O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (20) que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará na quarta-feira (24) o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.
“Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura”, disse, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT).
Biocombustível
A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro para 32% vem sendo defendida pelo governo como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e reduzir a necessidade de importação de gasolina.
Com a medida aprovada pelo CNPE, será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, o porcentual passou de 27% para 30%, após testes conduzidos pelo governo e pelo setor indicarem a viabilidade técnica da ampliação da mistura.
O governo argumenta que o aumento da participação do etanol na gasolina poderá ajudar a reduzir o preço final do combustível ao consumidor, além de diminuir a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados.
A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), segundo afirmou neste sábado (20) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
A declaração foi feita durante a entrega da primeira fase da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e do Terminal da BR-070, em Primavera do Leste (MT).
Até o momento, a expectativa do setor era de que o aumento da mistura fosse analisado pelo CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) em reunião marcada para 24 de junho. A possível elevação do etanol na mistura da gasolina é aguardada há meses pela indústria de biocombustíveis, que defende o avanço da mistura como forma de ampliar a demanda pelo combustível renovável.
Segundo Alckmin, a medida tem potencial para reduzir o preço da gasolina ao consumidor, além de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética.
“A gasolina que tinha 27,5% de etanol, o presidente Lula passou para 30%, e agora, na quarta-feira, passa para 32% de etanol. Com isso, ajuda a gasolina a ficar mais barata, emite menos, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer DDG para ração animal”, afirmou.
No evento, Alckmin também citou ações voltadas ao financiamento do setor agropecuário. De acordo com ele, o programa Moderfrota Agro registrou crescimento de 9,2% e contará com R$ 14 bilhões destinados ao financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas, incluindo tratores, implementos e colheitadeiras.
Segundo o vice-presidente, os recursos deverão começar a ser disponibilizados na próxima semana por instituições como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e agentes privados de crédito.
Alckmin também afirmou que o governo pretende avançar nas negociações para ampliar as exportações de carne bovina.
“Vamos trabalhar para equacionar a questão da carne [com a União Euorpeia]. A China já colocou o Brasil como livre da febre aftosa na recepção da carne, e vamos trabalhar para resolver com a Europa, para esclarecer. Temos até setembro para fazer isso e exportar mais carne. E estamos trabalhando para equacionar melhor as questões estadunidenses”, disse.
A Austrália confirmou a primeira detecção em seu território da cepa H5 de gripe aviária altamente patogênica neste sábado (20), após confirmação laboratorial realizada pelo ACDP (Centro Australiano para Preparação contra Doenças) e anúncio do governo local.
O vírus foi identificado em um mandrião-pardo, uma ave marinha migratória encontrada doente em uma área isolada do sul da Austrália Ocidental no dia 14 de junho. As autoridades australianas ainda estão analisando amostras de um petrel-gigante doente, encontrado na mesma região.
As duas espécies são migratórias e ocasionalmente visitam o sul do país.
Até o momento, não foram registrados casos da doença em aves de criação, nem há evidências de mortalidade em outras espécies associadas ao vírus, segundo Camberra.
De acordo com o governo australiano, a ocorrência não altera o status do país como livre de influenza aviária altamente patogênica em plantéis comerciais, conforme os padrões internacionais.
O governo afirmou que irá ampliar a vigilância para identificar a possível extensão da infecção entre animais silvestres.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na quarta-feira, 17, um corte de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano, em decisão unânime. Com isso, como ficam os investimentos?
Leia a seguir os principais destaques dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Diversificação na renda fixa
Na renda fixa, o atual ambiente de volatilidade, mas ainda com taxas de juros elevadas, mantém o pós-fixado como melhor opção dentro da renda fixa. “O pós-fixado é o que tem o menor risco e retornos altos, ao contrário do pré-fixado que tem bastante volatilidade e que no cenário pré-eleitoral e com o ambiente geopolítico ainda cheio de risco, não se torna tão atrativo”, explica Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank.
