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María Corina muda estratégia para conquistar apoio de Trump


A ofensiva de charme de María Corina Machado na Casa Branca de Trump, completa com uma reluzente medalha do Nobel em moldura elegante, faz parte de um esforço recalibrado da líder da oposição venezuelana para retomar a narrativa sobre a transformação do país.

Antes da reunião de quinta-feira (15), o presidente Donald Trump elogiou Machado de forma morna — “uma mulher muito simpática”. Mas deixou claro que não achava que ela tinha o que era necessário para governar um país cujo líder havia sido repentinamente capturado por forças americanas.

Machado conquistou sua simpatia esta semana em parte ao concordar tacitamente com ele, reconhecendo que um período de transição é necessário antes que a democracia possa retornar à Venezuela. Ficaram para trás suas exigências de que a eleição vencida por seu candidato em 2024 deveria ser reconhecida. Em vez disso, ela está pressionando por novas eleições, juntamente com proteções para a oposição dentro do país.

“Este é um processo que tem várias fases”, disse ela na sexta-feira (16) em coletiva de imprensa. “Uma vez que essas etapas sejam cumpridas, poderemos avançar na reinstitucionalização do nosso governo e, eventualmente, teremos eleições livres e justas.”

A reunião de Machado com Trump durou cerca de 45 minutos no Salão Oval, seguida por um almoço, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Machado saiu sentindo que havia causado uma impressão positiva, segundo pessoa próxima a ela. Trump gostou de Machado, mas não foi persuadido a mudar seus planos ou opiniões sobre a Venezuela, disse outra pessoa.

Ainda assim, foi um passo positivo para Machado após o revés inicial de ver o regime do presidente Nicolás Maduro assumir controle firme após sua captura por forças americanas.

“Havia temores de que Donald Trump tentasse humilhar María Corina, e isso não aconteceu de forma alguma; muito pelo contrário”, disse Carmen Beatriz Fernández, diretora da consultoria política DataStrategia, sediada na Espanha. “Nesse sentido, dadas as expectativas muito negativas que muitas pessoas tinham, o resultado da reunião foi bastante positivo.”

Trump adotou na sexta-feira um tom diferente do de apenas duas semanas atrás, quando questionou a popularidade de Machado nas horas após a operação que removeu Maduro. Trump disse na sexta-feira que Machado é uma pessoa por quem tem “muito respeito” e que ficou “muito, muito impressionado” com ela.

Embora Machado tenha conversado com Trump após ganhar o Nobel em outubro para dizer que estava dedicando o prêmio a ele, quinta-feira foi a primeira vez que se encontraram pessoalmente.

Machado, 58 anos, provou ser uma sobrevivente política na Venezuela durante os governos de Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez. Sua reunião no Salão Oval na quinta-feira ocorreu mais de 20 anos após sua visita ao então presidente George W. Bush como líder de um grupo cívico venezuelano focado em transparência eleitoral em 2005.

Ela também conhece o secretário de Estado Marco Rubio, que anteriormente serviu como senador pela Flórida, estado com grande população de exilados, há anos. Rubio elogiou a bravura de Machado no plenário do Senado após outra visita a Washington em 2014.

Machado possui laços com muitos legisladores republicanos proeminentes da Flórida que representam comunidades consideráveis de exilados da Venezuela e Cuba e tendem a ser defensores vocais dela. O representante Mario Diaz-Balart, republicano da Flórida, disse no início deste mês que Machado “será a próxima presidente democraticamente eleita da Venezuela.”

Enquanto Machado e sua doação do Nobel chamavam a atenção em Washington esta semana, o governo da presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez despachou seu próprio representante para conversas nos bastidores com autoridades do Departamento de Estado. Rodríguez permanece no comando na Venezuela, planejando metodicamente como reintegrar a indústria petrolífera e a economia do país ao sistema financeiro ocidental.

Mas Rodríguez cedeu em uma demanda-chave que Machado insistiu vocalmente logo após a captura de Maduro em 3 de janeiro. Segundo dados oficiais, a Venezuela libertou 200 prisioneiros este mês, incluindo cidadãos estrangeiros, figuras da oposição e um dos assessores mais próximos de Machado. Organizações independentes só conseguiram verificar cerca de metade das libertações.

