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Investimentos em pesquisa ajudam a elevar produtividade e competitividade do agro de MS – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


A pesquisa agropecuária tem desempenhado papel estratégico no avanço da produtividade agrícola de Mato Grosso do Sul. Com atuação concentrada na região nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para desenvolver tecnologias voltadas às culturas de soja, milho e algodão, entre outras.

Prestes a completar 29 anos de atuação, a Fundação Chapadão atende atualmente municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, além de expandir projetos para novas regiões do norte sul-mato-grossense.

O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, avalia que a região norte de Mato Grosso do Sul possui características climáticas que favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, o que deve manter essas atividades como prioridade das pesquisas nos próximos anos.

Segundo ele, a estabilidade climática local proporciona condições favoráveis para a produção agrícola, reduzindo os impactos de veranicos observados com maior frequência em outras regiões do Estado e do País.

Henrichsen avalia que a região norte de Mato Grosso do Sul possui características climáticas que favorecem as culturas de soja e milho

“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.

Henrichsen destaca, porém, que a expansão da cana-de-açúcar merece atenção crescente dos pesquisadores, especialmente em áreas consideradas mais marginais para a produção de grãos. De acordo com ele, o avanço da atividade e a presença de usinas na região indicam a necessidade de ampliar estudos voltados à cultura.

“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico. É uma área que pode receber mais atenção da pesquisa nos próximos anos”, ressalta.

Já segundo o diretor-executivo da Fundação Chapadão, André Bartolomeu Piesanti, explica que a instituição surgiu a partir de uma demanda dos próprios produtores rurais, que enfrentavam sérios problemas com nematoides, pragas que comprometiam a viabilidade econômica das lavouras de soja na década de 1990.

“A Fundação nasceu da necessidade de manejar um problema que estava inviabilizando o cultivo de soja na região. Um grupo de produtores se reuniu para fomentar a pesquisa científica e, desde então, construímos uma trajetória baseada em parcerias com a Embrapa, municípios e o Governo do Estado”, frisa.

A validação regional das novas variedades é fundamental para orientar os produtores

Hoje, a instituição desenvolve pesquisas atingindo uma área de atuação em mais de 500 mil hectares de áreas agrícolas, com foco na validação de novas cultivares, manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo, nutrição vegetal, sementes, nematoides e tecnologias voltadas à mitigação dos efeitos climáticos sobre as lavouras.

De acordo com Piesanti, a validação regional das novas variedades é fundamental para orientar os produtores sobre o potencial produtivo de cada material e sua adaptação às condições locais.

“A cada ano surgem novos materiais genéticos no mercado e eles precisam ser avaliados na nossa região. Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima. Essas informações servem para nortear a tomada de decisão do produtor na safra seguinte”, explica.

O presidente Henrichsen também cita outras cadeias produtivas com potencial de desenvolvimento regional, como os citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba. Apesar disso, acredita que a principal demanda continuará concentrada no aperfeiçoamento das tecnologias voltadas às grandes culturas agrícolas.

“Novas tecnologias surgem todos os anos. Sempre haverá necessidade de pesquisas relacionadas a cultivares, produtividade, manejo e controle de plantas daninhas. Esse continuará sendo o grande foco da pesquisa agropecuária regional”, conclui.

A Fundação conta atualmente com sete pesquisadores e laboratórios especializados em fitopatologia, entomologia, nematologia, herbologia, análise de sementes, genética e fertilidade do solo. Os estudos abrangem desde o controle biológico de pragas até a avaliação da eficiência de produtos utilizados nas lavouras.

A Fundação Chapadão desenvolve pesquisas atingindo uma área de atuação em mais de 500 mil hectares

Para o diretor Piesanti, o avanço da produtividade agrícola registrado nos últimos anos está diretamente relacionado aos investimentos em ciência e inovação. Ele destaca que o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio de órgãos de fomento à pesquisa, tem sido decisivo para o desenvolvimento de novas tecnologias no campo.

“O Estado tem incentivado a pesquisa científica e isso é fundamental para o desenvolvimento do agro. O aumento da produtividade que observamos ao longo dos anos tem tecnologia e pesquisa envolvidas. São ferramentas que ajudam o produtor a produzir mais, com maior eficiência e sustentabilidade”, ressalta.

Piesanti estima que parfa a safra 2026/2027, o valor investido será de aproximadamente R$ 2,7 milhões

Piesanti também chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela dependência brasileira de insumos importados, como fertilizantes e matérias-primas para defensivos agrícolas.

“Precisamos buscar alternativas que reduzam essa dependência externa. Conflitos internacionais e oscilações de mercado impactam diretamente os custos de produção. A pesquisa tem papel fundamental na busca por novas ferramentas que tornem o setor mais competitivo e sustentável”, diz.

Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental passou a ocupar posição central nas pesquisas desenvolvidas pela Fundação. Segundo o diretor, os mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas na produção agrícola.

“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto. No caso do algodão, por exemplo, existe rastreabilidade total. É possível identificar a fazenda e até o lote de origem da produção. Isso mostra que produtividade e sustentabilidade precisam caminhar juntas”, observa.

A parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Fundação Chapadão também se traduz em investimentos diretos para a manutenção das atividades de pesquisa desenvolvidas pela instituição. 

Segundo o diretor-executivo da Fundação Chapadão, André Bartolomeu Piesanti, os recursos estaduais são destinados principalmente ao custeio dos experimentos e à aquisição de insumos utilizados nos trabalhos de campo.

De acordo com ele, a Fundação recebeu cerca de R$ 2,5 milhões por safra agrícola nos anos de 2023 e 2024. Em 2024/2025, o aporte foi ampliado para R$ 3,7 milhões. Para a safra 2026/2027, o valor previsto é de aproximadamente R$ 2,7 milhões.

Cultivo de girassol nas proximidades de Chapadão do Sul, cultura que já integrou pesquisas da Fundação (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

“Esse recurso é fundamental para a aquisição de materiais de consumo, defensivos, insumos e ferramentas necessárias para sustentar todo o trabalho de pesquisa desenvolvido pela Fundação. É um apoio importante para que possamos continuar entregando tecnologias e informações aos produtores”,sinaliza.

Outro tema destacado por Piesanti é o avanço da inteligência artificial no agronegócio. Segundo ele, a tecnologia já está presente em diversas etapas da produção rural e tende a ganhar espaço também nas atividades de pesquisa.

“A inteligência artificial veio para ficar. Ela já está sendo utilizada no monitoramento das lavouras, na mecanização, na aplicação de produtos e na análise de informações geradas no campo. O grande diferencial é a capacidade de transformar um enorme volume de dados em informações úteis para a tomada de decisão do produtor”, explica.

Embora ainda não possua uma estrutura específica voltada à inteligência artificial, a Fundação Chapadão busca parcerias para incorporar a tecnologia aos seus processos de pesquisa e análise de dados.

“A IA pode ajudar a prever cenários, identificar riscos e apontar alternativas para mitigar problemas antes que eles aconteçam. Estamos acompanhando esse movimento e buscando formas de trazer essa tecnologia para dentro da Fundação”, destaca.

Piesanti também avalia de forma positiva as iniciativas do Governo do Estado voltadas à transformação digital no campo, como o lançamento do programa de conectividade rural e as parcerias para ampliação do uso de inteligência artificial em diferentes áreas.

“São ferramentas que contribuem para levar mais informação, tecnologia e eficiência ao produtor rural. O acesso a dados e à conectividade será cada vez mais importante para a competitividade do agronegócio”, pondera.

Para o diretor-presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Cristiano Marcelo Espínola Carvalho, as fundações de pesquisa têm apresentado resultados significativos para o fortalecimento da produção agropecuária no Estado.

“Os resultados que temos acompanhado, demonstram que os produtores de Mato Grosso do Sul contam com uma base sólida de pesquisas que valida as novas tecnologias apresentadas ao mercado. Isso nos dá muito mais segurança para absorver essas inovações, porque elas são testadas e validadas dentro do próprio Estado. Temos observado o quanto os agricultores sul-mato-grossenses têm se beneficiado desse processo. Por isso, ficamos muito satisfeitos em apoiar pesquisas que são desenvolvidas e apresentadas aos nossos produtores, contribuindo para uma agropecuária cada vez mais eficiente, competitiva e alinhada às características de cada região do Estado”, observa o dirigente.

IA, genética e diversificação ampliam alcance das pesquisas no campo.

O engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, que atua na Fundação Chapadão, destaca que a inteligência artificial já começa a transformar a pesquisa agropecuária ao permitir análises mais rápidas e precisas de grandes volumes de dados. Segundo ele, a tecnologia auxilia desde a interpretação de imagens de satélite até a predição de produtividade das lavouras com base em informações históricas sobre cultivares, ciclos produtivos e desempenho das safras anteriores.

“A inteligência artificial nos ajuda a transformar um banco de dados robusto em informações mais claras e objetivas para o produtor rural, facilitando a tomada de decisão no campo”, afirma.

Responsável pela área de genética, Abrantes explica que a pesquisa desenvolvida pela instituição avalia tanto materiais já disponíveis comercialmente quanto novas cultivares em fase de desenvolvimento. O objetivo é identificar quais variedades apresentam melhor adaptação às condições de solo e clima da região.

Antes de serem recomendados aos produtores, os materiais passam por uma série de avaliações relacionadas à resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico, porte das plantas, arquitetura vegetal e potencial produtivo. Segundo o pesquisador, um mesmo material pode apresentar comportamentos distintos dependendo do ambiente de cultivo.

“Não avaliamos apenas a produtividade. Estudamos o comportamento da planta, sua adaptação às diferentes regiões e sua resposta às condições climáticas para garantir maior segurança ao produtor”, pondera.

Segundo a agrônoma Aniele Versotto, os laboratórios da Fundação realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos que garantem a eficiência no campo (Foto: Fundação Chapadão)

As pesquisas abrangem uma extensa área agrícola do norte de Mato Grosso do Sul, alcançando municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora, com impacto direto em mais de 600 mil hectares cultivados.

