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Indicador avalia desenvolvimento socioeconômico em imóveis rurais



A Agroicone, consultoria focada em conteúdos técnicos e soluções voltadas ao agronegócio, apresentou nesta semana um novo indicador que avalia condições socioeconômicas associadas aos imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O Índice de Desenvolvimento Rural para o CAR integra dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e informações de 7,8 milhões de propriedades rurais no país.

O objetivo é fornecer uma ferramenta técnica para pesquisa, formulação de políticas públicas e decisões do setor privado, ampliando a compreensão sobre desafios e oportunidades no meio rural.

Como o indicador foi construído

O IDR-CAR combina dados territoriais do CAR com informações levantadas pelo IBGE em setores censitários. A metodologia permite observar características socioeconômicas em escala fina, no nível do imóvel rural, o que não é possível quando se analisam somente dados municipais.

O índice considera quatro dimensões: Educação, Infraestrutura Coletiva, Infraestrutura Domiciliar e Renda. Entre os elementos avaliados estão taxa de alfabetização, renda média do responsável pelo domicílio, formas de abastecimento de água, destino do esgoto, tipos de moradia e acesso a serviços básicos.

Segundo os pesquisadores Leila Harfuch, Lauro Marques Vicari e Gustavo Dantas Lobo, responsáveis pelo estudo, a proposta é ampliar a visão sobre o território rural e incorporar o componente social às análises voltadas à agropecuária sustentável. Eles enfatizam que a metodologia ajuda a mapear desigualdades internas nos municípios e a identificar áreas onde a vulnerabilidade é mais elevada.

Políticas públicas e decisões privadas

O IDR-CAR pode apoiar governos na elaboração de políticas voltadas ao desenvolvimento rural e na identificação de regiões que demandam maior investimento social ou infraestrutura. A leitura detalhada do território facilita a criação de ações ajustadas às condições locais.

No setor privado, o indicador pode orientar estratégias de expansão e análise de riscos. Segundo Vicari, instituições financeiras e empresas podem comparar regiões com diferentes níveis de desenvolvimento e avaliar oportunidades relacionadas ao crédito, logística ou prestação de serviços.

Para Lobo, o índice também contribui para o debate sobre uso da terra e atividades agropecuárias ao revelar contrastes dentro de um mesmo município. Já Harfuch destaca que a incorporação do recorte socioeconômico é essencial para fortalecer políticas de mitigação climática, especialmente em áreas com sinais de degradação de pastagens.

O estudo reforça que compreender condições sociais associadas ao território é parte central da transição para sistemas produtivos mais resilientes e adaptados às mudanças climáticas.



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Abelha de aparência ‘diabólica’ é descoberta e batizada de ‘Lucifer’ por pesquisadores



Uma nova espécie de abelha, com pequenos “chifres” que lembram o diabo, foi descoberta na região de Goldfields, na Austrália, e recebeu o nome de Megachile lucifer.

A espécie foi descoberta na região de Bremer Range, durante estudos sobre uma planta ameaçada, e é a primeira desse grupo descrita na área em mais de 20 anos.

A pesquisadora da Curtin School of Molecular and Life Sciences, Kit Prendergast, explicou que o formato dos “chifres” da abelha inspirou o nome lucifer que vem do latim e significa “portador de luz”, mas também faz uma referência ao seu visual diabólico.

“Eu descobri a espécie enquanto examinava uma planta rara e notei esta abelha visitando tanto a flor silvestre ameaçada quanto uma árvore próxima”, disse Prendergast.

“Ao descrever a nova espécie, eu estava assistindo a série da Netflix “Lúcifer” na época, e o nome se encaixava perfeitamente. Eu também sou uma grande fã do personagem, então foi fácil”, explica.

Importância da descoberta

Segundo a pesquisadora, o DNA confirmou que o macho e a fêmea eram a mesma espécie e que não correspondia a nenhuma abelha conhecida em bancos de dados de DNA, nem os espécimes que haviam sido coletados morfologicamente não correspondiam em coleções de museus.

