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Agehab recebe inscrições para interessados em moradia em condomínio sustentável – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


As famílias de Campo Grande que sonham com a casa própria têm até esta sexta-feira (26), para se inscrever na nova seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Nesta etapa, serão pré-selecionadas 82 famílias para o Protótipo Sustentável Manoel de Barros, empreendimento destinado ao atendimento de famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa.

Localizado na Avenida dos Cafezais, no Bairro Paulo Coelho Machado, o empreendimento será o primeiro condomínio sustentável do Brasil. De acordo com o projeto apresentado, o residencial contará com instalação de placas solares, sistema de reaproveitamento de água e uma proposta inovadora de construção sem muros entre as unidades habitacionais, incentivando a convivência comunitária e a integração entre os moradores. A obra será executada pela VBC Engenharia Ltda.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul). Para participar, é necessário atender aos critérios
definidos pelo programa e manter os dados cadastrais atualizados no sistema.

O sorteio será realizado no dia 1° de julho, às 15h, na sala de reuniões da Agehab, e contará com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Governo do Estado, garantindo transparência ao processo de seleção.

O FAR é uma das modalidades do programa habitacional federal voltada às famílias de baixa renda, oferecendo subsídio total ou parcial para aquisição do imóvel. Nesta etapa, a seleção busca priorizar famílias em situação de maior vulnerabilidade social e econômica.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, reforçando o compromisso conjunto de ampliar o acesso à moradia digna e promover inclusão social por meio da política habitacional.

A seleção segue critérios definidos nacionalmente, assegurando prioridade a grupos específicos, como:

* Mulheres chefes de família;
* Pessoas negras;
* Pessoas com deficiência;
* Idosos;
* Famílias com crianças ou adolescentes;
* Famílias com pessoas em tratamento de câncer, doenças raras, crônicas ou degenerativas;
* Mulheres vítimas de violência doméstica;
* Famílias indígenas e quilombolas;
* Moradores de áreas de risco;
* Pessoas com contrato habitacional anterior cancelado sem culpa;
* Famílias em situação de rua ou com trajetória de rua.

Mais do que critérios técnicos, esses parâmetros reforçam o caráter social do programa, que busca reduzir desigualdades e direcionar as unidades habitacionais às famílias que mais necessitam.

Atualmente, milhares de famílias aguardam uma oportunidade por meio dos programas habitacionais. Por isso, a orientação é que os interessados não deixem a inscrição para os últimos dias e verifiquem atentamente se todas as informações cadastrais estão corretas e atualizadas.

Cada moradia representa a possibilidade de um novo começo. Para as famílias contempladas, a casa própria significa segurança, estabilidade e dignidade, além da realização de um sonho que transforma vidas e fortalece o futuro.

Edyelk Santos, Comunicação Agehab
Foto: Divulgação/Agehab



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economia

De olho no fiscal, BC priorizou economia a controle da inflação, avaliam economistas


A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira (23), revelou detalhes do raciocínio por trás do corte de 0,25 ponto percentual na Selic, e analistas de grandes bancos e gestoras já têm uma conclusão: o Banco Central fez uma escolha deliberada de proteger a atividade econômica no curto prazo, ao custo de deixar a inflação convergir para a meta com mais atraso.

O Goldman Sachs avalia que, no dilema de curto prazo entre o controle de preços e o nível de atividade, o Copom “está se inclinando mais na direção de proteger a atividade do que em uma estratégia mais assertiva focada na inflação”. Para o Itaú BBA, a ata passa um sinal claro de que “qualquer espaço que ainda exista para a flexibilização está se esgotando rapidamente”.

O que a ata revelou

O documento detalha que o Comitê avaliou diferentes trajetórias possíveis para a Selic antes de decidir pelo corte. Levar a inflação à meta no horizonte original exigiria movimentos abruptos na direção e na magnitude dos juros, o que poderia incluir altas seguidas de quedas, na avaliação do JPMorgan. O Bank of America (BofA) reforça que o Comitê “rejeitou explicitamente cenários que exigiriam movimentos abruptos e de grande magnitude para trazer a inflação à meta”, por entender que isso provocaria volatilidade excessiva tanto nos preços dos ativos quanto na economia real.

A saída escolhida foi uma trajetória mais próxima do que o mercado já esperava, combinando pausas e retomadas no ciclo de cortes para entregar a inflação na meta apenas no primeiro trimestre de 2028. Leonardo Costa, economista do ASA, avalia que o BC defendeu abertamente uma “estratégia gradual, com eventuais pausas e retomadas no ciclo, que reduz oscilações na atividade”.

