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Novo seguro rural terá execução obrigatória no orçamento; entenda

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), o projeto que muda as regras do seguro rural no país e torna obrigatória a execução dos recursos federais destinados à subvenção do programa. Como a proposta foi alterada pelos deputados, ela volta agora para análise do Senado Federal.

A expectativa é de tramitação acelerada no Senado e a proposta deve receber pedido de urgência logo no início da tramitação, permitindo análise direta no plenário da Casa, sem passar pelas comissões temáticas.

O Projeto de Lei 2951/24 altera três legislações ligadas ao seguro rural: a Lei da Política Agrícola, a lei que criou o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e a Lei do Fundo de Catástrofe.

Entenda as mudanças se o texto for aprovado pelo Senado:

Seguro rural obrigatório no orçamento

Hoje, os recursos do PSR dependem de verbas discricionárias do governo federal e podem sofrer contingenciamentos ao longo do ano. Na prática, isso acontece quando o governo bloqueia parte do orçamento para cumprir metas fiscais.

O texto aprovado pela Câmara transforma as despesas da subvenção ao seguro rural em gastos obrigatórios dentro do orçamento federal. A proposta também determina que os recursos ficarão vinculados ao orçamento do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Apesar disso, o valor seguirá limitado ao montante previsto na Lei Orçamentária Anual enviada pelo governo ao Congresso.

Uso do Proagro para reforçar o seguro rural

O projeto autoriza o governo a remanejar parte das sobras orçamentárias do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para reforçar os recursos do seguro rural.

Segundo o texto, o remanejamento não poderá comprometer o funcionamento do programa nem prejudicar operações já contratadas.

Seguro rural poderá ser usado como garantia

O texto mantém a possibilidade de uso do seguro rural como garantia em operações de crédito rural.

Além disso, produtores segurados poderão ter prioridade no acesso ao crédito, renegociação e prorrogação de dívidas. Operações seguradas também poderão ter juros menores, melhores prazos e condições diferenciadas.

A proposta, porém, não torna obrigatória a contratação do seguro para acesso ao crédito rural.

Novas regras para indenizações

O projeto estabelece prazo máximo de 30 dias para liquidação de sinistros após entrega da documentação exigida ou realização de vistoria.

Os contratos também deverão prever regras mais claras sobre apresentação de documentos e acionamento do seguro.

Mudanças no Fundo de Catástrofe

O projeto flexibiliza regras do Fundo de Catástrofe, criado para dar cobertura suplementar ao seguro rural em situações de perdas elevadas.

O texto retira dispositivos considerados entraves para operacionalização do fundo, como a exigência de aporte mínimo da União e a previsão de encerramento da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural após o início das atividades do fundo.

A proposta também autoriza mecanismos de transferência de risco, como resseguro e Letras de Risco de Seguro (LRS), além da criação de subfundos voltados para setores específicos do agro.

Além do governo e das seguradoras que operam o PSR, poderão participar do fundo resseguradoras, cooperativas agropecuárias e empresas das cadeias produtivas do agro.

Outros pontos do projeto:

• produtores precisarão fornecer dados da atividade agropecuária para acessar a subvenção federal do seguro rural;

• seguradoras que participarem do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) terão de integrar o Fundo de Catástrofe;

• cooperativas de seguros passam a ser equiparadas às seguradoras nas regras do programa;

• o projeto autoriza a criação de subfundos voltados para setores específicos do agro;

• o Conselho Diretor do Fundo de Catástrofe passará a definir quais operações poderão ser cobertas;

• as operações do fundo deverão seguir as regras do zoneamento de riscos agropecuários definidas pelo governo federal;

• o texto permite transferência de riscos por meio de resseguro e de Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE);

• o fundo poderá adquirir Letras de Risco de Seguro (LRS), títulos negociados no mercado financeiro;

• empresas das cadeias produtivas do agro e cooperativas agropecuárias poderão participar do fundo como cotistas;

• a administração do fundo poderá ficar temporariamente sob responsabilidade de uma instituição financeira federal até a criação de uma estrutura própria de gestão.

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Motta e Alcolumbre têm a pior imagem entre políticos


A pesquisa Latam Pulse Brasil, divulgada nesta quinta-feira (28/5) pela Atlas/Intel e Bloomberg, avaliou como está a imagem de lideranças políticas. Entre os 13 nomes testados, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), são os que têm a pior imagem.

