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Chuvas retornam em parte do Brasil, mas Matopiba sofre com seca persistente



Nos últimos dez dias, as chuvas foram expressivas em grande parte da região Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, com volumes acima da média histórica no período. Segundo a empresa de monitoramento climático, EarthDaily, em contraste, o cenário permanece desfavorável no Matopiba, com seca persistente e chuvas entre 30% e mais de 80% abaixo da média, reforçando o déficit hídrico e atrasos no plantio de soja em algumas áreas.

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Umidade do solo reduzida

Em 5 de outubro, os níveis de umidade do solo estavam reduzidos desde o norte do Paraná até o Matopiba, reflexo da estiagem do início da primavera. Trinta dias depois, em 5 de novembro, observa-se melhora significativa no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e em algumas regiões do Sudeste e Centro-Oeste, impulsionada pelo retorno das chuvas.

Apesar da recuperação parcial, a umidade do solo permanece crítica em amplas áreas do Matopiba e em regiões de Minas Gerais e do Centro-Oeste, onde a ausência de precipitações mantém o solo em condição de estresse hídrico, podendo atrasar o plantio da soja e postergar a semeadura do milho segunda safra, com impactos sobre a produtividade.

Chuvas no Matopiba em outubro

No Matopiba, a precipitação acumulada em outubro foi 62% inferior à média histórica. Mesmo com previsão de chuvas no curto prazo, os volumes seguem abaixo da normalidade, limitando a recuperação das condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Situação em Minas Gerais

Minas Gerais apresenta situação semelhante, com umidade do solo entre os menores dos últimos dez anos. A expectativa é de melhora gradual, mas a umidade deve permanecer abaixo da média, mantendo alerta sobre atrasos no plantio e no estabelecimento inicial das lavouras.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o norte do Mato Grosso do Sul mantém baixa umidade, explicando os baixos valores de NDVI e o atraso no plantio. No Centro-Sul, as condições já são mais favoráveis. Em Mato Grosso, o NDVI indica início de safra mais lento que 2023, mas ligeiramente adiantado em relação a 2024, com um padrão de umidade alinhado a 2024, reforçando a expectativa otimista para a nova safra.

Goiás

Em Goiás, a umidade do solo, antes abaixo da média, melhorou significativamente nos últimos dias. A previsão indica continuidade do aumento da umidade nas próximas semanas, favorecendo o plantio e o estabelecimento inicial da soja, atualmente atrasado em relação ao calendário ideal.

Projeção

Entre 5 e 12 de novembro, a projeção indica aumento da umidade em boa parte da zona da soja, com exceção do Matopiba, onde o estresse hídrico deve permanecer severo, especialmente no oeste da Bahia.



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Cúpula de Líderes da COP30: Lula defende etanol como solução para transição energética



Durante a Sessão Temática sobre Transição Energética, realizada nesta sexta-feira (7), na Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as decisões tomadas pelos países nos próximos anos serão determinantes para o sucesso global na contenção das mudanças climáticas. Segundo ele, o modelo de desenvolvimento baseado em combustíveis fósseis “chegou ao limite” e precisa ser substituído de forma planejada e inclusiva.

Lula destacou que 75% das emissões globais de gases de efeito estufa vêm da produção e do consumo de energia, reforçando que o desafio exige coordenação entre governos, empresas e instituições internacionais. “Não podemos nos omitir ou intimidar diante da magnitude desse dado”, afirmou.

Brasil como exemplo e defesa dos biocombustíveis

O presidente posicionou o Brasil como referência histórica no uso de energia renovável. Ele lembrou que 90% da matriz elétrica brasileira é limpa e citou o pioneirismo no etanol e na adição de biodiesel ao diesel tradicional.

Também defendeu o papel dos biocombustíveis na descarbonização de setores difíceis de eletrificar, como transporte pesado e indústria. Segundo ele, o etanol é uma solução “imediatamente disponível”. Lula criticou ainda pressões internacionais que atrasaram discussões sobre a adoção de combustíveis renováveis no transporte marítimo.

Oportunidade econômica global

Lula afirmou que a transição energética pode gerar emprego, renda e reindustrialização. Ele citou que, em 2023, o setor representou 10% do crescimento do PIB global e empregou 35 milhões de pessoas.

