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O que se sabe sobre o foguete sul-coreano que caiu no mar no Maranhão


Um foguete sul-coreano da InnoSpace foi derrubado pela Força Aérea Brasileira (FAB), na quarta-feira (19), 35 segundos após seu lançamento, que acontece às 16h30, no Centro Espacial de Alcântara (CLA).

“O foguete SEBIT foi acionado e decolou normalmente da plataforma de lançamento da INNOSPACE. Durante o voo, no entanto, foi detectado um desvio da trajetória planejada. De acordo com os regulamentos de segurança do centro de lançamento, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS) para encerrar o voo prematuramente”, explicou a empresa sul-coreana.

O SEBIT foi desenvolvido para transportar equipamentos e experimentos a altitudes entre 50 e 100 quilômetros, em missões de teste, verificação tecnológica e pesquisa científica.

Segundo a InnoSpace, o foguete pousou dentro de uma zona de segurança marítima designada, sem relatos de feridos ou danos materiais. O voo de teste foi realizado em cooperação com a ALADA, uma empresa estatal brasileira criada para expandir o uso comercial da infraestrutura aeroespacial do país.

“Embora lamentemos que o voo planejado não tenha sido concluído integralmente, o voo de teste forneceu dados valiosos de sistemas-chave, incluindo a plataforma de lançamento, o sistema de propulsão e o sistema de orientação, navegação e controle (GNC)”, finalizou.



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Dentista pode ou não fazer harmonização facial? Entenda a nova decisão da Justiça


A Justiça decidiu nesta quarta-feira (19) anular uma norma que autorizava cirurgiões-dentistas a realizar harmornização facial. A maioria da da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) votou pela ilegalidade da resolução que reconhecia a harmonização orofacial como especialidade odontológica.

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) diz que vai recorrer da decisão: “A decisão será objeto das medidas judiciais cabíveis, e o CFO utilizará todos os instrumentos legítimos disponíveis para defender a área de atuação da Odontologia, a segurança jurídica dos profissionais e o reconhecimento da Harmonização Orofacial”, diz.

“A decisão surpreende o CFO por representar uma mudança após anos de decisões judiciais favoráveis à legalidade da norma e ao reconhecimento da competência dos cirurgiões-dentistas para atuação na área”, afirma em nota.

A resolução autorizava dentistas a realizarem aplicação de toxina botulínica (botox), preenchimentos faciais, intradermoterapia, biomateriais indutores de colágeno, laserterapia, bichectomia, lipoplastia facial e técnicas cirúrgicas para correção dos lábios.

De acordo com a decisão do tribunal, os conselhos profissionais não podem, por meio de resoluções administrativas, ampliar competências para além dos limites estabelecidos em lei.

O tribunal reconheceu que não há respaldo legal para estender a atuação odontológica a procedimentos estéticos invasivos em toda a face.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), uma das partes na ação, diz que “a decisão representa um marco em uma discussão que se prolonga há anos. Mais do que uma questão relacionada aos limites entre profissões, trata-se de preservar a legalidade, a adequada qualificação profissional e a segurança dos pacientes”.

A ação ainda contou com a participação do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Conselho Federal de Medicina (CFM), Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).



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Rio entra em Estágio 2 devido à previsão de ventos de até 90km/h


O município do Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 18h, desta quinta-feira (20), devido à previsão de intensificação dos ventos na cidade, a partir da manhã de sexta-feira (21). De acordo com o Sistema Alerta Rio, o tempo na sexta será influenciado pela aproximação e passagem de uma frente fria continental.

Os ventos estarão fortes, entre 52 quilômetros por hora e 76 km/h, com rajadas de intensidade muito forte (acima de 76 km/h, podendo chegar a 90 km/h) no período da manhã. Ao longo do dia, o céu estará parcialmente nublado, passando a nublado no período da tarde, com previsão de chuva fraca a isolada.

Em casa:

  • Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa;
  • Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;
  • Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
  • Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
  • Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
  • Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.

Na rua:

  • Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
  • Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente no mar;
  • Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
  • Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes e escadas;
  • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
  • Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.



