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Combustíveis devem cair, mas inflação de serviços e alimentos vão ligar alerta


A inflação de maio, que será publicada nesta sexta-feira (12), deve apresentar variação em torno de 0,52% a 0,54%, na comparação com abril, de acordo com as projeções de bancos e corretoras de investimentos. A expectativa é que os preços dos combustíveis apontem desaceleração após pressão recente devido ao conflito no Oriente Médio. Apesar disso, o balanço deve seguir deteriorado, com aumento de preços em serviços e bens industrializados.

No IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, os dados também trouxeram alívio dos combustíveis, mas o acumulado de 12 meses já estourava o teto da meta de 4,5%, chegando em 4,64%.

Projeções para o IPCA de maio

A projeção da Bloomberg é de avanço de 0,53%. O Banco Daycoval estima que o IPCA de maio virá em 0,52%. Na XP, a projeção é de aumento de 0,54% no dado geral, e o ASA espera aumento de 0,55%.

O mercado espera que a média dos indicadores de inflação subjacente (que exclui itens voláteis) suba 0,45% em relação ao mês anterior e a de serviços subjacentes, 0,49%. Para a XP, a projeção é de 0,45% na inflação subjacente e de 0,53% para serviços subjacentes.

Caso a projeção da XP se concretize, a gestora estima que o ritmo recente da inflação estrutural — aquela que exclui preços voláteis como alimentos e energia — vai acelerar, passando de 5,2% para 5,4%. 

Enquanto isso, a inflação estrutural do setor de serviços — anualizada a partir do ritmo dos últimos três meses — continuaria estacionada em um patamar de 6,1%.

O Daycoval aponta que o dado de maio deve ter reaceleração devido aos preços das passagens aéreas, alimentação fora do domicílio e itens mais sensíveis à atividade econômica, como os intensivos em trabalho.

Em bens industriais, o Daycoval projeta desaceleração com deflação em etanol, automóveis novos e usados, eletrodomésticos e alta menor em vestuário. 

A XP estima aumento de 3,4% nos preços de eletricidade após a ativação da bandeira tarifária amarela e dos ajustes dos distribuidores. Os preços da gasolina devem cair 2,2%, puxados pela queda no etanol anidro, de acordo com a gestora.

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Energia, passagens e alimentos

O Daycoval aponta que, em maio, as altas devem vir dos preços de energia elétrica, passagens aéreas e alimentos, especialmente itens in natura, leite, arroz e carnes vermelhas.

A XP destaca que as estimativas de preços e os índices oficiais estão divergindo quanto ao aumento nos gastos com alimentação fora de casa. O IPC-Fipe, por exemplo, apontou deflação, mas a XP projeta aumento de 0,56% frente ao aumento recente nos preços de alimentos. No consumo doméstico, a projeção é de elevação de 1,7%, puxado por alimentos frescos e carne bovina, contra desaceleração em laticínios, que haviam subido 6% no mês passado e, agora, devem avançar 0,9%.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o cenário ainda é preocupante para a inflação no curto prazo, em linha com o movimento observado nas revisões do Relatório Focus. Nesta semana, os dados apontaram projeção de aumento na inflação do ano, de 5,09% para 5,11%, além de uma leve revisão para cima do crescimento do PIB, de 1,90% para 1,91%.

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Argentina tem novo upgrade da S&P, e títulos em dólar disparam


Os títulos em dólar da Argentina subiram em toda a curva nesta quinta-feira (11), com os papéis mais longos avançando mais de 2 centavos por dólar depois de o país conseguir sua segunda elevação de rating de crédito em menos de dois meses.

Os bônus globais com vencimento em 2035, referência da dívida externa argentina, chegaram a subir 2,9 centavos, para 79,4 centavos por dólar — máxima histórica dos papéis emitidos em 2020. Já os títulos de prazo intermediário, com vencimento em 2030, avançaram mais de 1,2 centavo.

A S&P Global Ratings elevou a nota soberana da Argentina após o fechamento dos mercados na quarta-feira, citando o desempenho fiscal positivo e outras medidas adotadas pelo governo de Javier Milei para garantir o pagamento da dívida nos próximos anos. O rating do país passou de CCC+ para B-, ainda seis degraus abaixo do grau de investimento, segundo comunicado da agência. A perspectiva é estável.

Investidores disseram que a decisão, embora já esperada, deixa a Argentina mais perto de recuperar acesso aos mercados internacionais de capitais.

