O Banco Central cessou a liquidação extrajudicial da Administradora de Consórcio Nacional Valor, em razão de sentença que decretou a falência da instituição. A decisão da autoridade monetária foi comunicada nesta sexta-feira, 29, pelo chefe do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora do BC, Climério Leite Pereira.
A liquidação da instituição foi decretada em fevereiro de 2023. O ato foi assinado pelo então presidente do BC, Roberto Campos Neto. Na época, a decisão considerou “o quadro de insolvência patrimonial e as graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”.
Conforme comunicado publicado pelo BC nesta sexta-feira, a falência foi decretada em junho de 2025 por sentença da 1ª Vara da Comarca de Itaperuna (RJ).
Houve recursos, mas, em 17 de maio de 2026, os efeitos da sentença foram restabelecidos por decisão do Desembargador Antonio Carlos Arrábida Paes, da Décima Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

O PSD vai anunciar o presidente do partido, Gilberto Kassab, como vice do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD-GO) neste sábado (30), conforme apurou à Jovem Pan. O anúncio está prevista para acontecer por volta das 12h. Havia rumores de que quem poderia ocupar a vaga era o ex-governador de Minas Gerias, Romeu Zema (Novo), e que também é pré-candidato à presidência.
Nesta semana, em entrevista ao apresentado Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, Caiado havia desmentido a informação. “Não sei da onde saiu aquela sinalização que eu possa ser vice do Zema.”, disse Caiado, acrescentando que, apesar de ter uma boa relação com o ex-governador de Minas Gerais, “ninguém se colocou para fazer chapa de a ou chapa b”. “Atuaremos dentro de um princípio para não haver dispersão da centro-direita. Não podemos criar uma situação de divisão direta no segundo turno”, informou.
Conforme havia sido relatado pela coluna da Beatriz Manfrendini, um interlocutor de Kassab chegou a destacar que o presidente da sigla é pragmático, e que faria o que fizer mais sentido eleitoral – inclusive, trabalhar para o que achar mais correto.
Desde o anúncio de Caiado como pré-candidato à Presidência, Kassab informava que o vice só seria definido em junho. A decisão, contudo, foi antecipada e vem dias antes do mês virar. O presidente do PSD defende que seu candidato não é a terceira via, mas “a melhor via”.
Segundo Kassab, o nome escolhido seria um nome que “some mais pontos à vitória” do ex-governador de Goiás e que o ajude “a governar melhor”.
Pesquisa do PoderData/AYA divulgada nesta sexta-feira mostra que Caiado tem 3% das intenções de votos. De 25 a 28 de maio, o PoderData/AYA entrevistou 2.400 pessoas em 651 municípios por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de dois pontos percentuais com taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral em 23 de maio de 2026 com o número BR-04882/2026.

A disputa entre Estados Unidos e China deixou de ser apenas uma rivalidade econômica e passou a redesenhar a economia mundial. À medida que empresas chinesas avançam em setores estratégicos, como telecomunicações, inteligência artificial e mobilidade elétrica, os EUA reagem com sanções, tarifas e restrições tecnológicas que afetam cadeias produtivas, decisões de investimento e fluxos de comércio ao redor do mundo.
Para Ricardo Geromel, especialista em China e autor do livro O Poder da China, e Jorge Hargrave, diretor da Maraé Investimentos, o embate já está em curso e tende a se intensificar nos próximos anos. “Existe uma guerra que já é real: Estados Unidos e China”, afirmou Geromel.
As declarações foram feitas no programa O Clima na Faria Lima, do InfoMoney, apresentado por Marina Cançado.
O conflito entre as duas potências se concentra, cada vez mais, em setores estratégicos — e a tecnologia está no centro dessa disputa. Empresas chinesas têm avançado rapidamente em áreas como telecomunicações, inteligência artificial e mobilidade elétrica, muitas vezes com produtos mais baratos e competitivos.
Esse movimento, segundo os especialistas, não é marginal. É estrutural. Hargrave resume essa dinâmica ao destacar que empresas chinesas vêm ganhando espaço global com uma proposta difícil de competir: “melhor e mais barato”.
Um dos pontos centrais do debate é que o confronto não segue apenas as regras tradicionais do mercado. Quando a China avança em determinados setores, os Estados Unidos tendem a reagir com medidas que vão além da competição econômica.
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Geromel chama atenção para esse comportamento. “Os Estados Unidos se mexem quando a China avança e está na frente”, diz. Na prática, isso se traduz em restrições regulatórias, sanções e barreiras comerciais. Um movimento que já é observado em áreas como 5G, semicondutores e carros elétricos.
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A disputa também se manifesta por meio de tarifas e limitações ao acesso a mercados. De acordo com os especialistas entrevistados, o cenário atual combina guerra comercial e guerra tecnológica, elevando o nível de incerteza global.
Além disso, há uma convergência rara dentro dos Estados Unidos. “Republicanos e democratas concordam na agenda de desacelerar o crescimento chinês”, destacou Geromel. Isso indica que o movimento de contenção não deve ser revertido no curto prazo.
Se por um lado os EUA intensificaram as restrições, por outro a China já vinha se preparando para esse cenário. Ao longo da última década, o país diversificou parceiros comerciais e ampliou sua presença em mercados emergentes. Hargrave destaca que essa preparação foi deliberada. “Eles entenderam que esse embate só ia crescer e se prepararam para isso”, conta.
A estratégia inclui maior aproximação com Sudeste Asiático, África e América Latina, reduzindo a dependência de mercados tradicionais.
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Outro movimento relevante é a mudança no modelo de expansão chinesa. Diante de um superávit elevado e da crescente resistência internacional, empresas chinesas passaram a investir diretamente em outros países.
A lógica é clara: contornar barreiras e ganhar presença local. Segundo Hargrave, essa tendência deve se intensificar. “A estratégia agora é exportar capital, levar empresas para produzir fora”, comenta.
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O resultado desse embate é um ambiente global mais fragmentado, com cadeias produtivas sendo reorganizadas e decisões econômicas cada vez mais influenciadas por fatores políticos.
Para países como o Brasil, o desafio será navegar esse cenário sem precisar escolher lados. E Geromel faz um alerta sobre esse risco. “Seria horrível para nós ter que escolher um lado”, diz.
Em relação aos investidores, a dinâmica entre China e Estados Unidos deixou de ser uma questão distante e passou a ser central para a leitura de mercados. Mais do que uma disputa entre potências, trata-se de uma transformação estrutural da economia global.
Em referência à família Bolsonaro, o ministro da Fazenda disse que pode ter chegado às autoridades americanas informação de que facções estão usando o Pix e motivando um ataque a ele

