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Soja avança 1,7% em Chicago com colheita dos EUA abaixo do esperado

O preço da soja fechou em alta nesta terça-feira (06) na Bolsa de Chicago, impulsionada pelo avanço abaixo do esperado da colheita nos Estados Unidos e pela piora nas condições das lavouras. O contrato futuro para novembro subiu 1,74% e terminou a sessão cotado a US$ 13,03 por bushel.

Segundo a  Granar, o mercado reagiu aos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que mostraram que 25% da área de soja havia sido colhida até o momento. O percentual representa avanço em relação aos 17% registrados na semana anterior, mas ficou abaixo da média de cinco anos, de 33%, e dos 29% projetados pelos operadores.

O USDA reduziu de 58% para 57% a parcela das plantações classificadas como boas ou excelentes, em linha com a expectativa do mercado. O órgão informou ainda que 85% da soja já havia perdido as folhas.

Além dos dados sobre a safra norte-americana, a valorização dos derivados da soja reforçou o movimento positivo em Chicago. O contrato de dezembro do farelo subiu US$ 8,49 e terminou a sessão a US$ 391,10 por tonelada, enquanto o óleo de soja avançou US$ 12,35, para US$ 1.541,22 por tonelada.

No mercado brasileiro, a forte valorização do real frente ao dólar também influenciou as negociações. A moeda norte-americana era negociada a cerca de R$ 4,9675 no fechamento dos mercados de grãos, abaixo dos R$ 5,2158 registrados no fim da semana passada. O câmbio mais favorável ao real reduz a competitividade da soja brasileira no mercado externo e pode influenciar o ritmo de comercialização pelos produtores.

Milho

A referência para  milho encerrou o dia em alta na Bolsa de Chicago, com os preços sustentados por dados de colheita nos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado e pela piora na avaliação das lavouras. O contrato com vencimento em dezembro subiu 2,16% e terminou a sessão cotado a US$ 5,08 por bushel.

Segundo a Granar, o avanço da colheita norte-americana ficou abaixo do esperado pelos operadores, enquanto a parcela da safra classificada como boa ou excelente caiu mais do que o mercado projetava. Os dados reforçaram a pressão sobre a oferta no curto prazo e contribuíram para a valorização dos contratos futuros.

O USDA informou que 23% da área de milho havia sido colhida até o momento, contra 18% na semana anterior. O percentual, porém, ficou abaixo da média de cinco anos, de 27%, e da expectativa dos operadores, de 26%.

O USDA também reduziu de 57% para 54% a parcela do milho classificada como boa ou excelente, enquanto o mercado esperava uma queda para 56%. O órgão informou ainda que 83% da safra já havia atingido a maturidade.

Trigo

O trigo também fechou em alta em meio ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e aos novos ataques registrados na região do Mar Negro. Em Chicago, o contrato com vencimento em dezembro avançou 1,73% e terminou a sessão cotado a US$ 7,04 por bushel.

A  Granar destacou que a escalada do conflito voltou a colocar em segundo plano as expectativas de possíveis negociações para um cessar-fogo no Mar Negro, que vinham sendo acompanhadas pelo mercado diante da possibilidade de facilitar o fluxo de produtos agrícolas da região.

Entre os episódios recentes, um navio cargueiro ucraniano carregado com milho foi atingido e afundou após um ataque atribuído à Rússia. A embarcação, operada por uma empresa turca, havia sido carregada no porto de Izmail, no rio Danúbio, e seguia com destino à Itália.

O cenário de tensão também se estendeu a outras embarcações. Segundo o governador de Odessa, um navio com bandeira das Ilhas Marshall foi atacado pela Rússia no Mar Negro. Os novos episódios aumentaram as preocupações do mercado com a segurança da navegação e o escoamento de grãos pela região.

 

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Ala do STF quer diálogo em meio à ameaça de impeachment


O crescimento da bancada do PL (Partido Liberal) e de senadores alinhados à direita nas eleições gerou um clima de preocupação e apreensão nos bastidores do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, a reação dos ministros ainda é muito discreta, mas a realidade do novo Congresso que saiu das urnas tornou evidente que será muito difícil conter a tramitação de um pedido de impeachment a partir de 2027.

Diante disso, os ministros têm adotado cautela em suas avaliações, aguardando o desfecho da eleição presidencial. “Já há um grupo dentro do Supremo Tribunal Federal que defende buscar um diálogo com uma ala dentro do bolsonarismo”, afirmou Jussara.

A análise indica que há uma linha de corte nesse eventual diálogo: a permanência de Alexandre de Moraes seria algo que o novo Congresso e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caso eleito, não estariam dispostos a negociar.

Flávio Dino também passou a integrar a lista de alvos do bolsonarismo mais recentemente. Interlocutores de Flávio Bolsonaro teriam sinalizado que ele não deseja conduzir um governo de enfrentamento como o de seu pai.