Alguns aliados de Machado, incluindo Dignora Hernández e Henry Alviarez, permanecem presos, e ela continua pressionando por sua libertação.

O próximo passo para Machado seria um retorno à Venezuela, onde permaneceu em grande parte escondida após a eleição de 2024 em meio a uma repressão às forças de oposição. Ela partiu em dezembro para receber seu Nobel e disse antes e depois da captura de Maduro que retornaria.

Machado permanece popular em casa, embora seu tempo escondida tenha custado parte do fervor que gerou em 2024, quando viajava em comboios pelo país e era recebida por multidões atirando rosários. Uma pesquisa AtlasIntel, conduzida para a Bloomberg News, descobriu que cerca de 52% dos venezuelanos queriam que Machado assumisse como líder do país, em comparação com 14% para Rodríguez.

Por enquanto, Machado está continuando com sua visita aos EUA. Espera-se que realize mais reuniões em Washington, com possíveis visitas a outros lugares do país.

Machado esta semana foi “muito pragmática, e lidando com a realidade, não com fantasia”, disse Eric Farnsworth, associado sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington. “Tem que haver um certo período de transição, e acredito que ela aceitou isso, mas não acho que tenha aceitado para sempre. E penso que o desafio é o timing, e como avançar nas circunstâncias atuais.”

A questão agora será se ela pode operar abertamente quando retornar à Venezuela como crítica do governo, e se Rodríguez está pronta para aceitar uma sociedade mais pluralista. A mídia estatal venezuelana permanece porta-voz do governo, e cidadãos comuns hesitam em expressar suas opiniões por medo de retaliação das autoridades.

Os militares permanecem firmemente sob controle dos tenentes de Maduro, e os EUA alertaram que gangues armadas continuam a percorrer as ruas caçando colaboradores dos americanos.

“O fato de você não estar em uma prisão não significa que você é livre na Venezuela”, disse Machado na sexta-feira, referindo-se aos prisioneiros que foram libertados. “Eles saíram das prisões, mas não podem falar com a imprensa. Não podem deixar o país e ainda estão aterrorizados.”



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Elon Musk quer US$ 134 bilhões da OpenAI e Microsoft


Elon Musk quer que a OpenAI e a Microsoft paguem a ele indenizações entre US$ 79 bilhões e US$ 134 bilhões, sob a alegação de que a empresa de inteligência artificial generativa o teria enganado ao abandonar sua estrutura sem fins lucrativos e firmar parceria com a gigante do software.

O advogado de Musk detalhou o pedido de indenização em um documento protocolado na Justiça na sexta-feira (16), um dia depois de um juiz federal rejeitar a última tentativa da OpenAI e da Microsoft de evitar um julgamento por júri, marcado para o fim de abril, em Oakland, na Califórnia.

Com base em cálculos apresentados pelo economista financeiro C. Paul Wazzan, testemunha especialista no caso, o documento afirma que Musk teria direito a uma fatia da atual avaliação da OpenAI, estimada em US$ 500 bilhões, após ter sido prejudicado em relação aos US$ 38 milhões que doou como capital semente quando ajudou a fundar a startup em 2015.

“Assim como um investidor inicial em uma startup pode obter retornos muitas ordens de grandeza superiores ao valor investido, os ganhos indevidos que a OpenAI e a Microsoft obtiveram — e aos quais o sr. Musk agora tem direito de exigir devolução — são muito maiores do que suas contribuições iniciais”, escreveu o advogado de Musk, Steven Molo.

Musk deixou o conselho da OpenAI em 2018, lançou sua própria empresa de inteligência artificial em 2023 e iniciou uma batalha judicial em 2024 contra Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI, em razão dos planos de transformar a empresa em uma operação com fins lucrativos. A OpenAI e a Microsoft negam as acusações.

Em nota, a OpenAI afirmou que o processo de Musk é infundado.

“A ação do sr. Musk continua sem base e faz parte de um padrão contínuo de assédio, que esperamos demonstrar no julgamento”, disse a empresa. “Essa nova demanda, igualmente pouco séria, busca apenas alimentar essa campanha de intimidação.”

A OpenAI também alertou investidores para que esperem novas alegações de Musk à medida que o processo avance para julgamento.

