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Policial é alvo da PF na BA por acessar sistema sigiloso para beneficiar deputado preso


Um policial civil foi alvo da PF, da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e do Ministério Público estadual nesta terça-feira (25) por supostamente acessar sistemas restritos de segurança para beneficiar um grupo criminoso que seria liderado pelo deputado estadual Binho Galinha (Avante), condenado a 36 anos de prisão. Os detalhes foram confirmados à Jovem Pan por uma fonte que acompanha o caso.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao policial, na cidade de Feira de Santana, no interior da Bahia. Segundo as investigações, o investigado acessou dados pessoais e funcionais de um integrante do Judiciário e de um familiar, sem justificativa ou vínculo com apurações oficiais em andamento.

Os materiais apreendidos passarão por análise, informou a SSP-BA. As investigações prosseguem para identificar o eventual envolvimento de outras pessoas. O investigado poderá responder por crimes contra a Administração Pública e por violação de sigilo funcional.

O nome do suspeito não foi divulgado nem confirmado pela reportagem. A reportagem tenta contato com a defesa de Binho Galinha. O espaço está aberto para manifestação.

Deputado registra candidatura

Deputado Binho Galinha

Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi condenado em julho a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. As condenações dele e de outras quatro pessoas são resultado das investigações da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e cidades da região.

De acordo com a sentença em 1ª instância, Binho Galinha mantinha um expressivo arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais, o que contraria as normas de controle de armas. Durante as buscas realizadas na operação, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. A Justiça reconheceu ainda que o réu permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.

Apesar da condenação, da qual ainda cabe recurso, o político conseguiu registrar a candidatura à reeleição. No entanto, o Ministério Público Eleitoral já pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia a impugnação do registro.



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Desembargador de AL desabafa com R$ 96 na conta, mas recebeu R$ 126 mil em março


O desembargador Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), publicou nas redes sociais um desabafo acompanhado de um extrato bancário que mostrava saldo de R$ 96,10 na véspera do pagamento. Apesar do valor exibido, dados do próprio tribunal mostram que o magistrado recebeu R$ 126.535,87 líquidos em março e acumulou R$ 546.423,19 entre janeiro e julho deste ano.

A publicação, intitulada “O custo da coragem e o saldo do fim do mês”, foi feita no último dia 19. No texto, Albuquerque defendeu a remuneração dos magistrados, criticou a cobertura da imprensa sobre os salários do Judiciário e afirmou desconhecer os chamados “penduricalhos”. O post saiu do ar após a repercussão do caso.

Ao falar sobre sua situação financeira, o desembargador contou que aproveitou um momento de repouso para consultar a conta-salário mantida no BRB. “O resultado? Cheguei ao fim do mês ‘de boa’, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10 (noventa e seis reais e dez centavos), com as graças de Deus”, escreveu.

O extrato divulgado por Albuquerque indicava saldo negativo de R$ 161,83 na conta corrente e R$ 257,93 em aplicação, o que resultava nos R$ 96,10 positivos mencionados por ele.

Desembargador defende salário

Na mesma publicação, o magistrado antecipou que receberia seu salário no dia seguinte e criticou a forma como a remuneração da categoria é noticiada.

“Amanhã, dia 20/08, como é público, notório e frequentemente divulgado com alarde pela mídia – quase sempre com aquele tom crítico, malicioso e inconsistente que busca generalizar e desmerecer a aguerrida Justiça brasileira e seus incansáveis magistrados -, irei receber o meu merecido salário, pois sou desembargador do TJAL”, afirmou.

Albuquerque acrescentou que sua remuneração é “um ganho que é fruto de muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra”.

Mais de R$ 546 mil líquidos

Segundo o painel de remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), março foi o mês de maior rendimento líquido de Albuquerque entre janeiro e julho. O desembargador recebeu R$ 126.535,87 líquidos naquele mês, sobre rendimentos totais de R$ 145.753,15.

O valor foi composto por R$ 41.845,49 de subsídio, R$ 5.858,37 em direitos pessoais, R$ 38.168,96 em indenizações e R$ 59.880,33 em direitos eventuais.

