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Magnitude da calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, diz ata


O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou nesta terça-feira, 23, que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, considerando o contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços. A mensagem consta na ata da reunião de junho do Copom, publicada no período da manhã desta terça.

No encontro, encerrado na quarta-feira, 17, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,50% para 14,25%.

Foi o terceiro corte consecutivo. Os juros já caíram 0,75 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” cauteloso da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.

Antes, o Copom manteve a Selic em 15% – o maior nível em quase duas décadas – por dez meses seguidos, de junho de 2025 até março de 2026.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse no documento publicado nesta terça.

O Comitê também afirmou que a decisão de reduzir a Selic para 14 25% é compatível com a estratégia de convergência da inflação para ao redor da meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”

Projeções

O Copom repetiu as projeções para a inflação já apresentadas no comunicado. O colegiado prevê alta de 5,2% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, espera alta de 3,7% para o IPCA acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, projeta altas de 5,3% em 2026 e 3,7% em 2027. Para os administrados, altas de 4,7% e 3,9%, respectivamente.

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Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 15 de junho) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027.

A taxa de câmbio começa em R$ 5,10 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC).

Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

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Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição


A maioria dos investidores e executivos de infraestrutura e energia na Colômbia mantém planos de expandir seus negócios no país, segundo pesquisa do GRI Institute, think tank dedicado às agendas de infraestrutura e energia. Mais de 70% dos consultados sinalizaram alguma forma de expansão e nenhum indicou intenção de reduzir ou encerrar operações, num retrato de apetite preservado mesmo durante o ano eleitoral colombiano.

O levantamento, batizado de Termômetro do GRI, ouviu 45 líderes com poder de decisão sobre projetos e fluxos de capital, entre investidores, desenvolvedores, operadores, financiadores e representantes do poder público. As respostas foram colhidas em abril, durante um encontro do setor em Medellín, e tomam como referência o mercado de Antioquia, segundo maior motor econômico do país. O retrato é de um setor posicionado para avançar, ainda que parte relevante do capital tenha segurado decisões à espera do desfecho eleitoral.

Cerca de um terço dos participantes se mantinha em compasso de espera, monitorando o cenário antes de tomar novas decisões. De acordo com o GRI Institute, esse grupo é cauteloso, e não passivo, com capital disponível e interesse em investir, mas dosando a alocação enquanto aguardava maior clareza sobre o rumo do país após as urnas.

A Colômbia foi às eleições para escolher o sucessor de Gustavo Petro e renovar o Congresso. O segundo turno, realizado no domingo (21), foi vencido na contagem preliminar pelo advogado Abelardo De la Espriella, por margem apertada, em resultado contestado por Petro. De la Espriella defendeu uma agenda favorável ao mercado. A pesquisa foi realizada antes dessa definição.

Leia também: Títulos colombianos sobem e indicam otimismo do mercado após eleição presidencial

Segundo o levantamento, o risco político-eleitoral e a continuidade das políticas públicas lideram as preocupações dos investidores, à frente de temas como segurança jurídica, eficiência regulatória e licenciamento ambiental. A capacidade de investimento público também figura entre os entraves, num reflexo da tensão fiscal de um país que convive com dívida elevada e déficit nas contas do governo central.

Questionados sobre o que esperam do próximo governo, os investidores colocam a previsibilidade institucional e a segurança jurídica como prioridade máxima, seguidas da disciplina fiscal e da capacidade de investimento público, e de um ambiente favorável ao capital privado e ao financiamento de longo prazo.

Entre os setores com maior potencial de atrair capital, os participantes destacam ferrovias, rodovias e logística, além de mobilidade urbana, aeroportos e geração de energia. A demanda por energia ganha relevância diante de um sistema elétrico colombiano fortemente dependente de hidrelétricas e da expectativa de déficit de oferta nos próximos anos.

O GRI Institute avalia que o resultado eleitoral com a guinada à direita pode funcionar como catalisador, caso seja percebido como favorável ao ambiente de negócios. A conversão dessas intenções em investimento efetivo, segundo a entidade, depende de avanços em licenciamento, financiamento e coordenação entre os diferentes níveis de governo.