Freller acrescenta ainda que no cenário pré-eleitoral atual, não é possível prever quando ocorrerá a queda das taxas de juros reais do Brasil, embora essas taxas estejam em patamar considerado excessivamente alto por muitos analistas.
“Então, o IPCA+ [Tesouro IPCA+ 2032, com rentabilidade IPCA + 8,20% ao ano] também não parece ser tão atrativo nesse momento”, destaca Freller.
Impacto marginal para os títulos pós-fixados
Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, lembra que o corte da quarta-feira já era esperado e precificado pelo mercado, trazendo um impacto marginal para os títulos pós-fixados. Mas ele destaca que o mais importante é o tom e a sinalização que o Banco Central adota no seu comunicado para as próximas reuniões.
“O boletim Focus colocou expectativa de Selic em 13,75% para este ano, ou seja, temos espaço somente para um ou dois novos cortes ao longo dos próximos meses. Em algum momento o Banco Central vai ter que pausar os cortes de juros e esperar para ver como será o comportamento do mercado ao longo dos próximos meses”, disse ele.
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O corte de quarta-feira da Selic será benéfico para os títulos indexados à inflação+ (Tesouro IPCA+), na visão de Rodrigo Moliterno, da área de renda variável da Veedha Investimentos. “São aqueles títulos que tem uma fração de inflação mais o juros fixo”, afirma Moliterno.
A mesma coisa ocorre nos títulos pré-fixados, que estão com taxas superiores até ao CDI e terão um impacto positivo nesse fechamento de curva. Na renda fixa, esses seriam os títulos talvez mais impactados positivamente, segundo Moliterno.
Atratividade na Bolsa
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Para Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o momento ainda é de cautela para o mercado de renda variável, dado o cenário de expectativa de inflação desenquadrada que vem sendo alertado pelo Banco Central nas últimas reunião. “O corte é bom para os ativos de renda variável. Todo corte de juros tem um porcentual benéfico e acaba beneficiando os ativos de Bolsa”, afirma.
Moliterno diz ainda que na renda variável o corte da Selic tem um impacto maior.
“Quando fizer o valuation de uma empresa e trouxer a empresa a valor presente, ao descontar os juros menores, o valor presente da ação tende a ser mais alto. Então, para o mercado de renda variável, o impacto é bem positivo, tanto é que hoje os mercados estão se recuperando positivamente”, afirma o especialista na quarta-feira, lembrando ainda que essa melhora também vai depender do mercado externo.
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“A questão do possível fim do conflito com a assinatura do acordo entre EUA e Irã até sexta-feira, atrelada ao cenário de juros caindo gera um impacto bastante positivo para o mercado de renda variável”, conclui Moliterno.
Alertas falsos enviados aos celulares em vários estados do Brasil na madrugada deste sábado (20) chamaram a atenção dos usuários pelo conteúdo surpreendente: “Alerta Extremo – Defesa Civil:misantropi4”. A mensagem gerou dúvidas sobre o significado da palavra “misantropia”, que teve a última letra modificada no aviso falso.
Segundo o dicionário Michaelis On-line, misantropia significa “horror à humanidade ou aversão à natureza humana” e, por extensão, “estado que se caracteriza por profunda tristeza; depressão, melancolia”; “tendência a evitar a companhia de outras pessoas ou a cultivar o isolamento”.
Além do alerta enviado pela ferramenta Cellbroadcast de avisos severos, operada pela Anatel, moradores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também relataram ter recebido mensagens por SMS com conteúdo similar. Uma mensagem de texto enviada a um usuário no Rio contém a palavra “misantropo”, ou seja, o indivíduo que tem aversão à humanidade e que evita a companhia de outras pessoas.
A Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar após ser alvo de uma invasão e de um provável ataque hacker.
Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
“A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker”, diz a nota da Defesa Civil Nacional.
A pasta também informou que a a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e trabalha para retomar a ferramenta de alerta assim que todas as condições de segurança forem restabelecidas.