Jussara Soares relatou que o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL), procurou o decano da Corte, Gilmar Mendes, e também o ministro Cristiano Zanin, enviando recados sobre a disposição ao diálogo.

Movimentações e acenos políticos

Durante o CNN Prime Time, o analista de Política da CNN Caio Junqueira apurou que parte da Corte busca um entendimento político diante da ameaça de impeachment de seus ministros, mas o PL rejeitou os sinais de um eventual “acordão” e mantém como objetivo a saída de Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Caio Junqueira acrescentou que, ao longo da segunda-feira, o entorno de Flávio Bolsonaro identificou acenos por parte de um grupo do STF sinalizando a possibilidade de um acordo — que envolveria poupar ministros da Corte em troca, por exemplo, da revisão da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e da aprovação, por unanimidade, da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

Outro gesto considerado relevante nesse contexto foi a mensagem do ex-presidente Michel Temer manifestando apoio a Flávio Bolsonaro antes mesmo que outros partidos e candidatos derrotados o fizessem.

Segundo Caio Junqueira, Temer é visto como o elo entre Alexandre de Moraes e a família Bolsonaro, por ter indicado Moraes ao STF em 2017. A defesa de Jair Bolsonaro também protocolou, há cerca de dez dias, um novo pedido de revisão criminal, e o relator Kássio Nunes Marques sinalizou que pretende pautar o processo após o segundo turno.

PL rejeita acordo e planeja impeachment para 2027

Apesar dos acenos, o PL rejeitou qualquer forma de “acordão” com a ala considerada governista do STF. Segundo Caio Junqueira, o partido deve levar adiante, em 2027, um processo de impeachment de Alexandre de Moraes.

Nas contas do partido, já há pelo menos 49 votos garantidos no Senado para o impeachment de Moraes, faltando apenas mais 5 para atingir o mínimo de 54 votos necessários.

A preferência do PL seria que o próprio STF resolvesse a questão de Moraes — por meio da abertura de uma investigação relacionada à sua ligação com Daniel Vorcaro, o que resultaria em seu afastamento enquanto durassem as apurações.

Flávio Dino também está no radar do partido: o PL avalia que, se ele avançar em investigações com base em alegações de interferência estrangeira nas eleições ou mantiver sigilosas as investigações sobre irregularidades no uso de emendas parlamentares, também entrará no foco da superbancada do PL no Senado.

Caio Junqueira alertou que um eventual processo de impeachment de ministros durante um possível governo Flávio Bolsonaro criaria “um ambiente institucional político muito ruim”, dificultando avanços em reformas econômicas e corte de gastos.



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Morte de Rick: polícia pede análise de celulares e câmera para esclarecer acidente


A investigação sobre a queda do helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla com Renner, entra em uma nova etapa com a perícia de equipamentos encontrados na região do acidente. A Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Polícia Científica a análise de celulares e uma câmera que estavam entre os objetos recolhidos após a localização da aeronave, em Urubici.

A expectativa é que o conteúdo dos aparelhos possa fornecer elementos sobre o que ocorreu durante o voo e nos momentos anteriores à queda. Registros armazenados nos equipamentos, incluindo imagens, comunicações e outros dados, serão analisados.

A Polícia Civil mantém um inquérito para verificar as circunstâncias do acidente e eventual participação de conduta humana dolosa ou culposa que possa ter implicações criminais. Até o momento, segundo a corporação, não há elementos suficientes para determinar o que provocou o acidente.

Paralelamente, a ocorrência é investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com participação do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V).

A apuração técnica tem como objetivo identificar fatores que contribuíram para a queda e produzir informações para prevenir novos acidentes, sem finalidade de atribuir responsabilidade criminal.

A aeronave, de matrícula PP-MGR, havia partido de Porto Belo com destino a São Joaquim na tarde do dia 21 de setembro. Durante o trajeto, desapareceu na região de Urubici. Os destroços foram encontrados na manhã seguinte em uma área de difícil acesso, na localidade de Santa Bárbara.

Além de Rick, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e o copiloto Leopoldo Barros.



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Preços de brinquedos sobem quase 70% acima da inflação, aponta CNC


O preço dos brinquedos teve um aumento de 7,1% em relação ao Dia das Crianças do ano passado, de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta terça-feira (6). O percentual está 68% acima da inflação acumulada de agosto do ano passado até agosto deste ano, que foi de 4,22%.

A cesta total de produtos para o Dia das Crianças, composta por 11 itens, teve um aumento médio de 6,7% em relação a 2025.

A maior alta foi registrada nos chocolates, com avanço de 19,3%, seguido por videogames (11,2%), lanches (8%), brinquedos (7,1%), e roupas (4%).

Leia também: Cerca de 32% dos pais já flagraram filhos em compras online sem autorização

Fonte: Pesquisa CNC

A expectativa é que, neste ano, o volume de transações referentes à data tenha um aumento de 1,8% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 9,27 bilhões.