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Ana Paula Vescovi anuncia saída do Santander Brasil após 7 anos


A ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi comunicou nesta segunda-feira, 22, em suas redes sociais que deixou o Santander, onde era economista-chefe. “Depois de sete anos, encerro meu ciclo no Santander Brasil. Foram anos de rara intensidade”, escreveu a economista em post publicado no Linkedin.

O Santander confirmou a saída de Vescovi e anunciou que a área de Estudos Econômicos do banco passará a ser comandada por Sandro Sobral, executivo com mais de 20 anos no Santander. Ele é responsável pela gestão financeira da instituição, cargo que seguirá ocupando.

“Com ampla experiência em finanças, planejamento e gestão estratégica, Sandro passará a acumular a liderança da área de Estudos Econômicos, garantindo a continuidade dos trabalhos desenvolvidos pela equipe”, anunciou o Santander.

Em sua postagem, Vescovi elencou as transformações na economia, tanto doméstica quanto internacional, no período em que comandou o departamento econômico do banco.

Citou a pandemia, o retorno da inflação global e o ciclo de alta dos juros, além dos conflitos na geopolítica e os avanços tecnológicos que “redefiniram a forma como produzimos e consumimos informação”.

Na mensagem, ela agradece ao Santander e não antecipa qual será o seu próximo passo profissional. “Os ciclos mudam. O aprendizado permanece.”



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China mantém taxas de referência para empréstimos pelo 13º mês consecutivo em junho


XANGAI, 22 Jun (Reuters) – A ⁠China manteve nesta segunda-feira ⁠as taxas de empréstimo de referência pelo ‌13º mês consecutivo em junho, em linha com as expectativas do mercado.

A estabilidade das ‌taxas primárias de empréstimo (LPRs) indica que as autoridades não têm pressa em afrouxar a política monetária, mesmo com a persistência de divergências econômicas mais amplas e com as ⁠autoridades ‌demonstrando pouca preocupação com a desaceleração ⁠do crescimento do crédito.

A LPR de um ano foi mantida em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos permaneceu em 3,50%.

Em uma pesquisa da Reuters com ​30 participantes do mercado realizada na semana passada, todos previam manutenção das duas ​taxas.

Dados econômicos recentes mostraram um padrão de crescimento em duas velocidades na segunda maior economia do mundo, com o setor industrial impulsionado pela resiliência das exportações ‌mas com a demanda interna ​se deteriorando em meio a uma crise imobiliária que já dura anos.

Pan Gongsheng, presidente do Banco do Povo ⁠da China, ​afirmou no ​Fórum Anual de Lujiazui, na semana passada, que o crescimento ⁠dos empréstimos desacelerou ​nos últimos anos, mesmo com o financiamento por meio de títulos e ações ganhando força ​de forma constante, descrevendo essa mudança como evidência de uma “profunda reestruturação econômica” e ​de novos ⁠motores de crescimento.

Os novos empréstimos bancários na China cresceram ⁠menos do que o esperado em maio, após uma contração no mês anterior, à medida que a prolongada recessão no setor imobiliário continuou a pesar sobre os empréstimos das ​famílias.



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Em aposta no Brasil, UE se diferencia ao estimular refino local de minerais críticos


POÇOS DE CALDAS, Brasil, 22 Jun (Reuters) – Enquanto trabalha para diversificar suas fontes ⁠de suprimento de minerais críticos, a União Europeia aposta no Brasil como parceiro estratégico e afirma ter ⁠uma proposta mais ‘benéfica’ do que a de outros atores na disputa por matérias-primas brasileiras, disse o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, ‌à Reuters.

O comissário visitou no sábado o centro de pesquisa e processamento de terras raras da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals, em Poços de Caldas (MG), um dos quatro projetos prioritários selecionados para acelerar a colaboração entre a UE e o Brasil.

Síkela avalia que a abordagem europeia é um trunfo por ‌priorizar a sustentabilidade do negócio e o incentivo ao processamento local de terras raras. Isso casa com uma diretriz do governo brasileiro, de produzir e exportar minerais processados, que agreguem tecnologias e valores à cadeia produtiva de um setor nascente no Brasil, que conta com a segunda maior reserva global de tais minerais críticos.