O segundo maior pagamento líquido do período ocorreu em junho, com R$ 87.738,12. Em fevereiro, foram R$ 74.886,86; em abril, R$ 69.415,67; em janeiro, R$ 68.861,85; em julho, R$ 66.815,37; e, em maio, R$ 52.169,45. Entre janeiro e julho, os pagamentos líquidos somaram R$ 546.423,19, com média mensal de R$ 78.060,46, conforme a tabela do tribunal.

Além do subsídio, a folha registra pagamentos em outras rubricas. Os direitos pessoais aparecem no valor de R$ 5.858,37 em todos os meses do período, enquanto as indenizações variaram e chegaram a R$ 38.168,96. A rubrica de direitos pessoais reúne vantagens relacionadas à situação funcional individual, separadas do subsídio.

A tabela disponibilizada, porém, não detalha qual verba específica deu origem aos R$ 5.858,37 pagos mensalmente a Albuquerque, não sendo possível determinar sua natureza apenas pelo demonstrativo.

‘Penduricalhos’

Ao tratar dos chamados “penduricalhos”, Albuquerque afirmou que esse tipo de verba não fez parte de sua realidade financeira.

“A propósito, sobre os chamados e decantados ‘penduricalhos’, sequer tenho conhecimento de onde estavam eles. Simplesmente não os recebi e, por isso mesmo, não tenho saudade do que nunca fez parte da minha realidade financeira”, escreveu.

Penduricalhos são benefícios, gratificações e verbas extras pagos a servidoresque se somam ao salário.

A Jovem Pan busca contato com a defesa do desembargador. O espaço segue aberto para manifestações.



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Agência federal multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores


A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) multou em R$ 153,7 milhões a empresa ByteDance, dona do TikTok, em um processo administrativo que apura irregularidades no tratamento de dados de crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25).

Além da multa, a agência federal também determinou a adoção de medidas que ampliem a proteção desse público e a elaboração de um plano de conformidade para melhorar a proteção de crianças e adolescentes no TikTok.

Segundo a ANPD, foram encontradas cinco violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em duas formas de acesso à rede social: o “feed sem cadastro”, que pode ser acessado sem a criação da conta, e o “feed com cadastro”. Os artigos onde são encontradas as medidas de desrespeito apontadas pela agência são o 6º e o 7º da legislação.

As infrações apontadas pela ANPD são:

No feed sem cadastro:

  • Tratar dados pessoais de crianças e adolescentes sem a existência de hipótese legal válida ao permitir o acesso ao feed do TikTok na experiência sem cadastro;
  • Deixar de adotar medidas para prevenir o tratamento de dados pessoais desse público no feed sem cadastro;

No feed com cadastro:

  • Tratar dados pessoais de crianças e adolescentes para realizar o cadastro no Tiktok sem hipótese legal válida;
  • Deixar de adotar medidas eficazes para prevenir o cadastro desse público na plataforma;

Nas experiências com e sem cadastro:

  • Deixar de demonstrar medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento de normas de proteção de dados.

De acordo com a área técnica, faltavam evidências concretas da efetividade das medidas técnicas e organizacionais para assegurar a conformidade das operações com a LGPD. A sanção aplicada corresponde às condutas passadas e ao tratamento de dados realizado sem hipótese legal válida durante o período analisado.Nota da ANPD

Ainda de acordo com a agência, a controladora do TikTok tem 10 dias úteis para entrar com recurso no Conselho Diretor (CD) da Agência, com o prazo contado a partir da notificação da penalidade – segunda-feira (24).

Restrição de recursos e anúncios

O TikTok terá que cumprir medidas que farão parte do plano de conformidade, prometido pela ByteDance. São elas:

  • Aplicar automaticamente as configurações mais restritivas de privacidade às contas de quem tem menos de 16 anos;
  • Reforçar sistemas de controle por parte dos pais;
  • Implementar filtros de conteúdo mais rigorosos.

