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Carne bovina vai ficar mais disputada no Brasil em 2027; entenda o motivo

A pecuária brasileira está entrando em uma nova fase do ciclo de produção, marcada pela redução da oferta de animais, recomposição do rebanho e maior dependência do mercado externo para a formação dos preços, conforme a avaliação foi apresentada durante o 6º Fórum Pecuária Datagro.

Segundo João Otávio de Assis Figueiredo, o Head de Pecuária da consultoria, o Brasil deve encerrar 2026 com uma participação próxima de 38,7% do mercado internacional de carne bovina, ante cerca de 22% em 2016. Para 2027, a projeção apresentada é de avanço para 41,8%.

A consultoria estima que a produção passe de aproximadamente 10,7 milhões de toneladas para 10,1 milhões de toneladas em 2027, uma redução de cerca de 600 mil toneladas.

A queda ocorre em meio à redução do abate de fêmeas e ao processo de reconstrução do rebanho brasileiro.

Exportação ganha peso

O mercado externo vem ocupando uma parcela cada vez maior da produção nacional. Segundo os dados apresentados, o Brasil exportava cerca de 20% de sua produção em 2016. Em 2026, a participação deve chegar próxima de 40%.

O primeiro semestre registrou recorde histórico nas exportações, com todos os meses acima da média histórica. Nos primeiros oito meses do ano, a receita da pecuária chegou a aproximadamente US$ 12 bilhões na balança comercial.

A China continua como principal destino, com cerca de 800 mil toneladas importadas do Brasil no período citado na apresentação. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com aproximadamente 240 mil toneladas, próximo do total de 270 mil toneladas registrado no ano anterior.

A redução das compras chinesas nos meses mais recentes, porém, evidenciou a dependência brasileira daquele mercado. “China realmente faz muita falta”, afirmou Figueiredo.

Mesmo assim, os exportadores conseguiram redirecionar parte da carne para outros destinos. Filipinas, México, Argentina, Vietnã e Indonésia aparecem entre os mercados que ajudaram a absorver a produção.

Preços e oferta

No mercado doméstico, o indicador da Datagro chegou a um recorde nominal de R$ 367 por arroba entre abril e maio, segundo os dados apresentados.

Após o encerramento da cota chinesa, o preço chegou a recuar para cerca de R$ 325 por arroba, mas voltou rapidamente para a região de R$ 350.

A consultoria avalia que a oferta mais restrita de bovinos tende a ganhar importância nos próximos meses, especialmente com a retenção de fêmeas.

Para 2027, entretanto, o mercado interno aparece como o principal ponto de atenção. A projeção da empresa é de desaceleração da economia e redução do consumo formal de carne bovina.

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Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 28 milhões neste domingo


A Mega-Sena sorteia neste domingo (20) prêmio estimado em R$ 28 milhões. As seis dezenas do concurso 3.060 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (19) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números 01 – 02 – 07 – 18 – 33 – 35 e um bolão feito em Presidente Venceslau (SP) levou o prêmio de R$ 101.970.706,13..



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economia

Valor de produção agrícola atinge recorde de R$ 927,2 bilhões, impulsionado por safra de grãos


Em 2025, o valor de produção das principais culturas agrícolas do país atingiu o recorde de R$ 927,2 bilhões, um avanço…



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Oferta de gado para abate começa a cair com retenção de fêmeas no Brasil

A oferta de gado para abate deve ficar mais restrita no Brasil, com a retenção de fêmeas para recomposição do rebanho e o avanço dos confinamentos. A combinação dos dois movimentos aumenta a disputa por animais e pressiona a reposição, segundo avaliação apresentada no 6º Fórum Pecuária Datagro.

Segundo os dados apresentados, o abate de fêmeas começou a recuar de maneira mais acentuada. A queda é particularmente expressiva em estados com forte participação na cria, como Rondônia, Pará, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Na avaliação de analista da Datagro, Guilherme Jank, a redução do abate nesses estados indica que o processo de retenção já está avançando.

Ao mesmo tempo, Mato Grosso e São Paulo apresentaram quedas mais sutis no abate de fêmeas, em um movimento associado à maior presença do confinamento.“Os dois estão acontecendo simultaneamente”, afirmou Jank.

A Datagro estima que a retenção de fêmeas poderá acelerar a recuperação do estoque de bovinos no Brasil a partir de 2027.

Segundo Jank, o país poderá produzir em 2027 praticamente o mesmo volume recorde de bezerros registrado em 2023, mas com cerca de 3 milhões de matrizes a menos.

A estimativa apresentada aponta para a produção de aproximadamente 50 milhões de bezerros, mesmo com um número menor de matrizes.

Para a DATAGRO, a velocidade da reconstrução do rebanho dependerá principalmente da intensidade da retenção de fêmeas na safra 2026/27, especialmente de novilhas.

