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Influencer caminhoneira sofre acidente e tomba carreta em SC


Gabriely Franciscon, de 24 anos, narrou o acidente na BR-116, em Papanduva, em Santa Catarina, nas redes sociais



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Endividamento familiar recorde; o que explica índice e o que pode ser feito


Índice é impulsionado pela alta taxa de juros, pelo crescimento do uso do crédito rotativo, pela pressão do custo de vida e pelo avanço das apostas online (bets) sobre o orçamento doméstico

Drazen Zigic/FreepikCONTAS-CÁLCULOS-DÍVIDAS

O Brasil atingiu, em 2026, o maior índice de endividamento das famílias desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Em abril, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, segundo o levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Esse índice é impulsionado pela alta taxa de juros, pelo crescimento do uso do crédito rotativo, pela pressão do custo de vida e pelo avanço das apostas online (bets) sobre o orçamento doméstico. O aumento do comprometimento da renda das famílias também acendeu um alerta sobre os impactos econômicos e sociais do superendividamento no país.

Diante do cenário, especialistas apontam que o problema vai além do consumo e já afeta diretamente o crescimento econômico, o mercado de trabalho e a capacidade de investimento das famílias brasileiras. Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional discute medidas para ampliar a proteção aos consumidores endividados e fortalecer programas de renegociação, como o Novo Desenrola Brasil, relançado pelo governo federal em maio deste ano (MP 1.355/2026)

Para o senador Flávio Arns (PSB-PR), propostas estruturais são necessárias para impedir que milhões de brasileiros permaneçam presos em ciclos permanentes de inadimplência.

— Em um país com os juros mais altos do mundo, precisamos avançar em mecanismos permanentes de proteção às famílias e em políticas de educação financeira para evitar o efeito bola de neve das dívidas.

Por outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) entende que programas de renegociação de dívidas não reduzem a inadimplência nem enfrentam o problema estrutural do endividamento da população.

— [O primeiro Desenrola] levava em consideração a possibilidade de haver uma troca de dívidas antigas por dívidas novas, com taxas de juros melhoradas. O resultado é que, dois anos após, o calote do que foi renegociado cresceu 15%.

Dívidas e inadimplência

O mês de abril de 2026 registrou um marco crítico para as finanças domésticas no Brasil, atingindo o recorde histórico de 80,9% de famílias endividadas. Este foi o quarto mês consecutivo de alta na série da Peic, superando significativamente os patamares registrados no mesmo período entre 2022, quando a pesquisa passou a fazer o boletim mensal, e 2025.

Embora o número total de endividados tenha crescido, a inadimplência apresentou uma relativa estabilidade na margem, com 29,7% das famílias possuindo contas em atraso, comparado aos 29,1% de abril do ano anterior. No entanto, um dado preocupante é que 12,3% dessas famílias declararam que não terão condições de quitar suas dívidas.

Custo do crédito

O cenário de endividamento recorde registrado no Brasil em abril de 2026 é acompanhado por um custo de crédito elevado. As diferentes modalidades de taxas de juros revelam a profundidade da pressão sobre o orçamento doméstico.

De acordo com os dados do Banco Central, o cartão de crédito rotativo consolida-se como a linha mais dura do mercado, com taxas que podem atingir entre 428% e 440,5% ao ano. O cartão é o principal fator de endividamento para 83,6% das famílias e compromete, sozinho, 54% da renda familiar.

Segundo a economista Catarina Carneiro, da CNC, o peso do cartão de crédito acaba reduzindo diretamente a capacidade de consumo das famílias.

— Essa grande parcela de dívidas acumulada no cartão, a modalidade com a maior taxa de juros do mercado, freia a intenção de consumo para os próximos meses, fazendo com que as famílias analisem com cautela suas condições de arcar com os pagamentos futuros e consumam menos do que fariam com crédito menos custoso — explica.

Outras modalidades de crédito voltadas ao consumo também apresentam patamares alarmantes: o cartão parcelado registra juros de 181,2% ao ano, enquanto o cheque especial e o crédito pessoal não consignado mantêm-se em níveis de aproximadamente 130% e 106,6%, respectivamente. Mesmo a taxa de crédito livre médio para pessoas físicas, que serve como um termômetro geral para o consumidor, situa-se no patamar de 59,4% ao ano.

