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BC não vai se comprometer com sinalização explícita para juros, diz diretor


25 Jun (Reuters) – O ⁠diretor do ⁠Banco Central Paulo Picchetti disse ‌nesta quinta-feira que a autoridade monetária não quer ‌se comprometer com uma sinalização explícita sobre sua atuação nos juros à frente, para não perder liberdade, ⁠mas ‌afirmou que o BC ⁠segue em ‘ciclo de calibração’.

Em entrevista coletiva à imprensa, Picchetti — que atualmente acumula as diretorias de Assuntos ​Internacionais e de Política Econômica — afirmou que o ​BC procurou deixar sua comunicação mais clara na ata da última reunião de política monetária ‌divulgada na terça-feira, ​após críticas de que o comunicado inicial teria sido confuso, mas ⁠reconheceu ​que as ​mensagens ainda assim não foram compreendidas ⁠por todos.

Segundo o ​diretor, há questionamentos pelo fato de o BC não ​ter dito o que fará na próxima reunião, ​mas ⁠ele ponderou que a autoridade monetária ⁠não vê valor em uma sinalização neste momento.

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Cresce o número de empresas no país em 2024, mas salário médio fica estável


Em 2024, o número de empresas e outras organizações no Brasil cresceu 5,8% em relação a 2023, passando de 10,0 milhões…



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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem mais do que o esperado


WASHINGTON, 25 Jun (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que ⁠entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu ‌mais do que o esperado na semana passada, consistente com uma resiliência ‌do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 12.000 na semana encerrada em 20 de junho, para 215.000 em dado com ajuste sazonal, ⁠informou ‌o Departamento do Trabalho nesta ⁠quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.

Os dados incluíram o feriado de Juneteenth da última sexta-feira, o que pode ​ter contribuído para parte da queda maior do que o esperado. ​Os pedidos costumam ser mais complexos do final de maio até junho, quando o ano letivo termina, já que alguns Estados permitem que funcionários ‌não docentes solicitem auxílio-desemprego ​durante as longas férias escolares.

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Os fatores sazonais, o modelo usado pelo governo para eliminar as flutuações ⁠sazonais ​dos dados, ​nem sempre capturam esses movimentos.

Embora os pedidos tenham oscilado ⁠na faixa superior do ​intervalo de 190.000 a 230.000 deste ano, não houve mudança significativa no mercado ​de trabalho, que se recuperou após o tropeço do ano passado.

Não ​há sinais ⁠de que os empregadores estejam recorrendo a demissões em ⁠resposta ao aumento dos custos provocado pela guerra dos EUA contra o Irã. As empresas, no entanto, continuam cautelosas em relação às contratações.



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Prévia da inflação foi de 0,41% em junho


A prévia da inflação de junho foi de 0,41%, 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio (0,62%). Os grupos Alimentação…



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Petróleo lidera indústria e receita do setor soma R$ 5,3 trilhões em 2024


A receita líquida de vendas da indústria brasileira somou R$ 5,3 trilhões em 2024, associada à produção de cerca de 3,4 mil produtos e serviços industriais em mais de 42 mil unidades locais. Os números são da Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (24).

O estudo investigou unidades vinculadas a aproximadamente 34,8 mil empresas e detalha a estrutura produtiva do país a partir dos itens que mais geram faturamento.

Pelo terceiro ano consecutivo, o petróleo liderou o ranking de produtos industriais, com R$ 278,2 bilhões em receita líquida de vendas, o equivalente a 5,3% do total nacional. Em seguida aparecem minérios de ferro e seus concentrados, com R$ 159,5 bilhões (3% do total), e o óleo diesel, com R$ 149,8 bilhões (2,8%).

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Também se destacaram, pela participação no total, as carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, com 2%, e a gasolina automotiva ou para outros usos, exceto aviação, com 1,7%.

O levantamento mostra que a receita industrial está concentrada em poucos itens. Os dez principais produtos responderam por 20,9% da receita líquida de vendas em 2024, reforçando o peso de segmentos ligados a petróleo, mineração e alimentos no faturamento do setor.

