Multa para quem não declarar pode chegar a 20% do valor
LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, encerra nesta sexta-feira (29) à meia-noite.
O prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2026 encerra nesta sexta-feira (29) à meia-noite. Quem não entregar a declaração dentro do prazo estará sujeito a multa de 1% ao mês sobre o valor do imposto devido, com cobrança mínima de R$ 165,74 e podendo chegar a até 20% do imposto.
De acordo com a Receita Federal (RFB), depois da meia-noite, o sistema não receberá mais declarações até as 9 horas da manhã de segunda-feira (1). A RFB orienta a quem deixou para a última hora a utilizar a declaração pré-preenchida, para agilizar a inserção de informações e evitar erros no preenchimento.
Caso haja diferença entre os valores declarados por fontes pagadoras ou prestadores de serviços, o contribuinte deve informar o valor real das transações que ele possa comprovar com recibos, notas fiscais ou comprovantes de rendimento. Até as 9h00 desta sexta, 40,2 milhões de documentos haviam sido enviados.
Restituição
A data final para envio também marca o início do pagamento do primeiro lote de restituições, destinado aos contribuintes que enviaram a declaração antecipadamente e fazem parte dos grupos prioritários. Ao todo, serão liberados R$ 16 bilhões em créditos para 8,75 milhões de pessoas, o maior lote já pago da história.
O crédito das restituições será realizado ao longo do dia, conforme o processamento de cada instituição financeira. A Receita orienta que os contribuintes aguardem até o final do dia para a efetivação do depósito, uma vez que os horários de crédito podem variar entre os bancos.
A RFB também lembra que quem optou por fazer a destinação aos fundos da criança e do adolescente e fundos do idoso diretamente na declaração deve recolher o Darf até a meia-noite. Caso o Darf seja recolhido em data posterior, os valores pagos não poderão ser deduzidos.
Com mais de 2,4 mil participantes, programa Juventude Plena fortalece políticas públicas voltadas à formação, cidadania, qualificação e oportunidades
Mato Grosso do Sul consolidou nesta semana uma das maiores mobilizações já realizadas pelo Estado voltadas à juventude ao reunir, em Campo Grande, na última quinta-feira (28) estudantes, lideranças estudantis e representantes dos 79 municípios em uma ampla programação dedicada à formação cidadã, participação social e construção de oportunidades para adolescentes e jovens sul-mato-grossenses.
Realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC) e da Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude, o encontro marcou o fortalecimento do programa Juventude Plena, iniciativa que integra ações voltadas à educação, empregabilidade, empreendedorismo, inovação, saúde mental, cultura, inclusão e protagonismo juvenil.
O evento reuniu mais de 2,4 mil participantes no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, entre estudantes da Rede Estadual de Ensino, integrantes de grêmios estudantis, representantes do IFMS, Instituto Mirim, Cidade dos Meninos e jovens vinculados ao CIEE. A proposta central foi aproximar os jovens das políticas públicas existentes e ampliar o diálogo sobre os desafios e oportunidades vividos pelas diferentes realidades juvenis presentes no Estado.
Nos últimos meses, o Governo de Mato Grosso do Sul percorreu as nove regiões do Estado por meio do Circuito Avança Juventude, iniciativa que ouviu milhares de adolescentes e jovens para a construção coletiva de propostas voltadas à atualização do Plano Estadual da Juventude. Ao longo da mobilização, mais de 6 mil jovens participaram das atividades regionais, contribuindo diretamente com sugestões e demandas para as políticas públicas estaduais.
Durante a programação, os participantes tiveram acesso a oficinas, painéis temáticos, ações culturais, serviços de cidadania, orientação profissional, inovação tecnológica e debates sobre educação, mercado de trabalho, saúde emocional, diversidade e participação política. A iniciativa também apresentou programas estaduais voltados à qualificação profissional e à ampliação de oportunidades para os jovens em diferentes regiões do Estado.
Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou que investir na juventude significa preparar Mato Grosso do Sul para os desafios do presente e do futuro.
“Quando o Estado acredita na juventude, ele não está apenas investindo em políticas públicas. Está investindo em sonhos, oportunidades e no futuro de toda uma sociedade. O Juventude Plena nasce exatamente com esse propósito: abrir caminhos, fortalecer lideranças, ampliar oportunidades e mostrar para os nossos jovens que eles podem ser aquilo que desejarem. Porque um Mato Grosso do Sul forte também se constrói com educação, protagonismo e esperança no futuro”, afirmou.
