Categorias
policia

De volta ao rádio, Lia Nogueira marca retorno à comunicação com o “Sabadão com Bichão”


A deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) retoma neste sábado uma trajetória que marcou sua carreira na comunicação e consolidou sua conexão com o público. Jornalista por formação, com mais de 20 anos de atuação no rádio e na televisão, a parlamentar estreia às 11h15, na Central FM 91,1, com o programa Sabadão com Bichão.

Antes da vida pública, Lia Nogueira construiu uma carreira reconhecida no jornalismo em Dourados. Começou na extinta Rádio Caiuás, passou pela 92 FM e, por fim, atuou no programa Noticidade, na 101 FM. Também ganhou projeção como repórter policial, com uma linguagem direta, popular e próxima da realidade da população. Foi nessa fase que recebeu dos jornalistas Rodrigo Nascimento, o Rodrigão, e Luiz Bacci o apelido de “Bichão do MS”, identidade que atravessou os anos, ficou marcada por bordões conhecidos do público e ajudou a consolidar sua presença no rádio sul-mato-grossense.

Para Lia Nogueira, voltar ao rádio representa o reencontro com uma das bases da própria trajetória profissional. “O rádio sempre foi uma paixão muito grande na minha vida. Foi nele que eu vivi momentos importantes da minha carreira, criei uma relação verdadeira com as pessoas e aprendi ainda mais sobre a força da comunicação simples, direta e que chega de verdade ao coração do povo”, afirmou. Segundo a deputada, o novo programa reúne justamente os elementos que marcaram sua caminhada na comunicação. “Estou muito feliz em voltar ao rádio, agora com ainda mais experiência, mas com a mesma vontade de conversar com as pessoas, levar informação, leveza, prestação de serviço e essa companhia que o rádio tem, que nenhuma outra comunicação consegue substituir”, disse.

A expectativa pelo retorno também é compartilhada por ouvintes que acompanharam essa fase da comunicadora. Silvana Batista, que acompanha Lia Nogueira desde 2016, afirma que a volta desperta lembranças de uma rotina que fazia parte do dia a dia. “Sabe quando é sagrado aquele momento de ligar o rádio todo dia e saber que você vai ouvir a pessoa que gosta?”, relatou. Para ela, a simplicidade, a humanidade e a solidariedade sempre foram marcas da deputada. “Ela é do povão”, resumiu. Valéria dos Santos também recorda com carinho a atuação de Lia e destaca o jeito espontâneo e verdadeiro que marcou sua trajetória no ar. “O que me fazia parar para ouvir era a pessoa da Lia Nogueira, o jeito sincero de lidar com o mundo”, afirmou.

Outro ouvinte que guarda lembranças desse período é Edney de Medeiros Ferreira, que ressalta a credibilidade construída por Lia no rádio. Segundo ele, a comunicadora sempre chamou atenção pela forma clara e firme de transmitir as notícias. “Sem medo, ela falava a realidade com clareza, sem puxar para lado nenhum”, relatou. Para Edney, o diferencial estava no próprio modo de fazer rádio, unindo alegria, autenticidade e seriedade. Já Marinalva Aparecida de Souza lembra da atenção recebida em um momento difícil vivido pela família e afirma que nunca esqueceu a postura da então radialista. Segundo ela, Lia foi uma das poucas pessoas dispostas a ouvir sua versão da história antes de qualquer julgamento.

Mais do que uma estreia, a volta de Lia Nogueira aos microfones representa a retomada de uma comunicação que marcou época e permaneceu viva na memória popular. Com presença forte, linguagem acessível e vínculo já estabelecido com os ouvintes, o Sabadão com Bichão recoloca no ar uma profissional que fez história no rádio e retorna cercada pelo reconhecimento de quem acompanhou sua voz, seu estilo e sua forma de se comunicar com o povo.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Patente da semaglutida cai nesta sexta-feira; entenda


A patente da semaglutida no Brasil expira nesta sexta-feira (20). A substância é o princípio ativo de alguns medicamentos agonistas do receptor GLP‑1 – como o Ozempic – e popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A queda da patente abre caminho para versões mais baratas do remédio. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que há, atualmente, oito processos em análise para novos medicamentos com o mesmo princípio ativo.

Em nota, a agência informou que, neste momento, dois pedidos de registro de semaglutida sintética estão em exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente.

“Nos dois casos, o prazo para resposta das empresas é até o final de junho e, por isso, não é possível definir prazos para conclusão do processo. Na área de biológicos, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação”, informou.

Já os demais pedidos em avaliação, segundo a Anvisa, devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril. “Esta posição pode ser pela aprovação, reprovação ou apresentação de exigência técnica”.

Desafio técnico e segurança

Ainda de acordo com a agência, os medicamentos à base de semaglutida registrados atualmente no país são classificados como produtos biológicos.

Já os pedidos de registro em avaliação neste momento são de dois tipos: biossimilar, quando é obtido por via biológica; ou sintéticos, quando são obtidos por síntese química, sendo que esses últimos são chamados de análogos sintéticos de peptídeos biológicos.

“No caso de medicamentos biológicos, não existe a opção de registro como genéricos, por isso, o produto deve se enquadrar em uma das duas categorias citadas acima. Esses produtos podem ser avaliados a partir de diversos ensaios de comparação com o produto biológico, mas não são genéricos nem similares – são análogos sintéticos de produtos biológicos.”

Já a avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada, segundo a própria Anvisa, como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. “Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e Estados Unidos, registrou análogos sintéticos da semaglutida”.

“Um dos motivos é a necessidade de avaliar estes produtos utilizando parâmetros tanto de fármacos sintéticos como de biológicos. Isso ocorre porque esses produtos compartilham preocupações típicas de medicamentos sintéticos (ex. resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) quanto as de produtos biológicos (ex. Risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).”

Principais pontos de avaliação

Entre os pontos citados pela Anvisa como foco de maior atenção técnica estão os ensaios de impurezas, a formação de agregados, a garantia de esterilidade e a imunogenicidade.

