Com objetivo de oferecer mais agilidade, segurança e modernidade na emissão da licença ambiental, o governador Eduardo Riedel lançou nesta terça-feira (30) uma plataforma com uma série de transformações digitais, que vão contar com inteligência artificial, geotecnologia e um monitoramento mais adequado.
Neste pacote digital estão os sistemas SIRIEMA 2.0, SIGMA e do SISGEO. Promovido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS). Estas plataformas alinham os processos administrativos às novas exigências legais e às melhores práticas de governança pública, fortalecendo a eficiência do licenciamento ambiental, o monitoramento dos empreendimentos e a proteção dos recursos naturais.
“Hoje é um dia extremamente relevante ao Estado. Uma mudança de conceito completa. Para chegarmos a este patamar precisou de todo um investimento que está sendo feito pelo Governo do Estado, que envolve tecnologia, sistema, desenvolvimento, monitoramento, com uso de inteligência artificial para mudar o foco no processo burocrático. Uma virada de chave”, afirmou o governador.

Riedel destacou que as inovações vão reduzir de forma significativa o tempo para concessão da licença (ambiental), que já é boa em Mato Grosso do Sul, comparada a outros estados. Ambiente facilitador do desenvolvimento, que ao mesmo tempo é responsável com a área ambiental.
“MS já tem o índice menor do Brasil em desmatamento ilegal. Isto já é fruto deste ambiente criado aqui no Estado de monitoramento, pois 98% dos nossos produtores e empreendedores já fazem de forma correta, mas temos a capacidade e ir atrás daqueles 2% que não fazem. Estamos em um bom caminho”, completou.
Para modernizar este processo o Governo do Estado vai enviar em breve um projeto de lei que à Assembleia que trata das mudanças no processo de licenciamento ambiental em Mato Grosso do Sul, com objetivo de dar mais agilidade e celeridade na emissão do documento, dispondo de várias responsabilidades ao empreendedor. Seguindo assim as mudanças no âmbito nacional, que precisam ser adequadas nos estados.
“O empreendedor passa a ser muito mais proativo no processo. O Imasul ganhou muito mais ferramentas e condições de monitorar o empreendimento. O foco não é só no licenciamento, mas no monitoramento do processo, com uma entrega mais rápida e ágil da licença, enquanto que o Imasul terá maior capacidade de monitorar”, descreveu o governador.
Plataformas
Durante o evento, foi lançado oficialmente o SIRIEMA 2.0. O sistema reúne em um único ambiente digital diversos módulos de gestão ambiental, como Cadastro Ambiental Rural (CAR), Licenciamento Florestal, Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), Fiscalização, Licenciamento Ambiental, Monitoramento e Controle, Pesca, Recursos Hídricos e SISEA, permitindo maior integração entre as áreas técnicas do Instituto.
A plataforma automatiza procedimentos, realiza controle de prazos, amplia a rastreabilidade dos processos administrativos e incorpora recursos de inteligência artificial para apoiar as análises técnicas, proporcionando maior segurança jurídica, eficiência e transparência.
Outro importante avanço apresentado foi o SIGMA (Sistema de Gestão e Monitoramento Ambiental), responsável pelo acompanhamento automático das condicionantes ambientais. A ferramenta realiza o cruzamento de informações das licenças emitidas com a legislação vigente, utilizando inteligência artificial para monitorar obrigações ambientais, prazos e conformidade dos empreendimentos.

A implantação integrada do SIRIEMA 2.0, do SIGMA e do SISGEO representa uma das maiores iniciativas de transformação digital da gestão ambiental de Mato Grosso do Sul. Os novos sistemas alinham os processos administrativos às novas exigências legais e às melhores práticas de governança pública, fortalecendo a eficiência do licenciamento ambiental, o monitoramento dos empreendimentos e a proteção dos recursos naturais.
“As novas plataformas foram desenvolvidas para atender a nova legislação nacional que trata do licenciamento ambiental. Para isto precisamos criar ferramentas para viabilizar principalmente no controle do desempenho ambiental de cada atividade. Muita tecnologia envolvida para conseguir fazer a gestão de um território tão amplo como de Mato Grosso do Sul”, explicou o diretor-presidente do Imasul, André Borges.

Borges detalhou que a inteligência artificial vai vir para fazer a leitura desta documentação para avaliar se está dentro do conforme para dar continuidade ao processo. “Vai trazer muito celeridade nesta análise, vamos ganhar muito tempo. Entregar algo mais adequado para quem busca a regularização ambiental da sua atividade”.
Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, estas mudanças na legislação, com avanço tecnológico, colocam Mato Grosso do Sul cada vez mais na vanguarda em relação ao licenciamento ambiental.
“O trabalho do Imasul tem sido reconhecido inclusive pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e agora está dando um novo passo. Sabemos dos desafios que a nova lei trás, que vai ser bom para todo mundo. A mudança na lógica é que o monitoramento e fiscalização serão mais efetivos. Vamos ganhar muito dinamismo em todo processo”.