De acordo com Prendergast, este é o primeiro membro deste grupo de abelhas a ser descrito em mais de 20 anos, o que realmente mostra a quantidade de vida que ainda há para ser descoberta no mundo.

“Como a nova espécie foi encontrada na mesma pequena área que a flor silvestre ameaçada de extinção, ambas podem estar em risco de perca do seu habitat e outros processos ameaçadores, como as mudanças climáticas”, disse Prendergast.

Acesso a pesquisa

O artigo científico que descreve oficialmente a espécie Megachile lucifer foi publicado no Journal of Hymenoptera Research e inclui detalhes sobre sua interação com a planta ameaçada Marianthus nais.



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Pará Mais Sustentável terá R$ 81,2 mi do Fundo Amazônia



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o governo do Pará anunciaram nesta sexta-feira (14), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a aprovação do projeto Pará Mais Sustentável, no valor de R$ 81,2 milhões, com recursos do Fundo Amazônia. A iniciativa será executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

O projeto beneficiará 27 municípios das Regiões de Integração do Baixo Amazonas e Xingu, que correspondem a aproximadamente 56% do território paraense. Entre eles estão Alenquer, Almeirim, Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Juruti, Marabá, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Repartimento, Óbidos, Oriximiná, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Prainha, Santarém, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Terra Santa, Uruará e Vitória do Xingu.

Serão executadas ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, ao fortalecimento da sociobioeconomia e ao desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono no estado, atingindo prioritariamente pequenos agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações produtivas ligadas às cadeias da sociobiodiversidade. O prazo de execução é cinco anos.

Segundo o BNDES, entre as ações estão o apoio à inscrição e à retificação de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e à regularização fundiária de imóveis rurais e territórios quilombolas; o fortalecimento das instituições públicas responsáveis pela assistência técnica e extensão rural, pela regularização ambiental e pelo fomento a atividades produtivas sustentáveis.

Também estão previstos o suporte a bionegócios desenvolvidos por organizações socioprodutivas do território, a realização de capacitações, campanhas de sensibilização e eventos integradores, entre eles duas Feiras de Negócios regionais. O projeto implantará ainda Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica para difusão de soluções voltadas às cadeias da bioeconomia regional.

A expectativa é que o projeto resulte no aumento do número de CARs aptos à validação e o avanço da regularização fundiária de imóveis da agricultura familiar e de territórios quilombolas, além do fortalecimento da atuação de agentes públicos envolvidos na agenda ambiental para ampliar a dinâmica das cadeias da sociobiodiversidade, estimulando novos produtos, agregando valor e contribuindo para elevar e manter a renda das comunidades locais.

“O projeto beneficia agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações das cadeias da sociobiodiversidade”, detalhou.

“Ele reúne regularização ambiental e fundiária, fortalecimento de órgãos públicos, assistência técnica e fomento a atividades produtivas sustentáveis. A iniciativa vai dinamizar e alavancar cadeias da sociobiodiversidade, ampliar a agregação de valor, estimular novos produtos e fortalecer a geração e manutenção de renda nas comunidades locais”, afirmou a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e se tornou o principal mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, combinando proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. A partir da retomada das doações em 2023, após quatro anos de paralisação, o Fundo passou de três doadores para nove. Entraram no Fundo União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca e outros parceiros que se somam aos contribuintes históricos, Noruega e Alemanha.

“Estamos imprimindo uma nova velocidade ao Fundo Amazônia. A urgência climática e as demandas da região exigem ações em outra escala com impacto concreto no território. Saímos de uma média histórica de R$ 300 milhões por ano para R$ 1,2 bilhão, quatro vezes mais, com projetos estruturados e transformadores. Hoje celebramos mais uma dessas iniciativas. O projeto com o governo do Pará se tornou uma referência e inspira soluções para os demais estados da Amazônia”, ressaltou Campello.

