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Trigo mais caro pressiona moinhos e padarias; veja como fica preço do pão

Moinhos e padarias estão absorvendo parte do aumento dos custos do trigo em um momento de menor oferta doméstica e incerteza sobre a qualidade da próxima safra. Enquanto os moinhos tentam recompor margens sem perder mercado, as padarias seguram parte da alta da farinha para evitar um aumento maior dos preços ao consumidor. O movimento comprime as margens ao longo da cadeia e ocorre justamente na transição para uma nova safra de trigo. 

Segundo Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR (Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná) e CEO do Moinho Globo, os moinhos já repassaram, em média, entre 10% e 15% do aumento de custos, mas ainda existe a necessidade de novos reajustes. 

Os moinhos têm adotado medidas para preservar caixa e margem. Segundo Venturelli, algumas empresas estão reduzindo as metas de volume e moagem para evitar a comercialização de trigo sem margem em um período de incerteza quanto à reposição da matéria-prima.

“Diminui a tua meta de volume. Foca em ter algum tipo de margem de contribuição e ganho, porque não adianta você queimar o trigo só para vender”, afirmou.

Alguns moinhos relataram à reportagem que, ao tentarem repassar um aumento de 5% no preço do trigo, não encontraram compradores dispostos a aceitar o reajuste. Venturelli confirma o movimento.

“Esse repasse tinha que ter acontecido no primeiro semestre e, para algumas empresas, não aconteceu. E agora, que a água chegou no pescoço, está no desespero. Esse é o ano mais desafiador que já vi em 20 anos”, disse. 

A dificuldade para avançar com novos reajustes ocorre em paralelo a uma maior incerteza na compra da matéria-prima. A área plantada com trigo no Brasil vem diminuindo, enquanto o Rio Grande do Sul também preocupa em razão das condições climáticas em um ano de El Niño. Ao mesmo tempo, a qualidade do trigo argentino, principal origem do cereal importado pelo Brasil, é uma preocupação para a indústria.

Nesse cenário, produtores e cooperativas têm demonstrado resistência em fixar a produção antes de saber exatamente o que conseguirão entregar. Para os moinhos, a questão não é apenas o volume disponível, mas também as características do trigo, que determinam sua utilização na fabricação das diferentes farinhas. Segundo Venturelli, essa combinação deixa produtores, cooperativas e moinhos em uma posição de espera.

“Não é que a gente não queira, é que a gente não consegue fixar contratos. O produtor ou a cooperativa quer vender o volume, mas não quer fixar.  Eles não têm preço e também não têm como garantir a qualidade ainda. Em teores de proteína, a gente não sabe ainda o que vai vir”, afirmou. Para Venturelli, o setor só terá uma visão mais concreta da safra quando o trigo estiver colhido e armazenado.

A expectativa sobre a próxima safra também reduz a disposição para formar estoques maiores. Segundo Venturelli, muitas empresas têm trigo suficiente para atender à produção apenas até o fim de agosto ou setembro, o que deixa o setor com uma janela relativamente curta até a entrada de novos volumes.

“Você não está alongado em estoque, você depende de fatores que a gente não domina, não controla do mercado e necessita continuar na produção”, disse.

A incerteza é especialmente relevante para os moinhos porque a disponibilidade de trigo não significa, necessariamente, disponibilidade do cereal adequado a cada tipo de farinha. A indústria precisa definir a matéria-prima de acordo com o produto que será fabricado, principalmente em aplicações que exigem maior qualidade, como a panificação. 

E o pãozinho?

Na outra ponta da cadeia, as padarias também não conseguem repassar integralmente a alta da farinha. Segundo Alex Martins, presidente da Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria), o aumento do trigo ocorrido no início do ano já provocou reajustes de até 15%, mas a capacidade de repasse é limitada pela sensibilidade do consumidor ao preço. 

Martins estima que o preço do trigo tenha subido entre 12% e 15% neste ano, bem acima dos aumentos mais próximos de 5% em períodos considerados normais, explicou. Para as padarias, a farinha representa entre 20% e 30% dos custos, dependendo do perfil de produtos vendidos.