Para o economista Rodrigo Saraiva Marinho, CEO do Instituto Livre Mercado — organização que acompanha debates sobre economia, crédito e ambiente de negócios —, o problema dos juros elevados começa no próprio desequilíbrio das contas públicas brasileiras.

— Não há como falar sobre esse tema sem falar no nível de endividamento do próprio Estado brasileiro. O Estado é muito endividado e isso faz com que os juros sejam muito altos. O governo não consegue se sustentar com aquilo que arrecada de tributos e precisa de empréstimos para complementar seus gastos – afirma.

Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, os juros e a dívida pública se alimentam mutuamente, tornando a solução do problema cada vez mais inexequível.

— Os juros altos praticados historicamente no país constituem o principal fator de crescimento da dívida pública. O volume acumulado de juros nominais da dívida supera o estoque da dívida liquida do setor público, ou seja, temos uma dívida de juros sobre juros. O Tribunal de Contas da União já demonstrou em audiência pública ao Senado Federal que nenhuma despesa orçamentária classificada como investimentos foi custeada com recursos advindos da venda de títulos da dívida pública. Isso significa que a dívida pública tem servido apenas para financiar os gastos financeiros com a própria divida, principalmente os juros exorbitantes.

Essa estrutura de juros é sustentada por fatores macroeconômicos persistentes, como o endividamento do país e o valor comparativo da moeda com o dólar, e pela a taxa Selic (taxa básica definida pelo Banco Central). Para Marcos Melo, professor do IBMEC Brasília e mestre em finanças, a taxa básica de juros é hoje um dos principais fatores por trás do avanço do endividamento no país.

— A taxa básica Selic no Brasil é de 14,5% ao ano, uma taxa muito alta. Ela é uma referência para todas as outras taxas de juros no Brasil. Quando ela está muito elevada, os bancos passam a emprestar a taxas ainda maiores, o que prejudica diretamente as famílias e empresas.

A referência da Selic eleva o custo do crédito de forma generalizada e coloca o Brasil com a segunda maior taxa real de juros do mundo (9,3%), atrás apenas da Rússia.

Renda comprometida

O comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas apresenta uma trajetória de crescimento consistente, e também atinge recordes em 2026. Essa métrica representa a relação entre os pagamentos esperados para o serviço da dívida e a renda mensal disponível.

Segundo dados do Banco Central, a fatia de renda das famílias que está comprometida com dívidas saltou de aproximadamente 22% em 2019 para 29,7% no fim de 2025. Isso significa que quase um terço do orçamento doméstico já está carimbado para as dívidas antes mesmo de outras despesas básicas serem pagas.

O avanço do comprometimento da renda também afeta diretamente a atividade econômica, especialmente o comércio e os serviços. Com menos renda disponível, as famílias reduzem gastos considerados não essenciais. O professor Marcos Melo avalia que os juros elevados acabam afetando toda a dinâmica econômica do país.

— Além da situação das famílias, a taxa de juros tão alta significa menor oferta de emprego, prejudica a renda do trabalhador e permite uma disfunção no mercado de trabalho — afirma.

Além da pressão dos juros, novos fatores estruturais — como o impacto das apostas online (bets) no consumo e a alta nos custos de vida com alimentação e moradia — têm forçado as famílias, especialmente as de baixa renda, a utilizarem o crédito como complemento salarial. Como resultado, o endividamento total das famílias em relação à renda acumulada atingiu o recorde histórico de 49,9%, sinalizando que metade de tudo o que as famílias recebem e produzem em um ano já está comprometido com dívidas.

Fatores internacionais, como conflitos e oscilações no mercado global, também impactam diretamente preços e consumo no Brasil e podem pressionar ainda mais a economia brasileira e afetar diretamente o orçamento das famílias.

Novo Desenrola

Programas de refinanciamento de dívidas e ações de assistência social são ferramentas para ajudar as pessoas a organizarem suas vidas financeiras quando as contas saem do controle. O principal exemplo atual é o Novo Desenrola Brasil (Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias), lançado em maio de 2026, que funciona como um grande mutirão para que brasileiros, estudantes e até pequenas empresas consigam negociar o que devem com condições facilitadas.