NOTA OFICIAL
A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa… pic.twitter.com/0YYXk3yIJW
— Defesa Civil Nacional (@defesacivilbr) June 20, 2026
Em nota, a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta não foi enviado por nenhum de seus agentes e que, até o momento, não há registro de ocorrência que justifique a emissão de alerta extremo relacionado ao conteúdo reportado.
O comunicado também explica que a ferramenta Cellbroadcast e foi temporariamente desabilitada até que a situação seja esclarecida. A Defesa Civil de São Paulo disse que acionou a Anatel e outras instituições envolvidas na operação do sistema para investigar a origem da mensagem.
Já a Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou que não disparou nenhum alerta e disse que o comunicado recebido pelos usuários “decorre de uma instabilidade no sistema de envio de alertas IDAP/Cell Broadcast, plataforma sob responsabilidade da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Governo Federal”.
O órgão também esclareceu que não há, até agora, qualquer situação de risco relacionada a desastres naturais que justifique a emissão de alerta para a população fluminense e que segue monitorando a situação.
No Paraná, onde foram relatados os primeiros alertas no país, o governo estadual afirmou que não disparou o aviso e que não há nenhum evento severo previsto para Curitiba. A Defesa Civil do Paraná disse que acionou a Defesa Civil Nacional e Anatel sobre o caso.
A CNN entrou em contato com a Anatel e ainda não obteve resposta.
Aproximadamente uma tonelada de produtos sem registro na Anvisa será destruída em Dourados; operação já apreendeu mais de 20 mil itens avaliados em mais de R$ 15 milhões
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), por meio da CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual), realizará nesta quinta-feira (19), em Dourados, a incineração de aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização conduzidas em todo o Estado.
A ação dará destinação final a medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem comprovação de procedência e sem registro ou regularização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A operação contará com escolta da PRF (Polícia Rodoviária Federal) durante o transporte do material até a unidade responsável pela destruição.
Mais de 20 mil produtos retirados de circulação
Os itens que serão destruídos foram apreendidos em ações permanentes de fiscalização realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul. Desde fevereiro, as operações já resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, totalizando mais de uma tonelada de mercadorias clandestinas. O valor estimado do material apreendido ultrapassa R$ 15 milhões.
Segundo o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a iniciativa marca uma nova etapa no enfrentamento ao comércio ilegal de medicamentos.
“Em apenas quatro meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Do ponto de vista da Vigilância Sanitária, trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil, resultado de um trabalho permanente de fiscalização e proteção da saúde pública”.
A incineração será realizada em empresa licenciada pelos órgãos sanitários e ambientais. A escolha de Dourados também leva em consideração o fato de que grande parte dos produtos apreendidos teve origem na região de fronteira, principal porta de entrada desse mercado clandestino.
De acordo com a Vigilância Sanitária Estadual, os produtos apreendidos eram comercializados fora dos canais legalmente autorizados, sem garantia de procedência, transporte adequado, armazenamento correto ou controle sanitário.
As fiscalizações identificaram medicamentos pirateados, substâncias sem registro sanitário, produtos de origem desconhecida e itens comercializados por pessoas sem autorização legal para dispensação. Muitos deles são vendidos por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais.
A Operação Visa Protege, iniciada em fevereiro, implantou uma fiscalização permanente nos centros de distribuição dos Correios, com inspeções diárias de mercadorias provenientes da região de fronteira. O trabalho ampliou a atuação da Vigilância Sanitária para os centros logísticos, considerados atualmente um dos principais desafios para o controle do comércio irregular de produtos sujeitos à vigilância sanitária.
Automedicação e produtos sem controle representam risco à saúde
Entre os produtos apreendidos estão medicamentos utilizados para emagrecimento que exigem avaliação médica, prescrição e acompanhamento profissional. Segundo a Vigilância Sanitária, muitos desses produtos são consumidos por meio da automedicação, sem qualquer controle sobre composição, dosagem ou procedência.
Medicamentos irregulares sendo transportados para a incineração
As apreensões incluem substâncias que sequer possuem autorização de comercialização em alguns países de origem. Também foram identificados produtos cuja concentração real é desconhecida, aumentando o risco de superdosagem e de danos a órgãos como fígado, rins e pâncreas.
