Categorias
economia

IGP-M desacelera para 0,21% na primeira prévia de junho, diz FGV


O recuo no Índice de Preços ao Produtor Amplo e no IPC-M sustentou a perda de força do indicador em relação à alta de 0,27% registrada no mesmo período de maio, apesar da aceleração do INCC-M

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou a 0,21% na primeira prévia de junho, conforme divulgou a Fundação Getulio Vargas nesta quinta (11). Na primeira prévia de maio, o indicador registrou alta de 0,27%.

O movimento foi sustentado pelo alívio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (0,18% para 0,09%). Também houve perda de força no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) nesta leitura, de 0,41% em maio para 0,32% em junho.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), porém, acelerou a 0,77% na primeira prévia de junho, após alta de 0,64% na leitura anterior.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

preços ao produtor surpreendem, sobem 1,1% em maio e 6,5% na base anual


O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 1,1% em maio ante abril, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 11, pelo Departamento do Trabalho do país.

Na comparação anual, o PPI avançou 6,5% em maio.

Analistas consultados pela FactSet previam alta mensal de 0,6% e acréscimo anual de 6,4%.

O núcleo do PPI dos EUA subiu 0,4% em maio ante abril. Na comparação anual, o núcleo do PPI avançou 4,9% em maio.

Analistas consultados pela FactSet previam alta mensal de 0,3%.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm leve alta


WASHINGTON, 11 Jun (Reuters) – O ⁠número de norte-americanos que ⁠entraram com pedidos de auxílio-desemprego aumentou ligeiramente ‌na semana passada, indicando uma resiliência contínua do mercado de trabalho no início ‌de junho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 4.000, para 229.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 6 de junho, informou o Departamento do Trabalho ⁠nesta ‌quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 219.000 ⁠pedidos para a última semana.

Os pedidos tendem a aumentar no início do verão, já que alguns Estados permitem que funcionários não docentes solicitem auxílio-desemprego durante as ​longas férias escolares. Os fatores sazonais, o modelo usado pelo governo para eliminar ​as flutuações sazonais dos dados, nem sempre capturam esses movimentos.

A economia registrou o terceiro mês consecutivo de forte crescimento do emprego em maio, informou o ‌governo na semana passada. A ​taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, pelo terceiro mês consecutivo.

Parte da força no crescimento do emprego provavelmente ⁠se deve ​ao baixo ​número de demissões. Uma pesquisa da Federação Nacional de ⁠Empresas Independentes divulgada esta ​semana mostrou que seu indicador de emprego caiu em maio pelo terceiro mês consecutivo, enquanto ​a parcela de proprietários que planejam criar novos empregos nos próximos três ​meses caiu ⁠para o menor nível em seis anos.

Economistas afirmam que ⁠as contratações têm sido limitadas pela incerteza política, incluindo as tarifas de importação do ano passado e, agora, a guerra liderada pelos EUA contra o Irã.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

BCE revisa inflação para cima até 2027 e reduz projeções de crescimento


O Banco Central Europeu (BCE) elevou suas projeções de inflação para a zona do euro em 2026 e 2027 e, ao mesmo tempo, reduziu as estimativas de crescimento econômico para os dois anos, reforçando o diagnóstico de que o choque nos preços de energia provocado pela guerra no Oriente Médio deve pressionar os preços e enfraquecer a atividade.

Segundo as novas projeções divulgadas nesta quinta-feira, 11, o BCE passou a prever inflação de 3% em 2026, ante 2,6% estimados anteriormente, e de 2,3% em 2027, acima dos 2% projetados em março. Para 2028, porém, a expectativa de inflação foi reduzida de 2,1% para 2%, em linha com a meta da instituição.

As previsões para o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, também foram revisadas para cima. O BCE agora projeta inflação subjacente de 2,5% em 2026 e 2027, ante estimativas anteriores de 2,3% e 2,2%, respectivamente. Para 2028, a projeção subiu de 2,1% para 2,2%.

No campo da atividade, o banco central cortou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro de 0,9% para 0,8% em 2026 e de 1,3% para 1,2% em 2027. Para 2028, a estimativa foi elevada de 1,4% para 1,5%.