Segundo ele, o pão francês seria o produto mais afetado, já que a farinha é responsável por cerca de 70% da receita, além da água e do fermento. Já produtos como pizzas, sanduíches, croissants e outros pães têm mais ingredientes e maior valor agregado.  

“O pão francês é um produto popular. Se for repassar tudo, a gente perde cliente. O cliente geralmente está trocando um produto mais caro por outro produto mais barato, e a gente tem visto uma evolução na venda do pão francês”, disse. 

Segundo Martins, a tendência é que o reajuste no preço do pão francês fique limitado a 4%, como forma de reduzir a resistência dos consumidores. Os demais produtos de padaria que utilizam farinha de trigo, considerados menos essenciais, devem concentrar uma parcela maior dos repasses. Isso ocorre porque o pão francês funciona como um dos principais atrativos das padarias, contribuindo para a venda de outros produtos. 

“Infelizmente, temos tido muitos aumentos no preço do trigo, que a padaria não consegue repassar integralmente. Essa margem já vem caindo há alguns anos dentro das padarias, e percebemos isso. A margem ficou tão pequena que, se não houver um trabalho muito correto de gestão e controle, hoje não é possível ter o mínimo de lucratividade dentro da padaria”, disse Martins. 

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Justiça de SP autoriza penhora de parte da produção do Grupo Itajobi

O Grupo Itajobi, dono das usinas de açúcar e álcool Itajobi, Carolo e Rio Pardo, poderá ter parte da produção diária das três unidades penhorada para o pagamento de uma dívida com um de seus credores. A decisão foi tomada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em meio às negociações do grupo para reorganizar uma dívida de R$ 3,76 bilhões.

A decisão é do desembargador Rui Cascaldi e atende a um pedido da VA&E Trading do Brasil. Com o novo entendimento, volta a valer, em parte, a possibilidade de penhora de 15% da produção diária das usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo.

Na prática, isso significa que uma parcela da produção poderá ser destinada ao pagamento da dívida com a credora, mesmo enquanto o Grupo Itajobi tenta negociar um acordo com os demais credores.

O desembargador também afirmou que, neste momento, as empresas do grupo não apresentaram as condições necessárias para obter a proteção de uma recuperação judicial. Segundo ele, é preciso demonstrar, entre outros pontos, que a empresa tem condições de continuar funcionando e apresentar de forma transparente sua situação financeira.

A decisão também levou em consideração, segundo o magistrado, o risco de prejuízo para a VA&E Trading caso a cobrança permanecesse suspensa.

O Grupo Itajobi tenta chegar a um acordo com seus credores sem entrar, por enquanto, em recuperação judicial em um processo que envolve aproximadamente 4 mil credores. A estratégia do grupo é negociar uma forma de reorganizar os pagamentos e manter as atividades das usinas enquanto busca uma solução para o endividamento.

Em nota, o escritório Martinez & Associados, que representa o Grupo Itajobi, criticou a decisão. A defesa afirma que a proteção contra cobranças foi solicitada para beneficiar todos os credores.

“A restauração de atos de constrição em favor de um só credor rompe a paridade de tratamento que é o pressuposto de qualquer negociação coletiva e transfere aos demais o custo de uma vantagem individual”, disse a defesa, em nota à imprensa.

Segundo o escritório, permitir que a VA&E Trading tenha acesso à produção antes dos demais credores pode dificultar o acordo que está sendo negociado.

A defesa também afirmou que a decisão pode afetar a audiência de conciliação marcada para 24 de agosto, quando o grupo e os credores deverão discutir alternativas para a dívida.

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Com guerra, companhias aéreas registram gastos extras de R$ 5,2 bilhões


As companhias aéreas brasileiras gastaram R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto com querosene de aviação (QAV) desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), entidade fundada por Azul, Gol e Latam.

