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PRF apreende drogas em garrafas térmicas despachadas em ônibus no Mato Grosso


Na madrugada desta quarta-feira (18), por volta de 2h20, na BR 364, em Alto Garças, Mato Grosso, A Polícia Rodoviária Federal apreendeu diferentes drogas transportadas em ônibus dentro de garrafas térmicas. Em fiscalização rotineira equipe da PRF abordou um ônibus da empresa Itamarati, itinerário fazendo o itinerário Cuiabá/São José do Rio Preto.

Ao farejar o compartimento de carga, o cão de faro acusou presença de drogas em quatro caixas que tinham sido despachadas como encomendas. O conteúdo das caixas eram, aparentemente 24 garrafas térmicas. No entanto, ao realizar a desmontagem das garrafas, a equipe encontrou, oculto nas espumas de isolamento, diversas drogas.

O motorista disse que não possuía as notas fiscais da mercadoria despachada com as drogas, pois apenas recebeu o ônibus já carregado com as mesmas. Após a desmontagem das garrafas térmicas, a equipe contabilizou 8,4 quilos de haxixe; 1,1 quilo de cloridrato de cocaína e 1,1 quilo de pasta base de cocaína. As garrafas despachadas tinham como destino os municípios de São Paulo, Guarujá e Montes Claros. Toda droga foi encaminhada a Polícia Civil de Alto Garças.



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Audiência pública vai discutir licitação do transporte coletivo em Ponta Porã nesta quarta-feira


População poderá conhecer estudos e apresentar sugestões sobre a futura concessão do serviço

A Prefeitura de Ponta Porã realiza nesta quarta-feira, dia 18 de março de 2026, uma audiência pública para debater a licitação dos serviços de transporte coletivo urbano de passageiros. O encontro acontece a partir das 14h, no auditório do Paço Municipal, sob coordenação da Procuradoria-Geral do Município.

A iniciativa tem como objetivo apresentar à população os estudos técnicos e a minuta do edital da futura concessão, além de abrir espaço para sugestões e contribuições da sociedade. A medida atende à Lei Federal nº 14.133/2021 e reforça o compromisso com a transparência e a participação popular.

De acordo com o procurador-geral do município, Raphael Modesto Carvalho Rojas, a audiência é uma oportunidade para que os cidadãos conheçam em detalhes o processo e colaborem com o aprimoramento do serviço. As contribuições também podem ser enviadas por escrito até esta quarta-feira, dia 18 de março, pelo e-mail procuradoria@pontapora.ms.gov.br ou protocoladas no Protocolo Geral, com o assunto “Contribuições – Audiência Pública Transporte Coletivo”.

Após o prazo, a administração municipal irá elaborar um relatório com a análise das sugestões recebidas. Caso necessário, os estudos e a minuta do edital poderão ser ajustados antes da publicação oficial da licitação.

A Prefeitura destaca que os documentos disponibilizados — como minuta do edital, projeto básico, estudo técnico preliminar, matriz de riscos e plano de exploração da concessão — têm caráter preliminar e estão sujeitos a revisão conforme as contribuições apresentadas.

Todos os materiais estão disponíveis desde o dia 19 de fevereiro de 2026 no site oficial do município. A Prefeitura reforça o convite para que a população participe e contribua com propostas que ajudem a melhorar o transporte coletivo em Ponta Porã.



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Segurança digital para crianças e proposta sobre regularidade fiscal avançam na Alems


A proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual garantiu marco importante na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Em segunda discussão, foi aprovado o Projeto de Lei 129/2025, de autoria da deputada Gleice Jane (PT), que institui a Semana Estadual de Educação e Conscientização sobre Segurança Digital, intitulada “Segurança em Rede”. A proposta segue agora para redação final.

A iniciativa prevê a realização da campanha sempre na terceira semana de maio, integrando o Calendário Oficial de Eventos do Estado. Entre os objetivos estão orientar famílias e educadores sobre o uso consciente das tecnologias, além de prevenir práticas como cyberbullying, exposição indevida de dados e outras ameaças no ambiente digital.

