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Quatro adolescentes fogem de Casa Abrigo e desaparecem em SP


Caso foi registrado na Polícia Civil de Araçatuba, que investiga o caso. Paradeiro dos adolescentes ainda é desconhecido



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Confiança empresarial fica estável em maio após dois meses de queda, diz FGV/Ibre


O Índice de Confiança Empresarial (ICE) ficou em 90,9 pontos em maio, apontando estabilidade, segundo dados divulgados pelo FGV/Ibre nesta segunda-feira. Como o indicador havia caído nos dois meses anteriores, a métrica de médias móveis trimestrais mostrou tendência declinante, de 0,5 ponto.

Leia também: Confiança da indústria volta a subir em maio e tem maior nível em um ano, diz FGV

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em maio, a confiança avançou em dois dos quatro setores mapeados.

Os Índices de Confiança da Indústria e de Serviços avançaram em magnitude semelhante, com altas de 1,1 e 0,9 ponto, para 97,1 e 88,7 pontos, respectivamente.

Na Indústria, a alta foi motivada por uma melhor avaliação da situação atual, enquanto em Serviços, foram as expectativas que puxaram o resultado. O Índice de Confiança do Comércio recuou 2,0 pontos, passando a 84,2 pontos, e o da Construção ficou estável em 92,6 pontos.

Na métrica de médias móveis trimestrais, Construção e Indústria estão com os níveis de confiança mais elevados e em trajetória de alta, conforme mostra a tabela abaixo.

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Fonte: FGV/Ibre

No mês, a confiança empresarial avançou em 27 dos 49 segmentos integrantes do ICE, uma disseminação superior à observada no mês anterior. O destaque positivo do mês foi o setor da Indústria, no qual 63% dos segmentos registraram alta da confiança.

Assim, a confiança empresarial ficou estável em maio, após dois meses consecutivos de queda. Entre seus componentes, a permanência do Índice de Situação Atual na faixa dos 93 pontos pelo sexto mês consecutivo sugere uma relativa estabilidade do nível de atividade agregado dos segmentos pesquisados, disse em nota Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV/Ibre.

“Já a alta do Índice de Expectativas interrompe a trajetória de queda observada nos dois meses anteriores. Ainda assim, a trajetória da confiança nos próximos meses segue incerta e deverá depender, entre outros fatores, dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e de seus impactos sobre a economia brasileira.”, avaliou.

Em maio, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,1 ponto, registrando 93,1 pontos. Com o resultado, o índice permaneceu em nível próximo aos 93 pontos pelo sexto mês seguido. Entre seus componentes, o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios caiu 0,4 ponto, para 91,6 pontos, enquanto o indicador que mede o nível de demanda no momento presente subiu 0,2 ponto, para 94,7 pontos.

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E), por sua vez, avançou 0,2 ponto no mês, alcançando 88,8 pontos. O resultado interrompe a sequência de duas quedas consecutivas e sinaliza uma acomodação do pessimismo em relação aos próximos meses.

Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes subiu 0,3 ponto, para 88,5 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas com relação à evolução dos negócios seis meses à frente avançou 0,1 ponto, para 89,2 pontos.

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RealTime/BigData: o que o eleitor achou do encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro?


Pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros vê a agenda de forma neutra; presidente dos EUA e senador se encontraram na Casa Branca no último dia 26

Reprodução / Redes SociaisFlávio e Trump
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos EUA, Donald Trump

A maioria dos eleitores brasileiros avalia como neutro o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo pesquisa RealTime/BigData divulgada nesta segunda-feira (1º), 42% dos entrevistados não viram a agenda de forma positiva nem negativa.

Entre os demais consultados, houve um empate na percepção sobre o impacto da reunião:

  • Neutro: 42%
  • Positivo: 29%
  • Negativo: 29%

Flávio Bolsonaro se encontrou com Trump no último dia 26, na Casa Branca. O filho do ex-presidente busca apoio americano na disputa presidencial.

O encontro aconteceu no momento em que o nome de Flávio cai nas pesquisas de intenção de voto contra o presidente Lula (PT), após a divulgação de conversas entre o filho do ex-presidente e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pelo site The Intercept Brasil.