Abrantes ainda destaca o interesse crescente por culturas alternativas. Embora a carinata tenha despertado atenção por seu potencial na produção de biocombustíveis sustentáveis, ainda não existe uma demanda consolidada por pesquisas sobre a cultura na região. Já o amendoim vem apresentando crescimento expressivo e passou a demandar maior atenção dos pesquisadores.

Outro ponto é a preocupação em levar conhecimento também aos pequenos produtores e agricultores familiares. Segundo ele, os resultados das pesquisas contemplam sistemas de integração lavoura-pecuária, produção de silagem, formação de pastagens e alternativas de diversificação agrícola.

“Nosso trabalho busca atender toda a cadeia produtiva. Além das grandes culturas, também desenvolvemos pesquisas que podem ampliar as oportunidades e a diversificação das pequenas propriedades rurais”.

Laboratórios garantem diagnóstico, controle biológico e suporte às pesquisas agrícolas

A engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, da Fundação Chapadão, ressalta a importância da estrutura laboratorial para o desenvolvimento das pesquisas e para o atendimento aos produtores rurais da região. Segundo ela, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças em lavouras, análises de produtos biológicos e testes que ajudam a garantir a eficiência das tecnologias utilizadas no campo.

Aniele ressalta ainda que a manutenção da estrutura laboratorial exige investimentos contínuos

“Quando o produtor identifica algum problema na lavoura, ele traz a amostra para que possamos fazer o diagnóstico e identificar exatamente o que está acontecendo. Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.

Entre os trabalhos realizados está a análise da viabilidade de produtos biológicos à base de fungos e bactérias utilizados no controle de pragas e doenças. Os pesquisadores verificam se os microrganismos permanecem vivos e em condições adequadas após o transporte e armazenamento, garantindo que o produto mantenha sua eficácia quando chegar ao campo.“São organismos vivos que passam por um longo processo até chegar ao produtor. Nós avaliamos se a espécie informada pelo fabricante está realmente presente e se continua viável para cumprir a função proposta”.

Aniele ressalta ainda que a manutenção da estrutura laboratorial exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, tornando o apoio institucional essencial para a continuidade dos trabalhos científicos.

“A pesquisa tem um custo elevado. Sem o apoio de parceiros e dos investimentos realizados pelo Governo do Estado, seria muito difícil manter toda essa estrutura funcionando apenas com recursos dos produtores”, destacou.

Os laboratórios da Fundação contam com equipamentos especializados para processamento de amostras, esterilização de materiais e análises microbiológicas, permitindo que as pesquisas sejam conduzidas em ambiente controlado e com elevado rigor científico.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Jalles Machado prevê moagem de cana 10% maior na safra 2026/27

A Jalles Machado projeta processar 7,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, volume 10,2% superior ao registrado na temporada anterior, quando a moagem somou 7,076 milhões de toneladas.

A expectativa da companhia é de recuperação da produtividade agrícola e maior utilização da capacidade industrial ao longo do próximo ciclo.

Segundo a informação divulgado ao mercado por meio da CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a taxa de ocupação das unidades industriais deve atingir 86,7%, ante 78,6% observados na safra 2025/26.

A produtividade média dos canaviais, medida em toneladas de cana por hectare, está estimada em 80,4 de tonelada por hectare, avanço de 8% na comparação anual.

O maior avanço de produtividade é esperado para a unidade Santa Vitória, localizada em Minas Gerais, que deve alcançar 70,4 toneladas de cana por hectare, crescimento de 18,2% em relação à safra anterior.

Já as unidades Jalles Machado e Otávio Lage, ambas situadas em Goiás, projetam produtividades de 85,7 e 86,2  toneladas de cana por hectare, respectivamente.

A estratégia da companhia para a próxima safra também prevê maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol. O biocombustível deve representar 59% do mix industrial, acima dos 53,6% registrados na temporada passada.

Com isso, a produção de etanol está projetada em 372 mil metros cúbicos, crescimento de 18% frente à safra anterior.

Em contrapartida, a participação do açúcar deve recuar de 46,4% para 41%. A fabricação de açúcar deve totalizar 418,1 mil toneladas, volume 4,2% inferior ao registrado em 2025/26.

A empresa também estima ATR (Açúcar Total Recuperável) médio de 137,1 quilos por tonelada de cana, redução de 1,6% em relação aos 139,3 kg/t apurados na safra passada.

Na frente de investimentos, a Jalles prevê desembolsar R$ 610,3 milhões na safra 2026/27, valor 9,8% menor que o realizado no ciclo anterior. Somados aos investimentos em tratos culturais, os aportes totais devem alcançar R$ 1,087 bilhão, redução de 5% na comparação anual.

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Pilgrim’s vê segundo semestre de 2026 mais favorável para o frango nos EUA

A Pilgrim’s Pride Corporation, controlada pela JBS, projeta uma melhora do mercado de carne de frango nos Estados Unidos no segundo semestre de 2026. Após um início de ano marcado por excesso de oferta e pressão sobre os preços, a companhia aposta em um melhor equilíbrio entre oferta e demanda para sustentar a recuperação das margens do setor.

