Categorias
brasil destaque_home

Coronel do Exército morre após cair de parapente em praia do RJ


O coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após cair de parapente na Praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, na tarde de ontem, 28. Ele foi socorrido por um bombeiro que estava de folga nas proximidades do acidente e encaminhado de ambulância para o Hospital Municipal Miguel Couto

A morte foi confirmada ainda no dia da queda. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi levado Instituto Médico Legal (IML) para necropsia e o motivo do acidente segue em investigação.

A suspeita do Clube São Conrado de Voo Livre (CSCVL), do qual o coronal fazia parte, é de que linhas de pipa com cerol (conhecida também como linha chinela) teriam provocado a queda do piloto.

“O CSCVL já possui imagens da pipa e está providenciando a retirada das linhas do local. Estamos prestando total auxílio aos familiares e iremos averiguar o ocorrido para tomar todas as providências cabíveis junto aos órgãos competentes, em relação a esse ato criminoso, covarde e sem chance de defesa, que já vitimou inúmeras pessoas no Brasil e no mundo”, informou em nota

Em protesto, o clube suspendeu as atividades de voo neste sábado, 29. Nas redes sociais, publicou um vídeo momento depois do acidente, identificando linhas de pipas no morro onde ocorrem os saltos.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Turista de 39 anos morre após ser atingida por raio em praia de Santa Catarina


Uma mulher de 39 anos morreu na manhã deste sábado, 29, um dia depois de ser atingida por um raio na Praia do Sonho, na cidade de Palhoça, em Santa Catarina. O acidente ocorreu por volta das 18h da noite de ontem, 28.

A turista foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para a unidade de pronto atendimento da região por volta das 19h40, quase duas horas depois de ter sido atingida pelo raio. No local, ela teve uma parada cardíaca, foi estabilizada e entubada

Por conta do caso clínico grave, foi transferida pelo Samu para o Hospital Regional de São José, onde, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, é um hospital referência em alta complexidade A morte foi confirmada pela Secretaria na manhã de hoje (29).

Nas redes sociais, imagens de videomonitoramento da região foram compartilhadas com o momento exato do acidente. É possível ver a mulher com outra pessoa na praia às 18h03, quando o raio a atinge e logo em seguida a turista caí na areia.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Audiência de conciliação entre Discord e Justiça Federal é marcada para dia 2 de setembro


Uma audiência de conciliação entre o Discord e a Justiça Federal do Distrito Federal foi marcada para a próxima quarta-feira, 2, com a participação de representantes do Ministério Público, da União e da plataforma. O processo surgiu por conta da ação civil pública da Justiça Federal contra o Discord por descumprimento de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Marco Civil da Internet.

No encontro, as duas partes do processo devem discutir medidas de proteção na plataforma para crianças e adolescentes. A Justiça Federal informou, ainda, que deve pedir esclarecimentos maiores sobre o caso.

“A amplitude das providências postuladas recomenda o esclarecimento do quadro fático atual, especialmente porque a própria petição inicial noticia a adoção de medidas preventivas pela Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD, cuja extensão, vigência e situação atual podem repercutir na aferição da necessidade e da urgência das medidas requeridas”, afirmou o juiz no despacho da audiência.

Um representante da ANPD foi convidado para acompanhar a audiência, que deve ocorrer às 14h30 na 14.ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal.

No último dia 26, a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra a plataforma Discord por descumprimento de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Marco Civil da Internet.

Na ação, a AGU requer que a Justiça obrigue o Discord a aprimorar os instrumentos de supervisão e controle parental, de controle de idade dos usuários, de detecção e remoção de conteúdos nocivos e de comunicação às autoridades.

Requer ainda que, em caso de descumprimento, seja aplicada multa de R$ 500 mil por dia.

Conforme revelou o Estadão, um relatório da Secretaria Nacional de Direitos Digitais, vinculada ao Ministério da Justiça, identificou quatro infrações cometidas pela rede social Uma delas seria a falta de medidas de prevenção à automutilação e suicídio.