A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória (MP) 1.355/2026, publicada em 4 de maio e já em vigor. A MP criou o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias – Novo Desenrola Brasil, vinculado ao Ministério da Fazenda, com o objetivo de promover a renegociação e regularização de dívidas em atraso junto ao sistema financeiro.

Segundo o senador Flávio Arns, programas como o Novo Desenrola possuem impacto social imediato relevante, especialmente entre as famílias de baixa renda, mas são apenas o começo.

— Seus efeitos ainda são paliativos. São necessárias medidas estruturais de médio e longo prazo, voltadas para geração de emprego, aumento da renda, acesso ao crédito mais barato e educação financeira da população.

O senador Rogério Marinho critica escolhas feitas na formatação do Novo Desenrola.

— O governo nos oferece velhas fórmulas, as mesmas práticas, e nós já sabemos o resultado. Vão usar recursos de saque do FGTS para pagamento de dívidas, ou seja, segregar o recurso para fortalecer o sistema financeiro brasileiro.

Para que o auxílio chegue a quem precisa, o programa foi dividido em diferentes categorias:

  • O Desenrola Famílias é focado em pessoas que ganham até cinco salários mínimos e possuem dívidas atrasadas de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos;
  • O Desenrola Fies ajuda estudantes a regularizarem seus financiamentos educativos, oferecendo descontos que podem chegar a 99% para quem está há muito tempo sem conseguir pagar;
  • Existem também versões específicas para ajudar pequenos negócios e produtores rurais a recuperarem seu crédito.

As vantagens oferecidas por esses programas são pensadas para que o pagamento caiba no bolso do cidadão. Entre os principais benefícios estão:

  • Descontos generosos: As dívidas podem ser reduzidas em até 90% do valor total;
  • Juros mais baixos: O programa define um teto de juros de 1,99% ao mês, taxa muito menor do que a do cartão de crédito rotativo, que pode passar de 400% ao ano;
  • Nome limpo mais rápido: Para dívidas de até R$ 100, o nome do consumidor é retirado dos órgãos de proteção ao crédito (como SPC e Serasa) logo no início do programa;
  • Uso do FGTS: O trabalhador pode usar uma parte do seu saldo do FGTS para ajudar a pagar a dívida negociada.

Além de facilitar o pagamento, esses programas também trazem medidas de proteção social. Uma regra importante de 2026 é que quem participar da renegociação terá o seu CPF bloqueado para realizar apostas online (bets) por 12 meses. O objetivo é garantir que o dinheiro economizado com o desconto da dívida seja usado para o bem-estar da família e não gasto em atividades de alto risco.

A MP do Novo Desenrola tem previsão de duração de 90 dias, e ainda precisa ser analisada e aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional para se tornar lei definitiva.

Peso das bets

O cenário de recorde histórico no endividamento das famílias brasileiras é sustentado por uma combinação de fatores macroeconômicos persistentes e novas causas estruturais. No centro desse problema está a manutenção da taxa Selic em patamares elevados, recentemente ajustada para 14,5% a 14,75% ao ano, o que encarece o crédito de forma generalizada. Para o professor Marcos Melo, do IBMEC, a redução sustentável dos juros depende diretamente do equilíbrio fiscal do país.

— É preciso um trabalho muito grande de maior responsabilidade fiscal, gastar menos e gastar melhor, para que num futuro mais adiante seja possível diminuir a taxa básica de juros. Só assim os problemas relacionados ao endividamento das famílias, das empresas e do crescimento do país acabam sendo resolvidos ao longo do tempo — avalia.

Esse custo elevado do dinheiro se agrava pela alta concentração bancária, que permite aos cinco maiores bancos do país manterem um spread bancário de 34,6 pontos percentuais. O spread representa a diferença entre o custo que os bancos pagam para captar dinheiro e os juros cobrados dos clientes nos empréstimos. Esse valor é drasticamente superior à média global de 6 p.p., calculada pelo Banco Mundial.

