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Demanda por proteína e wellness impulsiona crescimento de Nutrição na ADM

A busca dos consumidores por alimentos com maior teor de proteína, ingredientes associados à saúde e bem-estar (mercado wellness) e formulações com menos aditivos artificiais deve sustentar o crescimento da divisão de Nutrição da ADM nos próximos anos, segundo Ian Pinner, presidente global do segmento.

Durante webcast promovido pelo banco Barclays, o executivo afirmou que essas transformações vêm ampliando o mercado potencial da companhia, especialmente em áreas como proteínas vegetais, ingredientes funcionais e corantes naturais.

A divisão de Nutrição da ADM registra receitas anuais de aproximadamente US$ 7,5 bilhões e está exposta a um mercado endereçável de cerca de US$ 34 bilhões na frente de nutrição humana.

“Se pensamos nas tendências atuais, elas passam por estilo de vida, ciência, funcionalidade e inovação. E a demanda por proteína provavelmente está apenas começando”, disse Pinner.

Entre os principais vetores de crescimento apontados pela empresa está o aumento da demanda por proteínas. Segundo o executivo, o mercado potencial da ADM nessa categoria supera US$ 5 bilhões, com destaque para proteínas de soja e ervilha.

“Hoje é difícil abrir uma publicação sem encontrar alguma discussão sobre a demanda por proteína”, afirmou. 

Pinner classificou o segmento como “a história nutricional da década” e afirmou que a procura por produtos enriquecidos tem levado fabricantes a reformular itens já existentes e lançar novas linhas focadas em proteína.

Além da demanda dos consumidores, a ADM vê um impulso adicional em períodos de preços elevados de carnes e laticínios, quando proteínas vegetais passam a ser consideradas alternativas competitivas pelos fabricantes.

Corantes alimentícios

Outra mudança estrutural observada pela companhia ocorre no mercado americano de corantes alimentícios, já que o país anunciou, em abril, a intenção de proibir o uso de pigmentos à base de petróleo. A combinação entre consumidores mais atentos à composição dos produtos e iniciativas regulatórias voltadas à redução de ingredientes artificiais tem acelerado a busca por soluções naturais, segundo o executivo.

“Quando essas duas forças se encontram, normalmente não se vê um crescimento lento”, afirmou.

A ADM estima que a migração para corantes naturais representa uma oportunidade de receita de aproximadamente US$ 900 milhões nos Estados Unidos, com potencial de gerar entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões em lucro operacional ao longo do processo de conversão.

Wellness

A tendência de consumo ligada à saúde e bem-estar também tem impulsionado o negócio de ingredientes funcionais da companhia. A área, que reúne prebióticos, probióticos e pós-bióticos, é atualmente a que mais cresce dentro da divisão de nutrição humana da ADM.

Segundo Pinner, o mercado endereçável para probióticos e pós-bióticos é estimado em cerca de US$ 3 bilhões. A empresa aposta especialmente nos pós-bióticos, cuja estabilidade térmica amplia o potencial de aplicação em bebidas, alimentos, produtos para animais de estimação e nutrição animal.

“Estamos apenas no início de uma jornada de crescimento muito longa para o negócio de Health & Wellness [saúde e bem-estar]”, disse. Além do mercado de suplementos, a companhia vê oportunidades em bebidas funcionais, alimentos, pet food e nutrição animal.

Reorganização

Ao mesmo tempo em que busca capturar essas tendências de mercado, a ADM trabalha para recuperar rentabilidade em áreas que enfrentaram dificuldades operacionais nos últimos anos, além de buscar navegar o momento de águas turbulentas. 

Segundo Pinner, o negócio de Nutrição dá um bom impulso à companhia em 2026, mas fatores como inflação, taxas de juros, e o comportamento dos consumidores e dos clientes estão no radar, disse.

O executivo destacou a retomada da unidade de Decatur, Illinois, nos Estados Unidos, que havia reduzido a capacidade de atendimento a clientes e afetado os resultados da divisão de ingredientes especiais. Segundo ele, o impacto negativo representava entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões por trimestre em custos de oportunidade.

De acordo com a companhia, a normalização das operações já começa a aparecer nos resultados financeiros e deve reforçar o crescimento do negócio de ingredientes especiais, que inclui texturizantes, emulsificantes, grãos e proteínas.

Na nutrição animal, a estratégia tem sido concentrar recursos em segmentos de maior crescimento e rentabilidade. A empresa criou uma joint venture com a Alltech no mercado norte-americano de rações e vem reduzindo exposição a operações consideradas menos rentáveis.

