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Justiça mantém suspensão de demissões em massa das Casas Bahia


O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Distrito Federal decidiu manter a liminar que proibiu as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país.

A decisão foi proferida na noite desta segunda-feira (24) pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva. A magistrada rejeitou um mandado de segurança protocolado pela varejista após constatar que a empresa não apresentou todos os documentos necessários para o julgamento do caso.

Com a decisão, permanece válida a decisão de primeira instância que entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

A empresa foi obrigada a restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento, no plano de saúde e a manter os benefícios assistenciais. Novas demissões só poderão ocorrer se tiverem intermediação dos sindicatos.

Após a suspensão das demissões, a varejista declarou que respeita as decisões judiciais e que prestará os esclarecimentos que forem solicitados.

Na semana passada, a empresa anunciou que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial.  As dívidas da companhia chegam a R$ 17,3 bilhões.

Cerca de 1,9 mil funcionários já foram demitidos e 298 lojas foram fechadas.



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Entrega de fertilizantes no Brasil deve cair para 45,3 milhões de toneladas

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro devem somar 45,31 milhões de toneladas em 2026, uma queda em relação às cerca de 49 milhões de toneladas registradas no ano passado, segundo estimativa apresentada pelo presidente da Agroconsult, André Pessôa, nesta terça-feira (25), durante o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos). Segundo ele, este número pode ser ainda menor, “escorregando” para 44 milhões de toneladas.

A consultoria projeta redução nas entregas de todos os principais nutrientes, em um cenário de menor importação, queda da produção nacional e atraso nas compras por parte dos produtores rurais.

Pessôa classificou a temporada como uma “safra Mounjaro”, em referência ao medicamento utilizado para perda de peso, para ilustrar a redução no volume de fertilizantes aplicado nas lavouras.

“No fim do ano, o pior já terá passado. Mas o estrago está feito, vai chegar menos produto”, afirmou.

Segundo Jeferson Souza, analista de insumos na Agrinvest, falta 15% do mercado de fertilizantes para rodar. “Mas se não está rodando agora, vai rodar quando?”, provocou. Segundo ele, este volume que falta é altamente dependente de crédito disponível, e que não chega ao produtor nesse momento.

Produtores reduzem aplicações

Segundo a Agroconsult, os produtores vêm reduzindo as doses de aplicação de fósforo, apesar de as lavouras registrarem níveis recordes de extração do nutriente.

Pessôa afirmou que, na avaliação da consultoria, esses cortes foram realizados sem comprometer as recomendações agronômicas.

A avaliação indica que parte dos produtores ajustou o manejo nutricional para reduzir custos diante da piora da rentabilidade das últimas safras.

Souza disse que o mesmo vem sendo observado para potássio e nitrogênio que, inicialmente, não eram uma preocupação, e deve haver um novo reajuste nas projeções.

A redução das entregas, segundo a Agroconsult, também reflete um recuo na oferta disponível no mercado brasileiro.

Pessôa afirmou que houve queda tanto nas importações quanto na produção nacional de fertilizantes, reduzindo o volume de produto disponível para atender à demanda da safra.

A consultoria avalia que o impacto da retração nas compras e da menor oferta já está consolidado para a temporada atual, mesmo que o mercado apresente sinais de normalização ao longo do segundo semestre.

Preços das commodities

Os preços das principais commodities agrícolas dão sinais de recuperação para a próxima safra, mas a melhora nas cotações não deve ser suficiente para reverter a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural, afirmou.

Segundo Pessoa, depois de um período de queda, os preços agrícolas deixaram de recuar e indicam recuperação para 2026/27. “Apesar das dificuldades de rentabilidade, podemos comemorar que os preços pararam de cair e indicam alguma recuperação para o próximo ano. O que não quer dizer que a rentabilidade vai melhorar”, disse.

