A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou na sexta-feira, 4, a indicação de 24 novos blocos exploratórios na porção terrestre da Bacia Potiguar, que poderão ser incluídos em futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão (OPC).
As áreas indicadas somente poderão ser disponibilizadas para oferta após o 6.º ciclo, previsto para o próximo dia 7 de outubro, informou a agência.
Entre as áreas está o bloco POT-T-551, que contempla a região da cidade de Tabuleiro do Norte, no Ceará, onde recentemente foi relatada a ocorrência de fluido já confirmado como petróleo pelo Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (CPT/ANP).
O petróleo foi descoberto após um agricultor perfurar o terreno em busca de água e encontrar um líquido escuro.
Os blocos aprovados ainda precisarão cumprir etapas como análise ambiental e emissão de Manifestação Conjunta do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Ministério do Meio Ambiente e do Clima (MMA), bem como a realização de audiência pública.
As fortes chuvas que atingiram a capital e a Região Metropolitana de São Paulo ao longo deste sábado (5) derrubaram 28 árvores. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os chamados registrados a zero hora e 17h30. Também houve duas chamadas por desmoronamento.
Uma árvore caiu na Avenida Rouxinol, em Moema, na zona sul de São Paulo, na manhã deste sábado e atingiu um veículo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve registro de vítimas. A ocorrência foi registrada às 11h32, na altura do número 818 da avenida. Uma viatura dos bombeiros foi enviada para o atendimento.
Segundo dados da Enel, 31.876 clientes estavam sem energia elétrica em sua área de concessão às 18h.
Na capital paulista, eram 11.591 clientes com o fornecimento interrompido. Embu registrava 13.271 endereços sem luz, o maior número entre os municípios apresentados no levantamento.
A Defesa Civil mantém situação de atenção em todo o Estado diante da passagem de uma frente fria e emitiu um boletim especial para as chuvas.
Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Band, o tenente Ramatuel, da Defesa Civil, afirmou que a parte mais intensa da instabilidade já havia passado pela capital e avançado em direção à divisa com Minas Gerais.
A previsão, porém, é de continuidade da chuva durante a noite deste sábado e também no domingo. “Agora a parte mais intensa dela está na divisa com Minas Gerais, que é a área que a gente está dando mais atenção nesse momento”, afirmou.
Os modelos da Defesa Civil indicam possibilidade de rajadas de vento de até 60 km/h em pontos isolados. O órgão orienta a população a procurar locais fechados e de alvenaria em caso de ventos fortes e evitar permanecer próximo a árvores.
Motoristas também devem observar o local onde estacionam e não deixar os veículos perto de árvores. “Não pare o seu carro ali pra ficar achando que tá abrigado, que não está e está com muito risco”, alertou Ramatuel.
A passagem da frente fria também deve provocar queda nas temperaturas. Segundo o tenente, os modelos apontam mínima de 9°C e máxima entre 13°C e 14°C na segunda-feira (7).
O motorista Victor Nathan dos Santos, de 28 anos, morreu após o carro em que estava capotar duas vezes na madrugada deste sábado (5) no município de São José, na Grande Florianópolis. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi acionado às 5h54 para atender um chamado na Avenida das Torres, no bairro Jardim Zanelato.
Conforme relato de um dos sobreviventes, o veículo trafegava em alta velocidade quando, ao passar por um trecho íngreme da via, acabou saltando, momento em que o condutor perdeu o controle da direção e o carro capotou duas vezes.
De acordo com informações do CBMSC, o motorista, que não utilizava cinto de segurança, foi arremessado do veículo, sofreu um trauma grave na região da cabeça e teve o óbito confirmado ainda no local.
Uma mulher que viajava no banco dianteiro e um homem que estava no banco traseiro usavam cinto de segurança no momento do impacto e sobreviveram.
Os passageiros receberam os primeiros socorros das equipes de ambulâncias. Ambos foram estabilizados e encaminhados ao Hospital Regional de São José para avaliação e cuidados médicos.
Em suas redes sociais, o cantor Peterson Pedrozo, amigo de Victor Nathan, contou que havia se encontrado com ele horas antes do acidente. “Hoje nosso sábado está sendo muito triste. Cuidem mais, abracem mais quem vocês amam”, disse o artista.
Familiares e amigos de Victor Nathan criaram uma vaquinha virtual com a meta de arrecadar até R$ 10 mil para cobrir os gastos com o traslado do corpo para São Paulo, onde será realizado o velório.