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Drone próximo ao Aeroporto de Guarulhos provoca desvio de 10 voos


Dez voos foram desviados na noite desta quarta-feira (19) por conta da presença de um drone próximo ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, segundo informou a Gru Airport, concessionária responsável pelo aeroporto. Os voos foram direcionados para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

Em nota, a concessionária afirma que, após a identificação do drone, as autoridades competentes foram acionadas. As operações foram normalizadas ainda na noite de quarta. A empresa alerta que o uso de drones nas imediações do sítio aeroportuário coloca em risco a aviação e a integridade das pessoas.

Segundo a Aeroportos Brasil Viracopos, o primeiro voo alternado pousou às 21h43. “Ao longo da noite, o aeroporto recebeu as demais aeronaves e manteve suas operações normalmente. A última aeronave alternada decolou de Viracopos às 22h53”, disse.

As operações no Aeroporto Internacional de Viracopos seguem normalmente nesta quinta-feira (20).

O Estadão entrou em contato com a Serviços de Navegação Aérea (Nav Brasil), responsável pelos serviços de navegação aérea no espaço aéreo brasileiro, e aguarda retorno.

Ônibus bate em avião

Mais cedo, também na quarta, um outro incidente afetou a operação no aeroporto de Guarulhos. Um Boeing 737 Max 8 da Gol foi atingido por um ônibus durante o embarque de passageiros. O avião seria utilizado no voo G3 7480, com destino a Assunção, no Paraguai.

Segundo a companhia, o avião teve a ponta da asa esquerda atingida por um ônibus da administradora do aeroporto antes da decolagem. “Em razão da ocorrência, uma outra aeronave foi designada para o voo”, informou a Gol, acrescentando que as medidas adotadas tiveram como prioridade a segurança da operação.



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Mesmo com El Niño, Aneel não vê risco no fornecimento de energia durante eleição


O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, disse que não vê risco ao suprimento de energia durante as eleições, mas alertou para a necessidade de medidas de prevenção. Com o chamado super El Niño, as distribuidoras de energia elétrica estão reforçando os planos de contingência para lidar com eventuais eventos extremos do ponto de vista climático.

Pela previsão do setor, será o maior El Niño da história, com 95% de probabilidade de impacto forte entre outubro e dezembro. “Estamos fazendo o possível, sob o ponto de vista de prevenção, preparação e comunicação a todas as instituições possíveis”, declarou o diretor-geral.

A Aneel comunicou ao Tribunal Superior do Eleitoral (TSE) que o setor está em cenário de contingenciamento. “Não vejo risco para eleições. Claro, temos ainda um mês e meio”, complementou em conversa com jornalistas após a abertura do evento “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, realizado nesta quinta-feira na sede da Aneel, com agentes do setor.

Foi informado ainda que os geradores de energia dos sistemas isolados do Norte (não conectados ao sistema elétrico) deverão receber antecipadamente os recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para que ocorra estoque de combustível na região. O motivo central é a possibilidade de dificuldade de navegação com a previsão de um super El Niño. Já houve sorteio extraordinário de um processo para tratar do tema. São valores referentes aos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.

Há aproximadamente um ano, a Agência apresentou o chamado Radar – sistema considerado pioneiro para o acompanhamento, em tempo real, das interrupções no fornecimento de energia elétrica em todo o país. Há dados informativos de 5.542 municípios, incluindo um histórico de ocorrências.

As autoridades do setor elétrico estão olhando há meses para os efeitos esperados com o fenômeno do El Niño. Se concretizado, este cenário climático prevê menor disponibilidade de energia produzida na região Norte do País e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e ao consequente crescimento do consumo de energia.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, liberou em julho a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026). Isso garantirá 1,8 gigawatt (GW) adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro, segundo as informações apresentadas.



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Exportações de ouro do Brasil ao Canadá disparam 52% e levam a recorde no semestre


O comércio entre Brasil e Canadá bateu recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionado pela maior demanda global por ouro como ativo de proteção em um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas.

