Categorias
agro destaque_home

Cargill retomará produção de carne bovina nos EUA após acordo trabalhista

A Cargill retomará a produção de carne bovina em sua unidade de Fort Morgan, no Colorado, nos Estados Unidos, após trabalhadores sindicalizados aprovarem uma nova proposta trabalhista da companhia e encerrarem uma disputa que mantinha os abates paralisados desde abril, segundo informações apuradas pela Reuters.

Os funcionários devem retornar ao trabalho a partir de 24 de agosto, enquanto a retomada dos abates está prevista para 7 de setembro. Cerca de 1,7 mil trabalhadores estavam sem receber desde maio, após a empresa suspender as atividades da unidade durante as negociações salariais.

A maioria dos empregados aprovou o novo contrato, com duração de cinco anos. O acordo prevê aumento de US$ 1,40 por hora no salário-base durante o primeiro ano. Uma proposta anterior havia sido rejeitada pelos trabalhadores.

A retomada ocorre em um momento de forte pressão sobre a indústria de carne bovina dos Estados Unidos. De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o rebanho norte-americano está no menor nível em 75 anos, afetado pelo ciclo pecuário e por uma seca persistente que prejudicou as pastagens em regiões do oeste do país.

Com a oferta restrita, os preços do gado permanecem elevados, pressionando as margens dos frigoríficos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Influenciador que fazia rifas de carros de luxo nas redes é preso no MS


A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS), cumpriu mandado de prisão preventiva do influenciador Eduardo Razuk, de 32 anos, e de seu irmão Rafael Razuk, de 36, nesta terça-feira (18), em Campo Grande, em MS. A ação faz parte da Operação “Rodas da Sorte”, referente a investigação de loteria não autorizada e crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Além de Razuk, a corporação informou que foram cumpridos outros três mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca domiciliar, sendo quatro em Campo Grande, quatro na Paraíba e três no estado do Rio de Janeiro. A operação foi feita por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc).

Segundo a PCMS, Razuk é suspeito de fazer rifas não autorizadas de carros de luxo aos seus seguidores nas redes. “As investigações apontam para robustos indícios de que o influenciador digital em Campo Grande, MS, promove rifas ilegais há pelo menos sete anos, sorteando veículos de luxo, por meio de suas redes sociais”, escreveu a PCMS.

Durante a operação, foram apreendidos 22 carros de alto padrão e 2 relógios de luxo, além da indisponibilidade de cinco bens imóveis e de aproximadamente R$500 milhões em contas bancárias dos investigados.

“Segundo os elementos de informação angariados, os valores milionários obtidos por meio da contravenção penal eram objeto de lavagem de capitais, operacionalizada em conjunto com pessoas jurídicas do estado do Rio de Janeiro e do estado da Paraíba”, informou a PCMS.

A polícia informa ainda que foi verificado indícios que esta empresa do Rio de Janeiro é responsável por serviços de supostas “soluções de sorteios” para influenciadores digitais investigados por lavagem de capitais de tráfico de drogas através de sorteios na internet.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Minerva aprova aumento de capital de R$ 1,57 mil com exercício de bônus

A Minerva Foods,  informou nesta terça-feira (18) que o Conselho de Administração aprovou a homologação de um aumento de capital social de R$ 1.576,83, decorrente do exercício de bônus de subscrição por determinados titulares. A operação foi realizada dentro do limite do capital autorizado previsto no estatuto da companhia.

Com o aumento, o capital social da Minerva passou de R$ 3,134 bilhões para R$ 3,134595 bilhões. O número de ações ordinárias também foi ampliado, de 1.000.541.327 para 1.000.541.644 papéis, uma adição de 317 novas ações.

As ações foram emitidas ao preço de R$ 4,97430071556 cada. Segundo a companhia em comunicado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os bônus de subscrição haviam sido concedidos como vantagem adicional aos investidores que participaram do aumento de capital aprovado em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 29 de abril de 2025 e homologado pelo Conselho de Administração em junho do mesmo ano.