“A Argentina vinha esperando um upgrade antes de voltar a emitir no mercado”, disse Jeff Grills, chefe de mercados cruzados nos EUA e dívida emergente da Aegon Asset Management. “Agora que a elevação veio, vamos começar a ouvir mais sobre uma possível emissão da Argentina, o que seria um passo importante no caminho de normalização do país.”

No relatório, a S&P apontou a redução das vulnerabilidades econômicas e a melhora da liquidez externa como fatores centrais para a decisão, afirmando que isso abre espaço para a continuidade da recuperação econômica.

“A combinação de superávits fiscais contínuos e acúmulo de reservas internacionais pelo banco central fortaleceu o perfil de liquidez do governo”, escreveram os analistas da S&P.

A Fitch Ratings já havia elevado a Argentina da categoria altamente estressada CCC para B- em maio.

“Os spreads da dívida soberana argentina devem fechar”, disse Daniel Chodos, sócio da corretora local Dhalmore Capital. “Eles podem cair inicialmente para a faixa de 400 a 450 pontos-base, abrindo uma janela para o país emitir dívida nos mercados internacionais.”

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O governo Milei vem conquistando investidores com uma combinação de forte ajuste fiscal, desregulamentação e medidas para normalizar o regime monetário e cambial da Argentina. Também acelerou o acúmulo de reservas, com o banco central comprando mais de US$ 10 bilhões neste ano, ao mesmo tempo em que recorre a fontes locais de financiamento — incluindo uma série de emissões de títulos em dólar no mercado doméstico — e a empréstimos com apoio de organismos multilaterais para cobrir as necessidades imediatas de caixa.

O governo também manteve superávit fiscal primário e foi beneficiado pelo desempenho forte das exportações, impulsionadas pelo agronegócio e pelo aumento das vendas externas de energia. Essas melhora ajudaram a levar os spreads dos bônus soberanos argentinos de volta para perto dos menores níveis da era Milei.

A Argentina recebeu várias elevações de rating das grandes agências durante o governo Milei, à medida que o presidente recompôs as contas públicas e derrubou a inflação, antes em patamar de três dígitos. Fitch e S&P agora classificam o país no mesmo nível, ambas com perspectiva estável. A Moody’s mantém a nota soberana em Caa1, após duas elevações — a última em julho de 2025.

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A S&P observou que o país “provavelmente” enfrentará estresse ao longo dos próximos 18 meses, à medida que a Argentina se aproxima da eleição presidencial de 2027 e investidores seguem questionando a durabilidade das reformas caso Milei não consiga um novo mandato.

Ainda assim, a agência ressaltou que a política econômica atual deve permitir ao governo atravessar a pressão de um ano eleitoral e enfrentar seus desafios de financiamento.

“A elevação do rating da Argentina aumenta a probabilidade de vermos uma operação de gestão de passivos no país, o que ajudaria a reforçar as reservas internacionais antes da eleição presidencial do ano que vem”, disse Jared Lou, gestor de portfólio da William Blair.

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© 2026 Bloomberg L.P.



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Transição energética não é como parece, e o mercado já percebeu







A transição energética já deixou de ser um debate teórico para se tornar um dos principais vetores de transformação da economia global. Mas ainda está longe de seguir um caminho linear.

Para Paula Kovarsky, sócia da Legend Capital, e Clarissa Lins, fundadora da Catavento Consultoria, o maior erro do mercado é tratar o tema como uma ruptura imediata, e não como um processo gradual e complexo. “Não tem varinha mágica, isso é uma transição por definição. A gente precisa entender o que está pronto hoje, o que vai ficar pronto em 5, 10 anos e o que é disruptivo para 20 ou 30 anos”, afirma Paula.

As declarações foram feitas no programa O Clima na Faria Lima, apresentado por Marina Cançado.

Mais opções (e não substituição) é o caminho

Um dos consensos da conversa é que a transição energética não será baseada na substituição de uma fonte por outra, mas sim na ampliação do portfólio energético.

Para Clarissa, essa mudança de mentalidade é central. “Ter uma matriz energética diversificada, com soluções diferentes e atributos distintos, é melhor do que ter menos opções”, diz.

Na prática, isso significa abandonar a lógica binária – fóssil versus renovável – e avançar para um modelo em que diferentes fontes convivem e se complementam. “A gente não está destruindo as antigas, está agregando novas possibilidades”, esclarece.

O clima saiu do campo ideológico e virou risco financeiro

A virada mais relevante dos últimos anos foi a migração do tema climático para o centro das decisões econômicas.