Terceira via

A pesquisa também mediu a percepção de nomes que poderiam representar uma alternativa aos polos tradicionais da política brasileira. Renan Santos (Missão) lidera essa percepção com 26%, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 21%.

A pesquisa também perguntou ao eleitorado sobre o atual cenário de divisão política no país. A maioria dos entrevistados, correspondente a 48%, afirmou estar cansada da polarização entre lulismo e bolsonarismo e declarou que gostaria de ver uma terceira via nas próximas eleições.

Abaixo de Renan Santos e Zema, outros nomes foram citados como possíveis representantes desse grupo alternativo:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 8%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 3%
  • Aécio Neves (PSDB): 3%
  • Joaquim Barbosa (DC): 3%

Outros 12% dos entrevistados responderam que nenhum dos nomes apresentados representa essa alternativa, enquanto 18% não souberam ou não quiseram responder. Entre os que ainda defendem o cenário polarizado, 27% afirmaram acreditar na disputa direta como forma de vencer o lulismo, enquanto 25% acreditam que a polarização é o caminho para vencer o bolsonarismo.

Pesquisa da RealTime/Bigdata sobre quem os eleitores consideram uma terceira via no Brasil

Pesquisa da RealTime/Bigdata sobre quem os eleitores consideram uma terceira via no Brasil

Foram feitas 2.000 entrevistas em todo o território nacional, entre os dias 29 e 30 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob protocolo BR-05864/2026.





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China exige novas regras para importação de produtos alimentícios

Entrou em vigor nesta segunda-feira (1º) o Decreto nº 280 da GAC (Administração Geral de Alfândegas da China), que estabelece novas regras para o registro de fabricantes estrangeiros de alimentos destinados à exportação para o mercado chinês. 

A regulamentação substitui o Decreto nº 248, em vigor desde 2021, e passa a disciplinar os procedimentos de registro, renovação e declaração aduaneira de produtos alimentícios importados pela China.

O novo marco regulatório estabelece um sistema de registro baseado em avaliação de risco, altera procedimentos de renovação de registros, cria uma nova modalidade de registro coletivo e amplia o escopo das exigências para incluir instalações de armazenamento a frio no exterior. Também passa a exigir informações adicionais nas declarações aduaneiras de alimentos importados pela China.

A medida afeta diretamente exportadores de produtos como carnes, lácteos, ovos, produtos aquáticos, mel e derivados, óleos vegetais comestíveis, frutas secas, nozes, sementes, vegetais desidratados e alimentos para fins especiais, entre outros itens que integram a lista de categorias sujeitas ao controle sanitário chinês.

Os registros concedidos sob o Decreto nº 248 permanecem válidos após a entrada em vigor do novo regulamento e não precisam ser reapresentados.

Por outro lado, algumas categorias de produtos agrícolas primários deixaram de ser abrangidas pelo novo decreto. É o caso de vegetais frescos, sementes oleaginosas, grãos de café verde, cacau não torrado e feijões secos, que passaram a ser regulamentados por uma norma específica publicada pelo GAC em 2025.

Escopo de aplicação

O Decreto nº 280 se aplica a empresas estrangeiras que produzem, processam ou que armazenam alimentos destinados à exportação para a China como carga comercial, para consumo humano ou utilização como ingrediente na indústria alimentícia.

Ficam fora do escopo da norma os aditivos alimentares e produtos relacionados à alimentação, como materiais de embalagem, recipientes e agentes de limpeza, que continuam sujeitos a regulamentações específicas.

Também permanecem isentas as operações de comércio eletrônico transfronteiriço (cross-border e-commerce – CBEC). Segundo o GAC, as novas exigências aplicam-se apenas às mercadorias importadas na modalidade de carga, não abrangendo remessas classificadas como importações para uso pessoal realizadas por plataformas de comércio eletrônico.

Entre as mudanças introduzidas pelo Decreto nº 280 está a inclusão de instalações estrangeiras de armazenamento a frio utilizadas para conservar alimentos de origem animal terrestre e produtos aquáticos antes da exportação para a China. Essas instalações passam a necessitar de registro junto às autoridades chinesas.