Revisões após alta nos juros

As revisões acompanham a decisão do BCE de elevar suas principais taxas de juros em 25 pontos-base nesta quinta-feira, a primeira alta desde setembro de 2023.

A autoridade monetária justificou o aperto pela aceleração da inflação após a disparada dos preços de energia decorrente do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em comunicado, o BCE reafirmou que continuará monitorando a situação de perto e que manterá a estratégia de decidir a cada reunião, conforme a evolução dos dados.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Banco Mundial reduz previsão de crescimento global para 2,5% por guerra


 WASHINGTON, 11 Jun (Reuters) – O Banco Mundial reduziu nesta quinta-feira sua ⁠previsão de crescimento global para 2026 a 2,5% devido à guerra no Oriente Médio, ⁠e afirmou que a expansão pode desacelerar para apenas 1,3% caso as interrupções no abastecimento de energia se revelem ‌mais graves e sejam acompanhadas de tensões significativas nos mercados financeiros.

O crescimento global atingiu 2,9% em 2025, informou o banco em seu relatório semestral “Perspectivas Econômicas Globais”, um aumento de 0,2 ponto percentual em relação à estimativa de janeiro. Sua previsão para 2026 é ‌0,1 ponto percentual inferior à de janeiro, a mais baixa observada desde o início da pandemia de Covid no final de 2019.

O banco reduziu as previsões para dois terços dos países como resultado da guerra, com os maiores cortes afetando os Emirados Árabes Unidos, o Iraque e outros países do Oriente Médio cujas exportações de energia foram duramente afetadas pelo conflito.

A perspectiva sombria do Banco Mundial surge no momento em que a guerra iniciada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro se arrasta pelo quarto ⁠mês. ‌Ela provocou um aumento acentuado nos preços da energia devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, renovou as pressões inflacionárias em todo ⁠o mundo e alimentou expectativas de uma política monetária mais restritiva em muitos países. Os preços dos fertilizantes também subiram acentuadamente, gerando preocupações sobre uma grave crise no abastecimento de alimentos.

Os preços do petróleo fecharam quase US$2 mais altos na quarta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país atacaria o Irã “com muita força” se nenhum acordo de paz fosse finalizado, após uma das mais significativas trocas de tiros desde o cessar-fogo de abril.

O Banco Mundial afirmou que sua ​previsão básica pressupõe um preço médio do petróleo Brent de US$94 para o ano, alta de 36% em relação a 2025, e que as piores interrupções no abastecimento de energia diminuiriam até o final de julho, com a inflação global estimada ​em 4%.

O banco afirmou que o crescimento pode desacelerar para 2,1% se as interrupções no abastecimento de energia se prolongarem e os preços do petróleo ficarem em média em US$ 115 por barril este ano, o que pode elevar a inflação para 4,4%. As perspectivas se agravariam ainda mais, com o crescimento desacelerando para apenas 1,3%, se o choque energético afetar os mercados financeiros, resultando em preços mais baixos da energia, maior volatilidade e menor confiança, afirmou.

“Esses cenários de risco mostram como as perspectivas podem se deteriorar ‌rapidamente se as pressões de energia e financeiras se reforçarem mutuamente”, disse Ayhan Kose, vice-economista-chefe ​do Banco Mundial. Se o choque energético desencadear um choque no mercado financeiro, a confiança pode se deteriorar rapidamente, afirmou ele.

CRESCIMENTO É INFERIOR AO DA ÚLTIMA DÉCADA

O crescimento global deve melhorar para 2,8% em 2027 e 2028, mas isso permanece 0,4 ponto percentual abaixo das taxas médias observadas durante a década de 2010 ⁠devido a uma série de fatores, incluindo crescimento populacional ​mais lento, crescimento mais fraco do ​investimento privado, queda do investimento público, aumento da dívida pública e expansão mais lenta do comércio, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill.

Continua depois da publicidade

“A economia mundial está muito ⁠menos resiliente hoje do que em 2008 e mesmo em comparação com ​2018”, disse Gill a repórteres, prevendo que os próximos anos serão marcados por alta incerteza política, pressões inflacionárias e taxas de juros elevadas.