Como reflexo direto dessas taxas, o uso do cartão de crédito cria uma “bola de neve” financeira que atinge severamente as famílias de baixa renda (até 3 salários mínimos), que muitas vezes recorrem ao crédito para cobrir despesas como alimentação, saúde e moradia.

Somando-se aos fatores tradicionais, as apostas online (bets) surgiram como uma nova e relevante causa estrutural entre 2024 e 2025, passando a ser o principal fator associado ao endividamento em certas faixas da população e superando o impacto do acesso ao crédito comum. De acordo com a economista Catarina Carneiro, da CNC, embora os juros altos continuem sendo o principal fator de inadimplência, as apostas passaram a agravar significativamente o problema.

— As apostas online deixaram de ser um gasto de entretenimento residual e passaram a atuar como um dreno severo na restrição orçamentária das famílias brasileiras, afetando de forma desproporcional as classes de menor renda.

Um estudo econométrico realizado pela CNC estima que, desde a regulamentação das plataformas em 2023, cerca de R$ 30 bilhões por mês deixaram de circular no consumo tradicional para abastecer sites de apostas.

Propostas do Senado

Para tentar mitigar esse ciclo, tramitam no Poder Legislativo propostas como o PL 2.944/2022, que trata do superendividamento de consumidores. O projeto redefine o chamado “mínimo existencial”, que é a quantia que não pode ser comprometida na renegociação de dívidas e na concessão de crédito. Atualmente, um decreto estabelece o mínimo existencial no valor de 25% do salário mínimo.

Autor do projeto, o ex-senador Mecias de Jesus (RR), argumenta que o crescimento do endividamento das famílias brasileiras exige mecanismos capazes de impedir que consumidores comprometam recursos indispensáveis à própria sobrevivência para conseguir quitar dívidas bancárias. Para ele, um valor fixo — e tão reduzido  — não atende a esse objetivo.

“O valor estabelecido foi considerado por especialistas em direito do consumidor muito baixo para o pagamento de despesas básicas, o que compromete a efetividade da lei e as condições de sobrevivência dos brasileiros superendividados. O conceito não deveria se basear em um critério fixo, mas sim em um índice de comprometimento de renda a ser aplicado caso a caso. Esse modelo levaria em conta a realidade de cada consumidor individualmente”, escreveu Mecias na justificativa para o projeto.

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e aguarda decisão final na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC).

Para o senador Flávio Arns, que participou da aprovação do texto na CAS, a proposta é necessária diante do avanço do superendividamento no país. O senador também defende o fortalecimento de políticas públicas de educação financeira como forma de prevenção ao descontrole das finanças pessoais.

— O Congresso discute políticas de educação financeira, inclusive projetos para torná-la obrigatória na educação básica e também no ensino superior. A lógica dessas propostas é preventiva: formar hábitos de consumo, poupança e uso do crédito antes que o endividamento se torne estrutural.

Outra iniciativa é o PL 2.356, de 2024, do senador Jayme Campos (União-MT), que incorpora a educação financeira ao currículo de todos os níveis da educação básica. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e está na Comissão de Educação (CE).

“A escola não cumprirá sua missão civilizadora se for incapaz de formar cidadãos preparados para se inserir na vida produtiva de forma empreendedora e com competências financeiras”, argumenta ele na justificativa.





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MEI: prazo para declaração acaba domingo. O que ocorre se não enviar?


O prazo para a declaração dos Microempreendedores Individuais tem dois dias a mais neste ano do que para pessoas físicas



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Israel lança novos bombardeios no sul do Líbano e avança tropas 


AFPFumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu a vila de Burj el-Shmali, no sul do Líbano, no dia 19 de maio de 2026
Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu a vila de Burj el-Shmali, no sul do Líbano, no dia 19 de maio de 2026

Israel voltou a bombardear o sul do Líbano neste sábado (30), e seu exército segue avançando em profundidade no território libanês, apesar de um cessar-fogo teoricamente em vigor e das conversas mantidas em Washington.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou a “perigosa e sem precedentes escalada” de Israel, que ele acusou de aplicar “uma política de terra arrasada e de punição coletiva”.

