Categorias
brasil destaque_home

Governo Lula nomeia Otto Lobo para ocupar presidência da CVM


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou a nomeação do advogado Otto Lobo para ocupar a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), entidade do governo que tem por missão regular, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro.

O novo presidente da CVM ocupará a vaga deixada após a renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento, e cumprirá mandato até 18 de julho de 2027.

A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União dessa quarta-feira (3/6), juntamente com a designação de Igor Muniz para ocupar a diretoria do órgão. O documento foi assinado pelo presidente Lula e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Os nomes dos dois novos chefes da autarquia, indicados por Lula, foram aprovados pelo plenário do Senado em 20 de maio. Lobo recebeu 31 votos favoráveis, ante a 13 contrários, e Muniz foi aprovado com 39 votos sim e 9 votos não.

Quem é o novo presidente da CVM

Otto Lobo é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Universidade de Miami e Doutor em Direito Empresarial pela Universidade de São Paulo (USP). Ele atuou como Diretor na CVM de janeiro de 2022 a dezembro de 2025.

Antes, Otto foi conselheiro titular do Conselho de Recursos do Sistema Financeira Nacional (2015-2018) e professor de Direito Societário e Mercado de Capitais da FGV Direito Rio, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro e da PUC do Rio de Janeiro.

Atuou como advogado, árbitro e parecerista em questões de direito societário, mercado de capitais e insolvência, é autor de livros e artigos e é palestrante em conferências no Brasil e no exterior.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Chuva na colheita da China prejudica qualidade do trigo e podem estimular importações


Por Lewis Jackson e Ella Cao e Naveen ⁠Thukral

4 Jun (Reuters) – Compradores estatais chineses podem aumentar as importações de ⁠trigo para os moinhos no final do ano, já que as chuvas durante ‌a colheita prejudicaram algumas plantações no maior produtor mundial, com até 7% da produção sofrendo queda de qualidade, segundo analistas.

Mesmo um modesto aumento nas importações de trigo da China ‌pode impulsionar novos ganhos nos preços globais, que subiram quase um quinto este ano devido à seca severa que atingiu a safra de inverno dos EUA e aos temores de que um El Niño em desenvolvimento traga seca para as principais regiões agrícolas.

Chuvas fortes e prolongadas atingiram a região central de Hubei e partes de Henan, a maior província produtora de ⁠trigo ‌da China, no final de maio, justamente quando os agricultores iniciaram o período de ⁠colheita. Henan é responsável por mais de um quarto da produção de trigo da China.

Quatro analistas estimaram que o excesso de chuvas causou a germinação de 4,8 milhões a 10 milhões de toneladas de trigo — um volume relativamente limitado e gerenciável –, já que o clima mais seco após as chuvas nas principais áreas de produção ​ajudou a conter os danos.

O trigo germinado geralmente não é adequado para ser moído em farinha de grau alimentício e é frequentemente desclassificado para uso como ração animal.

Continua depois da publicidade

‘A ​safra de trigo de inverno deste ano continua no caminho certo para uma colheita maior, com o volume de trigo desclassificado nas principais províncias produtoras, incluindo Hubei, Henan, Anhui e Jiangsu, devendo permanecer em um nível relativamente baixo e gerenciável’, disse Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence.

A China, maior produtora e consumidora de trigo do mundo, normalmente ‌atende à maior parte de suas necessidades com suprimentos domésticos, ​comprando apenas quantidades limitadas de grãos de alta qualidade.

Em 2023, chuvas e inundações generalizadas causaram graves perdas de qualidade na China e deixaram cerca de 20 milhões de toneladas de trigo germinado, adequado apenas para ração ⁠animal, de acordo com o ​Departamento de Agricultura dos ​EUA.

Espera-se que os danos em Hubei e no sul de Henan aumentem a demanda por importação de trigo, e ⁠esses aumentos geralmente ocorrem com atraso, disse Darin ​Friedrichs, cofundador da Sitonia Consulting.

‘Por exemplo, houve grandes perdas em 2023, mas as importações não aumentaram até fevereiro de 2024.’

A China importou 12,1 milhões de toneladas de trigo em 2023, o nível mais ​alto desde pelo menos 2014, e 11,18 milhões de toneladas em 2024, ambos excedendo a cota tarifária de 1% de 9,64 milhões de toneladas do ​país. As importações além da ⁠cota estão sujeitas a tarifas proibitivas de 65%.