Um dos momentos mais marcantes do encontro foi o quadro “De Líder para Líder”, conduzido pelo próprio vice-governador. Com trajetória construída desde o movimento estudantil e dos diretórios acadêmicos, Barbosinha compartilhou experiências pessoais sobre liderança, participação social e construção de propósito, dialogando diretamente com jovens gremistas de diversas regiões do Estado.
O secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, ressaltou que as políticas públicas para juventude precisam ser construídas a partir da escuta e da participação ativa dos próprios jovens. “Nosso papel é criar caminhos para que os jovens possam transformar sonhos em realidade. Isso exige diálogo, presença do Estado e políticas públicas capazes de alcançar as diferentes juventudes que formam Mato Grosso do Sul”, destacou.
Já o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Cruz, reforçou que a pluralidade das experiências juvenis exige um olhar amplo e integrado do poder público. “Nós temos juventudes indígenas, quilombolas, periféricas, rurais e urbanas. Não existe uma juventude única. Existem diferentes realidades, diferentes trajetórias e diferentes desafios. Por isso, construir políticas públicas para juventude exige escuta, participação e presença nos territórios”, afirmou.
Entre os espaços mais procurados esteve a Trilha Qualifica Juventude, desenvolvida em parceria com a Semadesc, conectando adolescentes e jovens a oportunidades de qualificação profissional, empreendedorismo, inovação e inserção no mercado de trabalho. O espaço aproximou os participantes das transformações econômicas vividas por Mato Grosso do Sul e das novas oportunidades geradas pelo crescimento do Estado.
A programação também fortaleceu iniciativas como Grêmio 360º, Capacita PPJ, Inspira Jovem, Conectando Gerações e Intervalo da Cidadania, além do lançamento do Painel da Infância e Juventude, ferramenta desenvolvida pelo Observatório da Cidadania para subsidiar municípios e gestores na formulação de políticas públicas baseadas em dados e indicadores sociais.
Além das ações institucionais, o encontro abriu espaço para manifestações culturais e artísticas ligadas às juventudes, como batalhas de rima, breaking, graffiti e grafismo indígena, reforçando o reconhecimento da cultura como instrumento de expressão, pertencimento e transformação social.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, nesta sexta-feira (29/5), que será aplicada a bandeira tarifária amarela nas contas de luz do mês de maio. Com isso, haverá taxa de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo a agência, a mudança acontece devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.
De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração, explicou a agência.
Bandeiras tarifárias mês a mês
Junho de 2025: Vermelha – patamar 1;
Julho de 2025: Vermelha – patamar 1;
Agosto de 2025: Vermelha – patamar 2;
Setembro de 2025: Vermelha – patamar 2;
Outubro de 2025: Vermelha – patamar 1;
Novembro de 2025: Vermelha – patamar 1;
Dezembro de 2025: Amarela;
Janeiro de 2026: Verde;
Fevereiro de 2026: Verde;
Março de 2026: Verde;
Abril de 2026: Verde;
Maio de 2026: Amarela;
Junho: Amarela.
As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015. Elas servem para indicar o custo real da energia e se traduzem no repasse desses gastos ao consumidor final.
A bandeira verde é a que isenta o consumidor de qualquer taxa extra. No caso da aplicação da bandeira amarela, a cada 100 kWh consumidos, há o acréscimo de R$ 1,88.
Os patamares 1 e 2 da bandeira vermelha resultam na cobrança extra, a cada 100 kWh consumidos, de R$ 4,46 e R$ 7,87, respectivamente.
O Brasil deve voltar a ocupar a posição de 10ª maior economia do mundo em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) compiladas pela consultoria Austin Ratings a partir de dados de 45 países.
A estimativa foi reforçada após o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 1,1% no primeiro trimestre deste ano, desempenho acima do esperado pelo mercado.
O levantamento mostra que o Brasil deve ultrapassar o Canadá no ranking global das maiores economias medido em dólares correntes. Em 2024 e 2025, o país havia caído para a 11ª posição, após ser superado pela Rússia e pelo Canadá.
Sexto maior avanço
Entre os 45 países analisados pela Austin Ratings, o Brasil registrou o sexto maior crescimento econômico no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores.
O desempenho brasileiro ficou atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China. O avanço também superou o de economias como Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Itália.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 1,1% de janeiro a março, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pela recuperação de investimentos.