O presidente também chamou atenção para a importância dos minerais críticos,como lítio, níquel e cobre, usados em baterias e sistemas de energia limpa. Para ele, países em desenvolvimento precisam participar de todas as etapas da cadeia de valor, e não apenas da exportação de matéria-prima.

Críticas ao financiamento de combustíveis fósseis

Apesar dos avanços recentes na expansão de renováveis, Lula alertou que 2024 registrou o maior nível de emissões de carbono do setor energético desde 1957. Ele criticou bancos internacionais e governos que continuam incentivando a produção de petróleo, gás e carvão.

Segundo o presidente, gastos globais com armamentos superam o dobro do que é destinado à ação climática, o que, segundo ele, “pavimenta o caminho para o apocalipse climático”.

Combate à pobreza energética

Lula ressaltou que a transição energética precisa considerar desigualdades socioeconômicas. Ele destacou que:

  • 2 bilhões de pessoas não têm acesso a combustíveis adequados para cozinhar;
  • 660 milhões dependem de lamparinas ou geradores a diesel;
  • 200 milhões de crianças estudam em escolas sem eletricidade.

“Sem energia, não há agricultura moderna, hospitais funcionando ou inclusão digital”, afirmou.

Fundo brasileiro para transição energética

O presidente anunciou que o Brasil criará um fundo financiado pela receita do petróleo para apoiar iniciativas de enfrentamento à mudança do clima e promover justiça climática.

Ele defendeu também trocas de dívida por investimentos ambientais e maior acesso dos países do Sul Global a tecnologias limpas e crédito climático.

Três compromissos defendidos pelo Brasil

Ao final do discurso, Lula listou três objetivos que propõe que os países assumam conjuntamente:

  • Triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030, conforme o acordo firmado na COP28.
  • Colocar o combate à pobreza energética no centro das metas climáticas, incluindo acesso à eletricidade e cocção limpa.
  • Quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, conforme o Compromisso de Belém.

“Cabe aos líderes decidir se o século XXI será lembrado como o século da reconstrução inteligente ou da catástrofe climática”, afirmou Lula.



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Conab libera R$ 67 milhões para apoiar comercialização de trigo no RS e no PR



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou nesta sexta-feira (7) a liberação de R$ 67 milhões para incentivar o escoamento de até 250 mil toneladas de trigo da safra 2024/25 nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná. O objetivo é reduzir a pressão sobre os preços e garantir renda aos produtores, diante da cotação atual do cereal abaixo do valor mínimo estabelecido pelo governo federal.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, fez o anúncio em Porto Alegre. Segundo ele, o suporte será aplicado por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). O plano prevê o escoamento de até 148 mil toneladas no Rio Grande do Sul e 102 mil toneladas no Paraná – principais estados produtores do cereal no país.

“Diante da queda nos preços de mercado, a medida assegura renda ao agricultor e contribui para manter a produção nacional. Queremos que o produtor siga plantando trigo, e essa ação ajuda a sustentar o abastecimento interno”, afirmou Pretto.

Como funcionará o apoio

A subvenção será operacionalizada por meio de leilões públicos, preferencialmente utilizando o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), que cobre a diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado. O Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) também poderá ser utilizado, caso necessário. Em ambos os casos, o trigo deverá ser destinado para fora dos estados produtores, com o objetivo de aliviar a oferta regional.

Hoje, no Rio Grande do Sul, a saca de 60 kg do trigo fechou a R$ 58,11, abaixo do preço mínimo de R$ 78,51, diferença que projeta prêmio de aproximadamente R$ 20,40 por saca. No Paraná, o preço ficou em R$ 64,00, ante mínimo de R$ 78,51, indicando prêmio de cerca de R$ 14,51. Os valores podem variar conforme a data dos leilões e o comportamento do mercado.

Os leilões ocorrerão via Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe). Para participar, produtores, cooperativas e empresas precisam estar cadastrados nas Bolsas de Mercadorias credenciadas e regularizados nos cadastros federais exigidos.

Situação da safra

A Conab estima que o Brasil colha 7,7 milhões de toneladas de trigo em 2025, queda de 2,4% em relação ao ano anterior. A retração ocorre, principalmente, pela redução de 19,9% na área plantada.