A avaliação ocorre em um cenário de aumento dos custos de produção e de maior endividamento no campo. Para a soja, a Agroconsult projeta um mercado mais apertado na temporada 2026/27, com o consumo mundial superando a oferta.

Os preços da soja, afirmou, já estão acima da projeção da consultoria de US$ 12 por bushel.

“Devemos ter nesta temporada mais consumo de soja do que oferta, diminuindo a montanha de estoques que acumulamos nos últimos anos”, dando sustentação às cotações internacionais.

No milho, a consultoria também prevê déficit de oferta no mercado internacional. Pessôa citou problemas climáticos na Europa, dificuldades de produção na Ucrânia e desafios enfrentados pelos Estados Unidos como fatores que devem reduzir a disponibilidade do cereal.

A expectativa da Agroconsult é de preços próximos de US$ 5 por bushel na próxima safra.

Para o trigo, a consultoria também projeta recuperação das cotações em razão de um déficit esperado entre oferta e demanda.

Apesar da melhora esperada para as commodities, Pessôa afirmou que os custos de produção deixaram de cair e voltaram a subir.

Segundo ele, os custos vinham recuando desde o pico registrado após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, mas interromperam essa trajetória na safra 2024/25. Desde então, voltaram a crescer.

A margem EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) dos produtores, segundo a Agroconsult, está atualmente abaixo de 15%. Pessôa destacou que os fertilizantes representam uma parcela importante dos custos, mas não são o único fator de pressão sobre as despesas da atividade.

Endividamento dos produtores aumenta

A Agroconsult também apontou um aumento da alavancagem financeira dos produtores rurais. Segundo Pessôa, a relação entre dívida líquida e EBITDA passou de 1,4 vez em 2025 para 2,1 vezes em 2026, com projeção de alcançar 2,8 vezes em 2027.

Ele afirmou que a consultoria considera um índice de até duas vezes como um nível saudável de endividamento. Antes da pandemia, acrescentou, o indicador permanecia bem abaixo desse patamar.

Durante a apresentação, Pessoa atribuiu parte do cenário de maior endividamento ao ambiente de crédito no Brasil.

Além dos conflitos geopolíticos, ele afirmou que os produtores enfrentam um ambiente de crédito “muito hostil”, que reduziu a previsibilidade e a antecedência na contratação de financiamentos para a safra.

Na avaliação do presidente da Agroconsult, as medidas anunciadas pelo governo para renegociação de dívidas não devem reduzir o endividamento dos médios e grandes produtores.

Segundo ele, os programas podem beneficiar produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, mas a perspectiva para os demais é de aumento da competição pelos recursos subsidiados do Tesouro Nacional, sem redução da pressão financeira sobre esse grupo.

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

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Mulheres em situação de violência passam a ter teleatendimento psicológico pelo SUS


Mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o país passam a ter teleatendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, serão disponibilizadas até 100 mil consultas por mês.

Além das mulheres com 18 anos ou mais que vivenciam situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral; a assistência por videochamada abrange aquelas com sobrecarga de cuidado não remunerado, por exemplo, de pessoas com deficiências (PCD), de familiares neurodivergentes ou com doenças raras.

O objetivo do atendimento psicológico remoto é oferecer um espaço seguro e sem julgamentos para compreender a situação vivida pelas pacientes e construir estratégias de proteção, cuidado e bem-estar.

O teleatendimento integra a ação Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres do Ministério da Saúde em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Acesso

O serviço gratuito pode ser acessado por meio do aplicativo “Acolhe Mais”, localizado na página inicial do Meu SUS Digital ou no site. É necessário fazer o login com a senha da plataforma Gov.br.

Não é necessário o encaminhamento prévio por outra unidade pública de saúde ou apresentar qualquer documento que comprove a situação de violência, vulnerabilidade ou a condição de cuidadora sem remuneração.

Primeiramente, a mulher interessada deve fazer o cadastro, com o preenchimento do formulário online e responder às perguntas do acolhimento digital.