Só 2% dos entrevistados avaliam a imagem de Alcolumbre como positiva, enquanto 83% veem como negativa. Já Motta é visto como positivo por 4% e negativo por 82%. Aos entrevistados foi feita a seguinte pergunta: “Você tem uma imagem positiva ou negativa desses líderes políticos?”. 

Atlas/Intel: Motta e Alcolumbre têm a pior imagem entre políticos - destaque galeria

Davi Alcolumbre e Hugo Motta
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Davi Alcolumbre e Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Davi Alcolumbre e Hugo Motta
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Davi Alcolumbre e Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Atlas/Intel: Motta e Alcolumbre têm a pior imagem entre políticos - imagem 3
3 de 4KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

O mais bem avaliado foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visto como positivo por 48% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin aparecem na sequência, com 45% cada.

Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem a avaliação positiva de 38% dos entrevistados. Número é inferior ao do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos com 40%.

A avaliação de Lula e Flávio é a melhor entre os presidenciáveis. No entanto, Flávio é o que tem a maior rejeição, com 59% avaliando a imagem dele como negativa. Segundo a pesquisa, o número reflete o desgaste recente em torno das polêmicas envolvendo a ligação dele com Daniel Vorcaro.

Pesquisa Latam Pulse Brasil, divulgada nesta quinta-feira (28/5) pela Atlas/Intel e Bloomberg, avaliou como está a imagem de lideranças políticas

A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE com o número BR-06939/2026.



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O que mudaria no Plano Safra com possível aprovação do seguro rural

A Câmara dos Deputados deve votar, nesta quarta-feira (20), um conjunto de propostas prioritárias para o agronegócio. Entre os temas em pauta, o projeto sobre seguro rural é considerado urgente pela bancada ruralista, que deseja aprová-lo antes do anúncio do Plano Safra, previsto para junho.

De acordo com a editora e analista do CNN Agro Fernanda Pressinott, o projeto prevê que o governo deixe de contingenciar os recursos destinados ao seguro rural.

O problema do contingenciamento

Segundo Pressinott, todos os anos o governo anuncia um valor expressivo para o seguro rural, mas posteriormente corta parte desses recursos para o Tesouro. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a Confederação Nacional da Agropecuária e Indústria e o próprio governo querem que esses recursos sejam efetivamente garantidos ao produtor, especialmente diante das recorrentes catástrofes climáticas.

“O governo acaba tendo que ajudar o produtor depois, que é o que sempre acontece e a sociedade reclama”, destacou a analista.

Mais recursos e maior cobertura

A bancada ruralista também pede um aumento significativo no volume de recursos destinados ao seguro. A demanda é por entre R$ 4 bilhões e R$6 bilhões, enquanto na última safra foram destinados apenas R$ 1 bilhão.

Atualmente, o seguro rural é pouco utilizado no Brasil: apenas entre 10% e 12% da área agricultável conta com essa proteção, em razão do alto custo, o que leva os produtores a não aderirem ao instrumento.

Corrida contra o calendário do Plano Safra

A urgência da votação se deve ao calendário do Plano Safra. Conforme explicou Fernanda Pressinott, a bancada quer que a nova modelagem do seguro rural esteja contemplada nas diretrizes do plano a ser anunciado em junho.

Historicamente, o seguro rural não aparece entre as prioridades do Plano Safra, e a aprovação do projeto antes desse anúncio seria uma forma de garantir sua inclusão. Além do seguro rural, outras propostas sobre incentivos tributários para insumos agropecuários e regras sobre biodiversidade e crédito rural também devem ser votadas.

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Por que sentimos mais sono no frio e como facilitar o despertar


A diminuição da luz solar e a queda nas temperaturas alteram o relógio biológico humano, aumentando a produção hormonal que induz ao descanso e dificulta a saída da cama

RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista
Nos meses mais frios, os dias ficam mais curtos e as manhãs mais escuras

Sentir uma vontade incontrolável de prolongar o descanso durante o inverno não é um sinal de fraqueza, mas sim uma resposta biológica natural humana. A arquitetura do nosso corpo funciona em sincronia com a luz do ambiente. Nos meses mais frios, os dias ficam mais curtos e as manhãs mais escuras, o que desregula a sinalização natural que o cérebro usa para iniciar o estado de alerta. Como resultado, o organismo entende que precisa conservar energia e prolongar o repouso, tornando a tarefa de levantar cedo um verdadeiro desafio fisiológico.

