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Déficit comercial dos EUA cai 1,2% em abril, a US$ 55,88 bilhões


Exportações dos EUA avançaram 2,6% em abril ante março, a US$ 327,10 bilhões

O déficit comercial dos Estados Unidos caiu 1,2% em abril ante março, a US$ 55,88 bilhões, segundo dados publicados pelo Departamento do Comércio americano nesta terça-feira, 9. O resultado de abril veio praticamente em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet, de déficit de US$ 55,5 bilhões.

O saldo negativo da balança de março foi revisado para baixo, de US$ 60,31 bilhões para US$ 56,59 bilhões.

As exportações dos EUA avançaram 2,6% em abril ante março, a US$ 327,10 bilhões, enquanto as importações aumentaram 2%, a US$ 382,98 bilhões.



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Brasil abre 13 novos mercados para produtos do agronegócio

O MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) anunciou nesta terça-feira (9) a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais, após a conclusão de negociações sanitárias e fitossanitárias com países da América do Sul, América Central, África e com a União Econômica Euroasiática. Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.

Entre as autorizações obtidas estão a exportação de sêmen de pacu-caranha para a Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia, material genético bovino para El Salvador e Honduras, milho pipoca para o Equador e a República Dominicana, além de sementes de coco, mamona, maracujá e pimenta habanero para diferentes mercados da região.

Também foram liberadas as vendas de ovos férteis para a Nigéria e de farinhas, gorduras animais e hemoderivados destinados à alimentação animal para a Etiópia.

Um dos destaques é a autorização para exportação de castanha de caju para a União Econômica Euroasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia. Segundo o governo, o bloco importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano, com destaque para soja, carnes e café.

De acordo com nota conjunta do Ministério da Agricultura e do MRE (Ministério das Relações Exteriores), as novas habilitações ampliam as oportunidades para produtores e exportadores brasileiros, diversificando a pauta de produtos com acesso ao mercado internacional.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcança 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.

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Governo vai propor aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%


Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a proposta de resolução será submetida ao CNPE nos próximos 15 dias



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Maior risco para relação comercial Brasil-EUA é escalada de tarifas, diz JPMorgan


A economista-chefe do JPMorgan para o Brasil, Cassiana Fernandez, destacou nesta terça-feira, 9, que o maior risco para a relação do País com os Estados Unidos hoje seria uma possível retaliação brasileira às últimas tarifas comerciais impostas pelos americanos. Para ela, o Brasil deve se manter na mesa de negociação com o governo do presidente Donald Trump, mas a última coisa que o País precisa agora seriam novas tarifas de importação, que pressionariam ainda mais a inflação doméstica em um ambiente já bastante deteriorado.

“O maior risco que a gente tem hoje seria uma possível retaliação e escalada dessas tarifas”, disse ela, que participou do Seminário Econômico Brasil-EUA, organizado pelo Lide, em São Paulo. Além de economistas de instituições financeiras e ex-ministros de Estado, o evento contou com a participação do Cônsul-Geral dos EUA em São Paulo, Kevin Murakami.

Segundo Fernandez, a tarifa comercial dos EUA ao Brasil, na média ponderada, era de cerca de 11%. Esse número, segundo ela, subiria para 19%, caso o último anúncio do governo americano, de tarifas adicionais de 25% ao Brasil, se concretize.

“O mercado potencial é gigantesco para o Brasil aumentar as suas exportações para os EUA. A grande verdade é que hoje essas exportações são pequenas, e acabam não tendo um impacto muito relevante. Se a tarifa for de 10%, 25% ou 50%, vai ter impacto em cadeias específicas, e aqui não se trata de negligenciar o custo que isso pode ter para alguns setores. Mas o maior risco que vemos hoje é o da escalada e retaliações nessas tarifas”, reforçou a economista.

Para ela, o cenário entre Brasil e EUA hoje é de assimetria entre os dois principais canais econômicos, já que há, por um lado, pressão das tarifas comerciais, mas, pelo outro, forte fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (o IDP) dos EUA no Brasil. “É o investimento estrangeiro direto vindo dos Estados Unidos que sustenta uma boa parte da nossa capacidade produtiva e empregos qualificados”, mencionou ela. “A agenda Brasil-Estados Unidos, deve se focar em proteger o ambiente de investimento direto”, reforçou.

Segundo a economista, o IDP total recebido pelo Brasil neste ano deve somar 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Desse montante, cerca de 19% deve vir dos EUA, muito acima do investimento que vem da China que, nos cálculos do JPMorgan, chega a no máximo entre 7% e 8%.

“Acho que a gente deve focar também em proteger e atrair mais investimento direto. E para isso, precisamos de agenda regulatória confiável, previsibilidade e estabilidade macroeconômica.”