O crescimento fraco nas economias em desenvolvimento estagnou o progresso em direção aos níveis de renda das economias avançadas, com dezenas de países em desenvolvimento, excluindo China e ​da Índia, enfrentando uma “década perdida” na qual não viram progresso na redução da diferença de renda per capita em relação às economias avançadas, segundo o relatório.

As economias em desenvolvimento foram mais duramente afetadas pela guerra, com o ​banco projetando agora um crescimento de 3,6% ⁠neste ano — o menor nível pós-pandemia —, ante 4,4% em 2025.

Continua depois da publicidade

O banco manteve sua previsão de crescimento de 2,2% para a economia dos EUA em 2026, mas afirmou que esse ⁠número pode cair para 2,1% em 2027 e 2% em 2028. A zona do euro deve crescer 0,8% em 2026, ante 1,4% em 2025.

O Banco Mundial projetou um crescimento do PIB de 4,2% na China em 2026, uma revisão para baixo de 0,2 ponto percentual, após crescimento de 5% em 2025.

O Banco Mundial reduziu sua previsão para o crescimento do PIB no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão em 2,7 pontos percentuais, para 1,6% em 2026, ante 4% em 2025, mas afirmou que o crescimento na região pode se recuperar para 5% em ​2027.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Custo da cesta básica sobe em todas as capitais em maio, revelam Dieese e Conab


O custo da cesta básica subiu em maio em todas as 27 capitais do País, pressionado principalmente por altas em itens como batata, tomate, carne e feijão, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre abril e maio de 2026, as elevações mais importantes ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%).

São Paulo continuou com a cesta mais cara do País: R$ 952,20, após alta mensal de 5,08%.

Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43). No Norte e Nordeste, onde a composição é diferente, os menores valores foram registrados em São Luís (R$ 651,15) e Aracaju (R$ 652,73).

Na comparação anual, quase todas as capitais tiveram aumento entre maio de 2025 e maio de 2026, com variações de 0,79% (Boa Vista) a 14,29% (Recife). A única queda foi em São Luís (-2,52%). No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta, com taxa oscilando de 3,45% (São Luís) a 21,94% (Recife).

A alta da cesta também elevou o esforço do trabalhador. Em maio, o tempo médio necessário para comprar os itens foi de 105 horas e 50 minutos trabalhados, acima de abril (100 horas e 52 minutos). Em média, o gasto comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido. Com base na cesta mais cara, o Dieese estimou que o “salário mínimo necessário” deveria ter sido de R$ 7.999,44, ou 4,93 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Combustíveis devem cair, mas inflação de serviços e alimentos vão ligar alerta


A inflação de maio, que será publicada nesta sexta-feira (12), deve apresentar variação em torno de 0,52% a 0,54%, na comparação com abril, de acordo com as projeções de bancos e corretoras de investimentos. A expectativa é que os preços dos combustíveis apontem desaceleração após pressão recente devido ao conflito no Oriente Médio. Apesar disso, o balanço deve seguir deteriorado, com aumento de preços em serviços e bens industrializados.

No IPCA-15, considerado uma prévia da inflação, os dados também trouxeram alívio dos combustíveis, mas o acumulado de 12 meses já estourava o teto da meta de 4,5%, chegando em 4,64%.

Projeções para o IPCA de maio

A projeção da Bloomberg é de avanço de 0,53%. O Banco Daycoval estima que o IPCA de maio virá em 0,52%. Na XP, a projeção é de aumento de 0,54% no dado geral, e o ASA espera aumento de 0,55%.

O mercado espera que a média dos indicadores de inflação subjacente (que exclui itens voláteis) suba 0,45% em relação ao mês anterior e a de serviços subjacentes, 0,49%. Para a XP, a projeção é de 0,45% na inflação subjacente e de 0,53% para serviços subjacentes.

Caso a projeção da XP se concretize, a gestora estima que o ritmo recente da inflação estrutural — aquela que exclui preços voláteis como alimentos e energia — vai acelerar, passando de 5,2% para 5,4%. 