De acordo com a entidade, após o reajuste de 1,9% (ou R$ 0,09 por litro) anunciado pela Petrobras no último dia 1.º, o preço do QAV acumula alta de 49% desde o início da guerra, em fevereiro. Com o aumento, o combustível passou a responder por 39% dos custos das companhias aéreas brasileiras. Antes do conflito, essa participação era de 32%.

Segundo a Abear, a forte exposição ao mercado internacional de petróleo e derivados fez com que o preço do combustível praticamente dobrasse em maio na comparação com o período anterior à guerra.

Dados da associação mostram que as empresas tiveram um gasto adicional de cerca de R$ 1,6 bilhão apenas naquele mês. O valor equivale, por exemplo, ao custo de arrendamento de aproximadamente 830 aeronaves.

“Para se ter uma ideia, hoje temos em torno de 500 aviões voando no Brasil. O que pagamos a mais de combustível em maio já representa mais da metade do que gastamos com o leasing da frota atual. É exorbitante“, afirmou, em junho, o presidente da Abear, Juliano Noman, durante audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.

O preço do QAV é reajustado mensalmente pela Petrobras. Em julho, a estatal reduziu o valor do combustível em 14,2% (ou R$ 0,93 por litro), após três aumentos consecutivos. Ainda assim, os preços permanecem significativamente acima dos níveis registrados antes do início do conflito.

No fim de julho, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou a liberação de R$ 13,2 bilhões em crédito para as três maiores companhias aéreas do país e para a regional Abaeté. Desse total, R$ 8 bilhões serão destinados a capital de giro. A taxa de financiamento será de 4% ao ano.

“Estamos dando linhas de crédito para as aéreas atravessarem a guerra no Irã”, afirmou Mercadante. Segundo ele, diferentemente de muitas concorrentes internacionais, as empresas brasileiras não receberam aportes diretos do governo nos últimos anos.

Pelo programa, Gol, Latam e Azul terão acesso a financiamentos de até R$ 2,6 bilhões cada uma, enquanto a Abaeté Táxi Aéreo poderá contratar até R$ 8 milhões.

Crise

A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os temores de interrupções na oferta global de petróleo, especialmente devido à importância estratégica da região para o abastecimento mundial.

O risco de restrições ao tráfego de navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta, provocou uma disparada das cotações internacionais do barril nos últimos meses.

O aumento dos preços da energia tem efeitos que vão além do setor aéreo. Custos mais elevados de combustíveis tendem a pressionar a inflação global, encarecer o transporte de mercadorias e reduzir o ritmo de crescimento econômico em diversos países.



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Em meio à crise com EUA, plano de Lula cita 31 vezes o termo soberania


Diante da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cita 31 vezes a palavra soberania e promete dar “um salto” no modelo de desenvolvimento do país, mantendo o arcabouço fiscal.

Apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro das candidaturas de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o documento menciona diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aplicou um tarifaço sobre produtos brasileiros, e dá alfinetadas na família Bolsonaro.

“Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”, diz um trecho do programa. “Rejeitamos a visão daqueles que aceitam, com servilismo, a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas“, completa o texto, numa referência ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sucessão de Lula.

‘Três ondas’

O PT assinala que, por causa de pelo menos “três ondas” de um tarifaço imposto pelos EUA, o governo foi obrigado a adotar medidas para proteger as empresas.

Em uma temporada de relações conturbadas e tensas entre o Brasil, os Estados Unidos de Trump e a Argentina de Javier Milei, a plataforma de Lula para o quarto mandato destaca que o presidente “encarna, como poucos, a defesa da soberania do Brasil e a esperança teimosa de um povo que não abre mão de seu próprio destino”. É nessa linha que o PT prega o desenvolvimento de políticas econômicas “sem qualquer tipo de subordinação estratégica”.

Com 13 eixos, a plataforma de Lula também anuncia investimentos nas Forças Armadas, embora o Ministério da Defesa tenha sofrido neste ano seguidos cortes e bloqueios de verbas, sob o argumento de que era necessário cumprir as metas fiscais estabelecidas.

