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Governo prorroga isenção de PIS-Cofins sobre querosene de aviação até final de julho


30 Mai (Reuters) – O ⁠governo do presidente ⁠Luiz Inácio Lula da Silva publicou ‌decreto em edição extra do Diário Oficial da União na ‌sexta-feira que prorroga até o final de julho a isenção de cobrança de PIS-Cofins na comercialização e importação de querosene ⁠de ‌aviação.

A isenção, anunciada em abril ⁠e que teria vigência até o próximo domingo, 31 de maio, busca mitigar os efeitos da alta internacional do ​petróleo sobre os custos do setor aéreo, contribuindo para a ​moderação de preços, informou o Palácio do Planalto quando do anúncio da medida no mês passado.

A guerra dos Estados ‌Unidos e de Israel ​contra o Irã, iniciada no final de fevereiro, levou ao fechamento do Estreito ⁠de ​Ormuz, por ​onde passava 20% do fluxo global de ⁠petróleo antes do ​conflito, o que provocou uma alta nos preços internacionais do petróleo.

O ​cenário, que gerou temores de alta da inflação em ​todo o ⁠mundo, levou o governo Lula a tomar ⁠medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis no país.

(Por Lisandra Paraguassu, em Brasília, e Eduardo Simões, em São ​Paulo)



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Com R$ 100 mil, Lia Nogueira fortalece projeto que forma jovens em MS

Bombeiros do Amanhã recebe apoio em Dourados e Campo Grande, com recursos já destinados e novas indicações para 2026

Foi dentro de casa que Polyana de Oliveira Mota percebeu a mudança. A filha Isadora, de 13 anos, participa há quatro anos do Projeto Bombeiros do Amanhã e, nesse período, passou a demonstrar mais motivação, confiança e alegria. A mãe viu a transformação aparecer no comportamento, nos sonhos e na forma como a adolescente começou a enxergar o próprio futuro.

A história de Isadora ajuda a traduzir uma escolha que aparece em diferentes frentes do mandato da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), a de fortalecer iniciativas sociais que acolhem, criam oportunidades e ajudam pessoas a construir novos caminhos. Em Dourados, esse olhar se transformou em R$25 mil destinados ao Bombeiros do Amanhã, recurso que garantiu 130 agasalhos que compõem os uniformes dos alunos atendidos no município.

Esse impacto é reconhecido por quem acompanha de perto a rotina dos alunos. Comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Dourados e diretora do projeto, a tenente-coronel Cláudia Karoline destaca que a emenda ajuda diretamente as crianças, os adolescentes e suas famílias. Segundo ela, os novos agasalhos aumentaram a autoestima e fizeram com que os alunos se sentissem valorizados e pertencentes. “Mais do que roupas, é incentivo, motivação e cuidado com o futuro deles”, destacou.

Atualmente, são atendidos 128 alunos. Desse total, 65 estão em Dourados, 36 no distrito de Vila Vargas e 27 no distrito de Vila São Pedro. As atividades unem respeito, disciplina e responsabilidade, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes de seus direitos e deveres.

Para a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), o reconhecimento das famílias e da equipe do projeto mostra que o recurso chegou onde precisava chegar. “Quando uma mãe vê a filha mais confiante, motivada e feliz, e a equipe que conduz esse trabalho reconhece que o apoio faz diferença, temos a certeza de que o recurso chegou onde precisava chegar. Essa iniciativa merece ser fortalecida porque ajuda crianças e adolescentes a enxergarem novas possibilidades”, afirma a parlamentar.

Para Polyana, o apoio de Lia Nogueira representa cuidado e esperança para muitas famílias que acompanham de perto a evolução dos filhos.

“Ver uma deputada ajudando a fortalecer um projeto como o Bombeiros do Amanhã mostra que ela acredita no potencial das crianças e se preocupa com o futuro delas”, reconhece Polyana.

O compromisso de Lia Nogueira com o Bombeiros do Amanhã já soma R$100 mil entre recursos destinados e novas indicações para 2026. A primeira etapa contemplou R$50 mil, sendo R$25 mil para Dourados e R$25 mil para Campo Grande. Neste ano, a parlamentar encaminhou mais R$50 mil para a unidade douradense, com recursos ainda em tramitação.

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Prazo para envio da declaração anual do MEI termina neste domingo


O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025

Bruno Peres / Agência BrasilPrazo para MEI entregar declaração anual termina em 31 de maio
A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei

Profissionais autônomos e donos de pequenos negócios cadastrados como microempreendedores individuais (MEIs) têm até este domingo (31) para entregar a Declaração Anual Simplificada do MEI (Dasn-Simei) referente ao ano calendário de 2025.

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham optado pelo Simei, por qualquer período durante o ano passado, mesmo que não tenham registrado faturamento ao longo deste mesmo período. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada.