Segundo o Quick Trade Facts (QTF), levantamento da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), as exportações brasileiras totais para o mercado canadense somaram US$ 3,67 bilhões entre janeiro e junho, o maior valor já registrado para o período — alta de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

O destaque da pauta exportadora foi o bulhão dourado (ouro bruto para uso não monetário), cujas vendas ao Canadá saltaram 52% na comparação anual, para US$ 2,06 bilhões — valor que respondeu por mais da metade de tudo o que o Brasil exportou ao país no período.

Do lado das importações, o Brasil comprou US$ 1,80 bilhão em produtos canadenses no semestre, avanço de 31% ante 2025. Com isso, a corrente de comércio bilateral — soma de exportações e importações — somou US$ 5,47 bilhões, alta de 15% na comparação anual, com saldo positivo de US$ 1,88 bilhão para o Brasil.

Ouro como ativo de proteção

Para o diretor-presidente da CCBC, Hilton Nascimento, o movimento reflete a força do metal precioso como refúgio em momentos de instabilidade.

“O cenário internacional continua evidenciando as enormes possibilidades comerciais entre Brasil e Canadá. A demanda por ouro, ativo sempre procurado em cenários desafiadores, cercados de incertezas, como o atual, é um exemplo desse potencial”, afirma Nascimento.

“Ao mesmo tempo, vemos uma pauta que permanece diversificada, com setores tradicionais e industriais contribuindo para esse resultado recorde”, diz o executivo.

Apesar da força do ouro, produtos tradicionais da pauta exportadora brasileira perderam espaço: as vendas de alumina calcinada recuaram 35%, para US$ 572,8 milhões, enquanto café verde e açúcar caíram 14% e 59%, respectivamente. A queda foi compensada pelo avanço de itens como carne bovina desossada (alta de 321%), máquinas carregadoras (140%) e querosene de aviação (89%).

Balança comercial entre Brasil e Canadá no 1º semestre de 2026 (Fonte: CCBC)

Fertilizantes puxam importações do Canadá

Na outra ponta, o crescimento das importações brasileiras foi puxado pela reorganização das cadeias globais de fertilizantes, agravada pelas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e por entraves em rotas logísticas internacionais. Com a produção canadense mais estável e menos dependente de insumos do Oriente Médio, compradores brasileiros passaram a diversificar fornecedores em direção ao país norte-americano.

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Os fertilizantes seguiram como o principal item da pauta importadora, respondendo por mais da metade do valor total comprado pelo Brasil. As compras de cloreto de potássio subiram 48% no período, com destaque para “outros cloretos de potássio”, que somaram US$ 940,4 milhões — alta de 48,4% ante o primeiro semestre de 2025.

Além dos fertilizantes, também se destacaram as importações de produtos da indústria química e farmacêutica, máquinas e equipamentos industriais e itens do setor aeronáutico, como turborreatores e helicópteros.

“O crescimento das importações mostra como Brasil e Canadá vêm fortalecendo uma relação comercial complementar. Em um cenário de reconfiguração das cadeias globais de suprimentos, o Canadá amplia sua relevância como fornecedor de insumos estratégicos para a economia brasileira”, completa Nascimento.

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Frente fria derruba temperatura em São Paulo; litoral tem alerta de vendaval


Depois de semana de tempo seco e quente, uma frente fria avança pelo país e deve provocar quedas de temperatura no estado de São Paulo a partir de sexta-feira (21). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu aviso laranja de vendaval para o litoral norte e amarelo de ventos intensos para as demais áreas litorâneas paulista.

Segundo o Inmet, a sexta-feira começa com muitas nuvens no estado. Para a região leste e a capital paulista, há previsão de pancadas de chuva. O interior de São Paulo está com aviso laranja de baixa umidade. As demais regiões estão com alerta amarelo de baixa umidade.

A previsão para a capital paulista, na sexta, é máxima de 22 ºC e mínima de 11 ºC.

O litoral de São Paulo começa sábado (22) com nevoeiro. Há possibilidade de geada nas regiões de serra do estado.