O plano defende, mais uma vez, a criação do Ministério da Segurança Pública, que tira a Polícia Federal da pasta da Justiça. A proposta constava do programa de 2022, mas nunca saiu do papel.

A segurança é o calcanhar de Aquiles do governo Lula, mal avaliado nessa área. Se for reeleito, o presidente promete instituir o Pacto Nacional de Execução Penal para o Enfrentamento ao Crime Organizado. O projeto, porém, não é detalhado no documento. O partido defende, ainda, o uso de câmeras corporais por policiais e o controle de armas e munições

“O compromisso do governo Lula é proteger a vida, garantir a cidadania e assegurar a presença do Estado onde a violência e o crime organizado tentam impor o medo e controlar territórios”, diz o programa de governo.

No momento em que denúncias de irregularidades com o dinheiro público causam preocupação no mundo político, a menos de três meses das eleições, a plataforma de Lula destaca a importância do Plano de Integridade e Combate à Corrupção adotado pela Controladoria-Geral da União (CGU). Não faz qualquer referência, porém, ao escândalo do Banco Master ou aos desvios de aposentadorias do INSS.

O programa prevê o aumento da capacidade de asfixia financeira ao crime organizado após a aprovação da Lei Antifacção.



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Holding de Daniel Vorcaro é liquidada nas Ilhas Cayman, no Caribe


A Titan Capital, conhecida pelas instalações de luxo e como a “holding ostentação” de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi liquidada. Com sede fiscal nas Ilhas Cayman, a empresa foi fechada de forma definitiva em decisão da Suprema Corte daquele país, que nomeou três liquidantes da empresa de auditoria Grant Thornton Specialist Services. Procurada, a defesa de Vorcaro disse que não se manifestaria.

O anúncio, publicado na sexta-feira (7), convidou os credores a “habilitar seus créditos ou pretensões e a comprovar qualquer direito de que sejam titulares”.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal identificaram que a Titan foi usada no esquema de esvaziamento patrimonial e lavagem de dinheiro do Master. Segundo o Coaf, foram feitas transferências de R$ 700 milhões por meio de cotas de fundos de investimento do banco para a Titan, entre janeiro e julho de 2025.

Com o processo de liquidação, os antigos diretores e os donos da holding perdem qualquer acesso e a propriedade de contas e patrimônios. Os bens já haviam sido bloqueados em março pelo Banco Central no Brasil, mas, um mês depois, foi criada uma “nova Titan Capital”, no Reino Unido. A liquidação em Cayman se estende para todo o mundo, inclusive paraísos fiscais, por meio de acordos de cooperação jurídica internacional.

Conhecida por concentrar investimentos de Vorcaro, preso pela segunda vez em março, a Titan ocupava os dois andares mais altos de um dos ícones da Faria Lima, o “prédio da baleia”. Eram 4 mil metros quadrados, divididos em duas lajes, e com um elevador privativo que a ligava ao heliponto.



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Helicóptero cai na Zona Sul do Rio e todos os tripulantes morrem na queda


Um helicóptero caiu na manhã deste sábado (8) nas proximidades da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Sul do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros confirmou quatro vítimas fatais, todas carbonizadas. As vítimas são um homem, piloto da aeronave, e três mulheres, passageiras.

Os agentes foram chamados às 11h11 para atender à ocorrência. A aeronave foi encontrada por integrantes do Grupamento de Operações Aéreas, em uma região de mata com acesso complicado. A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.

Após a localização do helicóptero, equipes especializadas foram deslocadas para o ponto da queda para verificar a possibilidade de haver outras vítimas. O trabalho dos bombeiros é dificultado pelas características do terreno.

Também houve registro de incêndio na área onde ocorreu a queda. Por isso, militares especializados no combate a incêndios florestais foram mobilizados para atuar na região e controlar as chamas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias que provocaram a queda da aeronave.

*Matéria em atualização



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Helicóptero cai na Zona Sul do Rio e todos os tripulantes morrem na queda


Um helicóptero caiu na manhã deste sábado (8) nas proximidades da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Sul do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros confirmou quatro vítimas fatais, todas carbonizadas. As vítimas são um homem, piloto da aeronave, e três mulheres, passageiras.