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Um ponto que chamou atenção de todas as casas foi a caracterização explícita de “assimetria altista” no balanço de riscos, ausente no comunicado pós-reunião, ou seja, um risco inflacionário crescente. A Warren Investimentos destaca que o trecho é “uma referência subjetiva à Política Fiscal”. Para o BofA, esses elementos “reforçam uma função de reação mais conservadora” do BC.

Essa mudança de postura tem um custo, na visão de Beto Saadia, economista-chefe da Nomos: “Essa escolha mina confiança na instituição quanto ao compromisso firme com a meta, principalmente porque a pressão inflacionária vem tanto da oferta quanto da demanda, puxada por excesso de estímulo do governo.”

Caio Megale, economista-chefe da XP, vê um Copom “cauteloso e flexível”, com portas abertas para cortes adicionais se a inflação permitir, mas ressalta que a combinação de cenário mais duro com a preferência revelada por uma trajetória com pausas aponta para manutenção da Selic em agosto.

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Projeções para agosto e fim do ano

Diante das sinalizações do documento, o mercado recalibrou as projeções. O Goldman Sachs não espera mais nenhum corte em agosto e elevou sua projeção para a Selic no fim de 2026 de 13,25% para 14,00%, com eventual retomada dos cortes “no mínimo no quarto trimestre de 2026”. O BofA vai além e mantém a Selic em 14,25% até meados de 2027, com um ciclo superficial de cortes a partir de então, encerrando o ano em 13,25%.

O ASA trabalha com Selic estável em 14,25% pelo restante do ano, mas admite que “aumentou o risco de corte adicional de 25bps na reunião de agosto” caso os dados de inflação surpreendam positivamente. Para Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, a sinalização para os próximos passos “se degradou em relação à reunião anterior”, já que o texto do BC, ao citar que “os passos futuros possam incorporar novas informações”, não indica direção.

O Itaú preferiu aguardar o Relatório Trimestral de Inflação, previsto para quinta-feira (25), antes de revisar sua projeção de Selic a 13,75% no fim do ano.

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“Para crédito, consumo e atividade, a leitura é que os juros continuarão restritivos por mais tempo. Isso mantém o custo de capital elevado, pressiona margens das empresas e limita uma recuperação mais forte do investimento, especialmente em setores dependentes de financiamento”, afirma André Luiz Haas Caruso, CEO da Pilar Capital.



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meta de inflação no prazo usual exigiria variações grandes e abruptas da Selic


O Banco Central afirmou que uma eventual tentativa de atingir a meta de inflação no último trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, demandaria ajustes agressivos da taxa Selic e faria, em seguida, a inflação ficar abaixo da meta por um prazo prolongado, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Diante dessa constatação, a autarquia avaliou serem mais adequadas, no momento, trajetórias da Selic menos discrepantes às apontadas pelo mercado no boletim Focus, questionário pré-Copom e precificação da política monetária, que levariam a inflação ao alvo de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028, por “evitarem induzir volatilidade excessiva” nos ativos financeiros e agregados macroeconômicos.

Ao notar que sua projeção de inflação para o fim de 2027 subiu para 3,7%, distanciando-se da meta, o BC disse que a busca pelo alvo nesse prazo pressupunha uma política monetária com “variações abruptas de direção e de grande magnitude na Selic, seguida de diversos trimestres com inflação abaixo da meta.”

Por isso, passou a considerar diferentes trajetórias mais próximas às previstas pelo mercado, que “contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração”, disse o BC no documento.

“Nesse caso, as flutuações de produto se mostraram menores”, acrescentou.

O BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na semana passada, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avaliava trajetórias de juros “alternativas” para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante.

A indicação de que poderia trabalhar para alcançar o alvo de 3% para o IPCA apenas no primeiro trimestre de 2028, não mais no horizonte relevante da política monetária, atualmente no último trimestre de 2027, gerou reação negativa no mercado e foi seguida de uma elevação dos juros futuros no país.

No documento, o BC argumentou que o conjunto de alternativas em avaliação para os juros deve ser ponderado “à luz das melhores práticas de política monetária, recomendando não reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que no momento atual incluem incertezas relevantes.”