A CNC destaca que o alto nível de emprego e aumento de renda é o que sustenta o consumo em meio a um ambiente de juros altos e inadimplência.

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“Este movimento aponta a manutenção de uma tendência que vemos há alguns anos no varejo: um crescimento baixo, sustentado pelo bom índice de população empregada e aumento da massa real de rendimentos e sufocado pela alta taxa de juros e o custo restritivo do crédito”, analisa o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.



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Flávio amplia votos do pai no agro; Lula cai nos 10 maiores polos agrícolas | Blogs | CNN Brasil

O presidente e candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva perdeu votos e participação percentual nos dez municípios com maior valor da produção agrícola brasileira. No mesmo grupo, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro recebeu, no primeiro turno de 2026, mais votos e percentuais superiores aos registrados pelo pai, Jair Bolsonaro, na primeira rodada da eleição de 2022.

O levantamento, elaborado pelo blog a partir dos dados do TSE coletados, cruza a votação presidencial com o ranking da PAM 2025 (Produção Agrícola Municipal), do IBGE, divulgada em setembro.

O recorte reúne cinco municípios de Mato Grosso, três de Goiás e dois da Bahia, que trocam posições no ranking de gigantes do capital agropecuário, ano a ano, e mantém a concentração do dinheiro gerado pelo setor na balança comercial.

Na soma dos dez municípios, Lula passou de 126.993 votos em 2022 para 106.013 em 2026, uma redução de 20.980 votos, ou 16,5%. Flávio recebeu 242.662 votos, ante os 196.380 obtidos por Jair Bolsonaro quatro anos antes — diferença de 46.282 votos, equivalente a 23,6%.

A comparação mantém a divisão territorial observada em 2022: os oito municípios do Centro-Oeste registraram maioria para a candidatura da família Bolsonaro, enquanto São Desidério e Formosa do Rio Preto, na Bahia, permaneceram majoritariamente com Lula.

A manutenção desse desenho, porém, convive com uma redução da votação petista em todas as cidades analisadas. Os municípios são grandes produtores de commodities, como soja, milho e algodão.

A maior queda proporcional ocorreu em Formosa do Rio Preto, onde Lula passou de 69,92% para 58,15%, uma redução de 11,77 pontos percentuais. O presidente continuou com maioria dos votos válidos, mas recebeu 938 votos a menos. Flávio alcançou 37,81%, frente aos 25,61% registrados por Jair Bolsonaro em 2022.

Em São Desidério, segundo colocado no ranking agrícola, Lula passou de 68,78% para 60,07%. Nesse município, a queda em votos absolutos foi pequena — de 13.454 para 13.345 —, apesar do recuo de 8,71 pontos percentuais. A diferença mostra que a perda de participação também ocorreu em um universo maior de votos válidos: Lula praticamente manteve seu contingente, mas não acompanhou a expansão da votação municipal.

De acordo com uma fonte ouvida pelo blog, há uma tendência natural da agricultura empresarial se enquadrar em diretrizes de direita e, cada vez mais, ligadas ao Bolsonarismo, em especial em 2026.

O motivo seria a piora do endividamento agrícola e dificuldade com o crédito que teria prejudicado produtores de grãos de grande porte. Nestes casos, a fonte especialista lembra que cartas para atração de eleitores do agro para o PT, como diplomacia agrícola e abertura de mercados internacionais, não pesam.

Nos polos agrícolas goianos, o recuo foi expressivo tanto em percentual quanto em votos. Rio Verde concentrou a maior perda absoluta de Lula no grupo, de 41.013 para 31.329 votos. Em Jataí, o presidente passou de 19.072 para 14.385 votos. Os percentuais caíram, respectivamente, 10,89 e 10,09 pontos.

Goiás, que é reduto político do candidato derrotado Ronaldo Caiado (PSD), converteu majoritária preferência a Flávio Bolsonaro.

Em detrimento a outras regiões do Brasil, porém, Caiado teve um percentual maior de votação nos municípios goianos da PAM, de 5% a 8%, que devem migrar para o candidato do PL no segundo turno.

Outra fonte, que preferiu falar sob condição de anonimato, avaliou que o agronegócio do Centro-Oeste se preocupou mais na última semana de campanha, com produtores de grãos fazendo uma campanha intensa fora dos holofotes, mas nas redes sociais e o corpo a corpo das propriedades rurais para tentar impulsionar uma vitória de Flávio no primeiro turno.

Segundo esta fonte, a principal preocupação do setor na região é desburocratizar os trâmites de negócios que envolvem uma empresa agropecuária, que envolvem tributos, por exemplo.

Os três municípios de Goiás também apresentam outro movimento: a parcela de votos destinada aos demais candidatos cresceu. Em Rio Verde, passou de 6,78% para 9,54%; em Cristalina, de 6% para 10,10%; e, em Jataí, de 6,74% para 11,31%.

A aparição da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na quinta-feira que antecedeu o domingo de votação, foi estratégico para agradar representantes da agricultura empresarial e algumas entidades, que não se posicionaram oficialmente.