Segundo o BNDES, o Fundo Amazônia beneficiou, desde sua criação, aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias em toda a região. A iniciativa já alcançou 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratou R$ 1,6 bilhão adicionais apenas no período pós-retomada, entre 2023 e 2025. O fundo é coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, contribuindo diretamente para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, dos compromissos do Acordo de Paris e dos objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Os recursos do fundo impulsionam ações de combate ao desmatamento, de gestão territorial e fortalecimento institucional, de bioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, além de iniciativas de geração de renda. Também apoiam a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais e ampliam investimentos em monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.



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Frente fria traz dia crítico, com chuva de 100 mm, ventania e risco de danos



O avanço de uma frente fria pelo litoral do Rio Grande do Sul, combinado ao centro de um ciclone extratropical em alto-mar e ao fluxo de ar quente e úmido vindo da Amazônia, deve trazer um domingo (16) de instabilidade intensa para parte do país. Segundo a Climatempo, esses sistemas interagem com um cavado atmosférico no oeste da Região Sul e favorecem a formação de nuvens carregadas, tempestades e rajadas fortes de vento.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A meteorologia aponta que há risco de chuva forte ao longo do dia, com acumulados que podem chegar a 100 milímetros, especialmente no Sul. As rajadas de vento também chamam atenção: podem variar entre 70 e 90 km/h, com picos acima desse limite no oeste do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.

O cenário ainda inclui descargas elétricas frequentes e possibilidade de granizo isolado.

Regiões mais afetadas

De acordo com a Climatempo, os maiores riscos se concentram nos três estados do Sul — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná —, principalmente em áreas do interior e zonas de transição entre o ar quente e o ar mais frio. No Centro-Oeste, o alerta se estende ao sul de Mato Grosso do Sul.

A Climatempo enfatiza que as condições podem mudar rapidamente, com períodos curtos de tempo firme intercalados por pancadas intensas.

Evento diferente do registrado no dia 7/11

Apesar do alerta para chuva forte e ventania, a Climatempo destaca que o cenário meteorológico não é o mesmo do dia 7 de novembro, quando tornados intensos atingiram o Paraná. O ciclone atual permanece distante da costa, reduzindo a organização de bandas convectivas muito severas sobre o continente.

Assim, o potencial para tornados é menor, embora se mantenha o risco de danos estruturais, enxurradas e quedas de árvores.

Riscos e impactos esperados

Os principais transtornos previstos incluem:

  • Destelhamentos e danos a estruturas frágeis
  • Quedas de árvores e postes
  • Alagamentos, enxurradas e transbordamentos de rios
  • Interrupções no fornecimento de energia

Recomendações de segurança

A Climatempo reforça orientações práticas para minimizar riscos:

  • Antes da chuva: fixe ou guarde objetos soltos e confira calhas e ralos.
  • Durante as tempestades: procure abrigo seguro, evite árvores e estruturas metálicas e desligue aparelhos eletrônicos.
  • No trânsito: não atravesse áreas alagadas.
  • Após o evento: fique atento a rachaduras em muros e encostas e acione a Defesa Civil em caso de risco.

Mesmo com diferenças em relação ao evento severo de 7/11, os impactos podem se prolongar até segunda-feira (17), com potencial para novos alagamentos e transtornos diversos.



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Conheça a ayam cemani, galinha toda preta que pode valer até R$ 30 mil


Imagine uma galinha inteiramente preta: plumagem, pele, crista, bico, órgãos internos e até os ossos! Essa é a particularidade da ayam cemani, raça originária da Indonésia, que conquista atenção e altos valores no Brasil.

Provenientes das ilhas de Java e Sumatra, os galos adultos dessa raça pesam de 2 a 2,5 kg, enquanto as fêmeas variam de 1,5 a 2 kg.

A ayam cenami apresenta essa coloração única graças a uma mutação genética chamada de fibromelanose. Essa condição causa uma hiperpigmentação, ou seja, produção de melanina em excesso, em praticamente todos os tecidos da ave.