O Rio Grande do Sul segue como maior produtor do país, com área estimada em 1,16 milhão de hectares e produção projetada em 3,7 milhões de toneladas. A colheita chegou a 40% da área.

No Paraná, a área cultivada caiu 28,1%, para 824 mil hectares. A produção esperada é de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 5,9%, com cerca de 90% da área já colhida.



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Preços da laranja caem no Brasil



Os preços da laranja pagos pelas indústrias no mercado interno caíram, de acordo com os levantamentos do Centro de estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o insituto, a pressão vem da demanda externa mais lenta, associada à maior oferta de fruta para processamento. Assim, a caixa de 40,8 kg, que vinha sendo negociada em torno R$ 50, passou a patamares próximos de R$ 45, na árvore, nesta semana.

Dados do Comex Stat/Mdic divulgados nessa quinta-feira, 6, mostram que, entre julho/25 e outubro/25, as exportações brasileiras de suco de laranja totalizaram 283,2 mil toneladas em equivalente concentrado (66° Brix), redução de 7,1% sobre o mesmo intervalo da temporada anterior.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Exportações de carne de frango têm segundo melhor mês da história



As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram em outubro o segundo melhor resultado mensal da história, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Foram embarcadas 501,3 mil toneladas, um aumento de 8,2% em relação ao mesmo mês de 2024.

No acumulado do ano, entre janeiro e outubro, os embarques somaram 4,378 milhões de toneladas, praticamente igualando o volume do ano passado. O desempenho de outubro reduziu a diferença entre os resultados anuais e levou o setor a revisar as projeções para 2025.

“Com os expressivos embarques do mês, praticamente zeramos a diferença com 2024 e passamos a estimar crescimento para o fechamento de 2025”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Receita e principais destinos

Apesar do aumento no volume, a receita das exportações de outubro caiu 4,3%, totalizando US$ 865,4 milhões. No acumulado do ano, o valor chega a US$ 8,03 bilhões, resultado 1,8% menor que o de 2024.

A África do Sul foi o principal destino da carne de frango brasileira em outubro, com 53,7 mil toneladas, alta de 126,9% em relação ao ano anterior. Na sequência vieram os Emirados Árabes Unidos (40,9 mil t; +32%), Arábia Saudita (36,6 mil t; +66%), Filipinas (34 mil t; +38%) e Japão (29,7 mil t; -25%).

Santin destacou ainda que a retomada das importações pela China deve fortalecer o desempenho das exportações no fim do ano e consolidar o crescimento do setor em 2025.

Estados exportadores

O Paraná manteve a liderança nas exportações, com 205,1 mil toneladas embarcadas em outubro, avanço de 7,9% sobre 2024. Na sequência estão Santa Catarina (111,6 mil t; +5,8%), Rio Grande do Sul (60,9 mil t; +8,8%), São Paulo (32,2 mil t; +12,3%) e Goiás (27,3 mil t; +44,4%).

Com a recuperação da demanda internacional e a volta do mercado chinês, o setor de carne de frango projeta um novo ciclo de crescimento em 2025, sustentado pela competitividade do produto brasileiro.



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Líderes debatem os 10 anos do Acordo de Paris no segundo dia da Cúpula do Clima



A Cúpula do Clima, em Belém, entra nesta sexta-feira (7) no seu segundo e último dia com a retomada dos discursos dos líderes e representantes dos países participantes da COP30 e sessões temáticas sobre transição energética, o Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.

Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países estão em Belém para participar da Cúpula do Clima. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

A Cúpula do Clima antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também em Belém. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

Na prática, a Cúpula do Clima busca dar peso político às negociações que se seguirão pelas próximas duas semanas de COP30.

Programação

A programação desta sexta-feira tem início com a chegada dos líderes à Zona Azul, logo pela manhã. Neste local, é autorizada a entrada de delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada.

Na sequência, haverá uma nova sessão de foto de família, com os líderes participantes do evento. Depois, haverá a retomada dos discursos dos líderes sobre o clima.

Também haverá uma sessão temática sobre a transição energética. O Brasil tem defendido que é urgente acelerar a transição, com justiça climática, para proteger as florestas e também para combater as desigualdades, com um desenvolvimento sustentável e justo para as sociedades.