Procedimento

Após o envio da solicitação teleatendimento psicológico, a equipe de profissionais fará a avaliação das informações e o retorno à paciente deverá ocorrer em até 24 horas.

Feito o agendamento, a usuária receberá a confirmação da consulta, orientações, lembretes e o link para a videochamada.
Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, no horário de Brasília. E aos sábados, das 8h às 14h.

Atendimento

As sessões de teleatendimento psicológico têm duração mínima de 50 minutos.

A jornada prevê acolhimento inicial e acompanhamento psicológico, com ciclos de até 10 sessões e possibilidade de renovação quando houver necessidade.

A proposta é que a mesma psicóloga acompanhe a usuária ao longo do processo, favorecendo a construção de vínculo.

Ajuda

Se houver risco imediato de violência ou violência consumada, a vítima ou pessoa que tenha conhecimento da situação deve ligar para o telefone de emergência da Polícia Militar de sua localidade, no número 190, ou no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), número 192.

A rede de proteção também conta com a Central de Atendimento à Mulher 180. O atendimento é gratuito e funciona por 24 horas, sete dias por semana, inclusive nos feriados.



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Açúcar recua 2,15% em Nova York com petróleo e importações da Índia

Os contratos futuros de açúcar negociados na bolsa de Nova York recuaram nesta terça-feira (25), com o vencimento para outubro com baixa de 2,15% e negociado a 17,27 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o TradingView, os preços ficaram pressionados pela correção do mercado após as máximas recentes, além da queda nas cotações do petróleo, que reduz a atratividade do açúcar para a produção de etanol.

Além disso, o mercado acompanha as perspectivas de importações menores pela Índia, o que também contribuiu para a queda nos preços futuros nesta sessão.

A consultoria indiana Greenleaf estima que o país poderá importar no máximo 500 mil toneladas de açúcar até 31 de outubro, metade do volume de 1 milhão de toneladas autorizado sem tarifas pela Direção-Geral de Comércio Exterior.

No Brasil, maior produtor mundial de açúcar, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta produção de 705,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27, alta de 4,7% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do aumento da oferta de cana, a produção de açúcar deve recuar 2,9%, para 42,89 milhões de toneladas. Já a produção de etanol a partir da cana deve crescer 9,7%, alcançando 29,98 bilhões de litros.

O mercado também segue acompanhando a possibilidade de um El Niño de forte intensidade pode afetar a produção nas principais regiões produtoras de açúcar e limitar a oferta global.

Café

As cotações do café arábica encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Nova York, mas permaneceram próximas dos maiores níveis recentes. O vencimento para dezembro recuou 1,80% e fechou cotado a US$ 3,35 por libra-peso.

Ao longo da sessão, os contratos chegaram a ser negociados próximos de US$ 3,40 por libra-peso, em um cenário de sustentação dos preços diante dos estoques reduzidos e das preocupações persistentes com a oferta global.

De acordo com as informações do Tranding View, os estoques de café arábica certificados pela ICE continuam em queda e se aproximam do menor nível em 26 anos.

No Brasil, a expectativa é de uma colheita recorde, de aproximadamente 75 milhões de sacas. Apesar do potencial produtivo, o ritmo dos trabalhos no campo está mais lento do que no mesmo período do ano passado.

“As condições climáticas mais secas, por outro lado, têm permitido aos produtores acelerar a colheita. A qualidade de parte da nova safra de arábica, porém, segue como ponto de atenção”, conforme destacou o Tranding View.

O mercado também acompanha a safra na Colômbia, em que a produção deve recuar para 12,5 milhões de sacas em 2026, ante 13,7 milhões de sacas no ano anterior. A queda é atribuída, em parte, aos impactos do fenômeno El Niño sobre as lavouras.

Cacau

Os sinais de uma oferta global mais confortável pressionaram as cotações do cacau nesta sessão na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro recuou 1,95% e encerrou a sessão negociado a US$ 5.829 por tonelada.