Para aqueles que desejam acessar a rede social sem cadastro, o TikTok deverá implementar outras medidas, como:

  • Experiência limitada a 12 horas;
  • Usuários não podem criar conteúdo, comentar, enviar mensagens diretas ou interagir socialmente;
  • Não há possibilidade de seguir outros usuários ou ser seguido;
  • Usuários não podem postar ou assistir transmissões ao vivo;
  • Experiência de personalização de conteúdo muito limitada;
  • Suspensão total de anúncios, no Brasil;
  • Acesso somente a conteúdo apropriado para todas as idades;
  • Redução na coleta e processamento de dados.

A Jovem Pan procurou a rede social TikTok para manifestação, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.



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FriGol diversifica exportações e busca reduzir dependência da China

A FriGol está acelerando a estratégia de diversificação de mercados para reduzir a dependência da China nas exportações de carne bovina e ampliar a participação de outros destinos na receita da companhia.

Segundo Luciano Pascon, CEO da FriGol, a companhia vem trabalhando na abertura de novas frentes comerciais diante da entrada em vigor das medidas de salvaguarda impostas pela China às importações de carne bovina.

A estratégia ganhou força antes mesmo da implementação das restrições chinesas. De acordo com o executivo, a FriGol já vinha se preparando para um cenário de menor disponibilidade de espaço no mercado chinês e passou a buscar oportunidades em países como Estados Unidos, Canadá, Indonésia, Israel, Egito, Filipinas e outros mercados do Oriente Médio.

“Já vínhamos trabalhando com isso. A gente entende que a China vai continuar sendo um grande mercado, o nosso principal mercado aí durante muitos anos”, afirmou o executivo em entrevista à CNN.

A companhia considera que a China continuará tendo papel central nas exportações brasileiras de carne bovina, mas avalia que a expansão para outros destinos será fundamental para dar maior equilíbrio à operação. A companhia possui hoje o que o executivo classifica como o quarto maior parque industrial habilitado para produzir carne destinada à China.

A necessidade de diversificação ganhou relevância com as restrições ao comércio com o país asiático. Segundo Luciano, a empresa precisou adaptar sua estratégia para lidar com a limitação dos volumes exportados e encontrar alternativas para parte da produção que anteriormente poderia ser direcionada ao mercado chinês.

Indonésia amplia valor dos embarques

Outro movimento importante está relacionado à Indonésia, especialmente pela possibilidade de comercializar produtos que anteriormente tinham menor valor econômico.

Segundo o executivo, os compradores indonésios passaram a demandar padrões de produtos que anteriormente eram destinados à graxaria e utilizados na produção de farinha e sebo. Com a exportação desses itens, a companhia consegue elevar o valor obtido por partes do animal que tinham remuneração mais baixa.

“Estamos ganhando muito valor com esses produtos de Indonésia, porque a gente consegue comercializá-los por um preço bem acima do que a gente vendia”, disse.

A estratégia reforça uma das principais frentes da FriGol para aumentar a rentabilidade das exportações, com melhor aproveitamento do animal e direcionamento de cada produto para o mercado em que possui maior demanda e valor.

Hong Kong e oportunidade para miúdos na China

Hong Kong continua sendo um destino tradicional para os miúdos exportados pelo Brasil, mas Luciano avalia que existe uma oportunidade ainda maior caso a China autorize a entrada direta desses produtos.

Segundo o executivo, a abertura do mercado chinês para miúdos poderia representar uma nova frente de negócios para os frigoríficos brasileiros, especialmente após o Brasil ter sido reconhecido internacionalmente como país livre de febre aftosa sem vacinação pela  OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal).

“A gente vê também como um próximo desafio, do Brasil como instituição, como governo, é discutir com a China a abertura do mercado de miúdos diretamente para a China”, afirmou.

Para a FriGol, a possibilidade de vender diretamente à China produtos que atualmente têm como destino principal Hong Kong poderia ampliar a agregação de valor e melhorar o aproveitamento econômico de diferentes partes do animal.

Mais de 50% da receita já está em dólares

A estratégia de expansão internacional também tem reflexos na estrutura financeira da companhia. Segundo Luciano, em determinados períodos a receita em dólares já supera 50% do faturamento da FriGol.