“A avaliação busca garantir, por exemplo, que o medicamento não provoque reações imunes indesejadas, como a criação de anticorpos anti-fármaco, que podem levar à ineficácia de qualquer semaglutida para o paciente, ou mesmo reações de imunidade mais graves.”

Justiça

Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não admitir a prorrogação do prazo de vigência das patentes do Ozempic e do Rybelsus, outro medicamento que tem a semaglutida como princípio ativo, mas no formato oral.

A ação foi ajuizada pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk e pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., detentoras das patentes do Ozempic e do Rybelsus, contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), requerendo o reconhecimento da mora administrativa na tramitação das referidas patentes.

As instâncias ordinárias negaram os pedidos por considerarem que, a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou-se o entendimento de que o prazo de vigência da patente de invenção é de 20 anos, a contar do depósito do pedido no Inpi, vedada a sua prorrogação judicial em razão de eventual demora na análise administrativa.



Veja a matéria Completa

Categorias
destaque_home matogrossodosul politica

Barbosinha recebe jovem nadador sul-mato-grossense e reforça apoio do Estado ao esporte de base e alto rendimento — Barbosinha



O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, recebeu na última quinta-feira (19), no gabinete da Governadoria, o jovem atleta Calebe Matheus Vedovato, de 14 anos, acompanhado dos pais Greace Kally Simone Vedovato e Rubens Esteves Neto, em um encontro marcado pelo reconhecimento ao talento esportivo e pelo fortalecimento das políticas públicas que vêm ampliando oportunidades para atletas sul-mato-grossenses.

Atleta de natação do Rádio Clube Campo Grande, Calebe começou a praticar o esporte por questões de saúde e, em apenas dois anos, passou a colecionar resultados expressivos no cenário estadual e nacional. Em 2025, conquistou o troféu de melhor índice técnico no Campeonato Centro-Oeste de Inverno e nos Campeonatos Estaduais de Inverno e Verão, além de se sagrar campeão estadual nas provas de 50m, 100m e 200m livre, e também nos 50m e 100m borboleta.

Já no plano nacional, foi finalista do Campeonato Brasileiro Interclubes de Inverno, em Bauru (SP), nos 100m borboleta, e representou Mato Grosso do Sul nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) e no Troféu Chico Piscina, em Mococa (SP).

Beneficiário do programa Bolsa Atleta, na categoria estudantil, Calebe destacou a importância do incentivo estadual para a continuidade da carreira. “Sou muito grato por ter sido contemplado com o programa Bolsa Atleta. Além de ajudar com as despesas das competições, também contribui para a compra de materiais utilizados nos treinamentos”, afirmou.

Ao receber o atleta e sua família, Barbosinha destacou que o reconhecimento a jovens talentos é também uma forma de afirmar o compromisso do Estado com a formação esportiva e humana das novas gerações.

“Receber o Calebe e sua família é reconhecer a força de uma trajetória construída com disciplina, talento e apoio familiar. O esporte transforma vidas, abre caminhos e forma cidadãos. Quando o Estado investe em programas de incentivo, ele não está apenas apoiando resultados em competições, mas ajudando a construir histórias de superação, autoestima e futuro”, destacou o vice-governador.

A trajetória do jovem nadador dialoga com uma política estadual que vem sendo fortalecida nos últimos anos. O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundesporte e da Setesc, mantém programas permanentes de incentivo ao esporte, com destaque para o Bolsa Atleta e o Bolsa Técnico. Na edição 2025/2026, os dois programas contemplam 302 atletas e 41 técnicos, com investimento total de R$ 4,2 milhões, recursos destinados ao pagamento dos benefícios ao longo de 12 meses. As ações são financiadas pelo Fundo de Investimentos Esportivos (FIE) e abrangem diferentes modalidades e níveis de formação esportiva.

O fortalecimento da política esportiva estadual também aparece em outras frentes. Em 2024, o Governo do Estado lançou um edital histórico de R$ 7 milhões para o esporte, ampliou ações de inclusão e aperfeiçoou programas de incentivo, em um movimento de estruturação mais ampla da área esportiva. Já em 2025, a Fundesporte avançou em metas do contrato de gestão com foco na identificação de talentos, no mapeamento esportivo e no fortalecimento do paradesporto, além de consolidar resultados expressivos no esporte escolar.

Entre esses resultados, Mato Grosso do Sul alcançou, em 2025, uma conquista inédita no desporto escolar: o 6º lugar no ranking geral dos Jogos da Juventude, com 35 medalhas conquistadas por uma delegação de 215 participantes. O desempenho confirma o crescimento da base esportiva estadual e reforça a importância da continuidade dos investimentos em formação e competições.

Além do incentivo direto a atletas e técnicos, o Estado também tem ampliado o acesso da população ao esporte. A Fundesporte realiza fóruns de políticas públicas, capacitações para professores, eventos de lazer esportivo e programas de atendimento em diferentes regiões, fortalecendo o esporte como ferramenta de inclusão, qualidade de vida e desenvolvimento social.

“Cada jovem que avança no esporte representa também o avanço de uma política pública que está dando certo. Nosso desafio é continuar ampliando esse alcance, para que mais histórias como a do Calebe surjam e para que o esporte siga sendo um caminho real de desenvolvimento, inclusão e projeção para Mato Grosso do Sul”, finaliza o vice-governador Barbosinha.



Veja a matéria completa

Categorias
policia

Membros do MST liberam rodovia após quase 6 horas de bloqueio


Membros do MST (Movimento Sem-Terra) liberaram a BR-163, em Campo Grande, após quase 6 horas de bloqueio. O fim do protesto se deu depois que eles tiveram a garantia da vinda do presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), César Fernando Schiavon Aldrigh.

Segundo a reportagem do Campo Grande News, o bloqueio começou às 3h30, na altura do quilômetro 463 ao 466 no sentido sul, perto do Posto Locatelli com participação de cerca de 200 manifestantes, que utilizaram galhos queimados para impedir a passagem.

A decisão da liberação da rodovia foi anunciada às 9h10 pela representante dos manifestantes, Solange Clementino, de 52 anos. “Vamos liberar a pista porque avançou a nossa pauta”, afirmou.