Além do debate sobre transição energética, haverá uma sessão final, com a participação dos líderes, sobre os 10 anos do Acordo de Paris, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.



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Passagem de ciclone provoca chuva e ventos acima de 100 km/h neste fim de semana; veja onde



O fim de semana será marcado por contrastes no país. Enquanto o avanço de um ciclone extratropical mantém o tempo fechado e com risco de temporais no Sul e também reforça as instabilidades em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, o calor e a baixa umidade do ar continuam predominando no interior do Nordeste.

No Norte, as pancadas de chuva seguem irregulares, com maior intensidade no Amazonas, Acre e Rondônia ao longo dos próximos dias. A condição exige atenção para ventos fortes, volumes elevados de chuva e possíveis transtornos, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e em trechos de São Paulo e Minas Gerais.

Sul

Nesta sexta-feira (7), a formação do ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul espalha instabilidades por todo o estado, com chuva forte, risco de temporais e rajadas de vento que variam de 60 a 90 km/h, podendo superar os 100 km/h no litoral norte gaúcho. Santa Catarina e Paraná também registram pancadas de chuva ao longo do dia, acompanhadas de ventos intensos e possibilidade de alagamentos e queda de energia.

No sábado (8), o sistema se afasta para o oceano, mas ainda mantém chuva no litoral gaúcho, catarinense e paranaense, com rajadas mais fortes especialmente na faixa leste de Santa Catarina. Ao longo da tarde, a chuva perde força e se concentra no litoral.

Já no domingo (9), o tempo volta a ficar mais estável na maior parte da Região Sul, com sol entre nuvens e temperaturas mais agradáveis. Apenas áreas costeiras entre Paraná e Santa Catarina podem ter chuva fraca e isolada.

Sudeste

A sexta-feira (7) segue com pancadas de chuva no litoral e norte de Minas Gerais por causa da frente fria. Entre o fim da tarde e a noite, com o avanço das instabilidades vindas do Sul, a chuva se espalha por São Paulo e parte de Minas, com possibilidade de temporais e rajadas de vento. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, a precipitação deve ser mais fraca e isolada.

No sábado (8), a instabilidade se intensifica entre São Paulo, Triângulo Mineiro, centro-sul de Minas e áreas do Rio de Janeiro, com risco de temporais e acumulados elevados.

E no domingo (9), a chuva diminui em São Paulo e se concentra no norte e litoral do estado, enquanto Minas Gerais, Rio e Espírito Santo ainda registram pancadas moderadas a fortes. As temperaturas ficam mais amenas no leste de Minas e na faixa litorânea.

Centro-Oeste

A sexta-feira (7) começa com pancadas de chuva em Mato Grosso e Goiás, que ganham força à tarde. No Mato Grosso do Sul, a chuva aumenta no fim do dia, especialmente no sul do estado, com rajadas de vento intensas.

O sábado (8) segue instável em Mato Grosso, Goiás e grande parte do Mato Grosso do Sul, com risco de temporais.

No domingo (9), o tempo fica mais firme em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso, enquanto Goiás e parte do interior mato-grossense ainda registram pancadas moderadas a fortes.

Nordeste

A frente fria influencia o oeste e sul da Bahia nesta sexta-feira (7), provocando chuva moderada a forte e risco de temporais. Nas demais áreas, o tempo segue firme, com sol e baixa umidade no interior. No sábado (8), a chuva diminui na Bahia e ocorre de forma mais isolada.

E no domingo (9), as instabilidades voltam a ganhar força no oeste e sul baiano, com possibilidade de temporais, enquanto o restante da região segue quente e seco.

Norte

A sexta-feira (7) tem diminuição das instabilidades no Amazonas e Roraima, com chuvas mais fracas e isoladas. Já o centro-sul do Pará, o leste do Amazonas, Tocantins e Roraima podem registrar pancadas moderadas a fortes.

No sábado (8), as chuvas voltam a aumentar no Acre e em Rondônia, enquanto grande parte do Pará e do Amapá permanece com tempo mais firme.

E no domingo (9), a instabilidade se intensifica novamente no Amazonas, Acre, Rondônia e sudeste do Pará, com risco de temporais isolados. No Amapá e norte do Pará, o tempo continua quente e aberto.