Enquanto milhares de motoristas e entregadores de aplicativo trabalham nas cidades brasileiras neste feriado prolongado de Sete de Setembro, novos dados do IBGE ajudam a responder uma pergunta essencial para a categoria: afinal, quanto ganha um motorista de aplicativo?
Em 2025, os motoristas de automóvel que trabalhavam por plataformas receberam, em média, R$ 2.873 por mês. O rendimento por hora, porém, ficou em R$ 14,40, abaixo dos R$ 16,00 registrados entre motoristas que atuavam fora das plataformas.
A diferença está principalmente na jornada. Os motoristas de aplicativo trabalharam, em média, 45,9 horas por semana, ante 40,4 horas dos demais condutores de automóveis.
Os números ajudam a dimensionar não apenas quanto esses profissionais efetivamente ganham, mas também sua capacidade de comprovar renda. A questão ganhou importância depois que a Caixa passou a aceitar rendimentos obtidos em plataformas digitais na análise de crédito imobiliário.
O retrato faz parte da PNAD Contínua sobre trabalho por meio de plataformas digitais. Considerando não apenas motoristas, mas todo o universo de trabalhadores de aplicativos de serviços, o levantamento identificou cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, o equivalente a 1,9% da população ocupada.
Desse total, aproximadamente 1,2 milhão atuavam no transporte de passageiros, enquanto 585 mil trabalhavam com aplicativos de entrega de comida e produtos.
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Quanto ganha quem trabalha por aplicativo
R$ 14,40 por hora: rendimento médio dos motoristas de automóvel que trabalham por plataformas;
R$ 2.873 por mês: rendimento médio mensal desses motoristas;
45,9 horas: jornada semanal média dos motoristas de aplicativo;
R$ 16,20 por hora: rendimento médio considerando o conjunto dos trabalhadores de plataformas de serviços;
4 meses de extratos: período exigido pela Caixa para comprovação da renda de aplicativos no financiamento habitacional.
Os dados ajudam a dimensionar não apenas o faturamento dos profissionais, mas também sua capacidade de comprovação de renda. Isso ganhou importância após a Caixa passar a reconhecer os rendimentos obtidos em plataformas digitais na análise de crédito imobiliário.
Motorista de app trabalha mais e ganha menos por hora
Quando todos os trabalhadores de plataformas de serviços são considerados, o rendimento mensal parece, à primeira vista, praticamente igual ao observado no restante do mercado.
Como mostrou o InfoMoney ao detalhar os novos dados do IBGE, os trabalhadores plataformizados receberam, em média, R$ 3.147 por mês em 2025. Entre os não plataformizados do setor privado, a média foi de R$ 3.148.
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A diferença aparece quando se considera o tempo necessário para obter essa renda.
Os trabalhadores de aplicativos cumpriram uma jornada média de 44,7 horas por semana, enquanto os demais ocupados no setor privado trabalharam 39,3 horas. São 5,4 horas adicionais por semana.
Com isso, o rendimento médio por hora dos trabalhadores de plataformas ficou em R$ 16,20, cerca de 12% abaixo dos R$ 18,40 registrados entre os não plataformizados.
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No caso específico dos motoristas de automóvel, a diferença também aparece. Embora o rendimento mensal médio dos profissionais de aplicativos tenha sido ligeiramente maior — R$ 2.873, contra R$ 2.805 dos demais motoristas —, foi necessário trabalhar mais horas para alcançar esse valor.
A jornada semanal chegou a 45,9 horas entre os motoristas de aplicativo, ante 40,4 horas entre os demais. Por isso, o rendimento por hora ficou em R$ 14,40, contra R$ 16,00.
Quem são os trabalhadores de aplicativos no Brasil?
A pesquisa mostra que os homens representam 84,4% dos trabalhadores que utilizam plataformas digitais como trabalho único ou principal.
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Há também forte concentração entre os jovens adultos. A faixa de 25 a 39 anos corresponde a 47% desse universo.
Em relação à escolaridade, 62,5% tinham ensino médio completo ou ensino superior incompleto.
A flexibilidade de horários apareceu como a principal razão para trabalhar por meio das plataformas, mencionada por 26,8% dos entrevistados. Em seguida vieram a dificuldade de encontrar outro emprego, com 24,6%, e a percepção de que o rendimento seria superior ao de outras alternativas disponíveis, com 20,8%.
Como a Caixa considera a renda do motorista de app no financiamento?
É nesse ponto que os dados de rendimento ganham uma consequência prática para quem pretende comprar a casa própria.