Sam Altman, CEO da OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI (Bloomberg)

A Microsoft recusou-se a comentar.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou em outubro sua reestruturação. À época, informou que havia concedido uma participação de 27% à Microsoft, sua principal financiadora, em um modelo que mantém a entidade sem fins lucrativos no controle da operação com fins lucrativos.

Sam Altman já classificou a ação judicial de Musk como uma instrumentalização do sistema legal para prejudicar um concorrente.

Segundo o documento judicial, o especialista C. Paul Wazzan chegou ao valor do pedido ao combinar as contribuições financeiras e não financeiras de Musk, incluindo aconselhamento técnico e estratégico. Ele estimou ganhos indevidos entre US$ 65,5 bilhões e US$ 109,43 bilhões para a OpenAI e entre US$ 13,30 bilhões e US$ 25,06 bilhões para a Microsoft.

O processo também afirma que Musk pretende buscar danos punitivos.



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Liquidação da Reag: qual é o risco para os clientes dos fundos?


A Reag foi liquidada pelo Banco Central. Isso tem efeito para o investidor? Para quem está em fundos geridos pela instituição ou transferidos para outro administrador, não, a menos que o dinheiro tenha sido usado em atividades ilícitas. Um eventual risco de “contaminação” para o mercado também é pouco provável.

Funciona assim: o BC decretou a liquidação da CBSF DTVM, antiga Reag Trust, o braço financeiro e administrador de fundos da instituição regulada. E a empresa listada na bolsa, que agora se chama Arandu (ARND3), é a “holding” controladora. Todo mundo aqui faz parte do mesmo grupo, mas o tratamento legal de cada uma é diferente.

Os cotistas de fundos da Reag têm garantia de segregação patrimonial. Vale para toda a indústria de fundos no Brasil: o dinheiro da gestora, da administradora e de outros prestadores de serviços do fundo fica em um lugar e o dinheiro dos investidores fica em outro. Nada se mistura. Até o CNPJ é diferente.

O que acontece agora é um congelamento operacional. O liquidante nomeado pelo BC vai convocar uma assembleia para transferir esses fundos para outra gestora ou administradora. Até lá, resgates e aplicações ficam congelados para manter a saúde e o funcionamento do fundo, evitando resgates em massa.

Nessa parte da conversa, vale lembrar que os fundos da Reag já haviam sido transferidos para outras administradoras no passado, quando os problemas vieram à tona. Quer dizer: quem estava nos fundos operacionais e auditados está fora das investigações.

O problema é o risco de fraude ou atividade criminosa dentro da carteira dos fundos, comprando ativos podres do próprio grupo, por exemplo, ou fornecendo vias de escoar recursos ilícitos.

Há vários fundos investigados nesse momento. Nesse caso, se houver comprovação de que isso aconteceu, inclusive no caso dos transferidos, o dinheiro pode ser bloqueado judicialmente. O objetivo é rastrear a origem dos recursos e quem foi beneficiado por eles.

Esses fundos, no geral, têm um único cotista, escondendo os reais investidores embaixo de uma estrutura complexa justamente para esconder o caminho do dinheiro. Nesse caso, o investidor só saberá se é o seu caso quando a administradora for alvo da investigação, já que ela terá de prestar contas. Fora isso, os ativos do investidor estão preservados.

É o princípio da “boa-fé”: se os recursos pertencem de forma legítima ao fundo, o cotista não perde o direito ao patrimônio e não responde por eventuais ilegalidades. O dinheiro é desbloqueado depois de novas auditorias, se necessário.

Já o acionista da Arandu pode ter outros problemas – não judiciais, no caso, mas de mercado. O BC retirou a licença de operação da principal fonte de receita da holding. Com a liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis. Isso prejudica a visibilidade sobre o futuro e a capacidade de geração de caixa da empresa, além de manchar a reputação do grupo inteiro.

Os papéis da Arandu têm praticamente zero liquidez e nem chegam a apresentar uma cotação em tela. É como se ele passasse o dia em leilão. Os investidores conseguem negociar a ação, mas de outro modo: segundo a B3, todas as ofertas são acumuladas ao longo do dia e, no fim do pregão, aquelas que tenham condição de fechar negócio são efetivadas.