Os agentes foram chamados às 11h11 para atender à ocorrência. A aeronave foi encontrada por integrantes do Grupamento de Operações Aéreas, em uma região de mata com acesso complicado. A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.

Após a localização do helicóptero, equipes especializadas foram deslocadas para o ponto da queda para verificar a possibilidade de haver outras vítimas. O trabalho dos bombeiros é dificultado pelas características do terreno.

Também houve registro de incêndio na área onde ocorreu a queda. Por isso, militares especializados no combate a incêndios florestais foram mobilizados para atuar na região e controlar as chamas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias que provocaram a queda da aeronave.

*Matéria em atualização



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Grupo Maringá investe R$ 120 milhões em geração de energia com biomassa

A Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, iniciou a operação da Maringá Energia II, segunda etapa do projeto de geração de energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar. A expansão recebeu investimento de R$ 120 milhões.

O projeto integra as operações agrícola, industrial e energética da Usina Jacarezinho, utilizando o bagaço da cana-de-açúcar como fonte para a produção de eletricidade. A iniciativa amplia a geração de energia da unidade e incorpora uma nova etapa ao aproveitamento dos subprodutos do processo de produção de açúcar e etanol.

Segundo o grupo, a etapa dobra a capacidade de cogeração da unidade, que passa a contar com 50 MWh de potência instalada. Desse total, 35 MWh serão destinados à exportação de energia.

A primeira etapa da Maringá Energia entrou em operação em 2021, quando o Grupo Maringá iniciou as atividades de geração e comercialização de energia elétrica. 

A expansão ocorre no ano em que a Usina Jacarezinho completa 80 anos de atividade. De acordo com o Grupo Maringá, a unidade acompanha a evolução do setor sucroenergético e mantém investimentos voltados à produção de açúcar, etanol e energia.

Grupo Maringá

O Grupo Maringá atua nos setores de bioenergia e alimentos, mineração e siderurgia. Na área de bioenergia, produz açúcar, etanol, levedura e energia. Na mineração, trabalha com prospecção, pesquisa e extração de minério de manganês. Já na siderurgia, produz ferroligas de manganês utilizadas na fabricação de aço.

A Usina Jacarezinho e a Maringá Energia operam de forma integrada na produção de alimentos e energia a partir da atividade sucroenergética, com comercialização nos mercados nacional e internacional.

Na área de siderurgia, o grupo atua há mais de 40 anos por meio da Maringá Ferro-Liga S/A, localizada em Itapeva (SP). Em 2021, o grupo fundou a Mineração Moema, no Pará, responsável pelo fornecimento de minério de manganês de alto teor para a produção de ferroligas.

Com a Maringá Energia II, o Grupo Maringá amplia a estrutura de geração de eletricidade da Usina Jacarezinho e dá continuidade ao projeto iniciado em 2021.

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Ventos de 109 km/h atingem SP; veja como fica o tempo para o fim de semana


O Gabinete de Crise instalado pelo Governo de São Paulo na última quinta-feira (6) seguirá mobilizado até este sábado (8), após fortes rajadas de vento atingirem diferentes regiões do Estado de São Paulo. Até as 13h40 desta sexta-feira (7), a maior velocidade havia sido registrada em Santos, no litoral paulista, onde os ventos chegaram a 109 km/h.

O gabinete permanecerá em operação acompanhando a evolução das condições meteorológicas e coordenando as ações de monitoramento e resposta em todo o Estado.

Itanhaém teve a segunda maior rajada, de 97 km/h. Em seguida aparecem Ubatuba, com 74,5 km/h, e Presidente Prudente, com 70,4 km/h. Também foram registrados ventos de 68 km/h em Areias e de 66,9 km/h em São Caetano do Sul.

As condições meteorológicas provocaram ocorrências pontuais, principalmente quedas de árvores e muros. No litoral norte, houve interrupções temporárias na travessia de balsas.