O documento aponta ainda falha na implementação de mecanismos de aferição de idade, falta de configurações protetivas por padrão e supervisão parental e ausência de mecanismos de comunicação às autoridades, remoção de conteúdo e preservação de provas.

Ao apresentar sua defesa à ANPD, o Discord afirmou que a agência já conhecia os mecanismos de controle de idade usados pela plataforma.



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Tempestades deixam ao menos dois mortos no RS; alerta para chuva e granizo vai até terça-feira


Duas pessoas morreram, outras duas ficaram feridas e 28 pessoas estão entre desabrigados e desalojados por conta das fortes chuvas que atingem parte do Rio Grande do Sul desde quinta-feira (27). O alerta da Defesa Civil é para tempestade, granizo e ventos de até 90km/h durante todo o fim de semana, até terça-feira (1º).

O boletim meteorológico mais recente do Estado aponta danos em, pelo menos, 21 municípios até a manhã deste sábado (29), entre alagamentos, danos em residências, queda de árvores, falta de energia e desmoronamentos.

Entre as mortes, está uma criança de Porto Alegre que morreu após a queda de uma árvore na residência em que estava e outra pessoa ficou ferida na ocasião. Em Arroio Grande, um passageiro morreu após o carro ser arrastado pela enchente e o motorista está hospitalizado.

A tempestade causou danos em residência de vários municípios, deixando pessoas desabrigadas e desalojadas principalmente nas cidades de Sobradinho, Santa Cruz do Sul, Quaraí e Pelotas. Essa última, inclusive, teve o maior número de desabrigados, 13 pessoas, e a prefeitura está distribuindo telhas para os atingidos.

Para este sábado (29), o alerta da Defesa Civil é de tempestades com granizo na metade norte do Estado e chuva intensa na região serrana e nordeste. Os acumulados entre sábado (29) e segunda (31) podem superar 150 mm pontualmente em áreas dos Vales, Serra, Nordeste, Norte e Litoral Norte. Os alertas se estendem para até terça-feira (1º).



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Brasil aparece no Top 5 dos melhores países para estrangeiros morarem; leia lista


Pela primeira vez, o Brasil apareceu no TOP 5 da lista de melhores países para estrangeiros morares. O levantamento Expat Insider 2026, da InterNations (uma comunidade global de pessoas que moram e trabalham no exterior). Na pesquisa foram levando em consideração qualidade de vida, facilidade de adaptação, possibilidades de trabalho, finanças pessoais e as necessidades básicas do dia a dia, como moradia e serviços digitais.

Ao todo, 31 países foram analisados, e pelo terceiro ano seguido o Panamá ocupa a liderança da pesquisa. Ele foi o primeiro colocado nos índices de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais.O Brasil, que na edição do ano passado tinha ficado em 15º lugar, subiu 10 posições, sendo a primeira que aparece no Top 5.

O país tropical recebeu altas avaliações de felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. E muitos expatriados afirmam que o calor humano das pessoas faz com que eles se sintam em casa.

Os 10 melhores países para estrangeiros morarem em 2026

  1. Panamá
  2. México
  3. Tailândia
  4. Emirados Árabes Unidos
  5. Brasil
  6. Espanha
  7. Singapura
  8. Portugal
  9. Malásia
  10. Luxemburgo



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

VBP do Paraná bate recorde e chega a R$ 213 bilhões em 2025

O VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) do Paraná atingiu R$ 213 bilhões em 2025, sendo o maior valor da série histórica. O resultado representa alta nominal de 13% em relação aos R$ 188,3 bilhões registrados em 2024.

Descontada a inflação, o crescimento real foi de 9%, indicando avanço da geração de riqueza no campo, e não apenas efeito da elevação dos preços.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e consolidados pelo Departamento de Economia Rural, com base no levantamento de cerca de 350 produtos acompanhados nos municípios paranaenses.