Diante disso, a empresa avalia buscar novas linhas de crédito para equilibrar sua exposição entre dívidas em reais e em dólares.

No início do ano, a companhia realizou uma nova emissão de CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e amortizou uma operação anterior. Segundo o executivo, a transação permitiu melhorar a taxa e ampliar o prazo da dívida, além de reforçar o caixa para as operações em Rondônia.

“Hoje a empresa já, em vários momentos, ultrapassa 50% da receita em dólares”, afirmou.

A FriGol também investiu mais de R$ 50 milhões neste ano na modernização de suas plantas, com novos equipamentos e uma nova graxaria destinada ao processamento de subprodutos das unidades de Água Boa do Norte e São Félix do Xingu, ambas em Mato Grosso.

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Missão da Coreia do Sul visita indústria de nutrição animal em MS

Uma missão técnica da Coreia do Sul visitou, na semana passada, as instalações do Grupo Real, em Mato Grosso do Sul, como parte das auditorias relacionadas à abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira.

O Grupo Real atua no setor de nutrição animal, com produção de suplementos e soluções voltadas à alimentação de animais de produção. A empresa também é a primeira indústria de nutrição animal de Mato Grosso do Sul a conquistar o selo ESG, que reconhece práticas relacionadas à sustentabilidade, responsabilidade social e governança.

A comitiva, acompanhada por auditores do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária), avaliou processos de qualidade e boas práticas de fabricação da indústria de nutrição animal.

De acordo com o comunicado da empresa, a visita reforça a importância da alimentação e da qualidade dos insumos utilizados na produção pecuária diante das exigências dos mercados internacionais. “A Coreia do Sul é conhecida pelo rigor dos protocolos sanitários e ambientais adotados para a importação de alimentos”, destacou por nota.

Segundo Luciana Costa Real, gerente do Grupo Real, a visita demonstra a importância da rastreabilidade e da produção responsável para atender ao mercado asiático.

“Receber uma comitiva com o nível de exigência da Coreia do Sul atesta que estamos no caminho certo. O mercado asiático quer garantias de que a carne que chega à mesa deles possui rastreabilidade total e produção responsável”, afirmou.

A executiva também destacou o uso de tecnologia e os controles adotados pela empresa na produção de nutrição animal.

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SP confirma casos de Febre do Nilo pela 1ª vez na história do Estado


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta segunda-feira, 24, os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no Estado. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu na cidade de Imbituba devido à doença.

A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou dois casos humanos de Febre do Nilo no Estado: o de Imbituba, que evoluiu para óbito, o que acontece raramente, e outro em Caçador. O paciente de Caçador, com 56 anos, já recebeu alta hospitalar após internação. Ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas.

Em São Paulo, o primeiro caso é de uma mulher, moradora de Ribeirão Preto, de 34 anos, com histórico recente de viagem à região amazônica, que já está curada. O outro caso é de uma adolescente, de 18 anos, residente na cidade de São José do Rio Preto, que está internada sob cuidados médicos. Ambos os casos seguem com o local provável de infecção sob investigação epidemiológica.

“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no Estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”, destaca a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), Tatiana Lang DAgostini.

Esta é a primeira vez que São Paulo registra casos humanos da doença. Diante das duas confirmações, a secretaria reforça as orientações à população sobre os principais sintomas e as medidas de prevenção contra a exposição aos mosquitos transmissores (veja ao fim mais abaixo).

De acordo com a Secretaria da Saúde catarinense, o primeiro registro da Febre do Nilo no Brasil aconteceu em 2014 e 13 Estados já registraram casos ao longo dos anos. Em 2026, além dos casos em Santa Catarina e São Paulo, há um caso provável no Piauí.

O Ministério da Saúde afirmou que a pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos Estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no País.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo que também inclui os vírus responsáveis por doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns, também conhecidos como muriçocas), que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.

A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que na maioria das vezes são leves. Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves, com comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.

Nos casos graves, a doença pode causar manifestações como encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.

