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Rússia reforça segurança no Mar Negro para proteger exportações de grãos

A Rússia informou nesta segunda-feira (3) que está reforçando a proteção de embarcações na região do Mar de Azov e do Mar Negro, além de desenvolver rotas alternativas para o transporte de cargas. A medida ocorre após uma forte escalada dos ataques marítimos realizados por ambos os lados na guerra da Ucrânia.

O Ministério dos Transportes da Rússia afirmou que, em resposta à “situação tensa no Mar de Azov causada por ataques hostis de drones contra embarcações marítimas”, criou uma força-tarefa para identificar novas rotas logísticas e transferir parte do fluxo de cargas para outros modais de transporte.

“Várias empresas de operação portuária já manifestaram disposição para movimentar volumes adicionais de carga e acelerar os embarques em seus terminais, dentro dos limites de sua capacidade operacional”, informou o ministério em comunicado.

Em conjunto com o Ministério da Defesa, “medidas adicionais estão sendo implementadas para garantir a segurança da navegação e proteger as embarcações na região do Mar de Azov e do Mar Negro”.

A Rússia, maior exportadora mundial de trigo, e a Ucrânia, também uma importante exportadora agrícola, intensificaram nas últimas semanas os ataques contra instalações de exportação agrícola e navios comerciais na região do Mar Negro, movimento que elevou os preços do trigo nos mercados internacionais.

Na sexta-feira, a principal entidade representativa do setor de grãos da Rússia alertou que os ataques de drones ucranianos contra navios e portos russos podem interromper, em um futuro próximo, as exportações de grãos pelo Mar Negro, pressionando ainda mais os preços e agravando a insegurança alimentar na África e no Oriente Médio.

Nas últimas semanas, a maior associação de produtores rurais da Ucrânia, a UAC, também advertiu que os ataques russos contra embarcações próximas ao porto de Odesa estão restringindo as exportações ucranianas em um período crucial da colheita e podem afetar o abastecimento global de alimentos.

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Confiança empresarial cai em julho para o menor nível desde dezembro, diz FGV/Ibre


O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo FGV/Ibre recuou 1,4 ponto em julho, para 91,3 pontos, o patamar mais baixo desde dezembro, quando ficou em 90,1 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice registrou variação negativa de 0,1 ponto.

Segundo Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV/Ibre, a confiança empresarial devolveu a alta dos dois meses anteriores, com piora das avaliações na Indústria e nos Serviços.

Esse recuo na confiança industrial parece refletir a preocupação com as novas tarifas de importação dos Estados Unidos, enquanto a retração dos Serviços está relacionada a uma percepção de enfraquecimento da demanda, disse o especialista em nota.

“Como atenuante, o indicador de otimismo com os negócios nos seis meses seguintes permaneceu relativamente estável. O mercado de trabalho segue aquecido e sustenta o consumo, mas mantém a inflação pressionada e reforça a perspectiva de juros restritivos por mais tempo. Se a tendência de queda da confiança persistir, poderá contribuir para a desaceleração da atividade no segundo semestre.”, projetou Campelo Jr.

Leia também: Confiança do consumidor no Brasil cai em julho; percepção sobre o presente piora

Situação atual e expectativas

Em julho, o Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E), que capta a percepção do momento, caiu 1,5 ponto, para 92,9 pontos – a maior queda mensal desde agosto de 2025, quando havia recuado 1,9 ponto.

Entre seus componentes, o indicador de satisfação com a situação atual dos negócios cedeu 1,7 ponto, para 91,8 pontos, enquanto o indicador que mede o nível da demanda no momento presente diminuiu 1,2 ponto, para 94,1 pontos.

Já o Índice de Expectativas Empresariais (IEE) encerrou o mês em 89,8 pontos, com queda de 1,2 ponto. Entre seus componentes, o indicador que mede o otimismo com a demanda nos três meses seguintes caiu 2,2 pontos, para 87,2 pontos, enquanto o indicador que capta as expectativas em relação à evolução dos negócios seis meses à frente recuou 0,2 ponto, para 92,5 pontos.

Setores

Em julho, a confiança recuou em dois dos quatro setores monitorados pelo FGV/Ibre. A maior queda ocorreu em Serviços, cujo índice cedeu 3,0 pontos no mês, para 87,8 pontos, após acumular alta de exatos 3,0 pontos nos dois meses anteriores.

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O índice da Indústria também diminuiu, em 2,9 pontos, passando a 97,2 pontos, depois de subir 3,0 pontos em junho.

No sentido oposto, o Índice de Confiança do Comércio avançou 0,4 ponto no mês, alcançando 85,5 pontos, enquanto o da Construção subiu 0,8 ponto, para 92,5 pontos.

Na métrica de médias móveis trimestrais, o Comércio passa a sinalizar uma trajetória declinante, enquanto Construção e Serviços apresentam estabilidade e a Indústria mantém tendência de alta.

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Difusão da confiança

Em julho, a confiança empresarial avançou em apenas 13 dos 49 segmentos integrantes do ICE, uma disseminação inferior à observada no mês anterior. O destaque negativo do mês é o setor de Serviços, em que apenas um segmento de 13 registrou alta da confiança.



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Indústria na China desacelera para mínima em 4 meses em julho, mostra pesquisa


PEQUIM, 3 Ago (Reuters) – O setor industrial da ⁠China cresceu em julho no ritmo mais lento ‌dos últimos quatro meses, com a produção e os novos pedidos apresentando um aumento mais lento, enquanto os pedidos ‌de exportação voltaram a crescer após contração, segundo uma pesquisa do setor privado nesta segunda-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) do RatingDog para a indústria da China, compilado pela S&P Global, caiu de 51,7 em junho para 50,9 em ⁠julho, ‌ficando abaixo da previsão dos analistas de 51,5. A ⁠marca de 50 separa crescimento de contração.

Uma pesquisa oficial divulgada na sexta-feira mostrou que a atividade industrial da China entrou inesperadamente em contração em julho, reforçando as preocupações com a desaceleração do crescimento, a fraqueza da ​demanda interna e os elevados custos de produção.

Os líderes chineses se comprometeram, em uma reunião no final de ​julho, a apoiar a economia acelerando os gastos fiscais em projetos de infraestrutura já orçados para o restante do ano, em vez de planejar novas medidas de estímulo de grande porte.

A pesquisa privada mostrou que o crescimento ‌dos novos pedidos desacelerou para o ​ritmo mais fraco desde janeiro. Os novos pedidos de exportação voltaram a crescer após contração em maio e junho, embora o aumento tenha sido ⁠apenas marginal.

As empresas ​industriais contrataram pessoal ​pelo segundo mês consecutivo, com o ritmo de criação de empregos sendo o ⁠mais rápido desde agosto de ​2023.

Os estoques de compras aumentaram pelo oitavo mês consecutivo, a sequência mais longa desde 2006-2007, levando as empresas a reduzir as ​atividades de compra pela primeira vez desde novembro de 2025.

A carteira de pedidos aumentou pelo sexto mês ​consecutivo, embora no ⁠ritmo mais lento desse período.

As pressões sobre os preços diminuíram ainda mais. A ⁠inflação dos preços dos insumos desacelerou para o menor nível em seis meses, enquanto os preços de venda permaneceram praticamente estáveis.

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As empresas continuavam otimistas em relação à produção nos próximos 12 meses, segundo a pesquisa.



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