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Ranking global
Pelas projeções do FMI compiladas pela Austin Ratings, as dez maiores economias do mundo em 2026 devem ser:
Estados Unidos: US$ 32,399 trilhões
China: US$ 20,863 trilhões
Alemanha: US$ 5,455 trilhões
Japão: US$ 4,381 trilhões
Reino Unido: US$ 4,267 trilhões
Índia: US$ 4,158 trilhões
França: US$ 3,597 trilhões
Itália: US$ 2,739 trilhões
Rússia: US$ 2,655 trilhões
Brasil: US$ 2,637 trilhões
A diferença entre Brasil e Rússia aparece bastante estreita nas estimativas do FMI.
Peso do câmbio
O ranking considera o PIB em dólares correntes. Por isso, além do crescimento econômico, a taxa de câmbio também influencia diretamente a posição de cada país.
Quando o real se valoriza frente ao dólar, o tamanho da economia brasileira em moeda americana aumenta. O mesmo ocorreu com a Rússia nos últimos anos, impulsionada pela valorização do rublo e pela alta do petróleo.
Em abril, o FMI revisou recentemente a projeção de crescimento do Brasil em 2026, de 1,6% para 1,9%. Caso esse ritmo seja mantido, a expectativa é de que o país alcance a nona posição mundial em 2027, ultrapassando a Rússia.
PIB per capita
Apesar da volta ao top 10 global, o Brasil segue distante das economias mais ricas quando o critério é renda por habitante.
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Segundo o FMI, o PIB per capita brasileiro foi estimado em cerca de US$ 10,685 mil em 2025, bem abaixo de países desenvolvidos e até de economias menores da Europa. No ranking do Fundo Monetário, o Brasil está logo abaixo da Albânia, com PIB per capita de US$ 11,234 no ano passado.
O aumento dos estoques certificados de cacau pressionaram as cotações futuras na sessão desta sexta-feira (29) na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho registrou queda de 4,29% e fechou precificado em US$ 3.923 por tonelada. De acordo com as informações do Barchart, os estoques de cacau da ICE atingiram o maior patamar em quase dois anos, chegando a 2.846.957 sacas na sexta-feira.
Na semana anterior, os preços do cacau caíram para mínimas de quase quatro semanas em meio à perspectiva de oferta abundante. O Barchart ainda destacou que em 14 de maio, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis.
Café
Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão desta sexta-feira em alta, em meio às preocupações com as condições climáticas no Brasil e à movimentação técnica do mercado diante da proximidade do vencimento das opções do contrato de julho.
O contrato com entrega para julho avançou 1,63% no dia, encerrando cotado a US$ 2,7420 por libra-peso.
Segundo Vicente Zotti, proprietário da NRP Agro, a proximidade do vencimento das opções do contrato de julho, que ocorre em cerca de 14 dias, tem intensificado a pressão na ponta vendedora. Além disso, o avanço da colheita no Brasil segue adicionando volatilidade às negociações.
“A proximidade do vencimento das opções do contrato de julho está colocando pressão na ponta vendedora e ajudando nesse movimento. Além disso, a entrada da safra ganhando mais ritmo também vai pressionando os preços”, afirmou Zotti.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira com leve alta na Bolsa de Nova York, sustentados pelos dados positivos de exportação divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O contrato com entrega para julho avançou 0,08% no dia, encerrando cotado a US$ 76,15 por libra-peso.
De acordo com o relatório semanal de vendas para exportação do USDA, divulgado nesta quinta-feira, foram comercializados 153,622 mil barris de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. O volume representa o maior registrado nas últimas quatro semanas.
Para a nova safra, as vendas somaram 112,041 mil barris no período, desempenho inferior ao observado na semana anterior.
Já os embarques alcançaram 317,706 mil barris, configurando o maior volume das últimas três semanas e reforçando a demanda pelo algodão norte-americano no mercado internacional.
Açúcar
Após registrar quedas nas últimas sessões, os preços futuros do açúcar finalizaram a semana com leve ganhos na bolsa de Nova York.
O contrato para entrega em julho registrou alta de 0,93% e fechou cotado em US$ 14,06 por libra-peso.
De acordo com as informações da Safras & Mercado, os vencimentos futuros foram pressionados negativamente ao longo desta semana por uma estimativa de aumento de safra tanta na União Europeia como no Brasil.
Segundo o consultor comercial e financeiro da IMG, Leonardo Silvestre, os fundos continuam pressionando o mercado, que ainda apresenta uma tendência baixista. Atualmente, as posições líquidas vendidas estão próximas de 80 mil contratos, o equivalente a cerca de 4 milhões de toneladas de açúcar.
“Isso mostra que o mercado ainda vê uma oferta confortável da commodity no curto prazo”, afirmou.
Outro ponto acompanhado pelos investidores é a queda nos preços do etanol hidratado. De acordo com Leonardo, a redução das margens do biocombustível pode alterar a relação entre a produção de açúcar e etanol nas usinas.
