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Vídeo de Felca sobre fobia frustra eleitores às vésperas do 2º turno


Após mais de um ano sem publicar vídeos no YouTube, o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, divulgou na madrugada desta terça-feira (20) um longo depoimento sobre o bullying sofrido na infância e a fobia social.

No vídeo, Felca relata como o bullying e os traumas vividos durante o período escolar, somados aos desafios da vida adulta, contribuíram para o desenvolvimento da ansiedade em interações sociais. O youtuber também conta que, já na vida adulta, recorria ao álcool para conseguir participar de eventos e palestras.

A publicação, feita a cinco dias do segundo turno das eleições, decepcionou parte dos internautas que esperavam denúncias contra os candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em vez de um relato pessoal.

Na tarde de segunda-feira (19), Felca havia anunciado nas redes sociais que publicaria um novo vídeo, após sete meses sem postagens nas redes e mais de um ano sem publicar no YouTube.

O influenciador escreveu no post: “Eu me escondi por tempo demais”. Às vésperas do segundo turno das eleições, a mensagem gerou expectativas entre internautas e políticos de que o conteúdo pudesse abordar temas relacionados à política.

Após a publicação do vídeo à meia-noite desta terça-feira, parte dos internautas que esperavam denúncias contra os presidenciáveis manifestou frustração. Outros usuários ironizaram as expectativas geradas pela publicação.

Com o vídeo, “Felca” liderou os “assuntos do momento” na madrugada de terça-feira na rede social X.

Fobia social

No novo vídeo, Felca revela ter fobia social. Para enfrentar o transtorno, o youtuber conta que passou a se expor gradualmente a situações sociais, como palestras, e propõe aos seguidores o desafio “SimFel”.

A iniciativa propõe que os participantes, ao longo de três meses, aceitem oportunidades que normalmente recusariam por medo ou desconforto em situações sociais. O objetivo é sair de casa, conhecer pessoas e se abrir a novas experiências.

Felca conta que, até o momento da gravação do vídeo, ficou cinco meses sem sair de casa. “Eu preciso sair de casa para acostumar o meu corpo que
tá tudo bem, que não tem perigo. Ninguém mais representa perigo. A minha expectativa é terminar esses três meses completamente confortável”.

No fim do depoimento, Felca fala sobre o apoio dos fãs e seguidores e agradece a eles. “Hoje, se tem algo de que eu sinto mais falta ainda, é conexão com pessoas. Mesmo com a minha fobia social controlada, me relacionar ainda é um desafio.

“Eu quero que falem: ‘Caramba, agora o Felca tá saindo pra tudo. Eu vi o Felca na rua esses dias, cara.’ Pois é. Eu tô. A gente vai estar. Inclusive, se você um dia me ver na rua, fala comigo. Eu vou amar me conectar com você”, completou.



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Real Time Big Data: Flávio tem 52% dos votos válidos; Lula, 48%


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam um cenário de empate técnico dentro do limite da margem de erro na simulação de segundo turno em votos válidos. As informações são do levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (20).

Desconsiderando votos brancos e nulos neste recorte específico, Flávio Bolsonaro alcança 52% das intenções de voto. O atual presidente soma 48% da preferência do eleitorado, indicando que os dois candidatos podem se igualar na marca dos 50% devido à margem de erro de dois pontos percentuais.

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Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02952/2026.

Confira a íntegra da pesquisa:



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Inquérito contra Flávio sob relatoria de Moraes acende alerta em campanha | Blogs | CNN Brasil


O mais novo inquérito contra o candidato a presidente Flávio Bolsonaro, que chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, acendeu um alerta na campanha dele na reta final.

As primeiras avaliações do entorno do candidato são de que o caso avançou muito rapidamente em um curto período, de forma atípica se comparado ao tempo de tramitação de investigações na Corte.

A informação na campanha é que o inquérito foi remetido à Corte no dia 8 de outubro, foi autuado e distribuído a Moraes no dia 16 de outubro e já haveria diligências em curso antes de abrir vista ao Ministério Público.

Por se tratar de uma investigação sigilosa, não é possível saber como se dá sua tramitação nem se, de fato, houve diligências.

A investigação acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio, diante da possibilidade de Moraes tomar alguma decisão ainda nesta semana, de forma a prejudicar o candidato a poucos dias do segundo turno.

Por outro lado, também há a avaliação de que a atuação ostensiva pró-Lula no primeiro turno favoreceu Flavio e se houvesse algo nesse sentido nas vésperas do segundo turno poderia ter o mesmo efeito. Por isso também há a leitura de que o ministro pode segurar o caso e usá-lo como instrumento de negociação política caso Flávio vença a eleição e ganhe tração um impeachment contra Moraes no Senado, onde o PL terá maioria.

