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Diocese de SP anuncia excomunhão de padre ligado a grupo conservador


A Diocese de Jundiaí, em São Paulo, publicou uma nota pastoral confirmando a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira da Silva.

A medida decorre da adesão formal do sacerdote à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), grupo considerado em estado de cisma pela Igreja Católica após a ordenação episcopal de quatro presbíteros sem mandato papal em julho de 2026.

Irregularidade dos sacramentos

Segundo o documento assinado pelo bispo Dom Arnaldo Carvalheiro Neto, os atos ministeriais do sacerdote são considerados ilícitos. Sacramentos como confissões e casamentos celebrados por ele são declarados inválidos e nulos.

A diocese alertou que fiéis que aderirem formalmente à FSSPX ou participarem de suas atividades também incorrem na pena de cisma e excomunhão. O bispo recomendou o distanciamento de iniciativas ligadas ao grupo para preservar a comunhão católica.

Relembre outro caso: Padre de Brasília ligado a grupo conservador também foi excomungado pelo Vaticano

Outros casos de excomunhão no Brasil

A medida contra o sacerdote de São Paulo ocorre em um contexto de sanções aplicadas pela Santa Sé a outros religiosos vinculados à FSSPX.

Recentemente, a Arquidiocese de Brasília também oficializou a excomunhão e a declaração de cisma do padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, atuante na Capela Santo Atanásio, em Ceilândia. A exemplo do caso paulista, os sacramentos administrados por ele no Distrito Federal, como confissões e casamentos, foram declarados nulos e inválidos pela Igreja Católica.

Além dos padres brasileiros, as ordenações episcopais sem mandato pontifício realizadas em Ecône, na Suíça, no dia 1º de julho de 2026, resultaram na excomunhão automática de todos os bispos consagrantes e dos quatro ordenados. O episódio gerou punições adicionais para religiosos de diversos países que compartilharam da ruptura com a autoridade de Roma.

A CNN Brasil tenta contato com o sacerdote para um posicionamento sobre a declaração de cisma. O espaço segue aberto.



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Índia estuda restringir uso da cana para a produção de etanol

A Índia está considerando restringir a quantidade de cana-de-açúcar utilizada para a ​produção de etanol na safra que começa em outubro, ​a fim de aumentar a produção de açúcar e tentar acalmar os preços recordes no país, segundo informaram duas fontes do governo e duas do setor.

A redução das chuvas em Maharashtra e Karnataka, os maiores Estados produtores de cana-de-açúcar da Índia, gerou preocupações quanto à produção de açúcar no próximo ano, disseram as fontes, que preferiram não se identificar porque as deliberações não são públicas.

Elas afirmaram que priorizar o abastecimento de açúcar em ⁠detrimento do etanol poderia ajudar a Índia ​a evitar importações de açúcar, aumentando a oferta interna à medida que a produção cai, ​e que uma decisão sobre o assunto poderia ser tomada até o final do próximo mês.

Um porta-voz do ⁠governo não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da ⁠Reuters.

Aproximadamente 3 milhões de toneladas de açúcar em jogo

As usinas desviaram cerca de 3 ​milhões ‌de toneladas métricas de açúcar, ou cerca de 10% da produção total, para a produção de etanol durante ⁠o ano corrente, até o final de setembro.

Restringir essa prática na próxima safra poderia adicionar um volume semelhante ao abastecimento doméstico de açúcar, compensando a queda esperada na produção devido às chuvas fracas nos principais Estados produtores de cana, ‌disseram ⁠as fontes.

Os preços do ‌açúcar na Índia subiram cerca de 10% no último mês, atingindo um recorde histórico, e devem permanecer elevados por pelo menos os próximos três meses, à medida que a oferta se torna mais escassa e a demanda ⁠da temporada de festivais indianos — quando as pessoas viajam mais — ⁠ganha força, informou a Reuters na semana passada.

Para manter em andamento seu programa de mistura de 20% de etanol na gasolina, o ‌governo precisaria aumentar o uso de milho e arroz na produção de etanol para compensar a redução na quantidade proveniente da cana-de-açúcar. Os estoques de milho e arroz são abundantes.

Fontes com conhecimento direto do assunto afirmaram que as usinas seriam solicitadas a interromper a produção de etanol a partir do caldo de cana ‌e do melaço B, um subproduto com teor relativamente alto de açúcar.