‘É extremamente importante que o Brasil também avance além de negócios de baixa margem, ou seja, que o valor seja criado aqui no país’, disse o comissário, em entrevista durante a visita à unidade da Viridis, destacando que o Brasil é hoje o parceiro mais estratégico da UE na América Latina e uma economia em expansão.

‘Podemos cobrir, ⁠com base ‌em acordos de compra, as nossas necessidades, e o Brasil terá sua própria capacidade de refino, novas tecnologias e, basicamente, avançará na cadeia de suprimentos para ⁠uma geração de margens mais altas.’

O projeto piloto mineiro da Viridis, inaugurado em maio, tem capacidade para processar 100 kg de minério por hora e produzir por ano até 2,92 kg de carbonato misto de terras raras (MREC, na sigla em inglês), um pó esbranquiçado que contém uma mistura dos elementos de terras raras ainda não separados.

A Viridis agora planeja investir US$360 milhões para construir sua planta comercial com capacidade para produzir 15 mil toneladas de MREC por ano a partir de 2028. O projeto Colossus da Viridis, em Minas Gerais, compreende um total de 228,62 km² de licenças.

‘E ​é por isso que gosto tanto deste projeto (da Viridis) em particular, porque ele basicamente entrega objetivos: ele cria empregos, cria novas parcerias, traz novas tecnologias, educação e transferência de conhecimento, tudo com base nos padrões ambientais, sociais e técnicos mais avançados’, afirmou Síkela.

Acordo à vista

Ele também destacou a carta de ​intenções não vinculante assinada neste mês entre a Viridis e a química belga Solvay, que prevê fornecimento de MREC e pode evoluir para uma parceria mais ampla, incluindo apoio tecnológico no processamento.

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O presidente-executivo da Viridis, Rafael Moreno, afirmou à Reuters que discussões com a União Europeia sobre apoio ao projeto estão avançadas, e que um acordo com a Solvay pode ser fechado até o fim de julho. Segundo ele, a UE poderá ajudar com financiamento e mecanismos de proteção de preços para reduzir riscos e garantir competitividade.

‘Um preço mínimo é importante, então concluir todos esses detalhes será importante para nós, e isso não está longe ‌de acontecer’, disse Moreno, sem falar em prazos.

Síkela afirmou que o seu papel é oferecer apoio político e ​instrumentos de mitigação de riscos, sem substituir o capital privado.

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‘Não estamos vindo para substituir o financiamento privado nem como provedores de capital próprio, mas nosso papel é ajudar a mobilizar investimentos privados’, afirmou, sem dar detalhes.

O avanço da Viridis no Brasil ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos, enquanto governos na Europa e nos Estados Unidos tentam ⁠reduzir sua dependência da China — maior produtor — para esses materiais, que ​são vitais para carros elétricos e sistemas ​de defesa.

Diversificação no Ocidente

Questionado sobre o cenário, Síkela afirmou que não se trata apenas da China e explicou que a estratégia europeia busca reduzir ‘dependências’ na cadeia de suprimentos globais, após choques como a ⁠pandemia e a guerra na Ucrânia.

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Além das terras raras, Síkela disse sem dar nomes ​que a UE vê como prioritários no Brasil projetos envolvendo outros minerais críticos, como níquel e lítio, e indicou que há planos para avançar em um memorando de entendimento entre o bloco e o governo brasileiro, embora os detalhes ainda estejam em negociação.

Questionado se pode estar chegando atrasado na disputa por ativos no Brasil, após Estados Unidos e China terem ​feito avanços importantes, o comissário disse que ‘nossa proposta de valor é mais benéfica do que a dos outros. Primeiro, é mais sustentável… A segunda coisa é criação de empregos e educação’, afirmou.

‘Não devemos esquecer que o Brasil é um ator ambiental global, com a floresta ​tropical, com a Amazônia, com os recursos. Então, o ⁠que quer que o Brasil faça, se fizer certo, terá impacto global. E, se fizer errado, terá um impacto negativo. Portanto, o que queremos fazer é ajudar com padrões ambientais, sociais e de governança, ⁠porque isso importa para nós’, afirmou.