Enquanto isso, a inflação estrutural do setor de serviços — anualizada a partir do ritmo dos últimos três meses — continuaria estacionada em um patamar de 6,1%.

O Daycoval aponta que o dado de maio deve ter reaceleração devido aos preços das passagens aéreas, alimentação fora do domicílio e itens mais sensíveis à atividade econômica, como os intensivos em trabalho.

Em bens industriais, o Daycoval projeta desaceleração com deflação em etanol, automóveis novos e usados, eletrodomésticos e alta menor em vestuário. 

A XP estima aumento de 3,4% nos preços de eletricidade após a ativação da bandeira tarifária amarela e dos ajustes dos distribuidores. Os preços da gasolina devem cair 2,2%, puxados pela queda no etanol anidro, de acordo com a gestora.

Continua depois da publicidade

Energia, passagens e alimentos

O Daycoval aponta que, em maio, as altas devem vir dos preços de energia elétrica, passagens aéreas e alimentos, especialmente itens in natura, leite, arroz e carnes vermelhas.

A XP destaca que as estimativas de preços e os índices oficiais estão divergindo quanto ao aumento nos gastos com alimentação fora de casa. O IPC-Fipe, por exemplo, apontou deflação, mas a XP projeta aumento de 0,56% frente ao aumento recente nos preços de alimentos. No consumo doméstico, a projeção é de elevação de 1,7%, puxado por alimentos frescos e carne bovina, contra desaceleração em laticínios, que haviam subido 6% no mês passado e, agora, devem avançar 0,9%.

Para Leonardo Costa, economista do ASA, o cenário ainda é preocupante para a inflação no curto prazo, em linha com o movimento observado nas revisões do Relatório Focus. Nesta semana, os dados apontaram projeção de aumento na inflação do ano, de 5,09% para 5,11%, além de uma leve revisão para cima do crescimento do PIB, de 1,90% para 1,91%.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Argentina tem novo upgrade da S&P, e títulos em dólar disparam


Os títulos em dólar da Argentina subiram em toda a curva nesta quinta-feira (11), com os papéis mais longos avançando mais de 2 centavos por dólar depois de o país conseguir sua segunda elevação de rating de crédito em menos de dois meses.

Os bônus globais com vencimento em 2035, referência da dívida externa argentina, chegaram a subir 2,9 centavos, para 79,4 centavos por dólar — máxima histórica dos papéis emitidos em 2020. Já os títulos de prazo intermediário, com vencimento em 2030, avançaram mais de 1,2 centavo.

A S&P Global Ratings elevou a nota soberana da Argentina após o fechamento dos mercados na quarta-feira, citando o desempenho fiscal positivo e outras medidas adotadas pelo governo de Javier Milei para garantir o pagamento da dívida nos próximos anos. O rating do país passou de CCC+ para B-, ainda seis degraus abaixo do grau de investimento, segundo comunicado da agência. A perspectiva é estável.

Investidores disseram que a decisão, embora já esperada, deixa a Argentina mais perto de recuperar acesso aos mercados internacionais de capitais.

“A Argentina vinha esperando um upgrade antes de voltar a emitir no mercado”, disse Jeff Grills, chefe de mercados cruzados nos EUA e dívida emergente da Aegon Asset Management. “Agora que a elevação veio, vamos começar a ouvir mais sobre uma possível emissão da Argentina, o que seria um passo importante no caminho de normalização do país.”

No relatório, a S&P apontou a redução das vulnerabilidades econômicas e a melhora da liquidez externa como fatores centrais para a decisão, afirmando que isso abre espaço para a continuidade da recuperação econômica.

“A combinação de superávits fiscais contínuos e acúmulo de reservas internacionais pelo banco central fortaleceu o perfil de liquidez do governo”, escreveram os analistas da S&P.

A Fitch Ratings já havia elevado a Argentina da categoria altamente estressada CCC para B- em maio.

“Os spreads da dívida soberana argentina devem fechar”, disse Daniel Chodos, sócio da corretora local Dhalmore Capital. “Eles podem cair inicialmente para a faixa de 400 a 450 pontos-base, abrindo uma janela para o país emitir dívida nos mercados internacionais.”

