WASHINGTON, 1 Jun (Reuters) – A administração Trump propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações do Brasil, após concluir que as práticas do país eram desleais em uma série de questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal, disse a autoridade comercial de alto escalão Jamieson Greer na segunda-feira.
As medidas, previstas na Seção 301 da legislação comercial, abrangem áreas como serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e acesso ao mercado de etanol, informou o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês).
O órgão propôs as novas tarifas ao divulgar os resultados de sua investigação sobre práticas comerciais desleais contra o Brasil, iniciada no ano passado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Mas excluiu alguns itens, como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves das novas tarifas.
As práticas do Brasil nas áreas investigadas ‘irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos, sendo, portanto, passíveis de ação nos termos da Seção 301(b) da Lei de Comércio’, afirmou o USTR em um comunicado.
As tarifas substituiriam parcialmente uma tarifa de 50% sobre muitos produtos brasileiros imposta no ano passado pelo presidente Donald Trump, sendo 40% uma punição pelo processo movido pelo Brasil contra o ex-presidente e aliado de Trump, Jair Bolsonaro.
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No entanto, a Suprema Corte dos Estados Unidos anulou essas tarifas em fevereiro.
Em comunicado, Greer disse que lançou a investigação da Seção 301 para lidar com ‘preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com certas políticas e práticas comerciais do Brasil’.
Apesar do recente diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete, Greer disse que os Estados Unidos e o Brasil ‘continuam a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação’.
A agência de comércio solicitou comentários sobre as tarifas propostas até 1º de julho, com uma audiência pública marcada para 6 de julho. Ela tem até 15 de julho para tomar ‘medidas de resposta’ no âmbito da investigação da Seção 301.
Trump utilizou a mesma lei para impor tarifas abrangentes sobre produtos chineses durante seu primeiro mandato.
O USTR tem várias outras investigações em andamento no âmbito da Seção 301 que devem resultar em novas tarifas.
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Entre elas, há uma que abrange o excesso de capacidade industrial na China e em 15 outros parceiros comerciais, bem como uma sobre a aplicação de proibições de trabalho forçado em 60 países.
A agência abriu uma nova investigação na sexta-feira sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã.
Com relação às suas conclusões sobre o Brasil, o USTR afirmou que a nova tarifa proposta de 25% não se aplicaria às importações brasileiras sujeitas a tarifas relacionadas à segurança nacional nos termos da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.
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Isso inclui tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre e tarifas de 25% sobre produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos motorizados e peças automotivas.
O USTR informou que os produtos isentos das tarifas propostas de 25% incluem muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes.
Estes se somam à carne bovina, café, terras raras, certos outros metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.
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Aliado à agenda do republicano, ele é o atual presidente da Câmara dos Deputados da Flórida

A Casa Branca comunicou nesta segunda-feira (1º) que o presidente norte-americano, Donald Trump, enviou ao Senado a indicação do deputado estadual Daniel Perez para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Do Partido Republicano, o parlamentar está no comando da Câmara dos Deputados da Flórida desde 2024.
Filho de imigrantes cubanos, Perez se descreve como “cubano-americano de primeira geração”. Ele nasceu em 22 de junho de 1987, em Nova York. Seis anos depois, em 1993, a família mudou-se para o subúrbio de Westchester, na Flórida. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Loyola Nova Orleans, o deputado também trabalha como consultor jurídico interno da empresa de plano de saúde Doctors Health Care Plans, Inc.
Perez foi eleito para a Câmara dos Representantes da Flórida em 2017. Segundo o seu site oficial, o deputado defendeu “leis importantes” ligadas ao bem-estar infantil, saúde, estabilidade familiar, educação e integridade eleitoral.
Nas últimas semanas, Perez tem protagonizado embates com o governador da Flórida, Ron DeSantis. O parlamentar impediu o avanço de projetos do seu colega de partido.
Por meio das redes sociais, o deputado demonstra estar aliado à agenda de Trump e utiliza expressões associadas ao movimento “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente, em tradução livre), ou MAGA. Em janeiro, Perez manifestou-se a favor da operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do ex-líder Nicolás Maduro.
Para assumir o comando da Embaixada em Brasília, além da aprovação no Senado norte-americano, Perez precisa receber o agrément do governo brasileiro.
O posto de embaixador norte-americano no Brasil está vago desde o encerramento do mandato do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, em janeiro de 2025. A missão diplomática em Brasília é liderada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Ele será substituído, a partir de julho, por Natasha Franceschi.
Anteriormente, a advogada Elizabeth Bagley comandava a Embaixada dos Estados Unidos. Indicada por Biden, ela deixou o Brasil antes da posse de Trump.
Aliado à agenda do republicano, ele é o atual presidente da Câmara dos Deputados da Flórida