A Caixa passou a considerar a renda obtida por profissionais de aplicativos de mobilidade e delivery como formal em seus processos de avaliação de crédito.
A mudança não significa aprovação automática do financiamento. A Caixa continua analisando capacidade de pagamento, cadastro do cliente, condições do produto e demais requisitos da operação.
Para comprovar a renda proveniente dos aplicativos, o trabalhador precisa apresentar:
Quatro meses consecutivos de extratos de recebimentos, todos emitidos pela mesma plataforma;
Documento atualizado: o comprovante mais recente deve ter sido emitido, no máximo, dois meses antes da avaliação do crédito;
Resumo fiscal mensal gerado diretamente pela plataforma, como Uber, 99 ou iFood. Esse documento não é a declaração anual do Imposto de Renda.
Na prática, o histórico de recebimentos ajuda o banco a avaliar a recorrência, a consistência e a suficiência da renda apresentada pelo trabalhador.
Previdência ainda alcança poucos motoristas de aplicativo
Outro ponto relevante do levantamento é a baixa cobertura previdenciária.
Apenas 34% dos trabalhadores de plataformas contribuíam para a Previdência Social em 2025. Entre os motoristas de automóvel que trabalhavam por aplicativos, a proporção era ainda menor: 25,5%.
Entre os motoristas que não utilizavam plataformas, 59,2% contribuíam para algum instituto de Previdência.
A diferença ajuda a mostrar que a análise da renda da categoria não se resume ao valor recebido por mês. Jornada, custos da atividade e proteção previdenciária também pesam na situação financeira desses profissionais.
Aplicativos determinam preços para maioria dos motoristas
O levantamento também mostra o grau de dependência dos trabalhadores em relação às plataformas.
Entre os motoristas de transporte particular, excluídos os taxistas, 80,2% disseram que o valor a receber era determinado integralmente pelo aplicativo.
Além disso, 25,3% afirmaram que sua jornada era influenciada por ameaças de punições ou bloqueios aplicados pelas plataformas.
A relação entre aplicativos e motoristas também segue no centro de disputas judiciais. Como mostrou o InfoMoney ao acompanhar a ação do Ministério Público do Trabalho contra a Uber, o MPT ajuizou uma ação civil pública contra a empresa envolvendo o programa “Passe para Motoristas” e pediu R$ 321 milhões em indenização por dano moral coletivo.
O Ministério Público do Trabalho questiona a cobrança antecipada para acesso ao modelo e afirma que o mecanismo pode transferir riscos da atividade ao motorista.
A Uber nega as acusações. A empresa afirma que o Passe para Motoristas é uma alternativa comercial ao modelo tradicional de cobrança de taxa de serviço por viagem e que busca oferecer maior previsibilidade de custos aos parceiros.
Quanto o motorista realmente ganha?
Os números do IBGE mostram por que olhar apenas para o faturamento mensal pode levar a uma percepção incompleta da renda do motorista.
Em 2025, um motorista de automóvel que trabalhava por aplicativo recebia, em média, R$ 2.873 por mês, ligeiramente acima dos R$ 2.805 dos demais motoristas.
Para obter essa renda, porém, trabalhava 5,5 horas a mais por semana. Como consequência, o rendimento médio caiu para R$ 14,40 por hora, ante R$ 16,00 entre os motoristas que não utilizavam plataformas.
O próprio levantamento considera o rendimento efetivamente retirado pelo trabalhador após despesas necessárias à atividade, como combustível.
Principais dados da pesquisa do IBGE sobre aplicativos
Cerca de 2 milhões: total de pessoas que trabalharam por meio de plataformas digitais de serviços em 2025, considerando trabalho principal e secundário;
1,2 milhão: trabalhadores ligados ao transporte de passageiros;
585 mil: trabalhadores em aplicativos de entrega;
R$ 3.147: rendimento mensal médio dos trabalhadores plataformizados no trabalho principal;
R$ 16,20: rendimento médio por hora do conjunto dos trabalhadores de plataformas;
44,7 horas: jornada semanal média desse grupo;
R$ 14,40: rendimento por hora dos motoristas de automóvel que atuam por aplicativos;
45,9 horas: jornada semanal média desses motoristas;
34%: proporção dos trabalhadores plataformizados que contribuíam para a Previdência;
25,5%: proporção entre os motoristas de automóvel que trabalhavam por aplicativos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4) que a maior parte da carne bovina importada pelos Estados Unidos para reduzir os preços ao consumidor virá do Brasil e da Argentina. Ao defender a medida, Trump elogiou a qualidade da carne produzida nos dois países e disse que o produto é “muito bom” e “muito limpo”.