Segundo a Barchart, os preços atingiram o menor nível em uma semana durante o pregão, diante de indicações de aumento da disponibilidade da commodity no mercado internacional.

Um dos fatores que contribuíram para a pressão sobre as cotações foi o avanço das exportações de cacau em grão da Nigéria. Dados divulgados pela Bloomberg apontam que os embarques do país somaram 16.052 toneladas em julho, alta de 18% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A Nigéria é o quinto maior produtor mundial de cacau, e o aumento das exportações reforça a percepção de uma oferta global mais elevada, contribuindo para a queda dos preços em Nova York.

Algodão

No mercado de algodão, as cotações encerraram o dia em baixa na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,55% e fechou a 88,34 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com o Barchart, o mercado acompanha a evolução das lavouras americanas, especialmente diante da piora nas condições em importantes regiões produtoras.

Os dados semanais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre o andamento da safra americana mostraram que 81% das lavouras de algodão estavam em fase de formação de cápsulas até domingo. Outros 20% já apresentavam cápsulas abertas.

Apesar do avanço do desenvolvimento das plantas, a avaliação das condições da safra piorou. O percentual classificado entre bom e excelente caiu para 37%, uma redução de um ponto percentual em relação à semana anterior.

Suco de Laranja

O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em novembro finalizou com desvalorização de 2,08% em que o contrato fechou negociado a US$ 1,55 por libra-peso.

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Quem é o desembargador que mostrou saldo de R$ 96 ao defender salário de juízes


O desembargador Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), publicou desabafo em seu perfil no Instagram sobre o pagamento de juízes. Na postagem, ele compartilhou um extrato bancário que mostrava saldo de R$ 96,10 em sua conta. Depois da repercussão, o texto intitulado “O custo da coragem e o saldo do fim do mês” foi apagado.

Na publicação, Alburquerque defendeu a remuneração da magistratura, criticou a cobertura da imprensa sobre os salários do Judiciário e disse desconhecer os chamados “penduricalhos”.

Segundo dados do próprio TJAL, o desembargador recebeu, em março deste ano, valor líquido de R$ 126.535,87. De janeiro a julho, o recebimento total somou R$ 546.423,19.

Em abril de 2024, Albuquerque foi empossado como desembargador do TJAL. Ele assumiu o assento deixado por José Carlos Malta Marques, que se aposentou no início do mesmo ano.

Antes, Albuquerque era Procurador-Geral de Justiça. Foi escolhido para o cargo, em abril de 2020, pelo ex-governador de Alagoas e senador, Renan Filho (MDB-AL).

Formado em direito em 1982, ingressou no Ministério Público cinco anos depois, onde atuou como promotor, procurador e subprocurador. Também foi corregedor de Justiça em 2013.



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Soja fecha em alta de 1,10% em Chicago com piora na safra dos EUA

A soja fechou em alta nesta terça-feira (25) na bolsa de Chicago, impulsionada pela piora nas condições das lavouras dos Estados Unidos e pela expectativa de novas compras chinesas do produto americano. O contrato para entrega em novembro avançou 1,10% e encerrou o pregão cotado a US$ 12,37 por bushel.

Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o percentual da safra classificado entre boa e excelente caiu de 61% para 60% na última semana. O resultado ficou abaixo dos 61% esperados pelo mercado e também dos 69% registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os principais estados produtores, Illinois manteve 59% da lavoura em condições boas ou excelentes, mesmo percentual da semana anterior e acima dos 58% registrados há um ano. Em Iowa, o índice caiu de 78% para 77%, enquanto no mesmo período de 2025 estava em 79%.

O USDA informou ainda que 91% da safra de soja já havia formado vagens. O processo de perda de folhas alcançou 6% das lavouras, acima dos 4% registrados no ano passado e da média histórica de 4%.