A pecuária respondeu pela maior parcela do VBP pelo quarto ano consecutivo. O segmento movimentou R$ 112,1 bilhões, o equivalente a 53% do total.

A agricultura, que reúne grãos, frutas, hortaliças e flores, somou R$ 91,2 bilhões, com participação de 43%. O restante correspondeu às atividades florestais.

Entre os principais produtos, a soja foi responsável por R$ 42,3 bilhões em 2025, contra R$ 36,9 bilhões no ano anterior. O avanço foi de aproximadamente 15% e veio acompanhado de aumento de 14% na produção, que passou de 18,8 milhões para 21,4 milhões de toneladas.

Já a avicultura de corte, o faturamento chegou a R$ 35,5 bilhões, alta de cerca de 12% sobre os R$ 31,8 bilhões registrados em 2024. O abate alcançou 2,38 bilhões de frangos, recorde para o estado. Considerando também as atividades de recria e produção de ovos, a cadeia de aves movimentou R$ 52,5 bilhões.

O milho foi um dos principais destaques de recuperação no ano passado. Em que o estado registrou uma quebra de safra, quando a produção ficou em 16 milhões de toneladas, o volume colhido avançou para 21 milhões de toneladas. Com isso, o VBP da cultura subiu de R$ 14,2 bilhões para R$ 19,1 bilhões, alta de aproximadamente 35%.

Na cadeia de proteínas, a criação de bovinos, considerando corte e recria ou engorda, movimentou R$ 19,4 bilhões. A suinocultura de corte alcançou R$ 9,6 bilhões, ante R$ 8,82 bilhões em 2024, crescimento de cerca de 9%. No período, foram abatidos 12,2 milhões de suínos.

A cadeia leiteira, por sua vez, registrou VBP de R$ 12,8 bilhões, com produção de 5,8 bilhões de litros.

Segundo o governo do Paraná, o resultado de 2025 reforça a importância da diversificação das cadeias produtivas para a economia estadual. O desempenho da soja, a recuperação do milho e a força das cadeias de aves, suínos, bovinos e leite contribuíram para um crescimento distribuído entre diferentes segmentos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Quando o comitê de agro discute número, e não estratégia | Colunas | CNN Brasil

Imagine a cena. Sala de reunião de uma empresa que movimenta bilhões em commodities agrícolas. Estão presentes o dono, o CEO, o CFO e o gestor de risco. Na TV, projetada, um arquivo de planilha.

O analista apresenta a posição: a empresa está exposta em 30 mil toneladas. A política de risco, aprovada pelo conselho, define o limite em 10 mil. Conclusão óbvia, é preciso vender 20 mil.

Nesse momento, um trader entra na sala e pergunta se alguém já lançou a operação que ele fechou no dia anterior. Mais 20 mil toneladas vendidas.

A reunião então gasta duas horas discutindo se o número está certo. Duas horas do tempo das pessoas mais caras da companhia, não para decidir o que fazer diante do risco, mas para descobrir qual é o risco.

Essa cena se repete no agronegócio brasileiro todos os dias. E expõe algo que o mercado ainda não encarou direito: gestão de risco não é só o comitê, é o número que chega ao comitê, fidedigno e passível de comparação com outros dados.

O agro avançou de verdade na formalização. Empresas grandes e médias estruturaram políticas de risco, definiram instrumentos elegíveis, limites, alçadas e responsáveis. No papel, a governança existe.

Só que política não se executa sozinha. Ela depende de uma posição consolidada, confiável e tempestiva. E essa posição, na maior parte das empresas, continua sendo apurada à mão.

O maior concorrente dos sistemas de gestão de risco no agro brasileiro não é outro sistema. É a planilha.

Não se trata de desprezá-la, já que resolveu o problema por décadas. Trata-se de reconhecer o que ela não faz: consolidar em tempo real posições físicas e financeiras de várias filiais, várias commodities e vários vencimentos, guardando a memória de cálculo de cada decisão. Quando o volume cresce, a planilha deixa de ser ferramenta e passa a ser fonte de risco.