O registro mediante recomendação oficial é exigido para 17 categorias consideradas de maior risco sanitário. Entre elas estão carne e derivados, produtos lácteos, ovos, produtos aquáticos, alimentos para fins dietéticos especiais, óleos comestíveis, frutas secas e vegetais desidratados.

Nesse modelo, as empresas devem obter relatório de inspeção e carta de recomendação da autoridade competente do país de origem, podendo posteriormente encaminhar a solicitação diretamente ao GAC.

Já a autoaplicação é aplicável aos produtores de alimentos que não integram a lista oficial de categorias de maior risco. O pedido é feito diretamente pelo fabricante por meio do sistema eletrônico CIFER, mediante apresentação da documentação exigida.

Renovação automática

Uma das alterações previstas pelo novo regulamento é a adoção da renovação automática para a maioria dos registros.

Os registros terão validade de cinco anos e, ao término desse período, serão renovados automaticamente por mais cinco anos, desde que não existam impedimentos regulatórios.

A exceção se aplica aos produtores de carne e derivados e aos fabricantes de ninhos de pássaros comestíveis e seus produtos. Nesses casos, a renovação continuará exigindo solicitação formal entre três e doze meses antes do vencimento do registro.

A renovação automática também não será concedida a empresas submetidas a processos de correção por não conformidade, que tenham registros suspensos ou estejam localizadas em países sujeitos a restrições de importação para a categoria de produto correspondente.

(Colaborou Juliana Camargo)

 

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mercado sobe projeções para inflação e PIB


Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) subiram a estimativa de inflação para 5,09% em 2026, ou seja, acima do teto da meta.

A elevação na projeção da inflação foi a 12ª seguida. O movimento tem relação com os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve elevação para 1,90%. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (1º/6).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 5,09%. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi elevada para 1,90%.

  • Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Inflação abaixo do teto da meta

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,67% em abril deste ano, com isso, o índice está em 4,39% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto. A inflação de maio deve ser conhecida no próximo dia 12.

Para 2027, o índice esperado foi elevado de 4,01% para 4,02%.

PIB

Segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,90%, índice superior à projeção da semana passada (1,89%).

Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,70. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%.

Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em atualização.



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Equipes buscam nova entrada em caverna no Laos para encontrar desaparecidos


Após resgate de cinco pessoas, mergulhadores tentam rotas alternativas para localizar dois homens presos há duas semanas em área inundada

HANDOUT / METTA THAM RESCUE KALASIN / AFPEquipe de resgate libertando um dos sete homens (à esquerda) presos dentro de uma caverna em Laos
Equipe de resgate libertando um dos sete homens (à esquerda) presos dentro de uma caverna em Laos

As equipes de resgate que buscam dois homens desaparecidos há cerca de 15 dias em uma caverna no Laos redirecionaram os esforços para encontrar um novo ponto de entrada nesta segunda-feira (1º). O trabalho de mergulho no interior da cavidade, localizada na província de Xaysomboun, tornou-se inviável devido às fortes chuvas que atingem a região.

O grupo original era composto por sete homens que ficaram presos após uma inundação repentina. Na semana passada, cinco deles foram localizados com vida a cerca de 300 metros da entrada. Um dos sobreviventes foi retirado por mergulhadores estrangeiros na sexta-feira (29), enquanto os outros quatro conseguiram sair por conta própria no sábado (30), após dias de bombeamento de água e suporte médico.

Em depoimento à mídia estatal, um dos sobreviventes, identificado como Laen, explicou que o grupo entrou no local para caçar morcegos e buscar ouro em áreas de mineração antigas.

“A chuva chegou e a caverna inundou. Fomos em busca de comida e pensamos que, se pudéssemos ganhar dinheiro, por que não? É assim que vivemos na aldeia”, relatou.