Questionado sobre novas aquisições, Pinner disse que a ADM continua avaliando oportunidades, mas indicou que a prioridade atual é ampliar os retornos dos ativos incorporados ao portfólio ao longo da última década. “Estamos muito focados em nosso plano de crescimento orgânico”, afirmou.

Para a divisão de nutrição humana, a expectativa da companhia é de crescimento anual de receita em ritmo médio de um dígito simples, acompanhado por expansão de margens, apoiada na combinação entre inovação, ganhos operacionais e exposição a tendências de consumo consideradas estruturais.

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Governo suspende vacina contra a dengue do Butantan


A medida foi adotada enquanto as autoridades sanitárias investigam a possível relação entre os eventos e a aplicação da vacina



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Brasil faz ofensiva para reverter veto da UE à carne brasileira | Blogs | CNN Brasil

O governo intensificou as negociações com a União Europeia para tentar reverter a decisão do bloco de vetar a importação da carne brasileira ao mercado europeu a partir de setembro.

Nesta sexta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira conversou sobre o assunto com o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, em Paris.

Segundo interlocutores, a conversa ocorreu à margem das reuniões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A CNN apurou que Mauro Vieira reforçou a necessidade de que a comunicação entre as partes seja mais fluida e previsível durante a fase de implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A medida anunciada pela Comissão Europeia está relacionada às novas regras do bloco para controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Segundo a UE, o Brasil não apresentou garantias suficientes para atender às exigências.

Para integrantes do governo, neste momento, o mais importante, foi registrar a posição brasileira junto às autoridades europeias.

Nos bastidores, auxiliares de Lula afirmam que a formalização anunciada pela União Europeia, nesta sexta, tem caráter essencialmente burocrático. O Itamaraty trabalha com o mês de setembro como prazo definitivo para que a medida entre em vigor e pretende manter a negociação em curso até o período.

Em nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que capitaneiam as discussões, o governo brasileiro classificou a decisão como injustificada.

Segundo o comunicado, as exportações brasileiras de produtos de origem animal para o bloco europeu ocorrem normalmente e não há impactos imediatos sobre o fluxo comercial.

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Janja rebate Malafaia sobre encontro com evangélicas: “Insignificante”


No ano passado, o pastor Silas Malafaia criticou a aproximação da primeira-dama com mulheres evangélicas



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Senado deve iniciar discussões sobre fim da escala 6×1 nesta semana

A proposta do fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A expectativa é que o tema seja discutido entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião prevista para terça-feira (9).

O texto aprovado na Câmara dos Deputados chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda não teve um despacho de Alcolumbre. Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não irá direto ao plenário e deve passar pela análise em comissão. A intenção é alinhar o trâmite da matéria no encontro com os chefes de bancada nesta semana.

Considerada um ativo eleitoral, a PEC foi aprovada na Câmara na última semana de maio. O governo considera a pauta prioritária e defende uma aprovação rápida. Alcolumbre, no entanto, já sinalizou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto. Ele afirmou que o texto será analisado “sem pressa”.

O presidente do Senado vive momento de relação tensionada com o Planalto, desgastada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1.

Como a CNN mostrou, no entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.

A PEC que recebeu o aval dos deputados define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários.

A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda.

Na prática, a proposta mira garantir o fim da escala 6×1 com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação do texto. Conforme a matéria, o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”.

O texto teve o apoio do governo e foi articulado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Setores produtivos, no entanto, criticam a proposta e avaliam haver risco de impactos econômicos com o aumento de custos de produção e serviços.

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PIS/Pasep: dinheiro pode demorar até 2 dias para cair em mês de 2026


Faltam três datas para o pagamento do abono salarial em 2026. Em uma delas, o trabalhador terá que esperar para poder sacar, saiba o motivo



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Spreads de CRAs voltam às máximas históricas: é hora de investir?

Os spreads de crédito dos CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) voltaram aos maiores níveis históricos em 2026, devido ao aumento da percepção de risco no setor agropecuário e a cautela maior dos investidores diante do cenário macroeconômico atual. 

Na prática, o spread representa o retorno adicional que o investidor recebe para aplicar em títulos privados em vez de investir em papéis do governo, considerados mais seguros.

Quanto maior o spread, maior é o prêmio exigido pelo mercado para compensar o risco da operação.

Segundo Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, os spreads dos CRAs chegaram a operar próximos de 0,8% em julho de 2025, mas avançaram para cerca de 1,68% em maio de 2026.

“O que vimos recentemente foi um ajuste muito forte dos spreads, que estavam nas mínimas históricas mesmo em um cenário de risco elevado. Agora o mercado voltou a precificar os CRAs de forma mais alinhada ao risco atual”, afirma.