Sintomas mais comuns:

– Febre;
– Mal-estar;
– Falta de apetite;
– Náuseas e vômitos;
– Dor de cabeça;
– Dor muscular;
– Dor nos olhos;
– Manchas na pele (exantema máculo-papular);
– Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia);
– Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões).

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, especialmente nos casos em que há suspeita da doença. Por isso, pessoas que apresentem sintomas compatíveis e tenham histórico de exposição a áreas com presença do mosquito devem procurar um serviço de saúde e informar essa condição aos profissionais.

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é de suporte e direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente.

Nos casos graves, principalmente quando há comprometimento do sistema nervoso central, pode ser necessária internação hospitalar e atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O tratamento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações.

Como se proteger?

– Utilizar repelente de acordo com as orientações do fabricante;
– Usar roupas que reduzam a exposição da pele, especialmente em áreas de maior risco;
– Utilizar telas em portas e janelas;
– Eliminar recipientes e locais que possam acumular água;
– Evitar o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos;
– Evitar, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos;
– Redobrar os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex.

Nota oficial do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão da Febre do Nilo Ocidental. Em 2026, foram confirmados dois casos em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí. Em Santa Catarina, um dos casos evoluiu para óbito, ainda sob investigação como causa base.

A pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no país.

O SUS oferece atendimento, diagnóstico e tratamento aos casos suspeitos ou confirmados. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e o tratamento depende da gravidade. Os principais sintomas são febre de início abrupto, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Pessoas com sintomas devem procurar um serviço de saúde.



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Discord recorre contra suspensão de lives determinada pela ANPD


O Discord recorreu da decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que determinou a suspensão das transmissões ao vivo e de outras ferramentas de compartilhamento de vídeo da plataforma no Brasil. O recurso foi apresentado nesta segunda-feira (24) e está sendo analisado pela agência.

“A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informa que está analisando o recurso apresentado pela plataforma Discord nesta segunda-feira (24)”, informou o órgão. O Estadão procurou o Discord, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.

A determinação da ANPD foi adotada na semana passada e condiciona a retomada das ferramentas à comprovação de medidas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

O Discord já havia anunciado, no dia 17 de agosto, a suspensão dos recursos de compartilhamento de tela e vídeo no país em cumprimento à decisão. Em carta publicada em seu site, a empresa afirmou que “esta é uma situação séria” e mencionou o suicídio de uma adolescente de 13 anos, que tirou a própria vida após ser alvo de incitação à violência por uma rede de ódio que se articulou na internet.

“A ordem ocorre após um caso devastador envolvendo a morte de uma adolescente, na sequência de uma campanha coordenada de violência extrema conduzida em múltiplas plataformas. Trabalhamos todos os dias para manter esses indivíduos fora da nossa plataforma e para tornar o Discord mais seguro para os adolescentes. Temos colaborado e continuamos colaborando com as autoridades policiais neste caso”, diz a carta do Discord.

O Discord também disse que trabalhava para restabelecer os recursos suspensos “o mais rápido possível”. Segundo a empresa, a plataforma é utilizada no Brasil por gamers, desenvolvedores, pequenas empresas e outras comunidades.

Apesar da suspensão das ferramentas de vídeo e compartilhamento de tela, permanecem disponíveis as mensagens diretas individuais e em grupo, os servidores, os canais de voz e chamadas exclusivamente de áudio e os demais recursos que não dependem das funcionalidades afetadas pela decisão.

Plataforma contesta atuação da ANPD

Antes de apresentar o recurso, o Discord já havia questionado aspectos da atuação da ANPD na investigação. Em resposta apresentada à agência no dia 14 de agosto, a empresa afirmou que o órgão tinha conhecimento, desde fevereiro, do mecanismo de aferição de idade utilizado pela plataforma e que, até então, não havia apontado problemas nem exigido melhorias nesse sistema

O Estadão teve acesso ao documento apresentado pela empresa e questionou a ANPD sobre essa alegação, mas ainda não havia obtido resposta.

A investigação foi instaurada no início deste mês para apurar possíveis irregularidades relacionadas à proteção de crianças e adolescentes no Discord. Em julho, a plataforma foi utilizada para transmitir a automutilação de uma adolescente de 13 anos que acabou falecendo.

