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SLC Agrícola compra terras de subsidiária da Cosan por R$ 669 milhões

A disputa entre a SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro pelo direito de preferência na compra de fazendas do chamado Bloco Mato Grosso, pertencente à Radar, empresa de terras da Cosan, foi encerrada com um acordo entre as partes.

Pelos termos anunciados nesta quinta-feira (9), o portfólio de imóveis rurais será dividido entre os arrendatários compradores. A operação mantém o valor total de R$ 1,85 bilhão já anunciado pela Cosan, enquanto a SLC ficará com 8,9 mil hectares agricultáveis por R$ 669 milhões.

Como resultado, foram celebrados novos compromissos de compra e venda com a SLC Agrícola, o Grupo Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan, mantendo as condições comerciais anunciadas anteriormente.

Segundo fato relevante da Cosan, o valor total da operação permanece em R$ 1,85 bilhão, dos quais aproximadamente R$ 586 milhões correspondem à participação indireta da companhia. A conclusão da transação continua sujeita ao cumprimento de condições precedentes usuais e está prevista para ocorrer até 30 de outubro de 2026.

Em comunicado separado, a SLC Agrícola detalhou que ficará com uma parcela de 8,9 mil hectares agricultáveis do portfólio, após um acordo entre os arrendatários que haviam exercido o direito de preferência sobre o bloco de imóveis rurais.

O Bloco Mato Grosso é composto por aproximadamente 41,2 mil hectares físicos, equivalentes a cerca de 28 mil hectares agricultáveis. Inicialmente, a SLC havia informado ao mercado que exerceu o direito de preferência para adquirir a totalidade do portfólio. Com o exercício do mesmo direito por outros arrendatários, as partes iniciaram negociações que resultaram na divisão das áreas entre os compradores.

Dos R$ 669 milhões que a SLC irá desembolsar a aquisição da área, R$ 255,2 milhões serão depositados em conta vinculada na assinatura do acordo, enquanto os R$ 413,9 milhões restantes serão pagos até 30 de outubro de 2026.

Desconsiderando o valor atribuído à infraestrutura, estimado em R$ 29,7 milhões, a companhia informou que o preço da terra agricultável foi de aproximadamente R$ 72 mil por hectare.

A SLC afirmou que já operava nessas propriedades por meio de contratos de arrendamento, cultivando soja, milho e algodão em sistema de rotação em 17,6 mil hectares. Com a operação, passará a ser proprietária de 8,9 mil hectares, enquanto os 8,7 mil hectares restantes continuarão arrendados. 

Parte desses contratos permanecerá vigente até as safras de 2026/27 e 2029/30, e uma parcela de 2,5 mil hectares foi recontratada junto à nova proprietária, a Santa Maria Holding, por mais 15 anos após o término do contrato atual.

Tanto a Cosan quanto a SLC informaram que a conclusão da operação depende do cumprimento das condições precedentes previstas nos contratos, incluindo aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), quando aplicável.

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Datafolha: Falta de policiamento é o principal problema de segurança para paulistas


A insuficiência de policiais atuando nas ruas é considerada o principal problema da segurança pública em São Paulo, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira (8). Para 20% dos moradores do estado, a falta de efetivo é o maior obstáculo enfrentado pela área atualmente.

Embora continue no topo das preocupações dos entrevistados, a falta de policiamento perdeu peso em relação à pesquisa anterior, feita em 2022. Na ocasião, 24% dos paulistas apontavam a ausência de agentes nas ruas como o principal problema da segurança no estado.

Na sequência aparecem os assaltos, citados por 11% dos entrevistados. O percentual representa uma alta em relação ao levantamento anterior, quando 8% mencionavam esse tipo de crime como a maior preocupação. O tráfico de drogas vem logo depois, com 8%, o dobro do índice registrado em 2022, quando era apontado por 4%.

A preocupação com o número de policiais aparece de maneira semelhante entre diferentes grupos políticos. Entre os eleitores do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 19% apontam a falta de efetivo como o principal problema. Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT), o índice é de 25%.

A percepção da população ocorre em um cenário de redução do efetivo da Polícia Militar paulista. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a corporação tinha 79.603 policiais militares na ativa em maio de 2026. O número é inferior ao registrado em 2001, quando havia 84.404 agentes.

Medo da violência recua

A pesquisa também identificou uma queda no medo da violência em São Paulo na comparação com 2022. Atualmente, 47% dos moradores afirmam sentir muito medo de serem assaltados nas ruas, contra 57% no levantamento anterior. Outros 29% dizem sentir algum medo, enquanto 24% afirmam não ter receio.

A preocupação com assaltos em semáforos também diminuiu. Segundo a pesquisa, 45% dos paulistas têm muito medo de serem vítimas desse tipo de crime, nove pontos percentuais abaixo do registrado em 2022, quando o índice era de 54%.

O levantamento ainda mediu o temor da população em relação a sequestros, balas perdidas e assaltos dentro de casa. Respectivamente, 33%, 35% e 30% afirmam sentir muito medo desses tipos de ocorrência.

O levantamento foi realizado com 1.608 pessoas de 16 anos ou mais, em 71 municípios paulistas. A margem de erro dos resultados gerais é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com variações conforme os recortes analisados. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.



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Tensão com os EUA: diretor da PF defende cooperação com respeito à soberania na ONU


O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu nesta quarta-feira, 8, a cooperação internacional para combater o crime organizado e pediu respeito à soberania das nações. A declaração ocorreu na quinta Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A UNCOPS 2026 (sigla em inglês para Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas) reuniu ministros, chefes de polícia e representantes de organizações regionais e profissionais de segurança pública. O encontro discutiu o fortalecimento da paz, segurança e desenvolvimento internacional.

“O crime não respeita fronteiras, e nenhum país pode combater o crime transnacional sozinho. O Brasil fez da integração internacional uma prioridade e considera que o crime organizado deve ser enfrentado por meio de uma abordagem equilibrada e abrangente, baseada em inteligência, estratégia e cooperação, com respeito ao Estado de Direito, à soberania das nações e aos direitos fundamentais“, disse Andrei Rodrigues, segundo a CNN.

Andrei é um dos brasileiros críticos à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele afirmou que a decisão dos Estados Unidos foi um “equívoco técnico”.

Na semana passada, o governo americano divulgou as primeiras sanções contra brasileiros com base na nova classificação dos grupos criminosos.

Dias depois, a PF deflagrou operação contra os mesmo alvos dos EUA. Na ocasião, Andrei Rodrigues voltou a criticar a decisão e disse que “tecnicamente é um erro grosseiro”.



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