Continua depois da publicidade

Uma grande safra doméstica no ano passado ajudou a reduzir as importações para ⁠3,98 milhões de toneladas.

No entanto, as importações já se recuperaram este ano. A China comprou 2,43 milhões de toneladas de trigo nos primeiros quatro meses, um aumento de 130,2% em relação ao ano anterior, em parte devido a uma baixa base de comparação e a preocupações de que o atraso no plantio poderia reduzir a produção.

(Reportagem de Lewis Jackson, Ella Cao e Naveen ​Thukral)

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Soja fecha em queda pela quinta sessão consecutiva em Chicago

Os contratos futuros de grãos encerraram a sessão desta quinta-feira (04) na Bolsa de Chicago em baixa. O vencimento para entrega em julho fechou cotado a US$ 11,2950 por bushel, com recuo de 2,12%.

Os preços da soja deram sequência ao movimento de queda e registraram o quinto pregão consecutivo de perdas em Chicago, pressionados pela continuidade da liquidação de contratos por fundos de investimento.

A Granar apontou que esse cenário de baixa também atingiu o óleo e o farelo de soja, e foi intensificado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra, no encerramento do período de plantio 2026/2027 no cinturão de soja e milho dos Estados Unidos.

No campo das informações de mercado, a ausência de confirmações sobre as supostas “compras milionárias da China”, mencionadas anteriormente pela Casa Branca após a viagem de Donald Trump ao país, voltou a gerar dúvidas entre agentes sobre a consistência dessas sinalizações oficiais.

O relatório semanal de exportações dos Estados Unidos, referente ao período de 22 a 28 de maio, trouxe leitura neutra a levemente negativa para o mercado. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou vendas de 276,9 mil toneladas de soja da safra 2025/2026, abaixo das 299,9 mil toneladas registradas na semana anterior, mas dentro da faixa estimada por analistas privados, entre 100 mil e 500 mil toneladas.

Segundo o USDA, as vendas recuaram 8% em relação à semana anterior, embora ainda estejam 24% acima da média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/2027, o volume projetado é de 243 mil toneladas.

Milho

O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão desta quinta-feira com desvalorização de 1,62% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,2450 por bushel.

O cereal também completou o quinto pregão consecutivo de queda em Chicago, acompanhando o movimento observado na soja. A Granar apontou que a pressão sobre os preços é atribuída, principalmente, às condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento inicial da safra 2026/2027 nos Estados Unidos.

No campo climático, as chuvas mais intensas se concentraram recentemente nas Grandes Planícies Centrais, região que concentra áreas com maior necessidade de umidade.

Já nesta sessão, os volumes de precipitação avançaram em direção a Iowa, principal estado produtor de milho norte-americano, contribuindo para o bom andamento das lavouras.

Trigo

Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo para entrega em julho fechou a sessão em queda de 0,94%, cotado a US$ 5,7975 por bushel.

A Granar apontou que o movimento foi novamente influenciado pela atuação de fundos de investimento, mas também reflete fatores fundamentais do mercado.

Entre eles, está o avanço da colheita de inverno nos Estados Unidos, o cancelamento de vendas da safra 2025/2026 e a proximidade do início da colheita em outras regiões do Hemisfério Norte. Esse cenário se soma às expectativas positivas para a produção de 2026/2027 na Rússia, o que reforça a perspectiva de maior oferta global e consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de trigo.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
matogrossodosul politica_ms

Mato Grosso do Sul



Mato Grosso do Sul



Veja a matéria completa

Categorias
brasil destaque_home

Caso Henry: Monique Medeiros, a mãe do menino, é solta após receber perdão judicial


A magistrada afirmou que Monique foi alvo de misoginia extrema declarada e que, durante os cinco anos do caso, a mãe de Henry foi alvo de uma perseguição implacável

Tomaz Silva / Agência BrasilA mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros
Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, foi solta na tarde desta quinta-feira (4) após receber o perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, nessa madrugada. A professora deixou o Complexo de Gericinó, na zona Oeste do Rio, no banco traseiro de um carro e não falou com a imprensa. Um irmão foi buscá-la.