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O presidente-executivo da Viridis, por sua vez, disse que a companhia está em linha com as orientações europeias, de pensar um mercado diversificado para a cadeia produtiva de terras raras. ‘Estamos adotando uma abordagem em que queremos que todos tenham direitos, seja na Argentina, no Paraguai, na Europa ou na Austrália… portanto, estamos satisfeitos em manter uma mentalidade europeia ou ocidental — ou, mais importante ainda, uma mentalidade ocidental’, disse Moreno.

Ao final do mês passado, o executivo disse à Reuters que a Viridis estava em negociações avançadas com potenciais compradores de minerais críticos na Europa e nos EUA, acrescentando que a empresa não buscava compradores chineses.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto ​Samora)



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Boletim Focus eleva projeções de inflação e Selic para 14% em 2026


O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22) indica nova elevação nas expectativas para a taxa Selic e para a inflação em 2026.

Selic

Para a taxa Selic, o Focus indica alta na projeção de 2026, que passou de 13,75% para 14,00%, marcando três semanas consecutivas de revisão para cima. Para 2027, a estimativa ficou em 12,00%. Em 2028, a projeção permaneceu em 10,25%. Para 2029, a Selic segue em 10,00%, estável há sete semanas consecutivas.

Inflação

Para o IPCA, a projeção de 2026 passou de 5,30% para 5,33%, acumulando alta na semana e mantendo sequência de revisões positivas por 15 semanas. Para 2027, a estimativa subiu de 4,10% para 4,15%, também com viés de alta recente, enquanto para 2028 houve avanço marginal de 3,68% para 3,70%, em movimento de alta pela segunda semana consecutiva. Já para 2029, a projeção permaneceu estável em 3,50% pela 42ª semana seguida.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 recuou de 6,22% para 6,15%, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas. Para 2027, houve leve alta de 4,04% para 4,08%, enquanto 2028 permaneceu estável em 3,82% pela sexta semana seguida e 2029 ficou inalterado em 3,77%.

Já os preços administrados apresentaram estabilidade na projeção de 2026 em 5,00%, sem variação há uma semana. Para 2027, houve leve alta de 3,81% para 3,85%, enquanto 2028 recuou marginalmente de 3,60% para 3,50%. Para 2029, a estimativa permaneceu estável em 3,50% pelo 49º período consecutivo.

PIB

As projeções para o PIB indicam crescimento de 1,98% em 2026, quinta alta consecutiva. Para 2027, a estimativa permaneceu estável em 1,70%, sem alterações por quatro semanas seguidas. Em 2028, o crescimento projetado segue em 2,00%, estabilidade mantida há mais de 100 semanas. Para 2029, a projeção também permanece em 2,00%, sem variação há 66 semanas.

Câmbio

No câmbio, a projeção para 2026 permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Para 2027, houve alta marginal de R$ 5,25 para R$ 5,27, interrompendo sequência de estabilidade. Em 2028, a projeção segue em R$ 5,30, sem alterações há quatro semanas. Para 2029, a estimativa permanece em R$ 5,40, estável pela primeira semana após revisão anterior.



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Alan Greenspan, economista e chair de longa data do Fed, morre aos 100 anos


Alan Greenspan, o “Maestro” que presidiu o Federal Reserve por 19 anos sob quatro presidentes e dominou a arte da linguagem conhecida como Fedspeak, faleceu. Ele tinha 100 anos.

O influente economista morreu na segunda-feira devido a complicações da doença de Parkinson, informou sua esposa há 29 anos, Andrea Mitchell, correspondente-chefe em Washington e correspondente-chefe de assuntos internacionais da NBC News.

Greenspan foi nomeado presidente do Fed em 1987 pelo presidente Ronald Reagan e ocupou o cargo — atravessando períodos de recessão e expansão econômica — até se aposentar em 2006. Seu mandato foi o segundo mais longo, ficando apenas quatro meses aquém do de William McChesney Martin, que presidiu o banco central de 1951 a 1970.