A Minerva explicou que a concessão dos bônus teve como objetivo estimular a participação dos acionistas naquele aumento de capital. A operação agora homologada, portanto, não representa uma nova captação de recursos em mercado, mas o exercício dos bônus emitidos anteriormente.

As 317 novas ações são ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal. Os papéis terão direito ao recebimento integral de dividendos e de qualquer outra remuneração de capital que venha a ser declarada pela companhia a partir da data do exercício dos bônus, além dos mesmos direitos e benefícios atribuídos às demais ações ordinárias da Minerva.

A empresa destacou ainda que o aumento não decorre de capitalização de lucros ou reservas, conversão de dívida ou plano de opções. A operação foi realizada exclusivamente em razão do exercício dos bônus de subscrição.

O preço de emissão das novas ações foi definido conforme os critérios estabelecidos na ata da Assembleia Geral Extraordinária de 29 de abril de 2025 e com base no artigo 170 da Lei das Sociedades por Ações.

Com a emissão das 317 ações, o impacto sobre a base acionária da companhia é considerado residual, diante do total de mais de 1 bilhão de ações ordinárias em circulação.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

CNJ mantém afastamento de juiz flagrado bebendo vinho e fumando em julgamento


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve nesta terça-feira (18) o afastamento do juiz Milton Lívio Lemos Salles de suas funções no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Ele foi flagrado bebendo vinho e fumando em audiência virtual de 10 de agosto.

A sessão foi suspensa depois que o consumo de bebida alcoólica foi percebido pelos participantes. Durante o período de afastamento, Salles fica proibido de frequentar qualquer ambiente e dependências do TJMG, de primeiro e de segundo grau.

A depender das investigações contra Salles, a reclamação disciplinar ratificada pelo CNJ pode ser convertida em processo administrativo disciplinar.

Manifestação do juiz

Em vídeo, Salles disse que estava sofrendo “difamação” e fez acusações de corrupção contra o TJMG, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.

“Tenho 36 anos de magistratura e esse TJMG, o STJ, o STF e o Alexandre de Moraes são todos uns corruptos. Falo isso com conhecimento de causa. Estou cansado, muito cansado”, afirmou o juiz.

Ele disse ainda que tem vergonha de todos eles e que tem “coragem”. “Se alguém bater de frente comigo, em alguma TV, eu estou à disposição. Muito obrigado”, finalizou.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Café sobe 4,58% em Nova York com colheita brasileira em ritmo lento

O preço do café arábica ampliou os ganhos nesta terça-feira (18) e atingiu a maior cotação em seis meses e meio na Bolsa de Nova York. O contrato futuro para entrega em dezembro avançou 4,58% e encerrou o pregão cotado a US$ 3,32 por libra-peso.

Segundo a Barchart, o ritmo mais lento da colheita brasileira tem limitado a oferta e contribuído para a valorização dos preços internacionais.

Dados da Safras & Mercado mostram que a colheita brasileira da safra 2026/27 estava 90% concluída até 12 de agosto, abaixo dos 97% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 94% dos últimos cinco anos.

No café arábica, o avanço da colheita também está mais lento. Até 12 de agosto, 86% da produção havia sido colhida, contra 95% no mesmo período de 2025.

Na Cooxupé, uma das principais cooperativas de café do país, a colheita estava 74,6% concluída até 7 de agosto. O percentual também ficou abaixo dos 80,4% registrados no mesmo período do ano passado.

Açúcar

A possibilidade de a Índia reduzir as tarifas de importação de açúcar impulsionou os preços da commodity nesta sessão. O movimento ocorre diante da expectativa de aumento da demanda no país durante a temporada de festas e de sinais de aperto na oferta global.

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro de açúcar para entrega em outubro subiu 3,56% e encerrou o pregão cotado a 17,47 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a Barchart, o açúcar branco atingiu o maior valor em quinze meses, enquanto a cotação em Londres alcançou o maior nível em dezesseis meses.

A alta ganhou força após a Bloomberg informar que a Índia avalia reduzir as tarifas de importação para ampliar a oferta doméstica e conter os preços antes do período de maior consumo.