Operação de risco e novas frentes

Acredita-se que os dois desaparecidos tenham avançado para áreas mais profundas da caverna, onde as condições atuais são consideradas críticas. Segundo o mergulhador finlandês Mikko Paasi — veterano do resgate na Tailândia em 2018 —, a instabilidade das passagens obrigou a equipe a buscar “pistas promissoras” acima da montanha que possam levar a câmaras secas.

A operação conta com apoio internacional e tecnologia avançada. O socorrista tailandês Kengkard Bonggawong informou que radares de satélite estão sendo utilizados para mapear túneis desconhecidos.

“Estamos correndo contra o tempo para bombear a água e instalar linhas de ar para garantir a respiração de possíveis sobreviventes”, afirmou.

Novas frentes de exploração trazem esperança às equipes. O mergulhador japonês Yoshitaka Isaji identificou uma fenda na montanha que pode permitir uma descida de 100 metros por corda.

Paralelamente, o socorrista tailandês Manat Artmongkron relatou ter ouvido sons de “batidas” em uma câmara após uma descida de rapel de 70 metros, sinalizando a possibilidade de que os desaparecidos ainda estejam vivos.





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saiba como será o clima do Brasil em junho


O mês de junho abre as portas para nova transição de estações no Brasil, com o encerramento do outono e a chegada oficial do inverno no dia 21, exatamente às 5h24 (horário de Brasília). Além da mudança climática, os meteorologistas direcionam as atenções para o Oceano Pacífico Equatorial, onde o fenômeno El Niño — caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas — segue em pleno desenvolvimento.

Embora a expectativa seja de que o fenômeno seja oficializado ainda este mês, especialistas apontam que ele não exercerá grande influência no clima brasileiro neste primeiro momento, devido ao seu estágio estritamente inicial, sgeundo informa o site Climatempo.

No que se refere às temperaturas, a dinâmica das massas de ar polar em junho de 2026 será predominantemente oceânica. Com a maioria das frentes frias avançando pelo mar, o ar frio e intenso terá dificuldades para penetrar no interior do país.

No entanto, duas frentes frias de trajetória continental devem romper esse bloqueio e provocar quedas acentuadas nos termômetros do Centro-Sul: a primeira está prevista para o período entre o fim da primeira quinzena e o início da segunda, enquanto a segunda, projetada para ser mais intensa, deve atingir o país na última semana do mês, já sob os efeitos dos primeiros dias do inverno.

Destaques do clima em junho:

  • O mês terá menos frio do que em maio;
  • São esperados dois episódios de queda de temperatura acentuada, um na virada da primeira para a segunda quinzena de junho e o segundo na última semana do mês;
  • A massa de ar frio do fim de junho deve ser a mais intensa do mês, podendo causar temperaturas abaixo dos 10° C em muitas áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste;
  • Eventos isolados de geada podem ocorrer ao longo do mês na fronteira com o Uruguai e nas áreas mais elevadas das serras do RS e de SC; a chance de geada ampla no Sul do Brasil é mais provável no fim do mês;
  • Maior possibilidade de friagem em RO, AC e no sul do AM é no fim de junho;
  • O Pantanal deve ser beneficiado com mais chuva do que o normal para este mês;
  • Chuva no RS deve ser próxima a ligeiramente abaixo da média;
  • O Sul do Brasil não terá chuva intensa, de forma frequente, como em junho de 2025, quando grande parte da região acumulou o dobro a quase o triplo do volume de chuva normal para junho;
  • Eventos de chuva forte e volumosa ainda podem ocorrer na costa leste do Nordeste, mas não tão intensos como em maio e em abril de 2026.

No aspecto das precipitações, junho mantém sua característica histórica de ser um período seco, marcado por dias ensolarados e escassez de chuva na maior parte do território nacional. Para este ano, a Climatempo projeta que o volume médio de chuva fique muito próximo da normalidade na porção central do Brasil.

Por outro lado, o aquecimento acima do normal do Oceano Atlântico Tropical, somado à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), vai injetar mais umidade na costa norte brasileira.

Assim, o mês se consolidará como um período de contrastes, desenhando um mapa onde o calor do interior coexistirá com episódios pontuais de frio e umidade nas faixas litorâneas e meridionais.