A vinda do presidente do Incra foi comunicada à comissão de mulheres, que lidera o protesto na BR-163 esta manhã. Mais cedo, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) havia adiantado ao site da Capital a vinda de Schiavon.

Desde segunda-feira (16/3), os sem-terra se manifestam em protesto à morosidade da reforma agrária no estado e também pedem recursos, orçados em R$ 2 bilhões, para aquisição de terras.

Os manifestantes alegam que a fila para assentamento é de 19 mil famílias. Segundo eles, há 12 anos não há qualquer ação nesse sentido.

O grupo não contabiliza a criação, em agosto de 2025, do assentamento União e Reconstrução, em Cassilândia, a mais nova área de assentamento a ser implantada, em um imóvel de 718,7 hectares.

Logo após o anúncio, os sem-terra retiraram os maiores galhos. O caminhão da concessionária que administra a rodovia chegou ao local com funcionários que irão retirar os galhos e utilizar água para esfriar a rodovia.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

MEC pune mais de 50 cursos de Medicina por baixo desempenho no Enamed 2025


A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5

O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a mais de 50 cursos de Medicina de instituições públicas e privadas em todo o país, após resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
As medidas, publicadas nesta semana no Diário Oficial da União (DOU), variam desde a suspensão imediata de novos alunos até restrições a programas federais como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).
A decisão afeta 351 cursos avaliados, com notas de 1 e 2 em uma escala de 1 a 5, e reflete a preocupação com a qualidade da formação médica no Brasil, que já enfrenta críticas pelo alto custo e deficiências estruturais.
As punições foram divididas em grupos, conforme o nível de proficiência dos alunos – percentual de estudantes que demonstraram competências adequadas.
O rigor das sanções aumenta à medida que os índices caem, visando corrigir falhas e proteger a sociedade de profissionais mal preparados.
Grupo 1: Punição máxima para os piores desempenhos
Instituições com nota 1 e menos de 30% de proficiência enfrentam suspensão imediata de ingressos, proibição de novas vagas, abertura de processo de supervisão e veto a contratos do Fies e outros programas federais.
As afetadas incluem: Universidade Estácio de Sá, União das Faculdades dos Grandes Lagos, Centro Universitário de Adamantina, Faculdade de Dracena, Centro Universitário Alfredo Nasser, Faculdade Metropolitana e Centro Universitário Uninorte.
Grupo 2: Redução drástica de vagas
Cursos com nota 1 e proficiência entre 30% e 40% tiveram corte de 50% nas vagas autorizadas, impedimento de expansão e restrições ao Fies e programas federais. A lista abrange: Centro Universitário Presidente Antônio Carlos, Universidade Brasil, Universidade do Contestado, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Nilton Lins, Centro Universitário de Goiatuba, Centro Universitário das Américas, Faculdade da Saúde e Ecologia Humana, Centro Universitário CEUNI (Fametro), Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras, Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e Faculdade Zarns (Itumbiara).
Grupo 3: Cortes moderados e monitoramento
Para notas 2 com proficiência entre 40% e 50%, o MEC determinou redução de 25% nas vagas e limitações a financiamentos federais. Entre as penalizadas: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis; Universidade de Ribeirão Preto; Universidade Iguaçu; Universidade Santo Amaro; Universidade de Marília; Universidade Paranaense; Afya Universidade Unigranrio; Centro Universitário Serra dos Órgãos; Universidade de Cuiabá; Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras; Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto; Afya Centro Universitário de Porto Velho; Centro Universitário Ingá; Faculdade de Medicina Nova Esperança; Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba; Faculdade Atitus Educação Passo Fundo; Afya Centro Universitário de Itaperuna; Centro Universitário Maurício de Nassau; Faculdade Morgana Potrich; Afya Faculdade de Porto Nacional; Faculdade Uninassau Vilhena; Centro Universitário Famesc; Faculdade de Medicina de Olinda; Faculdade Estácio de Alagoinhas; Faculdade Atenas Passos; Faculdade Estácio de Juazeiro; Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes; Faculdade Unicesumar de Corumbá; Faculdade Estácio de Canindé e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês.
Além disso, outras 40 graduações com nota 2 e proficiência acima de 50% entrarão em supervisão e monitoramento, sem sanções imediatas, com direito a defesa.
Universidades federais também na mira
Pela primeira vez em anos recentes, instituições públicas foram incluídas. As universidades federais do Pará (UFPA), do Maranhão (UFMA), da Integração Latino-Americana (Unila) e do Sul da Bahia (UFSB) enfrentarão processos de supervisão. A UFPA, única pública com sanção imediata, perde 50% de suas vagas.
O MEC alerta que as medidas cautelares podem ser revistas, prorrogadas ou endurecidas com base no Enamed 2026.
“A qualidade da formação médica é essencial para o SUS e a saúde pública”, afirmou o ministério em nota. Especialistas veem o Enamed como avanço para coibir a proliferação de cursos de baixa qualidade, impulsionada pela expansão desordenada nos últimos anos. (Fonte MEC/AgênciaBrasil)

LEGENDA

Cursos de medicina no Brasil são punidas por baixo desempenho



Veja a matéria Completa

Categorias
policia

Cmed multa distribuidoras de medicamentos e defende regulamentação


Agência Brasil*

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) aplicou mais de R$ 13,5 milhões em multas a quatro distribuidoras de itens farmacêuticos acusadas de oferecer seus produtos por preços superiores aos limites máximos que a própria câmara estabelece.

Segundo a entidade interministerial responsável por regulamentar o setor farmacêutico no Brasil, a mera oferta de remédios por valores acima dos preços Máximo de Venda ao Governo (Pmvg) e de Fábrica (PF) configura uma infração. E uma prática abusiva que, independentemente do resultado de processos licitatórios, precisa ser coibida com rigor para garantir que a população possa comprar os remédios de que precisa por um preço justo.

Uma das empresas punidas é a Imediata Distribuidora de Produtos para a Saúde, sediada em Teresina (PI). Enquadrada pela Cmed como uma companhia de pequeno porte, a empresa foi multada em R$ 3,22 milhões por ter oferecido à secretaria estadual de Saúde do Ceará, em 2023, medicamentos por preços além do teto.