A possível mudança na política comercial indiana reforça as preocupações com a disponibilidade do produto no mercado internacional. A Índia, um dos maiores produtores e consumidores de açúcar do mundo, não importa volumes significativos da commodity desde a safra 2017/18.

Cacau

O contrato de cacau para entrega em setembro encerrou a sessão desta em queda de 2,47%, negociado a US$ 5.919 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços recuaram em meio a relatos de condições climáticas favoráveis na Costa do Marfim e em Gana, importantes produtores globais da commodity. O clima estimulou o florescimento de novos cacaueiros e antecipou o início da colheita principal, prevista para o próximo mês.

Na Costa do Marfim, dados acumulados mostram que os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos durante o atual ano comercial, iniciado em 1º de outubro de 2025 e com dados contabilizados até 2 de agosto de 2026.

O volume representa alta de 20% em relação ao mesmo período do ano comercial anterior, reforçando a percepção de maior oferta da commodity no mercado internacional.

Algodão

O algodão encerrou a sessão desta em leve queda na Bolsa de Nova York, em meio à piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.

O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,08% e fechou cotado a 85,41 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados semanais de progresso das safras pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 74% do algodão norte-americano estava em fase de formação de cápsulas até domingo, enquanto 14% da safra já apresentava cápsulas abertas.

A avaliação das condições das plantações também mostrou deterioração. O percentual classificado como bom ou excelente caiu para 38%, dois pontos percentuais abaixo do registrado na semana anterior.

Suco de laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em setembro finalizou com valorização de 0,07% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,46 por libra-peso.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Soja tem leve alta em Chicago com expectativa de maior demanda da China

A soja encerrou a sessão desta terça-feira (18) em alta na Bolsa de Chicago, apoiada por expectativas de aumento das compras chinesas da nova safra norte-americana e por sinais de deterioração das lavouras dos Estados Unidos.

O contrato futuro para entrega em novembro avançou 0,66% e fechou cotado a US$ 12,16 por bushel.

Segundo a Granar, o mercado também encontrou suporte no relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontou piora nas condições da safra. O avanço dos trabalhos da ProFarmer Crop Tour também esteve no radar dos investidores.

No primeiro dia da avaliação, realizada em Ohio, a contagem de vagens em parcelas de 90 por 90 centímetros ficou em 1.197,25, abaixo das 1.287,28 vagens registradas na edição de 2025 e da média de 1.256,71 das três safras anteriores.

Na Dakota do Sul, a contagem foi ainda menor e o levantamento encontrou 945,98 vagens por parcela, contra 1.188,45 no ano passado e média de 1.075,78 nas três safras anteriores.

Nesta terça-feira, o segundo dia da ProFarmer Crop Tour concentrou as avaliações em lavouras de Indiana e Nebraska. Os resultados seguem sendo acompanhados pelo mercado como um indicador adicional do potencial produtivo da safra norte-americana.

Além das condições das lavouras, a soja também recebeu suporte de um relatório mensal de esmagamento, que mostrou processamento elevado e estoques de óleo abaixo do esperado. As restrições às exportações de óleo de girassol na região do Mar Negro também podem abrir espaço para maior demanda pelo óleo de soja, especialmente em mercados como a Índia.

Milho

A pressão das vendas de milho da safra antiga nos Estados Unidos limitou as cotações da commodity nesta sessão. O movimento ocorre após dois pregões consecutivos de alta e também refletiu a realização de lucros por parte dos investidores.

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,33% e encerrou o dia cotado a US$ 4,88 por bushel.

Segundo a Granar, produtores norte-americanos aproveitaram a recente valorização dos preços para aumentar a comercialização dos estoques da safra anterior, contribuindo para a queda da cotação.

Apesar do recuo, o mercado encontra suporte na piora das condições das lavouras dos Estados Unidos apontada pelo USDA  no relatório semanal divulgado na segunda-feira.

Os investidores também acompanham os resultados da ProFarmer Crop Tour, que nesta terça-feira realiza avaliações em plantações de Nebraska e Indiana. Os dados da expedição podem trazer novas indicações sobre o potencial produtivo da safra norte-americana de 2026/27.