Segundo Paula, eventos extremos e seus impactos diretos fizeram o mercado rever sua percepção de risco. “Você começa a ver fenômenos climáticos afetando o dia a dia, safra falhando, preço de energia subindo… aquilo deixa de ser acadêmico e passa a impactar fluxo financeiro”, explica a especialista.

Com isso, a agenda ESG deixou de ser periférica e passou a integrar modelos de negócio e decisões de investimento de longo prazo.

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Transição já começou, mas em ritmos diferentes

Apesar das dúvidas sobre velocidade, há um consenso: a transição energética já está em curso. Esse avanço, no entanto, é desigual. Enquanto a geração de energia elétrica e a mobilidade já apresentam mudanças relevantes, setores industriais mais intensivos ainda enfrentam barreiras tecnológicas e de custo.

O pano de fundo é claro: “a forma como a gente gera e consome energia responde por três quartos das emissões de gases de efeito estufa”, comenta Clarissa.

O custo da transição foi subestimado

O debate público, porém, não refletiu toda a complexidade do processo. Para Clarissa, houve um excesso de otimismo na forma como a transição foi comunicada.

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“A gente se encantou com soluções tecnicamente viáveis, mas não foi totalmente transparente sobre os investimentos e adaptações necessários”, diz.

Isso inclui não apenas novas tecnologias, mas também infraestrutura, armazenamento de energia, adaptação da demanda e requalificação da força de trabalho.

Segurança energética muda o jogo

O cenário geopolítico recente adicionou uma nova camada à discussão: a segurança energética. Para Paula Kovarsky, esse fator pode acelerar – e não frear – a transição. “Segurança energética passando por renováveis pode ganhar uma importância muito maior do que a própria descarbonização”, acredita.

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Na mesma linha, Clarissa Lins aponta que o conceito de confiabilidade ganhou peso nas decisões globais. “Quem tem mais opções energéticas, e de preferência domésticas e de baixo carbono, ganha vantagem na atração de investimentos”, afirma.

Brasil tem vantage, mas ainda não destrava potencial

O Brasil aparece como um caso emblemático: grande potencial, mas execução limitada. Apesar de uma matriz energética relativamente limpa e vantagens naturais, o país ainda enfrenta entraves estruturais.

E o problema, segundo as especialistas, não é falta de dinheiro. “Eu não compro a ideia de que falta capital. Existe dinheiro. O que falta é preparar projetos para serem investíveis”, comenta Paula.

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Já Clarissa destaca que o Brasil ocupa uma posição intermediária no cenário global. “O Brasil não está nem na frente, nem correndo atrás. Está no meio do caminho em termos de prontidão”, diz. Entre os principais desafios estão regulação, coordenação e previsibilidade de longo prazo.

Carbono como ‘moeda’ da nova economia

Um dos conceitos mais relevantes para destravar a transição é o avanço da contabilidade de carbono. E o tema é estrutural. “O carbono é a moeda da transição energética, e toda moeda precisa de um sistema contábil”, acredita Paula. A lógica, então, é permitir que emissões sejam medidas, precificadas e negociadas, criando incentivos econômicos para a descarbonização.

Transição será inevitável, mas não linear

O diagnóstico final é claro: a transição energética é inevitável, mas será marcada por ciclos e ajustes. “Os movimentos exacerbados são um erro. Nem a euforia resolve, nem o retrocesso”, acredita Paula Kovarsky.

No fim, o desafio não está em escolher uma única solução, mas em equilibrar tecnologia, custo, tempo e geopolítica em uma agenda que deve se estender por décadas.



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Sistema Anchieta-Imigrantes passa a ter pedágio eletrônico


A concessionária Ecovias concluiu a instalação, no trecho Anchieta-Imigrantes, do sistema eletrônico conhecido como siga fácil, para a cobrança automática do pedágio. Os equipamentos estão no km 33 da Via Anchieta e no km 19 da Rodovia dos Imigrantes, em ambos os sentidos.

Os aparelhos ainda passarão por testes e, por enquanto, não farão a cobrança dos usuários. Neste momento, o pagamento deve ser feito nas praças de pedágio tradicionais.

O Siga Fácil substituirá as atuais praças localizadas nos quilômetros 32 da Imigrantes e 31 da Anchieta, que serão desativadas.

“Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo”, afirmou o diretor superintendente da Ecovias Imigrantes, Ronald Marangon.