No entanto, defendeu a decisão das autoridades de iniciar negociações com Israel — às quais o grupo pró-iraniano Hezbollah se opõe — afirmando que se trata do “caminho menos custoso” para o país.

Nos últimos dias, Israel intensificou suas operações aéreas e terrestres no Líbano, onde afirma que seu objetivo é o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.

O exército israelense ordenou na manhã deste sábado a evacuação de uma dúzia de povoados do sul antes de lançar ataques, apesar de teoricamente vigorar desde 17 de abril um cessar-fogo que não tem sido respeitado.

O exército libanês informou que um ataque israelense com drone “direcionado” atingiu um veículo militar perto da cidade de Nabatiyeh (sul) e feriu gravemente dois de seus soldados.

Também foram registrados disparos de artilharia perto da fortaleza medieval de Beaufort, depois que o ministro da Cultura advertiu na véspera sobre o “grave perigo” que as ofensivas israelenses representam para o patrimônio histórico.

Ataque a Israel

O Hezbollah afirmou que lançou neste sábado múltiplos ataques contra o norte de Israel e que também enfrentou soldados israelenses no sul do Líbano.

O grupo pró-iraniano declarou em um comunicado que estava combatendo forças israelenses nos arredores das localidades de Zawtar al-Sharqiya, Yohmor al-Shaqif e Dibbine. Acrescentou que as tropas “ainda não haviam conseguido assumir o controle” dessas áreas.

O exército israelense informou à AFP que mais de 25 projéteis foram lançados do Líbano em direção a Israel neste sábado. As sirenes de alerta aéreo soaram nas cidades do norte de Karmiel e Safed pela primeira vez desde o cessar-fogo, segundo o exército.

Os bombardeios israelenses de sexta-feira (29) contra cerca de trinta localidades deixaram 11 mortos na região de Tiro, entre eles um socorrista, e oito feridos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.

Cessar-fogo

Israel declarou esta semana que considera grande parte do sul do Líbano como uma “zona de combate“, e Netanyahu afirmou na sexta-feira que seu exército havia “cruzado o Litani”, um rio situado a cerca de 30 km da fronteira.

Nesse cenário de hostilidades incessantes, Líbano e Israel iniciaram negociações em abril, sob os auspícios dos Estados Unidos, para alcançar um acordo de segurança. O Hezbollah, cujo desarmamento Israel exige do governo libanês, opõe-se frontalmente a qualquer pacto.

Em Washington, autoridades militares israelenses e libanesas mantiveram na sexta-feira uma reunião classificada como “construtiva” pelo Pentágono.

Esses contatos têm como contexto mais amplo as conversas entre Estados Unidos e Irã, nas quais se busca incluir a frente libanesa em um acordo que ponha fim à guerra no Oriente Médio.

Segundo o número dois do Pentágono, Elbridge Colby, as discussões servirão “de base para a parte política”, em referência às negociações previstas para os dias 2 e 3 de junho em Washington.

O presidente libanês, Joseph Aoun, disse ao chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, que um cessar-fogo é “um primeiro passo essencial” para qualquer avanço nas negociações.

Na sexta-feira, centenas de pessoas se reuniram nos bairros da cidade velha de Tiro, uma pequena área que ficou à margem das ordens de evacuação israelenses. Muitos dormem em seus carros ou em tendas, segundo os correspondentes da AFP.

“Colocamos colchões no chão para dormir”, conta Karam Amin, que dorme com sua família de sete pessoas em sua loja de roupas no bairro cristão. Desde o início da guerra, os bombardeios causaram 3.371 mortes e mais de um milhão de deslocados no Líbano, segundo as autoridades.

Somente na última semana, 15 crianças morreram e 62 ficaram feridas, segundo o Unicef.





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Operação na Praia do Francês mata maior assaltante de bancos do país


O assaltante Paulo Donizeti ocupava o topo da lista nacional de foragidos e era procurado por crimes em diversos estados do país



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Governo prorroga redução de PIS/Cofins sobre querosene de aviação


Medida inclui contribuições sobre biodiesel

Divulgação/LufthansaLufthansa
O governo federal prorrogou até 31 de julho de 2026 a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação (QAV)

O governo federal prorrogou até 31 de julho de 2026 a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação (QAV). A medida foi oficializada por meio do Decreto n.º 12.991, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira, (29).