Em uma tentativa aparente de evitar perturbar os mercados ou de não revelar as intenções do Fed antes da hora, Greenspan costumava revestir suas declarações com uma linguagem que deixava até as mentes mais brilhantes — incluindo membros combativos do Congresso — confusas.

“Suas frases longas e intrincadas parecem retirar, ao final, o que ofereceram no início, à medida que avançam para novos níveis de incompreensibilidade”, escreveu Bob Woodward, do The Washington Post, em sua biografia de 2000, Maestro: Greenspan’s Fed and the American Boom.

No entanto, foi sua franqueza incomum em um discurso televisionado, em 5 de dezembro de 1996, que desencadeou um certo frenesi no mercado. Ao discutir os desafios da definição da política monetária, ele disse:

“Como sabemos quando a euforia irracional elevou indevidamente os valores dos ativos, tornando-os suscetíveis a contrações inesperadas e prolongadas, como ocorreu no Japão na última década? … Não devemos subestimar nem nos tornar complacentes em relação à complexidade das interações entre os mercados de ativos e a economia.”

A expressão “euforia irracional” foi interpretada como um sinal de que Greenspan considerava o mercado supervalorizado. A Bolsa de Valores de Tóquio, que estava aberta naquele momento, caiu 3% com o comentário, e outros mercados despencaram na sequência. No entanto, os mercados se recuperaram rapidamente e continuaram a subir até a quebra da bolha das empresas pontocom em 2001.

Anos antes, em 1974, quando presidia o Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Greenspan teve de explicar ao Congresso por que o governo não estava “combatendo a inflação agora” — nome dado pela administração Ford à sua guerra contra a alta de preços. Em um típico “Greenspanismo” capaz de deixar qualquer um confuso, ele declarou: “É um problema complexo encontrar a calibragem de tempo adequada para conter a aceleração dos prêmios de risco gerados pela queda na renda, sem interromper prematuramente o declínio dos prêmios de risco causados ​​pela inflação”.

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“Algumas pessoas — especialmente gestores de recursos que movimentam quantias enormes de dinheiro de um lado para o outro — pensam muito em Greenspan”, escreveram Linton Weeks e John M. Berry no The Washington Post em março de 1997. “Elas acompanham cada palavra dele, observam cada movimento e analisam até seus sorrisos em gráficos. Afinal, depois do presidente, Alan Greenspan é, possivelmente, a pessoa mais poderosa do país… Com algumas palavras escolhidas a dedo, ele pode, momentaneamente, levar o mercado de ações ao céu ou ao inferno.”

Após se aposentar do Federal Reserve (Fed), Greenspan revelou a estratégia por trás de sua linguagem enigmática.

“É uma linguagem de ofuscação deliberada para evitar certas perguntas que você sabe que não pode responder; afinal, dizer ‘não vou responder’ ou, basicamente, ‘sem comentários’ é, na verdade, uma resposta”, disse ele em uma entrevista à CNBC em 2007. “Então, a situação ocorre quando, digamos, um congressista lhe faz uma pergunta e você não quer dizer ‘sem comentários’, ‘não vou responder’ ou algo do gênero. Assim, eu respondo com quatro ou cinco frases que se tornam cada vez mais obscuras. O congressista acha que respondi à pergunta e passa para a próxima.”

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(com informações da CNBC)



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aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% será aprovada quarta-feira


O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (20) que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovará na quarta-feira (24) o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.

“Não tem ninguém no mundo que tenha isso também na gasolina. Importante para o meio ambiente e economia. Vamos já perceber a redução no preço da gasolina com a aprovação e início da mistura”, disse, durante evento do setor ferroviário, em Dom Aquino (MT).

Biocombustível

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro para 32% vem sendo defendida pelo governo como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis e reduzir a necessidade de importação de gasolina.

Com a medida aprovada pelo CNPE, será o segundo aumento consecutivo do teor obrigatório de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, o porcentual passou de 27% para 30%, após testes conduzidos pelo governo e pelo setor indicarem a viabilidade técnica da ampliação da mistura.

O governo argumenta que o aumento da participação do etanol na gasolina poderá ajudar a reduzir o preço final do combustível ao consumidor, além de diminuir a exposição do mercado doméstico às oscilações das cotações internacionais do petróleo e de seus derivados.