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas vai prejudicar as famílias brasileiras e também o empresariado. Em entrevista à GloboNews na noite desta sexta-feira (29) ele comparou a decisão desta sexta-feira dos EUA ao tarifaço no ano passado.
“O Pix é muito mal compreendido por uma série de empresas privadas norte-americanas e de outros países que perderam a posição de intermediário entre operações de empresas e pessoas no Brasil”, sustentou. Em seguida, ele defendeu que o Pix é uma infraestrutura soberana do Brasil e é importante proteger a ferramenta de pagamento instantânea.
“O Pix não é um produto, propriamente, que vai concorrer com empresas norte-americanas, ele é uma infraestrutura de pagamento criada no Brasil, inovadora e que tem que ser bem prestigiada e bem garantida por nós”, acrescentou.
“Tanto Visa quanto Master, duas grandes empresas de cartão de crédito, sempre reclamaram do Pix no Brasil, e eu estou dizendo isso porque eu disse isso ao governo norte-americano. Eles mais recentemente têm reconhecido o papel do Pix e dito, o Pix aumentou o volume de operações que essas empresas têm no Brasil. Então não só o Pix é bom para o brasileiro, mas o Pix é bom para o negócio, é bom para as empresas multinacionais que operam no Brasil, porque há mais dinamismo na economia”, defendeu.
Em referência à família Bolsonaro, ele disse que pode ter chegado às autoridades americanas informação de que facções estão usando o Pix e motivando um ataque a ele. “O que é um absurdo. E a gente vê que, mais uma vez, a gente vê essa família, que vai aos Estados Unidos procurando medidas eleitorais, pode de novo causar muito prejuízo, muito constrangimento, inclusive ao Pix”.
Nesta semana, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve nos EUA para agenda com o presidente Donald Trump. Um dos irmãos dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, está residindo no país desde março do ano passado, tendo tido seu mandato na Câmara cassado por faltas.
A Minerva Foods está acelerando sua estratégia de valorização de marcas premium na América do Sul e tem no Chile um dos principais focos de expansão.
O mercado chileno é considerado estratégico por valorizar historicamente carnes importadas de países como Argentina e Uruguai, reconhecidas pela qualidade superior.
A empresa busca posicionar a produção dos Pampas brasileiros dentro desse mesmo patamar de percepção, ampliando a presença de marcas premium no varejo e no food service no Chile.
Outro fator relevante para a estratégia é a mudança no status sanitário do Rio Grande do Sul, que passou a ser reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação.
Esse avanço abriu espaço para a exportação de carne bovina com osso para o Chile, um produto de maior valor agregado e alta demanda no mercado local.
Com isso, a Minerva passa a contar com unidades habilitadas no Sul do Brasil para atender essa nova demanda, o que reduz distâncias logísticas e permite maior agilidade no fornecimento de cortes frescos.
Além das exportações diretas, a empresa mantém uma estrutura consolidada no Chile, com subsidiária própria, escritórios comerciais e centros de distribuição. Essa presença permite atuação integrada entre produção, importação e distribuição, atendendo diferentes canais de venda no país.
Consumo
A estratégia da companhia também está alinhada a tendências demográficas e de consumo que indicam maior interesse por alimentos ricos em proteína, especialmente em um contexto de aumento da expectativa de vida e busca por qualidade nutricional.
Durante participação na APAS Show, a Head Global de Comunicação e Marketing da Minerva Foods, Daniela Arantes, destacou que a companhia trabalha para aproximar o alimento de momentos de convivência e bem estar das famílias, reforçando a conexão emocional com o consumo.
Ela afirmou que a empresa investe em marcas que traduzem conforto, tradição e qualidade alimentar em um cenário de maior valorização de produtos naturais e de origem controlada. Segundo a executiva, esse posicionamento dialoga com uma tendência global de consumo mais consciente.
Produção
A companhia atua em parceria com produtores dos Pampas gaúchos para aprimorar técnicas de manejo, sustentabilidade e produtividade, com o objetivo de garantir um padrão consistente de qualidade ao longo de toda a cadeia.
Segundo a executiva da área, o ambiente natural dos Pampas, combinado à alimentação baseada em pasto, tem impacto direto no resultado final da carne. A interação entre clima, genética e manejo é vista pela empresa como um diferencial competitivo no segmento premium.
As linhas de produção utilizam predominantemente raças britânicas e sistemas baseados em pastagem, com os animais permanecendo grande parte do ciclo produtivo em campo aberto.
Originalmente associada à produção na Argentina, a operação também é realizada no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as condições climáticas e de pastagem se assemelham às de regiões tradicionais da pecuária de alta qualidade na América do Sul.
Esse modelo produtivo contribui para características sensoriais específicas da carne, como maciez, sabor e coloração diferenciada, frequentemente associadas a um perfil mais amanteigado e de maior valor agregado no segmento premium.