A deterioração das condições das lavouras renovou as expectativas dos operadores sobre a possibilidade de novas compras chinesas de soja americana. O movimento ocorre menos de um mês antes da visita do presidente chinês Xi Jinping ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentando a atenção do mercado para possíveis avanços nas relações comerciais entre os dois países.

Além disso, o USDA confirmou nesta terça-feira uma nova venda de 132 mil toneladas de soja americana da safra 2026/27 para destinos ainda não divulgados. A operação também contribuiu para dar suporte às cotações em Chicago.

Milho

O preço do milho futuro acumulou a quinta sessão consecutiva de alta e alcançou o maior patamar em 20 meses. O movimento ganhou força após o USDA apontar uma nova piora nas condições das lavouras norte-americanas em seu relatório semanal divulgado nesta segunda-feira (24).

O vencimento para dezembro registrou avanço de 1,55% e terminou o dia negociado a US$ 5,23 por bushel.

Além disso, o mercado segue repercutindo a estimativa da ProFarmer, divulgada na sexta-feira (21), que projeta uma produção de milho nos Estados Unidos de 389,75 milhões de toneladas na safra 2026/27. O volume é 4,18% inferior à previsão oficial do USDA, de 406,75 milhões de toneladas.

No relatório mais recente, o USDA reduziu de 60% para 57% a parcela da safra de milho classificada como boa ou excelente. O índice ficou abaixo dos 71% registrados no mesmo período do ano passado e também da expectativa de 59% dos analistas.

Entre os principais estados produtores, Iowa manteve 78% da lavoura nas categorias boa ou excelente, enquanto Illinois registrou 58%. Na semana anterior, os índices eram de 78% e 59%, respectivamente. Um ano atrás, as proporções chegavam a 84% em Iowa e 61% em Illinois.

O relatório também mostrou avanço no desenvolvimento das lavouras. Cerca de 86% do milho já estava no estágio leitoso, enquanto 45% havia atingido a fase de formação de grãos e 6% estava maduro. Na semana anterior, apenas 4% da safra estava madura. No mesmo período do ano passado e considerando a média histórica, o índice era de 6%.

Trigo

O contrato do trigo para entrega em dezembro subiu 0,54% na Bolsa de Chicago e terminou o pregão cotado a US$ 7,03 por bushel.

Depois de registrar forte queda durante as negociações noturnas, a Granar apontou que o trigo recuperou terreno e fechou em alta nas bolsas americanas. O movimento ocorreu após o mercado reduzir o impacto inicial da suspensão dos impostos de exportação anunciada pela Rússia.

A realização de lucros e o movimento especulativo provocado pela notícia deram lugar à retomada das compras ao longo da sessão. O desempenho positivo do milho também contribuiu para sustentar os preços do trigo, já que uma possível redução na disponibilidade de grãos para alimentação animal pode aumentar a demanda pelo cereal nesse segmento.

A consultoria Granar também apontou que outro fator de suporte foi a incerteza em torno do comércio de grãos na região do Mar Negro. Os embarques seguem sob pressão em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, com ataques de drones e mísseis atingindo estruturas ligadas à logística de exportação e aumentando os riscos para o fluxo de mercadorias na região.

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O que é a febre do Nilo Ocidental? Especialistas tiram as principais dúvidas


O Estado de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental de sua história. As pacientes são uma moradora de Ribeirão Preto e outra de São José do Rio Preto. Em Santa Catarina, outros dois casos foram confirmados, envolvendo moradores de Imbituba e Caçador. Um dos casos catarinenses evoluiu para morte.

Apesar de ainda ser pouco conhecida no Brasil, a infecção não é nova. O nome vem do vírus que causa a doença, identificado pela primeira vez em 1937 no sangue de uma mulher com febre na província de Nilo Ocidental, em Uganda.

No Brasil, o primeiro caso foi registrado em 2014, no Piauí. O Estado também foi o primeiro do país a notificar um óbito pela doença, em 2017.