Sinais de que o frio está afetando seu ciclo de sono

O impacto das baixas temperaturas no corpo vai muito além da simples vontade de ficar debaixo das cobertas. As alterações na claridade do ambiente afetam diretamente a disposição e o funcionamento metabólico. Algumas das principais manifestações físicas incluem:

  • Dificuldade extrema para despertar: sensação de peso corporal e lentidão motora logo nas primeiras horas da manhã.
  • Aumento repentino do apetite: necessidade frequente de consumir alimentos ricos em carboidratos para gerar calor e energia rápida.
  • Fadiga diurna prolongada: episódios recorrentes de sonolência e perda de foco, mesmo após uma noite que pareceu bem dormida.
  • Variações no humor e irritabilidade: flutuações emocionais e desânimo leve, sintomas intimamente ligados à privação de luz solar matinal.
  • Sensação de sono não reparador: a percepção constante de que o repouso noturno não foi suficiente para restaurar a capacidade cognitiva.

A biologia por trás da dificuldade de acordar

A grande causa biológica da letargia sazonal reside na flutuação do hormônio melatonina, a principal substância responsável por avisar ao cérebro que é hora de dormir. A glândula pineal libera a melatonina quase exclusivamente em ambientes escuros. Como o sol nasce mais tarde no inverno, o corpo produz e mantém esse hormônio circulando por um período muito maior. Essa presença prolongada na corrente sanguínea gera o embotamento e a sonolência matinal clássica da estação.

Além da questão luminosa, o nosso ritmo circadiano responde de forma imediata à temperatura. Para que o organismo faça a transição adequada do sono profundo para o estado de vigília ativa, a temperatura corporal central precisa subir levemente de manhã. Em ambientes muito frios, o corpo tem dificuldade extra para promover esse aquecimento, o que inibe o bloqueio da melatonina e atrasa a liberação de cortisol, o hormônio essencial para dar ao cérebro o impulso de despertar.

Quando o cansaço no inverno exige avaliação médica

Embora uma maior lentidão ao acordar seja totalmente esperada nesta época do ano, a incapacidade severa de manter a rotina pode mascarar condições clínicas que exigem investigação. Durante a avaliação, o médico observará o impacto sistêmico do cansaço na capacidade funcional do indivíduo para descartar desequilíbrios ocultos.

Os especialistas frequentemente investigam a possível presença do Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), um tipo de depressão com padrão sazonal desencadeada pela restrição severa de luz. Para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias, o médico solicitará exames laboratoriais detalhados. O foco recai em identificar deficiências nutricionais comuns do inverno, como a queda drástica nos níveis de vitamina D, e na checagem da função tireoidiana, pois o hipotireoidismo pode simular perfeitamente a sensação de letargia crônica do frio.

Hábitos e estímulos para regular o relógio biológico

Para reeducar o corpo e combater a inércia matinal de forma totalmente não medicamentosa, o paciente deve focar em modular o próprio ambiente. O objetivo é simular artificialmente os gatilhos naturais de energia do verão:

  • Exposição luminosa imediata: abrir amplamente as janelas ou acender todas as luzes fortes logo ao despertar para frear abruptamente a produção de melatonina.
  • Gerenciamento térmico matinal: manter o quarto minimamente aquecido na transição da madrugada para a manhã ajuda o corpo a elevar a temperatura central com menos esforço.
  • Consistência restrita de horários: deitar e levantar exatamente na mesma hora todos os dias, fortalecendo a sincronização do ciclo circadiano sem abrir exceções drásticas nos finais de semana.
  • Atividade física nas primeiras horas: realizar movimentos corporais, mesmo que leves, ao sair da cama acelera o fluxo vascular e estimula a liberação de endorfina e cortisol.