Valor de mercado no Brasil

Os preços dos exemplares dessa raça variam muito conforme linhagem, pureza e genética da ave. Mas há registros de comercialização de uma ayam cenami adulta por até R$ 30 mil.

Dando uma busca em sites da internet que vendem ovos férteis da raça no Brasil, é possível encontrar preços que variam de cerca de R$ 30 a mais de R$ 100 a unidade.

Foto: Pixabay

Além da aparência singular, a ayam cemani carrega uma aura de exclusividade e exotismo que a torna mais que uma simples ave. O valor elevado a transforma em objeto de desejo para colecionadores ou pessoas que buscam algo fora do convencional.

*Com informações do site Interligados.

Foto: Pixabay



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Genética acelera retomada da ovinocultura e reposiciona o RS no cenário nacional



A ovinocultura, uma tradição histórica no Rio Grande do Sul, volta a ganhar força após décadas de retração. O estado, que já liderou nacionalmente a criação de ovinos até a crise da lã nos anos 1980, agora desponta em uma retomada impulsionada pelo investimento consistente em genética. A estratégia vem elevando a qualidade dos rebanhos, fortalecendo as raças voltadas para carne, lã e até produção de leite.

Uma trajetória de 25 anos na seleção genética

Em Candiota, na Campanha Gaúcha, uma propriedade completa 25 anos dedicados à criação da raça Texel. A família, que migrou da Serra Gaúcha para a pecuária, encontrou no rebanho um novo caminho produtivo. Desde 2000, o foco tem sido investir no que há de mais avançado em genética, adquirindo animais de cabanhas tradicionais e referência na ovinocultura nacional.

O resultado aparece a campo, pois a cabanha acumula 15 títulos e já comercializou reprodutores valorizados em quase R$ 100 mil nos leilões mais seletos do país.

Rio Grande do Sul busca recuperar a liderança nacional

Com mais de 3 milhões de cabeças, o Rio Grande do Sul ocupa hoje a terceira posição no ranking brasileiro de ovinos, ficando atrás de Bahia e Pernambuco. Quase metade do rebanho gaúcho é destinada à produção de carne, segmento que cresce com demanda crescente e oferta qualificada.

A meta, porém, é ambiciosa: voltar a ser líder nacional como na década de 1970. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) conduz ações focadas em assistência técnica, registro genealógico e modernização dos programas de melhoramento genético.

Segundo a entidade, os animais registrados contam com histórico completo e certificação que atestam o avanço fenotípico e genético. O próximo passo é ampliar programas de avaliação e seleção por mérito genético, reforçando a competitividade do rebanho brasileiro.

Lã, carne e leite ampliam oportunidades

O setor de lã vive nova fase com o crescimento da certificação e o olhar atento ao mercado chinês. Na carne, a estratégia é ampliar o consumo nacional mostrando o potencial e o sabor da proteína ovina.

Outro nicho em expansão é o de lácteos de ovelha. Em Bento Gonçalves, uma empresa pioneira trabalha há mais de duas décadas com produtos fabricados a partir do leite da raça Lacaune. Embora o mercado ainda seja pequeno no Brasil, o crescimento é constante. O principal desafio é o preço mais elevado quando comparado ao leite de vaca ou cabra, o que limita a expansão em ritmo mais acelerado.

Mesmo assim, o avanço demonstra que a diversificação dentro da ovinocultura abre caminhos para negócios especializados, produtos premium e maior valorização do produtor.



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Vacinação contra brucelose segue obrigatória em SP e exige atenção dos produtores



A vacinação contra brucelose está em andamento em todo o estado de São Paulo. Desde 1º de julho, fêmeas dos rebanhos bovino e bubalino de três a oito meses devem receber a imunização obrigatória até 31 de dezembro.

Por se tratar de uma vacina viva, a aplicação só pode ser realizada por médico-veterinário cadastrado, que além de garantir a correta execução do procedimento, também emite o atestado de vacinação no sistema oficial.