No cenário internacional, as perspectivas desfavoráveis para a produção de milho na União Europeia também ajudam a limitar a pressão sobre os preços.

Outro ponto de atenção é a situação da Ucrânia. O país enfrenta dificuldades para manter as exportações em meio à escalada das tensões com a Rússia, que tem atingido instalações portuárias no Mar Negro e no rio Danúbio, importantes rotas para o escoamento de grãos.

Trigo

O trigo terminou o dia em queda nos mercados norte-americanos, pressionado pela realização de lucros após as recentes altas da commodity.

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 1,16% e fechou cotado a US$ 6,81 por bushel.

Segundo a Granar, o movimento ocorre enquanto a colheita de trigo de inverno avança no Hemisfério Norte e reduz a demanda no mercado internacional, já que muitos países importadores também estão em período de colheita.

Apesar da pressão sobre os preços, o mercado segue atento às condições de comercialização no Mar Negro. O conflito entre Rússia e Ucrânia tem restringido o transporte agrícola nos mares Negro e de Azov e no rio Danúbio, enquanto a segurança da navegação e a infraestrutura portuária dos dois países continuam sob risco.

A consultoria ucraniana UkrAgroConsult alertou que interrupções prolongadas no transporte marítimo podem levar Rússia e Ucrânia a perder parte de seus mercados tradicionais de grãos na África, no Oriente Médio e na Ásia.

Segundo a empresa, importadores que não conseguirem contar com uma oferta estável do Mar Negro poderão buscar fornecedores alternativos, criando oportunidades para países como Austrália, Argentina, Estados Unidos, Canadá e integrantes da União Europeia.

O período entre agosto e dezembro é considerado especialmente importante para as exportações da região. Além disso, a chegada das novas safras da Austrália e da Argentina no fim do ano pode aumentar a concorrência e permitir que esses países ampliem sua participação em mercados tradicionalmente abastecidos por Rússia e Ucrânia.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Álcool, drogas e até bombom de licor: entenda as mudanças na Lei Seca


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou na segunda-feira (17) uma nova regulamentação para os procedimentos de fiscalização à chamada Lei Seca- as blitze – que estabelece regras para coibir a condução de veículos sob influência de álcool.

A Resolução entra em vigor a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), mas há um prazo de 60 dias para que entidades integrantes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) realizem as adaptações necessárias em suas ferramentas.

A norma atualiza procedimentos vigentes desde 2013 e também inclui a identificação de outras substâncias psicoativas.

A resolução institui uma fase de triagem nas operações de fiscalização realizadas pelos diferentes órgãos de trânsito do país. Nessa etapa, poderá ser utilizado o pré-teste ou teste passivo de alcoolemia, destinado a identificar possíveis indícios da presença de álcool.

O resultado dessa primeira verificação terá caráter exclusivamente orientativo e, isoladamente, não poderá fundamentar autuação ou caracterizar a condução sob influência de álcool.

A medida regulamenta condutas já adotadas na maioria dos Estados, como Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, além das operações nacionais da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Bombom de licor e enxaguante bucal

Em situações envolvendo produtos que podem deixar temporariamente resíduos de álcool na boca, como bombons de licor e enxaguantes bucais, a norma estabelece que, diante de uma indicação positiva no teste passivo, será realizada uma avaliação posterior antes de qualquer conclusão.

Substâncias psicoativas

A nova regulamentação prevê o uso de equipamentos para identificar substâncias além do álcool. O texto regulamenta uma possibilidade que já está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que admite testes toxicológicos e outros meios técnicos ou científicos para constatar a condução sob influência de substâncias psicoativas.

  • Avaliação psicomotora: O agente responsável pela fiscalização deverá registrar, no auto de infração ou em termo específico, pelo menos dois sinais observados que confirmem a alteração da capacidade psicomotora do condutor.
  • Recusa: O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) também será atualizado para detalhar e padronizar a atuação em casos de recusa ao teste. Para o condutor que não realizar o procedimento, a regulamentação diferencia os enquadramentos, disciplina como cada situação deve ser registrada e determina que, em uma mesma abordagem, não sejam lavrados simultaneamente autos de infração por dirigir sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas e por se recusar ao exame comprobatório destinado a verificar essa condição, conforme os artigos 165 e 165-A do CTB.