O decreto altera o Decreto n.º 5.059/2004 e mantém, entre 8 de abril e 31 de julho deste ano, a redução de 0,99987 para as contribuições federais sobre o QAV. Na prática, a medida preserva uma tributação residual sobre o combustível utilizado pelas companhias aéreas.

A norma também estende até 31 de julho a redução das contribuições sobre o biodiesel. Nesse caso, o coeficiente de redução permanece fixado em 1, o que equivale à alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins.

As desonerações haviam sido implementadas em abril, em meio ao pacote anunciado pelo governo para mitigar os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis e sobre a inflação. Pelas regras vigentes até então, os benefícios expirariam no fim de maio.

O novo decreto ainda revoga dispositivos de normas editadas em abril que haviam instituído as reduções temporárias, consolidando as regras agora válidas até o fim de julho. Segundo o governo, a medida busca reduzir custos na cadeia de combustíveis e no transporte aéreo, em um contexto de volatilidade dos preços internacionais de energia.





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Ultrapassagem termina em acidente com morte em Joinville (SC)


Motociclista de 19 anos morreu ao bater em carro que fazia manobra na rodovia



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Avião cai em área residencial e piloto morre no Rio de Janeiro


Destroços da aeronave ficaram espalhados entre imóveis

Divulgação / XUm avião de pequeno porte caiu na manhã deste sábado (30) em uma área residencial de Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense.
Um avião de pequeno porte caiu na manhã deste sábado (30) em uma área residencial de Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense.

Um avião de pequeno porte caiu na manhã deste sábado (30) em uma área residencial de Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. O piloto, de 69 anos, única vítima da ocorrência, morreu no local.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), equipes do quartel de Queimados foram acionadas para atender à ocorrência na Rua Irmãos Moreira, nº 112, na Vila Bandeirantes, região próxima ao campo de aviação de Nova Iguaçu. A corporação informou que o chamado foi registrado às 9h45 e que a vítima já foi encontrada sem vida quando os agentes chegaram ao local.

Apesar de a aeronave ter caído em uma área residencial, os bombeiros informaram que o avião não atingiu nenhuma residência. A queda aconteceu no fundo da casa, e também não há registro de outras vítimas fatais. O corpo do piloto foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Nova Iguaçu às 13h15.

Até a publicação desta reportagem, não havia informações oficiais sobre pessoas feridas. Procurada pela reportagem, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, por meio do 52.º Distrito Policial, não atendeu às tentativas de contato.

Imagens divulgadas pelos bombeiros mostram os destroços da aeronave espalhados em um terreno entre imóveis da região. Até a publicação desta reportagem, ainda não havia confirmação sobre o local exato de origem da aeronave nem sobre seu destino.

Segundo os bombeiros, a área permaneceu isolada para a realização dos procedimentos periciais. As circunstâncias da queda ainda serão investigadas pelas autoridades. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as causas do acidente.





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Homem mata irmão a facadas para defender a mãe em GO


Segundo a PM, irmão teria chegado em casa sob efeito de drogas e passou a ameaçar a própria mãe. Ele já tinha outros episódios de violência



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EUA ameaça retomar guerra com o Irã em meio a negociações estagnadas


Trump exige que estoques de urânio enriquecido sejam destruídos.

KHAMENEI.IR / AFP e DOUG MILLS / POOL / AFPeua x ira
Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Os Estados Unidos asseguraram neste sábado (30) que têm os meios para retomar a guerra contra o Irã, após insistirem que qualquer acordo de paz só será possível se suas “linhas vermelhas” forem respeitadas.

Teerã e Washington estão há semanas envolvidos em negociações indiretas com o objetivo de pôr fim de forma duradoura à guerra no Oriente Médio, mas o desfecho é incerto, especialmente após os confrontos desta semana, os mais graves desde a entrada em vigor de uma trégua em 8 de abril.