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Magnitude da calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, diz ata


O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

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Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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Governo de MS abre encontro para fortalecer gestão de pessoas e investir na valorização dos servidores públicos


Evento reforça estratégia de qualificação, inovação e desenvolvimento humano como pilares para a melhoria dos serviços prestados à população

Governo de MS abre encontro para fortalecer gestão de pessoas e investir na valorização dos servidores públicos

A valorização dos servidores públicos e o fortalecimento da gestão de pessoas ganharam protagonismo nesta segunda-feira (22), com a abertura do 5º Encontro de Gestores de Pessoas no Setor Público de MS. Realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, o evento reúne profissionais de diferentes instituições públicas para debater inovação, liderança, saúde mental, desenvolvimento humano e os desafios da administração pública contemporânea.

Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração (SAD) e da Superintendência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Suged), o encontro conta ainda com a correalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), consolidando-se como um dos principais fóruns voltados à modernização da gestão pública no Estado.

Com o tema “Tendências, estratégias e inovação”, a quinta edição reforça uma diretriz cada vez mais presente na gestão estadual: investir nas pessoas para oferecer serviços públicos mais eficientes, modernos e alinhados às necessidades da população. A programação se estende até quarta-feira (24) e contempla palestras, painéis e apresentação de experiências exitosas desenvolvidas por órgãos públicos sul-mato-grossenses.

Durante a abertura, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul passa necessariamente pelo fortalecimento das pessoas que constroem diariamente as políticas públicas do Estado.

“Nenhum governo alcança resultados consistentes sem investir em quem faz a política pública acontecer. Quando qualificamos nossos servidores, fortalecemos a capacidade de gestão, ampliamos a eficiência dos serviços e melhoramos a vida da população. Mato Grosso do Sul vive um ciclo de crescimento e transformação, e isso também é resultado de servidores preparados, valorizados e comprometidos com a entrega de resultados para a sociedade”, afirmou.

A iniciativa está alinhada às ações estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, que estabelece o desenvolvimento dos servidores, a modernização da gestão e a construção de soluções inovadoras para a administração pública como prioridades do Governo do Estado.

Gestão de pessoas como estratégia de desenvolvimento

A área de Gestão de Pessoas tem assumido papel cada vez mais estratégico dentro da administração pública. Além de promover a qualificação profissional, o setor é responsável por desenvolver lideranças, fortalecer a cultura organizacional e criar ambientes mais produtivos, colaborativos e preparados para os desafios do futuro.

Segundo o secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel de Oliveira Filho, fortalecer a gestão de pessoas é investir diretamente na capacidade de resposta do Estado às demandas da população.

“A gestão de pessoas está no centro da transformação do serviço público. Quando valorizamos, acolhemos e desenvolvemos nossos servidores, fortalecemos a capacidade do Estado de entregar resultados à sociedade. Este encontro representa exatamente isso: um momento de aprendizado, integração e construção de soluções que impactam diretamente a vida das pessoas”, afirmou o secretário.

Investir nas pessoas para transformar serviços

Ao longo dos três dias, os participantes terão acesso a debates sobre saúde mental, clima organizacional, inteligência artificial, people analytics, liderança, bem-estar e novas estratégias para o desenvolvimento dos servidores públicos. A programação também reúne especialistas reconhecidos nacionalmente, como Izabella Camargo, Marina Dias, André Mazinni, Vanessa Weber, Renisson Araújo, Myrelle Jacob e a atriz e apresentadora Dany Suzuki, responsável pela palestra de encerramento com o tema “O Futuro é Humano”.

Para o Governo do Estado, a qualificação permanente dos servidores é um dos pilares para sustentar os avanços conquistados nos últimos anos em áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, assistência social e transformação digital.

“O maior patrimônio de qualquer instituição são as pessoas. Quando investimos em conhecimento, inovação, saúde emocional e desenvolvimento humano, estamos investindo diretamente na qualidade dos serviços que chegam à população. É essa visão que tem guiado Mato Grosso do Sul: um Estado que cresce, que se moderniza e que entende que o desenvolvimento passa, antes de tudo, pela valorização das pessoas”, concluiu Barbosinha.

Fotos: João Garrigó, Vice-governadoria e Jéssica Salles, Comunicação SAD.



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Com Corredor Bioceânico em conclusão, turismo e comércio vivem expectativa de crescimento e transformação em MS


Com impacto direito previsto nas áreas do comércio e turismo, o Corredor Bioceânico de Capricórnio tem a expectativa de transformar a relação entre o Brasil e os demais países – Paraguai, Argentina e Chile – por onde o traçado vai passar, além de influenciar as relações comerciais com a Ásia.

A obra da ponte sobre o Rio Paraguai – que liga as cidades de Porto Murtinho a Carmelo Peralta – está 90% executada, e mesmo antes da conexão terrestre ligar Brasil e Paraguai, moradores e turistas já vivem a perspectiva do corredor.

