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Mudança de modelo de crédito reflete crise no agro, diz especialista

O agronegócio brasileiro enfrenta uma crise que vai além dos fatores climáticos e geopolíticos. Ao WW, o presidente do IBDA (Instituto Brasileiro de Direito Administrativo) e vice-presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Renato Buranello, avaliou que a atual conjuntura reflete uma profunda mudança no modelo de crédito do setor, tornando a situação mais grave do que as crises cíclicas registradas ao longo das últimas décadas.

Segundo Buranello, as crises no agronegócio são históricas e recorrentes. “A gente nota ao longo de anos que as crises se repetem. Elas são cíclicas no agronegócio”, afirmou. No entanto, ele destacou que a crise atual se diferencia das anteriores por sua maior duração e intensidade, impulsionada por uma transformação estrutural no financiamento do setor.

Transição do crédito oficial para o privado

O presidente do IBDA explicou que o Brasil vive uma ampla mudança regulatória no financiamento agrícola, que se iniciou com a criação da cédula de produto rural e avançou com os títulos do agronegócio e, mais recentemente, com o Fiagro (Fundo de Investimento das Cadeias Agroindustriais).

Esse movimento tem reduzido progressivamente a relevância das linhas oficiais de crédito subsidiado, como o Sistema Nacional de Crédito Rural e os programas do BNDES, em favor do mercado de crédito privado.

“Aquele costume, conduta muito mais padronizada de recorrer a essas linhas oficiais, elas passam a ter hoje menor importância e o mercado de crédito privado um maior percentual de participação”, explicou Buranello. Para ele, a grande novidade desta crise é justamente a maior presença do mercado de capitais, o que torna o cenário mais árduo para os produtores.

Produtores rurais em situação de vulnerabilidade

O especialista ressaltou que o contexto macroeconômico desfavorável e os fatores geopolíticos — como o impacto sobre os preços de fertilizantes — agravaram ainda mais o quadro. Estudos apontam que crises no setor tendem a se repetir em ciclos de quatro a cinco anos, mas a atual chega com maior intensidade. “Esta com maior dor”, resumiu Buranello.

Segundo ele, a combinação entre a transição do modelo de crédito e os fatores externos tem deixado “um conjunto grande de produtores rurais” em situação de desânimo e vulnerabilidade financeira, especialmente os pequenos e médios produtores, que enfrentam dificuldades para lidar com as novas dinâmicas do mercado de financiamento agrícola.

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Lucro industrial da China sobe 24,7% em abril, na comparação anual


Nos primeiros quatro meses de 2026, o lucro industrial avançou 18,2% ante igual período do ano passado

O lucro das principais indústrias da China avançou 24,7% em abril, na comparação anual, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) nesta quarta-feira, 27.

O resultado prolonga a sequência de altas iniciada em agosto de 2025.

Nos primeiros quatro meses de 2026, o lucro industrial avançou 18,2% ante igual período do ano passado.

*Com informações da Dow Jones Newswires



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INSS: vazamento de dados expôs 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos


Segundo Dataprev, 98% das informações eram de pessoas mortas. Contudo, cerca de 52 mil vivos tiveram informações expostas



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Nutrien precifica oferta de US$ 1 bilhão em notas seniores

A Nutrien anunciou a precificação de uma oferta de US$ 1 bilhão em notas seniores, dividida em duas emissões. 

A primeira tranche corresponde a US$ 500 milhões em notas com taxa de 4,850% e vencimento em 29 de maio de 2031. A segunda envolve US$ 500 milhões em notas com taxa de 5,350% e vencimento em 29 de maio de 2036.

Segundo a companhia, a conclusão da oferta está prevista para ocorrer na sexta-feira (29), sujeita às condições habituais de fechamento.

A empresa informou que os recursos líquidos obtidos com a operação serão destinados ao pagamento de US$ 500 milhões em notas seniores com taxa de 4,000%, com vencimento em 15 de dezembro de 2026. Os valores também poderão ser utilizados para reduzir dívidas de curto prazo, financiar capital de giro e atender a finalidades corporativas gerais.