Também receberam multas milionárias, por práticas semelhantes, a Fabmed Distribuidora Hospitalar (R$ 2,93 milhões); a Panorama Comércio de Produtos Médicos e Farmacêuticos (R$ 3,82 milhões) e a Realmed Distribuidora (R$ 3,54 milhões). Em outros processos semelhantes, a Imediata e a Realmed receberam, cada, uma segunda multa, de, respectivamente, R$ 116,14 mil e R$ 71,36 mil.

As multas foram aplicadas durante a primeira quinzena de fevereiro deste ano, mas as decisões só se tornaram públicas no último dia 5. Dia em que a Cmed divulgou os resultados dos julgamentos de 54 processos administrativos para apurar este mesmo tipo de infração – evidenciando uma disputa entre o órgão regulador e o setor farmacêutico que se arrasta há tempos e que se intensificou durante a pandemia da covid-19.

Oferta

A Agência Brasil teve acesso à íntegra da decisão que resultou na multa de R$ 3,22 milhões aplicada à Imediata. De acordo com a Cmed, ao disputar uma licitação da secretaria estadual de Saúde do Ceará, a distribuidora piauiense apresentou propostas de valores que extrapolavam tanto o Preço Fábrica (limite pelo qual um laboratório ou distribuidor de medicamentos pode oferecer um medicamento aos varejistas – farmácias e drogarias), quanto o Preço Máximo de Venda ao Governo (teto do valor negociado com órgãos públicos).

A Imediata não retornou aos contatos da reportagem. No processo administrativo, ela classificou as sanções como “arbitrárias”, sustentando que foi punida por “não conseguir alcançar um cenário idealizado” pela câmara, cuja tabela de preços a companhia afirma não representar a realidade do mercado.

“Incide sobre a presente duas realidades distintas, uma da Cmed e sua tabela, e outra a qual a empresa é imposta por fatores influenciadores pertinentes a cada caso pelo fato no qual a sua realidade vivenciada é divergente e inviabiliza tal condição”.

A secretaria de Saúde do Ceará não respondeu à reportagem até a publicação desta reportagem. A Agência Brasil também entrou em contato com a Fabmed, a Panorama e a Realmed, que não se manifestaram.

Falência

Informalmente, o representante de uma outra empresa multada disse que está encerrando suas atividades devido às sucessivas sanções administrativas que recebeu por oferecer medicamentos por valores superiores aos da tabela da Cmed.

“Minha empresa faliu. São milhões de reais em multas por ter ofertado, nunca por ter vendido [os medicamentos]. Estou fechando as portas por causa destas multas”, revelou, pedindo que seu nome não fosse divulgado.

Segundo ele, a tabela da Cmed “muda o tempo todo” e, muitas vezes, as pequenas distribuidoras que participam de processos licitatórios registram lances iniciais com a intenção de posteriormente ajustar os valores cadastrados. “Há licitações desertas, processos nos quais ninguém dá lance e o medicamento não é adquirido justamente porque a tabela está defasada”.

Na decisão em que multou a Imediata, a Cmed responde a estas críticas, recorrentes entre os representantes de empresas penalizadas.

“Nos fornecimentos para órgãos públicos através de licitações ou não, o distribuidor é obrigado a vender os produtos, tendo como referencial máximo o preço fabricante”, sustenta a câmara, destacando que a mesma regra vale para a venda para farmácias e drogarias.

Segundo a Cmed, os laboratórios farmacêuticos que produzem os medicamentos podem ofertá-los diretamente ao Poder Público, assumindo, ao participar das licitações, os custos de comercialização e distribuição. Contudo, segundo fontes ouvidas pela Agência Brasil, os fabricantes, via de regra, preferem, “conceder descontos” para as distribuidoras interessadas em adquirir os produtos e participar dos certames públicos, conforme a própria Cmed reconhece em sua decisão.

“De qualquer maneira, tanto para o laboratório como a para a empresa distribuidora, o preço máximo a ser praticado na comercialização do medicamento não deverá ultrapassar o preço fábrica. E, segundo a norma, a simples oferta ou venda de medicamentos a um preço elevado já constitui uma infração formal, independente da existência de intenção maliciosa por parte da empresa ou de dano direto ao erário”, destacou a câmara.

Conflito

Na decisão a que a Agência Brasil teve acesso, a Cmed deixa de lado o tom técnico administrativo e usa palavras fortes para defender a necessidade de controle rígido sobre o setor, denunciando ataques frequentes das empresas às normas de precificação de medicamentos.

“A atuação da CMED e suas normas de regulação são frequentemente atacadas pelo setor regulado, que diante do seu poder econômico elevado se mostra insatisfeito em ser comedido em determinadas práticas”, afirma a câmara.

Na mesma decisão, a Cmed destaca que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceram a constitucionalidade da regulamentação do setor farmacêutico, por entender que esta é “necessária para fazer face à dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos”.

“Diante de um tema tão importante como o acesso universal e igualitário à saúde, bem como as práticas abusivas e predatórias do setor de consumo de bens, há uma necessidade patente de regulação e atuação específica pela complexidade de cada tema”, reforçou a Cmed.

Competitividade

Operada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Cmed tem a atribuição de estimular a competitividade e controlar os preços dos remédios. Para isso, a câmara monitora o mercado; realiza investigações preliminares; aplica sanções administrativas em primeira instância e estabelece o teto de preços de venda de medicamentos a farmácias, hospitais e órgãos públicos, entre outras atribuições.

É a Cmed quem define, anualmente, o percentual de reajuste de preços de medicamentos, além da tabela de Preços Máximos de Venda ao Governo (Pmvg). A Secretaria-Executiva da Cmed também publica, anualmente, o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico.

Na mais recente edição do relatório, relativa ao ano de 2024, a entidade aponta que o mercado mundial de medicamentos é caracterizado por certas particularidades, como a “baixa elasticidade da demanda” — ou seja, o fato de que, podendo, quem precisa de um remédio o comprará independentemente do preço —; o fato de que, sem a devida prescrição médica ou orientação farmacêutica, o consumidor raramente sabe escolher entre as opções disponíveis e também por “barreiras significativas à entrada de novos concorrentes”.