Confinamento enfrenta reposição cara

Enquanto o pecuarista de cria ganha força na formação de preços, o confinador enfrenta um cenário de maior custo de reposição.

Segundo o Head de Pecuária da consultoria, João Otávio Figueiredo, cerca de 80% do custo do confinamento está relacionado à compra da reposição.

O problema é que o boi pronto para ser abatido está relativamente mais barato do que a reposição, comprimindo as margens da atividade.

A consultoria também destacou a expansão dos confinamentos brasileiros nos últimos anos, com propriedades que passaram de 40 mil para 60 mil, 80 mil e até 140 mil animais confinados por ano.

“Não tem eficiência no ciclo pecuário que consiga suprir o tamanho dessa expansão que teve de confinamento no Brasil”, afirmou Figueiredo.

Para Jank, a recomposição do rebanho tem características de investimento de longo prazo. Mesmo diante de restrições de crédito para capital de giro e reposição, o setor segue direcionando recursos para genética, sêmen e outros investimentos ligados à expansão produtiva.

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São Paulo tem alerta para tempestades nesta sexta-feira; veja previsão


Após mais uma madrugada chuvosa, a cidade de São Paulo amanheceu nesta sexta-feira (11) sob alerta laranja, de perigo, para tempestades, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em apenas 10 dias, a capital já recebeu mais chuva do que o esperado para todo o mês de setembro. Segundo a Defesa Civil do Estado, eram esperados 66 milímetros para todo o mês, mas já foram acumulados cerca de 100 milímetros, o que corresponde a 151,5% da média mensal.

O alerta laranja é válido da 0h às 23h59 desta sexta-feira. Há risco de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos, entre 60 e 100 km/h, e queda de granizo, além da possibilidade de interrupção no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos

Além da capital, mais de 500 cidades do Estado estão nas áreas afetadas pelo aviso.

Devido à previsão de tempestades severas, com ventos e granizo, e às condições meteorológicas favoráveis à formação de tornados, o governo de São Paulo orientou a suspensão das aulas e de ventos ao ar livre nesta sexta-feira nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Sorocaba e Registro.

O estado também está sob alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestades, entre 0h01 e 23h59 desta sexta-feira. Há risco de chuva entre 20 e 30 mm/h ou de até 50 mm/dia, ventos intensos, entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que uma combinação de fatores vai aumentar o risco de formação das supercélulas, que podem gerar tornados, microexplosões e rajadas de vento excepcionalmente intensas, acima dos 90 km/h.

Gabinete de Crise

Diante das previsões, o governo paulista instalará o Gabinete de Crise a partir das 14h desta sexta-feira. O grupo reúne representantes das instituições envolvidas no monitoramento e na resposta às emergências, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, além de concessionárias dos serviços de energia elétrica, água, gás e telefonia.

Segundo a gestão estadual, o objetivo é integrar informações, acompanhar em tempo real a evolução do cenário e agilizar a tomada de decisões e a mobilização de recursos diante de eventuais ocorrências.



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BNDES recebeu R$ 8,2 bi em pedidos de crédito do Brasil Soberano em dois dias


Em dois dias, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu R$ 8,2 bilhões em pedidos de crédito na nova etapa do Plano Brasil Soberano. Foram protocoladas 138 operações entre os dias 17 e 18 de setembro.

Segundo o BNDES, do total de solicitações, R$ 1,7 bilhão em créditos já foram aprovados, sendo R$ 794 milhões para empresas do grupo 2, formado por setores industriais relevantes (têxtil, químico, farmacêutico, minerais estratégicos e fertilizantes, entre outros).

Outros R$ 680 milhões envolvem empresas do grupo 1 e seus fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.

Foram registrados ainda R$ 251 milhões em aprovações para empresas do grupo 3 e seus fornecedores, que exportam para países do Golfo Pérsico. Do total de pedidos aprovados, R$ 683 milhões foram feitos para empresas do segmento de fertilizantes, informou a instituição.

Leia também: BNDES vai quase dobrar participação em plano Brasil Soberano 3 ante previsão inicial

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o comércio internacional vive um momento de incertezas. “O Brasil Soberano dá às empresas condições para que diversifiquem mercados para exportação e preservem a capacidade produtiva, contribuindo com a competitividade da indústria brasileira. O volume de pedidos recebidos demonstra que existe demanda por financiamento para enfrentar esse cenário e seguir investindo”, afirmou.

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A nova fase do Plano Brasil Soberano tem orçamento de R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES.

As linhas de financiamento abrangem a aplicação para capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimentos.

Tais projetos podem ser voltados para ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica ou adaptação de produtos e processos, entre outras hipóteses definidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.



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