A Casa Branca comunicou nesta segunda-feira (1º) que o presidente norte-americano, Donald Trump, enviou ao Senado a indicação do deputado estadual Daniel Perez para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Do Partido Republicano, o parlamentar está no comando da Câmara dos Deputados da Flórida desde 2024.
Filho de imigrantes cubanos, Perez se descreve como “cubano-americano de primeira geração”. Ele nasceu em 22 de junho de 1987, em Nova York. Seis anos depois, em 1993, a família mudou-se para o subúrbio de Westchester, na Flórida. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Loyola Nova Orleans, o deputado também trabalha como consultor jurídico interno da empresa de plano de saúde Doctors Health Care Plans, Inc.
Perez foi eleito para a Câmara dos Representantes da Flórida em 2017. Segundo o seu site oficial, o deputado defendeu “leis importantes” ligadas ao bem-estar infantil, saúde, estabilidade familiar, educação e integridade eleitoral.
Nas últimas semanas, Perez tem protagonizado embates com o governador da Flórida, Ron DeSantis. O parlamentar impediu o avanço de projetos do seu colega de partido.
Por meio das redes sociais, o deputado demonstra estar aliado à agenda de Trump e utiliza expressões associadas ao movimento “Make America Great Again” (Faça a América Grande Novamente, em tradução livre), ou MAGA. Em janeiro, Perez manifestou-se a favor da operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do ex-líder Nicolás Maduro.
Para assumir o comando da Embaixada em Brasília, além da aprovação no Senado norte-americano, Perez precisa receber o agrément do governo brasileiro.
O posto de embaixador norte-americano no Brasil está vago desde o encerramento do mandato do ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, em janeiro de 2025. A missão diplomática em Brasília é liderada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Ele será substituído, a partir de julho, por Natasha Franceschi.
Anteriormente, a advogada Elizabeth Bagley comandava a Embaixada dos Estados Unidos. Indicada por Biden, ela deixou o Brasil antes da posse de Trump.
O presidente colombiano levantou dúvida sobre a precisão da apuração dos votos após o seu candidato terminar o 1º turno na segunda colocação

A entidade estatal responsável por fiscalizar os agentes públicos na Colômbia rejeitou nesta segunda-feira (1º) as supostas irregularidades denunciadas pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, na contagem de votos do primeiro turno da eleição presidencial, em que seu candidato ficou em segundo lugar.
O presidente e seu aliado, o candidato Iván Cepeda, levantaram dúvidas sobre a precisão da apuração preliminar na qual o candidato de extrema direita, Abelardo de la Espriella, venceu por pequena margem e com quem disputará o segundo turno em 21 de junho.
“Não se conhece nenhuma prova ou indício” que sustente as supostas irregularidades apontadas por Petro e Cepeda, declarou Gregorio Eljach, chefe da Procuradoria-Geral, um órgão de controle independente.
Petro sugeriu no X, no domingo (31), que o software utilizado para a contagem preliminar dos votos, desenvolvido por uma empresa privada, foi alterado e que “centenas de milhares de votos foram acrescentados”.
Nesta segunda-feira (1º), Cepeda moderou sua posição e afirmou que aguardará a apuração definitiva para se pronunciar, embora não tenha “evidências” de “eventuais irregularidades”.
A Justiça Eleitoral organiza as eleições na Colômbia e realiza uma contagem rápida no mesmo dia da votação, embora os dados não sejam definitivos.
Paralelamente, é realizada a apuração oficial sob supervisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que posteriormente declara e consolida os resultados.
Segundo o órgão, 99,88% das seções eleitorais já haviam sido apuradas na tarde de segunda-feira. O chefe da entidade, Hernán Penagos, disse à rádio Blu que a apuração será concluída “de hoje para amanhã” e que, em seguida, as informações serão entregues ao CNE.
Consultado pela AFP, um responsável do CNE afirmou que os resultados definitivos podem levar “semanas” para serem divulgados.
Por lei, o presidente não tem “competência” na Colômbia para “decidir sobre a aceitação ou não” dos resultados eleitorais, afirmou Eljach.
De la Espriella venceu o primeiro turno no domingo com 43,7% dos votos, enquanto Cepeda obteve 40,9%.