“Essas características resultam em falhas de mercado que podem limitar a acessibilidade e a inovação no setor farmacêutico. Para mitigar essas falhas e promover um ambiente mais competitivo e acessível, muitos países adotam modelos regulatórios robustos”, argumenta a Cmed no anuário que aponta que, em 2024, as indústrias farmacêuticas faturaram, no Brasil, mais de R$ 160,7 bilhões, ou 12,8% mais que em 2023.

Exceções

Consultado pela Agência Brasil, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) admitiu que a regulação econômica no setor farmacêutico cumpre “um papel legítimo”, especialmente em segmentos com menor nível de concorrência ou maior risco de distorções relevantes de preços.

“Entretanto, é fundamental evitar generalizações. O mercado de medicamentos no Brasil é, em grande parte, altamente competitivo, com múltiplos fabricantes para os mesmos princípios ativos, o que exerce, por si só, forte pressão sobre os preços. Nesses casos, a própria dinâmica concorrencial tende a ser mais eficiente do que intervenções diretas”, argumentou o sindicato.

“Eventuais casos de descumprimento das regras devem ser apurados e devidamente sancionados, como ocorreu na decisão em questão. No entanto, episódios pontuais não podem servir de justificativa para uma ampliação indiscriminada da regulação econômica, sob pena de gerar efeitos adversos, como desestímulo à inovação, redução da oferta e aumento da insegurança jurídica”, acrescentou o sindicato.

Alegando que, na prática, o segmento farmacêutico “é o único setor relevante da economia brasileira submetido a controle direto de preços”, o Sindusfarma afirma que, historicamente, os reajustes que a Cmed autoriza com base em metodologia própria “têm ficado abaixo da inflação geral, evidenciando que não há liberdade irrestrita de precificação”.

“Dessa forma, não encontra respaldo na realidade regulatória vigente a narrativa de que o setor atuaria sem limites ou com poder excessivo de definição de preços”, continuou o sindicato, repetindo que o “desafio” não está em ampliar a regulação de maneira generalizada, mas em “qualificá-la, aplicando-a de forma calibrada, proporcional e alinhada às características de cada segmento, de forma a preservar a concorrência”.

“A história demonstra, de forma clara, que o controle de preços não se sustenta como solução eficaz. O Brasil já vivenciou esse cenário e, ao final, quem arca com as consequências é o próprio consumidor”, concluiu o Sindusfarma.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Cmed multa distribuidoras de medicamentos e defende regulamentação


A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) aplicou mais de R$ 13,5 milhões em multas a quatro distribuidoras de itens farmacêuticos acusadas de oferecer seus produtos por preços superiores aos limites máximos que a própria câmara estabelece.

Segundo a entidade interministerial responsável por regulamentar o setor farmacêutico no Brasil, a mera oferta de remédios por valores acima dos preços Máximo de Venda ao Governo (Pmvg) e de Fábrica (PF) configura uma infração. E uma prática abusiva que, independentemente do resultado de processos licitatórios, precisa ser coibida com rigor para garantir que a população possa comprar os remédios de que precisa por um preço justo.

Uma das empresas punidas é a Imediata Distribuidora de Produtos para a Saúde, sediada em Teresina (PI). Enquadrada pela Cmed como uma companhia de pequeno porte, a empresa foi multada em R$ 3,22 milhões por ter oferecido à secretaria estadual de Saúde do Ceará, em 2023, medicamentos por preços além do teto.

Também receberam multas milionárias, por práticas semelhantes, a Fabmed Distribuidora Hospitalar (R$ 2,93 milhões); a Panorama Comércio de Produtos Médicos e Farmacêuticos (R$ 3,82 milhões) e a Realmed Distribuidora (R$ 3,54 milhões). Em outros processos semelhantes, a Imediata e a Realmed receberam, cada, uma segunda multa, de, respectivamente, R$ 116,14 mil e R$ 71,36 mil.

As multas foram aplicadas durante a primeira quinzena de fevereiro deste ano, mas as decisões só se tornaram públicas no último dia 5. Dia em que a Cmed divulgou os resultados dos julgamentos de 54 processos administrativos para apurar este mesmo tipo de infração – evidenciando uma disputa entre o órgão regulador e o setor farmacêutico que se arrasta há tempos e que se intensificou durante a pandemia da covid-19.

Oferta

A Agência Brasil teve acesso à íntegra da decisão que resultou na multa de R$ 3,22 milhões aplicada à Imediata. De acordo com a Cmed, ao disputar uma licitação da secretaria estadual de Saúde do Ceará, a distribuidora piauiense apresentou propostas de valores que extrapolavam tanto o Preço Fábrica (limite pelo qual um laboratório ou distribuidor de medicamentos pode oferecer um medicamento aos varejistas – farmácias e drogarias), quanto o Preço Máximo de Venda ao Governo (teto do valor negociado com órgãos públicos).

A Imediata não retornou aos contatos da reportagem. No processo administrativo, ela classificou as sanções como “arbitrárias”, sustentando que foi punida por “não conseguir alcançar um cenário idealizado” pela câmara, cuja tabela de preços a companhia afirma não representar a realidade do mercado.

“Incide sobre a presente duas realidades distintas, uma da Cmed e sua tabela, e outra a qual a empresa é imposta por fatores influenciadores pertinentes a cada caso pelo fato no qual a sua realidade vivenciada é divergente e inviabiliza tal condição”.

A secretaria de Saúde do Ceará não respondeu à reportagem até a publicação desta reportagem. A Agência Brasil também entrou em contato com a Fabmed, a Panorama e a Realmed, que não se manifestaram.

Falência

Informalmente, o representante de uma outra empresa multada disse que está encerrando suas atividades devido às sucessivas sanções administrativas que recebeu por oferecer medicamentos por valores superiores aos da tabela da Cmed.