Lidar com a biologia do sono nos dias gelados requer adaptações práticas para evitar que o corpo entre em um modo crônico de economia de energia. Caso os novos hábitos não tragam alívio perceptível, ou se a fadiga excessiva vier acompanhada de isolamento profundo e tristeza constante, evite tentar contornar a situação por conta própria e recuse a automedicação. Busque o acompanhamento de um médico especialista, pois o conteúdo desta reportagem possui caráter exclusivamente informativo e não substitui de maneira alguma a avaliação clínica individualizada e o diagnóstico profissional adequado.





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JBS capacita mais de 300 açougueiros para impulsionar vendas no varejo

A JBS está formando açougueiros para capacitar uma mão de obra em falta no mercado e impulsionar as vendas de carnes no varejo.

Em parceria com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), a companhia já formou mais de 300 profissionais, o que dá em média um açougueiro por dia ao longo do último ano por meio do programa Açougueiro de Valor.

A iniciativa que foi lançada durante a APAS Show do ano passado já atendeu profissionais de mais de 80 redes supermercadistas no estado de São Paulo.

De acordo com a Associação, apenas no estado de São Paulo, existem mais de 4 mil vagas abertas para açougueiros.

A função representa cerca de 13% das vagas disponíveis no varejo alimentar e já ocupa a terceira posição entre os cargos mais demandados do setor.

Para Erlon Ortega, presidente da APAS, o déficit de profissionais qualificados se tornou um gargalo relevante para a operação dos supermercados.

“Nesse momento, temos uma dificuldade no setor com a disponibilidade de mão de obra capacitada para o setor de açougue. E dentro do programa a gente consegue formar esses profissionais”, afirmou.

Segundo Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi, a categoria de carne bovina segue como a principal proteína consumida pelos brasileiros e mantém crescimento expressivo no varejo.

“Em 2025, a categoria movimentou um faturamento de R$ 32 milhões, um resultado 30% superior ao da carne de frango e praticamente três vezes maior que a carne suína”, salientou.

A executiva destacou ainda a relevância da categoria no comportamento de compra do consumidor brasileiro.

“Estamos falando de um produto presente em 97% dos lares do país. Só no último ano, mais de 1,12 milhão de novos consumidores passaram a comprar a categoria”, disse Daniela.

De acordo com ela, mesmo diante de fatores como inflação e pressão de preços, o consumidor continua priorizando a proteína bovina.

“A gente se preocupa com o cenário econômico e com o impacto no consumo, mas o brasileiro valoriza e prioriza essa categoria”, disse.

De acordo com o Presidente da Friboi, Renato Costa, a carne bovina representa cerca de 80% das vendas de um açougue.

“Estamos usando a expertise da empresa para formar profissionais mais preparados tecnicamente e capazes de entregar uma melhor experiência ao consumidor”, destacou Costa.

Formação

Os participantes do programa passam por uma formação prática dentro de unidades da companhia, acompanhando desde o recebimento dos animais até as etapas de processamento e operação industrial.

A capacitação inclui técnicas de manipulação de cortes bovinos, redução de perdas, operação de varejo, vendas e experiência de compra.

Além disso, a estratégia faz parte de um movimento mais amplo da JBS para fortalecer sua presença no varejo por meio de execução em loja e gestão de categorias.

Para o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, a disputa no varejo deixou de ser apenas por espaço nas gôndolas e passou a depender da capacidade de gerar relevância na decisão de compra.

“Os programas da Friboi e Seara para o varejo sintetizam a estratégia global da JBS no relacionamento com seus clientes. Hoje, a disputa não é apenas por espaço na gôndola, mas por relevância na decisão de compra e isso se constrói com execução, serviço e consistência”, reportou.

Por isso, a empresa vem ampliando as iniciativas voltadas à conveniência e à experiência no balcão, como a Rotisseries e o Empórios, focados em produtos prontos, organização operacional e qualificação de operadores.

Padronização

Durante a Apas Show 2026, a JBS promoveu um encontro que reuniu representantes da pecuária, do atacado e do varejo.

A companhia destacou como a consistência no padrão dos produtos no ponto de venda influencia diretamente a experiência de compra e os resultados do varejo.

No evento, a empresa também realizou um workshop prático sobre cortes bovinos, com demonstrações de técnicas de desossa e porcionamento.

A iniciativa teve como foco orientar o setor sobre como manter o padrão de qualidade, melhorar o aproveitamento das peças e reduzir desperdícios.