Até o momento, não há registro de feridos ou desabrigados. A Defesa Civil informou que segue monitorando as condições meteorológicas e mantém contato com os municípios para prestar apoio quando necessário.

Como fica o tempo

Na cidade de São Paulo, a previsão da Climatempo para sábado (8), indica mínima de 16°C e máxima de 28°C. O dia terá pancadas de chuva pela manhã, muitas nuvens à tarde e tempo firme à noite. A chance de chuva é de 82%, com volume previsto de 20,1 milímetros

A previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) também aponta pancadas de chuva durante a madrugada e tempo nublado com chuva pela manhã. À tarde e à noite, o potencial de tempestade é considerado baixo. A umidade relativa do ar deve variar entre 40% e 95%.

No domingo (9), a Climatempo prevê sol com muitas nuvens durante o dia, períodos de céu nublado e possibilidade de garoa à noite, com 63% de chance de chuva. O CGE também indica melhora das condições em relação ao sábado, com poucas nuvens durante a madrugada e a manhã, tempo encoberto à tarde e chuvisco à noite. O potencial de tempestade permanece baixo ao longo de todo o dia. Pela previsão do órgão, as temperaturas ficam entre 17°C e 27°C e a umidade varia de 45% a 95%.



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Desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% no último ano


O desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta. É o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. Na medição do período anterior, a área sob alerta na região foi de 4.495 km².

O tamanho da área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez ciclos, ou seja, de 2015/2016 a 2025/2026.

Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foram apresentados na tarde desta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo.

A divulgação dos dados coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3.

O Deter também analisou áreas de desmatamento no bioma Cerrado, apontando redução de 7,8%, com 5.119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano. Diferente da Amazônia, nas áreas de Cerrado registradas, a maior parte é de propriedade privada.

O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas. Os alertas emitidos pelo sistema permitem que os órgãos ambientais atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento.

Entre os estados amazônicos, os maiores volumes de alertas de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²).

Em relação ao ciclo anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%.

Desmatamento

O ano de 2025 registrou queda de 20,1% no desmatamento em todo o Brasil, em comparação com 2024.

A redução no desmatamento ocorreu em todos os biomas do país. No recorte por biomas, a queda mais expressiva no desmatamento ocorreu no Pantanal. Em 2025, foi 65,4% menor do que no ano anterior. Em seguida, o Pampa, com uma redução de 41,7%.

Na Caatinga, o desmatamento caiu 34,3%. Na Amazônia a queda foi de 15,8% e no Cerrado, a redução foi de 11,5%.
Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe.

O Prodes faz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, funcionando como a referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.

A apresentação dos dados foi comentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento. Em sua fala, ele lembrou que o governo dos Estados Unidos usou o desmatamento no Brasil como justificativa para impor tarifas extras aos produtos brasileiros exportados aos EUA.

Lula disse, então, que queria tirar uma foto no evento, tendo como pano de fundo os dados de queda do desmatamento para “mandar para o Trump”.

“Eu vim fazer do aniversário de 65 anos do Inpe a minha bandeira de defesa contra os tarifaços dos Estados Unidos contra o Brasil. Agora, em cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do Inpe”, afirmou.

Lula afirmou também que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”.

Repercussão

Em nota, o Observatório do Clima comemorou os números do Deter.

“Os números apresentados hoje são históricos, fruto de políticas sérias de proteção ambiental, e provam que é plenamente possível cumprir o compromisso assumido pelo país de zerar e reverter o desmatamento até 2030”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo da entidade.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também considera os números significativos para buscar a meta de zerar o desmatamento na região.

“Os dados do Deter indicam uma consolidação da redução do desmatamento na Amazônia, o que é muito positivo. Temos a menor taxa do Prodes desde que começou a ser medida”, disse Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.

“Isso mostra a possibilidade de o país realmente continuar seguindo uma trajetória para alcançar o desmatamento zero. Prova que é possível reduzir o desmatamento na Amazônia, mesmo com todas as adversidades como as mudanças climáticas e o El Niño”, avalia a diretora do Ipam.



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