As notas seniores não terão garantia real e terão a mesma prioridade das demais dívidas seniores sem garantia da companhia. A coordenação da oferta está sendo realizada por CIBC World Markets, J.P. Morgan Securities, Morgan Stanley e Scotia Capital.

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Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados


Terminal aeroportuário deve ficar pronto em 2027, ampliando segurança e conforto para passageiros e operadores na segunda maior cidade do Estado

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Novo terminal de passageiros começou a ser construído em setembro de 2025, data de reativação do aeroporto para voos comerciais

Entre embarques e desembarques, uma obra chama a atenção no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados: a construção do novo receptivo de passageiros, investimento executado pelo Governo de MS por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog). O novo terminal promete transformar a realidade logística e econômica da região, beneficiando diretamente cerca de um milhão de habitantes e ampliando o acesso a outros pontos do país. A iniciativa, que prevê investimentos de R$ 38 milhões, é fruto de parceria entre Governo do Estado e União, por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Com a geração de dezenas de empregos diretos e indiretos, as obras do novo terminal aeroportuário avançam em ritmo acelerado, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027. “Dourados é a segunda maior cidade do Estado, um polo regional que movimenta negócios, saúde, educação e serviços para toda uma ampla região. Ter uma infraestrutura aeroportuária moderna e compatível com essa importância é essencial para ampliar a conectividade, atrair investimentos, impulsionar o turismo e fortalecer o ambiente econômico”, destaca o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

O projeto contempla 3 mil m² de área construída, com um terminal moderno e funcional. Entre os destaques estão a implantação de uma lanchonete, lojas comerciais, uma seção contra incêndio (SCI) e uma Estação Prestadora de Serviço de Tráfego Aéreo (EPTA), ampliando a segurança e o conforto para passageiros e operadores.

“Mais do que uma obra física, estamos falando de um investimento em competitividade e futuro. Um aeroporto estruturado encurta distâncias, aproxima oportunidades e consolida Dourados como um eixo estratégico do desenvolvimento sul-mato-grossense. É essa a visão do nosso governo: investir com planejamento, olhando para aquilo que transforma a vida das pessoas e prepara Mato Grosso do Sul para crescer ainda mais”, completa o vice-governador.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme de Alcântara de Carvalho, o aeroporto entra agora em uma fase decisiva. Segundo ele, com estes avanços concretos a população poderá contar com uma estrutura moderna, segura e preparada para atender ao crescimento econômico da região. “Esse investimento representa mais desenvolvimento, geração de oportunidades, fortalecimento do turismo e integração de Dourados com os principais centros do país. Logo a população douradense e toda a região terão um aeroporto moderno, seguro e à altura do desenvolvimento que a cidade merece e precisa”, afirmou.

O superintendente logístico e coordenador de transporte aéreo, hidroviário e ferroviário da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza, disse que o novo terminal representa um avanço estratégico para a infraestrutura aeroportuária de Mato Grosso do Sul. “Dourados é uma cidade-polo, que atende toda uma região produtiva, universitária, empresarial e de serviços. Essa obra prepara o aeroporto para uma nova fase, com mais conforto, segurança operacional e capacidade para receber melhor os passageiros e atrair novos voos. É um investimento que fortalece a aviação regional e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico da Grande Dourados”, garante.

Expectativa e projeção para o futuro

O investimento também é visto com otimismo pelos usuários do aeroporto regional de Dourados. Na opinião dos passageiros, a nova estrutura terá impacto direto no conforto e até mesmo na atração de mais turistas para a segunda maior cidade do Estado.

A engenheira agrônoma e empresária Lorraine Coutinho, que mora em Caarapó, realiza viagens aéreas com frequência e nos últimos meses, comemora o fato de poder embarcar em Dourados – cidade a apenas 52 km de distância. Agora, com a construção do novo receptivo, segundo ela, a experiência será ainda mais positiva. “Um terminal de passageiros mais amplo e mais moderno impacta diretamente na experiência de quem utiliza o transporte aéreo. Um espaço mais confortável, mais acessível, que acomode melhor as pessoas, poderá inclusive atrair mais visitantes para a nossa região”, opina.