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Quais regiões serão mais impactadas com o La Niña? Inmet e Embrapa respondem



Especialistas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Embrapa projetam que os efeitos do fenômeno La Niña serão moderados, com diferente intensidade nas regiões e municípios do Rio Grande do Sul.

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“É um momento que exige cautela. Não há previsão de frustração, mas também não se visualiza a perspectiva de supersafra”, disse o superintendente do Mapa/RS, José Cleber de Souza.

Segundo o meteorologista Glauber Ferreira, coordenador de Monitoramento e Previsão Climática do Inmet em Brasília, nos próximos três meses, a previsão é que as temperaturas fiquem em torno de meio grau a um grau acima da média.

Por outro lado, as precipitações devem ficar em torno de 50 milímetros abaixo da média mensal. “O cenário indica um La Niña relativamente curto e de fraca a moderada intensidade. No Rio Grande do Sul, os efeitos serão sentidos mais no início do verão”, detalha Ferreira.

O agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, sinaliza que a precaução deve ser maior no Sul, Campanha, Fronteira Oeste e Missões, regiões onde, tradicionalmente, os impactos nos cultivos de verão têm sido maiores em anos de estiagem.

Boas práticas a longo prazo

Segundo Cunha, a melhor forma de prevenir os impactos é fazer a rotação de culturas e a gestão efetiva do manejo dos cultivos, entre outras medidas que podem contribuir para a construção de uma melhor capacidade de enfrentamento a longo prazo.

Contudo, o agrometeorologista da Embrapa Trigo destaca que algumas decisões podem ser tomadas na pré-safra para diluir os riscos, com duas estratégias centrais:

  • Uso de cultivares de ciclos diferentes; e
  • Ampliação do calendário de semeadura, observando o que é preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em escala municipal, conforme o tipo de solo, evitando concentrar todo o plantio no mesmo período.

O chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, chama a atenção para a compactação e o adensamento do solo, que prejudicam a absorção de água.

“O nosso problema econômico é precedido de um problema agronômico. E para nos adaptarmos, existem soluções agronômicas que se chamam boas práticas de manejo e são de conhecimento público”, lembrou Lemainski.

Gradagem leve e integrada

Pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Giovani Theisen sugere que os produtores evitem fazer o preparo convencional do solo, recomendando que se faça uma gradagem leve integrada à subsolagem, uma técnica que consiste em romper camadas compactadas para melhorar a infiltração de água, permitindo que as raízes se aprofundem.

“Produtores que praticam diversificação de cultivos, que usam os 365 dias com plantas cultivadas, que tem solos com teor elevado de matéria orgânica, costumam ter melhores resultados em anos de estiagem”, afirmou Cunha.

Outra orientação é não abrir mão da transferência de riscos na contratação do seguro agrícola, seja público ou privado. “É um ano de cautela com expectativas de rendimentos elevados, principalmente no Rio Grande do Sul”, disse o agrometeorologista.



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CNA defende papel do agro nas soluções climáticas



O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que o ingresso da entidade na Organização Mundial dos Agricultores (OMA) representa um “passo estratégico para os produtores rurais brasileiros”. A declaração foi feita na abertura da COP30 Farmers Summit, realizada nesta quinta-feira (6), na sede da CNA, em Brasília.

O evento, promovido pela OMA — que reúne mais de 80 entidades em 55 países —, debateu o papel da agropecuária nas soluções climáticas, respeitando as diferentes realidades regionais.

“É hora de escutar quem produz”

Para João Martins, o encontro ocorre em um momento decisivo para o futuro do planeta. Enquanto líderes mundiais se reúnem em Belém para a COP30, o Farmers Summit reuniu produtores de diversas nações na capital federal.

“É hora de escutar quem está na linha de frente, quem produz, preserva e alimenta o planeta. A agropecuária brasileira é parte essencial da solução. Produzimos com responsabilidade, ciência e inovação”, afirmou.

O dirigente destacou que o Brasil é referência em tecnologias de baixo carbono, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de pastagens e manejo eficiente dos recursos naturais. Segundo ele, é essencial que o mundo reconheça a singularidade da agricultura tropical e promova políticas e financiamentos adequados, respeitando as condições locais.

“Defendemos o fortalecimento do multilateralismo e um comércio internacional que valorize quem produz com responsabilidade. Será por meio do diálogo entre as nações que construiremos soluções equilibradas”, completou.