A seguir, entenda como ocorre a transmissão da doença, quais são os principais sintomas, os riscos de complicações e as formas de diagnóstico, tratamento e prevenção.

O que é a febre do Nilo Ocidental?

A febre do Nilo Ocidental é uma doença causada pelo vírus do Nilo Ocidental. Assim como dengue, chikungunya e febre amarela, é uma arbovirose transmitida por insetos vetores.

“É considerada uma zoonose, pois afeta também outros animais, como aves e equinos”, explica Camila Romano, bióloga e pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP).

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de transmissão é pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, que costumam circular principalmente no início da manhã ou da noite.

O vírus circula principalmente entre aves e mosquitos. Ao picar uma ave infectada, o mosquito pode adquirir o vírus e transmiti-lo posteriormente para pessoas ou outros animais.

Seres humanos e cavalos, no entanto, não costumam manter esse ciclo de transmissão, porque apresentam uma quantidade baixa do vírus no sangue. “Diferentemente do que acontece em algumas outras arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, os seres humanos não são a principal fonte do vírus para os mosquitos”, afirma Camila.

A doença passa de uma pessoa para outra?

Não há transmissão de pessoa para pessoa pelo contato cotidiano, como toque, tosse ou convívio próximo. A principal forma de infecção é a picada do mosquito infectado.

Segundo Victor Bertollo Gomes, médico infectologista e membro do comitê de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), existem situações raras em que a transmissão pode ocorrer por outras vias, como transfusão de sangue, transplante de órgãos e da mãe para o feto durante a gravidez. Há ainda a possibilidade de transmissão pelo aleitamento materno.

Principais sintomas

Cerca de 80% das pessoas infectadas são assintomáticas. Entre as que apresentam sintomas, a maioria desenvolve um quadro leve, semelhante ao de uma virose comum.

Os primeiros sintomas costumam surgir entre dois e seis dias após a picada do mosquito infectado, mas esse intervalo pode chegar a 14 dias. Em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, o período pode ser ainda maior.

Segundo o infectologista, os principais sintomas são:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares e nas articulações;
  • náusea e vômito;
  • diarreia;
  • cansaço;
  • ínguas;
  • manchas na pele.

Menos de 1% dos infectados, aproximadamente uma em cada 150 pessoas, pode desenvolver complicações neurológicas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

Quando a doença pode se tornar grave?

Os quadros mais graves ocorrem quando o vírus atinge o sistema nervoso central. Gomes explica que alguns sinais de alerta são febre alta, rigidez na nuca, dor de cabeça intensa, confusão mental, desorientação, sonolência excessiva, tremores e convulsões.

Também podem ocorrer fraqueza muscular, perda de visão, dormência e paralisia. Esses sintomas podem indicar meningite, uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula, ou encefalite, inflamação do próprio cérebro. “Qualquer um desses sinais exige atendimento médico imediato”, alerta o médico.

O risco de desenvolver essas complicações aumenta com a idade, principalmente após os 70 anos. Pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doença renal também são mais vulneráveis, assim como aquelas com o sistema imunológico comprometido.

Desafios no diagnóstico

A febre do Nilo Ocidental pode ser confundida com outras arboviroses porque provoca sintomas semelhantes, como febre, dor de cabeça, dores no corpo e manchas na pele. Por isso, a confirmação da infecção depende de exames laboratoriais.

Segundo Camila, uma das formas de diagnóstico é a sorologia, que procura anticorpos contra o vírus e pode ser realizada a partir do quinto dia de sintomas. Outra possibilidade é o PCR, indicado principalmente nos primeiros dias da infecção.

O diagnóstico, porém, pode enfrentar algumas dificuldades. Gomes afirma que os testes sorológicos podem apresentar reação cruzada com vírus da mesma família, incluindo dengue, zika e febre amarela, dificultando a confirmação. Nesses casos, podem ser necessários exames mais específicos.