Veja perguntas e repostas sobre a nova regulamentação

A Resolução cria alguma nova infração?

Não. A infração continua sendo a prevista no art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A Resolução apenas regulamenta novos procedimentos de fiscalização.

O que são substâncias psicoativas?

São substâncias capazes de alterar o funcionamento do sistema nervoso central e comprometer a capacidade de dirigir, como substâncias ilícitas e outras substâncias que determinem dependência.

O equipamento identifica qual substância foi consumida?

Sim. A Resolução prevê que o auto de infração deverá conter, entre outras informações, o tipo de substância detectada pelo equipamento.

O equipamento informa a quantidade da substância?

Não. O resultado é qualitativo, indicando a presença da substância psicoativa, e não sua concentração.

Os equipamentos poderão ser utilizados imediatamente?

A utilização dependerá da disponibilidade dos órgãos fiscalizadores e da existência de equipamentos certificados conforme os requisitos estabelecidos pela Resolução.

Os equipamentos precisam ser certificados?

Sim. Somente poderão ser utilizados equipamentos certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), por organismo regulado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A pessoa poderá se recusar a realizar o teste?

A recusa continua sujeita às consequências previstas no art. 165-A do CTB, conforme disciplinado pela Resolução.

O agente ainda poderá utilizar os sinais de alteração da capacidade psicomotora?

Sim. A verificação dos sinais permanece como um dos meios de fiscalização previstos na Resolução.

O bafômetro deixa de existir?

Não. O etilômetro continua sendo utilizado normalmente para fiscalização do consumo de álcool. A novidade é a inclusão de equipamentos específicos para outras substâncias psicoativas.

A fiscalização continuará podendo ser realizada mesmo sem o novo equipamento?

Sim. A verificação dos sinais de alteração da capacidade psicomotora continua sendo um dos meios legalmente previstos para a fiscalização, assim como o etilômetro nos casos de consumo de álcool.

A Resolução altera as penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro?

Não. A Resolução não altera as penalidades previstas no CTB. Ela regulamenta os critérios de fiscalização e de comprovação da infração.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

VPJ quer transformar hambúrguer Angus em marca nacional e mira exportação

A VPJ Alimentos está ampliando os investimentos no mercado de hambúrgueres com uma estratégia que combina tecnologia de produção, certificação, expansão no varejo e avanço no food service. A empresa pretende transformar o Hambúrguer Angus Certificado em uma marca conhecida pelo consumidor brasileiro e já trabalha para levar o produto aos Estados Unidos.

O movimento inclui a ampliação da distribuição em supermercados, a criação de um canal próprio de vendas e o desenvolvimento de uma operação voltada à exportação.

Inicialmente, a empresa concentra os esforços no mercado brasileiro, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, mas já possui amostras do produto nos Estados Unidos em avaliação por estabelecimentos.

Para Valdomiro Poliselli Junior, presidente da companhia, o crescimento do consumo de hambúrguer abre espaço para produtos de maior valor agregado.

Na avaliação do executivo, o hambúrguer deixou de ser apenas um lanche e passou a ocupar diferentes momentos da alimentação, impulsionado pelo crescimento das hamburguerias, do delivery e pela busca dos consumidores por praticidade.

“O hambúrguer vai ser o alimento mais popular do Brasil”, afirmou em entrevista à CNN.

Carne fresca e congelamento por nitrogênio

Um dos principais diferenciais apontados pela VPJ está no processo industrial, pois a empresa produz o hambúrguer a partir da carne da desossa do dia, utilizando equipamentos de alta velocidade e precisão.

O executivo explica que depois de moldado, o produto passa por um sistema de congelamento instantâneo por nitrogênio. Segundo a companhia, o processo ocorre em menos de um minuto e permite preservar as características da carne.