O movimento lembra o cenário observado em 2023, quando eventos de crédito elevaram a percepção de risco no mercado privado após casos como Lojas Americanas e Light.

Desta vez, a pressão veio principalmente do setor agropecuário, especialmente após a recuperação extrajudicial da Raízen, que afetou títulos ligados ao segmento, avalia Marilia.

Além dos eventos de crédito, o ambiente de juros elevados também contribui para aumentar a preocupação dos investidores. 

“O setor enfrenta várias instabilidades, desde fertilizantes e custos de insumos até commodities agrícolas que ficaram muito tempo com preços baixos. Além do risco climático ligado ao El Niño, que pode prejudicar ainda mais o agro”, destaca.

Por isso, a apresentadora avalia que o momento ainda exige cautela.

“Não vejo ainda como uma mega oportunidade. Vejo mais como um mercado que passou a precificar de forma mais justa os níveis de risco atuais”, observa.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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MA: acusada de matar crianças com ovo de Páscoa envenenado vai a júri


Jordélia Barbosa será levada a júri popular no dia 22 de junho, segundo informações do MPMA, em Imperatriz, região sudoeste do Maranhão



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Concessão de crédito rural cai 17% em 2025, para R$ 179 bilhões

As concessões de crédito rural e agroindustrial destinadas a produtores rurais pessoas físicas totalizaram R$ 179 bilhões em 2025, segundo dados divulgados pela Serasa Experian. Na comparação com 2024, o montante concedido apresentou retração de 17%, o equivalente a aproximadamente R$ 36,8 bilhões a menos disponibilizados ao setor. A análise trimestral também indicou redução nos volumes concedidos ao longo do ano.

“Observamos a permanência de um ambiente mais criterioso na concessão de crédito ao longo de 2025, com instituições financeiras priorizando análises mais robustas, maiores garantias e menor apetite ao risco. Esse movimento ajuda a explicar a desaceleração no volume concedido em relação ao ano anterior, mas também reflete a resiliência do mercado, com decisões mais sustentáveis no médio e longo prazo”, de acordo com o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

Apesar da redução no volume financeiro, o número de contratos registrou crescimento. Em 2024, foram firmados 1,44 milhão de contratos, número que passou para 1,46 milhão em 2025, alta de 0,9%.

Com o aumento da quantidade de operações e a redução do valor total concedido, o ticket médio dos contratos recuou de aproximadamente R$ 150 mil em 2024 para R$ 123 mil em 2025, uma queda de 17,8%.

O levantamento foi realizado com base em cerca de 3 milhões de produtores que contrataram financiamento rural ou agroindustrial e autorizam o uso de informações do Cadastro Positivo.

Destaques regionais

No último trimestre de 2025, a região Centro-Oeste apresentou os maiores valores por contrato, com média de R$ 396 mil, além do maior ticket médio por CPF, que alcançou R$ 491 mil.

A região Sul liderou em volume financeiro concedido no período, somando R$ 12 bilhões. Já o Nordeste registrou o maior número de CPFs com contratos ativos, totalizando 123 mil produtores, além de concentrar o maior número de novas operações, com 129 mil contratos.

Entre os estados, Minas Gerais liderou o ranking de registros em linhas de crédito rural e agroindustrial ao longo de 2025. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

Análise de crédito com IA

Segundo a Serasa Experian, a Inteligência Artificial vem sendo incorporada em diferentes etapas da cadeia do agronegócio, incluindo processos de análise de crédito.

Um dos exemplos citados pela empresa é o Agro Score, ferramenta baseada em técnicas de Machine Learning que cruza diferentes bases de dados para identificar padrões de comportamento financeiro dos produtores rurais. A solução é utilizada para apoiar instituições financeiras na avaliação de risco e na oferta de crédito.

No último trimestre de 2025, a média nacional do Agro Score entre produtores rurais pessoas físicas foi de 600 pontos. De acordo com a metodologia da empresa, essa pontuação corresponde a um perfil considerado positivo.

Regionalmente, a maior média foi registrada na região Sul, com 715 pontos. Já o Norte Agro apresentou média de 475 pontos.

Ainda segundo a Serasa Experian, modelos preditivos baseados em Inteligência Artificial também têm sido utilizados para ampliar o acesso a produtos financeiros entre diferentes perfis de produtores, incluindo aqueles sem registro rural formal.

A empresa informou ainda que desenvolve iniciativas envolvendo análise de imagens de satélite e projetos-piloto com Inteligência Artificial Generativa voltados à criação de novas soluções para o setor.

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Sucuri gigante é flagrada às margens do Rio Paraná


Nas imagens, a cobra aparece descansando calmamente na margem do rio, sem demonstrar qualquer sinal de agitação



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