Em Mato Grosso, Sapezal, Sorriso, Campo Novo do Parecis e Nova Mutum registraram mais de 70% dos votos válidos para Flávio no primeiro turno de 2026. Diamantino marcou 65,89%. Lula ficou abaixo de 30% nos cinco municípios.

A leitura conjunta sugere uma continuidade territorial acompanhada de mudanças na distribuição dos votos. Os municípios baianos mantiveram maioria petista, enquanto os polos do Centro-Oeste permaneceram majoritariamente alinhados à candidatura bolsonarista.

Mas a redução de Lula ultrapassou essa divisão regional e alcançou todos os municípios da amostra.

O histórico de 2022 oferece referência para o segundo turno, mas não uma projeção. Em 2022, Jair Bolsonaro ampliou seu percentual nos dez municípios. Lula ganhou participação em quatro — São Desidério, Formosa do Rio Preto, Rio Verde e Jataí — e perdeu em seis.

Em votos absolutos, contudo, os dois candidatos cresceram nos dez municípios entre a primeira e a segunda rodada. Isso mostra por que aumento de votos e aumento de participação precisam ser analisados separadamente: um candidato pode receber mais votos e, ainda assim, representar uma parcela menor do total válido, o que gera a incógnita para o segundo turno entre Flávio e Lula.

O candidato do PT, com pouco tempo que tem para virar a fatura do primeiro turno, não deve focar nestas regiões. Pela estratégia de campanha, ao falar de agricultura, deve focar na produção de alimentos proveniente da agricultura familiar.

Num discurso mais amplo, o candidato vai contar com apoiadores para defender expansão do agro internacionalmente, com o número de mercados abertos para produtos agropecuários, relação com a Ásia e África, além de soberania contra tarifas comerciais que imporiam mais tributos para exportação dos itens do agro.

*O levantamento funciona como um termômetro eleitoral dos municípios que concentram grande valor de produção de commodities. Não mede diretamente o voto dos produtores, dos exportadores ou dos trabalhadores do agro: os resultados incluem todo o eleitorado municipal, urbano e rural. 

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Tio de Boulos morre dias após ser atropelado no centro de SP


O tio do Guilherme Boulos (PSol), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, morreu na madrugada desta terça-feira (6), após ter sido atropelado por um carro na noite de sábado (3), na Avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo.

Carlos Boulos, de 80 anos, estava internado em estado grave no Hospital das Clínicas, com traumatismo craniano.

Segundo testemunhas, Carlos se desentendeu com um motorista após uma batida. O tio de Boulos estava dirigindo uma caminhonete e o outro envolvido, um carro.

Após a discussão por conta do acidente, o tio de Boulos saiu do seu automóvel em direção ao outro condutor. “Quando o motorista da caminhonete desceu para falar com o outro condutor, o carro avançou em sua direção e o atingiu. A vítima foi socorrida e encaminhada à uma unidade de saúde”, disse a SSP.

O motorista do automóvel fugiu do local. Imagens da ocorrência permitiram a identificação das placas do veículo.

Segundo a SSP, o caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como tentativa de homicídio.



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São Paulo tem previsão de tempestade nesta terça-feira; veja previsão


São Paulo terá uma terça-feira (6) de tempo instável, com previsão de chuva desde as primeiras horas do dia e possibilidade de temporais em várias regiões do estado. Segundo a Defesa Civil, as pancadas podem ser de moderada a forte intensidade e vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e queda pontual de granizo.

A chuva deve atingir diferentes áreas ao longo do dia, mas o maior nível de atenção está concentrado no centro-oeste paulista e em regiões próximas à divisa com o Paraná. Há possibilidade de acumulados elevados, principalmente em áreas onde a chuva pode ocorrer de forma persistente.

Na capital, a previsão também é de chuva em vários momentos do dia, com risco de temporais e alagamentos.

Onde há maior risco de chuva forte

De acordo com a Defesa Civil, estão em alerta para alagamentos, enxurradas e elevação do nível de rios e córregos as regiões de:

  • São José do Rio Preto;
  • Araçatuba;
  • Presidente Prudente;
  • Marília;
  • Bauru;
  • Araraquara;
  • Campinas;
  • Sorocaba;
  • Itapeva;
  • Registro.

O interior paulista concentra algumas das áreas de maior atenção. O corredor entre Botucatu, Sorocaba e Itapetininga pode registrar volumes elevados de chuva. Bauru e São Carlos também têm possibilidade de temporais.

A instabilidade é provocada pela combinação de umidade elevada, atmosfera instável e a atuação de um cavado atmosférico, sistema que favorece a formação de nuvens carregadas.

Chuva na capital

Na cidade de São Paulo, a chuva pode começar logo pela manhã e continuar à tarde e à noite.

Há previsão de pancadas moderadas a fortes e possibilidade de trovoadas. Nos períodos de maior intensidade, a chuva pode provocar alagamentos e dificultar os deslocamentos.