O investidor que eventualmente ainda tenha papéis da companhia poderá acionar a justiça para responsabilizar os sócios por gestão fraudulenta e tentar reaver o que for perdido, mas esse é o risco assumido ao se investir em uma empresa com condições fragilizadas.

Vale ainda mencionar que o BC classifica a Reag como entidade no segmento S4, que são instituições de pequeno porte. Por causa disso, o risco de contaminação para outros bancos ou de uma crise de crédito generalizada não está no jogo.

Agradecimentos: Luiz Garcia, advogado tributarista pela USP, sócio do Tax Group e especialista em governança e compliance, e Adilson Bolico, sócio do escritório Mortari Bolico e especialista em advocacia estratégica de investimentos e proteção patrimonial.



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A Prio pós-Tanure: o que acontece com as ações agora


A venda das ações do investidor Nelson Tanure na Prio elimina um fator de desconforto para o mercado em torno da maior petroleira independente do país. Tanure, que por anos foi o acionista de referência da companhia, teve boa parte de sua posição liquidada após dar os papéis em garantia de empréstimos. Para profissionais que acompanham a empresa, a notícia é positiva, mas está longe de ser um gatilho para uma disparada das ações da Prio.

O movimento ocorre em meio à exposição recente do empresário, alvo de uma operação da Polícia Federal nessa quarta-feira (14) que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro sob acusação de fraude. Tanure teve o celular apreendido no âmbito da apuração, que também mira sua relação com Daniel Vorcaro, controlador do banco.

Tanure chegou a deter cerca de 20% da Prio. Mais de 17% dessa fatia estava dada em garantia em um empréstimo junto ao Credit Suisse — posição encerrada pelo UBS após a aquisição do banco, segundo revelou a Bloomberg. O restante das ações foi praticamente todo vendido para quitação de outras dívidas. Não está claro, no entanto, em que período essas vendas ocorreram.

Uma fonte próxima à operação de venda dos papéis e a acionistas da companhia confirmou ao InvestNews a operação e disse que a saída do empresário elimina um vetor de pressão sobre as ações, já que parte da volatilidade recente estava associada justamente à colocação desses papéis no mercado — o chamado “overhang”, na linguagem dos investidores.

Para um gestor com posição na petroleira, o impacto é positivo, mas não altera de forma estrutural a tese de investimento. Segundo ele, a partir de agora o que tende a pesar mais é a execução operacional e a entrega de resultados, e não mais o ruído societário.

Desempenho

A Prio é bem avaliada pelo mercado, sendo vista como um case de disciplina na alocação de capital  ou seja, uma boa geração de caixa combinada com controle do endividamento. Ainda assim, as ações não refletiram esse otimismo: nos últimos 12 meses, acumulam alta de apenas 2%.

O retorno ao acionista, portanto, tende a vir mais pelos dividendos do que pela cotação. Com a posição de caixa fortalecida, a empresa tem três caminhos: distribuir proventos, reinvestir nas operações ou buscar novas aquisições. No momento, o mercado vê a remuneração ao acionista como o destino mais provável desse excesso de capital.

Relatório recente do BTG Pactual destacou que a companhia combinou um programa de recompra com o cancelamento de 27 milhões de ações — um “sinal claro de retorno de capital” ao investidor, sem comprometer a flexibilidade financeira para eventuais oportunidades de M&As.

Além de sinalizar confiança da gestão no próprio papel, a recompra reduz o número de ações em circulação e eleva o lucro por ação, o que tende a tornar o ativo mais atraente para quem deseja receber dividendos.

A Prio também atravessa um ponto de inflexão em sua estratégia. Após um ciclo intenso de crescimento, novas aquisições só fariam sentido se fossem grandes e altamente estratégicas — e o apetite por esse tipo de movimento hoje é limitado, dado que a Petrobras freou seu programa de venda de ativos desde o início do governo Lula 3.

Com a folga de caixa aumentando, analistas avaliam que cresce a probabilidade de o excesso ser direcionado à distribuição de proventos. É uma característica positiva para investidores focados em renda, mas menos sedutora para quem busca empresas com maior potencial de valorização via crescimento acelerado.



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Por que a CVC (CVCB3) antecipou a troca de CEO?