Continua depois da publicidade

O governo Milei vem conquistando investidores com uma combinação de forte ajuste fiscal, desregulamentação e medidas para normalizar o regime monetário e cambial da Argentina. Também acelerou o acúmulo de reservas, com o banco central comprando mais de US$ 10 bilhões neste ano, ao mesmo tempo em que recorre a fontes locais de financiamento — incluindo uma série de emissões de títulos em dólar no mercado doméstico — e a empréstimos com apoio de organismos multilaterais para cobrir as necessidades imediatas de caixa.

O governo também manteve superávit fiscal primário e foi beneficiado pelo desempenho forte das exportações, impulsionadas pelo agronegócio e pelo aumento das vendas externas de energia. Essas melhora ajudaram a levar os spreads dos bônus soberanos argentinos de volta para perto dos menores níveis da era Milei.

A Argentina recebeu várias elevações de rating das grandes agências durante o governo Milei, à medida que o presidente recompôs as contas públicas e derrubou a inflação, antes em patamar de três dígitos. Fitch e S&P agora classificam o país no mesmo nível, ambas com perspectiva estável. A Moody’s mantém a nota soberana em Caa1, após duas elevações — a última em julho de 2025.

Continua depois da publicidade

A S&P observou que o país “provavelmente” enfrentará estresse ao longo dos próximos 18 meses, à medida que a Argentina se aproxima da eleição presidencial de 2027 e investidores seguem questionando a durabilidade das reformas caso Milei não consiga um novo mandato.

Ainda assim, a agência ressaltou que a política econômica atual deve permitir ao governo atravessar a pressão de um ano eleitoral e enfrentar seus desafios de financiamento.

“A elevação do rating da Argentina aumenta a probabilidade de vermos uma operação de gestão de passivos no país, o que ajudaria a reforçar as reservas internacionais antes da eleição presidencial do ano que vem”, disse Jared Lou, gestor de portfólio da William Blair.

Continua depois da publicidade

© 2026 Bloomberg L.P.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Transição energética não é como parece, e o mercado já percebeu







A transição energética já deixou de ser um debate teórico para se tornar um dos principais vetores de transformação da economia global. Mas ainda está longe de seguir um caminho linear.

Para Paula Kovarsky, sócia da Legend Capital, e Clarissa Lins, fundadora da Catavento Consultoria, o maior erro do mercado é tratar o tema como uma ruptura imediata, e não como um processo gradual e complexo. “Não tem varinha mágica, isso é uma transição por definição. A gente precisa entender o que está pronto hoje, o que vai ficar pronto em 5, 10 anos e o que é disruptivo para 20 ou 30 anos”, afirma Paula.

As declarações foram feitas no programa O Clima na Faria Lima, apresentado por Marina Cançado.

Mais opções (e não substituição) é o caminho

Um dos consensos da conversa é que a transição energética não será baseada na substituição de uma fonte por outra, mas sim na ampliação do portfólio energético.

Para Clarissa, essa mudança de mentalidade é central. “Ter uma matriz energética diversificada, com soluções diferentes e atributos distintos, é melhor do que ter menos opções”, diz.

Na prática, isso significa abandonar a lógica binária – fóssil versus renovável – e avançar para um modelo em que diferentes fontes convivem e se complementam. “A gente não está destruindo as antigas, está agregando novas possibilidades”, esclarece.

O clima saiu do campo ideológico e virou risco financeiro

A virada mais relevante dos últimos anos foi a migração do tema climático para o centro das decisões econômicas.

Segundo Paula, eventos extremos e seus impactos diretos fizeram o mercado rever sua percepção de risco. “Você começa a ver fenômenos climáticos afetando o dia a dia, safra falhando, preço de energia subindo… aquilo deixa de ser acadêmico e passa a impactar fluxo financeiro”, explica a especialista.

Com isso, a agenda ESG deixou de ser periférica e passou a integrar modelos de negócio e decisões de investimento de longo prazo.