O método tem um custo superior ao congelamento tradicional e ainda é utilizado por poucas empresas no Brasil. Para a VPJ, porém, o investimento faz parte da estratégia de manter a qualidade do produto desde a matéria-prima até a chegada ao consumidor.

“Você pega a matéria-prima, que é a desossa do dia, e é quase que você transformar o hambúrguer no mesmo momento que a carne foi desossada”, afirmou Valdomiro.

A empresa também destaca que o hambúrguer é produzido com 100% de carne, sem adição de outras proteínas, temperos ou água.

A proposta é permitir que o consumidor tenha um produto com composição simples e padronizada, mantendo as características da carne utilizada na fabricação.

Outro diferencial que a empresa aposta é na expansão no varejo, em que tem uma linha desenvolvida especificamente para o autosserviço. Inicialmente, a empresa trabalha com três diferentes gramaturas, de 56, 100 e 160 gramas.

De acordo com Poliselli, a versão de 160 gramas é voltada para preparos na grelha, chapa e air fryer e tem maior volume de carne, podendo ser consumida como uma refeição.

O hambúrguer de 100 gramas é direcionado principalmente para lanches e deve ser a versão de maior apelo comercial, enquanto o disco de 56 gramas atende consumidores que preferem porções menores e também pode ser utilizado em preparos como o smash burger.

Segundo a empresa, a variedade busca atender diferentes perfis de consumidores e ocasiões de consumo.

“A ideia é fazer do Hambúrguer Angus Certificado uma marca conhecida das pessoas que vão adquirir para fazer em casa”, afirmou Valdomiro.

A VPJ está reforçando a presença da linha nas gôndolas de supermercados e pretende desenvolver ações de marketing em conjunto com as redes varejistas.

A estratégia representa uma mudança importante para um produto que já possui presença consolidada no food service. A empresa fornece hambúrgueres para hamburguerias e restaurantes e afirma que seus produtos estão presentes em estabelecimentos premiados no Brasil e no exterior.

Segundo a VPJ, o produto utilizado pelo Green House esteve associado à conquista de uma premiação internacional entre os melhores hambúrgueres do mundo. A empresa também destaca a presença de seu produto entre os estabelecimentos mais bem posicionados em rankings nacionais de hamburguerias.

A expansão do mercado também levou a companhia a criar o VPJ Online, seu próprio canal de vendas. Lançada há menos de dois meses, a plataforma começou a operar na capital paulista e em Campinas, no interior de São Paulo, com foco principalmente em clientes com CNPJ que precisam adquirir volumes menores de produtos, mas não têm estrutura para realizar grandes compras diretamente da indústria.

A proposta é facilitar o acesso de pequenos estabelecimentos, que muitas vezes não possuem estrutura para adquirir grandes quantidades diretamente da indústria.

Segundo a empresa, o canal permite compras voltadas ao consumo do dia e aposta em entrega rápida e facilidade de acesso. A empresa pretende ampliar gradualmente a operação para outras regiões.

Novos momentos de consumo

A empresa também identifica uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo a empresa, o hambúrguer deixou de estar restrito ao pão e passou a fazer parte de refeições completas.

“Hoje as pessoas não comem só com pão. Elas estão comendo no prato, de fato, com salada, com arroz, com feijão, e isso é uma quebra de paradigmas”, afirmou o executivo.

O produto também vem ganhando espaço em diferentes momentos do dia, do café da manhã ao almoço, jantar e lanches. A praticidade aparece como um dos fatores de expansão da categoria, já que o hambúrguer pode ser preparado rapidamente e chega ao consumidor em porções padronizadas.

A empresa destaca ainda o conteúdo proteico do produto e que uma unidade do hambúrguer Angus certificado possui 18 gramas de proteína.

“É uma excelente solução”, afirmou Poliselli ao destacar a praticidade do produto para consumidores que buscam aumentar a ingestão de proteína na alimentação.

Do mercado brasileiro aos Estados Unidos

A empresa mantém relações com o mercado norte-americano e afirma ter identificado uma oportunidade para oferecer um hambúrguer brasileiro de carne Angus com preço potencialmente competitivo em relação aos produtos comercializados nos Estados Unidos.