Ao defender o projeto, Gleice Jane destacou a urgência do tema. “A exposição a conteúdos impróprios, o cyberbullying e o aliciamento online são ameaças concretas ao desenvolvimento das novas gerações. Precisamos garantir que as famílias tenham ferramentas para proteger suas crianças”, afirmou. A parlamentar também ressaltou a necessidade de transformar o uso da tecnologia em um ambiente mais seguro dentro dos próprios lares.

Regularidade fiscal

Na mesma sessão, os deputados aprovaram o Projeto de Lei 307/2025, de autoria do Poder Executivo, que cria o Programa Cadastro Positivo MS no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A proposta segue para o expediente.

O programa tem como foco incentivar a regularidade fiscal de contribuintes, oferecendo benefícios como prazos diferenciados para pagamento do ICMS, simplificação na restituição de tributos e redução de exigências para regimes especiais. A iniciativa também prevê a classificação das empresas conforme o nível de conformidade tributária, além da criação de grupos de trabalho para revisar e simplificar normas burocráticas.

De acordo com o Executivo, o Cadastro Positivo MS busca fortalecer a relação entre o Fisco e os contribuintes, estimulando a autorregularização e contribuindo para um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo no Estado.



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Municípios são convocados para o lançamento do MS Sem Racismo


A terça-feira (17) marcou um novo capítulo na construção de políticas públicas de igualdade racial em Mato Grosso do Sul. Em uma live realizada pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, vinculada à SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), gestores de 79 municípios foram mobilizados para aderir ao Programa MS Sem Racismo e ao Plano de Metas Antirracistas.

A atividade integrou a programação da campanha “21 Dias de Ativismo pela Eliminação da Discriminação Racial e Religiosa”, que propõe transformar datas simbólicas em ações concretas nos territórios. Além de apresentar diretrizes, o encontro reforçou a urgência de atuação local, considerando que cerca de 53% da população sul-mato-grossense é autodeclarada negra, o enfrentamento ao racismo estrutural e institucional exige capilaridade e compromisso coletivo.

Durante a transmissão, o subsecretário Deividson Silva destacou que o programa representa um chamado à responsabilidade compartilhada. “Esse programa é fundamental para que os municípios assumam um compromisso efetivo na luta contra o racismo. É com muita satisfação que apresentamos essa proposta e contamos com a adesão de todos, somando forças com o Estado para que essa política seja, de fato, efetiva.”

Deividson também reforçou o caráter prático do Guia de Adesão, que orienta desde a elaboração de decretos municipais até a implementação das ações, e citou municípios como Camapuã e Nioaque, que já iniciaram o processo.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, trouxe um olhar estratégico e sensível sobre a construção coletiva dessa política. Em sua fala, convidou os municípios a reconhecerem e sistematizar o que já é feito nos territórios. “Pensando nisso, convidamos vocês para que a gente comece juntos a trabalhar esses planos de metas. Muita coisa os municípios já realizam. A ideia é organizar tudo em um compilado, para que possamos avaliar passo a passo, mensurar e mostrar para a população o trabalho que está sendo entregue lá na base.”

Viviane Luiza destacou que o MS Sem Racismo vai além do enfrentamento direto ao racismo, dialogando com outras dimensões da política pública. “Quando falamos do MS Sem Racismo, também estamos promovendo equidade de gênero, fortalecendo territórios e famílias. E isso só é possível quando os municípios caminham junto com o Estado, nessa parceria de elaboração e execução.”

A secretária ainda reforçou o suporte oferecido pelo Governo do Estado aos municípios, por meio de uma central de orientação da SEC. “Vocês não estarão sozinhos. Criamos esta central, onde todos podem buscar orientação, não apenas sobre o programa, mas também sobre o plano de metas e tudo o que precisarem para a elaboração das ações. Nosso objetivo é fortalecer a gestão municipal nos territórios.”