“Minha empresa faliu. São milhões de reais em multas por ter ofertado, nunca por ter vendido [os medicamentos]. Estou fechando as portas por causa destas multas”, revelou, pedindo que seu nome não fosse divulgado.

Segundo ele, a tabela da Cmed “muda o tempo todo” e, muitas vezes, as pequenas distribuidoras que participam de processos licitatórios registram lances iniciais com a intenção de posteriormente ajustar os valores cadastrados. “Há licitações desertas, processos nos quais ninguém dá lance e o medicamento não é adquirido justamente porque a tabela está defasada”.

Na decisão em que multou a Imediata, a Cmed responde a estas críticas, recorrentes entre os representantes de empresas penalizadas.

“Nos fornecimentos para órgãos públicos através de licitações ou não, o distribuidor é obrigado a vender os produtos, tendo como referencial máximo o preço fabricante”, sustenta a câmara, destacando que a mesma regra vale para a venda para farmácias e drogarias.

Segundo a Cmed, os laboratórios farmacêuticos que produzem os medicamentos podem ofertá-los diretamente ao Poder Público, assumindo, ao participar das licitações, os custos de comercialização e distribuição. Contudo, segundo fontes ouvidas pela Agência Brasil, os fabricantes, via de regra, preferem, “conceder descontos” para as distribuidoras interessadas em adquirir os produtos e participar dos certames públicos, conforme a própria Cmed reconhece em sua decisão.

“De qualquer maneira, tanto para o laboratório como a para a empresa distribuidora, o preço máximo a ser praticado na comercialização do medicamento não deverá ultrapassar o preço fábrica. E, segundo a norma, a simples oferta ou venda de medicamentos a um preço elevado já constitui uma infração formal, independente da existência de intenção maliciosa por parte da empresa ou de dano direto ao erário”, destacou a câmara.

Conflito

Na decisão a que a Agência Brasil teve acesso, a Cmed deixa de lado o tom técnico administrativo e usa palavras fortes para defender a necessidade de controle rígido sobre o setor, denunciando ataques frequentes das empresas às normas de precificação de medicamentos.

“A atuação da CMED e suas normas de regulação são frequentemente atacadas pelo setor regulado, que diante do seu poder econômico elevado se mostra insatisfeito em ser comedido em determinadas práticas”, afirma a câmara.

Na mesma decisão, a Cmed destaca que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceram a constitucionalidade da regulamentação do setor farmacêutico, por entender que esta é “necessária para fazer face à dinâmica e às peculiaridades técnicas do mercado de medicamentos”.

“Diante de um tema tão importante como o acesso universal e igualitário à saúde, bem como as práticas abusivas e predatórias do setor de consumo de bens, há uma necessidade patente de regulação e atuação específica pela complexidade de cada tema”, reforçou a Cmed.

Competitividade

Operada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Cmed tem a atribuição de estimular a competitividade e controlar os preços dos remédios. Para isso, a câmara monitora o mercado; realiza investigações preliminares; aplica sanções administrativas em primeira instância e estabelece o teto de preços de venda de medicamentos a farmácias, hospitais e órgãos públicos, entre outras atribuições.

É a Cmed quem define, anualmente, o percentual de reajuste de preços de medicamentos, além da tabela de Preços Máximos de Venda ao Governo (Pmvg). A Secretaria-Executiva da Cmed também publica, anualmente, o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico.

Na mais recente edição do relatório, relativa ao ano de 2024, a entidade aponta que o mercado mundial de medicamentos é caracterizado por certas particularidades, como a “baixa elasticidade da demanda” — ou seja, o fato de que, podendo, quem precisa de um remédio o comprará independentemente do preço —; o fato de que, sem a devida prescrição médica ou orientação farmacêutica, o consumidor raramente sabe escolher entre as opções disponíveis e também por “barreiras significativas à entrada de novos concorrentes”.

“Essas características resultam em falhas de mercado que podem limitar a acessibilidade e a inovação no setor farmacêutico. Para mitigar essas falhas e promover um ambiente mais competitivo e acessível, muitos países adotam modelos regulatórios robustos”, argumenta a Cmed no anuário que aponta que, em 2024, as indústrias farmacêuticas faturaram, no Brasil, mais de R$ 160,7 bilhões, ou 12,8% mais que em 2023.

Exceções

Consultado pela Agência Brasil, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) admitiu que a regulação econômica no setor farmacêutico cumpre “um papel legítimo”, especialmente em segmentos com menor nível de concorrência ou maior risco de distorções relevantes de preços.

“Entretanto, é fundamental evitar generalizações. O mercado de medicamentos no Brasil é, em grande parte, altamente competitivo, com múltiplos fabricantes para os mesmos princípios ativos, o que exerce, por si só, forte pressão sobre os preços. Nesses casos, a própria dinâmica concorrencial tende a ser mais eficiente do que intervenções diretas”, argumentou o sindicato.

“Eventuais casos de descumprimento das regras devem ser apurados e devidamente sancionados, como ocorreu na decisão em questão. No entanto, episódios pontuais não podem servir de justificativa para uma ampliação indiscriminada da regulação econômica, sob pena de gerar efeitos adversos, como desestímulo à inovação, redução da oferta e aumento da insegurança jurídica”, acrescentou o sindicato.

Alegando que, na prática, o segmento farmacêutico “é o único setor relevante da economia brasileira submetido a controle direto de preços”, o Sindusfarma afirma que, historicamente, os reajustes que a Cmed autoriza com base em metodologia própria “têm ficado abaixo da inflação geral, evidenciando que não há liberdade irrestrita de precificação”.

“Dessa forma, não encontra respaldo na realidade regulatória vigente a narrativa de que o setor atuaria sem limites ou com poder excessivo de definição de preços”, continuou o sindicato, repetindo que o “desafio” não está em ampliar a regulação de maneira generalizada, mas em “qualificá-la, aplicando-a de forma calibrada, proporcional e alinhada às características de cada segmento, de forma a preservar a concorrência”.

“A história demonstra, de forma clara, que o controle de preços não se sustenta como solução eficaz. O Brasil já vivenciou esse cenário e, ao final, quem arca com as consequências é o próprio consumidor”, concluiu o Sindusfarma.



