliar cadeias de suprimento fora da China para matérias-primas utilizadas em baterias.

Dinâmica de preços

Para o agronegócio, a preocupação não é necessariamente de falta física de produto no curto prazo, mas de maior instabilidade no abastecimento e nos preços. Essa pressão já aparece no mercado internacional.

Em 2022, os preços globais dos fertilizantes dispararam após a guerra entre Rússia e Ucrânia, problemas logísticos provocados pela pandemia e restrições chinesas às exportações. Ao mesmo tempo, crescia a demanda da indústria de baterias.

Com a guerra do Oriente Médio, iniciada em fevereiro, o segmento de fosfatados apresentou uma nova alta dos preços, provocada pelo pico do preço do enxofre.

Enquanto isso, empresas de mineração e química começam a desenvolver projetos voltados especificamente ao mercado de baterias. Na América do Norte, companhias já anunciam investimentos em plantas de ácido fosfórico purificado destinadas exclusivamente à cadeia de veículos elétricos.

O cenário reforça uma mudança estrutural no mercado de fertilizantes: minerais historicamente associados apenas à produção agrícola passaram a ser estratégicos também para a transição energética.

Para o agro, isso significa que o custo e a disponibilidade de insumos poderão depender cada vez mais não apenas da demanda por alimentos, mas também do ritmo de crescimento da indústria global de baterias e veículos elétricos.

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

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Mega-Sena 3013 pode pagar R$ 10 milhões neste sábado (30/5)


Sorteio da Mega-Sena é transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa e o resultado pode ser conferido no Metrópoles



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como o subsídio do governo diminuirá o impacto na bomba


A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina para as distribuidoras pela primeira vez desde o início da guerra no Oriente Médio, que ontem completou três meses. O aumento será de R$ 0,48 por litro e vale a partir de hoje, mas a estatal vai oferecer um abatimento de R$ 0,44 por litro, repassando a subvenção para o combustível aprovada pelo governo.

Assim, o reajuste será de apenas R$ 0,04, com o litro passando de R$ 2,57 para R$ 2,61, um aumento de 1,5%. Não fosse o subsídio federal, a alta seria de 18,68%.

Dessa forma, o impacto na inflação será pequeno. Nas contas de Fábio Romão, economista sênior da 4intelligence, havia expectativa de queda de 0,5% da gasolina no IPCA em junho; agora, ele calcula uma alta de 0,10%. Com o reajuste do combustível, a previsão para junho do índice usado na meta de inflação subiu de 0,33% para 0,36%. No ano, a projeção passou de 5,38% para 5,42%.

— Esse anúncio tirou uma dúvida de quanto a subvenção iria mitigar da alta. Ninguém estava colocando na planilha uma queda da gasolina, mas ter reduzido quase todo o aumento é uma boa notícia — afirma Romão.

Nos últimos meses, a gasolina vem subindo nas bombas. O IPCA mostrou alta de 4,59% em março e outro reajuste de 1,86% em abril, num movimento de mercado, segundo Romão. Para maio, que não absorve o reajuste de ontem, a expectativa é de queda de 2,20%. Mesmo com a mudança de sinal para junho, Romão projeta novas reduções no preço da gasolina nos postos nos próximos meses.

De janeiro a abril, o combustível já subiu 8,1%. Mas a previsão para o ano fechado é de 7,2%, afirma ele.

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— O arrefecimento da cotação do petróleo, com o pior momento do conflito no Oriente Médio aparentemente tendo passado, e a entrada da safra do etanol, que deve ter ficado 5% mais barato em maio, explicam essa projeção menor — diz Romão.

Segundo a Petrobras, como a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento de R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas. Representantes do setor lembram que o repasse final ao consumidor vai depender se os postos vão absorver a queda ou aproveitar para recuperar margem.

Defasagem continua

Ontem, o preço do petróleo tipo Brent chegou a subir, mas fechou em queda de 0,61%, cotado a US$ 93,71 o barril, em meio a informações veiculadas pela imprensa internacional de que os Estados Unidos e o Irã teriam chegado a um acordo preliminar para estender o cessar-fogo entre os dois países e iniciar negociações sobre o programa nuclear da república islâmica.

O conflito, que começou em 28 de fevereiro, fez a cotação do petróleo tipo Brent (referência internacional) disparar de menos de US$ 70 para até US$ 120, o que levou a Petrobras a reajustar o diesel em R$ 0,38 por litro em março, para R$ 3,65. O gás natural encanado e o querosene de aviação também subiram, embora sigam fórmulas próprias de reajuste.