A Pilgrim’s destaca que a recuperação do mercado de frango no segundo semestre deve ser impulsionada, em grande parte, pelo consumo em restaurantes e contribuir para a redução da oferta no mercado.

Segundo a análise do BMO Capital Markets, a indústria iniciou 2026 com crescimento da produção próximo de 4%, ritmo superior ao avanço do consumo. O descompasso pressionou as cotações da proteína para as indústrias americanas.

Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que o aumento da oferta de carne de frango neste ano foi impulsionado pela expansão dos alojamentos e do volume de abates. Entre os produtos mais afetados pelo excesso de oferta estiveram o peito e as asas de frango, que registraram desempenho abaixo das expectativas do mercado.

A companhia vai ampliar os investimentos em alimentos prontos e produtos totalmente cozidos, segmentos que apresentam maior valor agregado.

A empresa trabalha com a meta de capturar cerca de US$ 200 milhões por ano em ganhos operacionais. Entre os principais projetos está a nova unidade de alimentos preparados na Geórgia, que dará suporte à expansão da marca Just Bare. Em apenas três anos, a participação de mercado da marca avançou de 1% para 13%.

A estratégia também inclui a duplicação da capacidade de produção de alimentos totalmente cozidos no México e a ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado no Reino Unido.

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Festival de Inverno de Bonito 2026 anuncia grandes shows nacionais e reforça valorização da cultura sul-mato-grossense


De 26 a 30 de agosto de 2026, a cidade de Bonito volta a ser palco de um dos mais importantes eventos culturais do Centro-Oeste brasileiro. O Festival de Inverno de Bonito chega à sua nova edição reunindo música, artes visuais, dança, teatro, artesanato, cinema e diversas manifestações artísticas que celebram a diversidade cultural de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Com uma programação que integra arte, território, memória e identidade, o festival apresenta uma proposta inspirada na ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta em diferentes linguagens, conectando pessoas, histórias e experiências. A identidade visual desta edição tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave emblemática de Bonito, reforçando a relação entre cultura, natureza e pertencimento.

Entre as atrações nacionais já confirmadas estão o cantor Ferrugem, que sobe ao palco no dia 27 de agosto; o fenômeno Leo Foguete, no dia 28; e o cantor, compositor e ator Seu Jorge, no dia 29 de agosto.

Além dos grandes shows, o público poderá prestigiar uma ampla programação cultural gratuita, com apresentações de dança, espetáculos teatrais, exposições de artes visuais, feira de artesanato, atividades formativas e uma edição especial do Cine Câmara, ampliando o diálogo entre o audiovisual e a comunidade.

A valorização da produção artística sul-mato-grossense seguirá como uma das marcas do festival. Nos próximos dias, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, lançará o edital para seleção das atrações regionais que integrarão a programação, garantindo espaço para artistas, grupos e coletivos culturais de todas as regiões do Estado.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a expectativa é de uma edição histórica, “o Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso Estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul.”

O prefeito de Bonito também destaca a importância do evento para o município, “Bonito tem uma vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro, e o Festival de Inverno fortalece ainda mais essa identidade. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade.”

Realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura, em parceria com a Prefeitura de Bonito, o Festival de Inverno de Bonito 2026 promete transformar a cidade em um grande palco de encontros, celebrando a riqueza cultural brasileira em um dos destinos turísticos mais admirados do país.

Mais informações, programação completa e atualizações sobre os editais estarão disponíveis em mscultural.ms.gov.br⁠.

Ana Ostapenko, Comunicação Setesc
Fotos: Arquivo



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economia

Desequilíbrio econômico da China se agrava com 1ª queda no varejo em mais de 3 anos


PEQUIM, 16 Jun (Reuters) – A economia da China apresentou um desequilíbrio crescente ⁠em maio, com as vendas no varejo caindo pela primeira vez em mais de ‌três anos e o investimento em queda, enquanto a produção industrial ganhou ritmo.

Dados oficiais divulgados nesta terça-feira destacaram um padrão de crescimento em duas velocidades na segunda maior economia do ‌mundo, com as fábricas impulsionadas por exportações surpreendentemente resilientes, mas a demanda interna enfraquecendo em meio a uma recessão de vários anos no mercado imobiliário.

As vendas no varejo, um importante indicador do consumo, caíram 0,6% em maio em relação ao ano anterior, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas, revertendo o aumento de 0,2% registrado em abril e contra estimativa de estabilidade em pesquisa da ⁠Reuters. ‌Foi a primeira queda mensal desde dezembro de 2022.

A fragilidade ficou evidente no setor automotivo. ⁠A desaceleração nas vendas domésticas de automóveis se estendeu pelo oitavo mês consecutivo em maio, ressaltando o enfraquecimento da demanda no maior mercado automotivo do mundo, onde a pressão provavelmente persistirá pelo resto do ano.