A troca de CEO na CVC não nasceu do dia para a noite — mas o conselho decidiu colocar o pé no acelerador no cronograma. A avaliação, segundo pessoas próximas ouvidas pelo InvestNews, era de que a companhia já tinha feito o “back to basics dos últimos anos e que, agora, precisava de uma gestão menos orientada a “venda, venda, venda” e mais focada em rentabilidade, eficiência e disciplina financeira.

A sucessão vinha sendo discutida desde meados de outubro, ainda de acordo com pessoas a par das conversas. O plano inicial era fazer a mudança apenas a partir do segundo semestre de 2026, com mais tempo de transição. Mas a virada do ano e a necessidade de ajustar, de forma mais definitiva, a negociação da dívida pesaram para antecipar a troca e fazê-la sem período de passagem.

O nome de Fábio Mader, anunciado na noite de quinta-feira, era visto como natural e chegou a ser apoiado pelo então CEO Fábio Godinho, segundo fontes. Mader é um executivo de carreira na CVC, com quase 15 anos somando diferentes passagens e um currículo que passa por operações, produto nacional e internacional e liderança na Argentina. Nos últimos quatro anos, estava à frente de Produtos e Revenue Management — área responsável por negociar, montar e precificar os pacotes.

Fábio Mader, novo CEO da CVC

Num relatório divulgado após o anúncio, o Santander resumiu como uma mudança de fase. A CVC estaria saindo de um turnaround liderado por Godinho para uma etapa em que Mader vai guiar a empresa de olho em manter um balanço mais saudável em termos de alavancagem, e perseguindo uma rentabilidade maior.

Do chacoalhão ao “voo de cruzeiro”

Nome de confiança da família Paulus, fundadora da CVC, Godinho chegou ao comando em 2023, na volta dos acionistas históricos. A família, que criou a agência de viagens, havia deixado o negócio em 2019 e hoje voltou a ser o maior acionista individual, com cerca de 20% do capital. Outros sócios relevantes incluem a Apex Partners (cerca de 10%) e o Absolute (9,8%), além do Opportunity (7,8%).

Entre acionistas e pessoas próximas à companhia, a leitura é que Godinho entregou o que lhe havia sido demandado: reorganizar a operação depois dos anos difíceis e resgatar o DNA comercial, com foco no volume de vendas. Mas, com a empresa mais estabilizada, o conselho passou a cobrar outra agenda — menos “reaprender a vender” e mais “ganhar dinheiro vendendo”.

Fabio Godinho, CEO da CVC (Foto: Divulgação)
Fabio Godinho, CEO da CVC (Foto: Divulgação)

Uma pessoa próxima à alta gestão descreve Godinho como um executivo típico de turnaround. “Os ciclos dele são de 2 a 3 anos. Ele coloca muita energia no começo, gosta de resolver problema, mas quando a empresa está em voo de cruzeiro é preciso alguém com perfil mais analítico”, disse a fonte.

Para sustentar essa tese de “ciclos”, interlocutores citam passagens anteriores do executivo em posições de comando, como o período em que foi CEO da Webjet e uma etapa anterior na própria CVC, quando ocupou a vice-presidência de marketing e operações por cerca de três anos.

Já Mader é visto como alguém mais voltado à gestão de pessoas, crescimento de margem e eficiência: “Ele olha mais para rentabilidade, digitalização e processos”, diz uma fonte próxima ao novo CEO. Para o Citi, a mudança no comando da empresa não deve trazer alterações significativas para sua estratégia, mas de fato a melhora da estrutura de capital deve se manter como tema central.

A antecipação do cronograma também conversa com o capítulo financeiro. A empresa já vinha pré-pagando debêntures, mas ainda lidava com um custo elevado para o padrão de uma companhia que tenta voltar a ser geradora de caixa de forma consistente. O custo atual é de CDI+4,5%.

A percepção interna, segundo fontes, é de que uma curva de juros descendente abre espaço para melhorar a equação: reduzir custo, alongar prazos e transformar renegociação em ganho recorrente de caixa. “Se os juros estivessem perto de 9% a 10%, a alavancagem atual seria confortável para o negócio, dada a atual geração de Ebitda”, afirmou uma das pessoas ouvidas. A relação dívida líquida/ Ebitda da CVC era de 0,5 vez ao fim do terceiro trimestre, mas o indicador subia para 1,8 vez quando considerada antecipação de recebíveis.