Mesmo com a alta da gasolina, a defasagem dos preços internos em relação ao mercado internacional continua em patamar elevado, segundo a Abicom, que reúne as importadoras. Ontem, a estatal cobrava em seus polos de distribuição R$ 1,37 por litro, valor 55% abaixo do praticado no exterior. O último movimento no preço da gasolina tinha sido em janeiro, quando o valor médio por litro caiu R$ 0,14 nas refinarias, para R$ 2,57.

Segundo Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE, o aumento da gasolina era necessário porque o preço está muito defasado; da mesma forma, avalia, faz sentido elevar todos os outros combustíveis, como diesel e gás. Segundo ele, para elevar os preços o governo precisou criar uma subvenção, o que, na prática, representa recursos do Tesouro ajudando a estatal e os consumidores de gasolina:

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— O dinheiro público da subvenção está sendo usado para ajudar o caixa da Petrobras, para que a companhia não precise reajustar preços.

Rodrigues avalia, contudo, que “o fato de aumentar é positivo, o que indica que o caixa da companhia vai sofrer menos”.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, já havia afirmado, durante teleconferência de resultados, no início deste mês, que o reajuste da gasolina seria inevitável e ocorreria “já, já”. Ela, no entanto, havia explicado que a redução do preço do etanol, competidor da gasolina, estava impedindo um reajuste mais acelerado.

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Outros subsídios

O governo já criou subsídios para o diesel e GLP (gás de botijão), e a Petrobras parcelou a alta do querosene de aviação e renegociou com distribuidoras de gás encanado os contratos de reajuste para reduzir o impacto ao consumidor.

A subvenção de R$ 0,44 na gasolina prevê renúncia dos tributos federais PIS, Cofins e Cide. A medida vale pelos próximos dois meses, e depois será reavaliada. Em paralelo, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei que autoriza o uso da arrecadação extra esperada na indústria de petróleo com a alta do preço internacional do barril.



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Trump só assinará acordo com Irã se for ‘bom para os EUA’ e respeitar linhas vermelhas


Partes negociam há semanas para encerrar o conflito, que envolveu o Oriente Médio e sacode a economia mundial

The White House
Trump durante discurso em Davos
Trump durante discurso em Davos

O presidente dos Estados Unidos só assinará um acordo de paz com o Irã que respeitar suas condições, disse à AFP um funcionário da Casa Branca, após uma reunião entre Donald Trump e seus assessores para discutir um possível compromisso. “O presidente Trump só fará um acordo que for bom para os Estados Unidos e respeitar suas linhas vermelhas”, afirmou o funcionário. “O Irã não pode possuir uma arma nuclear.”

Um relatório da agência de notícias iraniana Fars rebateu mais cedo elementos-chave da descrição do acordo feita por Trump. A agência citou fontes que descreveram as declarações do americano como uma “mistura de verdade e mentira”. As partes negociam há semanas para encerrar o conflito, que envolveu o Oriente Médio e sacode a economia mundial.

As esperanças de um acordo aumentaram na quinta-feira depois que autoridades Americanas se mostraram otimistas quanto ao rumo da diplomacia, e o vice-presidente JD Vance disse a jornalistas que “muitos avanços” haviam sido alcançados. O otimismo impulsionou nesta sexta-feira as bolsas dos Estados Unidos e da Ásia, enquanto os preços do petróleo recuaram levemente.

Em um publicação, Trump disse que Teerã retiraria as minas no Estreito de Ormuz e acabaria com seu bloqueio à via marítima “sem pedágios”, enquanto os Estados Unidos suspenderiam seu bloqueio paralelo aos portos iranianos, e os dois países coordenariam a retirada e destruição do urânio enriquecido do Irã. Ele também afirmou que “nenhum dinheiro será trocado, até novo aviso”.

A Fars, porém, citou fontes iranianas segundo as quais Teerã exige “a liberação imediata de 12 bilhões de dólares em ativos congelados” e diz que “até que esse pagamento seja efetuado, o Irã não passará à fase seguinte das negociações”. Em relação à reabertura sem pedágios de Ormuz, disseram que “não existe tal cláusula no texto do acordo”, enquanto o comentário sobre a destruição do material nuclear iraniano “carece de fundamento”.

A publicação de Trump ocorreu enquanto o principal diplomata iraniano sugeria que os Estados Unidos estavam bloqueando um acordo.





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