Por conta desse cenário, a companhia vem ampliando programas de padronização operacional, ambientação de balcões, treinamento de equipes e desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento de vendas e redução de desperdícios.

Segundo dados da Nielsen, lojas de grande porte com açougue premium registram vendas totais 30% maiores do que lojas com açougue tradicional.

A empresa também tem investido em tecnologia para preservar o frescor dos produtos, reduzir o acúmulo de líquidos nas embalagens e garantir melhor apresentação no ponto de venda.

“Quando a execução melhora, toda a cadeia ganha. O varejista aumenta rentabilidade, o consumidor compra melhor e a indústria fortalece suas marcas. É esse alinhamento que sustenta o crescimento no longo prazo”, disse Tomazoni.

Os próximos passos da  empresa é expandir o modelo de formação para outras regiões do país.

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71% dos trabalhadores dizem não temer desemprego, mostra Datafolha


Segundo o Datafolha, na série histórica, este é um dos maiores otimismo já registrados, sendo o maior desde 2013



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Mate orgânico aposta em rastreabilidade e ciclo de até seis anos

A produção de erva-mate orgânica no Sul do Brasil passou a exigir ciclos cada vez mais longos de planejamento agrícola, rastreabilidade e controle técnico para atender o crescimento da demanda por bebidas naturais e produtos certificados.

No Paraná, uma das principais cadeias produtivas do setor leva até seis anos entre o desenvolvimento das mudas e a maturação completa da planta utilizada na fabricação de bebidas à base de mate.

O modelo tem ampliado a profissionalização do cultivo da Ilex paraguariensis, espécie nativa da América do Sul que dá origem ao tradicional chá-mate brasileiro e ao chimarrão gaúcho e argentino.

Um dos exemplos é com a rede MegaMatte, exemplo conhecido por produzir bebidas com base de mate orgânico em diversos estados brasileiros. O avanço da cadeia produtiva refletiu diretamente no consumo: foram mais de 500 mil litros vendidos apenas em 2025.

A principal matéria-prima utilizada pela rede vem da região de Ivaí, no Centro-Sul do Paraná, onde a fornecedora Viva Mate mantém uma estrutura verticalizada de produção, desde o viveiro de mudas até o processamento final da erva-mate.

Segundo o sócio da MegaMatte, Julio Monteiro, o crescimento do mercado exigiu maior previsibilidade da cadeia produtiva. “Quando falamos em orgânico e rastreável, não existe espaço para improviso”.

Ciclo longo exige planejamento no campo

A erva-mate possui desenvolvimento lento quando comparada a outras culturas agrícolas. Após o plantio, a planta leva entre dois e três anos para permitir a primeira colheita e só atinge maturidade plena a partir do sexto ano.

O ciclo prolongado exige planejamento financeiro, manejo contínuo e estabilidade produtiva para garantir abastecimento regular. O cultivo envolve monitoramento de solo, controle biológico e acompanhamento técnico permanente. A colheita é manual, permitindo seleção criteriosa das folhas e preservação da matéria-prima.
Após a colheita, a erva passa por secagem controlada e, no caso do mate tostado, por torra monitorada para definição de aroma, cor e perfil sensorial. O armazenamento também ocorre em ambiente com controle de temperatura e umidade.

Certificação internacional e rastreabilidade

A produção orgânica passa por auditorias conduzidas pela certificadora francesa ECOCERT e por empresas credenciadas no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

As inspeções incluem verificações no campo, auditorias após secagem e controle durante o envase, permitindo rastreabilidade completa dos lotes. Além do chá-mate tradicional, a cadeia também fornece extratos líquidos e secos concentrados utilizados na padronização das bebidas comercializadas nas lojas.

Segundo a MegaMatte, o mate orgânico já representa 15,2% do faturamento total da rede, índice que ultrapassa 16% durante o verão, período de maior consumo. Ao longo de 2025, foram vendidos mais de 1 milhão de copos de 500 ml da bebida.