Com o tempo fechado e a ocorrência de chuva, a temperatura fica mais amena. A máxima prevista é de 24°C.

Gabinete de Crise

Diante da previsão de chuva forte, a Defesa Civil do estado informou que mobilizou um Gabinete de Crise a partir das 8h desta terça-feira.

As equipes vão acompanhar as condições meteorológicas e manter contato com os municípios para antecipar possíveis situações de risco e reduzir os impactos para a população.

Como fica o tempo nos próximos dias

A chuva deve perder força gradualmente na quarta-feira (7), mas ainda há previsão de pancadas em diferentes regiões do estado.

Na quinta-feira (8), o tempo fica mais estável, inclusive na capital, e as temperaturas devem subir. A melhora, porém, será temporária.

Na sexta-feira (9), a instabilidade volta a ganhar força, principalmente durante a tarde. O oeste, sudoeste e sul paulista devem concentrar as principais áreas de chuva, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes.

Na capital, a sexta-feira deve começar com tempo firme e bastante nebulosidade, mas a chuva pode retornar entre a tarde e a noite, acompanhada de trovoadas.



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Veja os 42 deputados estaduais eleitos pelo Maranhão


O Maranhão elegeu no domingo (4) os 42 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa a partir de 2027. Com 100% das urnas apuradas, a maior votação foi de Maedja Campos (PDT), com 102.694 votos.

Por partido, o MDB elegeu 17 deputados; o PL, 7; PSD e Republicanos, 4 cada; o PDT, 3; União, PT e PSB, 2 cada; e o PRD, 1.

No Maranhão, 19,74% dos eleitores aptos não compareceram às urnas. Os votos brancos somaram 3,50% do total, e os nulos, 2,13%.

Veja a lista completa, por ordem de votação:

  1. MAEDJA CAMPOS (PDT), 102.694 votos (2,62%)
  2. GLEYDSON (MDB), 95.645 votos (2,44%)
  3. PAULO CASÉ FERNANDES (União), 95.608 votos (2,44%)
  4. CRICIELLE (PT), 85.630 votos (2,18%)
  5. DETINHA (PL), 83.546 votos (2,13%)
  6. JOSIMAR (PL), 83.112 votos (2,12%)
  7. DOUGLAS PINTO (PSD), 82.338 votos (2,10%)
  8. VANESSA MARRECA (MDB), 81.322 votos (2,07%)
  9. ALUÍZIO SANTOS (PL), 77.591 votos (1,98%)
  10. MARCOS MIRANDA JUNIOR (PSB), 76.687 votos (1,95%)
  11. BRUNA PESSOA (MDB), 73.125 votos (1,86%)
  12. JOÃO IGOR CARVALHO (PDT), 69.440 votos (1,77%)
  13. TIAGO FERNANDES (MDB), 66.500 votos (1,69%)
  14. ULISSES GONÇALVES (PL), 66.214 votos (1,69%)
  15. DANIELLA (MDB), 66.040 votos (1,68%)
  16. ABIGAIL CUNHA (MDB), 65.720 votos (1,67%)
  17. ANTONIO PEREIRA (MDB), 64.204 votos (1,64%)
  18. SEGUNDO (PL), 63.000 votos (1,61%)
  19. DAVI BRANDÃO (MDB), 61.692 votos (1,57%)
  20. IVO REZENDE (MDB), 59.982 votos (1,53%)
  21. FLORENCIO NETO (MDB), 59.353 votos (1,51%)
  22. SOLANGE ALMEIDA (PL), 58.649 votos (1,49%)
  23. RUI JORGE (MDB), 54.786 votos (1,40%)
  24. PAULA PRATA (PSD), 52.300 votos (1,33%)
  25. LUANNA (PT), 51.260 votos (1,31%)
  26. TULIO REZENDE (MDB), 50.716 votos (1,29%)
  27. CLÁUDIO CUNHA (PL), 49.394 votos (1,26%)
  28. NETO EVANGELISTA (MDB), 48.329 votos (1,23%)
  29. NAGIB (MDB), 47.348 votos (1,21%)
  30. ARISTON (MDB), 46.511 votos (1,19%)
  31. ANDRÉ CAMPOS (Republicanos), 45.740 votos (1,17%)
  32. CLAUDIA COUTINHO (MDB), 44.914 votos (1,14%)
  33. JUNIOR VIANA (MDB), 44.762 votos (1,14%)
  34. ERIC COSTA (Republicanos), 43.502 votos (1,11%)
  35. CID COSTA (PDT), 35.469 votos (0,90%)
  36. CATULÉ JUNIOR (Republicanos), 34.670 votos (0,88%)
  37. DINO DO ALDENORA BELO (PSD), 33.664 votos (0,86%)
  38. NATÁLIA DO JÚNIOR GARIMPEIRO (União), 32.486 votos (0,83%)
  39. JUNIOR CASCARIA (Republicanos), 32.338 votos (0,82%)
  40. DR. LEONARDO SÁ (PRD), 30.876 votos (0,79%)
  41. JUNIOR VIEIRA (PSD), 28.914 votos (0,74%)
  42. LEANDRO BELLO (PSB), 27.328 votos (0,70%)

Veja a apuração completa para deputado estadual no Maranhão, incluindo a votação de todos os candidatos, na página de apuração das Eleições 2026 da CNN Brasil.