Veja a matéria Completa

Categorias
destaque_home matogrossodosul politica

Cinema para todos: Governo de MS leva audiovisual a 40 municípios com o Cine Câmara — Barbosinha



Em uma noite marcada por simbolismo, cultura e compromisso com a democratização do acesso à arte, o Governo de Mato Grosso do Sul lançou, nesta quinta-feira (19), o projeto Cine Câmara, iniciativa que vai muito além da exibição de filmes: trata-se de um movimento de valorização da identidade sul-mato-grossense e de fortalecimento do audiovisual como ferramenta de desenvolvimento social e econômico.

Realizado no Auditório da Governadoria, no Parque dos Poderes, o evento reuniu autoridades, gestores públicos e representantes do setor cultural, com a presença do governador Eduardo Riedel e do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, reafirmando o compromisso da gestão estadual com o fortalecimento da cultura em todas as regiões do Estado.

Durante a solenidade, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou o papel do Estado na democratização do acesso à cultura e no fortalecimento do audiovisual como vetor de desenvolvimento. “Quando o Governo leva o cinema para dentro dos municípios, especialmente para aqueles que não têm salas de exibição, nós estamos fazendo muito mais do que promover entretenimento. Estamos garantindo acesso à cultura, fortalecendo a identidade do nosso povo e criando oportunidades para os nossos artistas e produtores locais. Esse é um investimento que transforma realidades e conecta Mato Grosso do Sul com o Brasil e com o mundo”, afirmou.

O Cine Câmara nasce dentro do projeto Rota Cine MS e leva o cinema para dentro das Câmaras Municipais de 40 cidades sul-mato-grossenses, quem em sua grande maioria não possuem salas comerciais de exibição. A proposta é simples, mas poderosa: transformar espaços públicos em pontos de encontro cultural, onde a população poderá assistir gratuitamente a produções locais, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade regional.

Em seu discurso, o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, destacou que o Cine Câmara é fruto de uma missão clara do Governo do Estado: levar cultura a todas as regiões de Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a iniciativa surgiu a partir da necessidade de ampliar a circulação das produções locais e aproveitar espaços públicos já existentes. “Recebemos do governador a missão de democratizar o acesso à cultura e levar todas as manifestações culturais para o interior do Estado. O Cine Câmara nasce justamente desse propósito, ao transformar as Câmaras Municipais em espaços de exibição, garantindo que a produção audiovisual sul-mato-grossense chegue à população com qualidade e de forma gratuita”, afirmou.

Mais do que exibir filmes, o projeto valoriza quem produz cultura no Estado. Serão exibidos curtas-metragens dirigidos por cineastas sul-mato-grossenses, dando visibilidade aos talentos locais e criando um circuito permanente de difusão do audiovisual produzido aqui. A iniciativa também garante que cada município tenha autonomia para montar sua própria programação, utilizando o acervo disponibilizado pela Fundação de Cultura de MS.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, ressaltou o impacto social da iniciativa, especialmente para a população do interior, que historicamente tem menos acesso ao cinema. Segundo ele, o projeto inverte a lógica tradicional ao levar o audiovisual até onde as pessoas estão. “Estamos fazendo um movimento de levar o cinema até a população, principalmente para quem muitas vezes nunca teve acesso a uma sala de exibição. Ao utilizar as Câmaras Municipais, que são espaços públicos estruturados, conseguimos garantir qualidade e ampliar o alcance da cultura no nosso Estado”, destacou, ao enfatizar também a forte adesão dos municípios e a parceria com a União das Câmaras como fatores decisivos para o sucesso do projeto.

Cultura como política pública e ferramenta de transformação.

O lançamento do Cine Câmara evidencia uma diretriz clara do Governo do Estado: a cultura como política pública estruturante. Ao investir em audiovisual, o Estado não apenas promove lazer e entretenimento, mas também impulsiona a economia criativa, gera oportunidades e amplia horizontes.

Dados apresentados no projeto mostram a relevância do setor: o audiovisual movimenta cerca de 3% do PIB mundial e, no Brasil, representa aproximadamente 2,64% da economia, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos. Somente em 2024, o setor teve impacto de R$ 70,2 bilhões no PIB nacional.

Em Mato Grosso do Sul, essa visão se traduz em investimentos concretos. Entre 2023 e 2025, foram aplicados R$ 27,8 milhões no audiovisual, com previsão de alcançar R$ 38,8 milhões até 2026 — resultado da integração entre recursos estaduais e federais, como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Só o projeto Rota Cine, que engloba o Cine Câmara, recebeu investimento de R$ 2 milhões, utilizados na aquisição de equipamentos que transformam câmaras municipais em verdadeiras salas de cinema gratuitas para a população.

Interiorização da cultura: cinema para todos

Um dos pilares mais fortes da iniciativa é o municipalismo. Ao levar cinema para cidades de pequeno e médio porte, o Governo de MS rompe barreiras históricas de acesso à cultura, garantindo que o audiovisual chegue onde antes não chegava.

Municípios como Alcinópolis, Bonito, Corumbá, Naviraí, Porto Murtinho, entre outros, passam a integrar um circuito cultural que conecta o Estado de ponta a ponta. A proposta cria um verdadeiro “cinturão cultural”, integrando diferentes regiões por meio da arte e da tecnologia.

Durante o evento, além do lançamento oficial, o público acompanhou a exibição do curta-metragem sul-mato-grossense As Marias, simbolizando o início dessa nova fase para o audiovisual no Estado.

Estruturação do setor e olhar para o futuro

O Cine Câmara é apenas uma das frentes do Rota Cine MS, um projeto estratégico pensado para estruturar e fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual em Mato Grosso do Sul. A iniciativa reúne um conjunto de ações integradas que vão desde o fortalecimento da Pantanal Film Commission — com foco na atração de produções nacionais e internacionais — até a capacitação de profissionais do setor, a criação de estúdios e espaços de produção no Museu da Imagem e do Som (MIS), a realização de oficinas e workshops voltados à qualificação técnica e a ampliação da circulação de conteúdos audiovisuais em todo o Estado. A proposta é posicionar Mato Grosso do Sul no mapa do audiovisual brasileiro e global, tornando-o um ambiente cada vez mais atrativo para investimentos e produções. Nesse contexto, a Pantanal Film Commission desempenha papel fundamental ao buscar transformar os municípios sul-mato-grossenses em destinos “film friendly”, simplificando processos e estimulando a economia local, já que até 60% do orçamento de uma produção audiovisual costuma ser investido no território onde ela é realizada.