O corredor rodoviário conhecido como “Rota Bioceânica” vai ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. Com 3,9 mil quilômetros, ao longo de quatro países, o novo traçado vai contribuir diretamente para a redução do tempo de transporte de mercadorias entre América do Sul com a Ásia.

Mas de forma direta e imediata, o turismo já é o setor mais impactado, mesmo antes da conclusão da obra do acesso terrestre entre Brasil e Paraguai. A previsão do Governo do Estado, e dos estados subnacionais por onde a Rota vai passar, é de que no primeiro ano de funcionamento do corredor rodoviário o crescimento turístico chegue a 30% e 70% a partir do segundo ano.

“Isso considerando apenas o fluxo rodoviário no turismo, mas o crescimento pode ser maior se houver abertura de voos, por exemplo. E com a mobilização dos municípios o impacto na área turística é o primeiro observado”, explicou a assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Danniele Paiva.

Pelo Rio Paraguai, turistas fazem passeio para visitar a obra da ponte. (Foto: Annice Dias/divulgação)

O diretor-presidente da Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Bruno Wendling, explica que a previsão é de continuidade do crescimento do turismo a médio prazo, após a finalização da obra.

“Sempre que se abrem novos acessos, que é o básico para a conexão entre cidades e destinos, o turismo é impactado. Um ponto muito importante após a ponte ser concluída é a questão das alfândegas, porque vai ser uma rota que o turismo rodoviário vai acontecer muito. Eu entendo que tem chances de desenvolver a área ao longo dos anos”.

A turismóloga Annice Dias criou a primeira agência de turismo de Porto Murtinho e já atua com visitas e atrações no Brasil e outros países que fazem parte da Rota Bioceânica.

“O fluxo de visitantes já tem aumentado. Eu recebo solicitações do Paraguai para o Brasil, de Loma Plata e Filadélfia (colônias alemãs do chaco paraguaio) e Vallemí. Os paraguaios gostam de vir, principalmente, para Bonito. E agora estão descobrindo outros destinos como Jardim, Bodoquena e até Campo Grande”, disse Annice.

Ela já guiou grupos para verem de perto até mesmo a obra da ponte, por terra firme e com vista privilegiada pelo Rio Paraguai. Além disso, em Porto Murtinho novas atividades também surgem, como cicloturismo, eventos de pesca feminino e para casais, contemplação no Rio Paraguai.

“Aproveitamos a estrutura da pesca, com passeio de barco até a ponte da Rota Bioceânica. E no cicloturismo atravessamos o rio de balsa, indo até a obra por Carmelo Peralta, com café da manhã regional numa pousada do município vizinho”, explicou a empresária.

Comércio e negócios

Nas relações comerciais o principal ponto é justamente a redução, em duas semanas, do trajeto para a Ásia. “Quando as questões alfandegárias estiverem concluídas e o corredor estiver funcionando, levar a trazer mercadores vai ser mais célere. É visível o interesse de empresas em se fixar na nossa região, pois vamos atender questões logísticas de maneira global”, explicou Danniele Paiva.

O empresário Luiz Carlos Malacarne, que atua no ramo de distribuição de combustíveis está otimista. Há dois anos ele realiza adequações físicas no prédio da empresa, que fica em Jardim, e gora está preparado para aumentar em 30% o atendimento aos clientes, caso exista a demanda após a finalização da obra rodoviária.

Empresário Luiz Carlos, de Jardim, está confiante e se prepara para as operações após o fim da obra do Corredor Bioceânico. (Foto: divulgação)

“A rota é uma oportunidade muito grande para nós da região. Temos projetos para serem implantados e estamos nos preparando com investimento em sistema, treinamento, infraestrutura. Estamos acreditando nesta demanda, mesmo com o desaquecimento da agricultura. Aguardo passar o período mais delicado, e vamos adquirir mais caminhões para transportar a mercadoria até os nossos clientes”, disse Malacarne.

O Corredor Bioceânico terá infraestrutura rodoviária ligando o Porto de Santos aos portos de Iquique e Antofagasta – além de outros sistemas portuários públicos e privados na costa do Pacífico, em Mejillones e Tocopilla.

“Tudo isso gera oportunidades para harmonização regulatória e implementação de medidas de facilitação do comércio. Além de impulsionar o desenvolvimento produtivo e a inclusão econômica de áreas isoladas”, disse o secretário da Semadesc, Artur Falcette.