Este texto foi gerado automaticamente com base nos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



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Após rejeitar federação com PT, PSOL “perde” 7 cadeiras na Câmara


A federação PSOL/Rede teve quase 3 milhões de votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, mas conquistou apenas seis cadeiras no último domingo (4), após o primeiro turno das eleições. Já a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) obteve 2,7 milhões de votos e garantiu 11 cadeiras no estado. O contraste expõe como uma federação única formada pelos partidos de esquerda em São Paulo teria a vantagem matemática de ampliar a presença do Partido Socialismo e Liberdade no Congresso.

O resultado se deve à concentração de votos em duas candidatas, Erika Hilton e Sâmia Bomfim. Como medida para evitar que candidatos com muitos votos puxassem outros com votação pouco expressiva, o TSE determinou que, para ser eleito, o político deve ter 10% do chamado quociente eleitoral. Na corrida por São Paulo, isso seria o equivalente a atingir 35 mil votos, mas apenas seis candidatos do PSOL superaram essa barreira.

“O PSOL/Rede elegeu 15 deputados, mas não cumpriu a cláusula de desempenho porque esses mandatos ficaram concentrados em seis estados. Pela outra regra, a federação precisava alcançar 1,5% dos votos em nove UFs e chegou a oito. Numa federação com PT, PCdoB e PV, esse problema simplesmente não existiria”, disse Renato Dolci, cientista político.

Especialistas alertam, entretanto, que o impacto de uma “superfederação” não pode ser medido apenas pela soma nacional de votos. Como a disputa para a Câmara é dividida em 27 eleições estaduais independentes, a transferência e o aproveitamento de “votos sobrantes” dependem do desempenho de cada chapa, estado por estado. Por exemplo, um voto excedente no Rio de Janeiro não socorre uma candidatura em São Paulo.

Para Alexandre Bissoli, advogado especialista em Direito Eleitoral e Partidário, foi justamente no gargalo estadual que o PSOL deixou de converter votos em assentos.

“O PSOL deixou de ocupar cerca de sete cadeiras a que teria direito porque seus candidatos de final de chapa não atingiram a cláusula de barreira individual. Se estivessem em uma superfederação, os candidatos mais votados do PT ou do PCdoB teriam preenchido essas vagas com os votos sobrantes do PSOL”, destaca Bissoli.

A atual composição da Câmara dos Deputados para 2027 é majoritariamente de direita e centro-direita, com o bloco da oposição encabeçado pelo PL (Partido Liberal) chegando a mais de 75% dos assentos.

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“No atual cenário, qualquer tipo de coalizão de todas as esquerdas parece fazer sentido”, disse Leonardo Paz Neves, pesquisador político da FGV.

Segundo ele, o momento impõe uma pauta defensiva aos partidos de esquerda e centro-esquerda para tentar barrar o “desmonte de pautas progressistas e de direitos adquiridos, até constitucionais”.

“Todos os partidos da esquerda têm que agir em uníssono o tempo todo, durante os próximos quatro anos, e ainda vão ter que tentar brigar muito para seduzir grande parte dos partidos que estão mais ao centro, porque, de novo, os partidos da direita e extrema-direita já têm mais de 50%, já estão com a maioria da Câmara e Senado completamente garantidos”, disse Neves.

Em março deste ano, Guilherme Boulos, principal entusiasta da coligação, foi derrotado após o Diretório Nacional do PSOL rejeitar a proposta de ingressar em uma federação com o PT (Partido dos Trabalhadores). Com um placar de 47 votos contrários e apenas 15 favoráveis, o partido optou por preservar sua autonomia institucional, evitando uma fusão administrativa que duraria, no mínimo, quatro anos.

De acordo com Dolci, se o único objetivo da sigla fosse transformar votos em cadeiras, estar em uma federação maior tenderia a ser mais racional. Por outro lado, uma federação não é uma coligação eleitoral de ocasião.

“É um compromisso nacional de quatro anos, com atuação conjunta no Congresso e uma coordenação política muito mais profunda. Para o PSOL, entrar na federação liderada pelo PT significaria abrir mão de parte da capacidade de se apresentar ao eleitor como uma esquerda autônoma, inclusive para apoiar o governo em determinados temas e criticá-lo em outros.”