Outras investigações também apontaram o uso da rede por grupos extremistas e terroristas, com estímulo a práticas como autoagressão, tortura de animais, abuso sexual de crianças e adolescentes e tiroteios em escolas.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.



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Indústria de rações brasileira cresce 5,4% no primeiro trimestre de 2026

A indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a primeira prévia divulgada pelo Sindirações. O avanço foi sustentado principalmente pelas cadeias de aves e suínos, que registraram aumento na produção e nas exportações.

Para 2026, a entidade projeta que a produção de rações supere 98 milhões de toneladas, crescimento estimado em 4,5% em relação ao volume registrado em 2025.

Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, o resultado mostra a capacidade de adaptação da cadeia de proteína animal mesmo diante de desafios sanitários e comerciais.

“O desempenho do primeiro trimestre reforça a resiliência da cadeia brasileira de proteína animal, apoiada em ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional e avanço das tecnologias de produção”, afirmou.

Aves e suínos

A avicultura de corte foi o segmento que mais demandou ração no primeiro trimestre, com aproximadamente 10 milhões de toneladas. O resultado acompanha a recuperação da atividade depois das turbulências sanitárias enfrentadas em 2025.

Entre janeiro e março, o abate de frangos cresceu 3,6%, enquanto o peso acumulado das carcaças aumentou mais de 7%, de acordo com dados do IBGE. Para o ano, o Sindirações estima uma demanda de 39,8 milhões de toneladas de rações para frangos de corte.

Na suinocultura, a demanda chegou a 5,5 milhões de toneladas no primeiro trimestre. O abate de suínos alcançou 15,3 milhões de cabeças, alta de aproximadamente 5,5% na comparação anual.

As exportações também ajudaram a absorver a maior disponibilidade de carne e deram sustentação às cotações. Para 2026, a previsão é de aproximadamente 23,6 milhões de toneladas de rações destinadas aos suínos.

Produção de ovos e leite 

A produção brasileira de ovos chegou a 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre, crescimento de 0,4% em relação ao mesmo período de 2025. A demanda por rações para poedeiras foi de 1,8 milhão de toneladas e deve alcançar cerca de 7,7 milhões de toneladas no ano.

Na pecuária leiteira, os estabelecimentos sob inspeção sanitária adquiriram 6,8 bilhões de litros de leite cru, alta de 3,3%. A demanda por rações para bovinos leiteiros chegou a 2 milhões de toneladas no trimestre, com previsão de atingir 7,9 milhões de toneladas em 2026.

Segundo o Sindirações, o resultado foi favorecido pelo aumento da oferta de matéria seca, investimentos em produtividade e maior intensificação tecnológica.

Ração para bovinos de corte

Na bovinocultura de corte, foram abatidas 10,3 milhões de cabeças no primeiro trimestre, mais de 3% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

A produção de rações para o segmento somou aproximadamente 1,28 milhão de toneladas entre janeiro e março. Para o ano, a expectativa é superar 8,2 milhões de toneladas.

Apesar da elevada oferta de animais e carne, o fluxo de exportações contribuiu para equilibrar a disponibilidade no mercado doméstico e sustentar os preços.

Aquicultura 

Na aquicultura, a demanda por rações foi de aproximadamente 500 mil toneladas no primeiro trimestre. Para 2026, a previsão é de que o consumo alcance 1,97 milhão de toneladas.

O setor inicia o ano com maior previsibilidade, mas ainda enfrenta desafios relacionados à concorrência de pescados importados, custos de produção, segurança jurídica e regulamentação.

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Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento de R$ 20 milhões e um dos mais caros do mundo


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou, nesta segunda-feira (24) o registro do Elevidys (delandistrogene moxeparvovec), terapia gênica voltada ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD). Considerado um dos medicamentos mais caros do mundo, com custo estimado em R$ 20 milhões em dose única, o produto não era incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e vinha sendo obtido no País via judicialização.