A construção coletiva também foi reforçada por representantes da sociedade civil. Advogada e integrante da Rede FortaleSer, Andrea Ferreira, destacou a importância da união entre instituições. “A Rede FortaleSer é essa união de forças entre secretarias e sociedade civil, com o objetivo de construir um Mato Grosso do Sul mais igualitário e acolhedor. Estamos nesse processo de luta para que todas as cidades se unam ao MS Sem Racismo e avancem conosco nessa agenda de igualdade racial.”

Representando o movimento negro de Anastácio e Aquidauana, Orivaldo Medeiros, trouxe a perspectiva de quem vivencia diariamente os desafios do racismo, especialmente o religioso. “É uma felicidade ver esse decreto. A gente já vem atuando há muito tempo no combate ao racismo, inclusive religioso. Nosso movimento está se estruturando, com projetos voltados à população negra, e queremos muito ver essa política chegando aos municípios, como em Anastácio.”

Instituído pelo Decreto Estadual nº 16.602/2025, o Programa MS Sem Racismo se consolida como uma política de Estado, com base legal, definição de responsabilidades e mecanismos de governança e monitoramento. Já o Plano de Metas Antirracistas estabelece diretrizes de longo prazo, garantindo continuidade e efetividade das ações.



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Morto em confronto com a polícia em Dourados era “missionário” do PCC no MS


A Polícia Civil identificou como Vinicius Ricardo Pereira da Silva, 16 anos, o adolescente que morreu na manhã desta terça-feira (17) em confronto com policiais civis na Rua Manoel Rasselem (antiga W-20), no jardim Água Boa, em Dourados. Conforme a Polícia, ele é apontado pelas investigações como um “missionário” do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com os registros policiais, ele morava em Campo Grande e teria se deslocado para Dourados com a incumbência de executar Marcos Freire, de 50 anos, o “Maricota”, que foi morto a tiros no final da tarde de ontem (16), quando chegava no semiaberto para o pernoite.

Mas no cumprimento do mandado realizado nesta manhã direcionado à apuração da execução de “Maricota”, os policiais foram recebidos a balas e no confronto o adolescente foi atingido e morto. No local foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros usada pelo adolescente e que pode ter sido a arma usada na execução de “Maricota”. O adolescente, segundo a polícia, também é suspeito de ser o autor de uma tentativa de homicídio registrada recentemente em Dourados.



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Confronto com a Polícia Militar deixa três mortos em bairro de Coxim


Três homens ainda não identificados morreram nesta quarta-feira (17), em confronto com a Polícia Militar na cidade de Coxim. Ao checar uma denúncia de tiros, equipe de Força Tática foi recebida a tiros em uma residência na Rua Verônica Tobias, no bairro Jardim São Paulo. Equipes da Força Tática do 5º BPM foram acionadas via 190 com denúncias de disparos de arma de fogo na região. Ao chegarem ao local, um imóvel de difícil acesso e cercado por terrenos baldios, os policiais realizaram um cerco para averiguação.

Durante a tentativa de abordagem, um dos indivíduos ao tentar fugir pelos fundos da casa, reagiu atirando contra os policiais. Houve revide e em seguida mais dois dentro da casa também atiraram contra a equipe. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o socorro, mas os três homens morreram ainda no local. Na casa foram apreendidas armas de fogo, munições e duas motocicletas com registro de roubo no estado de Mato Grosso.

Segundo as primeiras informações, há suspeita de que os envolvidos tenham ligação com uma facção criminosa e participação em ataques registrados em diferentes pontos da cidade, situação que mobilizava as forças de segurança. Os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Coxim.



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FICCO/MS e DOF apreendem 745 kg de droga e prendem suspeito em Sidrolândia


Uma ação conjunta da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) resultou na apreensão de 745 kg de drogas e na prisão de um homem na região de Sidrolândia. A ação ocorreu por volta do meio-dia, na rodovia MS-258, em que os policiais identificaram um veículo que aparentava estar com excesso de peso. Diante da suspeita, foi dada ordem de parada ao condutor, que desobedeceu e tentou fugir em direção a uma área de mata próxima à rodovia. Após acompanhamento, a equipe conseguiu alcançar e conter o indivíduo.