 



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Crédito privado vira aposta para pecuaristas ampliarem confinamento

Com grandes bancos mais restritivos na concessão de recursos ao agronegócio e exigências maiores por garantias, pecuaristas estão recorrendo ao crédito privado para financiar a compra de animais, ampliar a escala de produção e acelerar o giro do capital dentro da fazenda. Nesse modelo, o próprio gado colocado no confinamento pode ser utilizado como garantia da operação, sem a necessidade de oferecer a terra ou outros ativos imobiliários.

Depois de um período marcado pelo elevado abate de fêmeas, o mercado começa a entrar em uma fase de retenção de matrizes, com perspectiva de redução da oferta futura de animais. Ao mesmo tempo, a demanda pela carne bovina brasileira permanece relevante nos mercados interno e internacional.

Para Henrique Schardong, diretor comercial da Plantae Agrocrédito, a mudança no perfil da pecuária revelou uma lacuna no sistema financeiro. Segundo ele, enquanto o confinamento e o boitel ganharam espaço como ferramentas de intensificação da produção, o crédito tradicional continuou muito concentrado em operações que exigem garantias reais, principalmente terras.

“Cada vez mais o boitel está crescendo, o confinamento dentro da pecuária brasileira. E, consequentemente, o mercado financeiro não estava se adaptando a isso”, afirmou Schardong.

A partir dessa percepção, a Plantae estruturou uma modalidade em que o próprio animal funciona como garantia do financiamento. O objetivo é transformar o patrimônio que o pecuarista já possui dentro do ciclo produtivo em capacidade de investimento para uma nova etapa da produção.

Na prática, quando um lote entra no confinamento, o produtor pode antecipar recursos relacionados aos animais que ainda não foram vendidos e utilizar esse dinheiro para comprar uma nova leva de bovinos de reposição. Dessa maneira, não precisa necessariamente esperar a venda do primeiro lote para começar o ciclo seguinte.

“O dinheiro do pecuarista é o boi”, disse Schardong. Segundo ele, a estrutura permite monetizar esse ativo durante o ciclo de produção e aumentar o giro do capital.

A mudança representa uma diferença importante em relação ao modelo tradicional de financiamento. Historicamente, o pecuarista que precisava de crédito recorria aos bancos e apresentava propriedades rurais ou outros ativos como garantia. No novo formato, a operação acompanha diretamente o ciclo do animal e utiliza o gado que está dentro do boitel ou confinamento como garantia.

Esse movimento também ajuda a explicar o crescimento da participação da pecuária na carteira da Plantae. Segundo Schardong, o segmento representava aproximadamente 5% da carteira de crédito da empresa há dois anos. No ano passado, passou para 10% e, neste ano, chegou a 15%. A expansão, de acordo com o executivo, vem ocorrendo praticamente em ritmo de duplicação anual.

De um lado, a instituição vem ampliando a quantidade de confinamentos e boitéis parceiros. De outro, os próprios clientes que já utilizam a modalidade estão aumentando a demanda por recursos, à medida que ampliam suas operações.

“Os próprios confinamentos e boitéis que a gente já tem em parceria estão aumentando a necessidade e trazendo mais demanda para a gente”, afirmou Schardong.

Bancos mais restritivos

A procura por alternativas de crédito também está relacionada ao ambiente financeiro enfrentado pelo agronegócio. Segundo o diretor comercial da Plantae, a maior restrição das instituições tradicionais, em parte associada às dificuldades enfrentadas pela agricultura, acabou atingindo também os pecuaristas.

Na avaliação dele, os grandes bancos analisam agricultura e pecuária dentro de uma mesma carteira de agronegócio. Com maior cautela na concessão de recursos ao setor, aumentaram as exigências por garantias e ficou mais difícil para alguns produtores acessar novas linhas de financiamento.

“Hoje está muito difícil do pecuarista conseguir linhas de crédito, muito em razão do que está acontecendo na agricultura, e os bancos estão cada vez mais apertando e querendo mais garantias”, disse.

Segundo Schardong, a demanda por esse tipo de produto partiu principalmente dos próprios pecuaristas, que passaram a buscar alternativas para financiar a atividade.

No modelo oferecido pela Plantae, a instituição faz parceria com o confinamento ou boitel e utiliza os animais que estão dentro da estrutura como garantia. A empresa afirma que não exige garantia real e que o recurso pode chegar à conta do produtor em aproximadamente dois a três dias.

O prazo da operação acompanha o ciclo de terminação. Segundo Schardong, o financiamento trabalha com períodos de aproximadamente 90 a 100 dias, que correspondem ao tempo em que o animal permanece no confinamento.

Essa característica é importante porque o ciclo da pecuária intensiva é mais curto do que outras operações tradicionais de crédito rural. Para a instituição financeira, portanto, é necessário acompanhar a velocidade com que o produtor compra, engorda e vende os animais.

Crédito acompanha o ciclo do boi

Em vez de esperar o encerramento completo de um ciclo para liberar recursos para o seguinte, o pecuarista consegue utilizar o patrimônio que está em produção para antecipar uma nova operação.