Desenvolvida nos Estados Unidos pela farmacêutica Roche, o remédio, cujo princípio ativo é o delandistrogeno moxeparvoveque, consiste em uma única injeção que age como uma terapia genética – tratamento que visa corrigir genes.

A revogação do registro ocorreu a pedido da própria fabricante, que comercializava o produto no Brasil em parceria com a desenvolvedora norte-americana Sarepta Therapeutics.

O nome do medicamento ficou em entre termos mais buscados no Google Trends nesta segunda-feira, 24.

O cancelamento do registro foi feito, segundo a farmacêutica, porque, até este momento, os dados de eficácia e segurança apresentados até o momento não se mostraram suficientes para cumprir os requisitos regulatórios definitivos. A terapia possuía autorização condicional desde dezembro de 2024.

Em um comunicado conjunto, a Anvisa e a Roche dizem que o cancelamento do registro “não altera as obrigações da empresa relacionadas ao acompanhamento dos pacientes previamente expostos ao medicamento nos estudos clínicos e programas existentes, incluindo os pacientes brasileiros que receberam Elevidys® entre dezembro de 2024 e julho de 2025, com monitoramento continuo de segurança e reporte das informações pertinentes a Anvisa, nos termos da regulação aplicável”.

No mercado brasileiro, o tratamento tinha indicação a crianças de 4 a 7 anos portadoras de DMD que mantinham a capacidade de caminhar sem auxílio e não apresentavam anticorpos pré-existentes contra o vetor viral utilizado na aplicação.

Como funciona a terapia e a doença

A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética rara, neuromuscular e degenerativa, ligada ao cromossomo X, que afeta quase exclusivamente meninos. A condição impede a produção adequada de distrofina, uma proteína essencial para a estabilidade estrutural das membranas das células musculares, levando à fraqueza e à perda progressiva da capacidade motora, respiratória e cardíaca.

O Elevidys atua como um vetor viral (AAVrh74) que transporta e insere nas células do paciente um transgene responsável por codificar uma versão encurtada e funcional da proteína, chamada microdistrofina. O objetivo era desacelerar a progressão da atrofia muscular com uma aplicação única.

Com a publicação do cancelamento no Diário Oficial da União, a importação, distribuição e comercialização do Elevidys ficam oficialmente suspensas em território nacional, restando à Anvisa orientar a conduta em relação aos pacientes que já haviam iniciado o processo de compra ou aplicação.



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Soja fecha em baixa em Chicago com boas projeções da safra americana

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro da soja para entrega em novembro fechou na sessão desta segunda-feira (24) em queda de 1,23%, cotado a US$ 12,24 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a pressão veio principalmente da leitura final do Pro Farmer, que indicou que as produtividades nas regiões de Illinois e Iowa podem compensar parte das perdas registradas em outros estados americanos.

O complexo também influenciou o mercado, em que o óleo de soja recuou em toda a curva, pressionado pela queda dos RINs e pela expectativa de flexibilização das regras nos Estados Unidos. Já o farelo foi o único componente do complexo a operar em alta.

A Granar destacou ainda a projeção de uma safra recorde de soja nos Estados Unidos. O Pro Farmer estima produção de 124,43 milhões de toneladas, acima da previsão de 122,99 milhões de toneladas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgada em 12 de agosto.

Milho

O milho começou a semana em alta na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 1,38%, encerrando o pregão a US$ 5,15 por bushel.

O movimento ganhou força após a divulgação da estimativa do Pro Farmer para a safra norte-americana. A consultoria projetou produtividade de 173,2 bushels por acre e produção de 15,344 bilhões de bushels, abaixo das estimativas do USDA.

Em toneladas, a projeção do Pro Farmer equivale a 389,75 milhões de toneladas, enquanto o departamento dos Estados Unidos estima 406,75 milhões de toneladas para a safra 2026/27. A diferença aumenta as dúvidas sobre o tamanho da produção americana e pode abrir espaço para revisões nas próximas estimativas oficiais.

Trigo

O trigo encerrou o dia praticamente estável em Chicago, em que o contrato para dezembro subiu 0,04%, para US$ 6,99 por bushel.

 

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