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Corte da Selic traz atratividade aos pós-fixados e melhora na renda variável


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na quarta-feira, 17, um corte de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano, em decisão unânime. Com isso, como ficam os investimentos?

Leia a seguir os principais destaques dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Diversificação na renda fixa

Na renda fixa, o atual ambiente de volatilidade, mas ainda com taxas de juros elevadas, mantém o pós-fixado como melhor opção dentro da renda fixa. “O pós-fixado é o que tem o menor risco e retornos altos, ao contrário do pré-fixado que tem bastante volatilidade e que no cenário pré-eleitoral e com o ambiente geopolítico ainda cheio de risco, não se torna tão atrativo”, explica Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank.

Freller acrescenta ainda que no cenário pré-eleitoral atual, não é possível prever quando ocorrerá a queda das taxas de juros reais do Brasil, embora essas taxas estejam em patamar considerado excessivamente alto por muitos analistas.

“Então, o IPCA+ [Tesouro IPCA+ 2032, com rentabilidade IPCA + 8,20% ao ano] também não parece ser tão atrativo nesse momento”, destaca Freller.

Impacto marginal para os títulos pós-fixados

Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, lembra que o corte da quarta-feira já era esperado e precificado pelo mercado, trazendo um impacto marginal para os títulos pós-fixados. Mas ele destaca que o mais importante é o tom e a sinalização que o Banco Central adota no seu comunicado para as próximas reuniões.

“O boletim Focus colocou expectativa de Selic em 13,75% para este ano, ou seja, temos espaço somente para um ou dois novos cortes ao longo dos próximos meses. Em algum momento o Banco Central vai ter que pausar os cortes de juros e esperar para ver como será o comportamento do mercado ao longo dos próximos meses”, disse ele.

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O corte de quarta-feira da Selic será benéfico para os títulos indexados à inflação+ (Tesouro IPCA+), na visão de Rodrigo Moliterno, da área de renda variável da Veedha Investimentos. “São aqueles títulos que tem uma fração de inflação mais o juros fixo”, afirma Moliterno.

A mesma coisa ocorre nos títulos pré-fixados, que estão com taxas superiores até ao CDI e terão um impacto positivo nesse fechamento de curva. Na renda fixa, esses seriam os títulos talvez mais impactados positivamente, segundo Moliterno.

Atratividade na Bolsa

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Para Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o momento ainda é de cautela para o mercado de renda variável, dado o cenário de expectativa de inflação desenquadrada que vem sendo alertado pelo Banco Central nas últimas reunião. “O corte é bom para os ativos de renda variável. Todo corte de juros tem um porcentual benéfico e acaba beneficiando os ativos de Bolsa”, afirma.

Moliterno diz ainda que na renda variável o corte da Selic tem um impacto maior.

“Quando fizer o valuation de uma empresa e trouxer a empresa a valor presente, ao descontar os juros menores, o valor presente da ação tende a ser mais alto. Então, para o mercado de renda variável, o impacto é bem positivo, tanto é que hoje os mercados estão se recuperando positivamente”, afirma o especialista na quarta-feira, lembrando ainda que essa melhora também vai depender do mercado externo.

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“A questão do possível fim do conflito com a assinatura do acordo entre EUA e Irã até sexta-feira, atrelada ao cenário de juros caindo gera um impacto bastante positivo para o mercado de renda variável”, conclui Moliterno.



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Move Brasil libera hoje crédito para motoristas de app e taxi: vendas devem subir 15%


Com mais de 600 mil inscritos, começa a ser liberado hoje o crédito do governo federal para o programa Move Brasil, destinado a taxistas e motoristas de aplicativo para compra do carro zero. Estimativas da Bright Consulting, consultoria especializada no setor automotivo, indicam que o volume de vendas de veículos leves pode crescer até 15%, desde que os potenciais compradores consigam atender às condições básicas do programa.

Estão cadastradas 11 montadoras e 42 modelos de veículos. Serão R$ 30 bilhões em crédito repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, e os bancos e instituições financeiras parceiras serão os responsáveis por aprovar e liberar o crédito ao consumidor a partir de hoje. O valor máximo do veículo é de R$ 150 mil.