Características do clima de junho:

  • Clima seco em quase todas as áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, no Tocantins, no centro e sul do Maranhão, no interior do Piauí, no sertão do Nordeste e no centro e oeste da Bahia, com médias de chuva baixas, muito abaixo dos 100 mm devido aos poucos episódios de chuva;
  • Ainda chove de forma frequente e até com forte intensidade na costa leste do Nordeste no litoral do Maranhão, no centro-norte do Pará e do Amazonas e no Amapá; as médias de precipitação passam dos 200 mm nestas regiões;
  • Chuvas regulares nos estados do Sul do Brasil, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná;
  • Junho está dentro do período mais chuvoso do ano em Roraima e no extremo noroeste do Amazonas (áreas próximas da fronteira com a Colômbia e a Venezuela), onde as médias de precipitação fica entre 300 mm e 400 mm;
  • Dias com umidade do ar baixa, com índices abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia, são comuns na maior parte do interior do Brasil;
  • Quedas de temperatura acentuadas no Sul, em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste e friagens em Rondônia, Acre e sul do Amazonas devido a passagem de massas de ar frio de origem polar continentais, que avançam sobre o interior do país;
  • A chuva no Sudeste e no Centro-Oeste é muito dependente da passagem de grandes frentes frias.
  • Costa leste do Nordeste pode ter influência de Distúrbios Ondulatórios de Leste e de passagem de frentes frias.



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Governo articula ofensiva para frear “pautas-bomba” do agro no Congresso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula uma ofensiva para conter os possíveis impactos fiscais de propostas defendidas pelo agronegócio que avançaram no Congresso Nacional na semana passada: a renegociação das dívidas rurais, o seguro rural, o Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes) e emendas ao PLP (Projeto de Lei Complementar) 114, que cria regras para renúncias de receita sobre o setor de combustíveis.

A ideia é agir nas próximas etapas para conter o que a equipe econômica vê como risco às contas públicas, inclusive com possíveis reflexos no Plano Safra 2026/2027, cuja negociação começa nas próximas semanas.

Segundo apurou a CNN, o governo trabalha com três frentes: pressionar por ajustes na Casa revisora, onde seguro rural e Profert chegam ao Senado e o PLP 114 ainda tramita na Câmara; apresentar uma nova MP para a renegociação das dívidas rurais; e, a medida mais drástica: vetar trechos dos textos aprovados ou integralmente.

Todas as propostas passaram pela mesa de negociação nas últimas semanas, mas, segundo fontes da equipe econômica e do Palácio do Planalto, os textos finais votados nas duas Casas não saíram como o combinado e incorporaram apenas parte das sugestões apresentadas pelo Executivo, ficando bem diferentes das versões defendidas pelo governo.

O caso considerado mais delicado é o da renegociação das dívidas rurais.

O PL (Projeto de Lei) 5122/23, aprovado na quarta-feira (27) pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, prevê a renegociação de R$ 130 bilhões em dívidas do setor — os senadores estimam que o passivo total ultrapassa R$ 1,4 trilhão.

O texto inclui juros entre 3,5% e 7,5%, abrange qualquer modalidade de dívida rural, incluindo CPRs (Cédulas de Produto Rural), e prevê o uso do FS (Fundo Social) do pré-sal para financiar a operação — mas sem um valor pré definido, conforme o pedido do governo.

Esse último ponto é o principal entrave com o governo. Na terça-feira (26), a Fazenda apresentou aos senadores uma MP (Medida Provisória) com proposta alternativa — mais restrita, com juros entre 6% e 12% conforme o porte do produtor e sem uso do Fundo Social.

Os senadores rejeitaram a proposta e mantiveram o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Mesmo diante de pedidos de senadores para acelerar a votação, a análise do texto no plenário do Senado tem sido sinalizada para terça-feira (10), por causa da semana encurtada pelo feriado de Corpus Christi na quinta-feira (4) e para que haja consenso com o governo.

Mesmo assim, o governo ainda considera reapresentar a MP com ajustes.

Seguro rural e Profert também foram aprovados no plenário da Câmara na quarta-feira (27) e seguiram para o Senado.