Continua depois da publicidade

Transição já começou, mas em ritmos diferentes

Apesar das dúvidas sobre velocidade, há um consenso: a transição energética já está em curso. Esse avanço, no entanto, é desigual. Enquanto a geração de energia elétrica e a mobilidade já apresentam mudanças relevantes, setores industriais mais intensivos ainda enfrentam barreiras tecnológicas e de custo.

O pano de fundo é claro: “a forma como a gente gera e consome energia responde por três quartos das emissões de gases de efeito estufa”, comenta Clarissa.

O custo da transição foi subestimado

O debate público, porém, não refletiu toda a complexidade do processo. Para Clarissa, houve um excesso de otimismo na forma como a transição foi comunicada.

Continua depois da publicidade

“A gente se encantou com soluções tecnicamente viáveis, mas não foi totalmente transparente sobre os investimentos e adaptações necessários”, diz.

Isso inclui não apenas novas tecnologias, mas também infraestrutura, armazenamento de energia, adaptação da demanda e requalificação da força de trabalho.

Segurança energética muda o jogo

O cenário geopolítico recente adicionou uma nova camada à discussão: a segurança energética. Para Paula Kovarsky, esse fator pode acelerar – e não frear – a transição. “Segurança energética passando por renováveis pode ganhar uma importância muito maior do que a própria descarbonização”, acredita.

Continua depois da publicidade

Na mesma linha, Clarissa Lins aponta que o conceito de confiabilidade ganhou peso nas decisões globais. “Quem tem mais opções energéticas, e de preferência domésticas e de baixo carbono, ganha vantagem na atração de investimentos”, afirma.

Brasil tem vantage, mas ainda não destrava potencial

O Brasil aparece como um caso emblemático: grande potencial, mas execução limitada. Apesar de uma matriz energética relativamente limpa e vantagens naturais, o país ainda enfrenta entraves estruturais.

E o problema, segundo as especialistas, não é falta de dinheiro. “Eu não compro a ideia de que falta capital. Existe dinheiro. O que falta é preparar projetos para serem investíveis”, comenta Paula.

Continua depois da publicidade

Já Clarissa destaca que o Brasil ocupa uma posição intermediária no cenário global. “O Brasil não está nem na frente, nem correndo atrás. Está no meio do caminho em termos de prontidão”, diz. Entre os principais desafios estão regulação, coordenação e previsibilidade de longo prazo.

Carbono como ‘moeda’ da nova economia

Um dos conceitos mais relevantes para destravar a transição é o avanço da contabilidade de carbono. E o tema é estrutural. “O carbono é a moeda da transição energética, e toda moeda precisa de um sistema contábil”, acredita Paula. A lógica, então, é permitir que emissões sejam medidas, precificadas e negociadas, criando incentivos econômicos para a descarbonização.

Transição será inevitável, mas não linear

O diagnóstico final é claro: a transição energética é inevitável, mas será marcada por ciclos e ajustes. “Os movimentos exacerbados são um erro. Nem a euforia resolve, nem o retrocesso”, acredita Paula Kovarsky.

No fim, o desafio não está em escolher uma única solução, mas em equilibrar tecnologia, custo, tempo e geopolítica em uma agenda que deve se estender por décadas.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Sistema Anchieta-Imigrantes passa a ter pedágio eletrônico


A concessionária Ecovias concluiu a instalação, no trecho Anchieta-Imigrantes, do sistema eletrônico conhecido como siga fácil, para a cobrança automática do pedágio. Os equipamentos estão no km 33 da Via Anchieta e no km 19 da Rodovia dos Imigrantes, em ambos os sentidos.

Os aparelhos ainda passarão por testes e, por enquanto, não farão a cobrança dos usuários. Neste momento, o pagamento deve ser feito nas praças de pedágio tradicionais.

O Siga Fácil substituirá as atuais praças localizadas nos quilômetros 32 da Imigrantes e 31 da Anchieta, que serão desativadas.

“Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo”, afirmou o diretor superintendente da Ecovias Imigrantes, Ronald Marangon.

Os equipamentos usam tecnologia de identificação por meio de câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos com a leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso. O sistema foi desenvolvido pelo governo de São Paulo.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.