O resultado é conhecido. Empresas que faturam um, dois, três bilhões de reais operam com noção aproximada da própria exposição. Sabem mais ou menos. E “mais ou menos” descreve o problema com precisão.

Três camadas, na ordem em que o erro acontece

A primeira é o número único. Do trader à contabilidade, todos precisam enxergar a mesma posição, com a memória de cálculo registrada no momento da decisão: qual era a cotação da bolsa, o prêmio, o dólar, o frete. Sem isso, cada área reconstrói o número do seu jeito e o comitê vira auditoria.

A segunda é o vínculo entre físico e financeiro. Hedge só é mensurável quando o derivativo está amarrado à operação que ele protege. Marcação a mercado aberta por componente é o que permite avisar um gestor de que a proteção dele não está funcionando, antes que isso apareça no resultado do trimestre.

A terceira quase ninguém discute: risco organizado vira acesso a capital.

O credor mudou. A análise, não.

Isso importa mais hoje do que importava cinco anos atrás, porque o financiador do agro brasileiro está trocando de endereço.

Segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro, do Ministério da Agricultura, o estoque conjunto de CPR, LCA, CRA, CDCA e Fiagro alcançou cerca de R$ 1,4 trilhão no início de 2026. Só a CPR somava R$ 565 bilhões em maio, alta de 13% em doze meses.

Os CRAs chegaram a R$ 175,7 bilhões. Os Fiagros acumulavam R$ 62 bilhões, distribuídos por mais de 240 fundos. Ao mesmo tempo, o crédito público cede espaço e o BNDES reduz participação no longo prazo.

A leitura é direta. O centro de gravidade do financiamento do agro está migrando do crédito público para o mercado de capitais. E investidor não compra média, ele precifica risco individual.

Só que a análise não acompanhou. Quem compra um CRA ou uma cota de Fiagro avalia balanço, garantia real e projeção declarada. Nenhum dos três enxerga aquilo que possivelmente quebra uma empresa de commodities, que é exposição descoberta.

Depois da onda de recuperações judiciais, o mercado respondeu com mais seletividade. E seletividade é justamente o ambiente em que informação vira preço. Quando o crédito é abundante, transparência não paga. Quando fica criterioso, paga muito bem.

A conversão é possível sem lei nova. Deslocar a análise da garantia para o fluxo, já que margem protegida é risco industrial e não aposta direcional. Trocar parte da garantia real por covenant de exposição, com limite monitorado e gatilho contratual, como já é padrão no crédito corporativo.

E substituir a foto anual pelo acompanhamento contínuo, porque, em muitas empresas de commodities, a deterioração financeira começa na exposição e só aparece no resultado meses depois.

Tecnologia não é o gargalo

Vale desfazer um mal-entendido. Nada disso depende de tecnologia a ser inventada. A cadeia inteira, da compra da commodity ao hedge e à comercialização, já pode ser percorrida em ambiente digital com registro auditável em cada etapa.

Já existem plataformas conectadas às bolsas que formam preço por paridade de exportação, base ou margem de esmagamento. Que registram a compra guardando a memória de cálculo do momento.

Há as que calculam o volume de hedge necessário, disparam cotação a várias contrapartes e devolvem a operação vinculada ao contrato físico. Que marcam a mercado por componente e medem eficácia de proteção. E que integram tudo ao ERP, deixando a vida fiscal onde ela já funciona.

Boa parte do mercado de balcão brasileiro ainda faz isso por WhatsApp, com o trader anotando em caderno. O gargalo não é técnico, é de decisão.

Adotar essas ferramentas significa aceitar que o número fique visível, primeiro para dentro de casa e depois para o credor. Parte do mercado ainda enxerga opacidade como vantagem competitiva. É uma leitura compreensível e cada vez mais cara.

