O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago recuou para 56,7 em junho, ante 62,7 em maio, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 30.
O resultado, porém, superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam queda a 54,5 neste mês.
A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em maio e o déficit do setor público consolidado foi pior do que a expectativa, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central.
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou maio em 81,1%, contra 80,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 67,9%, de 67,2%.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 80,7% para a dívida bruta e de 68,1% para a líquida.
Em maio, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$56,131 bilhões, contra expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$53,5 bilhões.
O desempenho mostra que o governo central teve déficit de R$55,169 bilhões, enquanto Estados e municípios registraram rombo de R$1,236 bilhão e as estatais tiveram superávit de R$273 milhões, mostraram os dados do Banco Central.
O setor de bares e restaurantes no Brasil deve registrar faturamento real de R$ 2,42 bilhões durante a Copa do Mundo de 2026, segundo projeção da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
O valor representa alta de 15,7% em relação ao faturamento da Copa de 2022. No Mundial do Catar, o setor movimentou R$ 2,09 bilhões.
LEIA MAIS: Calendário da Copa: veja quais os jogos do dia e onde assistir
Segundo a CNC, uma série de fatores explica a expectativa de crescimento. “Esse desempenho reflete a combinação de um ciclo econômico mais favorável, com recuperação consistente da renda das famílias, mercado de trabalho aquecido e avanço do consumo”, diz o estudo da entidade.
Outro ponto que deve favorecer bares e restaurantes é o fuso horário, já que os jogos serão disputados entre a tarde e a noite no horário de Brasília, “justamente no período de maior movimento dos estabelecimentos de alimentação e entretenimento”.
De acordo com a CNC, esse avanço é típico de anos de Copa. Em edições do Mundial, o volume de receitas de bares e restaurantes em junho e julho cresce, em média, 5,4% na comparação com o mesmo bimestre de anos sem o torneio.
“Esse ‘prêmio Copa’ evidencia como o evento funciona como catalisador de frequência e tíquete médio, mobilizando consumidores que, de outra forma, não teriam ido a bares e restaurantes naquele período”, afirma a entidade.
O Bradesco aumentou as estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2026, mas reduziu a projeção para a expansão da atividade em 2027, e passou a ver tanto inflação quanto Selic maiores em ambos os anos, embora ainda espere mais cortes na taxa básica até dezembro.
O Bradesco elevou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 de 1 8% para 2,0%, afirmando que no momento há “fortes estímulos que se contrapõem à política monetária”, e que as medidas de estímulo ao crédito adotadas pelo governo devem moderar a desaceleração da atividade, “mas os juros em patamares ainda mais restritivos continuarão levando a expansão do PIB para abaixo do potencial”. Por isso, a projeção para o crescimento da economia em 2027 caiu de 2,0% para 1,5%.
“Nossa hipótese segue sendo a de que o impulso fiscal será negativo, e o crédito expandido em 2026 se converte em maior comprometimento de renda ou menor geração de caixa no ano seguinte, pressionando o consumo e os investimentos, na margem. O mercado de trabalho deve mostrar alguma acomodação, com a taxa de desemprego subindo de 5,9% em 2026 para 6,8% em 2027. Ainda será uma taxa de desemprego baixa para padrões históricos brasileiros, mas que tende a contribuir para o alargamento do hiato do produto ao longo dos próximos trimestres”, disse o Bradesco em relatório.
A inflação, porém, deve ser mais que a anteriormente esperada tanto em 2026 quanto em 2027. A previsão para a alta do IPCA neste ano subiu de 5,0% para 5,3%, enquanto a do ano que vem aumentou de 3,7% para 4,1%. A mudança, segundo o Bradesco, reflete “os choques vindos da guerra, de preços de alimentos, incluindo aqueles vindos do El Niño, e, em alguma medida, a resiliência do setor de serviços”.