As declarações foram feitas durante a assinatura de duas ordens executivas voltadas ao setor pecuário americano, conforme noticiado pela CNN.
“A carne está vindo da Argentina, está vindo do Brasil e de alguns outros lugares. Temos nossos inspetores lá. Ela é muito limpa, é muito boa”, afirmou Trump na Casa Branca.
Questionado por jornalistas sobre quais países fornecerão carne bovina dentro da medida anunciada na semana passada para conter a alta dos preços, Trump respondeu que, neste momento, os volumes virão principalmente de Brasil e Argentina.
“Pode haver outros países, mas agora são principalmente Argentina e Brasil. Estamos fazendo isso de forma muito limitada porque nossos pecuaristas conseguem atender ao mercado”, disse.
Segundo Trump, a importação adicional busca dar um “pouco de ajuda” aos pecuaristas americanos enquanto o rebanho dos Estados Unidos se recupera e, ao mesmo tempo, reduzir o preço da carne para os consumidores.
“Nossos pecuaristas realmente precisavam de um pouco de ajuda e querem ver os preços caírem”, disse.
As declarações detalham a medida anunciada pela Casa Branca, que abriu uma cota temporária adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida para abastecer o mercado americano diante da oferta doméstica restrita e dos preços recordes da carne bovina. Até então, o governo não havia informado quais países forneceriam o volume adicional.
Durante o evento, Trump também anunciou uma ordem executiva para ampliar a identificação da origem da carne bovina importada pelos Estados Unidos.
Segundo o presidente, o governo exigirá a rotulagem do país de origem em toda carne bovina estrangeira comercializada no país.
A medida faz parte de um pacote de ações voltado ao setor pecuário americano, que também inclui mudanças nas regras para processamento de carne e ações de apoio aos produtores rurais.
Recuperação do rebanho e processamento
Trump anunciou ainda um programa que permitirá que pecuaristas de pequeno, médio e grande porte processem e vendam carne diretamente aos consumidores, sem depender das grandes empresas de processamento.
“Pela primeira vez, vamos dar aos fazendeiros e pecuaristas o direito de processar sua própria comida”
Segundo o presidente, o objetivo é aumentar a concorrência no mercado de carne bovina e reduzir a dependência dos grandes frigoríficos.
O presidente afirmou que o governo irá simplificar regulamentações sanitárias e de segurança para facilitar o processamento de carne pelos produtores, mantendo inspeções federais.
“Vamos simplificar todas as regulamentações de saúde e segurança para tornar isso fácil e seguro.”
Trump também voltou a atribuir ao governo do ex-presidente Joe Biden a redução do rebanho bovino dos Estados Unidos e disse que os pecuaristas americanos estão reconstruindo seus plantéis.
“Os pecuaristas estão aumentando seus rebanhos. Estamos reconstruindo os rebanhos.” Segundo ele, a recuperação da produção doméstica permitirá reduzir a necessidade de importações no futuro.
A cidade de São Paulo amanheceu com chuva e tempo fechado neste sábado (5) no primeiro dia do feriado prolongado da Independência do Brasil. A expectativa, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, é de fortes precipitações para o dia acompanhadas de rajadas de vento.
Por volta das 10h30, o dia anoiteceu em parte da região leste da capital paulista. O temporal veio logo em seguida. O mesmo aconteceu no bairro de Santana, zona norte. Depois da precipitação, o dia voltou a clarear. Houve registro de chuva também na zona oeste, em bairros como Perdizes e Pompeia.
Ao longo do dia, há condições de pancadas rápidas de chuva. As temperaturas máximas devem chegar aos 22°C, enquanto os índices de umidade permanecem acima dos 65%.
“No decorrer da tarde as instabilidades ganham força com a propagação de uma frente fria pelo litoral paulista, provocando chuvas de moderada a forte intensidade, raios e rajadas de vento que podem superar os 40Km/h, o que eleva o potencial para formação de alagamentos e queda de árvores na Grande São Paulo”, alerta o CGE.
Próximos dias
O tempo segue fechado e chuvoso no fim de semana, com rajadas de vento e acentuado declínio das temperaturas.
O domingo (6) segue com tempo fechado e chuvoso. As precipitações variam de moderada a forte intensidade com raios e rajadas de vento que podem superar os 50Km/h, o que mantém elevado o risco para formação de alagamentos e queda de árvores
Veja a variação dos termômetros para os próximos dias em SP, segundo a Meteoblue:
– Sábado (5): entre 16ºC e 22ºC;
– Domingo (6): entre 11ºC e 15ºC;
– Segunda-feira (7): entre 10ºC e 12ºC.