Como fazer a declaração

A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. O responsável deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.

Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). O objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime.

Multa

A Receita Federal orienta os microempreendedores a entregarem suas declarações dentro do prazo a fim de evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ.

A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso.





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Dívida pública bruta do Brasil fica em 80,4% do PIB em abril, mostra BC


O endividamento superou os 80,0% do mês anterior, enquanto o saldo positivo do setor público consolidado superou as expectativas de R$ 22,0 bilhões impulsionado pelo resultado do governo central

SÃO PAULO, 29 Mai (Reuters) – A dívida bruta do Brasil registrou alta em abril, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário maior do que o esperado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central.

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou abril em 80,4%, contra 80,0% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 67,4%, de 66,8%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 80,3% para a dívida bruta e de 67,4% para a líquida.

Em abril, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$24,624 bilhões, acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo positivo de R$22,0 bilhões.

O desempenho mostra que o governo central teve saldo positivo de R$26,075 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram superávit primário de R$329 milhões e as estatais tiveram déficit de R$1,781 bilhão, mostraram os dados do Banco Central.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)



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BC quer relatório de auditoria para autorizar empresas de criptomoedas


O Banco Central (BC) informou que vai exigir relatórios de auditorias independentes para autorizar empresas prestadoras de ativos virtuais, como é o caso das criptomoedas, a funcionarem no país. A medida começa a valer a partir da próxima segunda-feira (1º/6).

De acordo com a autoridade monetária, apenas relatórios de auditorias registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão considerados para o processo de autorização das instituições.

A mudança reforça a nova postura adotada pelo BC na regulamentação desse mercado, de endurecimento das regras para empresas do setor. O objetivo, segundo a instituição, é evitar fraudes financeiras e melhorar o ambiente regulatório do país.

“A exigência tem como objetivo aumentar a segurança das decisões nos processos de autorização, ao mesmo tempo em que reforça o alinhamento do país às práticas e aos padrões internacionais de combate a esses crimes”, disse.

Uma norma publicada em novembro de 2025 e que começou a valer em fevereiro de 2026 prevê que para operar com ativos virtuais no Brasil, as empresas têm de cumprir regras de proteção e transparência com clientes, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança, controles internos, prestação de informação e outras obrigações.

A medida foi lançada à esteira da operação da Receita Federal, Carbono Oculto, que lançou luz sobre esquemas financeiros operados em fintechs e empresas de ativos digitais, que estavam sendo utilizadas pelo crime organizado.



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Pressão do petróleo em bens industriais reduz influência desinflacionária sobre IPCA


O choque de oferta global causado pela guerra no Oriente Médio, que afetou o fornecimento de petróleo e outras matérias-primas e insumos para diversas cadeias produtivas, está alterando a dinâmica desinflacionária de um grupo que, até então, era o que menos causava preocupação em economistas e no Banco Central.

Embora ainda longe de pressionarem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os bens industriais começaram a mostrar tendência de alta após o conflito e avançaram a 0,61% em abril – quase o dobro da taxa de 0,32% observada no mês anterior -, movimento que, para profissionais do mercado, vai persistir no segundo semestre.

Leia também: Alta de 10% no petróleo coloca até 0,7 p.p. a mais na inflação, diz Itaú

Em 12 meses, o aumento destes itens ainda está consideravelmente abaixo do IPCA, em 2,41%, ante 4,39% do índice cheio. Mas, segundo economistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), pode alcançar perto de 4% ao fim do ano, deixando de ser uma grande ajuda para a queda da inflação. As projeções representam aceleração em relação a 2025, quando esse segmento subiu apenas 2,39%.

Com peso de cerca de 23% na cesta de consumo do IPCA, os itens industriais têm exibido evolução tranquila nos últimos anos e em boa parte do primeiro semestre. Como esse setor da inflação é composto por bens comercializáveis, ou seja, que podem ser importados ou exportados, há uma elevada correlação com o dólar, que acumula desvalorização de quase 9% frente ao real em 2026. Mas dados do atacado já indicam que o bom comportamento dos bens industriais parece estar ficando para trás, apesar da depreciação da divisa americana.

Leia também: Inflação no radar: como funcionam investimentos atrelados ao IPCA

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Estrategista de inflação da Warren Investimentos, Andréa Angelo destaca que o último Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que calcula a variação de preços ao produtor, já mostrou reversão do quadro benigno dos bens industriais. Um núcleo complementar do atacado que exclui gás, minério de ferro e alimentos, que a corretora gosta de analisar como “core industrial”, subiu a 2,5% no último mês – maior taxa para abril desde, pelo menos, 2010 – ganho de fôlego que em breve chegará ao consumidor.