“Muitas pessoas observam apenas o resultado imediato, que geralmente é o emagrecimento. Mas não sabem quais serão os efeitos a médio e longo prazo. Estamos falando de produtos que podem causar alterações importantes no organismo e que, muitas vezes, sequer têm sua composição conhecida”, alerta Pirolo.
O gerente reforça que a Vigilância Sanitária não é contrária ao uso dos medicamentos quando utilizados corretamente.
“Não somos contra os medicamentos. Essas tecnologias representam avanços importantes da indústria farmacêutica e podem trazer benefícios significativos quando utilizadas de forma adequada. O que combatemos é o uso irracional, sem prescrição, sem acompanhamento médico e sem dispensação em estabelecimentos regularizados”.
Rastreabilidade e segurança para o consumidor
A expansão do mercado clandestino também preocupa o setor farmacêutico. Para o diretor-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Serafim Branco Neto, o crescimento das vendas por canais não regularizados amplia os riscos para a população.
“Nossa principal preocupação são os marketplaces não regularizados, onde muitas vezes não é possível saber a origem do produto nem as condições de transporte e armazenamento. Ampliar a rastreabilidade desses medicamentos é fundamental para garantir mais segurança e transparência ao consumidor”.
Transparência e conscientização
Além de garantir a destinação ambientalmente adequada dos produtos apreendidos, a ação busca dar transparência ao trabalho desenvolvido pela Vigilância Sanitária Estadual e reforçar à população que medicamentos irregulares apreendidos em operações de fiscalização não retornam ao mercado.
O Sicredi e a Corvian, marca de tecnologia da Farmers Edge, firmaram um acordo estratégico para ampliar o monitoramento de áreas agrícolas financiadas pela instituição financeira cooperativa durante a safra 2026/2027.
A iniciativa prevê o acompanhamento de campo de aproximadamente 3,5 milhões de hectares cultivados, abrangendo cerca de 100 mil operações de custeio agrícola e aproximadamente 70 mil associados. Segundo as empresas, a cobertura corresponderá a cerca de 85% da carteira de crédito agrícola do Sicredi.
De acordo com a Corvian, o objetivo é fornecer maior visibilidade operacional, apoio à gestão de riscos e suporte às exigências regulatórias relacionadas às operações de crédito rural. A empresa afirma que o monitoramento contínuo busca complementar métodos tradicionais de acompanhamento das carteiras agrícolas, que frequentemente dependem de vistorias presenciais e informações fornecidas pelos produtores.
“Essa visibilidade permite decisões de risco mais precisas em escala nas carteiras de seguros e crédito”, afirmou Guilherme Belardo, diretor-geral da Corvian para a América Latina.
A parceria visa auxiliar a tomada de decisão das cooperativas por meio de informações sobre as áreas produtivas e o desempenho dos produtores, além de “promover a redução de risco de carteira, principalmente os ligados a irregularidades e intempéries climáticas, com a utilização dos dados gerados para atendimento a normas, apoio em soluções diversas como Proagro e Seguro, precificação e análises de risco, entre outras”, segundo a companhia.
Entre os recursos previstos estão relatórios regulatórios automatizados e preparados para auditorias, com atualização de dados e integração aos sistemas de compliance da instituição.
A solução também prevê ferramentas para identificação de possíveis irregularidades, monitoramento de fragilidades operacionais e acompanhamento de eventuais dificuldades de produção.
O acordo inclui ainda mecanismos de supervisão contínua das áreas financiadas, permitindo o acompanhamento das lavouras desde o plantio até a colheita. Segundo as empresas, a tecnologia poderá auxiliar na identificação antecipada de áreas não plantadas, alterações de cultura e perdas de janelas de plantio.
Para os próximos anos, a expectativa da Corvian é ampliar o número de culturas monitoradas e aprimorar os indicadores relacionados a riscos sociais, ambientais e climáticos.