O então, juntamente com o veículo e o material apreendido, foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, onde o caso será investigado.
A FICCO/MS é uma força de atuação integrada, composta pela Polícia Federal, Polícia Militar (incluindo o Batalhão de Choque), DOF – Departamento de Operações de Fronteira, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.



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Alerta de tempestade com ventos de até 100 km/h coloca Dourados e região em atenção


Um alerta de tempestade local com potencial para vendavais coloca a região de Dourados em estado de atenção até a manhã desta quarta-feira (18). A previsão indica condições climáticas severas, com risco de chuva intensa, rajadas de vento e queda de granizo.

De acordo com o aviso meteorológico, podem ocorrer precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora, podendo alcançar acumulados de até 100 milímetros ao longo do dia. As rajadas de vento podem variar entre 60 e 100 km/h, o que eleva o risco de transtornos.

Entre os principais impactos previstos estão queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica, alagamentos e danos em plantações, especialmente em áreas rurais.

Diante do cenário, as autoridades orientam a população a adotar medidas de segurança. Em caso de ventos fortes, a recomendação é evitar se abrigar sob árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas, além de não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Também é aconselhável, se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, como forma de prevenir danos causados por oscilações ou quedas no fornecimento.

A população deve acompanhar as atualizações das condições do tempo e buscar abrigo seguro durante a ocorrência de temporais.



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ECA Digital começa a valer nesta terça; confira principais pontos


A Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) n° 15.211/2025, começa a valer no Brasil nesta terça-feira (17). A legislação é voltada à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, como redes sociais, jogos eletrônicos, serviços de vídeo e lojas virtuais de produtos e serviços voltados a este público ou que podem ser acessados por ele.

Sancionada em setembro do ano passado, a nova legislação não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas estabelece diretrizes mais rigorosas sobre os direitos do público infanto-juvenil, para garantir que a proteção prevista no mundo físico ocorra também no digital.

Pesquisadoras de entidades ligadas ao direito da infância, ouvidas pela Agência Brasil, qualificaram a nova lei como “histórica” e de “vanguarda” para o país.

A especialista em proteção digital de crianças e adolescentes Águeda Barreto, que atua na coordenação da organização não governamental (ONG) ChildFund Brasil, considera que o país saiu na frente ao aprovar uma lei para subsidiar políticas públicas que preveem integração entre setores.

Águeda cita iniciativas para proteger a infância de outros países, como a Austrália que proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

“Nós acompanhamos que esse é um movimento global, mas essa lei brasileira aprovada é bem ampla”.

Lei Felca

A aprovação do ECA Digital ocorreu após o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo, em agosto do ano passado, no qual denunciou perfis em redes sociais que usavam crianças e adolescentes para promover a sexualização de menores de 18 anos.

O vídeo de uma hora de duração alerta para os riscos de expor conteúdos impróprios para o público infanto-juvenil nas redes sociais e como os influenciadores lucravam com isso. Informalmente, o ECA Digital tem sido chamado também de Lei Felca.

A Lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.

Maria Mello é gerente do eixo digital do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – e explica que desde a publicação do vídeo de Felca, a discussão sobre adultização gerou consenso e mobilizou autoridades, políticos, especialistas, famílias e organizações da sociedade civil em torno do tema.

“O debate público a esse respeito cresceu e foi bastante importante para a lei, que já estava madura, para que pudesse ser aprovada rapidamente.”

Impactos

Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostram que, em 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros com idades de 9 a 17 anos acessavam a internet, o que representa cerca de 24,5 milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, 85% desse público têm perfil em, pelo menos, uma das plataformas investigadas.

Em um recorte mais específico, os dados mostram que na faixa etária de 9 e 10 anos, 64% dos usuários têm perfil em rede social. Esse percentual sobe para 79% entre o público de 11 e 12 anos; e para 91% entre usuários de 13 e 14 anos. Quase todos (99%) os usuários de internet com idade de 15 a 17 anos têm perfil em, ao menos, uma plataforma.