“Quando se fala de Dourados, a gente está falando de um polo agrícola muito importante para o Cone Sul. Então a possibilidade de ofertas de voo e de um ambiente mais adequado para receber esses visitantes, com certeza também traz mais oportunidades e acessibilidade, proporcionando uma viagem mais ágil”, complementa.

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Voos comerciais foram retomados em setembro de 2025; de janeiro a abril, Latam transportou 20 mil passageiros entre Dourados e São Paulo (SP)

A ampliação também é vista com expectativa pelo casal de médicos Bethânia e José Roberto Manzano. “Vemos as melhorias no aeroporto de Dourados como algo muito positivo. Acreditamos que um terminal mais moderno e estruturado pode contribuir não só para mais conforto e organização, mas também para uma maior sensação de segurança para quem embarca e desembarca”, avalia Bethânia, que é ginecologista e obstetra.

“Uma estrutura aeroportuária mais adequada ajuda a acompanhar o crescimento da região, valoriza a conectividade de Dourados com outros centros e transmite uma sensação maior de acolhimento e eficiência, tanto para moradores quanto para quem chega à cidade pela primeira vez”, conclui.

Mais moderno e funcional, novo receptivo do aeroporto ganha forma com avanço das obras em Dourados
Voos comerciais foram retomados em setembro de 2025, após investimentos de R$ 97 milhões em obras de infraestrutura

Nova realidade para Dourados

Após quatro anos fechado para voos comerciais, o aeroporto regional de Dourados retomou o serviço em setembro de 2025, após passar por obras de infraestrutura com investimentos de R$ 97 milhões. O município é operado pela Latam, com oferta de voos diários que conectam Dourados ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior e mais movimentado terminal aeroviário do Brasil e da América Latina.

A operação em Dourados vem consolidando sua relevância desde a reabertura do aeroporto. De janeiro a abril de 2026, a LATAM transportou cerca de 20 mil passageiros somando viagens com origem ou destino em Dourados, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).



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Prévia da inflação foi de 0,62% em maio


A prévia da inflação de maio foi de 0,62%, 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,89%). Os grupos Alimentação…



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IPCA-15 desacelera para 0,62% em maio, aponta IBGE


Prévia da inflação ficou abaixo do registrado em abril, mas acumula alta de 4,64% em 12 meses

CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMovimentação em mercado atacadista na Zona Leste de São Paulo
IPCA-15 desacelera para 0,62% em maio, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,62% em maio, após ter avançado 0,89% em abril, informou nesta quarta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 3,02% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,64%, ante taxa de 4,37% até abril.

A mediana das estimativas medida pelo Projeções Broadcast para o IPCA-15 apontava para alta de 0,56% em maio. Em 12 meses, a mediana indicava aceleração para 4,59%, acima do teto da meta de inflação (4,5%) e da alta de abril (4,37%).

Em maio, os preços de alimentação e bebidas aumentaram 1,38%, após alta de 1,46% em abril. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,30 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,62% no mês.

Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,73% em maio, após ter avançado 1,77% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,51%, ante alta de 0,70% em abril.

Já os preços de transportes caíram 0,33% em maio, após alta de 1,34% em abril. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,07 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,62% no mês.

Os preços de combustíveis tiveram queda de 1,47% em maio, após avanço de 6,06% no mês anterior. A gasolina caiu 1,32%, após ter registrado alta de 6,23% em abril, enquanto o etanol recuou 2,73% nesta leitura, após alta de 2,17% na última.

O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA-15 com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada.





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Demanda chinesa impulsiona avanço tecnológico na pecuária brasileira

A pecuária brasileira acelera a modernização dentro das fazendas e confinamentos para atender uma demanda cada vez mais exigente por qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade da carne bovina. O avanço da tecnologia no campo busca aumentar a produtividade, reduzir custos e garantir maior padronização da produção.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que o Brasil possui o maior rebanho comercial bovino do mundo, com mais de 238,1 milhões de cabeças, e ocupa posição de liderança nas

exportações globais de carne bovina. Nos últimos anos, o crescimento da demanda internacional, especialmente da China, acelerou ainda mais a modernização da atividade.