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O que fazer para evitar o frizz e o ressecamento do cabelo no clima frio e seco


A queda das temperaturas e a baixa umidade do ar removem a proteção natural do couro cabeludo, exigindo mudanças imediatas na rotina de higiene e hidratação

Reprodução/PixabayImagem ilustrativa de uma pessoa cabisbaixa segurando o cabelo
Aspecto arrepiado e a textura áspera dos cabelos durante os meses mais gelados do ano são respostas diretas de uma fibra capilar que perdeu água

O aspecto arrepiado e a textura áspera dos cabelos durante os meses mais gelados do ano são respostas diretas de uma fibra capilar que perdeu água. Quando o clima esfria e o ar fica seco, a estrutura externa dos fios — a chamada cutícula — sofre um processo contínuo de abertura e desgaste físico. Esse movimento mecânico permite que a hidratação escape rapidamente para o ambiente, resultando no frizz estático e no enfraquecimento geral da haste. Estabilizar a situação exige uma abordagem de manutenção que foca na reposição da barreira protetora da pele e do comprimento, impedindo que a perda hídrica seja acelerada por hábitos rotineiros da estação.

Sinais de que o frio e o tempo seco estão danificando os fios

A perda constante de umidade afeta rapidamente a elasticidade da fibra. Antes de o cabelo romper ou iniciar uma queda visível, o corpo fornece sinais de alerta através do toque e da aparência. Os indicativos físicos mais comuns de que a região está sob estresse incluem:

  • Sensação de aspereza acentuada ao longo de todo o comprimento;
  • Aumento da eletricidade estática, com mechas que ficam suspensas involuntariamente;
  • Perda total de maleabilidade, gerando alta dificuldade no momento de desembaraçar;
  • Falta de brilho e reflexo em razão do desalinhamento e opacidade severa;
  • Surgimento de leve coceira, repuxamento ou descamação seca no couro cabeludo;

Por que o cabelo perde água e fica arrepiado

O fenômeno de ressecamento nas épocas mais geladas acontece por uma soma de agressões ambientais e comportamentais. O ar muito frio possui capacidade reduzida de reter vapor, resultando em um ambiente seco que tenta puxar para si a hidratação disponível nas superfícies orgânicas, incluindo a pele humana e os cabelos. Para lidar com essa falta de umidade, as escamas da camada mais externa dos fios se dilatam, produzindo a aparência inflamada e desalinhada.

Esse cenário é gravemente intensificado por escolhas durante a higiene. Os banhos com água em alta temperatura atuam de maneira implacável como um detergente no couro cabeludo, derretendo e limpando os óleos saudáveis que formam a barreira natural do corpo. Sem essa película sebácea de proteção, o fio fica totalmente exposto. O uso constante de ar quente através de secadores, somado ao forte atrito físico com blusas de lã e toucas de tricô, cria ainda mais tensão estrutural e levanta as cutículas remanescentes.

Como é feita a avaliação da saúde do couro cabeludo

Quando a piora capilar caminha para dores constantes ou quebra excessiva ao pentear, a investigação deve ser repassada a um médico dermatologista. O principal objetivo de uma consulta especializada é separar o ressecamento causado puramente pelo clima de quadros clínicos persistentes, como a dermatite seborreica ou o eczema, que invariavelmente sofrem piora inflamatória com as frentes frias.

Na avaliação em consultório, o especialista examina a pele da cabeça utilizando um aparelho de ampliação, chamado dermatoscópio. O instrumento possibilita a checagem visual da raiz do pelo e a busca por lesões minúsculas. Além da inspeção microscópica, aplicam-se testes rápidos de tração para atestar a força mecânica e a flexibilidade da fibra. Caso se encontre grande fragilidade no couro cabeludo, o médico pode pedir análises de sangue com o objetivo de procurar alterações endócrinas que justifiquem a perda de nutrientes no folículo.

Rotina de cuidados para recuperar a umidade capilar

A inversão do ciclo de quebra e opacidade passa pela adoção de táticas focadas em nutrir o fio e criar isolamento térmico artificial. A linha geral de cuidados atua para devolver os lipídios fundamentais e reduzir o ataque direto da água:

Adequação na temperatura da lavagem: Lavar os cabelos unicamente com água morna e higienizar a cabeça apenas quando o couro cabeludo estiver sujo;

Filmes oclusivos nas pontas: O uso moderado de finalizadores líquidos e de óleos de reparação ajuda a selar momentaneamente a fibra contra o ambiente;

Tratamentos profundos consistentes: Aplicação semanal de formulações de hidratação concentrada com ingredientes que fixam as moléculas de água dentro do córtex capilar;

Defesa obrigatória contra alta temperatura: Usar compostos de proteção térmica na extensão dos fios todas as vezes em que o uso do secador for inevitável;

Dúvidas comuns sobre os impactos do clima nos fios

Lavar a cabeça com menor frequência combate o frizz invernal?