“Sem o impulso vindo do câmbio e com queda nos preços do petróleo, entretanto, o choque na cadeia de bens industriais está se dissipando, com alívio esperado para o quarto trimestre. A inflação de serviços permanece resistente, com os núcleos ainda pressionados, mas sem deterioração adicional”, avaliou.
Com a inflação mais alta, o Bradesco também revisou para cima as estimativas para a taxa Selic – de 12,75% para 13,75% ao fim de 2026 e de 10,25% para 11,00% em 2027. A taxa atualmente está em 14,25%. O banco ressaltou que também influenciou na revisão o fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter sinalizado na ata da reunião mais recente que o ciclo de calibração da Selic pode incluir pausas ao longo do caminho.
“O juro real elevado, a expectativa de certa estabilidade cambial e de impulsos fiscais e de crédito negativos no próximo ano nos levam a crer em um quadro de inflação esperada consistente com a convergência nos futuros horizontes relevantes abrindo espaço para cortes. Vale destacar que, em 11%, o juro real ao final do próximo ano, em cerca de 7,5%, ainda estará acima do nível que nós e o Banco Central estimamos como neutro para a economia na ausência dos estímulos correntes e dos choques vigentes”, acrescentou.
As três mansões do Rio negociadas nos mais altos valores estão distribuídas em três bairros. Eles conjugam contato com a natureza e proximidade a cartões postais. O levantamento das transações foi feito no aplicativo gratuito RioM², que compila dados obtidos por meio da análise das guias do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) via transparência da prefeitura.
Na lista das mansões comprovadamente mais valiosas de acordo com as transações, o topo é ocupado por uma residência de mais de mil metros quadrados localizada na Rua Visconde de Itaúna, no alto do bairro do Jardim Botânico. O valor da transação foi de R$ 45 milhões. A região tem vista para o Cristo Redentor, para a Floresta da Tijuca, entre outras áreas verdes e morros. Alguns dos casarões do lugar datam do século XIX. Parte deles passou por modernizações, entre as quais paredes e teto de vidro, paisagismo contemporâneo e piscina de borda infinita, e outras conservam o estilo colonial de casarios de mais de cem anos atrás.
No segundo lugar aparece a Rua Codajás, no especulado Jardim Pernambuco, no Leblon. O imposto foi pago com base numa transação de R$ 35 milhões, em janeiro deste ano. O terceiro lugar é de uma mansão de mais de mil metros quadrados da Estrada do Joá, negociada a R$ 33,5 milhões, no ano passado. Veja abaixo a lista com outras casas e apartamentos com altas transações.
O Laboratório Integrado de Geografia Física Aplicada (Liga), da Universidade Federal Rural do Rio, apontou o Jardim Botânico, a Gávea, São Conrado, Ipanema, Leblon e Leme, além de Copacabana como os bairros mais arborizados do Rio.
29 Jun (Reuters) – A diretora do Federal Reserve Lisa Cook afirmou que a decisão da Suprema Corte dos Estados nesta segunda-feira de impedir a tentativa do presidente Donald Trump de demiti-la protegeu a independência do banco central.
A decisão por 5 votos a 4 da mais alta instância judicial do país “reconhece que a independência do Federal Reserve é essencial para cumprir o mandato do Congresso de estabilidade de preços e pleno emprego”, disse Cook em comunicado.
A ação de Trump “foi uma tentativa de me destituir sob um pretexto inventado porque me recusei a ceder à pressão política e continuei a definir a taxa de juros com base apenas no que melhor serviria ao povo norte-americano”, disse ela.
“Estou grata por essa decisão, não por mim mesma, mas pelo povo norte-americano, cujo bem-estar econômico depende de um banco central que cumpra sua missão, e não se curve à intimidação política”, disse Cook.
A Suprema Corte afirmou em sua decisão que as autoridades do Fed não exercem seus cargos segundo a vontade do presidente e que a tentativa de Trump de destituir Cook do banco central não lhe garantiu o devido processo legal.