A Defesa Agropecuária disponibiliza a lista completa de profissionais habilitados em todos os municípios paulistas. A orientação é que o produtor programe a imunização com antecedência para garantir o cumprimento dos prazos sanitários.

Procedimentos e regras no sistema Gedave

Após a aplicação, o veterinário tem até quatro dias para registrar o atestado no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). Esse registro valida oficialmente a vacinação e integra o histórico sanitário de cada propriedade.

Quando há divergência entre o número de animais vacinados e o rebanho declarado no Gedave, o sistema gera automaticamente uma notificação enviada por e-mail ao produtor e ao veterinário responsável.

Nessas situações, o proprietário precisa regularizar os dados para que a declaração seja efetivada, evitando pendências que possam impedir movimentação ou emissão de documentos sanitários.

Identificação dos animais: nova regra substitui marca a fogo

São Paulo adotou o primeiro modelo alternativo de identificação do país, aprovado pelo Ministério da Agricultura, como alternativa à tradicional marcação a fogo. A medida reforça o bem-estar animal e aumenta a segurança tanto do produtor quanto do veterinário.

O sistema utiliza bottons coloridos:

  • Amarelo – identifica animais vacinados com a B19
  • Azul – identifica fêmeas imunizadas com a RB51

Anteriormente, a identificação era feita com numeração a fogo conforme o ano ou com marca em “V”. Se o botton for perdido ou danificado, o produtor deve solicitar uma nova aplicação ao veterinário ou à própria Defesa Agropecuária.

Caso o produtor não consiga adquirir novos bottons, a identificação deverá seguir as regras gerais do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária alerta ainda que o botton só é válido dentro do Estado de São Paulo e não autoriza o trânsito para outros estados, que podem exigir a marcação tradicional.

Atualização de rebanhos: obrigação anual segue até 15 de dezembro

Paralelamente, está em andamento a Campanha de Atualização de Rebanhos, iniciada em 1º de novembro. Após a retirada da vacinação contra a febre aftosa, a atualização cadastral tornou-se uma obrigação anual para todos os produtores paulistas.
A declaração, que deve ser feita até 15 de dezembro, inclui não apenas bovinos, mas também búfalos, equinos, suínos, caprinos, ovinos, aves, peixes, abelhas e até bicho-da-seda.

A falta de atualização pode resultar em bloqueio de movimentação, impedindo a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e gerando sanções administrativas.
O processo pode ser realizado diretamente no sistema Gedave, em unidades físicas da Defesa Agropecuária ou por e-mail, utilizando o formulário oficial disponibilizado pelo órgão estadual.

Compromisso sanitário e impacto no campo

A campanha permanente de vacinação e a atualização obrigatória do rebanho reforçam o compromisso de São Paulo com a sanidade animal, fator decisivo para manter a competitividade do setor pecuário.

Com acesso rápido ao Gedave e apoio técnico de veterinários credenciados, o produtor rural tem as ferramentas necessárias para cumprir as exigências legais e garantir a saúde do seu rebanho.

A Defesa Agropecuária ressalta que seguir corretamente todas as etapas é fundamental para proteger animais, propriedades e toda a cadeia produtiva da carne e do leite.



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Você viu? Ovo de dinossauro carnívoro de 70 milhões de anos é descoberto


Pesquisadores do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados (Lacev–MACN) encontraram fósseis de dinossauros, mamíferos, répteis, peixes e plantas do Período Cretáceo, mas o achado mais surpreendente foi um ovo de dinossauro carnívoro perfeitamente preservado, com cerca de 70 milhões de anos. Esta reportagem foi uma das mais lidas do site do Canal Rural durante a semana.

A descoberta inédita foi feita durante a última expedição em Río Negro, província da Patagônia, na Argentina.

De acordo com os cientistas, o exemplar, associado a fragmentos da casca do ovo indicam a presença de uma ninhada, pode ser o primeiro registro desse tipo na América do Sul. O ovo, semelhante em tamanho a um ovo de ema, possui casca fina e ornamentada, o que sugere que possa pertencer a uma espécie de ave de rapina pré-histórica.