É nesse contexto que o “mandato” de Mader tende a ser lido no mercado: acelerar o que já vinha sendo feito, mas com uma régua mais alta para rentabilidade e desalavancagem. Mader apontou como “pilares”da sua gestão cultura digital, melhor precificação e eficiência, foco em desempenho de lojas maduras e integração de operações. A ambição também é expandir a atuação do B2B para fora do Brasil, como forma de diversificar receitas e criar um hedge natural para despesas em dólar. Hoje, só 10% da receita do B2B vem de fora.

Os papéis abriram estáveis após o anúncio, mas passaram a despencar 20% perto das 13h. O InvestNews apurou que um investidor com uma posição relevante em derivativos resolveu capturar os ganhos acumulados nos últimos dias. Desde o primeiro pregão de 2026, a ação acumulava alta de 22% — até começar a virar na primeira hora da tarde. No encerramento do pregão, a queda tinha arrefecido para 10%. No ano, a alta segue forte: 11,5%.



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Em processo de restruturação, CPFL Energia aprova o cancelamento de registro da CPFL Geração


A CPFL Energia informou nesta sexta-feira (16) que aprovou, em Assembleia Geral de Debenturistas, o cancelamento do registro da CPFL Geração na Comissão de Valores Mobiliários, a CVM. A ideia, segundo a companhia, é dar prosseguimento à reorganização societária do Grupo CPFL, o que inclui a integração dos negócios de geração e comercialização de energia. A companhia protocolará o pedido junto à SEP/CVM nos próximos dias. 

Este movimento, de acordo com o documento divulgado ao mercado, busca otimizar a gestão do portfólio energético, aumentar a competitividade no mercado livre e aprimorar a estrutura societária, resultando em redução de custos contábeis e de auditoria.

A empresa também anunciou o cancelamento do registro da CPFL Geração como emissor de valores mobiliários na categoria “B”. A decisão ocorreu durante a Assembleia Geral de Debenturistas da 13ª emissão de debêntures simples da CPFL Geração, com apoio unânime dos debenturistas.

Uma das maiores empresas do setor elétrico no Brasil, a CPFL Energia atua na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, sendo controlada pelo grupo chinês State Grid.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.



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CVC: um único investidor teria puxado a queda da de 10% na ação. Entenda


Depois de subir pouco mais de 20% nos primeiros pregões do ano, a ação da CVC chegou a devolver todo esse ganho em meio ao pregão nesta sexta (16) — um movimento que aponta para o desmonte de uma posição relevante via derivativos, em um momento marcado pela troca de CEO.

A ação da CVC (CVCB3) começou o pregão desta sexta-feira (16) perto da estabilidade, mas o humor virou ao longo da tarde. Por volta das 14h, os papéis passaram a cair de forma acentuada e chegaram a recuar 24%, negociados a R$ 2,03.

No fechamento do pregão, a queda tinha arrefecido para 10%. No ano, a alta segue relevante: 11,5%.

Nas mesas de operação, o movimento chamou atenção pela intensidade e pelo horário. A queda concentrada a partir da tarde levantou dúvidas sobre o que estaria por trás da pressão vendedora.

O InvestNews apurou que o movimento está ligado ao encerramento de uma posição relevante em derivativos mantida por um único investidor, que vinha se beneficiando da forte alta da ação nos últimos dias e decidiu capturar os ganhos recentes. Antes do tombo desta sexta-feira, a CVC acumulava valorização de cerca de 23% nos primeiros pregões deste ano que mal começou.

Derivativos são contratos financeiros cujo valor depende do desempenho de outro ativo, como ações ou índices. Eles permitem ao investidor ganhar exposição ao papel sem comprar diretamente a ação e costumam ser usados tanto para potencializar ganhos quanto para estruturar estratégias mais sofisticadas de risco.

Nesse tipo de operação, o investidor negocia derivativos com bancos, que ficam do outro lado do contrato. Para reduzir o risco desses contratos, os bancos costumam fazer operações automáticas no mercado de ações, comprando ou vendendo o papel.

Quando a posição em derivativos é encerrada, essa proteção deixa de ser necessária e é desfeita, o que pode gerar uma venda concentrada de ações em pouco tempo. Esse movimento técnico acaba pressionando o preço do papel para além de uma mudança nos fundamentos da empresa.