Chamado à ação

João Martins encerrou o discurso com um apelo à união global dos produtores. “Este encontro é um chamado à ação. É um convite para que agricultores e pecuaristas de diferentes países unam-se para que suas vozes sejam ouvidas na busca por segurança alimentar e enfrentamento das mudanças climáticas”, disse.

Compromisso global com o agro

O presidente da OMA, Arnold Puech d’Alissac, reforçou os esforços da entidade e dos agricultores do mundo todo em mitigar as mudanças climáticas. Ele citou práticas regenerativas, agroflorestais e o plantio direto como exemplos de ações que transformam o campo em sumidouro de carbono.

“Se queremos atingir nossos objetivos climáticos, o mundo precisa dos agricultores”, afirmou.

Brasil como referência em energia limpa

O diretor-geral adjunto do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Lloyd Day, ressaltou o papel do Brasil como fornecedor global de alimentos e biocombustíveis.

“A agricultura não é o vilão, mas a solução dos problemas climáticos, porque auxilia na redução das emissões de carbono”, afirmou.

Ciência e inovação no centro da transformação

Representando a presidente da Embrapa, Daniel Trento destacou o impacto da ciência e da inovação na agricultura tropical. Segundo ele, o avanço brasileiro foi possível graças ao investimento em pesquisa, crédito e à coragem dos produtores que desbravaram o Cerrado.

“Sem o produtor rural, que aceitou o desafio de produzir em novas fronteiras agrícolas, esse milagre não aconteceria”, observou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, completou que a sustentabilidade é também uma questão de mercado. “Com tecnologias sustentáveis, o Brasil aumentou sua produtividade e precisa ampliar o acesso a mercados para essa produção crescente”, disse.

Com discursos alinhados, o Farmers Summit reforçou o compromisso do agro mundial com a sustentabilidade, destacando o Brasil como exemplo de produção responsável e inovadora que alia ciência, eficiência e preservação ambiental.



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Tanzânia abriu mercado para 14 produtos brasileiros de origem animal



A Tanzânia abriu seu mercado para 14 produtos agropecuários brasileiros, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. O Brasil poderá exportar bovinos vivos para reprodução; embriões bovinos in vivo e in vitro; carne e seus produtos de aves; carne, miúdos e seus produtos de bovinos, de ovinos, de caprinos e de suínos; produtos termicamente processados de bovinos, de ovinos, de caprinos, de suínos e de aves; ovos férteis e pintos de um dia.

“Alcançamos 185 aberturas de mercado para produtos do agronegócio neste ano e 485 desde 2023”, disse Rua a jornalistas nos bastidores do COP30 Farmers’Summit, evento realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Organização Mundial dos Agricultores (WFO) em Brasília.

Para Rua, a Tanzânia é um mercado potencial para as exportações do agronegócio brasileiro, sobretudo pelo tamanho da sua população, com cerca de 67 milhões de habitantes.

“Participaremos em janeiro de uma feira multissetorial da agricultura na Tanzânia para apresentar as aberturas, articular com as entidades e conhecer melhor a realidade local, já que é um mercado novo para o Brasil, mas seguramente um dos principais mercados no continente africano”, avaliou Rua.

A ampliação comercial com a Tanzânia, segundo Rua, integra a estratégia do governo brasileiro de estreitar cooperação técnica e comercial com países da União Africana. “É fruto, inclusive, do diálogo Brasil África que fizemos em maio e agora colhemos uma série de aberturas. Vamos acelerar as aberturas”, acrescentou.

No evento, Rua destacou que o Brasil exporta alimentos com sustentabilidade, complementaridade e qualidade aos parceiros internacionais. “O Brasil é referência em bioinsumos, plantio direto e queremos difundir mais essas práticas que vêm empregando ao longo do ano. A COP30 é uma oportunidade”, observou.

A Associção Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou, em nota, o anúncio feito pelo secretário do Mapa. De acordo com o presidente da entidade, Ricardo Santin, a conquista amplia a presença brasileira em um continente estratégico. “A Tanzânia representa uma nova oportunidade para a proteína animal do Brasil. É um mercado de grande potencial, com população em rápido crescimento e alta dependência de importações”, destacou no texto.



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