Entrega
O governador aproveitou a solenidade na sede do Imasul, em Campo Grande, para entregar o novo prédio administrativo da instituição. Ainda visitou a Sala de Monitoramento Ambiental do Imasul, onde conheceu os sistemas tecnológicos utilizados pelo órgão para acompanhamento em tempo real do território sul-mato-grossense.
Com a nova estrutura física e tecnológica, o Imasul reforça seu compromisso com a inovação, a desburocratização dos serviços públicos, a transparência dos processos e o fortalecimento da política ambiental, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional em gestão ambiental moderna, inteligente e sustentável.

Leonardo Rocha e Gustavo Escobar
Fotos: Álvaro Rezende
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens do evento e da coletiva
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou, em coletiva, que as negociações sobre o endividamento dos produtores rurais continuam em andamento e que há expectativa de que uma medida provisória seja apresentada em breve pelo governo.
“As negociações em relação ao endividamento do produtor rural seguem, com a expectativa que muito rapidamente possamos ter uma medida provisória em que o governo vá oferecer uma alternativa, uma posição, a exemplo do Plano Safra, a melhor posição que nós pudermos dar para socorrer em relação a essa questão”, disse.
O ministro também comentou a agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no Paraguai tratando de temas comerciais.
“O nosso presidente Lula, neste momento, está no Paraguai e está tocando tanto a discussão relativa a cotas do acordo entre o Mercosul e a comunidade europeia, quanto avançando na perspectiva de rapidamente nós podermos ter de forma concreta um acordo entre o Mercosul e o Japão, ambos de grande importância para o nosso setor”, afirmou.
O ministro, em meio à coletiva de anúncio do Plano Safra, destacou o avanço de R$ 9 bilhões nos recursos destinados para o Plano Safra 2026/27 e destacou o valor recorde atingido pelo quarto ano consecutivo.
O ministro ressaltou a importância de uma política pública robusta e classificou o valor recorde como “reconhecimento” à qualidade e capacidade do produtor.
“O quarto Plano Safra com valor recorde é a reafirmação de um compromisso do governo com quem produz, gera empregos e ajuda a alimentar o Brasil e o mundo”, afirmou.
Na cerimônia de lançamento do plano nesta terça-feira (30), o ministro destacou também o avanço do agro brasileiro no cenário internacional, com a abertura de mais de 660 novos mercados e a expectativa de chegar à marca de 700 até o fim de 2026.
“Nesses 3 anos e meio do governo Lula, abrimos mais do que o dobro de mercados internacionais em comparação ao governo anterior, e vamos superar a marca de 700. Nesse mandato, fechamos também o acordo com a União Europeia, um reflexo do aumento da confiança internacional no nosso agro”, afirmou.
“O mundo não procura o Brasil só para comprar alimentos, agora investem no nosso campo, graças à confiança adquirida pelos produtores e pelas instituições“, complementou.
Durante a cerimônia, André de Paula assinou uma portaria que cria um grupo de trabalho especial para lidar com os impactos do El Niño. O grupo foi criado com intuito de “mapear e avaliar os impactos do fenômeno climático na produção nacional”.
Além de identificar a vulnerabilidade de culturas como soja, milho e feijão, um dos objetivos do grupo é formular políticas públicas para minimizar os efeitos do fenômeno climático.
O ministro assinou também uma portaria que estabelece “padrão de identidade e qualidade” para produtos de biorrefinaria de milho e outros cereais, com destaque para o DDG, com foco na exportação.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago recuou para 56,7 em junho, ante 62,7 em maio, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 30.
O resultado, porém, superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda a 54,5 neste mês.
O presidente da República em exercício, o vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (30), durante o anúncio do Plano Safra empresarial, que a abertura de negociações de um acordo entre o Mercosul e o Japão pode ampliar oportunidades para o setor agropecuário brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje de reunião no Paraguai, no âmbito do Mercosul, em que foram discutidas cotas de exportação entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para mercados estrangeiros.
Ele afirmou que o encontro também deve autorizar o início das negociações de um novo acordo comercial entre o bloco sul-americano e o Japão. De acordo com o vice-presidente, o possível acordo Mercosul-Japão “pode abrir muitas oportunidades para o cooperativismo e para o agro”, tanto na ampliação das exportações brasileiras para o mercado japonês quanto na importação de produtos daquele país.
No evento, Alckmin destacou ainda as diretrizes do Plano Safra empresarial, ressaltando o objetivo de ampliar o volume de recursos destinados ao financiamento do setor e reduzir taxas de juros. Ele mencionou o desempenho recente da agropecuária, que cresceu 11,7% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, além do recorde de exportações do setor no mesmo período.
O vice-presidente também apontou o aumento dos investimentos em infraestrutura portuária, afirmando que houve crescimento de 467% em aportes públicos e privados na área, com impacto direto no escoamento da produção agroindustrial.