A defesa de Jairinho e o Ministério Público afirmaram que vão recorrer da decisão. O pai da criança, e ex-marido de Monique, manifestou revolta com a decisão. ‘Mataram meu filho pela terceira vez’, disse Leniel Borel.

Monique teve o crime de homicídio por omissão desclassificado para homicídio culposo – quando não há a intenção de matar – pelos sete jurados. O julgamento terminou na madrugada desta quinta, após 11 dias. Foi um dos mais longos da história do Estado.

Após elencar a decisão dos jurados, a magistrada começou a leitura da dosimetria da condenação citando a “repercussão provocada pela violência desproporcional”, “conduta desmensurada e covardia contra uma criança” praticada por Jairo contra Henry

Os jurados responsabilizaram Monique por omissão em um dos três casos de tortura apontados inicialmente pela acusação. Nos outros dois casos de violência, tanto Monique quanto Jairo foram absolvidos por falta de materialidade.

A tortura que foi levada em consideração pelos jurados ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2021, menos de um mês da morte do menino. A dinâmica foi relatada pela babá Thayná Ferreira para Monique enquanto a mãe de Henry estava em um shopping.

Sentença final

A partir da decisão dos jurados, Elizabeth Machado Louro declarou extinta a punibilidade de Monique pelo homicídio culposo, e concedeu perdão judicial, previso pelo Código Penal. No entanto, ela não foi absolvida no caso. Pela omissão no caso de tortura, a magistrada fixou pena de 1 ano e quatro meses de reclusão, já cumpridos por Monique.

A juíza afirmou que a reação da sociedade sobre Monique foi “desproporcional e desmesurada”. Ela considerou a reação “discriminatória de gênero”, influenciada pela “cultura patriarcal” que, segundo Elizabeth, ainda norteia e permeia a mentalidade e as práticas sociais. Elizabeth afirmou ainda que o papel reservado à mulher nos modelos patriarcais “não só exige que ela seja mãe, mas a mãe perfeita”.

“Desde a investigação, Monique não mereceu o benefício da dúvida e, ao longo do processo, embora fosse apontada como mãe zelosa, e não ter sido acusada de infligir diretamente agressões físicas a seu filho, a revolta evoluiu rapidamente para franco massacre nas redes sociais, com ataques muito mais virulentos do que aqueles dirigidos ao autor direto”, afirmou Elizabeth.

A magistrada afirmou que Monique foi alvo de misoginia extrema declarada e que, durante os cinco anos do caso, a mãe de Henry foi alvo de uma perseguição implacável.

“Incomensurável o sofrimento de quem, além de perder seu único filho, para o que, de resto, não contribuiu intencionalmente, viu-se algo durante cinco longos anos de uma perseguição implacável contra a sua honra e sua autoestima como mãe, para não falar do completo desprezo pela sua dor”, completou.





Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Trump revelará plano de apoio a carvão de US$700 milhões usando poderes de emergência


Por Jarrett Renshaw e Timothy ⁠Gardner

WASHINGTON, 4 Jun (Reuters) – O presidente dos EUA, ⁠Donald Trump, deve anunciar nesta quinta-feira que invocará os ‌poderes emergenciais da era da Guerra Fria para direcionar quase US$700 milhões para ajudar a indústria carvoeira dos EUA ‌a enviar o combustível para a Ásia e as empresas de energia a queimá-lo internamente, disseram à Reuters uma autoridade da Casa Branca e uma fonte do setor.

Trump planeja usar a Lei de Produção de Defesa, uma lei de 1950 ⁠que ‌concede aos presidentes ampla autoridade sobre as indústrias consideradas ⁠críticas para a segurança nacional, para financiar reformas em mais de uma dúzia de usinas termelétricas a carvão, ajudar a financiar duas novas usinas de carvão e apoiar a construção de um terminal de exportação de carvão ​da Costa Oeste, disseram o funcionário e a fonte do setor.

A programação pública da Casa Branca lista um ​anúncio de Trump às 15h00 (16h00 no horário de Brasília) sobre ‘Carvão Bonito e Limpo’.

O governo Trump enquadrou a política energética como uma questão de segurança nacional para garantir energia elétrica para os data centers de IA e reduzir a ‌dependência de outros países.