A estratégia inicial prevê a entrada pela Flórida, considerada pela companhia uma região com maior facilidade de adaptação ao produto. Amostras já foram enviadas aos Estados Unidos e estão sendo avaliadas por estabelecimentos locais.

“Existe um mercado, principalmente nos Estados Unidos, para um hambúrguer Angus certificado brasileiro, com custo infinitamente menor do que os hambúrgueres americanos”, afirmou Valdomiro.

A intenção é começar pela Flórida e, posteriormente, ampliar a distribuição para outras regiões do país.

A certificação Angus é outro componente da estratégia da empresa, que afirma ter participado dos primeiros movimentos de certificação de carne Angus no Brasil, entre 2004 e 2005, e ter sido pioneira na produção de hambúrguer de carne Angus certificada.

Para a companhia, o selo funciona como uma garantia de origem, padrão e qualidade e ajuda a diferenciar o produto na gôndola.

A certificação também busca dar ao consumidor maior segurança sobre a procedência da carne e sobre os critérios utilizados para a seleção da matéria-prima.

Nesse sentido, a VPJ tenta posicionar o hambúrguer não apenas como um produto de conveniência, mas como uma proteína de maior valor agregado.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

Passarela desaba no interior de SP e mata dois; veja vídeo


Uma passarela desabou após ser atingida por uma carreta na manhã desta terça-feira (18), na cidade de Vargem, no interior de São Paulo. Um carro e outro caminhão foram atingidos na queda da estrutura, gerando duas vítimas fatais e uma terceira que está em estado grave.

O acidente ocorreu por volta das 10h da manhã no km 4,1 da Rodovia Fernão Dias (o trecho da BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte). Dentre as vítimas, os dois mortos eram um homem e uma mulher que estavam no carro, que vinha em sentido contrário ao do caminhão que causou o acidente.

O motorista do caminhão que atingiu a passarela sofreu ferimentos leves e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bragança Paulista. Já a outra pessoa em estado grave é o motorista do outro caminhão, que foi atingido pela estrutura na queda; ele foi retirado das ferragens e levado para o pronto-socorro. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da terceira vítima.

De acordo com a PRF, o caminhão que causou o acidente permanece no local. A pista segue totalmente interditada em ambos os sentidos para atendimento da ocorrência e avaliação da estrutura atingida. Por volta das 13h55, o congestionamento é de aproximadamente 11 quilômetros no sentido São Paulo e nove quilômetros no sentido Belo Horizonte.

A ocorrência ainda está em andamento e equipes da PRF, do Corpo de Bombeiros e da concessionária Motiva ainda estão no local, orientando os motoristas.





Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Sindan defende segregação de animais para atender exigências União Europeia

A pressão da União Europeia para restringir o uso de determinados antimicrobianos na produção animal deve levar o Brasil a ampliar os sistemas de segregação de bovinos, suínos e aves, conforme avaliação do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal).

Segundo a entidade, será necessário aumentar o controle sobre o histórico sanitário dos animais e comprovar quais produtos foram utilizados durante a produção, especialmente nos lotes destinados ao mercado europeu.

A exigência coloca a rastreabilidade no centro da discussão e pode acelerar a criação de sistemas de segregação para bovinos, suínos e aves destinados a mercados que adotam regras mais restritivas.

Segundo Gabriela Moura, diretora de Mercado e Assuntos Regulatórios do Sindan, o Brasil ainda precisa avançar para conseguir demonstrar de forma consistente que os animais destinados a esses mercados não receberam produtos incompatíveis com as exigências dos compradores.

O ponto mais sensível está nos chamados antimicrobianos de importância crítica para a medicina humana e em determinadas moléculas utilizadas na produção animal. O uso terapêutico, quando indicado para tratar uma enfermidade, não é o mesmo que a utilização preventiva ou como melhorador de desempenho. É justamente essa diferença que passa a exigir maior controle da cadeia.

Na avaliação do Sindan, o Brasil não enfrenta o mesmo problema em todas as espécies. A utilização de antimicrobianos ocorre em diferentes sistemas produtivos e, por isso, as soluções para bovinos, suínos e aves também deverão ser diferentes.