Um alerta falso com a palavra “misantropi4” foi enviado na madrugada deste sábado (20) a celulares em vários estados do Brasil. Inicialmente, a mensagem de “alerta extremo” foi enviada a aparelhos no estado do Paraná, mas um segundo aviso foi disparado poucos minutos depois para celulares em São Paulo e no Rio Janeiro.
A Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar após ser alvo de uma invasão e de um provável ataque hacker.
Segundo o comunicado do órgão nacional, o alerta falso foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
“A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker”, diz a nota da Defesa Civil Nacional.
A pasta também informou que a a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e trabalha para retomar a ferramenta de alerta assim que todas as condições de segurança forem restabelecidas.
NOTA OFICIAL
A plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa… pic.twitter.com/0YYXk3yIJW
— Defesa Civil Nacional (@defesacivilbr) June 20, 2026
Em nota, a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta não foi enviado por nenhum de seus agentes e que, até o momento, não há registro de ocorrência que justifique a emissão de alerta extremo relacionado ao conteúdo reportado.
O comunicado também explica que a ferramenta Cellbroadcast, utilizada para envio do alerta severo e extremo, é gerida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e foi temporariamente desabilitada até que a situação seja esclarecida. A Defesa Civil de São Paulo disse que acionou a Anatel e outras instituições envolvidas na operação do sistema para investigar a origem da mensagem.
Além do alerta pela plataforma Cellbroadcast, moradores da cidade de São Paulo também relataram ter recebido uma mensagem com o mesmo conteúdo via SMS.
Moradores da cidade de São Paulo relatam ter recebido mensagem por SMS com a palavra “misantropi4” • Reprodução
No Paraná, o governo estadual afirmou que o alerta não foi disparado pela Defesa Civil do estado e que não há nenhum evento severo previsto para Curitiba. O órgão estadual disse que acionou a Defesa Civil Nacional e Anatel sobre o caso.
O alerta disparado há poucos minutos não saiu da Defesa Civil do Paraná. O órgão já acionou a Defesa Civil Nacional e a Anatel. Não há nenhum evento severo previsto para Curitiba.
— Governo do Estado do Paraná (@governoparana) June 20, 2026
Já a Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou que não disparou nenhum alerta e disse que o comunicado recebido pelos usuários “decorre de uma instabilidade no sistema de envio de alertas IDAP/Cell Broadcast, plataforma sob responsabilidade da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Governo Federal”.
O órgão também esclareceu que não há, até agora, qualquer situação de risco relacionada a desastres naturais que justifique a emissão de alerta para a população fluminense e que segue monitorando a situação.
Moradores do Rio também relataram ter recebido uma mensagem por SMS com conteúdo relacionado ao alerta.
Mensagem enviada a celular de moradores da cidade do Rio de Janeiro após alerta falso de “misantropi4” • Reprodução
A CNN entrou em contato com a Anatel e ainda não obteve resposta.
O que é misantropia?
Segundo o dicionário Michaelis On-line, misantropia significa “horror à humanidade ou aversão à natureza humana” e, por extensão, “estado que se caracteriza por profunda tristeza; depressão, melancolia”; “tendência a evitar a companhia de outras pessoas ou a cultivar o isolamento”.
Ação da Vigilância Sanitária Estadual contou com apoio da PRF e retirou definitivamente de circulação mais de 20 mil produtos sem regularização junto à Anvisa
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), por meio da CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual), realizou nesta sexta-feira (19), em Dourados, a incineração de aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização conduzidas em todo o Estado.
A ação, considerada uma das maiores já realizadas no país para destruição desse tipo de produto, ocorreu na empresa de incineração San Cristo e deu destinação final a medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem comprovação de procedência e sem registro ou regularização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O transporte do material de Campo Grande até Dourados contou com escolta da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que também atuou em parceria durante toda a operação, contribuindo para a segurança e integridade da carga até a sua destruição definitiva.
Mais de R$ 15 milhões em produtos apreendidos
Os itens destruídos foram retirados de circulação em ações permanentes de fiscalização realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul.
Somente neste ano, as operações resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, entre medicamentos e substâncias comercializadas clandestinamente. O valor estimado do material apreendido ultrapassa R$ 15 milhões.