A partir desta terça-feira, o ECA Digital passará a dar respaldo a famílias como a do designer instrucional Filipe Adão, pai da Catarina, de 6 anos.

Filipe conta que o perfil da menina em uma rede social funciona sob uma lógica analógica: a do álbum de fotografia e não de uma rede social. A conta existe apenas para registrar memórias e é totalmente administrada pelos pais, Filipe Adão e Karen Lima.

“Ela não utiliza redes sociais. Temos um Instagram para registrar memórias dela. Ela gosta e se diverte porque, por enquanto, é como um álbum de família para ela”, explicou o pai.

Filipe faz parte de uma parcela de responsáveis que, embora ainda não domine os detalhes técnicos da nova legislação, apoia integralmente um controle maior sobre as gigantes de tecnologia.

“Já era hora de existir uma regulação, principalmente para proteger os jovens de influências negativas e crimes cibernéticos.”

A relação da criança com a tecnologia começou aos 2 anos, mas com um propósito específico: encurtar distâncias. Durante a pandemia de covid-19, o tablet foi a ferramenta que permitiu o contato da criança com parentes distantes. Hoje, o equipamento é restrito a jogos de quebra-cabeça off line, música e atividades escolares.

Responsabilidade das famílias

Com o ECA Digital, a segurança na Internet dos usuários com menos de 18 anos deverá ser compartilhada entre as empresas de tecnologia e as famílias, que devem estar mais atentas ao uso da internet.

Para que essa supervisão parental seja reforçada, menores até 16 anos somente poderão acessar redes sociais, caso a conta esteja vinculada à de um responsável legal.

A pesquisadora do Child Fund Brasil Águeda Barreto explica que o objetivo é monitorar mais de perto as conversas, o tempo de uso, o bloqueio de conteúdos inadequados e autorização para compras, por exemplo.

A advogada Bianca Mollicone, especialista em proteção de dados e regulação de novas tecnologias, enfatiza que a legislação sozinha não substitui o papel da família, de escolas e dos educadores:

“Não dá para terceirizar a educação dos filhos e depois culpar apenas as plataformas. Os pais precisam entender o que os filhos estão usando e não ter medo de proibir quando algo não faz sentido. Se você não está ali como pai e mãe, quem vai impedir?”, questiona Bianca.

Por outro lado, Maria Mello, do Instituto Alana, reconhece que a fiscalização do acesso online de crianças e adolescentes não pode recair exclusivamente sobre as famílias; para Maria, essa é uma conquista da legislação, que reconhece as desigualdades históricas do Brasil.

“Em uma sociedade com 11 milhões de mães solo, únicas cuidadoras, em que falta creche, parque público e segurança para que as crianças também possam sair da tela, ampliar o rol de responsabilidades é fundamental.”

Acompanhamento

A médica psiquiatra Julianna Passos adota uma postura que mistura o rigor técnico de sua profissão com o cuidado materno. Mãe de Bernardo, de 10 anos, ela compartilha uma experiência de gestão digital que prioriza o “mundo real” e o diálogo franco.

A criança ganhou o primeiro celular aos 9 anos, de presente do avô paterno. O dispositivo, no entanto, está longe de ser um passaporte livre para a internet. O uso é estritamente delimitado: durante a semana, serve apenas para dar “boa noite” ao pai; nos finais de semana, o acesso é liberado exclusivamente para o WhatsApp.

Redes sociais, como Instagram ou TikTok, são proibidas. “Ele nem tem conta ou acesso”, afirma Julianna.

Mesmo no WhatsApp, a vigilância é constante, com fiscalizações semanais.

“Escolhi dar a ele informações para que pudesse compreender a necessidade da limitação. O diálogo proporcionou a ele senso crítico, pondo fim na ansiedade de ter um aparelho sem restrição”, explica a mãe psiquiatra.