Já o RT-PCR, que pode identificar o material genético do vírus no sangue ou no líquor, líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal, não está amplamente disponível.

Existe tratamento?

Não existe um antiviral específico aprovado para combater o vírus do Nilo Ocidental. O tratamento depende da gravidade do quadro.

Nos casos leves, Gomes afirma que são adotadas medidas para aliviar os sintomas, como repouso, hidratação e uso de analgésicos, antitérmicos e alguns anti-inflamatórios.

Nos casos graves, especialmente quando há comprometimento neurológico, pode ser necessária internação hospitalar. O atendimento pode envolver hidratação intravenosa, controle da dor, suporte respiratório e cuidados intensivos, conforme a necessidade do paciente.

Ainda não há vacina para humanos

Não existe uma vacina contra a febre do Nilo Ocidental aprovada para seres humanos. As vacinas disponíveis são de uso veterinário.

Por isso, a prevenção da doença depende principalmente de medidas para diminuir a exposição aos mosquitos.

Prevenção

Segundo Gomes, a prevenção envolve tanto medidas individuais quanto ações de controle dos mosquitos. Entre os principais cuidados estão:

  • eliminar recipientes com água parada que possam funcionar como criadouros;
  • usar repelentes;
  • utilizar roupas compridas nos horários de maior atividade dos mosquitos;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • utilizar mosquiteiros;
  • não despejar lixo em valas, córregos, rios e riachos;
  • evitar manusear animais mortos.

O infectologista destaca ainda a importância de medidas públicas, como controle de criadouros, manejo ambiental, melhoria do saneamento básico e, em situações de surto, eventual controle químico dos mosquitos.

Há risco de aumento de casos no Brasil?

A identificação de casos em diferentes estados chama a atenção, mas ainda não é possível afirmar que houve um aumento da circulação do vírus. Para Gomes, os novos registros podem estar relacionados tanto a uma circulação mais intensa quanto ao aumento da suspeita e da realização de exames.

O infectologista ressalta que a febre do Nilo Ocidental ainda é uma doença rara no Brasil e apresenta baixo risco para a população em geral.



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Profert ajuda, mas setor de fertilizantes cobra crédito e apoio à indústria

O anúncio de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nos próximos dias o Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes) foi recebido como um avanço pela indústria, mas executivos do setor afirmam que a medida precisará ser acompanhada de ações de curto prazo para enfrentar a crise de crédito e viabilizar investimentos na produção nacional.

As afirmações foram feitas nesta terça-feira (25), durante o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos), em São Paulo.

O country manager da Mosaic Brasil, Eduardo Monteiro, afirmou que o Profert cria uma perspectiva positiva para a indústria no médio e longo prazo, mas disse que a cadeia enfrenta dificuldades imediatas de financiamento.“Tendo o Profert, ótimo, vai nos ajudar no médio e longo prazo, mas a agricultura e o setor precisam de remédio e incentivo agora”, disse.

O Profert, anunciado por Geraldo Alckmin durante o congresso e já aprovado pelo Congresso Nacional, prevê mecanismos para estimular a indústria nacional de fertilizantes, incluindo metas graduais de mistura de produto nacional e linhas de financiamento para modernização, expansão e reativação de fábricas. A expectativa do governo é que a sanção presidencial ocorra nos próximos dias.

Segundo Monteiro, a principal demanda é a liberação urgente de crédito para produtores e empresas do setor. “O setor enfrenta a maior crise de crédito em 20 anos. A retração do crédito leva o Brasil a produzir menos, gerando menos riqueza e menos divisas.”

Ele também defendeu apoio para a aquisição de enxofre, insumo utilizado na produção de fertilizantes, e afirmou que o fechamento de unidades industriais no país preocupa a cadeia.