Os gastos dos viajantes durante o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho em maio foram moderados, e o impacto do programa governamental ​de troca de bens de consumo está diminuindo. Uma base elevada em relação a maio do ano passado também contribuiu para o declínio.

Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, disse ​que os dados fracos das vendas no varejo pressionam o governo a considerar medidas para estabilizar o consumo. “Ainda espero que haja um ‘ajuste fino’ na política monetária em julho, após a divulgação dos dados do PIB do segundo trimestre.”

Em contrapartida, a produção industrial cresceu 4,5% em maio em relação ao ano anterior, acelerando ante a taxa de 4,1% em abril e superando ‌as expectativas de um aumento de 4,3%.

Um aumento no investimento global ​em IA e na demanda por tecnologias relacionadas ajudou o maior fabricante do mundo a compensar o impacto nas exportações que muitos esperavam devido à guerra com o Irã. A produção industrial de alta tecnologia da China cresceu ⁠15,1% em maio.

O consumo de serviços ​cresceu 5,4% no período ​de janeiro a maio, muito melhor do que as vendas de bens e tornando-se um motor crescente do consumo das ⁠famílias, mas também desacelerou em relação aos 5,6% registrados ​nos primeiros quatro meses.

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Os dados sobre investimentos também foram muito mais fracos do que o esperado. O investimento em ativos fixos caiu 4,1% nos primeiros cinco meses de 2026, após um declínio de 1,6% entre ​janeiro e abril. Economistas esperavam queda de 2%.

O porta-voz do escritório de estatísticas, Fu Linghui, disse que a queda se deveu, em parte, às altas temperaturas ​e às chuvas intensas em ⁠algumas regiões, bem como à transição de antigos para novos motores de crescimento.

A China ainda tem ampla margem para investimentos no ⁠futuro, com a nova urbanização, a revitalização rural, o desenvolvimento de “novas forças produtivas de qualidade” e melhorias nos serviços públicos, todos necessitando de apoio, acrescentou Fu.

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O investimento imobiliário ampliou sua queda nos primeiros cinco meses, caindo 16,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, após uma queda de 13,7% entre janeiro e abril. As vendas de imóveis e as novas construções também registraram quedas mais ​acentuadas.



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Soja sobe mais de 1% em Chicago com rumores de compras da China

A soja encerrou o pregão desta terça-feira (16) em alta na Bolsa de Chicago, impulsionada por rumores de demanda chinesa pela oleaginosa dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em novembro avançou 1,04% e fechou cotado a US$ 11,46 por bushel.

Segundo o portal Successful Farming, a recuperação dos preços foi motivada por informações de mercado indicando que a Sinograin, estatal chinesa responsável pela gestão de reservas estratégicas, estaria interessada na compra de soja norte-americana para embarques entre outubro deste ano e março de 2027.

O movimento trouxe suporte às cotações em Chicago ao sinalizar uma possível retomada da demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos. Ainda de acordo com a publicação, a soja brasileira segue mais cara em relação ao mesmo período do ano passado, mas permanece competitiva frente às ofertas americanas nos portos do Golfo do México.

A expectativa de novos negócios internacionais contribuiu para fortalecer o mercado ao longo da sessão, garantindo ganhos superiores a 1% para os contratos futuros da oleaginosa.

Milho

O contrato futuro do milho encerrou com leve valorização na Bolsa de Chicago. O vencimento para entrega em dezembro avançou 0,17%, fechando cotado a US$ 4,42 por bushel.

De acordo com a análise da Farm Futures, o mercado segue atento às projeções climáticas e à possibilidade de ocorrência de um “Super El Niño”. Segundo o analista de grãos Bryce Knorr, o fenômeno foi registrado apenas cinco vezes desde 1950 e costuma estar associado a safras acima da média nos Estados Unidos, embora essa relação não ocorra em todos os episódios.

Além das condições climáticas, outros fatores continuam influenciando a formação dos preços no mercado internacional. Entre eles estão as tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo e os sinais de desaceleração da economia chinesa, que mantêm os investidores cautelosos.

Com isso, o milho sustentou ganhos moderados na sessão, refletindo a combinação entre expectativas para a produção norte-americana e as incertezas que seguem presentes no cenário global.

Trigo

No caso do trigo, o vencimento para setembro registrou valorização de 0,62%, encerrando o dia cotado a US$ 6,04 por bushel.

Segundo a Farm Futures, os investidores acompanharam a evolução dos estoques de trigo da Índia, que alcançaram 53,41 milhões de toneladas em 1º de junho, o maior volume desde 2021. O montante supera com folga a meta estabelecida pelo governo indiano, de 27,6 milhões de toneladas.

O forte crescimento das reservas foi impulsionado pelas aquisições realizadas pelo governo local, que somaram cerca de 35 milhões de toneladas. Com os armazéns abastecidos, cresce a expectativa de que a Índia amplie a liberação de estoques para o mercado interno, em uma estratégia para conter a inflação dos alimentos.