— O principal desafio não será apenas a atratividade da taxa de juros subsidiada, mas a capacidade de aprovação de crédito da base de consumidores. Caso a operacionalização seja eficiente, o programa poderá representar um importante estímulo para a indústria automotiva, com pelo menos 180 mil unidades vendidas ao longo dos próximos 12 meses — projeta Cássio Pagliarini, diretor da Bright Consulting.

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Inadimplência alta

Com o programa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as montadoras, já admite elevar sua estimativa de vendas para este ano. O novo número será divulgado em julho. No início do ano, a previsão era de um crescimento de 2,8% para veículos leves, chegando a 2,6 milhões de unidades.

Mas de janeiro a maio, o segmento já emplacou quase 1,1 milhão de unidades, expansão de 18,2% sobre o mesmo período de 2025. A Anfavea projeta que o programa pode gerar 200 mil unidades emplacadas, o equivalente a um mês de vendas.

— Precisamos saber: será um volume adicional ou antecipação de compras? — questionou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante o evento Anfavea Visions, realizado em São Paulo, no início de junho.

As taxas de juros são de 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres, com prazo de financiamento de 72 meses e carência que pode chegar a seis meses para o pagamento da primeira parcela.

Nos cálculos da Bright Consulting, no caso de um veículo de R$ 100 mil, com 50% de entrada e saldo financiado em 24 meses, com taxa de 0,99% ao mês, o custo financeiro será reduzido em mais de R$ 6 mil quando comparado a uma taxa tradicional de mercado de 1,89% ao mês. Estão incluídos carros flex (a etanol e gasolina), híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol. Modelos a gasolina e diesel ficaram de fora.

Milad Kalume, especialista no setor automotivo da Klume consultoria, avalia que o potencial de vendas é de 200 mil veículos, considerando R$ 30 bilhões divididos por R$ 150 mil e se todos tiverem o crédito aprovado. Ele afirma que os veículos mais usados por taxistas e motoristas de apps, entretanto, têm tíquete médio na faixa dos R$ 120 mil, o que garantiria renovação de frota de até 250 mil novos.

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— O programa favorece em geral os veículos de entrada, como os hatches, sedãs compactos, SUVs pequenos. O plano poderá dar impulso aos veículos elétricos e híbridos — diz o especialista, lembrando que nas capitais, onde há mais infraestrutura de carregamento, o elétrico tende a ganhar maior relevância.

Já em cidades médias e rotas mais longas, o flex e o híbrido ainda são as melhores alternativas. O programa, diz Kalume, tende a acelerar a troca de veículos antigos por modelos mais novos e tecnológicos, renovando a frota, reduzindo emissões e colocando carros mais seguros em circulação.

As locadoras têm um bom número de clientes entre taxistas e motoristas de apps diz Kalume. Segundo a Associação Brasileira das locadoras de Automóveis (Abla), os carros alugados para esses profissionais representam 25% do total. Com crédito mais barato, uma parte dos motoristas vai poder comparar o valor do aluguel mensal com a parcela do financiamento. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, fez um cálculo:

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— Se o motorista comprar um carro financiado de R$ 149 mil, em 72 meses e carência de seis meses, vai pagar em torno de R$ 3.850 de prestação, enquanto a locação desse carro, por mês, sai em torno de R$ 6 mil.

Kalume lembra que, em programas anteriores de estímulo ao carro zero, quando a taxa de juros estava mais baixa, uma parte da população ficou inadimplente. Hoje, diz, a inadimplência já está alta, atingindo 81 milhões de pessoas, o que exclui quem está com nome negativado. Além disso, o Marco Legal das Garantias, aprovado no fim de 2023, permite que as instituições recuperem os bens dados em garantia diretamente pelos cartórios, sem passar por um longo processo judicial.

Para ampliar o alcance, o governo incluiu taxistas e motoristas de apps como categorias elegíveis ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC). Trata-se de programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito.

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Guerra de preços

Nesta semana, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a demanda inicial pelos empréstimos do programa está “gigantesca”.