“A chegada de uma massa de ar frio causa acentuado declínio das temperaturas ao longo do dia”, acrescenta o CGE.
Na segunda-feira, a frente fria se afasta do litoral paulista, mas os ventos úmidos do oceano deixam o céu encoberto com condições de chuviscos principalmente durante a madrugada. Os termômetros devem variar entre mínimas de 10°C e máximas que não devem superar os 14°C.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, após análise das condições operativas, identificou como “média” a probabilidade de acionamento do Plano de Gestão de Excedentes de Energia neste domingo, 6, e como “baixa” no feriado de segunda-feira, 7.
A medida pode ser adotada em situações nas quais, após a redução da geração coordenada pelo ONS, permanece a necessidade de restringir a produção de energia das distribuidoras para assegurar o equilíbrio entre geração e carga, preservando a estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
“Assim, as equipes técnicas seguem monitorando o cenário para garantir a adequada operação durante os períodos de carga reduzida”, informou o ONS. “Sendo assim, no sábado e no domingo, dias 5 e 6, serão realizadas as programações para os dias seguintes, quando será confirmada ou não a necessidade de acionamento do plano”, informa o ONS.
O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, foi adiado pela terceira vez. A defesa da família da vítima afirma que os sucessivos cancelamentos estão prolongando o processo.
Segundo o advogado José Miguel Silva, que representa a família de Gisele, o interrogatório presencial só deverá ocorrer em outubro.
“Novamente a defesa está questionando o laudo. Diz que não são quesitos similares ao anterior, porém não passa de procrastinar o feito para que caia no esquecimento da mídia, de toda a sociedade esse crime bárbaro”, afirmou.
Gisele tinha 32 anos e foi encontrada morta com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde vivia com Geraldo, na região central de São Paulo, em fevereiro.
O tenente-coronel está preso preventivamente desde 18 de março, quando se tornou réu pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
Inicialmente, Geraldo afirmou que a esposa havia tirado a própria vida e relatou que o casal enfrentava discussões frequentes. A hipótese de suicídio foi posteriormente afastada por laudos apresentados durante a investigação, segundo as informações do processo relatadas pela defesa da família.
O policial nega ter matado Gisele.
O interrogatório representa a última etapa da instrução criminal. Depois da oitiva do acusado, a Justiça deverá decidir se Geraldo será levado a júri popular.
O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado pela Justiça do Rio por improbidade administrativa no esquema de regalias montado durante sua prisão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e na Penitenciária de Bangu 8, no Complexo de Gericinó.
Cabral esteve preso nas duas unidades do sistema penitenciário entre 2016 e 2018.
Os desembargadores da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça concluíram que houve uma estrutura montada dentro do sistema penitenciário para beneficiar Cabral. O esquema envolvia a entrada irregular de equipamentos, como televisão, som e foi montada até uma sala para apresentação de filmes.
O ex-governador recebia alimentos sofisticados e outros objetos proibidos. O esquema também incluía visitas fora das regras e falhas deliberadas nos sistemas de controle.
Cabral tinha uma TV de 65 polegadas e um aparelho de home theater, além de colchão diferenciado, alimentos proibidos, equipamentos de musculação, eletrodomésticos e acesso facilitado a visitas.
De acordo com o relator, desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, não houve simples falha administrativa.
Além de Sérgio Cabral, foram condenados o ex-secretário de Administração Penitenciária Erir Ribeiro Costa Filho e os agentes penitenciários Alex de Lima Carvalho, Fabio Ferraz Sodré, Sauler Antonio Sakalen, Fernando Lima de Farias e Nilton Cesar Vieira da Silva. Todos ocupavam cargos de gestão na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ou nas unidades prisionais envolvidas.
Cabral terá de pagar multa equivalente a 12 vezes sua última remuneração como governador, além de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Os outros seis condenados pagarão multa correspondente a cinco vezes a última remuneração em seus cargos e R$ 100 mil cada por danos morais coletivos. Os valores dos danos morais serão destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os sinais de arrefecimento nos índices de preços trazem alívio passageiro ao consumidor, e o mercado se animou com a deflação de 0,40% do IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial. Mas economistas alertam para o caráter temporário do alívio, beneficiado pelo bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica. O temor é de piora à frente que não só dificultaria a queda dos juros, mas abriria caminho para estagflação, cenário que combina preços altos e economia fraca.