Em vez disso, as usinas teriam permissão para produzir etanol principalmente a partir de melaço C, um subproduto que resta após a extração ⁠da maior parte do açúcar, afirmaram.

A alocação de etanol para a indústria açucareira na safra que começa em novembro deverá ser finalizada antes do início da temporada; depois disso, os revendedores estatais de combustíveis abrirão licitações para a ​compra de etanol, disseram as fontes.

Nova Délhi já proibiu as exportações de açúcar e, no mês passado, impôs ​limites aos estoques que os comerciantes podem manter.

É improvável que as novas restrições em análise prejudiquem significativamente a indústria açucareira, pois espera-se que as usinas obtenham mais lucros com a produção e venda de açúcar do que com o desvio da cana-de-açúcar para a produção de ‌etanol, afirmaram autoridades do setor.

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Seguro rural, fertilizantes e etanol entram na pauta do esforço concentrado

Na semana de esforço concentrado do Congresso, o agro tenta avançar nas negociações para incluir medidas em favor do etanol no PLP 114, enquanto acompanha no Senado projetos sobre seguro rural, preços mínimos, fertilizantes e fiscalização ambiental.

Na Câmara, o principal foco do setor é a votação do PLP (Projeto de Lei Complementar) 114/2026. O texto já tem parecer da deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), mas ainda há pontos em negociação entre parlamentares e governo para viabilizar a aprovação.

A discussão ganhou força depois que o governo decidiu manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina. Com a manutenção do benefício, parlamentares da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) voltaram a cobrar uma compensação para o etanol, para evitar perda de competitividade do biocombustível diante da gasolina.

O setor chegou a defender uma subvenção mínima de R$ 3,5 bilhões para o etanol. A equipe econômica, por outro lado, busca limitar o impacto fiscal e avalia os efeitos de uma eventual extensão da medida a outros biocombustíveis, como o biodiesel.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) tem atuado ativamente nas negociações com o governo e afirmou recentemente que ainda estavam sendo discutidos ajustes para viabilizar a votação.

O parecer já incorporou uma salvaguarda para manter o diferencial competitivo dos biocombustíveis caso o governo reduza a tributação ou conceda subvenção aos combustíveis fósseis. O texto prevê ainda subvenção aos produtores de biocombustíveis caso a redução da tributação da gasolina resulte na perda desse diferencial.

Outro ponto que pode entrar nas negociações é a forma de compensação dos créditos tributários acumulados pelos produtores de etanol. O parecer autoriza a utilização de créditos de PIS/Pasep e Cofins para compensar débitos com a Receita Federal. Na versão apresentada pela relatora, o limite global para 2026 é de R$ 750 milhões.

O parecer também prevê que eventuais subvenções aos biocombustíveis tenham duração e condições equivalentes às concedidas aos combustíveis fósseis, evitando que o benefício para o etanol fique defasado em relação ao da gasolina.

A votação do PLP 114 é esperada para esta semana, mas a pauta definitiva da Câmara será definida pelo Colégio de Líderes, em reunião marcada para esta terça-feira (11).

Seguro rural

No Senado, uma das principais prioridades do agro é o projeto que cria novas regras para o seguro rural.

O texto estabelece mudanças nas condições de contratação e prevê mecanismos para ampliar a oferta do seguro aos produtores. A proposta também cria um fundo para subsidiar os prêmios das apólices.

O projeto já foi aprovado pela Câmara e voltou ao Senado após alterações. Parlamentares do setor defendem a aprovação da medida como forma de ampliar a proteção dos produtores diante de eventos climáticos e reduzir a exposição do crédito rural a perdas.

A autora da proposta, senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem atuado diretamente para avançar com o texto. Caso seja aprovado como está, já deve constar os valores no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para 2027 que o governo apresentará ao Congresso no fim de agosto.

Preços mínimos

Também está no radar dos senadores o projeto que altera a PGPM (Política de Garantia de Preços Mínimos).

A proposta permite que a União compre produtos básicos por até 25% acima do preço mínimo estabelecido pelo governo.

A política é utilizada para apoiar a renda dos produtores em períodos de preços baixos e ajudar a garantir maior estabilidade ao abastecimento.

Fertilizantes

Outra pauta considerada estratégica para o agro é o Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes).

O projeto prevê incentivos para estimular investimentos na produção nacional de fertilizantes e matérias-primas.