“A queda do etanol reduz a atratividade do biocombustível e ajuda a dar sustentação aos contratos futuros de açúcar”, explicou.
O clima também segue no radar do mercado. A possibilidade de um El Niño mais forte a partir de junho aumenta as preocupações com chuvas no Centro-Sul do Brasil, o que pode afetar o ritmo da colheita e da moagem da cana.
“Além da produção, chuvas mais intensas também podem dificultar a logística e os embarques nos portos”, destacou Leonardo.
O mercado ainda acompanha os impactos climáticos em países concorrentes, como Índia e Tailândia, onde o clima seco e frio pode prejudicar o desenvolvimento dos canaviais e o início da próxima safra.
Suco de laranja O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou a sessão com queda de 5,57%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1.592,00 por tonelada.
Em relação ao gás residencial, a redução será de 1,63% na região metropolitana e de 2,8% nas demais áreas
Rovena Rosa/Agência Brasil O aumento da produção de gás no país é uma das prioridades defendidas pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard
O gás natural veicular (GNV) vai ficar até 6,4% mais barato no estado do Rio de Janeiro, a partir da próxima segunda-feira (1º). Os preços do gás de cozinha encanado e do combustível para a indústria também serão reduzidos.
O alívio no bolso do consumidor é resultado de um acordo entre o governo estadual, a Petrobras ─ produtora do gás ─ e a Naturgy, concessionária de distribuição de gás.
Na região metropolitana do Rio, a redução será de 6,3%. Nas demais regiões do estado, 6,4%. De acordo com estimativa do governo, 1,5 milhão de motoristas que usam carro a gás serão beneficiados com a diminuição no preço do GNV.
Em relação ao gás residencial, a redução será de 1,63% na região metropolitana e de 2,8% nas demais áreas. O gás para a indústria cairá 5,12% na capital e arredores, e 5,3% no interior do estado e regiões mais afastadas.
Os novos preços foram calculados pela Naturgy e aprovados na última quarta-feira (27) pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), órgão do governo do estado.
Rio é maior produtor
A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar participou das negociações com a Petrobras e a concessionária para se chegar ao acordo de redução.
Para a secretaria, o resultado final é “importante estímulo à retomada do consumo de gás natural, além de fortalecer o mercado e aliviar os custos da mobilidade urbana para a população”.
A nota técnica da secretaria, que emitiu parecer favorável ao acordo, destaca que o Rio de Janeiro é o principal mercado de GNV no Brasil por motivos como o fato de abrigar as maiores bacias produtoras e a concessão de benefícios estaduais, como desconto no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motoristas com carros a gás.
Em 2025, o estado respondeu por 76,90% de toda a produção de gás natural do país, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador do setor.
Mais produção, menor preço
O aumento da produção de gás no país é uma das prioridades defendidas pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, desde que assumiu o comando da companhia, em junho de 2024. A executiva tem dito que a maior produção é o caminho que levará à redução do preço do combustível.
No último dia 12, quando detalhava para jornalistas o balanço trimestral da companhia, a presidente lembrou que, ao assumir, a empresa “colocava” 29 milhões de metros cúbicos (m³) por dia de gás no mercado, e atualmente o volume é de 50 milhões a 52 milhões de metros cúbicos.
“O que abaixa o preço do gás é investir para produzir mais, porque ainda não revogaram a lei da oferta e da procura. Enquanto não revogarem a lei da oferta e da procura, quanto mais gás, menor preço”, declarou Chambriard.
A CAPADR (Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (28), dois projetos que visam proteger a indústria brasileira de pescados. Uma das propostas proíbe a importação de tilápia e outros subprodutos e a outra incentiva a produção, beneficiamento e comercialização sustentável do peixe.
O intuito da proposta é reduzir riscos sanitários associados a agentes infecciosos a humanos, como parasitas, além de proteger a cadeia produtiva da tilápia no Brasil.
O projeto compreende as espécies Oreochromis niloticus, Oreochromis mossambicus, Oreochromis aureus, Tilapia rendalli (sinonímia Coptodon rendalli) e seus híbridos.
O texto ainda proíbe toda a cadeia até a distribuição dos peixes, como desembaraço aduaneiro, circulação, distribuição, armazenamento e comercialização de tilápia importada. Também veda a concessão de licença, permissão ou autorização para importadores da espécie, além de punir com multa, apreensão e cassação de licenças.