O inquérito apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma bet do então governador do Rio, Cláudio Castro. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens com Willer e, por isso, o caso foi remetido ao STF. A campanha deve pedir acesso à investigação ainda nesta terça-feira.

Aliados de Flávio dizem que, como ele é muito amigo de Willer, é natural que haja troca de mensagens entre ambos. E garantem não haver envolvimento do candidato em irregularidades.

Em nota, Willer negou irregularidades, disse ter requerido acesso aos autos e que prestará esclarecimentos. Também declarou ter relação de amizade com Flávio e que isso não é crime.



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Análise: Afastamento de Janones causa certa apreensão em campanha do PT


O deputado federal André Janones (Rede-MG) continua internado na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, mas seu quadro de saúde é estável. O último boletim médico, divulgado na tarde desta segunda-feira (19), indica boa recuperação e aponta a possibilidade de alta nas próximas 48 horas.

Janones atua diretamente na mobilização dos apoiadores e aliados de Lula nas redes sociais e é o coordenador do canal denominado “Exército do Lula“. Segundo o analista de política Pedro Venceslau, o afastamento do deputado causou uma certa apreensão na campanha petista.

“André Janones é visto como alguém que conseguiu, em poucas semanas, algo que o partido não conseguiu nos últimos doze anos”, afirmou Venceslau durante o Hora H desta segunda-feira.

Segundo Venceslau, a operação que Janones fez nas redes sociais ensinou aos petistas como se traduz, como se compreende o algoritmo e como jogar com o algoritmo a seu favor.

O analista destacou que um dos méritos que os petistas atribuem ao deputado mineiro foi a reapropriação da camiseta da seleção brasileira às vésperas da manifestação a favor de Flávio Bolsonaro (PL) na avenida Paulista, em São Paulo.

“Isso deu um bug no algoritmo e a gente viu bolsonaristas e lulistas usando a camiseta do Brasil nesse último final de semana”, afirmou Venceslau.

As estratégias, segundo o analista, vêm ganhando prestígio com o presidente Lula, mas ainda encontram resistências internas no PT: “Ele é criticado por usar as armas da direita contra a própria direita.”

Disputa de influência

No campo de Flávio Bolsonaro, figuras como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal (PRTB-SP) desempenham papel semelhante ao de Janones, atuando fora da estrutura oficial da campanha.

Nikolas, com mais de três milhões de seguidores, assumiu protagonismo no segundo turno, fazendo campanha como puxador de votos em cidades como Aracaju, São Luís, Recife e Fortaleza, com encerramento previsto em Belo Horizonte.

“Já Marçal foi o grande arquiteto da estratégia de Flávio nesse debate da TV Bandeirantes”, destacou Venceslau.

O analista lembrou um bastidor de 2024, durante as eleições municipais de São Paulo. Um aliado de Marçal, então candidato à prefeitura, agrediu fisicamente Duda Lima, que na época era marqueteiro de Ricardo Nunes e hoje é responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro.

Segundo Venceslau, a chegada de Marçal à campanha de Flávio gerou desconforto entre os aliados de Lima. “Mas a situação está resolvida, eles chegaram juntos ao debate da TV Bandeirantes e deram as instruções em conjunto.”



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Waack: Debate entre Flávio e Lula degrada a campanha, mas não muda votos


A gente já conta em horas o que falta para a decisão do segundo turno. Cerca de 120 do momento em que esta edição do WW está indo para o ar.

A vantagem reduzida que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mantém sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – de acordo com as últimas quatro pesquisas – aguenta esse número de horas?

Esse quadro deste momento não era muito diferente daquele de uns dois dias atrás. Ou seja, uma pequena porém constante vantagem de Flávio, alguma recuperação de Lula em relação ao resultado do primeiro turno.

Mas isso era antes do primeiro debate. Ele mudou alguma coisa? Aparentemente, não.

Foi um espetáculo degradante, lastimável, em parte grotesco, mas não parece ter sido decisivo. O que não surpreende os pesquiseiros. No resumo feito por um deles, decisivo são três coisas: carrinho de supermercado, dívida no banco e capacidade de consumo.

Se o carrinho não enche, a dívida aperta e tchau para o consumo, sofre quem está no governo.

A fórmula parece simples demais para explicar o ambiente de tensão, ódios e angústias nessas horas finais de eleição, mas está em linha com os tais fatores de grande amplitude, que na cabeça dos eleitores tem pouco a ver com ideologia, propostas, valores, costumes, religião. Diretamente a ver, quero dizer.

Uma parcela decisiva do eleitorado provavelmente não sabe o que é PIB, déficit nominal e buraco fiscal.

Neste momento, esses fatores simples e amplos provavelmente explicam a vantagem que Flávio exibe, e qual a razão de um debate tão esperado aparentemente ter trazido, até aqui, tão pouco resultado.



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