A proposta busca reduzir a dependência brasileira das importações. O Brasil utiliza grandes volumes de fertilizantes na produção agrícola e ainda depende do mercado externo para a maior parte do consumo.

O texto aprovado pela Câmara voltou ao Senado e tem a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como relatora.

Embargos ambientais

A discussão ambiental ganhou força mais recentemente após resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) que estabeleceu restrições ao crédito para produtores com desmatamento em suas propriedades.

Parlamentares ligados à FPA defendem que o uso de tecnologia na fiscalização seja mantido, mas argumentam que informações de satélite, inclusive as utilizadas pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), não devem resultar automaticamente em restrições à atividade produtiva sem análise e direito de defesa.

O setor questionou o uso de informações de monitoramento remoto como base para impedir o acesso ao financiamento e passou a cobrar critérios que garantam análise e direito de defesa.

Nesse contexto, o Projeto de Lei (PL) 2.564/2025 surgiu como uma resposta às preocupações da bancada. O texto estabelece regras para a aplicação de medidas cautelares em fiscalizações ambientais e permite o uso de imagens de satélite e outras ferramentas de monitoramento remoto.

A proposta determina que o produtor seja previamente notificado e tenha a possibilidade de apresentar documentos e esclarecimentos antes da aplicação de determinadas medidas.

O texto foi aprovado pela Câmara e está em tramitação no Senado.

Esforço concentrado

A primeira semana de esforço concentrado do Congresso ocorre entre segunda-feira (10) e sexta-feira (14). Uma nova rodada está prevista entre segunda-feira (31) e quinta-feira (3).

Para o agro, a principal expectativa está nas negociações do PLP 114. Na Câmara, a definição sobre quais projetos serão efetivamente votados ainda depende da reunião do Colégio de Líderes.

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Mosaic anuncia oferta de recompra de dívida de até US$ 1,4 bilhão

A Mosaic iniciou uma oferta para recomprar em dinheiro parte de seus títulos de dívida em circulação, em uma operação com valor total de até US$ 1,4 bilhão. A companhia, produtora de fertilizantes fosfatados e potássicos, informou nesta segunda-feira (10) que a recompra será financiada por uma nova emissão de títulos de dívida.

A oferta contempla quatro séries de papéis, que somam US$ 1,747 bilhão em principal em circulação: títulos seniores com juros de 4,05% e vencimento em 2027; debêntures de 7,30% com vencimento em 2028; títulos seniores de 5,375% com vencimento em 2028; e títulos seniores de 4,35% com vencimento em 2029.

A prioridade para a recompra será dada aos títulos de 2027, seguidos pelas debêntures de 2028, pelos títulos de 2028 e, por último, pelos papéis com vencimento em 2029. Para esta última série, a Mosaic estabeleceu um limite de US$ 150 milhões em valor agregado de compra.

A companhia informou que poderá fazer rateio caso o volume de títulos ofertado pelos investidores supere os limites estabelecidos. O valor pago por cada série será calculado com base no rendimento de um título do Tesouro dos Estados Unidos de referência, acrescido de um spread fixo.

A oferta ficará aberta até as 18h de sexta-feira (14), no horário de Nova York, salvo se for prorrogada ou encerrada antecipadamente. A liquidação está prevista para 18 de agosto. Os investidores cujos títulos forem aceitos também receberão os juros acumulados desde o último pagamento até a data de liquidação.

A operação está condicionada, entre outros fatores, à conclusão de uma nova oferta pública de títulos seniores da Mosaic. A empresa precisa obter recursos líquidos suficientes para pagar os títulos aceitos na recompra e os juros acumulados. Caso essa condição não seja atendida, a companhia poderá não concluir a aquisição dos papéis ofertados.

No fim de 2025, a Mosaic tinha US$ 4,3 bilhões em dívida de longo prazo e US$ 759,9 milhões em dívida de curto prazo. Naquele momento, a empresa também tinha US$ 276,6 milhões em caixa e equivalentes de caixa e uma linha de crédito rotativa de US$ 2,5 bilhões.

A Mosaic contratou Citigroup Global Markets, BMO Capital Markets e U.S. Bancorp Investments como coordenadores da oferta.

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Exportação de frango do Brasil cresce quase 30% em julho

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 519,2 mil toneladas em julho, alta de 29,9% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

A receita com os embarques chegou a US$ 991,2 milhões em julho, crescimento de 34,3% na comparação interanual. 