O instrumento mais usado é o mais opaco

Há um exemplo que resume tudo. O contrato a termo é um dos instrumentos mais utilizados no agronegócio brasileiro e não tem registro centralizado. Não existe uma visão consolidada de quanto o mercado está comprometido, se está sobrecomprado, sobrevendido ou concentrado em poucas contrapartes.

Não é detalhe técnico. A deterioração do resultado de qualquer empresa de commodities começa na exposição. É o primeiro sinal, e é justamente o dado que não existe.

Enquanto isso, o país avança em outras frentes. A discussão da Lei do Agro 3.0 caminha para tirar CDA e WA do cartório e levá-los a entidades de registro.

Fica então a pergunta. Se estamos dispostos a registrar warrant, CPR e recebível, por que seguimos deixando de fora o instrumento mais usado e mais opaco de todos?

Um mercado que não registra a própria exposição não está gerindo risco. Está torcendo.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

slots e mercado ainda desafiam chegada de companhias de baixo custo


O governo federal avança em duas frentes para estimular o setor aéreo: uma agenda de integração regional com os países da América do Sul e uma estratégia para ampliar a concorrência e atrair novas companhias ao mercado brasileiro, incluindo empresas de baixo custo (low cost) e ultrabaixo custo (ultra low cost).

Especialistas do setor aéreo avaliam, entretanto, que os principais obstáculos para novos entrantes continuam sendo domésticos, como a concentração de slots – autorizações para pousos e decolagens em horários específicos – nos principais aeroportos do País, a capacidade de reação das empresas já estabelecidas e a carga tributária.

Uma das barreiras apontadas é justamente a concentração dos slots em aeroportos como os de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Na avaliação do mercado, os horários mais atrativos já estão distribuídos entre as companhias tradicionais, reduzindo o espaço para novos concorrentes sem uma eventual redistribuição.

Leia também: Embraer certifica jato que pousa sozinho em caso de emergência

Além disso, as empresas já estabelecidas contariam com vantagens competitivas difíceis de replicar por novos entrantes, como programas de fidelidade consolidados, contratos corporativos e presença dominante nos principais terminais do País. Isso permite reagir rapidamente à chegada de concorrentes, com redução de tarifas em rotas específicas ou ampliação da oferta de assentos.

O professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-conselheiro do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Ricardo Ruiz, afirma que esse cenário torna o mercado brasileiro excessivamente arriscado para novos operadores.

Leia também: Azul anuncia 2,5 mil voos extras na alta temporada de verão

“Não é possível fazer conectividade numa malha alternativa sem passar pelos grandes aeroportos em que elas já operam. Esses aeroportos estão estrangulados. Algo concreto que pode ser feito é redistribuir slots. Aí a briga vai ser grande. Temos três empresas robustas aqui que são capazes de reagir. Isso torna a entrada arriscada”, afirma.

A diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do Ministério de Portos e Aeroportos, Clarissa Barros, concorda que o acesso aos aeroportos congestionados é um tema relevante para ampliar a concorrência, mas avalia que a discussão não pode ser reduzida aos slots. Segundo ela, a transformação do mercado aéreo depende também de avanços em temas como judicialização, tributação, custos regulatórios e harmonização de regras entre os países da região.

Continua depois da publicidade

“Nenhuma medida isolada é capaz de alterar o mercado aéreo no Brasil. Precisamos de uma atuação convergente, mas existe a possibilidade de uma empresa se instalar no Brasil e não entrar em Congonhas e, mesmo assim, conseguir desenvolver uma operação competitiva. É muito mais restrito, evidentemente, o acesso aos aeroportos centrais favorece essa entrada, mas não é uma limitante”, afirmou.