De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a incineração representa a etapa final de um trabalho contínuo de fiscalização e proteção da saúde pública.
“A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado. É uma medida que garante segurança à população e reforça o compromisso da Vigilância Sanitária no combate ao comércio ilegal de produtos que podem causar sérios danos à saúde”.
Segundo Pirolo, o volume de apreensões alcançado nos últimos meses demonstra a dimensão do mercado clandestino que atua à margem da legislação sanitária.
“Em poucos meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Trata-se de um trabalho permanente de fiscalização, que busca interromper a circulação de produtos sem qualquer garantia de qualidade, procedência ou segurança para a população”.
Mercado clandestino amplia riscos à saúde
Grande parte dos produtos apreendidos era comercializada por meios não autorizados, como redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais, sem qualquer garantia de procedência, armazenamento adequado ou controle sanitário.
Diretor-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Serafim Branco Neto alerta que a expansão das vendas por canais não regularizados aumenta significativamente os riscos para os consumidores.
“Nossa principal preocupação são os canais não regularizados, onde muitas vezes não é possível identificar a origem do produto nem verificar as condições adequadas de transporte e armazenamento. Garantir a rastreabilidade desses medicamentos é fundamental para oferecer mais segurança e transparência ao consumidor”.
Canetas emagrecedores foram incineradas nesta sexta
Entre os produtos destruídos estão medicamentos utilizados para emagrecimento que exigem prescrição e acompanhamento profissional. A representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia em Mato Grosso do Sul, Bianca Paraguassu, reforça que a aquisição desses medicamentos fora dos canais autorizados pode trazer consequências graves.
“O primeiro e maior risco é a ausência total de controle de qualidade. Esses medicamentos exigem armazenamento e transporte adequados, especialmente porque muitos são produtos biológicos. Quando adquiridos no mercado clandestino, o paciente não tem qualquer garantia sobre a eficácia, a pureza ou a segurança da substância que está utilizando”.
A endocrinologista destaca ainda que medicamentos falsificados ou de procedência desconhecida podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem.
“Em apreensões realizadas em diversas partes do país, já foram identificados produtos que continham desde substâncias sem efeito terapêutico até componentes capazes de provocar reações graves. O paciente busca um resultado rápido, mas pode acabar enfrentando complicações sérias e até mesmo situações de emergência”.
Automedicação e uso inadequado podem causar danos permanentes
Segundo Bianca, mesmo os medicamentos originais exigem acompanhamento especializado para monitoramento de efeitos adversos e ajuste adequado das doses.
“Sem orientação médica, o paciente pode desenvolver náuseas intensas, vômitos, desidratação, além de aumentar o risco de complicações como pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais. Outro ponto importante é a perda acelerada de massa muscular e massa óssea, que pode trazer consequências duradouras para a saúde”.
A especialista reforça que o tratamento da obesidade envolve avaliação individualizada e acompanhamento contínuo.
“A medicação pode ser uma ferramenta extremamente importante, mas ela não substitui o cuidado integral com a saúde. O uso seguro passa necessariamente pela avaliação médica, pela prescrição adequada e pela aquisição do produto em estabelecimentos regularizados”.
Medicamentos seriam comercializados de forma irregular no Brasil, podendo causar prejuízo à saúde dos pacientes que os utilizassem
Transparência e proteção da saúde
A realização da incineração também teve como objetivo dar transparência ao trabalho desenvolvido pela Vigilância Sanitária Estadual e demonstrar à população que medicamentos irregulares apreendidos em operações de fiscalização recebem destinação ambientalmente adequada e não podem ser reaproveitados ou comercializados novamente.
Além da destruição do material, a SES reforçou o alerta sobre os riscos da automedicação e da aquisição de medicamentos por canais não autorizados, prática que pode comprometer a saúde dos consumidores e favorecer a atuação de organizações envolvidas no comércio ilegal de produtos sujeitos ao controle sanitário.