Os equipamentos usam tecnologia de identificação por meio de câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos com a leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso. O sistema foi desenvolvido pelo governo de São Paulo.



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Banco Mundial revê de 2% para 1,9% crescimento do PIB do Brasil em 2026


O Banco Mundial revisou de 2% para 1,9% a projeção ao crescimento da economia brasileira em 2026, dada a desaceleração aguardada no consumo. Para 2027, o prognóstico ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto de 2,3% para 2%.

A expectativa é que a atividade volte a ganhar tração a partir de 2027, em virtude da queda dos juros, porém em ritmo inferior às projeções divulgadas em janeiro.

No relatório divulgado nesta quinta-feira, 11, no qual atualiza as previsões ao crescimento global, o Banco Mundial observa que o choque do petróleo, na esteira da escalada dos conflitos no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina. Isso porque algumas grandes economias da região, como o Brasil, são exportadoras líquidas de commodities energéticas.

Por outro lado, são destacadas no relatório as pressões inflacionárias decorrentes do conflito, exigindo respostas de política econômica dos países, incluindo teto de preços e subsídios a combustíveis.

O Banco Mundial revisou de 2,3% para 2,2% a previsão ao crescimento da América Latina e Caribe como um todo neste ano, apontando riscos elevados referentes à desaceleração da economia global, em especial Estados Unidos e China, num contexto de juros altos por mais tempo no mundo.

Conforme o relatório, com a inflação alta em alguns países, o espaço para cortes de juros varia entre as economias. Em paralelo, restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos em estimular a atividade, tornando também mais custoso amortecer o aumento nos preços dos combustíveis.

A mensagem da instituição é de que o crescimento da América Latina tende a permanecer baixo se não houver reformas que elevem tanto a produtividade quanto os investimentos e a qualificação de capital humano, além do ambiente de negócios.



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Alemanha enfrenta recuperação econômica lenta devido a peso dos preços da energia


BERLIM, 12 ⁠Jun (Reuters) – ⁠A recuperação econômica da ‌Alemanha deverá avançar, na melhor ‌das hipóteses, aos poucos, dependendo do conflito no Oriente Médio ⁠e ‌dos preços ⁠da energia e das commodities, afirmou o Ministério da Economia ​nesta sexta-feira.

O ministério acrescentou em ​seu relatório mensal que o ritmo da economia provavelmente ‌desacelerou significativamente ​no segundo trimestre, com a produção industrial ⁠devendo ​apresentar ​apenas um crescimento modesto ⁠nos próximos ​meses e sem previsão de ​recuperação na demanda por mão ​de ⁠obra, mesmo durante o ⁠verão, devido aos preços mais altos da energia.



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Gastos do governo são único fator que impede queda do PIB da Alemanha, afirma BC


FRANKFURT, 12 Jun (Reuters) – Os elevados gastos do ⁠governo com defesa e infraestrutura impedirão que a ⁠Alemanha entre em recessão este ano, em meio aos impactos da guerra ‌no Irã sobre a maior economia da Europa e a inflação, afirmou o banco central do país nesta sexta-feira.

A economia alemã tem estado praticamente estagnada ‌nos últimos três anos, com um aumento nos gastos que deveria retomar o crescimento este ano ofuscado pela alta dos preços da energia.

A terceira maior economia do mundo deve agora crescer apenas 0,5% em 2026, abaixo da previsão de 0,6% feita em dezembro, enquanto a expansão para 2027 foi reduzida de 1,3% para ⁠0,8%, ‌informou o Bundesbank um dia depois de o BCE ter reduzido sua própria ⁠previsão de crescimento para a zona do euro, mas ainda assim ter aumentado as taxas de juros para combater a inflação.

“A política fiscal expansionista será a única coisa que impedirá uma queda no Produto Interno Bruto no semestre do verão”, afirmou o Bundesbank. “Isso compensará, mais ou menos, o impacto ​da guerra no Oriente Médio.”

O banco estima que os gastos do governo, particularmente com defesa, impulsionarão o crescimento em 1,3 ponto percentual acumulado até ​2028.

Mas os altos custos da energia vão reduzir o poder de compra das famílias, enquanto as empresas também podem enfrentar gargalos crescentes de abastecimento e uma demanda mais fraca.

Além disso, a incerteza e as taxas de juros mais altas também serão um entrave ao investimento privado, mesmo que o impacto ‌da guerra venha a diminuir nos próximos anos, acrescentou ​o banco central.

“Os riscos estão claramente inclinados para cima em relação à inflação e para o lado negativo em relação à atividade econômica”, afirmou o banco.