Troca de CEO

A forte queda da ação ocorre em meio a uma mudança relevante no comando da CVC. Na véspera, o conselho de administração comunicou a saída de Fabio Godinho, que liderou a reestruturação da companhia no pós-pandemia com foco em desalavancagem e eficiência operacional, e a nomeação de Fabio Mader como novo CEO.

Executivo interno com quase 15 anos de casa, Mader passou por áreas como vendas, compras e produtos, além de ter atuado como country manager da operação na Argentina. Antes de ingressar na CVC, foi diretor comercial da Gol e diretor de marketing e vendas da Webjet.

Um gestor ouvido sob condição de anonimato avaliou a troca como positiva para dar mais clareza estratégica à companhia em um momento decisivo, embora, nos bastidores, a substituição ainda esteja sendo avaliada pelos acionistas.

O profissional ouvido pela reportagem destacou que a escolha de Mader alinha a empresa para um modelo mais focado em disciplina na alocação de capital, especialmente diante do desafio de renegociar dívidas, um movimento que abre chance de upside (tendência de alta) da ação.



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Dólar vai R$ 5,37 e Bolsa cai com temor de demora no corte de juros


O dólar terminou a última sessão da semana com leve oscilação positiva, perto da estabilidade, nesta sexta-feira (16/1), em um dia no qual os investidores repercutiram a chamada “prévia” do PIB no Brasil e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos).


Dólar

  • A moeda norte-americana fechou a sessão em alta de 0,08%, cotada a R$ 5,373.
  • Na cotação máxima do dia, o dólar bateu R$ 5,395. A mínima foi de R$ 5,365.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,368.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,12% frente ao real em 2026.

Ibovespa


“Prévia” do PIB surpreende e diminui aposta em corte de juros

O principal destaque da agenda econômica doméstica, nesta sexta, foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador mostrou que a economia brasileira avançou 0,7% em novembro, na comparação com o mês anterior. Em outubro, na comparação com setembro, houve retração de 0,2%. No trimestre, houve alta de 0,2%.

Para chegar ao resultado, o Banco Central (BC) fez um ajuste sazonal (cálculo que remove as flutuações sazonais de uma série temporal para comparar períodos diferentes). No mês, o IBC-Br por setores produtivos teve crescimento de 0,8% na indústria, e serviços avançaram 0,6%. Já a agropecuária encolheu 0,3%.

Em relação a novembro do ano passado, o IBC-Br teve alta de 1,2%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou aumento de 2,4%. No ano, a chamada “prévia do PIB” registrou expansão de 2,4%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.

O resultado surpreendeu o mercado e veio acima da média das projeções dos analistas, que esperavam uma alta de 0,3% do IBC-Br em novembro. Com a atividade econômica resiliente, aumentou a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC adie o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros (a Selic), atualmente em 15% ao ano.

O indicador é considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto. O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, a Selic. O PIB, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.

Economistas vem alertando para a desaceleração da economia brasileira neste ano devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação. Os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo BC, no Relatório Focus, projetam que o PIB crescerá 1,8% em 2026. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera um crescimento do PIB na casa dos 1,6% em 2026, mesmo patamar previsto pelo BC.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga a estatística oficial do PIB, publicou no último dia 4 de dezembro que o PIB do terceiro trimestre, encerrado em setembro, foi de 0,1%. O resultado representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior (abril, maio e junho), quando o índice ficou em 0,4%.

O PIB de 2025 será conhecido apenas quando for fechado o resultado do quatro trimestre do ano passado (outubro, novembro e dezembro).

Juros nos EUA também seguem no radar

No front externo, os investidores acompanharam declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), em busca de possíveis “pistas” para a trajetória da taxa básica de juros na maior economia do mundo.

Nesta sexta, a diretora do Fed Michelle Bowman fez um discurso sobre política monetária. Também falou o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, a respeito das perspectivas econômicas dos EUA.

Em publicação nas redes sociais, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que a autoridade monetária precisa “olhar além dos dados” para calibrar a taxa de juros em suas futuras decisões.

“Tudo somado, seremos capazes de responder a mudanças em perspectivas econômicas e dependentes de projeções para garantir uma política monetária apropriada no futuro”, escreveu Daly no X (antigo Twitter).