No acumulado de janeiro a julho, o Brasil exportou 3,455 milhões de toneladas de carne de frango, aumento de 15,2% em relação às 3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. 

A receita acumulada alcançou US$ 6,690 bilhões, avanço de 19,3% sobre os US$ 5,609 bilhões registrados entre janeiro e julho de 2025.

A China foi o principal destino da carne de frango brasileira em julho, com 70,5 mil toneladas. O mercado estava fechado para o produto brasileiro no mesmo mês de 2025.

Os Emirados Árabes Unidos ficaram em segundo lugar, com 41,4 mil toneladas, queda de 19,9% na comparação anual. A Arábia Saudita recebeu 39,717 mil toneladas, alta de 26,2%, enquanto o Japão importou 38,5 mil toneladas, recuo de 10,2%.

A União Europeia recebeu 36,8 mil toneladas e a África do Sul, 26,1 mil toneladas. Os dois mercados também estavam fechados para a carne de frango brasileira em julho de 2025.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os resultados de julho ocorrem em um cenário de recuperação dos embarques após os impactos da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade registrada no país em 2025.

“Os resultados de julho confirmam a capacidade de resposta da cadeia produtiva brasileira e a força da presença do Brasil em diferentes mercados”, afirmou Santin.

De acordo com o presidente da entidade, “mesmo nesse contexto, o crescimento dos embarques demonstra a retomada e a solidez da avicultura brasileira, com avanços em destinos tradicionais e em mercados que vêm ampliando suas compras”

Entre os estados exportadores, o Paraná liderou os embarques em julho, com 227,1 mil toneladas, alta de 49,3% em relação ao mesmo mês de 2025.

Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 114,4 mil toneladas, aumento de 20%. O Rio Grande do Sul exportou 58 mil toneladas, alta de 25,5%.

São Paulo embarcou 29,2 mil toneladas, crescimento de 9%, enquanto Goiás registrou 25,8 mil toneladas, aumento de 13,3%.

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Unifrango investe R$ 20 milhões em expansão de centro de distribuição

A Unifrango, empresa paranaense que atua na comercialização e logística de proteínas animais, está investindo mais de R$ 20 milhões na ampliação de seu centro de distribuição em Apucarana, no Paraná. O projeto deve ser concluído até setembro e elevará em 20% a capacidade de armazenamento da companhia, de 20 mil para 24 mil posições-pallets.

Com recursos próprios, a expansão também aumentará a área do centro de distribuição de 19,5 mil para 22 mil metros quadrados. A unidade é destinada à movimentação e armazenagem de produtos congelados, resfriados e secos. A companhia afirma que o investimento faz parte do plano de expansão para 2026, mesmo diante do aumento dos custos logísticos e da volatilidade do comércio internacional.

Segundo o diretor-presidente da Unifrango, Hugo Bongiorno, a expectativa é manter neste ano o crescimento de 5% registrado em 2025 nas intermediações e serviços. A projeção inicial era de avanço de 10%, mas foi revisada diante das incertezas nos mercados doméstico e externo. Em 2024, o faturamento da empresa havia crescido 20%.

A estratégia de expansão ocorre em um momento de pressão sobre o transporte internacional, com aumento dos custos de seguro e combustível e impactos provocados pela crise geopolítica no Oriente Médio. A empresa mantém embarques mensais de contêineres de proteínas animais para mais de 100 países e afirma ter adotado rotas alternativas para reduzir os efeitos dos problemas logísticos na região.

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, a Unifrango passou a utilizar, por exemplo, o porto de Aqaba, na Jordânia, para entregas destinadas ao Iraque e ao Kuwait, além de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A companhia também destaca contratos de longo prazo com grandes armadores internacionais, que permitem acesso preferencial a contêineres em períodos de escassez.

A diversificação da operação também está no mercado doméstico. A Unifrango pretende ampliar a participação em produtos de maior valor agregado, especialmente processados e industrializados. Em 2025, o departamento comercial voltado ao mercado interno movimentou mais de 30 mil toneladas de produtos.

Entre os itens que estão no foco da companhia estão empanados de aves e peixes, cortes suínos e produtos IQF, que passam por congelamento individual rápido. A carne de frango in natura, no entanto, continua sendo o principal produto comercializado no mercado brasileiro.