Além das tratativas com o Japão, Alckmin destacou outros acordos comerciais do Mercosul, incluindo a União Europeia, a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e Singapura. Segundo ele, esses movimentos fazem parte de uma estratégia de ampliação do comércio exterior brasileiro.
Na área de insumos e energia, o vice-presidente destacou ainda a importância de políticas voltadas a fertilizantes e biocombustíveis, apontados como centrais para a competitividade do agronegócio.
Durante o anúncio do Plano Safra 2026/27, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal deve apresentar, em breve, a proposta de renegociação de dívidas rurais ao Congresso Nacional. Segundo ele, a medida já estaria em estágio avançado de negociação.
“Nos próximos dias nós iremos apresentar uma proposta já com o estado da arte das negociações para apresentar ao Congresso Nacional as renegociações de dívidas rurais, de modo que a gente siga nesse processo de quebra de recordes [do agro]”, disse o ministro.
Durigan afirmou no evento de anúncio do plano para a agricultura empresarial, que soma R$ 525,1 bilhões, que o plano como um todo deve ter volume total de R$ 610 bilhões para o ciclo 2026/27.
O ministro destacou a redução de taxas de juros em diferentes linhas do plano, afirmando que o governo tem “sensibilidade” a questões que afetam o produtor, como os efeitos da guerra no Oriente Médio para o aumento dos custos de produção. “Estamos concentrando esforços para ter taxas de custeio num patamar bem razoável para dar fôlego para o agricultor dadas as dificuldades e demandas atuais”, disse.
Ele também pontuou que o governo ampliou o limite de crédito de investimento equalizado de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão e do limite de comercialização para cooperativas, em relação aos repasses para os cooperados, também de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão.
Durigan também enfatizou o aumento do valor de investimento disponível no plano, sinalizando especialmente um desejo de crescimento da armazenagem.
Durigan também afirmou que o desempenho do agronegócio tem sido positivo e destacou resultados recentes do setor. Ele acrescentou que o setor segue em crescimento mesmo após bases elevadas no ano anterior.
O ministro citou dados de desempenho econômico do setor no início de 2026. Segundo ele, o agronegócio registrou crescimento de 2% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2025, e de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. “Mesmo com o patamar alto do ano passado, seguimos crescendo”, afirmou.
Durigan também destacou a participação do setor na economia nacional, mencionando que a cadeia do agronegócio representa mais de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Ele afirmou que é importante garantir estabilidade às políticas de financiamento rural, incluindo os planos safras subsequentes, e citou a necessidade de debate sobre temas como renegociação de dívidas e seguro rural.
O ministro ainda relacionou o desempenho do setor à abertura de mercados externos. Segundo ele, a participação das exportações ligadas à agricultura e à pecuária deve alcançar metade do total das exportações brasileiras. “Com a abertura de mercados, a maior parte para o agronegócio, é que vamos à participação da exportação da agricultura, da pecuária, batendo 50% das exportações totais do país”, disse.
A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em maio e o déficit do setor público consolidado foi pior do que a expectativa, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central.
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou maio em 81,1%, contra 80,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 67,9%, de 67,2%.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 80,7% para a dívida bruta e de 68,1% para a líquida.
Em maio, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$56,131 bilhões, contra expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$53,5 bilhões.
O desempenho mostra que o governo central teve déficit de R$55,169 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram rombo de R$1,236 bilhão e as estatais tiveram superávit de R$273 milhões, mostraram os dados do Banco Central.
O governo federal anunciou que o Plano Safra 2026/27 vai manter os juros menores nas operações de custeio para produtores rurais que estiverem com a regularização ambiental em dia e adotarem práticas sustentáveis na produção.
Pelas regras, o desconto pode chegar a até 1 ponto percentual na taxa de juros. O benefício será dividido em duas etapas: produtores com o CAR (Cadastro Ambiental Rural) regular poderão receber redução de até 0,5 ponto percentual, enquanto outros 0,5 ponto percentual serão destinados àqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis, padrões de gestão ou certificações reconhecidas.
Na prática, quem atender aos dois critérios poderá contratar o crédito de custeio com uma taxa de juros até 1 ponto percentual menor do que a prevista originalmente para a linha de financiamento.
A medida faz parte do Plano Safra 2026/27 e amplia o uso de critérios ambientais na concessão de crédito rural. Segundo o governo, em nota divulgada há pouco, a proposta é estimular a regularização ambiental das propriedades e incentivar a adoção de práticas sustentáveis por meio de condições mais favoráveis de financiamento.
No último ciclo foram inicialmente disponibilizados R$ 6,2 bilhões em linhas com as taxas de juros diferenciadas mas, ao longo do ano-safra, o valor caiu R$ 4,1 bilhões.
A expectativa é que o valor disponivel para a safra 2026/27 seja divulgada no anúncio do PLano Safra, agendado para esta terça-feira (30).