Para o sábado, o Inmet prevê máxima de 22 ºC para a capital e mínima de 11 ºC. De acordo com o instituto, no domingo (23), a mínima em São Paulo deve chegar a 8ºC, enquanto a máxima, a 22ºC.



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MBRF vê National Beef como ponte para carnes da América Latina aos EUA

A MBRF vê a plataforma de distribuição da National Beef nos Estados Unidos como uma vantagem para ampliar a entrada de carnes produzidas na América Latina no mercado americano. A estratégia ganha relevância diante das restrições comerciais enfrentadas por exportadores sul-americanos em mercados como China e União Europeia.

A avaliação foi sinalizada pelo CEO global da MBRF, Miguel Gularte, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026. Ao comentar o desempenho da operação de beef na América do Norte, o executivo afirmou que “na operação de beef América do Norte, demonstramos resiliência e competitividade, com aumento de volume, mesmo em um cenário de oferta restrita de gado”.

Gularte também destacou a importância da estrutura americana para os negócios da América do Sul. Segundo o CEO, a plataforma de distribuição da National Beef “beneficia as exportações da América do Sul para os Estados Unidos”.

Na prática, a estrutura da National Beef pode funcionar como uma alternativa para direcionar aos Estados Unidos produtos de países como Brasil, Argentina e Uruguai, aproveitando a presença comercial e a rede de distribuição da companhia no mercado americano.

A possibilidade de utilizar diferentes origens de carne ganha relevância diante do atual cenário da pecuária americana. De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o rebanho dos Estados Unidos está no menor nível desde 1951, enquanto o volume de bovinos abatidos pela indústria caiu 7% no segundo trimestre.

Ao mesmo tempo, o preço de referência do boi vivo no Kansas alcançou US$ 254,45 por 100 libras, alta de 15,9% na comparação anual.

Nesse ambiente de oferta restrita e matéria-prima mais cara, a disponibilidade de carne produzida em outros países pode ampliar a flexibilidade da MBRF para atender seus clientes nos Estados Unidos.

Brasil, Argentina e Uruguai possuem cadeias de produção bovina relevantes e podem complementar a oferta da operação americana, sempre respeitando as regras sanitárias, tarifárias e de origem exigidas pelo mercado dos Estados Unidos.

A lógica é utilizar as diferentes operações da companhia de forma integrada. Enquanto a produção ocorre em países com diferentes ciclos de oferta de gado, a National Beef fornece uma estrutura comercial e de distribuição próxima ao consumidor americano.

A fala de Gularte reforça que a National Beef não deve ser analisada apenas como uma operação dependente do ciclo pecuário dos Estados Unidos.

Ao destacar que a plataforma “beneficia as exportações da América do Sul para os Estados Unidos”, o CEO sinaliza que a companhia americana também pode exercer uma função estratégica para outras operações da MBRF.

China também entra no desenho estratégico

A estratégia ganha uma dimensão ainda maior quando considerada a posição da China no mercado global de carne bovina.

O país é um dos principais destinos da produção sul-americana e pode representar uma alternativa importante para a MBRF direcionar seus produtos conforme as condições comerciais de cada mercado.

Durante a teleconferência, Gularte citou a situação da unidade de Tacuarembó, no Uruguai, que enfrenta restrições para vender ao mercado chinês. Nesse contexto, a estrutura da National Beef nos Estados Unidos ganha importância como alternativa comercial para produtos sul-americanos.

A MBRF, porém, não anunciou uma operação específica para utilizar a National Beef como plataforma de exportação de carne latino-americana para a China.

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Segurança é preso suspeito de espancar ciclista que morreu no Rio; polícia procura 2º envolvido


A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira (20) um dos seguranças envolvidos na morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, que foi espancado em Copacabana, na zona sul da capital fluminense, após ser acusado de roubar uma bicicleta.

A polícia diz que identificou dois suspeitos de envolvimento no crime. Um deles se entregou nesta quinta-feira e o outro é procurado.