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Faep repudia bloqueio de quase metade dos recursos do seguro rural em 2026

O Sistema FAEP (Federação de Agricultura do Paraná) manifestou preocupação com o novo bloqueio previsto para o orçamento do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) em 2026. Segundo dados do Painel do Orçamento Federal, divulgados nesta terça-feira (9), o contingenciamento previsto é de R$ 461,7 milhões, o equivalente a 45,7% dos R$ 1,01 bilhão inicialmente destinados ao programa neste ano.

A entidade defende que o governo federal reverta imediatamente a medida para garantir previsibilidade e segurança aos produtores rurais que dependem do seguro para proteger a atividade contra perdas causadas por eventos climáticos.

De acordo com a FAEP, a redução dos recursos agrava um cenário já marcado por sucessivos cortes no programa. Em 2025, cerca de 42% do orçamento previsto para o PSR foi bloqueado. Já em 2024, a execução dos recursos ficou aproximadamente 40% abaixo do montante aprovado pelo Congresso Nacional.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a efetivação do bloqueio representaria um duro impacto para o setor agropecuário.

“Esperamos que o governo federal não efetive esse novo corte. Do contrário, será um golpe duro no produtor rural, que já enfrenta inúmeras dificuldades nas últimas temporadas”, afirma. “Especificamente no Paraná, o impacto seria enorme para a produção rural, já que somos o Estado que mais contrata o seguro rural no país”, acrescenta.

Os números reforçam a relevância do programa para os produtores paranaenses. Em 2025, o Estado registrou a contratação de 28,02 mil apólices, o equivalente a 43,7% de todos os contratos firmados por meio do PSR no Brasil, que somaram 64,17 mil apólices.

A entidade também chama atenção para a redução gradual da cobertura do seguro rural nos últimos anos. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que o número de apólices subvencionadas caiu de 82 mil em 2021 para 26 mil em 2025, uma retração de 68,3% em quatro anos.

No Paraná, a área segurada acompanhou essa tendência. Enquanto em 2021 mais de 3,8 milhões de hectares estavam protegidos pelo programa, em 2025 a cobertura recuou para 1,25 milhão de hectares, uma queda de 63,8%.

Segundo Meneguette, a diminuição da cobertura ocorre em um momento de maior exposição do setor às adversidades climáticas, aumentando os riscos para a produção agrícola.

“Essa redução drástica nas contratações coloca a atividade rural em risco no Paraná e no Brasil, em especial diante das recorrentes intempéries climáticas. Sem seguro, a produção de alimentos fica descoberta”, afirma. “Sem a subvenção, a conta não fecha e o agricultor acaba assumindo sozinho os prejuízos. Esse cenário precisa ser revisto”, conclui.

A preocupação do setor ocorre em meio ao bloqueio de recursos federais anunciado para 2026, que reduziu significativamente o orçamento disponível para o seguro rural, considerado uma das principais ferramentas de gestão de risco da agropecuária brasileira.

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Motta diz que Lula não respondeu sobre retirada da urgência do PL 6×1


Após cumprir acordo e aprovar a PEC do fim da escala 6×1, Câmara cobra retirada da urgência de projeto que trava a pauta da Câmara



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Instituições financeiras defendem BC e questionam decisões judiciais contra autarquia


Entidades que representam bancos, fintechs e empresas de pagamento saíram em defesa do Banco Central em nota conjunta divulgada nesta terça-feira e questionaram decisões judiciais que revertam o mérito de ações regulatórias da autoridade monetária. Para o setor, a substituição, pela via judicial, de avaliações técnico-prudenciais do BC pode gerar assimetria concorrencial e insegurança jurídica.

O documento é assinado por Abranet, Abecs, Abipag, ABBC, Febraban e Zetta. A manifestação ocorre em um momento em que instituições financeiras têm recorrido à Justiça para contestar decisões do BC relacionadas a autorizações de funcionamento, segundo uma fonte do setor.

No início do mês, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, disse esperar ações no Judiciário diante do endurecimento das exigências de capital mínimo para o funcionamento de instituições, mas afirmou preferir “ter centenas de processos judiciais e não abrir mão da segurança”.

Na nota, as entidades ressaltam que cabe ao Judiciário examinar a legalidade e a regularidade procedimental dos atos do regulador, mas defendem que a avaliação técnico-prudencial do Banco Central deve ser preservada para evitar instabilidade no sistema. “Ao permitir que participantes sem plena aderência aos requisitos regulatórios permaneçam ou ingressem no sistema, tais decisões podem aumentar riscos”, afirmam.