Fontes em Washington mencionaram na quinta-feira uma estrutura de acordo com uma prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, mas as negociações continuam emperradas.

“O Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares”, escreveu na sexta-feira o presidente Donald Trump em sua rede Truth Social. Ele também exigiu que os estoques de urânio altamente enriquecido da república islâmica sejam “DESTRUÍDOS“.

Estados Unidos e Israel, cujo ataque conjunto de 28 de fevereiro contra o Irã desencadeou a guerra, acusam Teerã de querer obter a arma atômica, algo que o país nega. O Irã insiste em tratar da questão nuclear após a assinatura do protocolo de acordo atualmente em discussão.

Teerã também pede o desbloqueio de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados pelos Estados Unidos. A emissora estatal Irib iraniana afirmou neste sábado que um esboço “não oficial” do memorando de entendimento com os Estados Unidos incluía a liberação de 12 bilhões de dólares (R$ 60,7 bilhões) em ativos congelados.

A Casa Branca havia rejeitado anteriormente tais alegações, qualificando-as como uma “invenção”.

Abertura de Ormuz

Outro ponto de atrito é o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o comércio mundial de hidrocarbonetos, que o Irã mantém praticamente bloqueada desde o início da guerra. “Deve ser aberto imediatamente“, e Teerã deve se comprometer a desminá-lo, afirmou Trump na sexta-feira, enquanto seu governo impõe, por sua vez, um bloqueio aos portos iranianos.

Segundo marinheiros iranianos citados pela agência de notícias Tasnim, os Estados Unidos ainda impedem a circulação de navios comerciais iranianos. Um funcionário da Casa Branca declarou à AFP na sexta-feira que “o presidente Trump só fará um acordo que seja bom para os Estados Unidos e respeite suas linhas vermelhas”.

Em resposta a Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, indicou que “as trocas de mensagens continuam” com os Estados Unidos. Ele também defendeu “a situação especial” do Estreito de Ormuz, por estar localizado em águas territoriais do Irã e de Omã. Por esse motivo, o parlamentar iraniano Alireza Salimi declarou à agência de notícias Isna que apenas Irã e Omã estão “habilitados a decidir” sobre sua gestão.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, advertiu neste sábado que seu país é “mais do que capaz” de retomar as hostilidades contra o Irã “se isso for necessário”. “Nossas reservas são mais do que adequadas para isso, tanto lá quanto em todo o mundo, devido à forma como equilibramos munição de alta precisão e munição mais abundante“, declarou durante um fórum em Singapura.

Frente no Líbano

O chefe da diplomacia turca, Hakan Fidan, considerou, por sua vez, em uma entrevista publicada neste sábado pelo jornal japonês Nikkei, que um acordo estava “mais próximo do que nunca”. Diante do “imenso impacto internacional (…)” do bloqueio do Estreito de Ormuz, a solução dessa questão é “prioritária em relação aos temas nucleares“, afirmou.

A guerra causou milhares de mortes e abala a economia mundial ao elevar os preços do petróleo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) alertaram na sexta-feira para o risco de escassez de petróleo.

Entre suas exigências a Washington, o Irã também reivindica o fim dos combates no Líbano, onde, desde 2 de março, se enfrentam seu aliado, o movimento islamista xiita Hezbollah, e Israel.

Israel voltou a bombardear neste sábado o sul do Líbano, e seu exército continua avançando em território libanês, apesar de um cessar-fogo teoricamente em vigor desde 17 de abril e das conversas realizadas na véspera em Washington.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou a “perigosa e sem precedentes escalada” de Israel, que acusou de aplicar “uma política de terra arrasada e de punição coletiva”. No entanto, defendeu a decisão das autoridades de iniciar negociações com Israel — às quais o grupo pró-iraniano Hezbollah se opõe — afirmando que se trata do “caminho menos custoso” para o país.

Autoridades militares dos dois países reuniram-se na sexta-feira em Washington, como prelúdio, segundo o Pentágono, para uma nova rodada de negociações, nos dias 2 e 3 de junho, com vistas a um acordo de segurança.

Segundo o último balanço oficial, os ataques israelenses causaram a morte de 3.371 pessoas no Líbano desde o início da guerra.





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