A medida é acompanhada de perto pelos agentes do mercado global, já que a Índia é considerada uma concorrente do trigo norte-americano no comércio internacional. O aumento da disponibilidade do cereal no país asiático pode influenciar o fluxo global de oferta e demanda nos próximos meses.

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economia

Uma minoria de membros do Fed pode prever uma alta dos juros; Warsh é incógnita


WASHINGTON, 16 Jun (Reuters) – Projeções das autoridades monetárias do Federal ⁠Reserve que serão divulgadas na quarta-feira devem mostrar que a maioria acredita agora que será ⁠necessário manter as taxas básica de juros dos EUA inalteradas ao longo do ano, mas um pequeno número parece ‌estar considerando uma alta de juros para impedir que um pico de inflação se consolide na economia.

Os ajustes previstos no chamado “gráfico de pontos” do Fed marcariam uma mudança para uma postura mais restritiva em relação à posição dos dirigentes do Fed há ‌apenas três meses. Eles também representam um desafio de comunicação particularmente complexo para o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, conforme os ganhos no mercado de trabalho acima do esperado nos últimos meses e a inflação em alta desde o início da guerra no Irã mudaram o foco das discussões, passando da questão de se deveria haver um corte para a possibilidade de um aumento.

O presidente Donald Trump escolheu Warsh para substituir Jerome Powell com a expectativa explícita de que seu novo chefe do Fed reduzisse as taxas de ⁠juros. Warsh ‌apresentou alguns argumentos a favor do corte das taxas, incluindo o que ele considera ser o impacto desinflacionário da IA, mas ⁠também afirmou não ter feito promessas e disse aos parlamentares em sua audiência de confirmação que não acredita em dar qualquer orientação.

A maior dúvida sobre as projeções do Fed para junho é o que o próprio Warsh irá estimar — se, de fato, ele for estimar alguma coisa.

“Pode ser que o presidente Warsh simplesmente decida não participar como forma de sinalizar o pouco valor que dá a esse exercício”, escreveu o economista-chefe do Regions Bank, Richard Moody, na semana passada.

Economistas da TD ​Securities esperam que Warsh omita seu próprio ponto como “uma forma mais deliberada de minimizar qualquer mensagem ‘hawkish’ que possa decorrer do gráfico de pontos de junho”.

Outros analistas esperam que Warsh participe, mas que inicie uma revisão das comunicações do Fed que ​poderia significar o fim definitivo do gráfico de pontos, publicado trimestralmente desde 2012 e geralmente considerado uma indicação útil de para onde os 19 formuladores de política monetária do Fed veem as taxas de juros indo.

“Esperamos que Warsh apresente suas próprias projeções”, argumentou Michael Feroli, economista-chefe para os EUA do JPMorgan. “Não fazê-lo pareceria uma dissidência rancorosa contra seu próprio comitê.”

Pode ser que Warsh, no cargo há apenas três semanas, simplesmente alegue que precisa de mais tempo para se adaptar antes de participar das previsões. Além disso, ‌apresentar um ponto poderia representar outro risco para ele: poderia revelar que ele não ​é nem de longe tão ‘dovish’ (com postura que favorece o estímulo econômico) quanto Trump gostaria.

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Stephen Miran, em seu breve mandato como diretor do Fed nomeado por Trump no ano passado, apresentou consistentemente projeções de taxas que eram as mais baixas — por sua própria admissão — entre todos os formuladores de política monetária. Com Miran ⁠agora fora do cargo para dar lugar a Warsh ​no conselho do Fed, sua previsão ​baixa desaparecerá do cenário, e a ausência de um ponto comparativamente baixo em seu lugar revelaria Warsh como mais ‘hawkish’ (duro com a inflação).

‘Andar numa linha muito tênue’

Em março, ⁠a maioria dos banqueiros centrais dos EUA achava que o Fed provavelmente ​acabaria reduzindo as taxas até o final do ano, seja porque a inflação estava recuando, o mercado de trabalho estava enfraquecendo, ou ambos. Apenas um formulador de política monetária havia previsto um aumento nas taxas, e isso era para 2027, não para 2026.

Na quarta-feira, espera-se que os banqueiros centrais ​mantenham a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% e alterem sua declaração pós-reunião para que ela não sugira mais que o próximo passo do Fed, quando ocorrer, será um corte nas taxas. Uma ​tendência de alta nas projeções da trajetória ⁠das taxas no gráfico de pontos ressaltaria a nova abertura do comitê a um aumento nas taxas, mesmo que a maioria ainda não o espere.

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“Acreditamos que o debate dentro ⁠do FOMC agora gira em torno de se uma manutenção prolongada da política monetária seria suficiente para estabilizar a inflação ou se, ao contrário, seria necessário aumentar as taxas”, escreveram economistas do BNP Paribas na semana passada.

O Fed também publicará projeções para o mercado de trabalho e a inflação que podem refletir um maior otimismo dos formuladores de política monetária em relação aos empregos e um maior pessimismo em relação aos preços do que o sinalizado em março, visões que dariam alguma justificativa para o que se espera ser um gráfico de pontos ​alterado.