Nos bovinos, o desafio tende a ser maior por causa da estrutura da cadeia. O animal pode passar por diferentes propriedades durante a vida, envolvendo etapas de cria, recria e engorda, antes de chegar ao frigorífico. O ciclo produtivo também é mais longo, o que aumenta o número de informações que precisam ser registradas e preservadas para comprovar o histórico sanitário.

“Quando você fala de bovino, a cadeia é muito mais fragmentada”, explicou Gabriela em conversa à CNN. Segundo ela, enquanto aves e suínos trabalham com sistemas mais integrados, a pecuária bovina precisa lidar com diferentes produtores e propriedades ao longo do ciclo do animal.

“Esse cenário torna a segregação mais complexa. Um produtor que decidir produzir animais destinados a um mercado específico precisará não apenas controlar o que utiliza dentro da propriedade, mas também conseguir comprovar esse histórico posteriormente. Na prática, o desafio passa a ser construir uma cadeia capaz de separar fisicamente e documentalmente os animais conforme o protocolo sanitário adotado”, afirmou Gabriela Moura, do Sindan.

O Sindicato avalia que países como Argentina e Austrália avançaram mais rapidamente em mecanismos de rastreabilidade e controle. O Brasil, segundo ela, demorou a transformar a discussão em uma agenda estruturada para toda a cadeia.

A mudança, portanto, pode representar uma espécie de divisão do mercado. De um lado, permanecerão sistemas convencionais voltados ao mercado brasileiro e a países com exigências compatíveis. De outro, tende a crescer uma cadeia específica para atender compradores que exigem protocolos mais rígidos.

Esse processo tem um custo

Estimativas discutidas pelo setor apontam que a adoção de protocolos mais restritivos pode aumentar o custo de produção, especialmente quando envolve mudanças de manejo, registros, assistência técnica, identificação dos animais e controles adicionais. Em determinados cenários, o impacto mencionado nas discussões setoriais pode chegar a cerca de R$ 100 por animal.

O problema é que o produtor que investir antecipadamente corre o risco de assumir esse custo antes de ter garantia de remuneração adicional.

“Quem decidir investir primeiro vai assumir um risco”, é a avaliação transmitida pelo Sindan nas discussões sobre o tema. Isso ocorre porque a criação de uma cadeia segregada exige investimentos antes que esteja totalmente claro qual será o prêmio pago pelo mercado e quando o sistema será efetivamente reconhecido pelos compradores.

A entidade avalia que dos pontos que precisam ser esclarecidos na discussão é que a redução do uso de antimicrobianos não significa deixar os animais sem tratamento.

“Medicamentos continuam sendo ferramentas importantes para tratar doenças. A questão está em diferenciar o uso terapêutico, feito quando há uma enfermidade, de aplicações preventivas ou destinadas a melhorar o desempenho produtivo”, informou Moura.

O Sindan ainda aponta que a indústria de saúde animal também vem trabalhando na redução da dependência desses produtos por meio de alternativas relacionadas à prevenção, imunidade, manejo, nutrição e bem-estar animal.

Dados apresentados pelo Sindan indicam que a participação dos antimicrobianos no faturamento da indústria de saúde animal caiu de cerca de 17% em 2015 para 12% em 2025, em um movimento acompanhado pelo avanço de outras categorias de produtos e tecnologias.

Suínos e aves podem sair na frente

A necessidade de segregação também alcança as cadeias de suínos e aves, mas a estrutura produtiva pode facilitar a implementação dos controles.

Em sistemas mais integrados, a empresa pode acompanhar desde a alimentação e o manejo sanitário até o abate e o processamento. Isso permite registrar com maior precisão quais produtos foram utilizados e quais lotes de animais seguirão para determinados mercados.

Para os frigoríficos, o movimento também representa uma mudança operacional. Empresas que já trabalham com diversos mercados internacionais poderão precisar separar fornecedores, lotes, abates e fluxos de produção para garantir que um determinado produto cumpra as exigências do país de destino.

Veja matéria completa aqui!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.