“Após um intenso trabalho de investigação da 12ª DP (Copacabana), dois envolvidos foram identificados e tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. Nesta quinta-feira, ao perceber o cerco se fechar, um deles se entregou na unidade. As investigações seguem para localizar o segundo foragido, identificar os demais envolvidos e responsabilizá-los criminalmente”, diz a Polícia Civil.

De acordo com a polícia, dois entregadores de delivery que participaram das agressões ainda não foram identificados.

Landeiro saiu de casa, em Botafogo, com uma bicicleta elétrica da irmã na terça-feira (11). Ele foi abordado por um segurança de um estabelecimento na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, que o acusou de furto

Em entrevista ao Zona Sul Urgente, um dos seguranças diz que abordou Landeiro e perguntou se a bicicleta era dele. Com a suposta negativa da vítima, o segurança afirmou que só deixaria a bicicleta sair do local com o dono. Após a abordagem, um grupo de entregadores teria chegado ao local e levado Landeiro para outra rua e o agredido.

“Quando reparei a bicicleta, perguntei se era dele, e ele disse que não era. Falei que só ia entregar a bicicleta quando aparecesse o dono. Depois chegou o pessoal (entregadores) do Ifood. Ele foi querendo levar, eu fui e deu um soco no braço”, disse

Bombeiros foram acionados e levaram Cláudio para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas ele não resistiu.



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Pesquisa da UFG mostra desempenho positivo de DDGS de sorgo em bovinos

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Goiás em parceria com a Inpasa avalia o uso do DDGS de sorgo, coproduto da produção de etanol, na alimentação de bovinos confinados. Os resultados preliminares indicam que os animais apresentam desempenho positivo com a utilização do produto, inclusive em níveis elevados de inclusão na dieta.

O estudo envolve 200 animais divididos em 25 baias e busca identificar qual é o nível mais adequado de utilização do DDGS de sorgo na dieta de bovinos em terminação. Os pesquisadores trabalham com cinco níveis de inclusão, de zero a 50% do produto em matéria seca, substituindo gradualmente o milho. A dieta também conta com bagaço de cana como volumoso, que representa 8,5% da alimentação.

Segundo o professor Juliano Fernandes, da UFG, a pesquisa surgiu a partir da entrada do DDGS de sorgo no mercado brasileiro. A universidade já possui experiência com estudos envolvendo DDGS de milho e passou a avaliar o novo coproduto produzido a partir do sorgo.

“Quando surgiu a oportunidade, o DDGS de sorgo não era produzido no Brasil. Quando a Inpasa colocou isso no mercado, nós fomos demandados a fazer essa pesquisa. Qual é o nível de inclusão do DDGS de sorgo na dieta de animais em terminação em confinamento?”, explicou o pesquisador.

O objetivo é determinar até que ponto o DDGS de sorgo pode ser incluído na alimentação sem comprometer o desempenho dos animais. Para isso, os pesquisadores acompanham consumo de matéria seca, ganho de peso diário, ganho de carcaça, rendimento de carcaça e conversão alimentar.

Embora o experimento ainda estivesse em fase de conclusão no momento da entrevista, Fernandes afirmou que o comportamento dos animais vinha chamando a atenção da equipe.

“O experimento está terminando. A gente vai abater os animais na semana que vem. Então a gente não tem esse número fechado. Mas o que a gente percebe em consumo é muito claro, que os animais estão desempenhando muito bem como é no DDGS de milho”, afirmou.

O professor destacou que, pelos dados de consumo observados até então, a expectativa era de que não houvesse diferença relevante entre os dois produtos, embora a conclusão dependesse das análises estatísticas.

“A minha percepção hoje, pelos consumos que nós temos, é que não vai ter diferença nenhuma a gente usar o DDGS de milho ou usar o DDGS de sorgo. É lógico que são dados que nós temos que fazer as análises estatísticas, analisar os números, para a gente chegar nesse finalmente”, disse.

Um dos resultados que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento dos animais submetidos à maior concentração do DDGS de sorgo. Com inclusão de 50% do produto na dieta, em base de matéria seca, os bovinos chegaram a consumir entre 2,6% e 2,7% do peso vivo em apenas seis ou sete dias de confinamento.