Extremamente raro

Momento da descoberta; ovo de dinossauroMomento da descoberta; ovo de dinossauro
Foto: reprodução/redes sociais

A descoberta foi anunciada ao vivo durante a transmissão da “Expedição Cretácea I”, surpreendendo tanto o público quanto os próprios pesquisadores. Segundo o laboratório, fósseis desse tipo são extremamente raros, já que os ovos são estruturas frágeis e de difícil preservação.

Até então, não havia registros de ninhos de dinossauros carnívoros na América do Sul, e apenas poucos casos semelhantes foram documentados em outras partes do mundo. Os especialistas destacam que ovos e ninhos fossilizados oferecem informações únicas sobre o comportamento dessas espécies, desde o cuidado parental até o modo como construíam seus ninhos.

Para a paleontologia argentina, o achado representa um avanço científico significativo e abre novas possibilidades de pesquisa sobre a história da vida e da reprodução dos dinossauros no continente.



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Ainda restam muitas dúvidas sobre a redução parcial do tarifaço dos EUA, diz Fiemg



A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou em comunicado que considera positiva, mas ainda limitada, a redução parcial das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para a instituição ainda restam dúvidas quanto à medida.

“Embora represente um avanço inicial, persistem dúvidas relevantes entre exportadores mineiros sobre a manutenção da sobretaxa de 40%, o que continua afetando a competitividade de setores como carnes e café, essenciais para a indústria mineira”, afirma a federação.

A instituição afirma ainda que a medida não esclarece integralmente o alcance da revisão tarifária, e que seu impacto prático permanece incerto, sobretudo para produtos em que o Brasil é fornecedor essencial ao mercado americano.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, afirma que “a decisão mostra disposição ao diálogo, porém é necessário avançar mais para remover todas as barreiras adicionais e restabelecer condições adequadas de competitividade para a indústria mineira”.



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Conab atualiza dados e aponta atraso na temporada de soja 25/26; mercado reage na semana



Os preços de soja no mercado brasileiro registraram poucas oscilações nesta semana, que também apresentou uma discreta melhora no ritmo de comercialização. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o cenário foi marcado pela estabilidade nos prêmios de exportação, alta dos contratos futuros em Chicago e dólar em queda frente ao real.

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Mesmo com o avanço em Chicago, a diferença entre as bases de compra e venda continua elevada, limitando a retomada mais firme dos negócios. Produtores seguem retendo a oferta, na expectativa de cotações mais altas, enquanto acompanham o desenvolvimento das lavouras.

Preços de soja no fim da semana

  • No mercado físico, a saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS)
  • Em Cascavel (PR), houve leve alta, de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Em Rondonópolis (MT), a cotação subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço se manteve em R$ 142,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos mais negociados com vencimento em janeiro acumularam valorização de 2,95% na semana, sendo cotados a US$ 11,50 por bushel nesta sexta-feira (14). O fim do shutdown do governo americano reduziu a aversão ao risco no mercado financeiro e impulsionou a demanda por commodities.

A reabertura do governo também retomou a divulgação de dados importantes. Além do relatório de novembro de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará um compilado das vendas diárias realizadas por exportadores privados durante o período de paralisação, além da atualização gradual das vendas semanais.

O mercado acompanha atentamente o comportamento da China, principal compradora internacional de soja, após o acordo com Washington prevendo a aquisição de 12 milhões de toneladas de soja americana. Ainda existem incertezas sobre o cumprimento e o ritmo dessa retomada.

Ajuste da Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção da produção brasileira de soja na safra 2025/26 para 177,601 milhões de toneladas, alta de 3,6% em relação ao ciclo anterior, que registrou 171,48 milhões de toneladas. O número é ligeiramente inferior à estimativa anterior, de 177,638 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o plantio segue dentro da média dos últimos cinco anos, mas com atraso em relação à temporada passada, principalmente em Goiás e Minas Gerais, devido à insuficiência de chuvas para avançar com a semeadura.



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