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Confiança da indústria volta a subir em maio e tem maior nível em um ano, diz FGV


A confiança da indústria no Brasil ⁠voltou a subir em maio depois de ‌queda no mês anterior, diante da melhora na percepção atual e cautela sobre os próximos meses, ‌informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (27).

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,1 ponto na comparação com o mês anterior, chegando a 97,1 pontos, nível mais elevado em um ano, de ⁠acordo ‌com os dados da FGV.

Leia também: Confiança da construção se mantém estável em maio; perspectiva piora

O Índice de ⁠Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, avançou 2,2 pontos, a 98,7 pontos, maior patamar também desde maio de 2025, segundo a ​FGV.

“Nas avaliações sobre o presente, notam-se sinais de melhora no nível da demanda e ​de normalização dos estoques após um mês dos primeiros impactos dos conflitos no Oriente Médio na maioria dos setores”, explicou Stéfano Pacini, economista do FGV/Ibre.

O Índice de Expectativas (IE), indicador da ‌percepção sobre os próximos meses, ​subiu 0,1 ponto, para 95,6 pontos.

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“Para os próximos meses, o sinal de alerta segue ligado entre os empresários, refletindo um ⁠ambiente de ​incerteza e possíveis ​impactos negativos sobre a produção e o ambiente dos negócios, ⁠sobretudo nos segmentos relacionados a ​bens de consumo não duráveis”, completou Pacini.

‘Enquanto persistirem as tensões no Oriente Médio, a indústria brasileira seguirá ​sensível ao preço do petróleo e a possíveis desarranjos nas cadeias de produção. Esse ​cenário externo ⁠dificulta a flexibilização da política monetária, importante para a atividade industrial”, ⁠disse.

O Banco Central volta a se reunir em junho depois de reduzir a taxa básica Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50%, pregando cautela quanto aos passos adiante.



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saiba quais os vilões que fizeram os preços subirem em maio


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de 0,62% em maio deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupo pesquisados, oito registraram elevação. O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas, mas com importante contribuição de habitação, por causa da alta na conta de energia. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27/5).

No acumulado de 12 meses, a inflação teve alta de 4,64%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro e maio do IPCA-15, a elevação corresponde a 3,02%.

Em maio de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que variou 1,38%. “Vilão” do momento, o setor respondeu por 0,30 ponto percentual da inflação de todo o mês.

A outra elevação importante para a alta nos preços veio de habitação, grupo no qual os preços subiram 1,03%, tendo importante participação da alta na energia elétrica residencial (2,16%). A contribuição do grupo para o índice foi de 0,15 ponto percentual.

A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que desacelerou levemente de abril (1,77%) para maio (1,73%). Os itens que mais contribuíram foram:

  • batata-inglesa (26,29%);
  • tomate (12,97%);
  • leite longa vida (6,07%); e
  • carnes (1,98%).

Ainda no grupo de alimentação e bebidas, houve retrações, casos da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%).

Luz, água e esgoto

Respondendo pelo segundo maior impacto (0,15 ponto percentual) da inflação de maio, habitação, com elevação de 1,03%, foi puxado por altas de energia elétrica residencial (2,16%) e taxa de água e esgoto (0,13%).

A elevação na conta de energia tem relação com a entrada em vigência da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos. Também entram na conta os reajustes tarifários nas seguintes localidades: Fortaleza, Salvador e no Recife.

Variação de cada grupo em maio:

  • Alimentação e bebidas: 1,38%;
  • Habitação: 1,03%;
  • Artigos de residência: 0,21%;
  • Vestuário: 0,36%;
  • Transportes: -0,33%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,05%;
  • Despesas pessoais: 0,50%;
  • Educação: 0,01%;
  • Comunicação: 0,36%.

Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.

Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 5,04%.



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