“Com 50% de inclusão do Fort Pro de sorgo no sistema, a gente tem uma rampa de consumo, ou uma evolução do consumo desse animal, que é a coisa surreal que acontece. O animal chegar a 2,6%, 2,7% do peso vivo em consumo com sete dias, seis dias de confinamento”, afirmou Fernandes.

Para o pesquisador, a velocidade de adaptação ao consumo pode representar uma vantagem durante o período de terminação, já que o animal consegue atingir rapidamente níveis elevados de ingestão.

“Quanto mais rápido o animal consumir, mais resultado ele vai entregar para nós durante a vida dele, dos 100 dias, 105 dias que a gente tem de confinamento”, disse.

Outro ponto observado foi a estabilidade do consumo. De acordo com Fernandes, os animais submetidos à maior inclusão de DDGS de sorgo apresentaram menor oscilação entre um dia e outro.

“Quando você tem alta inclusão do DDGS de sorgo, nós encontramos aqui que essa curva de consumo desse animal tem menos variação. A gente chama do efeito serrote. A gente tem menos na curva de consumo desse animal”, explicou.

A pesquisa também ganha relevância diante da expansão da produção de sorgo no Brasil e do crescimento das usinas que utilizam o cereal para a fabricação de etanol. Goiás é o maior produtor brasileiro de sorgo e, com o aumento do processamento do grão, cresce também a disponibilidade de coprodutos que podem ser destinados à alimentação animal.

Para Fernandes, a geração de dados nacionais é importante porque as condições brasileiras são diferentes das encontradas em outros grandes produtores de etanol e carne.

“Eu acho que nós da universidade, o nosso papel é mostrar para a sociedade que esse produto tem bom desempenho e ele vai entregar bons resultados para o produtor de bovinos de corte confinado”, afirmou.

O professor também destaca que ainda existem poucas pesquisas específicas com DDGS produzido exclusivamente a partir do sorgo. Nos Estados Unidos, segundo ele, é comum a utilização de blends, o que torna o estudo brasileiro relevante para avaliar o desempenho de um produto baseado no sorgo.

“Nós tínhamos a dúvida. Ninguém trabalhava somente com DDGS de sorgo. Nem os Estados Unidos, que é um país que mais produz DDG no mundo, tem um DDGS de sorgo tão puro, tão somente ele. Geralmente eles trabalham com blend. Então a gente tinha essa dúvida”, explicou.

Depois do abate, os pesquisadores vão avaliar características como rendimento de carcaça, gordura e produção de carcaça. Uma etapa posterior deverá analisar a digestibilidade do produto, ou seja, como os nutrientes são aproveitados pelo organismo dos animais.

A parceria entre a UFG e a Inpasa também deve continuar com novos experimentos. A intenção é testar diferentes dietas, níveis de inclusão e formas de fornecimento do DDGS de sorgo, além de ampliar os estudos para animais Nelore e cruzamentos com Angus.

Fernandes afirma que os resultados obtidos com o Nelore também podem servir como referência para animais cruzados.

“O que a gente está desenvolvendo com o Nelore aqui na universidade, a gente não tem medo nenhum que a gente vai passar isso para o meio-sangue Angus, sem problema algum. E são áreas do conhecimento que andam juntas”, afirmou.

Apesar dos resultados promissores, o pesquisador não acredita que o principal efeito da tecnologia será necessariamente reduzir o número de dias de confinamento. A tendência, segundo ele, é utilizar os ganhos de eficiência para produzir animais mais pesados ao abate.

“Eu não acredito que a gente vá diminuir dias de cocho. Eu acredito que a gente vai abater o animal mais pesado”, afirmou.

A expectativa agora é que as análises finais confirmem qual é o nível de inclusão mais eficiente do DDGS de sorgo e como o produto impacta o desempenho e as características de carcaça. Os resultados podem ampliar as alternativas de alimentação para a pecuária de corte e, ao mesmo tempo, criar um novo mercado para o coproduto gerado pela expansão da produção de etanol de sorgo no Brasil.

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