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economia

IGP-10 tem queda inesperada em junho com deflação nos preços ao produtor, mostra FGV


SÃO PAULO, 16 Jun (Reuters) – ⁠O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) ⁠registrou queda inesperada de 0,30% em junho, depois ‌de ter avançado 0,89% no mês anterior, influenciado principalmente pela deflação nos preços ao ‌produtor.

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 2,15%, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A expectativa em pesquisa da Reuters ⁠era ‌de alta de 0,34% no mês.

O Índice ⁠de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,71% em junho, depois ​de avançar 0,95% no mês anterior.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, destacaram-se quedas ​dos preços de commodities relevantes como café, cana-de-açúcar e combustíveis, ‘refletindo um cenário de acomodação nos preços internacionais e normalização de oferta’.

‘Por outro lado, houve pressões pontuais de alta ‌em itens agrícolas como batata-inglesa ​e feijão, associadas a fatores sazonais de oferta’, completou.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do ⁠índice geral, ​registrou alta ​de 0,56% no mês, depois de aumento de 0,68% em ⁠maio.

O resultado do IPC ​se deu com a desaceleração de combustíveis, apesar de aumentos em alimentos in natura e tarifas ​de energia, de acordo com Dias.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por ​sua vez, subiu ⁠0,92% em junho, depois de uma alta de 0,86% em ⁠maio.

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O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo ​Simões)



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Com resultados positivos à população, MS se torna referência nas parcerias com a iniciativa privada


Destaque nacional, Mato Grosso do Sul se tornou referência na realização de PPPs (Parcerias Públicas-Privadas) com benefícios diretos à população, em áreas como saneamento, infraestrutura e saúde. Estes exemplos de sucesso foram apresentados nesta terça-feira (16), durante a abertura da Reunião Estratégica Regional P3C, sediada em Campo Grande.

Na abertura do evento, o governador afirmou que este modelo de parceria com a iniciativa privada faz parte da estratégia de desenvolvimento do Estado. “Nós não conseguimos enxergar um outro caminho senão estabelecendo uma estrutura robusta de realizar parcerias com capital privado dentro dessa equação. Assim entregamos o melhor resultado possível na política pública, no campo financeiro e nas entregas ao cidadão”.

Governador Eduardo Riedel durante discurso na Reunião Estratégica Regional P3C

Riedel lembrou que Mato Grosso do Sul construiu um ambiente positivo de negócios, para atrair grandes empresas, gerar empregos e oportunidades às pessoas, com investimentos importantes na infraestrutura e logística, assim como saneamento e saúde. Apesar dos grandes investimentos públicos, o modelo de PPP também faz parte deste pacote.

“Temos que citar estes exemplos de sucesso como no saneamento, que chegamos a 77% de cobertura no Estado e vamos universalizar até o final de 2027, devido este modelo (PPP). Assim como melhores condições em rodovias como a MS-306, MS-112 e a nova Rota da Celulose, caminhando para mudar o perfil logístico e a competitividade do Estado. A saúde também já usamos (modelo) para trazer benefícios à população”.

Evento que discute projetos de PPP e concessões ocorre no Bioparque Pantanal

Evento

Organizado pela EPE-MS (Escritório de Parcerias Estratégicas), com apoio da Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de MS), a Reunião Estratégica Regional P3C ocorre no Bioparque Pantanal, com programação, debates e painéis durante todo o dia, com a participação especialistas da área de infraestrutura de todo o país. 

Com o objetivo de fortalecer o ecossistema das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões, o evento promove discussões entre profissionais, gestores públicos, investidores e lideranças do setor privado, ampliando o debate para além dos grandes centros financeiros do país.

Guilherme Peixoto, superintendente da B3, elogiou projetos de MS

Maurício Portugal, coordenador do P3C, elogiou os projetos desenvolvidos no Estado. “Uma boa gestão pode mudar a vida das pessoas. Basta olhar os projetos desenvolvidos aqui pela EPE para ver como os exemplos podem se tornar realidade. A medida que você melhora a qualidade de vida do usuário, ele pede cada vez mais qualidade. O desafio da gestão é enorme, sempre tem um novo patamar que precisa alcançar”.

Guilherme Peixoto, superintendente de Governança em Licitações e Relações Governamentais da B3, fez questão de destacar que o Estado de Mato Grosso do Sul é um exemplo no Brasil na realização de PPPs e concessões em relação a como desenvolveu os projetos. “Unindo as melhores mentes criou um ambiente de governança, que entregou projetos de setores diferentes, que fizeram o Estado evoluir nas entregas e entregar o que há de mais sofisticado neste modelo”.

Já a secretária especial da EPE, Eliane Detoni, anfitriã do evento, agradeceu a todos os especialistas e profissionais que vieram prestigiar o evento no Estado. “Um dia incrível de discussão e diálogo. É inegável o avanço que tivemos tanto no lado institucional, como na estruturação das PPPs e concessões. Podemos dizemos que aprendemos a realizar bons projetos”.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS



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economia

Fitch reafirma rating soberano do Brasil em “BB”, com perspectiva estável


A Fitch Ratings reafirmou o rating de crédito soberano de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira em “BB”, com perspectiva estável, destacando a resiliência da economia, a robustez das contas externas e a flexibilidade cambial como pilares de sustentação do perfil de crédito do país.