“O aumento do preço do petróleo passou a pressionar de forma disseminada os índices de preços em abril, elevando custos industriais e logísticos”, observou Matheus Dias, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV-Ibre), instituição responsável pelo cálculo dos IGPs.

Chama atenção, por exemplo, menciona Andréa, a disparada de embalagens plásticas, que passou de 33% a 38% de março a abril. Se, no momento, não há influência de aceleração vinda do câmbio, fica claro que a pressão é originada pelo choque da guerra, diz a economista, para quem os bens industriais devem encerrar o ano perto de 3,2% no IPCA. “No início do ano, achávamos que os itens industriais seriam um vetor de desinflação, mas isso se reverteu”.

Leia também: Galípolo: Selic está restritiva, mas economia segue resiliente e IPCA, pressionado

Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays, nota que o avanço de itens de higiene pessoal explicou dois terços – ou seja, 0,2 ponto do 0,3 ponto de alta – dos bens industriais em abril ante março. A combinação de preços mais caros de matérias-primas e fretes, com alguma resiliência do consumo em razão de medidas de estímulo, tais como a isenção maior do Imposto de Renda, por exemplo, podem dar suporte à tendência altista de produtos industrializados, diz Secemski, ainda que o bom desempenho do real ante o dólar contribua para moderar o ritmo de repasses.

O economista acrescenta, ainda, que viu um começo de ano mais pressionado do que o antecipado em itens como aparelhos eletroeletrônicos e celular, entre outros. “Embora sigam no campo negativo em 12 meses, eles deixaram as mínimas, alguns com aumentos mensais relevantes”, aponta o economista do banco britânico – possivelmente por causa do aumento no imposto de importação. A alta foi parcialmente revertida, observa ele, mas segue afetando certos componentes eletrônicos.

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O Barclays abriu 2026 prevendo avanço anual de 2,9% para os itens industriais no IPCA, destaca Secemski, número que está em 3,8% atualmente, ante 5% estimados para o índice de inflação cheio. A previsão, ressalta, conta com fôlego maior desta parte da inflação na segunda metade do ano.

Para o economista da gestora Quantitas João Fernandes, boa parte da aceleração recente nos bens industriais reflete, de fato, os efeitos da alta na cadeia do petróleo sobre o Brasil, mas ele cita outro vetor importante para o movimento: o comportamento da economia chinesa. Fernandes lembra que o país asiático vinha de uma conjuntura interna de desaceleração econômica e inflação baixa, o que fez com que os produtos exportados ficassem mais baratos, ajudando a moderar a inflação global dos últimos 18 meses.

“Agora com a guerra isso virou: a China é muito exposta à importação de petróleo do Golfo, e a alta se traduziu numa inflação mais elevada de modo geral, afetando a cadeia de bens e encarecendo os itens exportados pelo país. Esses bens estão chegando a preços maiores nos emergentes, elevando a inflação”, destaca.

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Leia também: Petróleo “contamina” preços industriais, afeta cadeia e pode pausar Selic em junho

Fernandes menciona que, embora o acumulado em 12 meses dos bens industriais subjacentes – medida que exclui itens tradicionalmente voláteis – permaneça controlado, em 2,17% até abril, outras métricas indicam preocupação. Pelo critério da média móvel trimestral anualizada e dessazonalizada, por exemplo, ele nota que esse grupo encerrou o ano passado em 1,40%, mas vem subindo consistentemente, fechando o IPCA de abril em 3,64%. “Ou seja, se o nível da ponta permanecer igual ao longo dos próximos meses, o acumulado dos bens industriais deve subir ao longo do tempo”, diz.

Além disso, acrescenta o economista, há expectativa de que a inflação de itens de vestuário comece a captar à frente um efeito altista do preço do algodão, que ainda não foi sentido. “O petróleo eleva o custo do poliéster, e como o algodão é substituto, a demanda por ele aumenta”, frisa Fernandes.

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BRB adia divulgação de balanço após acordo de socorro com a União


Joédson Alves / Agência BrasilBanco de Brasília (BRB)
A expectativa agora é divulgar o balanço até 30 de junho

O Banco de Brasília (BRB) não divulgou nesta sexta-feira (29) o balanço financeiro de 2025, como estava previsto inicialmente. A informação foi confirmada pela governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que afirmou que o banco precisará de mais alguns dias para concluir análises financeiras após o acordo firmado entre o GDF e a União para viabilizar uma operação de crédito voltada ao fortalecimento da instituição.

Em entrevista à CNN Brasil, Celina disse que a própria direção do BRB havia indicado 29 de maio como prazo para apresentação do balanço, mas o cenário mudou após o acordo homologado no Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu caminho para uma operação de capitalização com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Oficialmente, o BRB não comunicou fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As confirmações do adiamento do balanço partiram da governadora Celina e do presidente do banco, Nelson Souza, que também comunicou o adiamento em entrevistas ao jornal Correio Braziliense e à TV Globo.