Essa educação digital já deu frutos. O próprio Bernardo identificou comportamentos inadequados em grupos de mensagens e decidiu sair, reportando o ocorrido à mãe.

O ECA Digital também determina que as plataformas devem disponibilizar configurações e ferramentas acessíveis e fáceis de usar que apoiem a supervisão parental.

As plataformas Family Link e Qustodio são as mais conhecidas e permitem monitorar e seguir as atividades online de crianças, além de bloquear sites perigosos e protegê-las do bullying online.

Autodeclaração

Entre as regras estabelecidas pela nova lei está a proibição da simples autodeclaração de idade que, com apenas um clique em “tenho +18 anos”, permite acesso irrestrito a redes sociais por usuários de qualquer idade.

Segundo a assessora em políticas públicas do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e especialista em direito digital, Kelli Angelini Neves, mecanismos mais confiáveis devem verificar a real idade do usuário, em vez da autodeclaração.

“O site terá que aferir a idade e terá que indisponibilizar contas e acessos de compras para os menores de 18 anos. O mesmo vale para site de conteúdos adultos que não é permitido para menores de 18 anos. Uma série de medidas devem ser implementadas pelas empresas para que realmente haja essa proteção.”

A especialista explica que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) devem publicar, ainda neste mês, um decreto regulamentador definindo que mecanismos de aferição serão aceitos.

Vulnerabilidade

No ano passado, o ChildFund publicou a pesquisa Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes na Internet que ouviu 8 mil adolescentes em todo o Brasil. O estudo mostrou que 54% dos adolescentes entrevistados já tinham sofrido algum tipo de violência sexual online.

A especialista da ChildFund Águeda Barreto conta que um dos caminhos para esse tipo de violência é a interação que jogos online permitem, por exemplo, com conversas virtuais: “O agressor liga pra essa criança por vídeo e coloca uma imagem sexual. É um exemplo da dimensão do problema que nós estamos vivendo.”

O ECA Digital também tem, entre seus objetivos, proteger as crianças desses ataques externos. Nesse contexto, a lei agiliza a remoção obrigatória, em prazo de até 24 horas, de conteúdo de exploração sexual, violência física, uso de drogas, bullying, cyberbullying, incentivo ao suicídio ou à automutilação, entre outros.

Essas ocorrências devem ser reportadas imediatamente à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Além disso, a legislação proíbe peças publicitárias consideradas predatórias, injustas ou enganosas, bem como aquelas que podem resultar em danos financeiros a crianças e a adolescentes.

Dados da TIC Kids Online Brasil mostram que 53% dos usuários de 11 a 17 anos reportaram ter tido contato com vídeos ou conteúdos de influenciadores divulgando jogos de apostas. Na faixa etária de 15 a 17 anos, a exposição a esse tipo de conteúdo é pior, sobe para 63%.

Caixas de recompensa

Outro problema que o ECA Digital aborda são as caixas de recompensa, conhecidas como loot boxes. A legislação busca banir esse mecanismo, muito comum em jogos eletrônicos voltados para o público infantojuvenil, como o Roblox.

Essas caixas de recompensa armazenam itens aleatórios comprados com dinheiro real ou moedas virtuais. O usuário, no entanto, gasta sem saber exatamente o que vai ganhar. O resultado, neste caso, dependeria da sorte, e não da habilidade do jogador.

A advogada Bianca Mollicone explica que a lógica do jogo se assemelha à de máquinas caça-níqueis de cassinos, que influenciam no número de tentativas para receber recompensas melhores e resultam em perdas financeiras, ao se aproveitar do fator do vício e da vulnerabilidade infantil.

“Esse movimento cria um vício que acaba fazendo com que se gaste mais e mais. O que representa um ponto de alta monetização por parte das plataformas.”

A nova legislação vai mudar esse modelo de negócio.