Leia também: United Airlines: CEO demitido pela rival nega vingança e aposta em IA e novas rotas

Segundo Clarissa, a ampliação das liberdades aéreas faz parte de uma estratégia mais ampla de integração regional e possibilidade de abertura de mercado e não deve ser vista apenas como uma política de atração de empresas low cost. O objetivo é criar um ambiente mais integrado para a aviação sul-americana, permitindo maior circulação de empresas, profissionais e investimentos e liberdade para a iniciativa privada. Entende-se por liberdade aérea a expansão gradual da possibilidade de atuação das aéreas estrangeiras no Brasil e também das companhias brasileiras no exterior.

Continua depois da publicidade

Revisão tributária

Para o doutor em economia e professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa, José Roberto Lisboa, a estratégia do governo ainda é insuficiente sem uma revisão da estrutura tributária incidente sobre a aviação.

Ele afirma que a ampliação das liberdades aéreas deveria ser acompanhada por medidas de harmonização regulatória, alívio tributário e criação de condições isonômicas para empresas brasileiras e estrangeiras.

“O governo tem que abrir o céu e, junto, se abrir para adotar medidas estratégicas, corajosas e coerentes que reestruturem a aviação brasileira; aí sim, reduza custos e preços, crucial para aumentar o volume de passageiros e de carga”, diz.

Continua depois da publicidade

Leia também: Maior avião elétrico já testado faz 1º voo gastando US$ 5 em energia; veja fotos

O chefe da Assessoria de Relações Internacionais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Lima, avalia que a atualização regulatória do setor aéreo deve fazer com que novos modelos de negócio possam chegar ao Brasil.

“Se a gente trabalhar para deixar mais eficiente, outros modelos de negócios podem entrar no Brasil. Há muitas possibilidades. O trabalho, o dever de casa do governo e da reguladora é permitir, é propiciar um ambiente de negócios favorável, competitivo, justo, para que o privado decida quais são os melhores modelos de negócio e atrair grupos internacionais, atrair grupos de outras regiões que demonstraram interesse em atuar aqui no Brasil”, afirmou.

Continua depois da publicidade

Leia também: Boeing é condenada a pagar US$ 29 mi à família de vítima de acidente com 737 MAX

Na avaliação de Lisboa e Ruiz, a abertura regulatória promovida pelo governo pode facilitar a chegada de novas companhias, mas dificilmente será suficiente para alterar a estrutura concorrencial do setor sem mudanças nos custos de operação e na distribuição de slots nos principais aeroportos brasileiros.



Veja matéria completa!

Categorias
brasil destaque_home

Operação fecha mais de 1,2 mil postos suspeitos de elo com o crime


Uma força-tarefa intensificou o combate a postos de combustíveis clandestinos suspeitos de envolvimento com o crime organizado. A operação Bomba Oculta, desdobramento da Carbono Oculto, identificou estabelecimentos usados, segundo as autoridades, para movimentar dinheiro, sonegar impostos e lavar recursos de atividades criminosas.

Ao todo, 1.283 postos de combustíveis foram lacrados no país durante a ofensiva. Além disso, quase 1,3 mil CNPJs foram cancelados e 228 inscrições estaduais serão consideradas inaptas.

A ação reúne Receita Federal do Brasil, Secretaria da Fazenda de São Paulo, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Procuradoria-Geral do Estado, Fazenda Nacional e Polícia Civil.

Assista à reportagem



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

São Paulo entra em alerta com calor de 35°C


O sábado será de calor intenso em São Paulo, com máxima prevista de 35°C, segundo a previsão do tempo. Apesar do céu encoberto durante a manhã, o sol deve aparecer com força ao longo da tarde, elevando rapidamente as temperaturas.

A capital paulista começou o dia com cerca de 22°C, em um cenário abafado e com aparência de chuva. No entanto, a previsão indica que não deve chover na cidade neste sábado. Há possibilidade apenas de chuva fraca em algumas áreas do sul do Estado.

O destaque, além do calor, é a baixa umidade relativa do ar, que deve ficar entre 15% e 20%. O índice exige atenção, principalmente nos períodos de maior intensidade do sol.

Assista à reportagem



Veja a Matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.