A empresa também utiliza a participação em feiras nacionais e internacionais como parte da estratégia comercial. Entre os eventos estão a FOODEX Japan, o SIAVS, a SIAL Middle East, a SIAL China e a SIAL Paris. No SIAVS de 2026, realizado em São Paulo, a companhia afirma ter utilizado seu maior estande no evento, com 300 metros quadrados.

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Governo busca fundo para destravar crédito rural antes do início da safra

O fundo garantidor previsto na medida provisória que trata da renegociação de dívidas do setor agropecuário ainda está em fase de construção e não tem definição sobre os aportes nem sobre quais agentes serão responsáveis pelos recursos.

Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, a estrutura é considerada fundamental para destravar o acesso a novos financiamentos diante do elevado comprometimento das garantias dos produtores rurais.

“O fundo foi colocado na medida provisória, mas ainda não tem a definição dos aportes e quem vai colocar esse recurso”, afirmou Campos. Segundo ele, a situação é especialmente delicada porque muitos produtores estão com as garantias comprometidas após o processo de renegociação das dívidas. Esse cenário pode limitar a capacidade de contratação de novos créditos para a próxima safra.

De acordo com o secretário, o sistema financeiro também está mais conservador diante do cenário de juros elevados e das dificuldades enfrentadas pelo setor. “Está num processo de construção do fundo garantidor”, disse.

A preocupação ganha peso com a proximidade do início do plantio da safra de verão, previsto para os próximos meses. Para Campos, a criação de mecanismos capazes de oferecer garantias adicionais é importante para evitar que o endividamento acumulado impeça o produtor de acessar recursos para a nova temporada.

Com relação ao seguro rural, Campos destaca que há uma diferença importante entre o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) voltado principalmente à agricultura familiar, e o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural), utilizado por produtores enquadrados a partir do Pronamp.

Campos afirmou que o Proagro apresentou melhora na cobertura após medidas adotadas pelo Banco Central e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para ajustar limites e combater fraudes. Já o PSR enfrenta uma situação de maior restrição orçamentária.

“Nós estamos passando por um momento onde o aperto financeiro em cima do PSR está muito acentuado”, afirmou. Segundo ele, o ministro da Agricultura, André de Paula, busca ampliar o aporte de recursos para o programa.

A necessidade de reforçar a subvenção ocorre em um cenário de pressão sobre as margens dos produtores, com queda dos preços internacionais de algumas commodities e custo financeiro elevado. Campos afirmou que, apesar de o Plano Safra oferecer linhas com taxas consideradas mais compatíveis, o nível geral dos juros torna os financiamentos mais caros.

“Com um Selic de 14%, tudo fica caro”, disse o secretário. Na avaliação dele, o produtor precisa ter cautela ao assumir novos compromissos financeiros, já que o custo do crédito e o prêmio do seguro precisam ser incorporados à estrutura de custos da atividade.

Para Campos, a participação do governo é necessária para ampliar a contratação do seguro rural, principalmente diante do risco climático. “Não existe em lugar nenhum do mundo onde se necessite o seguro rural, onde não tem a participação do Estado”, afirmou.

A discussão ocorre em meio às preocupações do setor com os efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a próxima safra. Nesse cenário, a ampliação dos mecanismos de proteção financeira e de acesso ao crédito passa a ser considerada estratégica para produtores que precisam iniciar o ciclo produtivo com menor capacidade de oferecer garantias.

O secretário afirmou que a prioridade do Ministério da Agricultura é buscar espaço no Orçamento para ampliar os recursos destinados ao seguro rural e avançar na estruturação do fundo garantidor. A definição dos aportes, porém, ainda está pendente.

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Lucro do confinamento supera R$ 1,1 mil por cabeça, aponta ICAP

O confinamento de bovinos apresentou melhora nos indicadores econômicos em julho, com redução do custo alimentar e avanço da lucratividade nas principais regiões produtoras do país.

Segundo o ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta Agro), o custo da alimentação passou a representar menos da metade das arrobas produzidas pelos animais confinados no Sudeste, enquanto o lucro da arroba produzida superou R$ 1,1 mil por cabeça tanto no Sudeste quanto no Centro-Oeste.

No Sudeste, o ICAP caiu 2,63% em julho, para R$ 11,48 por cabeça ao dia, o menor nível desde agosto de 2024. Ao mesmo tempo, a arroba do boi gordo subiu 3,77%, para R$ 344,00.