Segundo a dirigente do Fed, os indicadores econômicos são “essenciais”, mas “são as pessoas que nos dizem o que estão planejando e como isso moldará nosso futuro”.

Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual, enquanto Jeffrey R. Schmid e Austan D. Goolsbee votaram pela manutenção da taxa de juros.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.

Análise

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar permaneceu estável em relação ao real “em mais um dia de pressão na curva de juros norte-americana, em um contexto de reprecificação das expectativas para a política monetária dos EUA”.

“O pano de fundo foi reforçado pela disputa pela presidência do Fed: Kevin Warsh aparece com cerca de 60% de probabilidade de indicação, enquanto Kevin Hassett recuou para cerca de 15%, após já ter figurado próximo de 85%”, observa Shahini.

“A leitura de um Fed potencialmente mais independente de pressões políticas sustentou deu suporte ao dólar globalmente, com o DXY avançando na semana. No cenário externo, porém, o avanço da moeda foi parcialmente limitado pelo alívio geopolítico nas tensões entre EUA e Irã”, explica. “Localmente, o movimento do dólar no pregão de hoje é contido dado o ainda elevado diferencial de juros entre Brasil e EUA, assim como o fato de, na semana, o Ibovespa ter quebrado seu recorde de fechamento, o que deu fôlego adicional aos ativos brasileiros.”

Segundo André Valério, economista sênior do Banco Inter, o resultado do IBC-Br, em conjunto com o dado de inflação divulgado na semana passada, “praticamente elimina a possibilidade de um corte da Selic em janeiro”. “Ainda assim, acreditamos que as condições para o início da flexibilização da política monetária estão dadas, o que deve ocorrer a partir da reunião de março”, afirma.

Matheus Pizzani, economista do PicPay, avalia que “o forte desempenho apresentado pelo IBC-Br se mostra suficiente para evitar uma possível estagnação do PIB no último trimestre do ano, possibilidade aventada quando da divulgação da última leitura do indicador”.

“Quando somado aos dados sólidos do mercado de trabalho, a sinalização positiva advinda do nível de atividade sugere a possibilidade de manutenção do hiato do produto no campo positivo por tempo adicional, criando um ambiente propício para o início do ciclo de queda dos juros apenas em março, além de reduzir a importância relativa do debate sobre o início deste processo e sinalizar maior importância sobre a discussão de sua magnitude”, completa Pizzani.



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Reservatórios baixos pesam e Sabesp vê R$ 7 bilhões evaporarem na bolsa


As ações da Sabesp, a maior empresa de saneamento da América Latina, acumulam queda de mais de 8% no ano conforme os investidores monitoram níveis baixos do principal reservatório de água do estado e os possíveis efeitos nos volumes e receitas das companhia.

O reservatório da Cantareira, que é responsável por abastecer cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do estado, opera hoje com menos de 20% do volume útil, segundo dados do governo federal, com escassez hídrica. A empresa vem aplicando medidas preventivas de redução de pressão da água no período noturno desde setembro.

“O tema dos reservatórios baixos entrou para a narrativa, o que alimenta a possibilidade de que uma queda dos volumes pressione o crescimento da receita”, diz Lucca Silva, gestor na Persevera Asset Management.

Em resposta por mensagem, a Sabesp informou que aplica a política de gestão de recursos definidas pelo órgão regulador e que cumpre com os pré-requisitos firmados em contrato com o governo de São Paulo para garantir a neutralidade hidrológica, uma proteção contra situações críticas. “A empresa segue comprometida com a excelência operacional e a transparência com seus stakeholders”, informou.

As ações da companhia começaram o ano em queda e já perdem cerca de R$ 7 bilhões em valor de mercado após subirem mais de 50% em 2025, beneficiadas por uma preferência do mercado por papéis de utilities, considerados de retornos mais previsíveis, em meio aos juros altos. Na sessão desta sexta-feira, os papéis caem quase 2%. 

“Nessas ocasiões, toda operação fica mais custosa, ocasionando uma redução das margens momentaneamente”, diz Luis Mussili, analista de ações da JGP Asset Management.



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Mercados hoje: ‘prévia do PIB’ no Brasil e produção industrial nos EUA no foco


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