Em seu relatório mensal, o Ministério da ⁠Economia da Alemanha também alertou ​nesta sexta-feira sobre ​o efeito moderador dos altos custos de energia sobre a demanda.

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Ele afirmou que a economia alemã se ⁠recuperará, na melhor das hipóteses, apenas em ​pequenos passos, e que o mercado de trabalho não mostra sinais de melhora nos próximos meses.

O Bundesbank não prevê que a alta subjacente dos preços, que exclui os preços ​voláteis de alimentos e energia, volte a ficar abaixo da meta de 2% do BCE até o horizonte de previsão de 2028.

A ​inflação geral na Alemanha ⁠deve ficar em 2,9% este ano e 2,7% em 2027, corroborando os comentários do presidente do Bundesbank, ⁠Joachim Nagel, de que o BCE estará pronto para aumentar as taxas de juros novamente em julho, se necessário.

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A inflação subjacente, por sua vez, deve ficar em 2,6% este ano, 2,5% em 2027 e 2,3% em 2028, refletindo a própria projeção do BCE de que pode ser difícil levá-la de volta a 2%.



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inflação sobe 0,58% em maio, um pouco acima do esperado pelo mercado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,58% em maio de 2026, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,72%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,53% sobre o mês anterior e de 4,66% em 12 meses.

Com taxa de 1,33% e 0,29 p.p. (ponto percentual) de impacto, o grupo alimentos e bebidas respondeu metade do resultado do mês, seguido dos grupos habitação com 1,22% de variação e 0,18 p.p. de impacto e saúde e cuidados pessoais, cuja alta foi de 0,90% e o impacto de 0,12 p.p. O subitem com maior impacto individual (0,15 p.p.) foi energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. Os resultados da inflação oficial do país foram divulgados, na manhã de hoje (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em maio, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. No lado das quedas destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

O grupo Habitação acelerou de abril (0,63%) para maio (1,22%) sob influência do subitem energia elétrica residencial que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 p.p.). “A alta se deu pela combinação de reajustes em algumas áreas e a vigência, no mês de maio, da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos”, explicou o gerente.

Os reajustes incorporados foram os seguintes: 5,91% em Aracaju (7,37%), 5,59% em Fortaleza (6,94%) e 4,78% em Salvador (6,73%), os três com vigência desde 22 de abril; 12,36% em Campo Grande (13,56%) a partir de 24 de abril; 3,86% em Recife (8,84%) vigente desde 29 de abril e 5,21% em Belo Horizonte (2,27%), a partir de 28 de maio.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%) sobressaem as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%), e do plano de saúde, com variação de 0,50%.

A variação do grupo Transportes (-0,46%), único com queda em maio, se deu pelo recuo nos combustíveis (-1,95%), com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 p.p.), de 1,86% para -1,46%. Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril.

Quanto aos indices regionais, as maiores variações foram registradas em Aracaju e Campo Grande com 1,31%, em ambas, por influência das altas da energia elétrica residencial (7,37% e 13,56%) e do tomate (32,75% e 22,61%), respectivamente. A menor variação ocorreu em Curitiba (0,29%), por conta do recuo do emplacamento e licença (-4,83%) e da gasolina (-2,49%).

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(com agência de notícias do IBGE)



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Dez dos 15 locais pesquisados puxaram a alta da indústria em abril


A alta de 0,7% da produção industrial nacional referente a abril de 2026 foi puxada por dez dos 15 locais pesquisados pelo…



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Membro do BCE diz que juros terão de subir ainda mais, informa a Bloomberg


FRANKFURT, 12 ⁠Jun (Reuters) – O ⁠Banco Central Europeu (BCE) ‌terá de aumentar ainda mais as taxas ‌de juros para impedir que o aumento da inflação provocado pela guerra ⁠no ‌Irã se ⁠espalhe e se consolide, afirmou o presidente do banco central da Eslováquia, ​Peter Kazimir, à Bloomberg nesta sexta-feira.

“Nossa ​missão ainda não está concluída”, disse Kazimir, segundo a agência. “É muito ‌cedo para ​discutir se a política monetária precisa se tornar ⁠restritiva. ​Mas ​eu definitivamente não descartaria essa ⁠possibilidade, considerando ​como as pressões sobre os preços estão ​se espalhando pela economia.”

Kazimir não ​quis se ⁠pronunciar sobre se a ⁠medida deveria ocorrer já em julho ou somente em setembro.



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