Na distribuição regional, o Sudeste concentrou 55,3% da receita líquida de vendas da indústria em 2024. Segundo o IBGE, o resultado reflete, entre outros fatores, a presença das maiores bacias petrolíferas do país, de refinarias e do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

De acordo com o gerente da pesquisa, Marcelo Miranda, apenas três produtos — óleo bruto de petróleo, óleo diesel e minério de ferro — responderam por 15,1% da receita do Sudeste no ano.

“Como destaque, podemos citar o Sudeste. A região possui três produtos principais, dentre os 3,4 mil: óleo bruto de petróleo, óleo diesel e minério de ferro”, afirmou Miranda, em nota.

Dentro da região, os óleos brutos de petróleo responderam por 9,2% da receita do Sudeste, enquanto o óleo diesel representou 3% e os minérios de ferro, 2,9%. A região Sul ficou em segundo lugar, com 20,5% da receita, puxada por óleo diesel (3,3%), carnes e miudezas de aves congeladas (3%) e fertilizantes NPK (2,1%).

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O Nordeste respondeu por 9,8% da receita industrial, com liderança de óleo diesel (4,5%) e gasolina automotiva (3,1%). No Norte, que teve 7,4% de participação, houve forte concentração na extração de minerais metálicos (18,2%), além de carnes bovinas (5,3%) e telefones celulares (5,2%). Já o Centro-Oeste, com 6,9% da receita, teve destaque para itens da agroindústria, como carnes bovinas (11,4%), derivados da soja (6,1%) e etanol (5,6%), informou o IBGE.



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teste de estresse confirma bancões bem posicionados para enfrentar recessão


O teste de estresse anual do Federal Reserve (Fed), divulgado nesta quarta-feira, 24, confirmou que os 32 grandes bancos americanos testados estão bem posicionados para enfrentar uma recessão severa e são capazes de continuar a emprestar dinheiro para famílias e empresas.

Apesar de absorverem mais de US$ 708 bilhões em perdas totais de empréstimos no cenário hipotético deste ano, o capital caiu apenas 1,6 pontos porcentuais no agregado, permanecendo acima dos requisitos mínimos.

“Os resultados de hoje [quarta-feira, 24] destacam a força do sistema bancário”, disse a vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman. “À medida que trabalhamos para aumentar a transparência e a responsabilidade do teste de estresse, o feedback público nos ajudará a continuar melhorando e aumentando a confiança”, acrescentou.

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Segundo o Conselho do BC americano, os requisitos de capital atuais permanecerão em vigor até 2027, quando o teste de estresse será realizado com modelos de estimativa de perdas que levam em consideração o feedback público.

O cenário hipotético deste ano incluiu uma recessão global severa, com uma queda de 39% nos preços de imóveis comerciais e uma queda de 30% nos preços das casas. A taxa de desemprego também aumentou para um pico de 10%, e a produção econômica diminuiu de forma correspondente.

Os resultados do teste incluíram informações para cada banco, como índices de capital, receita líquida antes dos impostos, perdas, receitas e despesas projetadas sob condições econômicas e financeiras severamente adversas.



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Economistas preveem que El Niño elevará a inflação no Brasil, mostra consulta do BC


BRASÍLIA, 24 Jun (Reuters) – Economistas no Brasil esperam ⁠que o fenômeno climático El Niño tenha um impacto significativo sobre ⁠a inflação neste ano e no próximo, o que ainda não foi totalmente incorporado às ‌suas previsões, segundo enquete do banco central divulgada nesta quarta-feira.

A estimativa mediana de quase 100 economistas consultados no mais recente questionário pré-Copom, encaminhado antes da decisão sobre a taxa de juros da semana ‌passada, apontou para um impacto de 0,3 ponto percentual na inflação medida pelo IPCA em 2026 e de 0,4 ponto em 2027.

Esta foi a primeira vez desde janeiro de 2024 que o banco central incluiu no questionário periódico uma pergunta sobre o fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pela redistribuição das chuvas, que deve se intensificar no segundo semestre deste ano.