Os diretores do Fed, que são selecionados pelo presidente e confirmados em seus cargos pelo Senado, cumprem mandatos fixos destinados a isolá-los do processo político para que possam definir melhor a política monetária. É amplamente aceito que bancos centrais que operam de forma independente alcançam melhores resultados econômicos.
Trump tentou demitir Cook, a primeira mulher negra a ocupar o cargo de diretora do Fed, com base em alegações de fraude hipotecária que muitos observadores consideraram infundadas. A decisão da Suprema Corte impede que Trump demita Cook enquanto ela contesta a medida do presidente contra ela na Justiça.
Desde que reassumiu o cargo, Trump tem exercido pressão considerável sobre o Fed para que reduza a taxa de juros, apesar de tal medida entrar em conflito com a missão do banco central de levar os níveis elevados de inflação de volta à meta de 2%.
O Departamento de Justiça de Trump também iniciou uma investigação sem precedentes contra o banco central e seu então chair, Jerome Powell, por estouro de custos na sede do Fed em Washington. Powell, que continua como diretor do Fed, argumentou que o ataque foi uma retaliação por não ter seguido as ordens do presidente sobre a taxa de juros. Essa investigação contra o banco central está efetivamente encerrada.
Continua depois da publicidade
A equipe jurídica de Cook afirmou em um comunicado que “fazer alegações não comprovadas de fraude hipotecária para justificar uma tomada de poder tornou-se um padrão do governo Trump, mas hoje a Suprema Corte disse não”.
Trump disse em uma postagem em sua plataforma Truth Social que ainda não encerrou o assunto com Cook. “Tomaremos as medidas cabíveis imediatamente para garantir que alguém que cometeu irregularidades não tome decisões vitais relativas ao bem-estar dos Estados Unidos da América!”, escreveu ele.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nesta sexta-feira a lista de empresas habilitadas a participar dos próximos ciclos da Oferta Permanente de Partilha (OPP) e da Oferta Permanente de Concessão (OPC), ambos previstos para 7 de outubro. Ao todo, 19 companhias estão aptas para o 4º Ciclo e outras 46 para concorrer ao 6º Ciclo.
A habilitação, no entanto, não garante a participação efetiva nos leilões, segundo o regulador. Para apresentar as propostas individualmente ou liderar consórcios, as empresas deverão manifestar interesse em áreas específicas e apresentar garantia de oferta até o próximo dia 21 de julho. As companhias que não cumprirem essa etapa ainda poderão participar, desde que integrem consórcios liderados por empresas que tenham declarado interesse dentro do prazo.
Na Oferta Permanente de Partilha, quatro empresas passaram a integrar a lista de inscritas durante o atual ciclo: Galp Energia Brasil, Kufpec E&P Brasil, Repsol Exploração Brasil e Repsol Sinopec Brasil. O edital reúne atualmente 23 blocos exploratórios localizados nas bacias de Campos e Santos, dentro do polígono do pré-sal e de áreas estratégicas. A ANP informará, até 6 de agosto, quais os blocos receberam as declarações de interesse e estarão, de fato, disponíveis na sessão pública.
Já na Oferta Permanente de Concessão, a agência ANP 46 empresas com inscrição ativa. Dessas, seis solicitaram habilitação durante o ciclo, embora três ainda dependam da entrega de documentação até 8 de julho para concluir o processo. O edital contempla 495 blocos exploratórios e cinco áreas com acumulações marginais, distribuídos em 38 setores de 11 bacias sedimentares. Assim como na OPP, a relação definitiva dos setores que irão a leilão será divulgada em 6 de agosto.
Os ciclos da Oferta Permanente são o principal mecanismo utilizado pela ANP para disponibilizar áreas de exploração e produção de petróleo e gás natural.
No modelo de partilha, aplicado às áreas do pré-sal e consideradas estratégicas, a União divide com as empresas o petróleo produzido. Já no regime de concessão, as companhias assumem os riscos da exploração e, em caso de descoberta comercial, tornam-se proprietárias da produção, mediante pagamento das participações governamentais previstas em contrato.