A Vigilância Sanitária orienta que denúncias relacionadas à comercialização irregular de medicamentos sejam encaminhadas aos órgãos competentes, incluindo a Ouvidoria do SUS (Disque 136), contribuindo para a retirada desses produtos do mercado e para a proteção da saúde coletiva.
André Lima, Comunicação SES Fotos: Victor Arguelho/Vice-governadoria
Levantamento realizado em 76 municípios auxilia no direcionamento das estratégias de combate ao Aedes aegypti em todo o Estado
A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) divulgou os resultados do segundo ciclo do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) de 2026, realizado em maio. Os dados servem de base para o planejamento e o direcionamento das ações de prevenção e controle das arboviroses nos municípios sul-mato-grossenses.
O levantamento identificou diferentes níveis de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, permitindo que estados e municípios atuem de forma mais estratégica e eficiente no enfrentamento ao vetor.
Levantamento aponta municípios que demandam maior atenção
Entre os municípios com índices superiores a 4, classificados pelo Ministério da Saúde como de alto risco para infestação do Aedes aegypti, estão Eldorado (9,8), Santa Rita do Pardo (7,5), Ribas do Rio Pardo (6,6), Rio Negro (5,9), Bela Vista (5,9), Maracaju (5,6), Ponta Porã (5,3), Anastácio (5,2) e Terenos (4,7).
Também figuram próximos desse limite municípios como Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0), reforçando a importância da manutenção das ações de vigilância e controle.
Segundo a secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o levantamento é uma ferramenta fundamental para orientar a tomada de decisões pelos gestores municipais.
“Os dados do LIRAa permitem identificar áreas prioritárias e planejar ações de forma antecipada. Quanto mais cedo as medidas de controle são adotadas, maiores são as chances de reduzir a proliferação do mosquito e prevenir a ocorrência de casos”.
Municípios em faixa intermediária seguem monitorados
Na classificação de médio risco, que compreende índices entre 1 e 3,9, encontram-se municípios como Bataguassu (3,8), Porto Murtinho (3,2), Coronel Sapucaia (3,0), Corumbá (2,8), Itaquiraí (2,7), Itaporã (2,6), Glória de Dourados (2,6), Três Lagoas (2,5), Jaraguari (2,2), Guia Lopes da Laguna (2,2), Aral Moreira (2,2), Naviraí (2,0) e Aparecida do Taboado (2,0), entre outros.
Nesses locais, a recomendação é manter o monitoramento contínuo e as ações rotineiras de eliminação de criadouros, contribuindo para evitar o aumento dos índices de infestação.
Vigilância permanente fortalece prevenção
O levantamento apontou índice zero em municípios como Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis.
Ainda assim, a SES destaca que os resultados devem ser analisados em conjunto com outras ferramentas de monitoramento, como as ovitrampas e os dados epidemiológicos, garantindo uma avaliação mais ampla do cenário em cada município.
Alcinópolis, Campo Grande e Dourados não realizaram o levantamento no período informado.
Para o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, o LIRAa é um importante instrumento para qualificar as ações desenvolvidas em todo o Estado.
“O levantamento nos permite identificar os locais mais vulneráveis e direcionar o apoio técnico do Estado, além de orientar as equipes municipais na definição das áreas prioritárias para visitas domiciliares, bloqueios e eliminação de criadouros”.
Segundo ele, a manutenção dos cuidados continua sendo essencial ao longo de todo o ano.
“Mesmo em períodos com menor volume de chuvas, é importante que a população mantenha a atenção aos possíveis criadouros dentro das residências. O combate ao mosquito é um trabalho contínuo e depende do envolvimento de todos”.
População continua sendo parceira no combate ao mosquito
A SES reforça que o enfrentamento ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta entre poder público e população. A eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza periódica de quintais, calhas e caixas d’água, além da destinação correta de resíduos, seguem entre as medidas mais eficazes para reduzir a proliferação do mosquito.
A orientação é que todos os municípios mantenham ações permanentes de vigilância e prevenção, fortalecendo o controle das arboviroses e contribuindo para a proteção da saúde da população.