 

 

 

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS



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Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição


A maioria dos investidores e executivos de infraestrutura e energia na Colômbia mantém planos de expandir seus negócios no país, segundo pesquisa do GRI Institute, think tank dedicado às agendas de infraestrutura e energia. Mais de 70% dos consultados sinalizaram alguma forma de expansão e nenhum indicou intenção de reduzir ou encerrar operações, num retrato de apetite preservado mesmo durante o ano eleitoral colombiano.

O levantamento, batizado de Termômetro do GRI, ouviu 45 líderes com poder de decisão sobre projetos e fluxos de capital, entre investidores, desenvolvedores, operadores, financiadores e representantes do poder público. As respostas foram colhidas em abril, durante um encontro do setor em Medellín, e tomam como referência o mercado de Antioquia, segundo maior motor econômico do país. O retrato é de um setor posicionado para avançar, ainda que parte relevante do capital tenha segurado decisões à espera do desfecho eleitoral.

Cerca de um terço dos participantes se mantinha em compasso de espera, monitorando o cenário antes de tomar novas decisões. De acordo com o GRI Institute, esse grupo é cauteloso, e não passivo, com capital disponível e interesse em investir, mas dosando a alocação enquanto aguardava maior clareza sobre o rumo do país após as urnas.

A Colômbia foi às eleições para escolher o sucessor de Gustavo Petro e renovar o Congresso. O segundo turno, realizado no domingo (21), foi vencido na contagem preliminar pelo advogado Abelardo De la Espriella, por margem apertada, em resultado contestado por Petro. De la Espriella defendeu uma agenda favorável ao mercado. A pesquisa foi realizada antes dessa definição.

Leia também: Títulos colombianos sobem e indicam otimismo do mercado após eleição presidencial

Segundo o levantamento, o risco político-eleitoral e a continuidade das políticas públicas lideram as preocupações dos investidores, à frente de temas como segurança jurídica, eficiência regulatória e licenciamento ambiental. A capacidade de investimento público também figura entre os entraves, num reflexo da tensão fiscal de um país que convive com dívida elevada e déficit nas contas do governo central.

Questionados sobre o que esperam do próximo governo, os investidores colocam a previsibilidade institucional e a segurança jurídica como prioridade máxima, seguidas da disciplina fiscal e da capacidade de investimento público, e de um ambiente favorável ao capital privado e ao financiamento de longo prazo.

Entre os setores com maior potencial de atrair capital, os participantes destacam ferrovias, rodovias e logística, além de mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia. A demanda por energia ganha relevância diante de um sistema elétrico colombiano fortemente dependente de hidrelétricas e da expectativa de déficit de oferta nos próximos anos.

O GRI Institute avalia que o resultado eleitoral com a guinada à direita pode funcionar como catalisador, caso seja percebido como favorável ao ambiente de negócios. A conversão dessas intenções em investimento efetivo, segundo a entidade, depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre os diferentes níveis de governo.

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FPA deve se reunir com Hugo Motta por projeto de dívidas rurais

Integrantes da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) devem se reunir nesta terça-feira (23) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação do projeto que cria mecanismos de renegociação de dívidas rurais. A informação foi confirmada por fontes da bancada ruralista à CNN, mas o encontro ainda não consta na agenda oficial divulgada pela Presidência da Câmara.

A reunião ocorre em meio à ofensiva da FPA para acelerar a análise da proposta na Câmara, que é considerada uma das principais prioridades do setor antes do anúncio do Plano Safra 2026/27.

A avaliação dos parlamentares é que produtores endividados precisam ter uma definição sobre o alongamento das dívidas para conseguir acessar o crédito da próxima safra.

Nos bastidores, o encontro também busca reverter a sinalização dada por Hugo Motta de que a proposta não deve ser votada antes do recesso parlamentar.

O presidente da Câmara tem manifestado preocupação com os impactos fiscais do projeto e defende limites para medidas de socorro ao setor agropecuário.

O principal impasse envolve o custo da renegociação. O Ministério da Fazenda estima impacto de até R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, enquanto a FPA calcula um valor próximo de R$ 65 bilhões no mesmo período.

A divergência tem travado as negociações entre governo e Congresso desde a aprovação do texto pelo Senado Federal, no último dia 10.

Parlamentares da bancada ruralista argumentam que o projeto tem caráter autorizativo e não cria obrigação imediata de execução orçamentária, tese que ganhou força após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que haveria espaço para avançar com uma solução negociada e que nao criasse um engessamento no orçamento.

A expectativa da FPA é que a conversa com Hugo Motta ajude a definir ao menos um calendário para a tramitação da proposta ainda antes do início do recesso legislativo, previsto para 18 de julho.

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