Isso pode permitir a compra antecipada de animais mais jovens, a ocupação de novas vagas no confinamento e o aumento da escala sem que todo o capital necessário precise permanecer parado até o momento do abate.

Dessa forma o produtor passa a trabalhar com uma estrutura financeira mais próxima da dinâmica do confinamento, em que o capital precisa circular entre compra, alimentação, engorda e venda dos animais.

Segundo Schardong, a Plantae pode financiar animais em confinamentos próprios.Nesse caso, o pecuarista continua responsável pela gestão do rebanho e pela comercialização. A instituição não interfere diretamente na operação produtiva e permite que o produtor escolha o frigorífico, desde que esteja dentro das condições previamente acordadas.

Juros e custo da operação

A Plantae trabalha tanto com taxas prefixadas quanto pós-fixadas. Segundo Schardong, o produtor também pode antecipar o pagamento da operação caso consiga outra fonte de recursos ou venda antecipadamente outro ativo, com desconto dos juros correspondentes ao período que deixou de utilizar o crédito.

O executivo afirma que as taxas praticadas estão alinhadas às condições de mercado e que, em algumas situações, podem ser mais competitivas que as oferecidas por bancos, outras instituições financeiras e fundos.

Outro diferencial apontado por ele está justamente na estrutura da garantia. Como a operação não exige um imóvel como garantia, o produtor não precisa arcar com os custos relacionados à constituição desse tipo de garantia.

A empresa também estrutura as operações por meio de CPR financeira e, segundo Schardong, nesse formato não há cobrança de IOF, o que representa outra diferença em relação a determinadas modalidades oferecidas no mercado.

Pecuária mais intensiva

A expansão desse tipo de crédito acompanha uma mudança maior na própria estrutura da pecuária brasileira. O confinamento permite reduzir o tempo de terminação dos animais e controlar de maneira mais precisa a alimentação e o ganho de peso.

Para Schardong, a pecuária intensiva tende a ganhar participação justamente porque permite produzir mais em menos tempo e obter maior padronização dos animais destinados ao abate.

Isso não significa, porém, o desaparecimento da pecuária a pasto. Segundo o executivo, os dois sistemas devem continuar coexistindo, inclusive com a criação de nichos para a carne produzida exclusivamente a pasto.

O avanço da intensificação também está relacionado à disponibilidade de alimentos para os animais. Schardong cita a expansão do etanol de milho como um dos fatores que podem favorecer os confinamentos, já que o crescimento da produção aumenta também a disponibilidade de coprodutos como o DDG, utilizado na alimentação animal.

Na visão dele, existe um ciclo de transformação de áreas de pastagem em lavouras, maior produção de milho, maior disponibilidade de alimentos e, consequentemente, condições para ampliar a pecuária intensiva.

Crédito e proteção de preço

Além do financiamento, a Plantae passou a trabalhar com uma ferramenta adicional para reduzir o risco das operações. A empresa estabeleceu parceria com uma corretora para permitir que o pecuarista faça hedge do preço da arroba dos animais financiados.

A estratégia permite que o produtor fixe ou proteja antecipadamente o preço de parte da produção, reduzindo a exposição às oscilações do mercado até o momento da venda.

Para a instituição financeira, a proteção também reduz o risco da operação, porque permite acompanhar a margem esperada pelo produtor. Segundo Schardong, a ideia é criar uma estrutura em que tanto o pecuarista quanto a instituição tenham maior previsibilidade sobre o resultado da operação.

Nesse modelo, crédito e gestão de risco passam a funcionar de maneira integrada. O pecuarista recebe recursos para financiar o animal e, ao mesmo tempo, pode proteger o preço futuro da arroba.

Expansão para os principais polos pecuários

Atualmente, entre 85% e 90% da carteira de pecuária da Plantae está concentrada em São Paulo. A empresa, no entanto, começou a avançar para outros importantes polos da produção brasileira.

Os próximos mercados incluem Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A expectativa da empresa é que, até 2027, a participação de São Paulo caia para aproximadamente 60% da carteira pecuária, refletindo o crescimento das operações nos demais estados.

Entre os novos mercados, Mato Grosso aparece como uma das principais apostas por sua relevância na produção de bovinos e pela forte presença de sistemas de confinamento.

A estratégia acompanha justamente as regiões em que a intensificação da pecuária pode aumentar a necessidade de capital de giro. Quanto maior a quantidade de animais terminados em ciclos curtos, maior tende a ser a demanda por recursos capazes de acompanhar essa dinâmica.

Diferentemente de cadeias como frango e suínos, que possuem estruturas mais organizadas e modelos de integração e cooperativismo mais consolidados, a pecuária é pulverizada entre milhares de produtores.

Para Schardong, essa característica aumenta o potencial de expansão de soluções financeiras específicas para o setor.

A empresa, por enquanto, concentra sua estratégia na pecuária e não pretende avançar imediatamente para outras cadeias de proteína. A avaliação é que o confinamento e o boitel ainda apresentam espaço significativo de crescimento.

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