Espaçar bastante os dias de lavagem ajuda a manter a base lipídica protetora intacta. No entanto, deixar o couro cabeludo sem a devida limpeza por períodos prolongados leva ao acúmulo de partículas de poluição e de suor. Esse excesso gera um abafamento inflamatório nos folículos pilosos que piora problemas de oleosidade na raiz. A decisão exige equilíbrio e depende da avaliação sobre a textura e o acúmulo de sujidade em cada perfil capilar.

Usar toucas e chapéus na rua estraga ainda mais a fibra do cabelo?

Acessórios fabricados com tramas grosseiras de lã ou materiais sintéticos promovem intenso atrito mecânico a cada movimento, o que induz estática e encorpa a sensação de frizz. Ao mesmo tempo, são proteções essenciais para impedir que as correntes frias de vento suguem agressivamente a água do cabelo. A alternativa mais segura é dar prioridade aos acessórios forrados na parte interna com cetim ou tecidos lisos, que não machucam o cabelo.

Finalizar as lavagens com um enxágue frio realmente faz diferença?

Um rápido choque térmico gerado por um fluxo d’água mais frio promove a contração temporária e rápida da estrutura externa do fio. Esse alisamento natural das escamas aumenta o grau de refração da luz, conferindo maior maciez ao toque e um brilho imediato, controlando bem os filamentos mais curtos e arrepiados.

A disciplina com produtos adequados e mudanças cautelosas durante o banho é amplamente suficiente para sanar perdas estéticas na esmagadora maioria dos casos. No entanto, ignorar o surgimento de placas vermelhas na raiz, dores ou perda expressiva de cabelo que dure muitas semanas é altamente perigoso. Estes não são meros sintomas do outono ou do inverno, e a busca por um especialista em saúde capilar faz-se obrigatória. O uso autônomo de corticoesteroides locais ou produtos medicados em farmácias pode ocultar infecções silenciosas e agravar agressões ao folículo, impossibilitando a reversão natural do problema no futuro.





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ABPA projeta US$ 45,5 milhões em negócios com a Ásia nos próximos 12 meses

A expectativa da indústria brasileira é de movimentar US$ 45,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses com Ásia, principalmente para o setor de proteínas animais. O resultado foi divulgado pela ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), em parceria com a ApexBrasil.

Durante Sial China 2026, entre 18 e 20 de maio, os exportadores brasileiros fecharam US$ 3,25 milhões em negócios imediatos. A avaliação do setor é de que a presença brasileira na feira ampliou as negociações com compradores asiáticos e fortaleceu a imagem do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos em um momento de crescente preocupação global com segurança alimentar e estabilidade no abastecimento.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a estratégia do setor passa pelo fortalecimento das relações comerciais e institucionais com importadores e autoridades asiáticas. A avaliação é que o continente seguirá como um dos principais polos de crescimento para as exportações brasileiras nos próximos anos.

“A China e o mercado asiático seguem entre os principais polos de crescimento para a proteína animal brasileira. A Sial é uma plataforma estratégica para ampliar negócios, consolidar relacionamentos comerciais e reforçar o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável e competitivo para a segurança alimentar global”, avalia o presidente da ABPA.

A participação brasileira contou com um estande voltado para reuniões de negócios, promoção institucional e fortalecimento da imagem da proteína animal nacional junto ao mercado asiático. Participaram da ação as empresas Alibem, Aurora, Bello, Somave e Vibra Foods.

Após a participação na Sial China, a associação segue com agenda no país asiático e realiza nesta quinta-feira (21) o Road Show Beijing, em Pequim, em mais uma ação voltada ao fortalecimento institucional e comercial da proteína animal brasileira junto ao mercado chinês.

 

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Fim da escala 6×1: aprovada na Câmara, PEC segue para o Senado


Na Casa, a PEC do fim da escala 6×1 ainda não tem um cronograma definido. Expectativa, contudo, é que texto seja votado antes das eleições



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