Novo prazo

A governadora afirmou que o adiamento por “cinco, 10 ou 15 dias” é considerado normal diante das negociações em andamento com bancos públicos e privados que participarão da operação.

“O BRB fez todo planejamento para o Banco Central, apresentou uma operação de retomada de liquidez e de retomada de capital. Tudo isso está materializado, inclusive em um acordo homologado no Supremo”, disse Celina em à CNN Brasil.

Ao Correio Braziliense, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que a expectativa agora é divulgar o balanço até 30 de junho. Segundo ele, o atraso ocorreu porque auditorias ainda precisam ser concluídas.

“Nós tínhamos que ter publicado o balanço até 31 de março de 2026, mas não foi possível por conta das auditorias que precisavam ser concluídas”, afirmou.

Capitalização bilionária

O acordo fechado entre Distrito Federal, União, Banco Central e representantes do sistema financeiro prevê uma operação para reforçar o capital do BRB e recuperar a liquidez da instituição.

O plano de capitalização prevê aporte total de R$ 8,8 bilhões. Desse valor, R$ 6,6 bilhões devem vir de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo o banco, os recursos serão obtidos por meio do próprio sistema financeiro, sem transferência direta de dinheiro da União.

O acordo prevê ainda garantias vinculadas aos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Auditorias e crise

O banco informou que o atraso na divulgação também está ligado à conclusão de auditorias relacionadas à operação Compliance Zero, que apura eventos financeiros envolvendo a instituição.

Nelson Souza afirmou que parte das auditorias já foi concluída, permitindo ao banco calcular a necessidade de capitalização em R$ 8,8 bilhões, mas os dados ainda precisam passar por novas verificações.

O plano de socorro foi articulado após dificuldades de liquidez enfrentadas pelo BRB em meio aos desdobramentos envolvendo o Banco Master. Segundo o banco, a operação busca recuperar a confiança do mercado e garantir estabilidade financeira à instituição.





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Em julho, três dos 15 locais pesquisados seguem a queda nacional da indústria


Na passagem de junho para julho, a produção industrial brasileira caiu 1,4%, com decréscimos em apenas três dos 15 locais…



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Mais de 44 milhões de pessoas declararam o IR, informa Receita


Entrega fora do prazo gera multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido



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Membro do Fed alerta sobre inflação alta e descarta que situação seja transitória


O presidente do Federal Reserve (Fed) de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou que sua principal preocupação, neste momento, para as decisões de política monetária é a inflação, que, na avaliação dele, está “muito alta e acima da meta há muito tempo”, e reforçou que as autoridades não devem “baixar a guarda”.

“Não dou muita importância à suposição de que a recente alta dos preços seja transitória dentro de um horizonte temporal aceitável. Assim sendo, meu foco permanece na inflação para definir o rumo correto da política monetária”, afirmou, em discurso preparado para a Reykjavik Economic Conference 2026, nesta sexta-feira.

Para Schmid, diante do cenário, o Fed deve manter o compromisso com a estabilidade de preços e sinalizar que busca reduzir a inflação. Ele detalhou como a alta dos preços de energia decorrente da guerra no Oriente Médio e do fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços – ainda que de forma “relativamente moderada” -, contribuindo para uma inflação mais alta.

“O CPI subiu 3,8% em 12 meses até abril, e os preços elevados da gasolina foram parte importante desse avanço, ainda que não tenham sido o único fator. Mesmo excluindo energia, a inflação está ‘quente’. Embora o efeito dos preços do petróleo sobre a atividade econômica possa não ser claro, o que é certo é que preços mais altos estão contribuindo para uma inflação mais alta”, acrescentou, ao mencionar uma “onda de ansiedade” como reflexo do ambiente.

Schmid avaliou que a alta do petróleo está afetando o poder de compra, mas observou que a economia dos EUA está menos exposta a choques energéticos do que no passado. Segundo ele, apesar do choque “sem precedentes” no comércio global e nos mercados de petróleo, a maioria dos indicadores econômicos sugere a continuidade de um crescimento estável.

Sobre o mercado de trabalho, Schmid disse que o setor está “em equilíbrio”, impulsionado em parte pelas contratações na área de saúde. Ele também citou o impacto da inteligência artificial (IA), mas afirmou haver indícios de que a IA tem reduzido o ritmo de contratações, sem provocar demissões. “A baixa contratação é um fenômeno mais geral e não se deve apenas à IA”, disse.

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“Manteremos a disposição para tomar as medidas necessárias para cumprir nossos objetivos”, afirmou. “Não estamos sendo muito restritivos na política monetária neste momento, mas pode ser necessário avaliar como torná-la mais restritiva”, acrescentou.



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