Dados

A partir de agora, lojas virtuais de aplicativos (Google Play e Apple Store) e sistemas operacionais devem fornecer um “sinal de idade”, via Interface de Programação de Aplicações (API, sigla em inglês), para que outros aplicativos saibam a faixa etária do usuário e cumpram a lei, sem expor dados desnecessários.

Os produtos de acesso à internet também devem ter as configurações de proteção da privacidade e dados pessoais no nível máximo por padrão automático para contas de menores.

Para a gerente do eixo digital do Instituto Alana, Maria Mello, o principal avanço é estabelecer que todos os serviços de tecnologia de informação possam assumir responsabilidades concretas em relação à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes.

“O que a lei faz é consagrar o princípio da proteção integral para o ambiente digital. Estabelece uma lógica de que produtos e serviços digitais precisam estar configurados de fábrica para proteger os usuários que tenham menos de 18 anos.”

Responsabilidades

O ECA Digital também prevê que as empresas que oferecem serviços online para crianças e adolescentes devem criar canais de apoio às vítimas e promover programas educativos.

As plataformas com mais de 1 milhão de usuários na faixa etária infantojuvenil devem elaborar relatórios semestrais sobre o impacto de proteção de dados e submetê-los à ANPD.

Maria Mello avalia que a lei pode funcionar de forma proativa: “As empresas devem prestar contas de como elas estão lidando com as contas de crianças e adolescentes, com conteúdos que possam ferir os seus direitos.”

A especialista lembra que o ECA Digital é taxativo quanto às sanções aplicadas às empresas, em caso de descumprimento. Além das penas previstas no Código Penal, a legislação endurece as penas às empresas infratoras.

As sanções vão desde advertência, multas que podem chegar a 10% do faturamento do grupo econômico, passando por suspensão temporária dos serviços até a perda de autorização para funcionar no país, se houver reincidência de irregularidades.

No caso de empresa estrangeira, a filial ou o escritório no Brasil responde solidariamente.



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Zé Teixeira defende investimentos e infraestrutura para Dourados e Fátima do Sul


O bem-estar das famílias de Dourados e a conectividade dos moradores de Fátima do Sul ganharam reforço com novas frentes de trabalho abertas pelo deputado estadual Zé Teixeira. O parlamentar apresentou uma série de indicações que buscam a viabilização de recursos federais e estaduais para obras de infraestrutura, modernização de centros de educação infantil e melhorias em espaços esportivos, focando em benefícios que elevam a qualidade de vida nas comunidades.

Em Dourados, uma das prioridades é a construção de uma praça pública nos Residenciais Harrison de Figueiredo I e II. O projeto, que atende a uma reivindicação direta da associação de moradores, prevê a instalação de uma academia ao ar livre para idosos e um parquinho infantil. Segundo Zé Teixeira, o objetivo é transformar áreas institucionais ociosas em espaços seguros de convivência, incentivando a prática de atividades físicas e o lazer familiar, fatores fundamentais para a dignidade dos moradores da região.

A educação e o esporte também integram o pacote de solicitações para o município. O deputado oficializou o pedido de R$ 50 mil junto à bancada federal para a modernização do CEI Professora Clarinda Mattos e Souza, unidade que atende 126 alunos e possui um polo de recursos multifuncionais para estudantes com deficiência. O recurso deve ser aplicado na instalação de sistemas de segurança, aparelhos de ar-condicionado e novos equipamentos pedagógicos. Paralelamente, Zé Teixeira cobrou a reforma da pista de atletismo do CEPER Arnulpho Fioravante, defendendo a instalação de piso emborrachado para garantir a segurança dos atletas e permitir que a cidade sedie competições nacionais e paradesportivas.

No distrito de Culturama, em Fátima do Sul, a atuação do parlamentar foca na superação de barreiras tecnológicas. Atendendo a um pedido de vereadores locais, o deputado acionou a Anatel para exigir que operadoras de telefonia móvel corrijam a instabilidade do sinal na região. Para Zé Teixeira, o acesso eficiente à internet e voz deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade básica, impactando desde transações bancárias e o trabalho no campo até a comunicação essencial entre as famílias.



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