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Os entrevistados afirmaram ⁠já ‌ter incorporado cerca de dois terços desse impacto em suas estimativas para os preços ao consumidor neste ⁠ano, mas apenas metade para o próximo ano.

A pesquisa mostrou que o IPCA deve fechar este ano em 5,2% e em 4,2% no próximo, em ambos os casos bem acima da meta de 3% do banco central.

O questionário também mostrou que o mercado esperava — antes da reunião em que a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual para 14,25% — que a taxa ​básica de juros fechará o ano em 14%, indo a 12% no fim de 2027.

PREÇOS DOS ALIMENTOS EM DESTAQUE

De acordo com o banco Citi, os preços dos alimentos sofrerão o maior impacto ​do El Niño no Brasil, onde o fenômeno climático tende a causar secas no Nordeste, afetando culturas como café, açúcar e frutas cítricas.

Os economistas do Citi Ernesto Revilla e Felipe Juncal afirmaram que, durante o forte El Niño de 2015–2016, o Brasil foi afetado por um aumento na inflação dos alimentos, que provavelmente se repetirá. Desta vez, espera-se que a inflação suba cerca de 1,47 ponto ‌percentual nos dois meses seguintes ao choque.

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O BTG Pactual afirmou que ​um “super El Niño” está se formando, com o impacto sobre a inflação dos alimentos provavelmente se tornando mais pronunciado no próximo ano.

O banco elevou sua previsão de inflação para 2027 de 4,2% para 4,5%, refletindo os riscos do El Niño.

“Parte do ⁠choque pode ser transmitida para 2028 ​por meio da inércia e ​das expectativas. A magnitude dessa transmissão depende da credibilidade do banco central e da reação de curto prazo: quanto mais tempo ⁠o ciclo (de flexibilização dos juros) se prolongar, maior será ​o risco de desancoragem”, afirmaram os analistas do banco em uma nota.

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MÚLTIPLOS CHOQUES

O presidente do banco central, Gabriel Galípolo, alertou em maio que um El Niño forte se somaria aos choques de oferta ligados aos preços mais altos ​do petróleo devido ao conflito entre EUA, Israel e Irã, complicando os esforços para conter a inflação em meio a um mercado de trabalho restrito.

Ele disse que as ​autoridades monetárias enfrentam o desafio de ⁠separar os choques temporários de preços dos efeitos de segunda ordem, especialmente à medida que as expectativas de inflação se afastam da ⁠meta.

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Na semana passada, o BC deixou em aberto os movimentos futuros na taxa básica de juros, reconhecendo que agora se espera que a inflação convirja para a meta somente no primeiro trimestre de 2028, um trimestre além de seu horizonte formal.

Na ata da reunião, o Copom observou que, embora os riscos para a inflação estejam inclinados para cima, a prática padrão é moderar a reação da política monetária a choques impulsionados pela ​oferta.



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BC muda regimento e explicita possibilidade de rever decisões da diretoria colegiada


O Banco Central promoveu alterações em seu regimento interno e passou a prever, de forma explícita, a possibilidade de rever uma série de decisões em diferentes níveis hierárquicos.

A mudança consta em resolução publicada na noite da terça-feira, 23.

A mudança incide sobre competências da diretoria colegiada – como a decretação de regimes de resolução -, do diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução e do departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) e as atribuições do chefe e dos chefes-adjuntos do Deorf.

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A resolução também detalhou novas competências e atribuições, incluindo setores regulados recentemente pela autoridade monetária, como os Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs) e as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs).



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Indústrias de Transformação lideram ocupação de pessoal em 2024


A Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA-Empresa) mostrou que, em 2024, um total de 358,4 mil empresas industriais abrangeram…



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Em 2024, óleos brutos de petróleo foram o principal produto industrial pelo terceiro ano seguido


O valor da receita líquida de vendas da indústria brasileira alcançou R$ 5,3 trilhões em 2024, resultado associado à…



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