Um governo que investe em cultura e identidade

A presença do governador Eduardo Riedel e do vice-governador Barbosinha no lançamento reforça o protagonismo do Estado na construção de políticas públicas que valorizam a cultura como elemento essencial do desenvolvimento.

Mais do que entregar equipamentos, o Governo de Mato Grosso do Sul está criando oportunidades, fortalecendo talentos locais e garantindo que a população tenha acesso à cultura de forma gratuita, inclusiva e descentralizada.

O Cine Câmara simboliza essa visão: um projeto que leva lazer, cultura e diversão, mas que também forma cidadãos, gera renda e fortalece a identidade sul-mato-grossense.

Ao transformar espaços públicos em salas de cinema e dar voz aos produtores locais, o Estado abre novas janelas, para o mundo e para si mesmo, permitindo que cada cidadão se reconheça nas histórias contadas na tela.



Veja a matéria completa

Categorias
policia

Patente da semaglutida cai nesta sexta-feira; entenda


Agência Brasil*

A patente da semaglutida no Brasil expira nesta sexta-feira (20). A substância é o princípio ativo de alguns medicamentos agonistas do receptor GLP‑1 – como o Ozempic – e popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A queda da patente abre caminho para versões mais baratas do remédio. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que há, atualmente, oito processos em análise para novos medicamentos com o mesmo princípio ativo.

Em nota, a agência informou que, neste momento, dois pedidos de registro de semaglutida sintética estão em exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente.

“Nos dois casos, o prazo para resposta das empresas é até o final de junho e, por isso, não é possível definir prazos para conclusão do processo. Na área de biológicos, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação”, informou.

Já os demais pedidos em avaliação, segundo a Anvisa, devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril. “Esta posição pode ser pela aprovação, reprovação ou apresentação de exigência técnica”.

Desafio técnico e segurança

Ainda de acordo com a agência, os medicamentos à base de semaglutida registrados atualmente no país são classificados como produtos biológicos.

Já os pedidos de registro em avaliação neste momento são de dois tipos: biossimilar, quando é obtido por via biológica; ou sintéticos, quando são obtidos por síntese química, sendo que esses últimos são chamados de análogos sintéticos de peptídeos biológicos.

“No caso de medicamentos biológicos, não existe a opção de registro como genéricos, por isso, o produto deve se enquadrar em uma das duas categorias citadas acima. Esses produtos podem ser avaliados a partir de diversos ensaios de comparação com o produto biológico, mas não são genéricos nem similares – são análogos sintéticos de produtos biológicos.”

Já a avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada, segundo a própria Anvisa, como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. “Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e Estados Unidos, registrou análogos sintéticos da semaglutida”.

“Um dos motivos é a necessidade de avaliar estes produtos utilizando parâmetros tanto de fármacos sintéticos como de biológicos. Isso ocorre porque esses produtos compartilham preocupações típicas de medicamentos sintéticos (ex. resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) quanto as de produtos biológicos (ex. Risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).”

Principais pontos de avaliação

Entre os pontos citados pela Anvisa como foco de maior atenção técnica estão os ensaios de impurezas, a formação de agregados, a garantia de esterilidade e a imunogenicidade.

“A avaliação busca garantir, por exemplo, que o medicamento não provoque reações imunes indesejadas, como a criação de anticorpos anti-fármaco, que podem levar à ineficácia de qualquer semaglutida para o paciente, ou mesmo reações de imunidade mais graves.”

Justiça

Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não admitir a prorrogação do prazo de vigência das patentes do Ozempic e do Rybelsus, outro medicamento que tem a semaglutida como princípio ativo, mas no formato oral.

A ação foi ajuizada pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk e pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., detentoras das patentes do Ozempic e do Rybelsus, contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), requerendo o reconhecimento da mora administrativa na tramitação das referidas patentes.

As instâncias ordinárias negaram os pedidos por considerarem que, a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou-se o entendimento de que o prazo de vigência da patente de invenção é de 20 anos, a contar do depósito do pedido no Inpi, vedada a sua prorrogação judicial em razão de eventual demora na análise administrativa.



Veja a Matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Sargento do 4º BPM é condecorada com medalha “Ana Neize Baltha”


A 2º Sargento PM Paulina Ribeiro, integrante do 4º Batalhão de Polícia Militar, foi uma das agraciadas com a Medalha Tenente-Coronel Ana Neize Baltha, em solenidade realizada no dia 18 de março, no Hotel Deville, em Campo Grande.

A honraria, instituída pelo Governo do Estado em outubro de 2023, reconhece pessoas e instituições que se destacam no enfrentamento à violência contra a mulher, dando continuidade ao legado da Tenente-Coronel Ana Neize Baltha. Mais do que uma medalha, a condecoração simboliza o compromisso com a proteção da dignidade feminina, a valorização de ações humanizadas na segurança pública e o fortalecimento de políticas voltadas às mulheres sul-mato-grossenses.

A Sargento Paulina construiu uma trajetória marcada pelo comprometimento e dedicação à sociedade. Há 17 anos atuando como instrutora do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), desenvolve um trabalho essencial junto a crianças e adolescentes, promovendo a cultura da paz, cidadania e prevenção à violência.

Sua atuação constante na formação de jovens e na disseminação de valores éticos e sociais reflete diretamente na construção de uma sociedade mais consciente e segura, sendo reconhecida agora com esta importante honraria estadual.

A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio do 4º BPM, parabeniza a 2º Sargento PM Paulina Ribeiro pela conquista, destacando seu exemplo de profissionalismo, sensibilidade e compromisso com a missão de servir e proteger.



Veja a matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.