Segundo a agência de classificação de risco, o Brasil se beneficia de uma economia ampla e diversificada, além de mercados domésticos profundos, que garantem maior flexibilidade no financiamento do governo e reduzem a dependência de dívida em moeda estrangeira. Por outro lado, o rating permanece limitado por fatores estruturais, como o elevado nível de endividamento público, a rigidez orçamentária, o baixo potencial de crescimento e fragilidades institucionais.

A Fitch também destaca que a incerteza fiscal continua sendo um dos principais riscos macroeconômicos, com maior clareza sobre o rumo das reformas estruturais esperada apenas após as eleições presidenciais de outubro.

Disputa eleitoral e direções econômicas

No cenário político, a agência projeta uma disputa acirrada e polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. De acordo com a Fitch, o resultado da eleição poderá influenciar significativamente o direcionamento da política econômica e fiscal.

Em um eventual novo governo Lula, a tendência seria de continuidade, com foco em gastos sociais, tributação progressiva e menor apetite para reformas estruturais de despesas. Já uma administração de Flávio Bolsonaro tenderia a adotar uma agenda mais pró-mercado, com redução de impostos, maior eficiência do gasto público e avanço de privatizações — ainda que com incertezas relevantes quanto à capacidade de implementação.

Déficit elevado e dívida em alta

A Fitch projeta deterioração das contas públicas nos próximos anos. O déficit do governo geral deve subir para 8,6% do PIB em 2026, ante 8,1% em 2025, nível bem acima da mediana de 3,5% para países com rating semelhante (“BB”). A expectativa é de alguma redução para 8% em 2027, impulsionada por menor custo de juros e melhora do saldo primário.

Ainda assim, o quadro fiscal permanece pressionado. A dívida bruta do governo deve ultrapassar 80% do PIB em 2026, após atingir 78,6% em 2025. Na avaliação da Fitch, déficits elevados e persistentes aumentam a vulnerabilidade do país a choques externos e mudanças no apetite dos investidores.

Apesar disso, a composição da dívida mitiga parte dos riscos. A baixa participação de passivos em moeda estrangeira, a presença de investidores locais, o elevado colchão de liquidez do Tesouro e a gestão ativa da dívida ajudam a reduzir pressões de curto prazo.

Crescimento resiliente, mas desaceleração à frente

Mesmo em um ambiente de política monetária restritiva, a economia brasileira deve seguir resiliente no curto prazo. A Fitch estima crescimento do PIB de 2,1% em 2026, após expansão de 2,3% em 2025, sustentado por consumo robusto, mercado de trabalho aquecido, desemprego em níveis historicamente baixos e ganhos reais de renda.

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A agência também destaca o impacto da reforma do imposto de renda implementada em 2025, que elevou a renda disponível das famílias de menor renda — com maior propensão a consumir — ao mesmo tempo em que aumentou a tributação sobre os mais ricos.

Para 2027, a expectativa é de desaceleração do crescimento para 1,7%, refletindo os efeitos defasados dos juros elevados e uma eventual redução do estímulo fiscal.

Inflação pressionada e juros mais altos por mais tempo

A inflação segue como um ponto de atenção. Após atingir 4,7% em maio de 2026, a Fitch projeta que o índice chegue a 5% no fim do ano, acima do teto da meta de inflação. Pressões vêm principalmente do setor de serviços, dos preços de alimentos e de choques globais de energia.

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Com isso, o ciclo de queda de juros deve ser mais gradual. A agência estima que a taxa Selic encerre 2026 em 13%, indicando um ritmo de flexibilização mais lento do que o antecipado anteriormente.

Contas externas seguem como ponto forte

Em contraste com o quadro fiscal, o setor externo permanece como um dos principais pontos positivos. O déficit em conta corrente deve recuar para 2,2% do PIB em 2026, beneficiado pela desaceleração da demanda doméstica e pelo desempenho das exportações de commodities.

O país segue contando com forte entrada de investimento estrangeiro direto, suficiente para financiar o déficit externo. As reservas internacionais, em cerca de US$ 371 bilhões, permanecem robustas, cobrindo mais de oito meses de pagamentos externos — patamar superior ao de muitos pares.

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O que pode mudar o rating

A Fitch aponta que melhorias no rating dependeriam de avanços consistentes na consolidação fiscal e na estabilização da dívida pública, além de sinais de aumento do potencial de crescimento econômico.

Por outro lado, um eventual rebaixamento poderia ocorrer em caso de deterioração adicional das contas públicas ou perda de credibilidade na política fiscal, especialmente se não houver medidas para garantir sustentabilidade da dívida no médio prazo.

Em síntese, a avaliação da agência indica que, embora o Brasil mantenha fundamentos sólidos em áreas-chave — como o setor externo e a estrutura de financiamento —, o desafio fiscal segue como principal entrave para uma melhora mais consistente do risco soberano.

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