O ​plano atraiu a condenação dos defensores do meio ambiente. Patrick Drupp, diretor de políticas climáticas do Sierra Club, chamou-o de subsídio financiado pelo contribuinte para ⁠uma indústria poluidora ​e disse que ​o grupo lutaria contra a iniciativa nos tribunais.

Continua depois da publicidade

‘É nojento e repreensível que o ⁠presidente dos Estados Unidos esteja ​doando o dinheiro dos nossos contribuintes para usinas termelétricas a carvão mortais e caras’, disse Drupp.

Rich Nolan, presidente-executivo da Associação Nacional de ​Mineração, disse que o financiamento fortaleceria a produção de uma fonte de combustível que ajuda a proteger ​os consumidores da ⁠volatilidade dos preços da energia e, ao mesmo tempo, apoia a crescente demanda ⁠por energia elétrica.

O carvão, responsável por mais da metade da geração de eletricidade dos EUA em 1990, agora gera menos de um quinto, já que as empresas de energia passaram a usar gás natural mais barato e fontes renováveis.

(Reportagem de Jarrett ​Renshaw)



Veja matéria completa!

Categorias
matogrossodosul politica_ms

Henry Borel: defesa de Jairinho aponta traição como origem do caso


A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, afirmou, nesta quarta-feira (3), durante o julgamento da morte de Henry Borel, que a origem de toda a acusação contra o ex-vereador estaria ligada a uma suposta traição envolvendo Monique Medeiros, Jairinho e Leniel Borel.

Segundo os advogados, uma ligação identificada como “Amor” no celular de Monique teria revelado o relacionamento com Jairinho. A partir disso, a defesa sustentou que Leniel teria encontrado uma oportunidade para prejudicar o ex-vereador e responsabilizá-lo pelos acontecimentos posteriores.

Durante a sustentação, os advogados também mencionaram um acidente envolvendo Henry quando a criança estava sob os cuidados de Leniel. Segundo a narrativa apresentada, uma testemunha chamada Miriam teria afirmado que Leniel comentou sobre um acidente ocorrido durante uma corrida de aplicativo.

Outro ponto destacado foi a alegação de que a criança teria reclamado de dor de cabeça após o episódio. A defesa afirmou que Leniel nunca relatou essa informação, apesar de, segundo a narrativa apresentada, ter procurado uma farmácia cerca de quatro vezes.

Outro ponto abordado foi a contestação da versão apresentada por Leniel sobre ter passado a noite com o filho. Segundo a defesa, mensagens trocadas entre ele e Monique indicariam que isso não aconteceu.

Leia também: MP rebate argumentos de Monique; veja o que diz acusação

O julgamento da morte de Henry Borel entrou na fase final na noite desta quarta-feira (3). Segundo apuração da CNN Brasil no local, o júri estava, por volta das 20h, na etapa de tréplica das defesas.

Primeiro fala a defesa de Monique Medeiros e, na sequência, a de Jairo Souza Santos Júnior. A previsão é de que essa fase seja encerrada por volta das 22h. Após isso, o conselho de sentença deve se reunir para votação dos quesitos, quando será definido se a sentença sai ainda nesta quarta-feira ou apenas na madrugada de quinta (4).



Veja a matéria completa

Categorias
brasil destaque_home

Após perdão judicial, Monique Medeiros deixa prisão no Rio


Monique recebeu o perdão judicial pelo crime de homicídio contra filho de Henry Borel



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Fed pode se concentrar nos riscos de inflação em meio ao choque de energia


Por Michael S. Derby

NOVA YORK, 4 Jun (Reuters) – Uma ⁠mudança na forma como os norte-americanos usam a energia deve ⁠permitir que o Federal Reserve concentre as decisões de política monetária no impacto ‌inflacionário do choque do preço do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio, segundo uma nova pesquisa do Federal Reserve de Boston.

Em um relatório divulgado nesta quinta-feira, os economistas do banco ‌disseram que a exposição da economia dos EUA à economia global mudou ‘fundamentalmente’ desde a década de 1970, em meio a uma maior eficiência energética e ao aumento da produção doméstica.