Em ambos os casos, o governo resistiu a pontos centrais dos textos, mas não conseguiu impedir o avanço das propostas.

Segundo fonte da equipe econômica ouvida pela CNN, os textos aprovados não correspondem ao que havia sido negociado: parte dos pleitos do setor foi atendida, mas outros pontos de resistência do governo não foram incorporados. O governo tenta agora usar o Senado para fazer ajustes.

No seguro rural, as negociações se concentraram principalmente nas regras de financiamento da política e nos mecanismos para garantir recursos ao programa.

O principal impasse foi a tentativa da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) de transformar os recursos do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) em despesa obrigatória, protegida de contingenciamentos.

O governo propôs atrelar o financiamento ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), o que a bancada recusou.

O argumento dos parlamentares é baseado em precedente concreto: economias entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões geradas pela reformulação do Proagro em 2023 nunca foram revertidas ao seguro rural, como o setor esperava.

A bancada também queria que o fundo ficasse vinculado ao Ministério da Fazenda, e não ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), para evitar condicionamentos políticos.

Houve vitória parcial aos ruralistas: o orçamento para o PSR ficou como execução obrigatória, mas acabou ficando restrito ao orçamento da pasta responsável pelo setor.

No Profert, a proposta ganhou força neste ano diante da dependência externa de fertilizantes e da volatilidade de preços provocada por conflitos geopolíticos.

O texto, que ficou travado por anos no Congresso, avançou com apoio do Palácio do Planalto e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O texto prevê até R$ 7,5 bilhões em créditos fiscais e incentivos, ao longo de cinco anos, além de linhas de financiamento e a criação de um fundo para apoiar investimentos no setor

O PLP 114 ainda não foi ao plenário e segue com mais pontos abertos.

As negociações incluem a possibilidade de uso da Cide sobre gasolina, ou compensação de créditos tributários para viabilizar concessões ao setor sucroenergético — especialmente a manutenção do diferencial competitivo do etanol de cana frente à gasolina, mecanismo assegurado pela Constituição Federal.

As quatro iniciativas são vistas por integrantes da área econômica como potenciais fontes de pressão sobre as contas públicas por criarem despesas, ampliarem subsídios, concederem incentivos ou exigirem novas fontes de financiamento, em meio ao ano eleitoral e a pressões que já levaram o governo a congelar mais de R$ 23 bilhões nos dois primeiros bimestres de 2026.

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Laos tenta resgatar os dois últimos homens presos em uma caverna


Cinco vítimas foram encontradas com vida na quarta-feira, a cerca de 300 metros da entrada do local

Reprodução/Redes sociaisSocorristas laos
Mergulhadores resgataram o primeiro homem na sexta‑feira

Equipes de resgate no Laos anunciaram neste domingo (31) uma operação de alto risco para procurar os dois últimos homens desaparecidos em uma caverna no país.

“A esperança é que a missão de hoje localize as duas vítimas restantes”, escreveu um grupo de resgate nas redes sociais.

Cinco homens foram encontrados com vida na quarta-feira, a cerca de 300 metros da entrada da caverna, em uma área montanhosa isolada da província de Xaysomboun.

Eles integravam um grupo de sete pessoas que ficaram presas na caverna após inundações repentinas há quase duas semanas enquanto procuravam ouro, segundo a mídia estatal.

Mergulhadores resgataram o primeiro homem na sexta‑feira, e outros quatro conseguiram sair por conta própria no sábado, depois que as equipes levaram comida e remédios, e após vários dias bombeando água para fora da caverna.

Os cinco sobreviventes estão recebendo atendimento médico e encontram‑se “em boas condições”, declarou neste domingo o mergulhador malaio Lee Kian Lie.

“Vamos continuar procurando com base nas informações que temos e, talvez, consigamos chegar aos outros dois”, declarou Lee.

O homem resgatado na sexta‑feira, identificado como Meud, afirmou em um vídeo compartilhado por um grupo de resgate que os dois desaparecidos haviam entrado na caverna vários dias antes dos demais e tinham descido muito mais em seu interior.

 





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