Os especialistas apontam que a disputa pelos motoristas vai acirrar a guerra de preços entre as montadoras. Na prática isso já está acontecendo. A chinesa GWM informou que o modelo ORA 03 será oferecido no programa por R$ 150 mil, enquanto no mercado o preço é de R$ 169 mil. A chinesa Geely ofertará o elétrico Geely EX2 com desconto de 5% sobre o valor de tabela. O Geely EX2 PRO tem preço a partir de R$ 99.001, para taxistas, e a partir de R$ 117.610, para motoristas de app.

A Jeep, marca da Stellantis, reduziu o preço do Jeep Compass Sport de R$ 174.990 para R$ 120.430. A Honda oferece descontos de até 10% e preços a partir de R$ 90.550. Na troca pelo carro zero, a marca japonesa oferece bônus de R$ 15 mil no carro usado da própria marca, por tempo limitado.

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Em modelos de outras marcas, o bônus é de R$ 10 mil. Todos os modelos nacionais City, WR-V e HR-V, nas versões EX e EXL, se enquadram no programa, com preços inferiores a R$ 150 mil, disse a Honda.

A General Motors, que tem sete modelos habilitados (Onix, Onix Plus, Spin, Tracker, Montana, Sonic e o elétrico Spark EUV), montou operação especial: a rede, em parceria com a Chevrolet Serviços Financeiros, promete acelerar a análise de crédito e o processo de adesão. A instituição faz parte da GM Financial.

A Volkswagen informou que os modelos elegíveis são Polo, Tera, Virtus, Nivus e T-Cross. Os veículos, diz a montadora, cujos preços variam de R$ 93,6 mil (Polo Track 1.0) a R$ 119.990 (T-Cross Sense) estão em linha com o programa. Ela já tem parceria com a Uber, com condições especiais para a compra de seus veículos.

Izabel Rodrigues, de 50 anos, trabalha como taxista há 28 anos:

— A taxa de juros diferenciada para as mulheres é justa, porque elas trabalham em jornada dupla, em casa e, no meu caso, no táxi. Então, a grande maioria tem horário relativamente curto em comparação com o de outros taxistas.

A motorista de app, Maria Alice Sartori, lamenta ter o nome negativado:

— Se não tem nome positivo, não consegue o benefício, e se não consegue o benefício, a pessoa não consegue sair do problema (a negativação).

Pesquisa do IBGE mostrou que quase 1,9 milhão de pessoas trabalhavam como motoristas, em 2024, com renda mensal média de R$ 2,5 mil.

Regras do Move Brasil

Quem pode participar

  • Motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos cem corridas na mesma plataforma
  • Taxistas registrados e em atividade

Veículos ofertados

Carros com valor de até R$ 150 mil, que atendam a critérios de sustentabilidade — flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol — de montadoras habilitadas no Programa Mover.

Solicitação de financiamento deve ser feita na página gov.br/movebrasil

Após aprovação, interessado deve procurar o financiamento em seu banco.

Taxa de juros (mensal)

  • 0,99% ao mês para homens
  • 0,91% ao mês para mulheres
  • Prazo de financiamento
  • 72 meses e carência que pode chegar a seis meses para pagamento da primeira parcela

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Montadoras habilitadas e modelos oferecidos

  • BYD: Dolphin e Dolphin Mini
  • General Motors: Onix, Onix Plus, Spin, Tracker, Montana, Sonic e o elétrico Spark EUV
  • Volkswagen: Polo, Tera, Virtus, Nivus e T-Cross
  • GWM: Ora 03
  • Honda: City Hachback, City Sedan, HR-V e WR-V
  • Hyundai: Creta, HB20, e HB20S
  • Nissan: Kait, Kicks e Versa
  • Renault: Duster, Kardian e Kwid
  • Geely: Geely EX2
  • Stellantis: Citroën Aircros, Basalt, C3; Fiat Argo, Cronos, Pulse, Mobi e Fast Back
  • Jeep: Compass e Renegade; Peugeot 208 e 2008
  • Toyota: Yaris Cross

Fonte: Montadoras, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)



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