“Não vamos poder pensar que a inflação está sendo contida, então está tudo bem. Não é bem essa leitura. Haverá uma alta importante, ali na esquina, em setembro, que vamos saber no começo de outubro [quando os dados forem divulgados]”, diz o economista sênior da 4intelligence e especialista em inflação, Fábio Romão.
O sócio e economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, também avalia que a queda do IPCA cheio de agosto é pontual, resultado da devolução do bônus de energia e de um período favorável aos produtos agrícolas, sem repetição prevista nos meses seguintes. A Tendências projeta a inflação em 5,3% em 2026 e 4,2% em 2027.
Um processo desinflacionário consistente exigiria um esfriamento mais amplo da atividade, o que ainda não ocorreu, segundo ele. “A gente ainda está naquele processo de desacelerar a economia, desacelerar o consumo para que, aí sim, a inflação possa cair e os juros, efetivamente, também entrem em uma trajetória mais intensa de queda”, avalia.
El Niño volta a ameaçar inflação de alimentos
Um dos fatores que impedem a melhora na percepção do custo de vida é o patamar que a alimentação atingiu desde o início da pandemia. Mesmo com deflações pontuais na categoria em julho e agosto, o nível acumulado continua consumindo parte relevante da renda familiar.
“Não é uma evolução moderada de curto prazo que vai tirar essa percepção do consumidor de que a alimentação ficou mais cara. É mais caro, agora, comprar no mercado do que era no começo de 2020. Isso é evidente”, afirma Romão.
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Para os próximos meses, o principal risco para os alimentos é o El Niño, que deve afetar a produção agrícola no último trimestre deste ano e no primeiro semestre de 2027, dificultando uma desaceleração mais robusta do IPCA. A 4intelligence projeta inflação de 5,1% em 2026 e 4,5% em 2027.
Os serviços são a outra frente de resistência. O grupo subiu 6,01% em 2025 e mostrou moderação recente, o que levou a 4intelligence a revisar para 5,1% sua projeção de alta do segmento neste ano, patamar ainda desconfortável para o Banco Central. Embora a média móvel trimestral dos núcleos tenha recuado para níveis abaixo de 4%, os serviços seguem como principal ponto de atenção e justificam cautela na condução dos juros.
Petróleo pressiona pelo exterior
A instabilidade global chega à inflação brasileira principalmente pelo petróleo. Com o Brent em US$ 95 por barril, custos de produção e transporte sobem internamente, e Braga observa que há limites para o governo conter esse repasse nos combustíveis, sobretudo com as crises no Leste Europeu e no Estreito de Ormuz.
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Silvio Campos Neto acrescenta que eventuais subvenções temporárias não barram os efeitos indiretos sobre as cadeias produtivas, já que transporte e fertilizantes acabam contaminados, o que obriga o Banco Central a monitorar de perto a commodity e o câmbio.
O maior risco imediato é um choque externo anular o esforço interno de controle de preços. “Se o conflito entre os Estados Unidos e o Irã voltar a escalar e isso bater no petróleo e no câmbio, você pode ter uma inflação mais alta, mesmo com a atividade perdendo força”, afirma Romão.
Fiscal e fantasma da estagflação
A questão fiscal é mais um vetor de pressão. Para os economistas, a ausência de uma âncora fiscal crível é o maior obstáculo à convergência da inflação no longo prazo, porque a percepção de risco de calote mantém os juros longos de mercado pressionados independentemente dos movimentos da Selic.
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O economista Carlos Primo Braga, ex-diretor de política econômica e dívida do Banco Mundial e professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC), aponta o endividamento como raiz do problema. A dívida bruta do governo federal já supera 95%, fruto de despesas que crescem acima das receitas desde 2023. Em entrevista ao InfoMoney, Braga classificou o Orçamento de 2027 como uma obra de ficção.
Combinada a uma inflação persistentemente próxima do teto da meta, hoje de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual, essa fragilidade eleva as chances de dominância fiscal, situação em que a política monetária perde eficácia. Cada elevação de 1 ponto percentual na Selic acrescenta de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões ao custo de carregamento da dívida, segundo o Banco Central.
“A única solução é realmente você pegar e apertar o freio com relação à política fiscal”, diz Braga. Sem um ajuste focado nas despesas obrigatórias, tema que os principais candidatos evitam por razões eleitorais, o país caminha para crescimento menor em 2027, com inflação resistente.