Ao comentar o papel do governo, Monteiro afirmou que o setor já enfrenta aumento de custos decorrente de mudanças tributárias. “Só não atrapalhar, já ajuda”, disse.

Produção nacional e risco

No mesmo painel, o presidente da Yara Brasil, Marcelo Altieri, defendeu que ampliar a produção doméstica depende de um ambiente que permita novos investimentos.

Segundo Altieri, produzir fertilizantes no Brasil significa competir com mercados que possuem custos de produção menores. Por isso, afirmou que o país precisa avançar em marcos regulatórios e incentivos para tornar esses investimentos economicamente viáveis.

Altieri disse que a indústria de fertilizantes se tornou mais resiliente após reorganizar suas cadeias de suprimento nos últimos anos em resposta às crises geopolíticas, como a guerra da Rússia e Ucrânia. “Na Yara tivemos que mudar totalmente nossa cadeia para seguir operando”, disse.

Segundo ele, conflitos internacionais passaram a fazer parte da estrutura de custos de agricultores, empresas e consumidores, levando o setor a diversificar fornecedores, fortalecer o planejamento logístico e ampliar a gestão de riscos.

Dependência externa continuará, dizem executivos

Os dois executivos defenderam reduzir a vulnerabilidade do Brasil às oscilações externas, mas afirmaram que isso não significa buscar independência total da produção internacional.

Monteiro disse que segurança de suprimento não implica produzir todos os fertilizantes dentro do país e avaliou que os bioinsumos podem contribuir para diminuir parte da dependência externa e da exposição geopolítica.

Já Altieri afirmou que nenhuma potência agrícola é autossuficiente em fertilizantes. “É inimaginável pensar em eliminar as dependências internacionais, mas podemos tentar reduzir a exposição aos riscos”, disse.

“Nenhuma potência agrícola é 100% independente e com o Brasil não vai ser diferente. Mas precisamos reduzir a dependência de alguns segmentos”, acrescentou.

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Homem fica ferido após powerbank explodir em trem da Linha 7-Rubi; veja


Um passageiro ficou ferido após a explosão de um carregador portátil, conhecido como powerbank, dentro de um trem da Linha 7-Rubi, em São Paulo, na noite de segunda-feira (24). O caso ocorreu por volta das 18h, quando o vagão chegava à Estação Água Branca.

Segundo a concessionária TIC Trens, agentes de Atendimento e Segurança prestaram os primeiros socorros ao passageiro. A vítima foi encaminhada a um pronto-socorro da região.

A explosão não afetou a circulação dos trens, de acordo com a concessionária. A operação da Linha 7-Rubi seguiu normalmente após a ocorrência.

A TIC Trens é responsável pela operação da Linha 7-Rubi, que liga a capital paulista a municípios da região metropolitana.

Assista abaixo:





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Coopercitrus e Yara assinam acordo para descarbonizar café e cacau

A Coopercitrus e a Yara Brasil assinaram nesta terça-feira (25) um memorando de entendimentos para avaliar possíveis parcerias voltadas à descarbonização das cadeias produtivas de café e cacau. O acordo é não vinculante e os estudos começam imediatamente.

A assinatura ocorreu durante o Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela ANDA ( Associação Nacional para Difusão de Adubos), em São Paulo.

Pelo memorando, as empresas vão estudar projetos que busquem reduzir as emissões de carbono na produção das duas culturas. A iniciativa prevê a avaliação de oportunidades de negócios envolvendo tecnologias e insumos voltados à agricultura de menor emissão.

Segundo a diretora de Comunicação, Sustentabilidade e Cadeia do Alimento da Yara Brasil, Deise DallaNora, a proposta é ampliar o uso de soluções para a produção com menor pegada de carbono. Ela afirmou que a Coopercitrus já disponibiliza aos cooperados fertilizantes do portfólio da empresa classificados como de baixa emissão de carbono.

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/gabriella-weiss/agro/por-que-o-brasil-precisa-importar-fertilizantes/

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