A combinação entre menor custo alimentar e recuperação da receita fez com que apenas 3,64 das 7,59 arrobas produzidas por animal fossem necessárias para pagar toda a alimentação de um ciclo médio de 109 dias.

Com isso, o custo alimentar consumiu 47,9% da produção no período, o menor percentual da série recalculada. A Relação de Troca ICAP/Boi Gordo também atingiu recorde, em 29,97 dias. Na prática, uma arroba vendida passou a pagar praticamente um mês de alimentação no confinamento.

No Sudeste, o lucro da arroba produzida chegou a R$ 1.145,71 por cabeça, alta de 13,73% em relação ao mês anterior. No Centro-Oeste, o indicador alcançou R$ 1.138,30 por cabeça, avanço de 8,08%. A diferença entre as duas regiões foi de apenas R$ 7,41, configurando um empate técnico.

No Centro-Oeste, porém, o movimento foi diferente já que o índice subiu 1,63%, para R$ 13,12 por cabeça ao dia, mesmo com a queda de 1,05% no custo da dieta de terminação, que registrou o quarto recuo consecutivo.

O milho também ficou 9,1% mais barato e a alta do índice foi explicada principalmente pelo aumento do consumo de matéria seca, de 2,11%, e pelos custos das fases de adaptação e crescimento, que avançaram 3,30% e 1,19%, respectivamente.

A análise dos custos dos insumos mostra que a queda da dieta de terminação no Centro-Oeste foi favorecida principalmente pelos volumosos e energéticos. Em julho, a dieta ficou 3,13% abaixo da média do trimestre entre maio e julho.

Os energéticos recuaram 7,44%, os proteicos caíram 0,76% e os volumosos tiveram queda de 9,88%. O milho grão seco, principal destaque entre os energéticos, ficou 17,3% abaixo da média trimestral.

No Sudeste, a dieta de terminação encerrou julho 4,91% abaixo da média do trimestre. O principal fator de alívio também foram os volumosos, cuja queda chegou a 8,71%. Segundo o ICAP, a maior participação do bagaço de cana no mix das dietas contribuiu para reduzir o custo, em um cenário de avanço da safra canavieira.

Na comparação entre o custo de produção e o preço do boi físico, o Centro-Oeste registrou custo de R$ 180,62 por arroba produzida, queda de 3,08%, enquanto a arroba do boi físico ficou em R$ 321,50, recuo de 0,62%. No Sudeste, o custo da arroba produzida caiu 3,13%, para R$ 193,05, enquanto o boi físico alcançou R$ 344, alta de 3,77%.

No mercado de exportação, considerando o boi destinado à China, o Centro-Oeste apresentou lucro de R$ 1.206,98 por cabeça, acima dos R$ 1.191,25 registrados no Sudeste. No mercado físico, entretanto, a liderança ficou com o Sudeste.

Os dados do ICAP são calculados a partir de informações de confinamentos monitorados pelas tecnologias da Ponta Agro, incluindo o sistema de gestão de confinamento TGC. A base reúne milhões de diárias de alimentação de bovinos e permite acompanhar a evolução mensal do custo alimentar nas principais regiões produtoras do país.

Os resultados de julho reforçam a importância da gestão dos custos no confinamento em um cenário de recuperação da arroba. No Sudeste, a combinação entre alimentação mais barata e valorização do boi reduziu a parcela da produção necessária para cobrir o custo do cocho.

No Centro-Oeste, apesar da alta do ICAP, a queda dos preços de importantes ingredientes da dieta e o aumento das arrobas produzidas contribuíram para manter a lucratividade acima de R$ 1,1 mil por cabeça.

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Índices de inflação do consumidor e produtor na China ficam abaixo do esperado


A inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da China subiu 0,5% em julho na comparação anual, abaixo da expectativa do mercado, que era de alta de 0,8%. Na comparação mensal, o CPI recuou 0,1%.

No acumulado de janeiro a julho, o índice avançou 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China avançou 3,5% em julho na comparação anual. O resultado também ficou abaixo da expectativa de analistas do mercado, que era de alta de 3,9%. Na comparação mensal, o PPI recuou 0,7%.

No acumulado de janeiro a julho, o indicador teve alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

(Com informações da Dow Jones Newswires)



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