A defesa do BC ocorre em meio a investigações de fraudes relacionadas ao Banco Master, suspeitas de uso de fintechs para lavagem de dinheiro por organizações criminosas e problemas em instituições de pagamento que provocaram ataques ao Pix. Diante desse cenário, o Banco Central implementou uma série de regras mais duras para o funcionamento do mercado financeiro.

Entre as medidas, foram ampliados os requisitos para autorização, com critérios mais rigorosos de governança e exigências mais duras de capital e patrimônio. Em maio, o BC informou que as novas definições de capital mínimo devem provocar o desenquadramento de 339 instituições já em julho deste ano. Com a implementação gradual das exigências, esse número pode chegar a 679 em janeiro de 2028.

Na avaliação das entidades, as mudanças não representam obstáculo à inovação. “Ao contrário, são condições para que a inovação ocorra em bases sustentáveis e confiáveis”, diz a nota.



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Governo bloqueia metade do valor do seguro rural em 2026

O governo federal bloqueou R$ 461,7 milhões destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), segundo dados do Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento). O valor faz parte de uma contenção total R$ 1,01 bilhão aplicada ao orçamento do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Os números mostram que o seguro rural concentra 45,7% de todo o contingenciamento realizado na pasta, tornando-se a ação mais afetada pelo ajuste fiscal promovido pela equipe econômica.

De acordo com o Siop, os R$ 461,7 milhões contingenciados estão vinculados à ação “Concessão de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural”. O restante da contenção atinge programas de fomento ao setor agropecuário, pesquisa e desenvolvimento tecnológico, além de ações ligadas à Embrapa.

O seguro rural é considerado uma ferramenta estratégica para proteger produtores contra perdas provocadas por eventos climáticos extremos, como secas, enchentes, geadas e tempestades. Por meio do programa, o governo subsidia parte do custo das apólices contratadas pelos produtores.

O bloqueio ocorre em meio às medidas adotadas pelo governo para cumprir as metas fiscais previstas para 2026. A equipe econômica tem promovido contingenciamentos em diferentes áreas do Orçamento para adequar as despesas aos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.

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Bem posicionado nas discussões geoeconômicas mundiais, MS cria ambiente positivo de negócios


O governador Eduardo Riedel participou nesta terça-feira (9) de seminário sobre a Nova Geoeconomia Mundial, em São Paulo. Durante o evento destacou que Mato Grosso do Sul está no coração das principais discussões internacionais, entre elas segurança alimentar, sustentabilidade e transição energética. Bem posicionado e com ambiente positivo de negócios, consegue atrair grandes investimentos privados, que geram empregos, aumento de renda e novas oportunidades à população.

“Mato Grosso do Sul está no coração desta discussão. Tudo que estamos vendo aqui sobre geopolítica e comércio, estamos bem organizados. Gerando prosperidade, com um crescimento extremamente vigoroso, que depende das relações internacionais entre os mercados para continuarmos atraindo investimento, gerando oportunidades de empregos e renda”, descreveu.

Riedel ponderou que para criar este ambiente positivo de desenvolvimento o Estado está fazendo sua parte, com investimentos públicos em educação, preparação e qualificação profissional, assim como na infraestrutura e logística.

“Desta forma seremos mais competitivos. Importante participar destas discussões diretamente com quem está realizando estes negócios, sentando com as grandes empresas presentes no Estado, ou com aquelas que querem vir para cá. Excelente oportunidade, colocando toda (discussão) geopolítica na mesa e assim sabermos como a gente se posiciona”.

Governador Eduardo Riedel participou de seminário em São Paulo sobre geoeconomia

O governador ainda lembrou que o foco da gestão estadual é promover discussões e desenvolver projetos que possam trazer resultados diretos às pessoas. “Muitos estão atrás de oportunidades de qualidade. Nossas políticas públicas precisamos entregar resultados à sociedade. Precisamos agir de forma estratégica e com equilíbrio em busca de desenvolvimento”.

Ainda citou que a segurança pública do Estado é fator determinante para atração de novos investimentos. “Sempre fomos intolerantes ao crime organizado e ainda atuamos como escudo do Brasil na entrada de ilícitos como armas e drogas. Fazemos este combate de forma efetiva para manter a segurança e a ordem”.

Seminário

O governador participou deste debate (geoeconomia) no o primeiro encontro da trilha “Diálogos em Movimento”, promovido pelo instituto Diálogos. O evento reuniu autoridades, analistas internacionais, empresários e formadores de opinião para discutir cenários econômicos, transações comerciais e realinhamentos geopolíticos que influenciam o Brasil e a Ásia, EUA e blocos regionais.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Chaves/Secom-MS



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Silveira diz que etanol não está em negociação com EUA por tarifaço


Afirmação do ministro de Minas e Energia contradiz a feita por Dario Durigan, que citou o etanol como exemplo de tema que pode ser negociado



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