Essas mudanças significam que um aumento no preço do petróleo tem menos impacto sobre a inflação em relação ao passado. Enquanto isso, o aumento da produção doméstica de energia significa que os ⁠preços ‌mais altos podem estimular o emprego no setor, o que, por sua vez, compensa ⁠o tipo de perda de empregos que teria ocorrido no passado, escreveram os pesquisadores do banco.

Como o impacto no mercado de trabalho está mais brando agora, isso também diminui o impacto desinflacionário que normalmente viria com as perdas de emprego de base ampla ligadas a um choque de energia, sugerindo que as pressões inflacionárias seriam ​maiores do que seriam de outra forma.

‘A vulnerabilidade da economia dos EUA aos choques do petróleo mudou fundamentalmente — ela não foi eliminada, mas sim reconfigurada’, escreveram os economistas. ‘Essas ​conclusões implicam que a política monetária deve se concentrar mais nos efeitos na inflação associados aos choques do petróleo, em oposição aos efeitos sobre o emprego’, escreveram.

Continua depois da publicidade

O estudo afirma que o choque atual é notável, mas até agora menor em termos de impacto econômico do que o embargo de petróleo da Opep de 1973-1974 ou a Revolução Iraniana ‌de 1978-1980. Os autores também afirmaram que ‘os efeitos reduzidos dos ​choques petrolíferos no emprego agregado diminuem a probabilidade de relações de troca entre inflação e desemprego, características da estagflação que marcaram a década de 1970’.

O artigo do Fed de Boston foi divulgado no momento em que ⁠as autoridades do Fed estão ​lutando para determinar o ​caminho a seguir na política monetária. O Fed deve se reunir nos dias 16 e 17 de junho, em ⁠uma reunião em que é quase certo que ​os formuladores de políticas manterão sua meta de taxa de juros entre 3,50% e 3,75%.

As autoridades estão tentando determinar se o salto nas pressões inflacionárias criado pela guerra dos EUA e Israel contra ​o Irã precisará ser moderado por uma política monetária mais rígida. Até o momento, as autoridades estão de acordo em manter as taxas estáveis enquanto ​esperam para ver como o ⁠conflito afetará as pressões sobre os preços no longo prazo.

Quanto mais tempo a guerra persistir, maior será a chance de ⁠a inflação, que já está acima da meta de 2% do Fed há anos, permanecer persistentemente alta.

Algumas autoridades do Fed começaram a especular que talvez seja necessário aumentar as taxas de juros ainda este ano se a inflação não começar a diminuir, e a pesquisa do Fed de Boston sugere que esse caminho pode não levar a um sofrimento notável no mercado de ​trabalho.



Veja matéria completa!

Categorias
matogrossodosul politica_ms

Henry Borel: Jairinho é condenado a 43 anos e Monique recebe perdão


O Tribunal do Júri do Rio condenou nesta quarta-feira (4) o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos. Os jurados o consideraram culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele durante o processo.

Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção, já considerada cumprida. Em relação à acusação de homicídio, os jurados desclassificaram o crime para homicídio culposo, e a juíza Elizabeth Machado Louro aplicou perdão judicial.

Ao longo das sessões, foram ouvidos delegados, médicos legistas, peritos, familiares, babás e os próprios réus.

Durante o julgamento, Monique acusou Jairinho pela primeira vez pela morte do filho. Em interrogatório, ela afirmou acreditar que o ex-vereador foi o responsável pelas agressões contra Henry. Na reta final do júri, nesta quarta-feira, Monique chorou diversas vezes durante as sustentações das partes.

Durante a acusação, o Ministério Público exibiu vídeos e imagens de Henry ao lado do pai, Leniel Borel, incluindo registros das últimas imagens da criança no parquinho de um condomínio durante o último fim de semana antes da morte.

Os promotores também exibiram imagens das câmeras de segurança do elevador do prédio, mostrando Henry no colo de Monique ao lado de Jairinho horas antes da morte, além de fotografias da perícia realizada no Instituto Médico-Legal.

Já na fase final da defesa, os advogados de Monique exibiram vídeos da criança com a mãe e sustentaram que ela teria sido vítima de violência de gênero e de um relacionamento abusivo.

O ex-vereador, por sua vez, negou as acusações. Após os debates entre acusação e defesa, o conselho de sentença se reuniu para votação dos quesitos. A decisão terminou com a condenação dos dois réus pela morte de Henry Borel.



Veja a matéria completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.