Já a segunda proposta, o PL 6463/25,institui diretrizes para o incentivo à produção, ao beneficiamento e à comercialização da tilápia, de forma ambientalmente sustentável, com o intuito de melhorar o desenvolvimento econômico, preservar recursos naturais, além de gerar emprego e renda.
O texto também prevê que os incentivos estarão relacionados ao uso sustentável da água, controle e mitigação de impactos ambientais, respeito à legislação vigente e incentivo de boas práticas.
O relator das duas propostas, deputado Luiz Nishimori (PSD-PR), pontua que a tilapicultura é uma atividade relevante e importante para o país e que as duas proposições precisam ser analisadas.
“A tilapicultura brasileira é uma atividade predominantemente familiar, com aproximadamente 110 mil estabelecimentos produtores, sendo 98% classificados como pequenos empreendimentos. Estima-se que a cadeia produtiva da tilápia gere cerca de três milhões de empregos diretos e indiretos, com um valor de produção de cerca de R$ 7 bilhões anuais”, diz o relatório.
Ele seguiu dizendo que o Vietnã, um dos maiores exportadores de tilápia ao Brasil, apresenta histórico de ocorrência de doenças, além de utilizar “práticas de cultivo que não atendem aos mesmos padrões sanitários rigorosos exigidos no Brasil”.
As duas propostas tramitam em regime conclusivo, ou seja, não precisam ser apreciadas no Plenário da Casa, salvo algum pedido. A proposta que proíbe a importação da espécie precisa passar pela comissão de CCJ (Constituição e Justiça e de Cidadania), tal qual a que prevê incentivos à produção interna. Esta última também precisa do aval da CFT (Finanças e Tributação).
O relatório é apresentado pela CEMDP durante coletiva no Ministério Público Federal (MPF). A comissão contestou a conclusão da época de que JK teria sido vítima de um acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra, em 1976.
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Em 1976, o ex-presidente faleceu em um acidente automobilístico
ANTONIO LÚCIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo
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Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil. Ele morreu em batida de carro, na Rodovia Presidente Dutra, em agosto de 1976
Getty Images
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Vera e o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 1958
Acervo pessoal/Cedido ao Metrópoles
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Três anos antes da inauguração de Brasília, JK posou para Di Cavalcanti
Arquivo Público do DF
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Juscelino Kubitschek na transmissão da inauguração de Brasília
Reprodução
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Juscelino Kubitschek
Arte Metrópoles/Foto Arquivo
A aprovação ocorreu na manhã desta sexta por votos da maioria dos integrantes do colegiado. Foram seis votos favoráveis e uma abstenção.
O evento acontece no auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em Bela Vista, na cidade de São Paulo (SP).
A coletiva conta com a presença da presidente da CEMDP, a procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga; a professora Maria Cecília Adão, relatora do caso; e a deputada federal Natália Bonavides, integrante da Comissão.
Inicialmente, a votação para validar o documento estava prevista para ocorrer em abril, mas acabou adiada para que os conselheiros tivessem mais tempo para examinar o conteúdo e para que os familiares de JK fossem informados sobre as conclusões.
A análise foi produzida pela historiadora Maria Cecília, responsável pela relatoria do caso dentro da CEMDP. O material reuniu mais de cinco mil páginas entre documentos e anexos, e vem sendo estudado pelos conselheiros desde abril.
A comissão informou que o processo de revisão do caso começou após um pedido apresentado por Gilberto Natalini, ex-presidente da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, e pelo jornalista Ivo Patarra. A solicitação foi feita depois da retomada das atividades da CEMDP.
Parte das informações usadas no parecer era pública e constava em investigações anteriores conduzidas pelo MPF.
Reabertura do caso
A morte de JK ocorreu em agosto de 1976, durante uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. O carro em que ele estava, dirigido por Geraldo Ribeiro, bateu na altura de Resende.
À época, as investigações apontaram que o automóvel atravessou a pista contrária e colidiu com um caminhão depois de um possível contato com um ônibus. O ex-presidente e o motorista morreram no local.
Desde então, o episódio passou a ser cercado por suspeitas de motivação política. As teorias ganharam força por causa do contexto da ditadura militar e da atuação da Operação Condor, articulação entre regimes autoritários da América do Sul para perseguir opositores políticos.
Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade descartou indícios de assassinato e concluiu que não havia provas de envolvimento do regime militar na morte de JK.
O caso, porém, voltou a ser discutido após um laudo elaborado pelo engenheiro Sergio Ejzenberg para o Ministério Público Federal.
Concluído em 2019, o documento contestou a dinâmica do acidente, e foi usado como uma das referências para o novo relatório da CEMDP.